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Em alguns aspectos, é provável que a mente oriental não tenha mudado muito desde milhares de anos atrás, e muito do que agora nos parece curioso e fantasioso nas tradições orientais ainda encontra eco responsivo nos corações e mentes de uma vasta porção da humanidade. Um grande número de pensadores e cientistas nos tempos modernos defendeu princípios que, embora não sejam exatamente iguais, são paralelos às antigas concepções Caldeias; isso é exemplificado na noção de que a operação da lei natural no Universo é controlada ou operada por um poder consciente e discriminatório que é coordenado com a inteligência. É apenas um passo adiante admitir que as forças são entidades, para povoar os vastos espaços do Universo com os filhos da fantasia. Assim, a história se repete, e o antigo e o novo refletem igualmente a verdade multifacetada.
Em alguns aspectos, é provável que a mente oriental não tenha mudado muito desde milhares de anos atrás, e muito do que agora nos parece curioso e fantasioso nas tradições orientais ainda encontra eco responsivo nos corações e mentes de uma vasta porção da humanidade. Um grande número de pensadores e cientistas nos tempos modernos defendeu princípios que, embora não sejam exatamente iguais, são paralelos às antigas concepções Caldeias; isso é exemplificado na noção de que a operação da lei natural no Universo é controlada ou operada por um poder consciente e discriminatório que é coordenado com a inteligência. É apenas um passo adiante admitir que as forças são entidades, para povoar os vastos espaços do Universo com os filhos da fantasia. Assim, a história se repete, e o antigo e o novo refletem igualmente a verdade multifacetada.


Sem entrar em detalhes no aspecto metafísico, é importante observar a supremacia atribuída à "Mente Paternal". A inteligência do Universo, poeticamente descrita como "energizando antes da energia", estabelece no alto os tipos primordiais ou padrões das coisas que estão por vir e, então, inescrutavelmente latente, confere o desenvolvimento destas aos ''Rectores Mundorum''<ref>Nota do Tradutor: "Rectores Mundorum" é uma expressão em latim que pode ser traduzida como "Governantes do Mundo" em português. A palavra "rectores" deriva do verbo "regere", que significa "governar" ou "dirigir". "Mundorum" é o genitivo plural de "mundus", que pode ser traduzido como "mundo" ou "terra".</ref>, os regentes divinos ou poderes já mencionados. Como se diz, "A mente está com Ele, o poder está com eles".
Sem entrar em detalhes no aspecto metafísico, é importante observar a supremacia atribuída à "Mente Paternal". A inteligência do Universo, poeticamente descrita como "energizando antes da energia", estabelece no alto os tipos primordiais ou padrões das coisas que estão por vir e, então, inescrutavelmente latente, confere o desenvolvimento destas aos ''[[Rectores Mundorum]]''<ref>Nota do Tradutor: "Rectores Mundorum" é uma expressão em latim que pode ser traduzida como "Governantes do Mundo" em português. A palavra "rectores" deriva do verbo "regere", que significa "governar" ou "dirigir". "Mundorum" é o genitivo plural de "mundus", que pode ser traduzido como "mundo" ou "terra".</ref>, os regentes divinos ou poderes já mencionados. Como se diz, "A mente está com Ele, o poder está com eles".


A palavra "Inteligível" é usada no sentido platônico, para denotar um modo de ser, poder ou percepção que transcende a compreensão intelectual, ou seja, completamente distinto e superior ao raciocínio. Os caldeus reconheciam três modos de percepção, a saber, o testemunho dos vários sentidos, os processos comuns da atividade intelectual e as concepções inteligíveis mencionadas anteriormente. Cada uma dessas operações é distinta das outras e, além disso, conduzidas em matrizes ou veículos separados. A anatomia da alma, no entanto, vai muito além disso e, embora em sua raiz última seja reconhecida como idêntica à divindade, no ser manifestado, ela é concebida como altamente complexa. Os Oráculos falam dos "Caminhos da Alma", das trilhas do fogo inflexível pelas quais suas partes essenciais estão associadas em integridade, enquanto seus vários "cumes", "fontes" e "veículos" são todos rastreáveis por analogia com princípios universais. Esse último fato não é, com efeito, a característica menos notável do sistema caldeu. Como várias das cosmogonias antigas, cuja característica principal parece ter sido uma certa adaptabilidade à introversão, a metafísica caldeia sintetiza-se mais claramente na constituição humana.
A palavra "Inteligível" é usada no sentido platônico, para denotar um modo de ser, poder ou percepção que transcende a compreensão intelectual, ou seja, completamente distinto e superior ao raciocínio. Os caldeus reconheciam três modos de percepção, a saber, o testemunho dos vários sentidos, os processos comuns da atividade intelectual e as concepções inteligíveis mencionadas anteriormente. Cada uma dessas operações é distinta das outras e, além disso, conduzidas em matrizes ou veículos separados. A anatomia da alma, no entanto, vai muito além disso e, embora em sua raiz última seja reconhecida como idêntica à divindade, no ser manifestado, ela é concebida como altamente complexa. Os Oráculos falam dos "Caminhos da Alma", das trilhas do fogo inflexível pelas quais suas partes essenciais estão associadas em integridade, enquanto seus vários "cumes", "fontes" e "veículos" são todos rastreáveis por analogia com princípios universais. Esse último fato não é, com efeito, a característica menos notável do sistema caldeu. Como várias das cosmogonias antigas, cuja característica principal parece ter sido uma certa adaptabilidade à introversão, a metafísica caldeia sintetiza-se mais claramente na constituição humana.
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Uma pintura que ao olho culto retrata lindamente um determinado assunto, no entanto, parece ao selvagem como um mosaico confuso de manchas; da mesma forma, as percepções ampliadas de um cidadão do Universo não são compreendidas por aqueles cujos pensamentos residem na esfera da vida pessoal.
Uma pintura que ao olho culto retrata lindamente um determinado assunto, no entanto, parece ao selvagem como um mosaico confuso de manchas; da mesma forma, as percepções ampliadas de um cidadão do Universo não são compreendidas por aqueles cujos pensamentos residem na esfera da vida pessoal.


O caminho para o ''Summum Bonum''<ref>Nota do Tradut''or: Summum bonum'' é uma expressão em latim que significa "o maior bem" ou "o bem supremo". É um termo filosófico usado para se referir ao objetivo mais elevado ou à coisa mais valiosa na vida de uma pessoa.</ref> passa, portanto, pelo sacrifício de si mesmo, o sacrifício do inferior pelo superior, pois por trás desse Eu Superior está a forma oculta do Antigo dos Dias, o Ser sintético da Humanidade Divina.
O caminho para o ''[[Summum Bonum]]''<ref>Nota do Tradut''or: Summum bonum'' é uma expressão em latim que significa "o maior bem" ou "o bem supremo". É um termo filosófico usado para se referir ao objetivo mais elevado ou à coisa mais valiosa na vida de uma pessoa.</ref> passa, portanto, pelo sacrifício de si mesmo, o sacrifício do inferior pelo superior, pois por trás desse Eu Superior está a forma oculta do Antigo dos Dias, o Ser sintético da Humanidade Divina.


