PARTE III - ORGANISMO
Você está lendo o Livro Espada de Sabedoria, MacGregor Mathers e “A Aurora Dourada” por Ithell Colquhoun (1906-1988). Adquira o livro físico.
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Capítulo XII. Crescimento Regular
Regular Growth
Antes de olhar mais de perto as personagens que compunham os membros da Aurora Dourada e suas proliferações, fornecerei uma visão panorâmica de seus Templos na forma de árvores genealógicas. Estas mostrarão o número sob o qual cada Templo foi outorgado, seu nome dedicatório, o local e a data de sua fundação e o nome de seu fundador ou seu primeiro Imperator, seguido pelas iniciais de seu mote mágico. O primeiro desses diagramas mostrará a relação dos Templos Regulares; os posteriores, aquelas de suas ramificações dissidentes.
O costume da Aurora Dourada de assumir, ou ser atribuído, um lema como um nome mágico na recepção deriva em primeira mão, da Societas Rosicruciana in Anglia, que o tomou de predecessores Continentais. De forma alguma é exclusivo para os círculos 'Rosacrucianos': convertidos a religiões, orientais ou ocidentais (e não excluindo a Igreja Católica Romana) muitas vezes assumem um novo nome; e muitas Ordens ocultas e fraternidades mágicas insistem nisso. Não apenas pode servir para manter o fato da associação em segredo; os próprios membros tendem a não revelar tais nomes fora da fraternidade e, às vezes, são proibidos de fazê-lo a fim de proteger sua vida esotérica dos profanos. Imagina-se que a força mágica seja em termos quase materiais, como algo que pode vazar ou ser dissipado.
Na Aurora Dourada, um candidato era instruído a encontrar um lema que resumisse sua aspiração consciente mais alta e submetesse isso para a aprovação de seus superiores. Tendo passado pelo Grau de Neófito (0° = 0°), durante o qual o novo nome era conferido e, então, através dos quatro graus subsequentes da Ordem Exterior, ele seria informado, como parte de suas preparações para o Grau Adeptus Minor (5° = 6°), a considerar a adoção de um nome adicional para refletir qualquer desenvolvimento interino em sua percepção espiritual. Isso poderia ser novamente ampliado em seu avanço posterior; portanto, alguns membros tinham mais de um lema de Ordem. No entanto, por mais "precioso" que esse costume possa
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parecer à primeira vista, isso realmente dá uma dimensão adicional à individualidade do membro.
Os lemas escolhidos eram geralmente em latim seguindo a tradição da S.R.I.A. O Dr. Franz Hartmann reproduz uma série de charmosas vinhetas emblemáticas no seu In the Pronaos of the Temple of Wisdom ("No Pronaos do Templo de Sabedoria"), cada uma com sua inscrição — como a paisagem de uma ilha ao amanhecer com algumas estrelas brilhando acima e o lema Aurora ab lachrymis, ou uma águia voando em direção ao sol e Tunc facie adfacies. Qualquer um desses lemas poderia muito bem ter sido selecionado pelos membros de Isis-Urania; mas alguns favoreceram um nome egípcio ou hebraico em consonância com essas tradições. MacGregor Mathers tirou seu primeiro lema, em gaélico, daquele do Clã MacGregor; Edward Garstin usou aquele do dispositivo heráldico de sua família.
Os nomes dedicatórios dos vários Templos geralmente enfatizavam a Tradição Egípcia com o objetivo de construir uma egrégora apropriada ou alma coletiva entre seus membros, a invocação da divindade regente vitalizando a aura da fraternidade. Assim, a influência benigna de Isis deveria ter presidido o templo-mãe da Grã-Bretanha; as profundezas de seu esposo, Osiris, sobre o primeiro templo filha; Horus Cabeça-de-Falcão, seu filho, sobre o terceiro; o poderoso Amen-Ra sobre o quarto e a presença graciosa de Hathor, a Vênus Egípcia, sobre o primeiro templo a ser fundado além dessas costas.
