Enéade


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A Enéade


Shu
Tefnut
Nut
Geb

Néftis
Osíris
Ísis
Set

A Ogdóade

Nu/Naunet
Amoun/Amaunet

Kuk/Kauket
Huh/Hauhet

Outros Deuses Egípcios

Anúbis
Anuket
Apófis
Apep
Ápis
Aten
Bast
Bés
Hadit
Hapi
Hathor
Hórus
Harpócrates
Khepri

Khonsu
Khnum
Maat
Mentu
Neith
Nuit
Ptah
Sebek
Sekhmet
Seshet
Tahuti
Tawaret
Tum

Enéade é o nome do conjunto de nove deuses que formaram a cosmogonia de Heliópolis criada pelos sacerdotes desta cidade. Formam parte dela as seguintes divindades: Atum, Shu, Tefnut, Nut, Geb, Isis, Osiris, Neftis e Seth.

A Enéade

Tríada de Heliópolis. Ramesseum

Os egípcios tiveram uma grande tendência às agrupações familiares de seus deuses, primero por pares, representando a força criadora mediante um princípio feminino e outro masculino. Depois da reunificação, cada cidade lutou para a preeminência de seu deus, tentando fixar seu mito da criação, a partir de agrupamentos familiares: os pares passaram a tríades ou grupos maiores, até acabar formando Enéadas, quase sempre formados por nove divindades relacionadas. A mais importante de todas estas cosmogonias era a mais antiga: a versão criada pelos sacerdotes de Ra da cidade de Heliópolis. Todas as cosmogonias locais eram aceitas, e todas tinham uma base em comum:

Cosmogonia Heliopolitana

Estátua de Hórus em seu templo de Edfu

Na Enéade podemos distinguir três princípios que formam a criação em si mesma:

Quando o mundo ainda não existia, tudo estava fundido em um oceano caótico, Nun, onde se encontrava Atum (o Sol) diluído, até que tomou consciência de si mesmo e gritou, surgindo Ra, cujos títulos falam falam o suficiente: "Ele que criou a si mesmo", "O grande Ele e Ela", e faz emergir uma colina (A Colina Primordial), a primeira matéria sólida de onde cria e coloca toda a sua obra: cria o princípio masculino e feminino que para os egípcios são o símbolo da criação e da geração, formada pelo ar, Shu, e pela umidade, Tefnut, antepassados do resto dos deuses. Deste primeiro par, nascem Nut (a abóbada celeste) e Geb (a terra).

Ra havia proibido a união de Nut e Geb, pelo qual lhes castigou por sua desobediência mandando a Shu que os separara. Deste modo, Geb tombado, Nut arqueada sobre ele e Shu entre ambos permite a aparição do espaço necessário para o mundo que conhecemos com todos os sers vivos, incluindo a humanidade que nasce das lágrimas de Atum. Também os amaldiçoou ordenando que as crianças não nascecem nenhum mês, para que Osíris, Ísis, Seth e Neftis crescessem dentro dela, inclusive Ísis dando à luz Hórus em seu ventre. O deus Thot intercedeu por eles e roubou a lua pelos cinco dias epagômenos para que os cinco nascessem. Seth e Neftis não tiveram filhos, mas ela concebeu com Osíris a Anúbis, encarregado de acompanhar os mortos.

Nesta teoria não aparecem deuses locais até o nascimento de seus filhos Nut e Geb. Os deuses cósmicos, Atum, Shu, Tefnut, Nut e Geb não têm templos, nem festas, ainda que Nut e Geb são representados em tumbas e templos de outros deuses, enquanto que Osíris, Ísis, Seth e Neftis tinham numerosos templo e se celebravam festas durante os dias epagômenos, ao finalizar o ano.

Referências


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