Essas coisas são apreendidas pela Alma; o canto da Alma é ouvido apenas no ''adytum''<ref>Nota do Tradutor'': Adytum'' é um termo que tem origem na língua grega antiga, onde "adyton" (ἄδυτον) significa "lugar inacessível". Na antiguidade, era comumente usado para se referir a uma área sagrada ou recinto sagrado em templos ou locais de culto, especialmente na religião grega. Portanto, ''adytum'' pode ser entendido como um espaço sagrado, restrito ou inacessível, com uma conotação de exclusividade e mistério.
Essas coisas são apreendidas pela Alma; o canto da Alma é ouvido apenas no ''[[adytum]]''<ref>Nota do Tradutor'': Adytum'' é um termo que tem origem na língua grega antiga, onde "adyton" (ἄδυτον) significa "lugar inacessível". Na antiguidade, era comumente usado para se referir a uma área sagrada ou recinto sagrado em templos ou locais de culto, especialmente na religião grega. Portanto, ''adytum'' pode ser entendido como um espaço sagrado, restrito ou inacessível, com uma conotação de exclusividade e mistério.
</ref> do Silêncio nutrido por Deus!
</ref> do Silêncio nutrido por Deus!


== OS ORÁCULOS DE ZOROASTRO ==
==OS ORÁCULOS DE ZOROASTRO==


==== CAUSA. DEUS. PAI. MENTE. FOGO. MÔNADA. DÍADA. TRÍADA. ====
====CAUSA. DEUS. PAI. MENTE. FOGO. MÔNADA. DÍADA. TRÍADA.====
'''1. Mas Deus é Ele que tem a cabeça de Falcão. O mesmo é o primeiro, incorruptível, eterno, não gerado, indivisível, dissimilar: o distribuidor de todo o bem; indestrutível; o melhor do melhor, o Mais Sábio dos sábios; Ele é o Pai da Equidade e da Justiça, autodidata, físico, perfeito e sábio - Aquele que inspira a Filosofia Sagrada.'''
'''1. Mas Deus é Ele que tem a cabeça de Falcão. O mesmo é o primeiro, incorruptível, eterno, não gerado, indivisível, dissimilar: o distribuidor de todo o bem; indestrutível; o melhor do melhor, o Mais Sábio dos sábios; Ele é o Pai da Equidade e da Justiça, autodidata, físico, perfeito e sábio - Aquele que inspira a Filosofia Sagrada.'''


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Simplicius em sua Physica, 143. Z. or T.
Simplicius em sua Physica, 143. Z. or T.


== IDEAS ==
==IDEAS==
'''INTELIGIVEIS, INTELECTUAIS, IYNGES, SYNOCHES, TELETARCHÆ, FONTES, PRINCÍPIOS, HECATE E DÆMONS'''
'''INTELIGIVEIS, INTELECTUAIS, IYNGES, SYNOCHES, TELETARCHÆ, FONTES, PRINCÍPIOS, HECATE E DÆMONS'''



Edição das 14h54min de 4 de julho de 2023

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OS ORÁCULOS CALDEUS por William Wynn Westcott

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Oráculos Caldeus são um conjunto de versos em hexâmetros que floresceu no segundo e terceiro séculos d.C. e são o primeiro testemunho da teurgia, doutrina que marcou o desenvolvimento de todo o neoplatonismo a partir de Porfírio. Os versos foram coletados de citações de neoplatônicos como Proclo, Damáscio, Pselo e Pletón, para os quais a doutrina dos Oráculos Caldeus eram familiares e constituíam, junto do hermetismo e do gnosticismo, o “submundo do platonismo” tardio. Os Oráculos são conhecidos por buscar a salvação da alma humana a partir da inspiração divina e dos rituais tradicionais; os teurgos usavam uma linguagem simbólica e palavras mágicas para invocar divindades das quais recebiam as mensagens oraculares em transe, concepção que desafia o racionalismo helenístico da época. Os Oráculos são considerados o último resquício do paganismo antigo. O neoplatônico Jâmblico é uma fonte importante para se conhecer a doutrina, tendo escrito uma obra em defesa da teurgia, que foi preservada.[1]

PREFÁCIO POR SAPERE AUDE[2]

ESTES Oráculos são levados em consideração por incorporarem muitos dos principais elementos da filosofia caldeia. Chegaram até nós por meio de traduções gregas e foram altamente valorizados ao longo da antiguidade, sentimento compartilhado tanto pelos primeiros Padres Cristãos quanto pelos mais tardios Platonistas. As doutrinas contidas neles são atribuídas a Zoroastro, embora não se saiba a qual Zoroastro específico se refere; historiadores mencionam até seis indivíduos diferentes com esse nome, que provavelmente era um título para o Príncipe dos Magos e um termo genérico. A palavra Zoroastro tem diferentes derivações de acordo com várias autoridades: Kircher apresenta uma das derivações mais interessantes quando busca mostrar que ela vem de TzURA = uma figura, e TzIUR = modelar, ASH = fogo, e STR = oculto; a partir dessas palavras ele obtém os termos Zairaster = moldando imagens de fogo oculto; ou Tzuraster = a imagem de coisas secretas. Outros a derivam de palavras caldeias e gregas que significam "um contemplador das estrelas".

Não se pretende, é claro, que esta coleção, como se apresenta, seja outra coisa senão desarticulada e fragmentária, sendo bastante provável que o verdadeiro sentido de muitas passagens tenha sido obscurecido, e até mesmo, em alguns casos, irremediavelmente apagado por traduções inadequadas.

Sempre que possível, foi feita uma tentativa de elucidar expressões duvidosas ou ambíguas, seja modificando a tradução existente do grego, quando considerado adequado, seja fornecendo notas explicativas.

Alguns sugeriram que esses Oráculos são uma invenção grega, mas já foi apontado por Stanley que Picus de Mirandula assegurou a Ficinus que tinha o Original Caldeu em sua posse, "no qual aquelas coisas que são defeituosas e imperfeitas no grego são lidas perfeitas e íntegras", e Ficinus, de fato, declara ter encontrado esse manuscrito após a morte de Mirandula. Além disso, deve-se notar que, aqui e ali, na versão grega original, aparecem palavras que não têm origem grega, mas são caldeias helenizadas.

Berosus é tido como o primeiro a ter introduzido os escritos dos caldeus sobre astronomia e filosofia entre os gregos, e é certo que as tradições da Caldéia influenciaram em grande parte o pensamento grego. Taylor considera que algumas dessas expressões místicas são as fontes das quais foram formadas as concepções sublimes de Platão, e foram escritos extensos comentários sobre elas por Porfírio, Jâmblico, Próclus, Pletho e Psellus. O fato de homens de tão grande erudição e sagacidade terem pensado tão bem desses Oráculos é algo que, por si só, deveria chamar nossa atenção para eles.

O termo "Oráculos" foi provavelmente atribuído a essas declarações epigramáticas para enfatizar a ideia de sua natureza profunda e profundamente misteriosa. No entanto, os caldeus tinham um Oráculo que eles veneravam tão altamente quanto os gregos veneravam o de Delfos.

Somos gratos a Psellus e Pletho por seus comentários detalhados sobre os Oráculos caldeus, e a coleção apresentada por esses escritores foi consideravelmente ampliada por Franciscus Patricius, que fez muitas adições de Proclo, Hermias, Simplício, Damascius, Synesius, Olímpiodorus, Nicephorus e Arnóbio; sua coleção, que compreendia cerca de 324 oráculos agrupados em categorias gerais, foi publicada em latim em 1593 e constitui a base da classificação posterior alcançada por Taylor e Cory; todas essas edições foram utilizadas na produção da revisão atual.