A Tabela a seguir mostra as ramificações regulares da Aurora Dourada.
Há pouco a dizer sobre os membros do Templo Nº 1: Licht, Liebe e Leben, já que o nome de apenas uma pessoa ligada a ele é registrado, Fraülein Sprengel, (Sapiens Dominabitur Astris) e os lemas de outros dois, Frater In Utroque Fidelis, seu suposto secretário, e Fr. Ex Uno Disce Omnes. Ela pode não ter sido sua fundadora, mas provavelmente era sua Imperatrix na década de 1880. Quando Wynn Westcott a contatou (se de fato o fez), a correspondência deles foi conduzida com o conhecimento, mas sem a total aprovação de seus colegas, um fato que veio à luz após sua morte em 1891. Uma de suas cartas também menciona um Frater Igne e A-N.U.T. (Eliphas Lévi), mas não afirma que eles pertenciam ao seu Templo.
Quando o Dr. e a Sra. Felkin visitaram a Alemanha nos primeiros anos do século atual, eles afirmaram ter encontrado uma sobrinha de Fraülein Sprengel, chamada Anna Sprengel, que estava associada
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ao Templo de sua tia. Os outros membros parecem ter sido poucos; a carta para Wynn Westcott anunciando seu falecimento poderia ser iluminadora se estivesse disponível. Além disso, só posso sugerir que a pesquisa sobre as vidas de Michael Bauer e do poeta Christian Morgenstern — um nome que soa Aurora Dourada — seus contemporâneos em Nuremberg, pode revelar contatos relevantes.
Muito menos se sabe sobre o Templo N.o 2, Hermanoubis. Christina Μ. Stoddart (pseudômnimo "Inquire Within"), autora de Lightbearers of Darkness ("Portadores da Luz das Trevas"), afirma que seu espírito governante era um certo Dr. Thyssen, também conhecido como Thiessen ou Thilson (Frater Lux E. Tenebris). Parece ter sido aceito como fato pelos Frs. C.C. e L. de L. (que Francis King afirma serem os fundadores de um Templo Hermanoubis revivido, supostamente ainda em operação em Bristol), já que escolheram perpetuar este nome para marcar sua própria sucessão na linha da Aurora Dourada original. No entanto, Ellie Howe, em The Magicians of the Golden Dawn ("Os Magistas da Golden Dawn"), 1887-1923 contesta a existência tanto do Tenmplo Liebe, Licht und Leben quanto do Hermanoubis, provando a seu ver que N.o 1 era uma fabricação de Wynn Westcott e a correspondência com Fraülein Sprengel uma falsificação. O Templo N.o 2, ele sugere, foi estabelecido, mas nunca operativo, a carta sendo dada a dois maçons ingleses, Kenneth MacKenzie e Frederick Hockley. Deve-se avaliar as razões do Sr. Howe para o ceticismo como válidas ou não de acordo com o próprio discernimento.
Com o Templo N.o 3, Isis-Urania, estamos imediatamente em terreno firme, com documentação disponível e um registro quase completo de membros. Eu anexo uma lista de seus nomes e lemas; as letras ST após o nome de um Frater ou Soror indicam a filiação em algum momento da Sociedade Teosófica e a letra M∴ indica aqueles que eram maçons. Após a Tríade governante no momento de sua fundação em 1888, a ordem é alfabética.