Uma certa porção desses Oráculos coletados por Psellus parece ser corretamente atribuída a um Zoroastro caldeu de data muito antiga, e é marcada com "Z", seguindo o método indicado por Taylor, com uma ou duas exceções. Outra parte é atribuída a uma seita de filósofos chamada teurgos, que floresceram durante o reinado de Marco Aurélio, com base na autoridade de Proclo, e esses são marcados com "T". Oráculos adicionais a essas duas séries e de fonte menos definida são marcados com "Z ou T". Outras passagens oraculares de autores diversos são indicadas por seus nomes.

As cópias impressas dos Oráculos encontradas na Inglaterra são as seguintes:

  1. Oracula Magica, Ludovicus Tiletanus, Paris, 1563
  2. Zoroaster et ejus 320 oracula Chaldaica; de Franciscus Patricius, 1593.
  3. Fred. Morellus; Zoroastris oracula, 1597. Fornece cerca de cem versos.
  4. Otto Heurnius; Barbaricæ Philosophiæ antiquitatum libri duo, 1600.
  5. Johannes Opsopoeus; Oracula Magica Zoroastris 1599. Inclui os comentários de Pletho e Psellus em latim.
  6. Servatus Gallœus; Sibulliakoi Chresmoi, 1688. Contém uma versão dos Oráculos.
  7. Thomas Stanley. The History of the Chaldaic Philosophy, 1701. Este tratado contém o texto em latim de Patricius e os comentários de Pletho e Psellus em inglês
  8. Johannes Alb. Fabricius, Bibliotheca Græca, 1705-7. Cita os Oráculos.
  9. Jacobus Marthanus, 1689. Essa versão contém o comentário de Gemistus Pletho.
  10. Thomas Taylor, The Chaldæan Oracles, no Monthly Magazine, e publicado independentemente, 1806.
  11. Bibliotheca Classica Latina; A. Lemaire, volume 124, Paris, 1823.
  12. Isaac Preston Cory, Ancient Fragments, Londres, 1828. (Uma terceira edição desta obra foi publicada, omitindo os Oráculos.)
  13. Phœnix, Nova York, 1835. Uma coleção de curiosos panfletos antigos, entre os quais estão os Oráculos de Zoroastro, copiados de Thomas Taylor e I. P. Cory; com um ensaio de Edward Gibbon.

INTRODUÇÃO POR L. O. [3]

Afirma-se que os Magos Caldeus[4] preservaram seu aprendizado oculto entre seu povo por meio de uma tradição contínua de Pai para Filho. Diodoro diz: "Eles aprendem essas coisas, não da mesma maneira que os gregos: pois entre os caldeus, a filosofia é transmitida pela tradição familiar, o Filho a recebendo de seu Pai, sendo isento de qualquer outro emprego; e assim, tendo seus pais como professores, eles aprendem todas as coisas plena e abundantemente, acreditando mais firmemente no que lhes é comunicado."

Os vestígios, então, dessa tradição oral parecem existir nesses Oráculos, que devem ser estudados à luz da Cabala e da Teologia Egípcia.

Os estudantes estão cientes de que a Cabala é suscetível a uma interpretação extraordinária com a ajuda do Tarô, retomando, como este último faz, as próprias raízes da Teologia Egípcia. Se um curso similar tivesse sido adotado pelos comentaristas do passado, o sistema caldeu exposto nesses Oráculos não teria sido distorcido da maneira como foi.

A fundação sobre a qual repousa toda a estrutura da Cabala Hebraica é uma exposição de dez poderes divinos emanados sucessivamente da Luz Ilimitada, que em suas disposições variáveis é considerada como a chave de todas as coisas. Essa procissão divina na forma de Três Tríades de Poderes, sintetizadas em uma décima, é dito ser estendida por quatro mundos, denominados respectivamente Atziluth, Briah, Yetzirah e Assiah, uma graduação quádrupla do sutil ao grosseiro. Esta proposição em suas raízes metafísicas é panteísta, embora, se assim se pode afirmar, mediatamente teísta; enquanto o noumenon último de todos os fenômenos é a Deidade absoluta, cuja ideação constitui o Universo objetivo.

Agora, essas observações se aplicam estritamente também ao sistema Caldeu.

Os diagramas que acompanham indicam suficientemente a harmonia e identidade da filosofia caldeia com a Cabala hebraica. Será observado que a Primeira Mente e a Tríade Inteligível, Pater, Potentia ou Mater, e Mens, são atribuídas ao Mundo Inteligível da Luz Supramundana: a "Primeira Mente" representa a inteligência arquetípica como uma entidade no seio da Profundidade Paternal. Isso se concentra por reflexão na "Segunda Mente", representativa do Poder Divino no Mundo Empíreo, que é identificado com a segunda grande Tríade de poderes divinos, conhecida como a Tríade Inteligível e ao mesmo tempo Intelectual: o Mundo Etéreo compreende a terceira Tríade dual denominada Intelectual; enquanto a quarta ou Mundo Elementar é governada por Hypezokos, ou Flor de Fogo, o construtor real do mundo.

Esquema Caldeu CORRIGIDO.png
Esquema cabalístico.png
Esquema Caldeu dos Seres.png

A Teologia Caldéia contemplava três grandes divisões de coisas supramundanas: a Primeira era Eterna, sem começo nem fim, sendo a "Profundidade Paternal", o seio da Divindade. A Segunda era concebida como um modo de ser com começo, mas sem fim; o Mundo Criativo ou Empíreo se enquadra nessa cabeça, abundante em produções, mas sua fonte permanecendo superior a elas. A terceira e última ordem de coisas divinas teve um começo no tempo e terá um fim, este é o Mundo Etéreo transitório. Sete esferas se estendiam por esses três Mundos, ou seja, uma no Empíreo ou próximo dele, três no Mundo Etéreo e três no Mundo Elementar, enquanto todo o reino físico sintetizava o anterior. Essas sete esferas não devem ser confundidas com os Sete Planetas materiais; embora estes últimos sejam representantes físicos dos primeiros, que só podem ser considerados materiais no sentido metafísico do termo. Psellus professava identificá-los, mas suas sugestões são inadequadas, como Stanley apontou. Mas Stanley, embora discordando de Psellus, é inconsistente neste ponto, pois, embora explique os quatro Mundos dos caldeus como sucessivamente numenal em relação ao reino físico, ele obviamente contradiz isso ao dizer que um mundo corpóreo está no Empyræum.

Antes da Luz supramundana estava o "Profundidade Paternal", a Divindade Absoluta, contendo todas as coisas "in potentia" e eternamente imanentes. Isso é análogo ao Ain Suph Aur da Cabala, três palavras de três letras, expressando três tríades de Poderes, que posteriormente são traduzidas em objetividade e constituem a grande Lei Triádica sob a direção do Demiurgo, ou artífice do Universo.

Ao considerar este esquema, deve-se lembrar que a Luz supramundana era considerada a radiação primordial da Profundidade Paternal e o noumenon arquetípico do Empíreo, uma essência universal, pervasiva - e, para a compreensão humana - essência última. O Empíreo, por sua vez, é um Fogo um pouco mais grosseiro, embora ainda altamente sutil, e uma fonte criativa, sendo o noumenon do Mundo Formativo ou Etéreo, assim como este último, é o noumenon do Mundo Elementar. Através desses meios graduados, as concepções da Mente Paternal são finalmente realizadas no tempo e no espaço.