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[No original essa listagem começa na página anterior, 134, com a tríade, termina em Mathers e Emily Bates. Depois, continua na página 135 até Mrs. Linda Bowatt Hamilton (Fidelis) e Alfred Percy Sinnett, ST, quando continua na página seguinte, 136..
| ISIS-URANIA, No. 3 | |||
| Dr. William Robert Woodman (Magna Est Veritas Et Praevalebit e Vincit Omnia Veritas), M∴
Dr. William Wynn Westcott (Sapere Aude, Quod Scis, Nescis e Non Omnis Moriar), ST, Μ∴ Samuel Liddell MacGregor Mathers (’S Rioghail Mo Dhream e DeoDudce Comite Ferro), ST, M∴ |
Anne Ailis—Mrs. Charles, ST (Dublin). | ||
| Rev. William Alexander Ayton (Virtute Orta Occident Rarius), - ST, M∴
Mrs. Ann Ayton (Quam Potero Adjutabo), ST | |||
| Julian L. Baker (Causa Scientiae)
Emily Bates (Pro Veritate) | |||
| Allan (MacGregor) Bennett (Voco e lehi Aour), ST | Mary Haweis (Cede Deo) | ||
| Moïna Bergson—Mrs. MacGregor Mathers (Vestigia Nulla Retrorsum), ST | Mme. Marceline Hennequin | ||
| Dr. Edward W. Berridge (Resurgam) | Hon. Mrs. Ivor Herbert | ||
| Marcus Worsley Blackden (Ma Wahanu Thesi e Caritas Nunquam Incidit) Μ∴ | Annie Elisabeth Frederika Horniman (Fortiter Et Recte) | ||
| Ann Blackwell (Essi Quam Videri) | W. E. H. Humphrys (Gnothi Seauton) | ||
| Hon. Gabrielle Borthwick (Sine Metu) | E. A. Hunter (Hora Et Semper)
Mrs. Harietta Dorothea Hunter (Deo Date) | ||
| Anna, Countess de Brémont | |||
| John W. Brettle (Luci) | F. J. Johnson (Ora Et Labore) | ||
| Mary Briggs (Per Mare Ad Astra) | George Cecil Jones (Volo Noscere) | ||
| Count Franz Otto Bubna | Sir Gerald Festus Kelly (Eritis Similis Deo) | ||
| Percy Bullock (Levavi Oculos), ST | Mrs. Florence Kennedy (Volo) | ||
| Dr. Henry Pullen Burry (Anima Pura Sit)
Mrs. Pullen Burry (Urge Semper Igitur) |
W. F. Kirby (Genetho Phos) | ||
| Rev. T. W. Lemon, Μ∴ | |||
| Alexander James Carden (Fide)Mrs. Anne Carden (Amore)
Pamela Carden—·Mrs. Percy Bullock (Shemeber), ST |
Edward MacBean, Μ∴ | ||
| Arthur Machen (Avallaunius) | |||
| Mrs. Alexandrina Mackenzie (Cryptonyma) | |||
| Dr. T. W. Coffin, M∴ | Mrs. Cecilia Macrae (Macte Virtute e Vincit Qui Se Vincit) | ||
| Col. Sir Henry Colvile
Lady Colville (Semper) |
Mrs. Maitinski (Abest Timor), ST | ||
| Sidney Coryn (Veritas Praevaleat) | George Minson (Equanimitur) | ||
| Maud Cracknejl (Tempus Omnia Revelat) | J. H. Fitzgerald Molloy | ||
| H. C. Morris (Cavendo Tutus) | |||
| Sir ·William Crookes | Oswald Murray (Utrumque Paratus e Quaestor Lucis) | ||
| Aleister Crowley (Perdurabo), M∴ | Grace Murray (In Excelsis) | ||
| Mrs. Jane Anna Davies (Excelsior) | Theresa Jane O’Connell (Ciall Agus Neart) | ||
| James Μ. Durand
Mrs. Theodosia Durand |
Mrs. Henrietta Paget (Dum Spiro Spero) | ||
| John Hugh Elliott (Nobis Est Victoria) | Baroness de Pallandt | ||
| Nawab Mahomet Eusouf | George Pollexfen (Festina Lente) | ||
| Florence Farr—Mrs. Emery (Sapiens Sapienti Dona Data), ST | William Praeger | ||