Em alguns aspectos, é provável que a mente oriental não tenha mudado muito desde milhares de anos atrás, e muito do que agora nos parece curioso e fantasioso nas tradições orientais ainda encontra eco responsivo nos corações e mentes de uma vasta porção da humanidade. Um grande número de pensadores e cientistas nos tempos modernos defendeu princípios que, embora não sejam exatamente iguais, são paralelos às antigas concepções Caldeias; isso é exemplificado na noção de que a operação da lei natural no Universo é controlada ou operada por um poder consciente e discriminatório que é coordenado com a inteligência. É apenas um passo adiante admitir que as forças são entidades, para povoar os vastos espaços do Universo com os filhos da fantasia. Assim, a história se repete, e o antigo e o novo refletem igualmente a verdade multifacetada.

Sem entrar em detalhes no aspecto metafísico, é importante observar a supremacia atribuída à "Mente Paternal". A inteligência do Universo, poeticamente descrita como "energizando antes da energia", estabelece no alto os tipos primordiais ou padrões das coisas que estão por vir e, então, inescrutavelmente latente, confere o desenvolvimento destas aos Rectores Mundorum[5], os regentes divinos ou poderes já mencionados. Como se diz, "A mente está com Ele, o poder está com eles".

A palavra "Inteligível" é usada no sentido platônico, para denotar um modo de ser, poder ou percepção que transcende a compreensão intelectual, ou seja, completamente distinto e superior ao raciocínio. Os caldeus reconheciam três modos de percepção, a saber, o testemunho dos vários sentidos, os processos comuns da atividade intelectual e as concepções inteligíveis mencionadas anteriormente. Cada uma dessas operações é distinta das outras e, além disso, conduzidas em matrizes ou veículos separados. A anatomia da alma, no entanto, vai muito além disso e, embora em sua raiz última seja reconhecida como idêntica à divindade, no ser manifestado, ela é concebida como altamente complexa. Os Oráculos falam dos "Caminhos da Alma", das trilhas do fogo inflexível pelas quais suas partes essenciais estão associadas em integridade, enquanto seus vários "cumes", "fontes" e "veículos" são todos rastreáveis por analogia com princípios universais. Esse último fato não é, com efeito, a característica menos notável do sistema caldeu. Como várias das cosmogonias antigas, cuja característica principal parece ter sido uma certa adaptabilidade à introversão, a metafísica caldeia sintetiza-se mais claramente na constituição humana.

Em cada um dos Mundos Divinos Caldeus, uma trindade de poderes divinos operava, constituindo sinteticamente um quarto termo. "Em cada Mundo", diz o Oráculo, "uma Tríade brilha, na qual a Mônada é o princípio governante." Essas "Mônadas" são os Vice-gerentes divinos pelos quais o Universo foi concebido para ser administrado. Cada um dos quatro Mundos, isto é, o Empíreo, Etéreo, Elementar e Material, era presidido por um Poder Supremo, em contato direto com "o Pai" e "movido por conselhos inexprimíveis". Estes são claramente idênticos à concepção cabalística das cabeças presidenciais das quatro letras que compõem o nome da Divindade em tantas línguas diferentes. Um princípio paralelo é transmitido no Oráculo que diz: "Existe um Nome Venerável projetado através dos Mundos com uma revolução insone". A kabalah novamente fornece a chave para esta declaração, ao considerar que os Quatro Mundos estão sob a presidência das quatro letras do Venerável Nome, sendo que uma certa letra das quatro é atribuída a cada Mundo, assim como uma forma especial de escrever o nome com quatro letras apropriada a ele; e, de fato, nesse sistema, é ensinado que a ordem dos Elementos, tanto macrocósmicos quanto microcósmicos, em cada plano, é controlada diretamente pela "revolução do nome". Esse Nome está associado aos Éteres dos Elementos e, portanto, é considerado como uma Lei Universal; é o poder que organiza a hoste criativa, resumida no Demiurgo, Hypezokos ou Flor de Fogo.

Pode-se fazer referência aqui à anatomia psíquica do ser humano de acordo com Platão. Ele coloca o intelecto na cabeça; a Alma dotada de algumas das paixões, como a coragem, no coração; enquanto outra Alma, cujas faculdades são os apetites, desejos e paixões mais grosseiras, está localizada no estômago e no baço.

Então, a doutrina caldeia, conforme registrado por Psellus, considerava que o homem era composto por três tipos de almas, que podem ser chamadas respectivamente de:

               Primeiro, o Inteligível ou alma divina;

               Segundo, o Intelecto ou alma racional; e

               Terceiro, a Alma Irracional ou passional.

Esta última era considerada sujeita a mutação, a se dissolver e perecer com a morte do corpo.

Sobre a o Inteligível ou alma divina, os Oráculos ensinam que "É um fogo brilhante, que, pelo poder do Pai, permanece imortal e é a Senhora da Vida"; seu poder pode ser vagamente compreendido por meio de uma fantasia regenerada e quando a esfera do Intelecto deixou de responder às imagens da natureza passional.

Em relação à Alma racional, os caldeus ensinavam que era possível que ela se assemelhasse à divindade de um lado, ou à Alma irracional de outro. "Coisas divinas", lemos, "não podem ser obtidas por mortais cujo intelecto está voltado apenas para o corpo, mas somente aqueles que estão despidos de suas vestimentas alcançam o topo."

Para as três Almas às quais se fez referência, os caldeus também atribuíram três veículos distintos: o da Alma divina era imortal, o da Alma racional por aproximação se tornou imortal; enquanto à Alma irracional foi atribuída o que se chamava de "a imagem", ou seja, a forma astral do corpo físico.

Assim, a vida física integra três modos especiais de atividade, que, após a dissolução do corpo, estão respectivamente envolvidos na teia do destino decorrentes das energias encarnadas em três destinos diferentes.

Os Oráculos instam os homens a se dedicarem às coisas divinas e a não cederem às impulsos da Alma irracional, pois, para aqueles que falham aqui, é dito significativamente: "Teu vaso as bestas da terra habitarão".

Os caldeus atribuíram o lugar da Imagem, o veículo da alma irracional, à Esfera Lunar; é provável que, por Esfera Lunar, se referissem a algo mais do que o orbe da Lua, toda a região sublunar, da qual a Terra terrestre é, por assim dizer, o centro. Na morte, a Alma racional se elevava acima da influência lunar, desde que o passado sempre permitisse essa feliz libertação. Grande importância foi atribuída à forma como a vida física foi vivida durante a estadia da Alma na morada da carne, e frequentes são as exortações para se elevar à comunhão com esses poderes Divinos, aos quais nada além da mais alta Teurgia pode aspirar.

"Deixe a profundidade imortal da sua Alma guiá-lo", diz um Oráculo, "mas levante sinceramente seus olhos para cima". Taylor comenta isso na seguinte passagem bela: "Pelos olhos devem ser entendidos todos os poderes gnósticos da Alma, pois quando estes são estendidos, a Alma se torna repleta com a vida mais excelente e iluminação divina; e é, por assim dizer, elevada acima de si mesma".

Dos Magos caldeus, poderia ser verdadeiramente dito que eles "entre os sonhos primeiro discriminaram a visão verídica!", pois certamente eram dotados de uma percepção mental e espiritual de grande alcance; atentos às imagens e inflamados com fervores místicos, eles eram algo mais do que meros teóricos, mas também exemplares práticos da filosofia que ensinavam. A vida nas planícies da Caldéia, com suas noites amenas e céus brilhantes, tendia a promover o desenvolvimento interior; na juventude, os discípulos dos Magos aprenderam a resolver as Amarras da proscrição e adentrar na região imensurável. Um Oráculo nos assegura que "As vigas da Alma, que lhe dão respiração, são fáceis de serem liberadas", e em outro lugar lemos sobre a "Melodia do Éter" e os "Confrontos Lunares", experiências que testemunham a realidade de seus métodos ocultos.

Os Oráculos afirmam que as impressões de personagens e outras visões divinas aparecem no Éter. A filosofia caldeia reconhecia os éteres dos Elementos como os meios sutis pelos quais a operação dos elementos mais grosseiros é efetuada - por elementos mais grosseiros, quero dizer o que conhecemos como Terra, Ar, Água e Fogo - os princípios de secura e umidade, de calor e frio. Esses éteres sutis são realmente os elementos dos antigos e vistos, desde cedo, conectados com a astrologia Caldeia, assim como os signos do Zodíaco estavam conectados a eles. Os doze signos do Zodíaco são permutações dos éteres dos elementos - quatro elementos com três variações cada; e de acordo com a predominância de uma ou outra condição elemental na constituição do indivíduo, assim eram deduzidas suas inclinações naturais. Portanto, quando na linguagem astrológica dizia-se que um homem tinha ascendente em Áries, dizia-se que ele tinha uma natureza ígnea, suas tendências naturais sendo ativas, enérgicas e ígneas, pois na constituição desse indivíduo predomina o éter ígneo. E esses éteres eram estimulados, ou dotados de um certo tipo de vibração, por seus Presidentes, os Planetas; estes últimos sendo assim suspensos em zonas ordenadamente dispostas. Também foram atribuídas cores e sons aos Planetas; as cores planetárias estão conectadas aos éteres, e cada uma das forças planetárias tinha domínio especial sobre ou afinidade com uma ou outra constelações Zodiacais. A comunhão com as hierarquias dessas constelações formava parte da teurgia caldeia, e num fragmento curioso diz-se: "Se tu a invocas frequentemente" (a constelação celestial chamada Leão) "então, quando não mais te for visível a Abóbada dos Céus, quando as Estrelas perderem sua luz, a lâmpada da Lua for velada, a Terra não permanecer, e ao teu redor disparar a chama do relâmpago, então todas as coisas te parecerão na forma de um Leão!" Os caldeus, assim como os egípcios, parecem ter tido uma apreciação altamente desenvolvida das cores, uma evidência de sua suscetibilidade psíquica. O uso de cores vibrantes engendra o reconhecimento da variedade subsistente e estimula aquela percepção da mente que se energiza através da imaginação, ou a operação de imagens. O método Caldeu de Contemplação parece ter sido identificar o eu com o objeto de contemplação; isto é claro, idêntico ao processo do Yoga indiano e é uma ideia que parece repleta de sugestão; como está escrito: "Ele assimila as imagens a si mesmo, lançando-as ao redor de sua própria forma." Mas nos dizem: "Todas as naturezas divinas são incorpóreas, mas os corpos estão presos a ela por vossa causa."

Os éteres sutis, dos quais falei, serviam, por sua vez, como se fossem o vestuário da Luz divina; pois os Oráculos ensinam novamente que além destes "Um mundo solar e Luz infinita subsiste!" Essa Luz Divina era objeto de toda veneração. Não pense que o que se pretendia com isso era a Luz Solar que conhecemos: "A esfera inerrática do Sem Estrelas acima" é uma expressão inconfundível, e nela "o Sol mais verdadeiro" tem lugar: os Teosofistas apreciarão o significado de "o Sol mais verdadeiro", pois, de acordo com a Doutrina Secreta, o Sol que vemos é apenas o veículo físico de um esplendor mais transcendente.

Algumas almas fortes foram capazes de alcançar a Luz por seu próprio poder: "O mortal que se aproxima do fogo receberá a Luz da divindade, e ao mortal perseverante os abençoados imortais são rápidos." Mas e quanto àqueles de menor estatura? Eles foram, por incapacidade, impedidos de tal iluminação? "Outros", lemos, "ainda quando adormecidos, Ele torna frutífero a partir de sua própria Força." Ou seja, alguns homens adquirem conhecimento divino através da comunhão com a Divindade no sono. Essa ideia deu origem a algumas das mais magníficas contribuições para a literatura posterior; desde então, amplamente elaborada por Porfírio e Sinésio. O décimo primeiro Livro das Metamorfoses de Apuleio e a Visão de Scipio defendem habilmente essa ideia; e, embora sem dúvida todo cristão tenha ouvido que "Ele dá ao seu amado durante o sono", poucos, de fato, percebem a possibilidade subjacente a essa concepção.

O que pode ser perguntado é qual era a visão dos caldeus em relação à vida terrestre: foi um espírito de pessimismo que os levou a mantê-la em baixa estima? Ou, não deveríamos dizer que a nota fundamental de sua filosofia era um imenso otimismo espiritual? Parece-me que esta última é a interpretação mais verdadeira. Eles perceberam que além das fronteiras da matéria havia uma existência mais perfeita, um reino mais verdadeiro do qual a administração terrestre é apenas um reflexo frequentemente travestido. Eles buscavam, como buscamos agora, o Bem, o Belo e o Verdadeiro, mas não se apressavam para o Exterior na sede de sensação, mas com uma percepção mais refinada, perceberam que a verdadeira Utopia estava dentro deles.

E o primeiro passo nesse admirável progresso foi um retorno à vida simples; na verdade, quase não foi um retorno, pois a maioria dos Magos era criada assim desde o nascimento[6]. A dureza engendrada pela vida árdua, aliada à sabedoria que direcionava sua associação, tornava esses filhos da Natureza particularmente receptivos às Verdades da Natureza. "Não te curves", diz o Oráculo, "ao mundo sombrio e esplendido, pois um precipício jaz sob a Terra, uma descida de sete degraus, e nele se estabelece o trono de uma força maligna e fatal. Não te curves a esse mundo sombrio e esplendido, Não corrompas tua chama brilhante com as escórias terrenas da matéria, Não te curves, pois seu esplendor é apenas aparente, É apenas a morada dos Filhos dos Infelizes." Nenhuma formulação mais bela da Grande Verdade de que a vida exterior e sensual é a morte das mais altas energias da Alma poderia ter sido proferida: mas para aqueles que, pela purificação e prática da virtude, se tornaram dignos, foi dado encorajamento, pois lemos: "Os poderes Superiores edificam o corpo do homem santo."

A lei do Karma era tanto uma característica da filosofia caldeia quanto da Teosofia atual: de uma passagem de Ficino, lemos: "A Alma corre e passa perpetuamente por todas as coisas em um determinado espaço de tempo, que, sendo realizado, é imediatamente compelida a passar novamente por todas as coisas e desdobrar uma teia semelhante de geração no Mundo, de acordo com Zoroastro, que pensa que sempre que as mesmas causas retornam, os mesmos efeitos retornarão da mesma maneira."

Esta é, claro, a explicação do provérbio de que "a história se repete" e está muito longe da visão supersticiosa do destino. Aqui, cada um recebe o que merece de acordo com o mérito ou demérito, e esses são os laços da vida, mas os Oráculos dizem: "Não alargue o seu destino" e instigam os homens a "Explorar o Rio da Alma, de modo que, embora você tenha se tornado um servo do corpo, possa novamente ascender à Ordem da qual você desceu, unindo trabalhos à razão sagrada!"