| Mrs. Helen (Winifred ?) Rand (Vigilate) | |||
| Dr. Robert William Felkin (Finem Respisce), ST (Edinburgh), Μ∴
Mrs. Mary Felkin (Per Aspera Ad Astra), ST (Edinburgh) |
David Fearon Ranking, Μ∴ | ||
| Mrs. Reena Fulham-Hughes (Silentio) | Mr. Ritchie
Mrs. Ritchie | ||
| Frederick Leigh Gardner (Crede Experto e De Profundis Ad Lucem), ST, Μ∴ | Charles Rosher (Aequo Animo) | ||
| Mrs. Jean Gffiison (Cogito Ergo Sum) | Robert Roy (Nil Desperandum) | ||
| Mrs. Maria Jane Burnley Scott (Sub Silentio) | |||
| Maud Gonne — Mrs. Shaun MacBride (D.V. e Per Ignem Ad Lucem), ST (Dublin) | Robert Scott | ||
| Althea Gyles | William Sharp (‘Fiona Macleod’) | ||
| Mrs. Linda Bowatt Hamilton (Fidelis) | J. Herman Simonsen | ||
| J. Herbert Slater (Veritas A Deo Est) | |||
| Col. James Webber Smith (Non Sine Numine)
Mrs. Webber Smith |
Mrs. Simpson (Perseverantia Et Cura Quies)
Elaine Simpson (Donorum Dei Despensatio Fidelis) | ||
| Dr. Robert Masters Theobald (Ecce In Penetralibus) | Alfred Percy Sinnett, ST | ||
| Robert Palmer Thomas (Lucem Spero), Μ∴ | Arthur Edward Waite (Sacramentum Regis), Μ∴
Mrs. Ada Waite (Lucasta) | ||
| Dr. John Todhunter (Aktis Heliou) | Baron Alphonse Walleen | ||
| Dr. Charles Lloyd Tuckey, M∴ | Ada Waters (Recta Pete) | ||
| Mrs. Violet Tweedale. | Mrs. Constance Mary Wilde | ||
| Francis Wright (Mens Conscia Recte) | |||
| William Butler Yeats (Daemon Est Deus Inversus), ST (Dublin e London) | |||
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Todos os anteriores foram membros de Isis-Urânia em algum momento, embora nem todos contemporaneamente. Talvez devêssemos incluir alguns dos contatos de Yeats na Sociedade Hermética de Dublin e no ramo da Sociedade Teosófica de Dublin, que também estavam coonectados (embora seja difícil dizer quanto) a este Templo através dele. Yeats certamente escreveu para Lady Gregory e para G. W. Russell ('AE' pseud./mote) muito livremente sobre assuntos da Ordem se eles não eram membros; e com sua prima Lucy Middleton (D.D.), ele experimentou a vidência de Tattwa conforme ensinada no sistema Aurora Dourada. Possivelmente algumas dessas pessoas passaram pelo Grau de Neófito por recomendação de Yeats, mas não progrediram mais devido à dificuldade de comparecimento em Londres.
Havia uma Sra. Winifred Rand morando em Hampstead logo antes da Guerra de 1939-45 que escreveu ao Dr. Edwards em resposta a suas perguntas sobre o pessoal da Aurora Dourada. Ela conhecia bem Annie Horniman e certamente sabia do retorno de Moïna a Londres após a morte de Mathers, embora não esteja claro em sua carta se ela renovou a amizade com ela naquela época. Suponho que ela seja identificada com a Sra. Helen Rand (Vigilate) de Isis-Urânia que seguiu Waite em dissidência.
Arthur Machen fez o mesmo, assumindo os nomes de Filius Aquarii ou às vezes Aquarius. Annie Horniman adotou um lema adicional com as iniciais P.M.M.A. após 1900.