Para esse fim, somos recomendados a aprender o Inteligível que existe além da mente, aquela porção divina do ser que existe além do Intelecto; e isso só é possível apreender com a flor da mente. "Entenda o inteligível com a chama estendida de um intelecto estendido." A Zoroastro também foi atribuída a expressão "quem se conhece a si mesmo, conhece todas as coisas em si mesmo"; enquanto em outro lugar sugere-se que "a Mente paternal semeou símbolos na Alma." Mas esse conhecimento inestimável era possível apenas para os Teurgistas, que, nos é dito, "não caem de modo a serem classificados com o rebanho que está sujeito ao destino". A luz divina não pode irradiar em um microcosmo imperfeito, assim como as Nuvens obscurecem o Sol; pois daqueles que ascendem às mais divinas especulações de maneira confusa e desordenada, com lábios impuros ou pés não lavados, as progressões são imperfeitas, os impulsos são vãos e os caminhos são obscuros.

Embora o destino, nosso destino, possa estar "escrito nas Estrelas", ainda assim era a missão da Alma divina elevar a Alma humana acima do círculo da necessidade, e os Oráculos concedem a Vitória a essa Vontade Magistral, que:

"Corta a parede com o poder da magia,

Quebra a paliçada em pedaços,

Corta em aço sete estacas...

Proclama as Palavras Mestras do conhecimento!"

Os meios utilizados para essa consumação consistiam no treinamento da Vontade e na elevação da imaginação, um poder divino que controla a consciência: "Acredite que você está acima do corpo, e você está", diz o Oráculo; poderia ter acrescentado "Então a fantasia regenerada revelará os símbolos da Alma".

Mas é dito "Ao se contemplar, tema!" isto é, o eu imperfeito.

Tudo deve ser visto como ideal por aquele que busca compreender a perfeição última.

A Vontade é o grande agente no progresso místico; seu domínio é supremo sobre o sistema nervoso. Pela Vontade, a visão fugaz é fixada nas ondas traiçoeiras da Luz astral; pela Vontade, a consciência é impelida a se comungar com a divindade: no entanto, não há uma única Vontade, mas três Vontades - as Vontades, a saber, da Alma Divina, da Alma Racional e da Alma Irracional – harmonizá-las é a dificuldade.

É o egoísmo que impede a irradiação do Pensamento e se prende ao corpo. Isso é cientificamente verdadeiro e independente do sentimento, o egoísmo que vai além das necessidades do corpo é pura vulgaridade.

Uma pintura que ao olho culto retrata lindamente um determinado assunto, no entanto, parece ao selvagem como um mosaico confuso de manchas; da mesma forma, as percepções ampliadas de um cidadão do Universo não são compreendidas por aqueles cujos pensamentos residem na esfera da vida pessoal.

O caminho para o Summum Bonum[7] passa, portanto, pelo sacrifício de si mesmo, o sacrifício do inferior pelo superior, pois por trás desse Eu Superior está a forma oculta do Antigo dos Dias, o Ser sintético da Humanidade Divina.

Essas coisas são apreendidas pela Alma; o canto da Alma é ouvido apenas no adytum[8] do Silêncio nutrido por Deus!

OS ORÁCULOS DE ZOROASTRO

CAUSA. DEUS. PAI. MENTE. FOGO. MÔNADA. DÍADA. TRÍADA.

1. Mas Deus é Ele que tem a cabeça de Falcão. O mesmo é o primeiro, incorruptível, eterno, não gerado, indivisível, dissimilar: o distribuidor de todo o bem; indestrutível; o melhor do melhor, o Mais Sábio dos sábios; Ele é o Pai da Equidade e da Justiça, autodidata, físico, perfeito e sábio - Aquele que inspira a Filosofia Sagrada.

Eusébio. Præparatio Evangelica, liber. I., cap. X.

Este Oráculo não aparece em nenhuma das coleções antigas, nem no grupo de oráculos dados por qualquer dos ocultistas medievais. Cory parece ter sido o primeiro a descobri-lo nos volumosos escritos de Eusébio, que atribui a autoria ao persa Zoroastro.

2. Os teurgistas afirmam que Ele é um Deus e o celebram tanto como mais velho quanto mais jovem, como um Deus circulante e eterno, como compreendedo o número total de todas as coisas em movimento no Mundo, e além disso, infinito através de seu poder e energizando uma força espiral.

Proclo no Timeu de Platão, 244. Z. ou T.

O panteão egípcio tinha um Hórus Mais Velho e um Hórus Mais Jovem - um Deus - filho de Osíris e Ísis. Taylor sugere que Ele se refere a Cronos, Tempo ou Chronos, como os platonistas posteriores escreveram o nome. Cronos, ou Saturno, dos romanos, era filho de Uranos e Gaia, marido de Reia, pai de Zeus.

3. O Deus do Universo, eterno, ilimitado, jovem e velho, possuindo uma força espiral.

Cory inclui este Oráculo em sua coleção, mas não dá nenhuma autoridade para ele. Lobeck duvidou de sua autenticidade.

4. Pois o Æon[9] Eterno - de acordo com o Oráculo - é a causa da vida que nunca falha, do poder incansável e da energia infatigável.

Taylor. - T.

5. Portanto, o Deus inescrutável é chamado de silencioso pelos divinos e é dito que consente com a Mente, e é conhecido pelas almas humanas apenas através do poder da Mente.

Proclo in Theologiam Platonis, 321. T.

Inescrutável. Taylor usa "estável"; talvez "incompreensível" seja melhor.

6. Os caldeus chamam o Deus Dioniso (ou Baco), Iao na língua fenícia (em vez da Luz Inteligível), e ele também é chamado de Sabaoth[10], significando que ele está acima dos Sete polos, ou seja, o Demiurgo.

Lydus, De Mensibus, 83. T.

7. Contendo todas as coisas no cume único de sua própria Hyparxis, Ele próprio subsiste completamente além.

Proclo em Theologiam Platonis, 212. T.

Hyparxis é geralmente considerado como "Subsistência". Hupar é a Realidade, distinta da aparência; Huparche é um Começo.

8. Medindo e delimitando todas as coisas.

Proclo em Theologiam Platonis, 386. T

"Assim ele fala as palavras" é omitido por Taylor e Cory, mas está presente no texto grego.

9. Pois nada imperfeito emana do Princípio Paternal

Pselo, 38; Pletho. Z.

Isso implica - mas apenas a partir de uma emanação subsequente.

10. O Pai não infundiu Medo, mas infundiu persuasão.

Pletho. Z.

11. O Pai apreendeu a Si mesmo e não restringiu seu Fogo ao seu próprio poder intelectual.

Pselo, 30; Pletho, 33. Z.

Taylor dá: - O Pai retirou-se apressadamente, mas não encerrou seu próprio Fogo em seu poder intelectual.

O texto grego não tem a palavra "apressadamente" e quanto a "retirou-se" - Arpazo significa agarrar ou arrebatar, mas também "apreender com a mente".

12. Tal é a Mente que é energizada antes da energia, enquanto ainda não havia saído, mas habitava na Profundidade Paternal e no Adytum do silêncio nutrido por Deus.

Proc. in Tim., 167. T.

13. Todas as coisas emanaram desse único Fogo.

O Pai aperfeiçoou todas as coisas e as entregou à Segunda Mente, a quem todas as Nações dos Homens chamam de Primeira.