Isis-Urânia outorgou, por sua vez, templos-filha. Embora fossem autocéfalos, deviam uma lealdade final a Isis-Urania. Os dois primeiros também foram fundados no ano de 1888: Templo No. 4, Osiris, em Weston-super-Mare[1] e No. 5, Horus, em Bradford. Por que Weston-super-Mare de todos os lugares improváveis? Quais contatos os pais fundadores de Isis-Urânia, todos residentes em Londres, tinham com este resort de férias familiar no West Country? A resposta está
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na Craft[2], (não da Bruxaria witchcraft, mas da Maçonaria): um ramo do Soc. Ros. estava florescendo em Somerset na época entre sua população maçônica e forneceu um núcleo para o novo trabalho. Seu primeiro Imperator, Benjamin Cox, não expandiu Osiris além dos círculos maçônicos, e sempre permaneceu uma pequena organização:
| OSIRIS, N.o 4 | |
| Benjamin Cox (Crux Dat Salutem), Μ∴ | Sidney Jones, Μ∴ |
| —Blackmore, Μ∴ | Dr. Edward Smith Nunn, Μ∴ |
| James Partridge Capell, Μ∴ | William Millard, Μ∴ |
| Francis George Irwin, Μ∴, ST | |
O Templo de maior alcance foi o Horus em Bradford, iniciado conjuntamente por T. H. Pattinson (Voto Vita Mea) e Dr. Edward Bogdan Jastrzebski, (Deus Lux Solis) ― compreensivelmente conhecido como 'Edwards' ― como Imperator e Praemonstrator respectivamente. No início de sua carreira, essa 'filha' de Isis-Urania retornou aos ideais da Soc. Ros. e se afastou de aqueles da Aurora Dourada, aceitando como membros apenas Mestres Maçons reconhecidos pela Grande Loja e, portanto, barrando as mulheres, embora tivesse vários membros mulheres no início. Antes de adormencer em 1902, foi reformada como a Order of Light ("Ordem da Luz") ― um ramo Maçônico e sem conexão com a Irmandade (ou Igreja) transatlântica da Luz ― e ainda estava operacional em 1958. É possível que hoje dois estudantes devotados dos Mistérios que vivem perto de Huddersfield, G. H. Brook e Geoffrey Rhodes, estejam conectados com isso; foram eles que em 1967 adquiriram a 'caixa que apareceu na praia' contendo regalia Aurora Dourada. Aqui segue uma lista de membros para:
| HORUS, N.o 5 | |
| Thomas Henry Pattinson (Fote Vita Mea), Μ∴, ST | John Hih (Ut Prosim) |
| Fanny Clayton (Orare) | Dr. Edward Bogdan Jastrzebski — 'Edwards' (Deus Lux Solis), Μ∴ |
| Frank Coleman (Audi Et Aude), Μ∴ | Minnie Constance Langridge (Che Sará, Sará) |
| Carlo Faro | Mrs. Cooper-Oakley, ST |
| Oliver Firth | William Williams (Nurho Demanhar Leculnosh) |
| Walter Firth | Thomas Wilson (Sub Rosa), Μ∴ |
| J. K. Gardner (Valet Anchora Virtus), Μ∴ | |
O Templo de Edimburgo, Amen-Ra, N.o 6, foi concedido em 1893 e consagrado no ano seguinte; desenvolveu-se ao longo das linhas de Isis-Urania e seus membros compreendiam o seguinte:
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| AMEN-RA, No. 6 | |||
| Imperator: Dr. John William Brodie-Innes (Sub Spe), ST (Edinburgh), Μ∴ | Dr. George Carnegie Dickson (Fortes Fortuna Juvat) | ||
| Praemonstratrix: Mrs. Emily Drummond (In Deo Confido) | Mrs. Edith Carnegie Dickson | ||
| Cancellarius: Dr. Andrew p. Aiken (Judico Lente) | Mrs. Emily Drummond | ||
| Mrs. Georgina Aitkin (Sola Cruce Salus) | Mary Drummond (Fideliter) | ||
| Mrs. F. A. Brodie-Innes (Sub Hoc Signo Finces), ST (Edinburgh) | Dr. Robert William Felkin (Finem Respisce), ST (Edinburgh) | ||
| Mrs. Agnes Cathcart (Feritas Fincit) | Mrs. Mary Felkin (Per Aspera Ad Astra) | ||
| Andrew Cattanach (Esto Sol Testis) | William Sutherland Hunter (In Cornu Salutem Spero) | ||
| Kate R. Moffat (Servio Liberaliter) | |||
| William Peck (Feritas Et Lux) | |||
| Mme. Juliette de Steiger (Alta Peto) | |||
Ao se mudarem para Londres, os Felkins se juntaram à Isis-Urania, e mais tarde fundaram uma das dissidências mais importantes da Aurora Dourada, a Ordem da Stella Matutina, da qual os Carnegie Dicksons se tornaram membros quando também se mudaram para Londres; o Dr. Carnegie Dickson finalmente assumiu como seu Chefe.
No ano de 1912, Amen-Ra deu origem a dois templos filhas; primeiro, o Alpha Omega (2)[3] que pode ter precedido sua matriz em Edimburgo ― em qualquer caso, manteve praticamente os mesmos membros, com o Dr. Brodie-Innes como Chefe. Ele abriu um ramo em Londres também; a Sra. Maiya Tranchell Hayes (Sra. Curtis Webb) e seu marido cuidaram deste último até o início da guerra em 1939. Parte dos regalia encontrados na 'caixa na praia' estava marcada com seu lema, Ex Fide Fortis.
Em segundo lugar, uma colaboração entre Alpha Omega(3)[4], e alguns clérigos de alta convicção anglicana produziu o Templo Cromlech ou Solar Order ("Ordem Solar"), também fundada simultaneamente em Edimburgo e Londres. Este era algo híbrido, já que membros da Stella Matutina também concordaram com sua fundação.
Assim que os Mathers se instalaram em uma residência em Paris adequada para trabalhos mágicos, eles concederam a Annie Horniman o privilégio de consagrar para eles o Templo No. 7, Ahathoor. Mathers, é claro, se tornou o Imperator e Moïna Praemonstratrix. Annie, Maud Gonne e W. B. Yeats foram visitantes frequentes durante os anos 1890; após o Cisma de 1900, Crowley e Allan Bennett os substituíram como principais convidados. Um casal inglês, Robert Nisbet e sua esposa, transferiram sua filiação de Horus e um jovem
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casal americano, James e Theodosia Durand, que haviam sido iniciados em Isis-Urania, se juntaram a Ahathoor ao retornar a Paris. O escritor Jules Bois (c. 1860-1930) foi um apoiador fervoroso desde o início; embora ele tenha defendido o Abade J. A. Boullan (1824-1893) na sensacional rixa com Stanislas de Guaita e sua seita, não há motivo para incluir Boullan entre os membros.
| AHATHOOR, No. 7 | ||
| Imperator: Samuel Liddell MacGregor
Mathers (’S Rioghail Mo Dhream e Deo Duce Comite Ferro) |
James M. Durand
Sra. Theodosia Durand | |
| Praemonstratrix: Moïna MacGregor
Mathers (Vestigia Nulla Retrorsum) |
Dr. Gérard Encausse (Papus) | |
| Cancellarius: Robert Nisbet (Ex Animo) | Mme. Marceline Hennequin | |
| Jules Bois | Eugène Jacob (Dr. Ely Star)
Mme. Eugène Jacob | |
| Max Dauthendey ? | Mrs. Robert Nisbet | |
| Kate Sands Stainton, M.D. | ||
Em algum momento durante meados dos anos 1890, Mathers autorizou uma Sra. Lockwood, que o visitou em Paris, a fundar um dos primeiros Templos transatlânticos: este foi Thoth-Hermes, N° 10, em Chicago, do qual Michael Whitty era Praemonstrator e Dr. Paul Foster Case foi Prolocutor em algum momento. Mathers outorgou pelo menos dois outros Templos, em Boston e Filadélfia, um dos quais era Ihme, N° 8, e outro, Themis, N° 9; é duvidoso se estes mantiveram o sistema completo da Aurora Dourada por muito tempo.