Pselo, 24; Pletho, 30. Z.

14. A Segunda Mente conduz o Mundo Empíreo.

Damascius, De Principiis. T.

15. O que o Inteligível diz, diz através do entendimento.

Pselo, 35. Z.

16. O Poder está com eles, mas a Mente vem Dele.

Proclo em Platonis. Theologiam, 365. T.

17. A Mente do Pai cavalgando sobre os Guias sutis, que brilham com as marcas do Fogo inflexível e implacável.

Proclo no Crátio de Platão. T.

18. Após a Concepção Paternal

Eu, a Alma, resido, um calor que anima todas as coisas.

. . . . Pois ele colocou O Inteligível na Alma, e a Alma no corpo opaco,

Assim também o Pai dos Deuses e dos Homens os colocou em nós.

Proclo em Tim. Plat., 124.. Z. or T.

19. As obras naturais coexistem com a luz intelectual do Pai. Pois é a Alma que adornou o vasto Céu, e que o adorna depois do Pai, mas seu domínio está estabelecido nas alturas.

Proclo em Tim., 106. Z. or T.

Domínio, krata: algumas cópias dão kerata, chifres.

20. A Alma, sendo um Fogo brilhante, pelo poder do Pai permanece imortal, e é a Senhora da Vida, e preenche os muitos recessos do seio do Mundo.

Pselo, 28; Pletho, 11. Z.

21. Os canais sendo misturados, ali ela realiza as obras do Fogo incorruptível.

Proclo in Politica, p. 399. Z. or T.

22. Pois o Fogo que está no primeiro além, não encerrou na Matéria Seu Poder ativo, mas na Mente; pois o criador do Mundo do Fogo é a Mente da Mente.

Proclo in Theologian, 333, and Tim., 157. T.

23. Quem primeiro brotou da Mente, vestindo o Fogo com o outro Fogo, unindo-os, para que ele possa misturar as crateras de fontes, preservando imaculado o brilho de Seu próprio Fogo.

Proclo in Parm. Platonis. T.

24. E dali um Redemoinho de Fogo derrubando o brilho da chama flamejante, penetrando os abismos do Universo; pois dali para baixo estendem-se seus raios maravilhosos.

Proclo in Theologian Platonis, 171 and 172. T.

25. A Mônada existiu primeiro, e a Mônada Paternal ainda subsiste.

Proclo em Euclidem, 27. T.

26. Quando a Mônada é estendida, a Díade é gerada.

Proclo em Euclidemi, 27. T

Observe que “o que os pitagóricos significam por Mônada, Díade e Tríade, ou o que Platão por Limitado, Infinito e Misto, que os Oráculos dos Deuses pretendem por Hyparxis, Poder e Energia".

Damascius De Principiis. Taylor.

27. E ao lado Dele está sentada a Díade que brilha com seções intelectuais, para governar todas as coisas e ordenar tudo o que não está ordenado.

Proclo em Platonis Theologiam, 376. T.

28. A Mente do Pai disse que todas as coisas deveriam ser divididas em Três, cuja Vontade consentiu, e imediatamente todas as coisas foram assim divididas.

Proclo em Parmen. T.

29. A Mente do Pai Eterno disse em Três, governando todas as coisas pela Mente.

Proclo, Timeu de Platão. T.

30. O Pai misturou todos os Espíritos a partir desta Tríade.

Lydus, De Mensibus, 20. Taylor.

31. Todas as coisas são supridas do seio desta Tríade.

Lydus, De Mensibus, 20. Taylor

32. Todas as coisas são governadas e subsistem nesta Tríade.

Proclo in I. Alcibiades. T.

33. Pois tu deves saber que todas as coisas se curvam diante das Três Supremas.

Damascius, De Principiis. T.

34. Daí flui a Forma da Tríade, sendo preexistente; não a primeira Essência, mas aquela pela qual todas as coisas são medidas.

Anon. Z. or T.

35. E nela apareceram Virtude e Sabedoria, e a Verdade multisciente.

Anon. Z. or T.

36. Pois em cada Mundo brilha a Tríade, sobre a qual a Mônada governa.

Damascius in Parmenidem. T.

37. O Primeiro Curso é Sagrado, na posição central corre o Sol[11], na terceira a Terra é aquecida pelo fogo interno.

Anon. Z. or T.

38. Exaltado nas Alturas e animando Luz, Fogo, Éter e Mundos.

Simplicius em sua Physica, 143. Z. or T.

IDEAS

INTELIGIVEIS, INTELECTUAIS, IYNGES, SYNOCHES, TELETARCHÆ, FONTES, PRINCÍPIOS, HECATE E DÆMONS

39. A Mente do Pai girou em um rugido ressoante, compreendendo por Vontade invencível Ideias omniformes[12]; as quais voando para fora daquela única fonte emitida; pois do Pai, igualmente, era a Vontade e o Fim (pelo qual eles estão conectados ao Pai de acordo com a vida alternada, através de veículos diversos). Mas eles foram divididos, sendo distribuídos pelo Fogo Intelectual em outros Intelectos. Pois o Rei de todos anteriormente colocou diante do Mundo polimorfo um Tipo, intelectual, incorruptível, cuja forma é enviada através do Mundo, pelo qual o Universo brilhou adornado com Ideias todas variadas, das quais a fundação é Uma, Uma e única. A partir disso, os outros avançam distribuídos e separados pelos vários corpos do Universo, e são levados em enxames por seus vastos abismos, sempre girando em radiação ilimitada.

São concepções intelectuais da Fonte Paternal que participa abundantemente do brilho do Fogo no clímax do Tempo incansável.

Mas a Fonte primária e auto-perfeita do Pai derramou essas Ideias primordiais.

Proclo em Parmenidem. Z. or T.

40. Estas, sendo muitas, descem resplandecente sobre os Mundos brilhantes, e nelas estão contidas as Três Supremas.

Damascius em Parmenidem. T

41. Elas são as guardiãs das obras do Pai e da Mente Única, o Inteligível.

Proclo em Theologiam Platonis, 205. T.

42. Todas as coisas subsistem juntas no Mundo Inteligível.

Damascius, De Principiis. T.

43. Mas todo Intelecto compreende a Divindade, pois o Intelecto não existe sem o Inteligível, nem o Inteligível subsiste separado do Intelecto.

Damascius. Z. or T.

44. Pois o Intelecto não existe sem o Inteligível; separado dele, ele não subsiste.

Proclo, Th. Pl., 172. Z. ou T.

45. Através do Intelecto, Ele contém os Inteligíveis e introduz a Alma nos Mundos.

46. Através do Intelecto, Ele contém os Inteligíveis e introduz o Sentido nos Mundos.

Proclo em Crat. T.

47. Pois este Intelecto Paternal, que compreende os Inteligíveis e adorna coisas inefáveis, semeou símbolos pelo Mundo.

Proclo em Cratylum. T.

48. Esta Ordem é o começo de toda seção.

Dam., De Prin. T.

49. O Inteligível é o princípio de toda seção.

Damascius, De Principiis. T.

50. O Inteligível é como alimento para aquilo que compreende.

Dam., De Prin. T.

51. Os oráculos concernentes às Ordens, O exibem como anterior aos Céus, como inefável, e eles adicionam: Ele possui o Silêncio Místico.

Proclo em Cratylum. T.

52. O oráculo chama as causas Inteligíveis de Rápidas, mas afirma que, procedendo do Pai, elas retornam a Ele novamente.

Proclo em Cratylum. T.