Tenho informações confiáveis de que Gerard Heym nunca foi um iniciado da Aurora Dourada nem de qualquer sociedade semelhante: "Sou meu próprio guru", costumava dizer com um sorriso. Tendo isso em vista, a inscrição encontrada por Gerard Yorke na cópia de Heym do The Equinox, III, conforme relatado por Ellie Howe, parece ter sido escrita como uma brincadeira. Durante sua última doença, um holocausto de todos os seus papéis foi feito sob sua direção, da maneira tradicional.
Ahathoor sobreviveu até o início da guerra em 1939. Membros de vários grupos Aurora Dourada nos EUA se uniram ao Dr. Paul Foster Case em sua School of Ageless Wisdom ("Escola de Sabedoria Eterna"), que posteriormente se desenvolveu em The Bulders of the Adytum ("Os Construtores do Adytum"), ainda operando sob sua viúva, Ann Davies.
Imediatamente após o Cisma, o Dr. Edward W. Berridge se reuniu a Mathers, garantindo que sua autoridade não decaísse em Londres, fundando um templo regular que manteve o nome de Isis. Começou
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com uma composição de membros dos poucos leais restantes de Isis-Urania, sendo o próprio Mathers seu primeiro Imperator, com Berridge como seu Cancellarius. Surpreendentemente, Wynn Wescott foi seu Praemonstrator; ele deve ter perdoado Mathers por suas acusações de falsificação ou esperava, com seu apoio, prevenir mais revelações. Este foi o primeiro Templo a ser consagrado sob o novo título de A∴ O∴, que se refere não apenas a Alpha et Omega, mas também pelo som com o grego Eos ('Eos = alvorada), conforme declarado em seu Ritual Neófito.
Além de seus adeptos mais conhecidos, outros membros eram a Sra. M. J. B. Scott (Sub-Silentio), Mme. Lucille Hill e, mais tarde, Alan Campbell (Fr. Fide et Amore) e sua esposa Joan; Brodie-Innes reafirmou a lealdade a Mathers em 1912 e cooperou com Berridge — ele pode até ter assumido o Templo de Isis eventualmente como A.'.O.'.(2). Antes disso, no entanto, é possível que Isis tenha produzido um ramo.
Entre o folclore que ainda — apesar de crianças barulhentas se aglomerando sobre a Pedra de Roseta — paira em suspensão ao longo das galerias do Museu Britânico, persiste o rumor de uma Loja Aurora Dourada, de caráter antiquário, estabelecida por Sir E. A. Wallis Budge (1857-1934). Como ele foi Guardião das Antiguidades Egípcias de 1892 a 1924, é bastante possível que ele e Mathers fossem pelo menos conhecidos. Em uma das muitas salas atrás das grandes portas no meio da escadaria que leva do principal Salão Egípcio, supõe-se que as reuniões da Loja tenham sido realizadas. Elas continuaram até 1928, quando um certo Thomas Trueman foi relatado por ter participado proeminentemente nelas: ele pode ter assumido a direção após a aposentadoria de Budge.
Em 1929, um belo par de Pilares Aurora Dourada, em tamanho real e pintados com os hieróglifos corretos, foi apresentado a uma Ordem de meu conhecimento. Seu doador era um ex-membro desta Ordem que pertenceu a 'uma versão egípcia da Aurora Dourada', então recentemente caída em dormência e, portanto, sem mais utilidade para eles: ele era o Rev. Arthur Hugh Evelyn Lee, editor do The Oxford Book of Mystical Verse ("O Livro Oxford de Versos Místicos"), um ex-Irmão na Co-maçonaria[5] de Annie Besant e escritor em assuntos maçônicos. Ele incluiu poemas de vários membros Aurora Dourada em sua antologia — Aleister Crowley (2), William Sharp (6), Evelyn Underhill (5), A. E. Waite (6) e W. B. Yeats (3).