53. Essas Naturezas são tanto Intelectuais quanto Inteligíveis, as quais, possuindo por si mesmas a Inteleção, são objetos de Inteligência para os outros.

Proclo, Theologiam Platonis. T.

A Segunda Ordem da filosofia platônica foi a "Tríade Inteligível e Intelectual". Entre os caldeus, esta ordem inclui os Iynges, Synoches e Teletarchs. A Tríade Intelectual dos platonistas posteriores corresponde às Fontes, Pais Fontais ou Cosmagogi dos Caldeus.

54. Os Inteligíveis Iynges compreendem a si mesmos a partir do Pai; por conselhos Inefáveis sendo movidos a compreender.

Pselo, 41; Pletho, 31. Z.

55. Porque Ele é o Operador, porque Ele é o Doador do Vida Portadora do Fogo, porque Ele preenche o seio produtor de Vida de Hécate; e Ele instila nos Synoches a força vivificante do Fogo, revestida de Poderoso Poder.

Proclo em Tim., 128. T.

56. Ele deu Seus próprios Redemoinhos para guardar as supernas, misturando a força apropriada de Sua própria força nos Synoches.

Dam., De Prin. T.

57. Mas, da mesma forma, tantos quantos servem aos Synoches materiais.

T.

58. Os Teletarchs estão compreendidos nos Synoches.

Dam., De Prin. T.

59. Réia, a Fonte e Rio dos Intelectuais Abençoados, tendo primeiramente recebido os poderes de todas as coisas em Seu Seio Inefável, derrama Geração perpétua sobre todas as coisas.

Proc. em Crat. T

60. Pois é o limite da Profundidade Paternal e a Fonte dos Intelectuais.

Dam., De Prin. T.

61. Pois Ele é um Poder de força circunlúcida[13], brilhando com Seções Intelectuais.

Dam. T.

62. Ele brilha com Seções Intelectuais e encheu todas as coisas com amor.

Dam. T.

63. Aos Redemoinhos Intelectuais do Fogo Intelectual, todas as coisas são subservientes, através do conselho persuasivo do Pai.

Proc. em Parm. T.

64. Ó! como o Mundo tem Governantes Intelectuais inflexíveis.

65. A fonte de Hécate corresponde à dos Pais Fontais.

T.

66. Dele saltam os Amilicti, os trovões implacáveis, e o redemoinho que recebe os Seios da Força todo-esplendorosa de Hécate, Pai-gerado; e Aquele que circunda o Brilho do Fogo; e o Forte Espírito dos Pólos, todo ígneo além.

Proc. em Crat. T.

67. Há outra Fonte, que guia o Mundo Empíreo.

Proc. em Tim. Z. or T.

68. A Fonte das Fontes e o limite de todas as fontes.

Dam., De Prin.

69. Sob duas Mentes está compreendida a fonte geradora de almas.

Dam., De Prin. T.

70. Abaixo delas existe o Principal dos Imateriais.

Dam. em Parm. Z. ou T.

Seguindo a Tríade Intelectual estavam os Demiurgos, de quem procediam as Ordens Efáveis e Essenciais, incluindo todos os tipos de Dæmons e o Mundo Elementar.

71. Luz gerada pelo Pai, que sozinha reuniu da força do Pai a Flor da mente, e possui o poder de compreender a mente Paternal, e Ambos instilam em todas as Fontes e Princípios o poder do entendimento e a função de revolução incessante.

Proc. em Tim., 242.

72. Todas as fontes e princípios giram e permanecem sempre em uma revolução incessante.

Proc. em Parm. Z. or T.

73. Os Princípios, que compreenderam as obras Inteligíveis do Pai, Ele os revestiu em obras e corpos sensíveis, sendo elos intermediários existentes para conectar o Pai com a Matéria, tornando aparentes as Imagens das Naturezas não aparentes e inscrevendo o Inaparente na estrutura Aparente do Mundo.

Dam., De Prin. Z. or T.

74. Tífon, Equidna e Píton, sendo a progênie de Tártaro e Gaia, que foram unidos por Urano, formam, por assim dizer, uma certa Tríade Caldeia, o Inspetor e Guardião de todas as fabricações desordenadas.

Olymp. em Phæd. T.

75. Existem certos Demônios Irracionais (elementais sem mente), que derivam sua subsistência dos Regentes Aéreos; portanto, o Oráculo diz: Sendo o Cocheiro dos Cães Aéreos, Terrestres e Aquáticos.

Olymp. em Phæd. T.

76. O Aquático quando aplicado às Naturezas Divinas, significa um Governo inseparável da Água, e portanto, o Oráculo chama os Deuses Aquáticos de "Caminhantes da Água".

Proc. em Tim., 270. T.

77. Existem certos Elementais Aquáticos que Orfeu chama de Nereides, habitando nas exalações mais elevadas da Água, tal como aparecem no ar úmido e nublado, cujos corpos, às vezes, são vistos (como ensinou Zoroastro) por olhos mais aguçados, especialmente na Pérsia e na África.

Ficinus de Immortalitate Animæ, 123. T.



  1. https://revistas.ufrj.br/index.php/CODEX/article/view/14999
  2. Nome mágico de William Wynn Westcott
  3. Nome mágico de Percy Bullock
  4. Essa poderosa guilda era a guardiã da filosofia caldeia, que ultrapassava os limites de seu país e se difundia pela Pérsia e pela Arábia que faz fronteira com ela; por essa razão, o conhecimento dos caldeus, persas e árabes é compreendido sob o título geral de caldeu.
  5. Nota do Tradutor: "Rectores Mundorum" é uma expressão em latim que pode ser traduzida como "Governantes do Mundo" em português. A palavra "rectores" deriva do verbo "regere", que significa "governar" ou "dirigir". "Mundorum" é o genitivo plural de "mundus", que pode ser traduzido como "mundo" ou "terra".
  6. Eles renunciaram às roupas luxuosas e ao uso de ouro. Seus trajes eram brancos em certas ocasiões; suas camas eram o chão e sua comida consistia apenas de ervas, queijo e pão.
  7. Nota do Tradutor: Summum bonum é uma expressão em latim que significa "o maior bem" ou "o bem supremo". É um termo filosófico usado para se referir ao objetivo mais elevado ou à coisa mais valiosa na vida de uma pessoa.
  8. Nota do Tradutor: Adytum é um termo que tem origem na língua grega antiga, onde "adyton" (ἄδυτον) significa "lugar inacessível". Na antiguidade, era comumente usado para se referir a uma área sagrada ou recinto sagrado em templos ou locais de culto, especialmente na religião grega. Portanto, adytum pode ser entendido como um espaço sagrado, restrito ou inacessível, com uma conotação de exclusividade e mistério.
  9. "Para o Primeiro Æon, o Eterno," ou como Taylor diz, "Eternidade."
  10. Esta palavra é Chaldee, TzBAUT, significando hostes; mas também há uma palavra SHBOH, significando Os Sete.
  11. Jones traduz "Helios" como "Sun" (Sol), enquanto algumas versões gregas apresentam "Herios", que Cory traduz como "air" (a
  12. Nota do Tradutor: que tem todas as formas conhecidas, susceptível de tomar todas as formas. Adjetivo. Do latim omniformis.
  13. Nota do tradutor: neologismo derivado da palavra inglesa circumlucid que significa “brilhante por todos os lados”.