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Seria um salto muito grande identificar sua configuração egípcia com a de Wallis Budge? Se elas não forem as mesmas, então deve ter havido duas Lojas Aurora Dourada contemporâneas com uma inclinação especial para a arqueologia egípcia, o que parece uma alternativa menos provável. Os Pilares pelo menos eram tangíveis o suficiente, e um ou dois itens menores do mobiliário do templo sobrevivem.
Derivando de Ahathoor estava a Loja A:.O:. (3), estabelecida pela Sra. Mathers em 1919 quando ela retornou a Londres após a morte de seu marido. Ao longo dos anos Vinte e Trinta, as seguintes pessoas pertenceram a ela em vários momentos:
| Imperatrix: Moïna MacGregor Mathers (V.N.R.)
Praemonstratrix: Isabel (or Isabella) Morgan Boyd (A.V.) Cancellarius: Edward John Langford Garstin (Animo et Fide) Sara Allgood Esmé Mabel Boyd — Lady Fletcher (Lux?) Major Sabben Clare Charles Courtneidge Violet Μ. Firth — Mrs. Penry Evans (Deo Non Fortuna) |
Netta Fornario
Mrs. Mary Garstin Eric HamiltonMajor C. Lewis HallMrs. N. Lewis Hall Raoul (?) Loveday (Mr.) Parkes Margery Stuart Richardson Dr. Hugh J. SchonfieldLeo St. Leger Stokes (Semper Fidelis)Mrs. Gwendoline Stokes Mrs. Grace Stokes |
Sara Allgood era a renomada atriz do Teatro Abbey; ela desempenhou uma função semelhante à de Florence Farr no Isis-Urania, preparando os membros da A.'.O.'., a maioria dos quais carecia de experiência teatral, para a correta realização dos rituais. Somente quando isso se torna uma segunda natureza, a mente fica livre para construir a contraparte astral que transforma uma simples encenação em um rito magicamente eficaz. Sara deu-lhes dicas sobre fala, movimento e postura adequados ao trabalho no templo em geral. Sua bela voz entoaria para eles, provavelmente com uma técnica semelhante ao "cantilato" de Florence, as passagens mais poéticas da cerimônia.
Charles Courtneidge, irmão de Cecily, tinha o teatro no sangue, e o exemplo de um ator profissional da época deve ter inspirado os amadores da A.'.O.'. Pode-se supor que, no que diz respeito ao ritual, a Loja manteve um alto padrão.
Embora esta Loja tenha sido oficialmente fechada com o início da guerra em 1939, Edward Garstin me disse no início dos anos cinquenta que ele havia iniciado recentemente (por sua própria "iniciativa", parece) Tony (A.C.) Winyard
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e depois o pai de Tony também. Eric Hamilton lembra que alguém chamado Winyard era membro antes da guerra, mas se era ou não o Sr. Winyard Senior, eu não posso dizer. Edward também mencionou que o autor de um livro chamado The Psychology of Psychologists[6], que havia emigrado para os EUA, tinha sido um deles antes de partir. Eu suponho que H. Campell, que escreveu uma carta sobre a obsessão por um demônio Abramelin em The Occult Review (dezembro de 1929), também possa ter sido, pois me lembro de Edward contando essa história; por outro lado, este correspondente pode ter sido ligado a outra Loja A.'.O.'. Edward conhecia a Sra. Tranchell-Hayes, mas nunca falou dela como membro da Aurora Dourada.
A Fraternidade (mais tarde, Sociedade) da Luz Interior (Inner Light) de 'Dion Fortune', fundada em 1922, foi uma ramificação dissidente das Lojas A.'.O:. 2 e 3, das quais ela foi sucessivamente, embora brevemente, membro. De (3), um namorado dela chamado Loveday renunciou com ela. Detalho as circunstâncias mais adiante. A Sociedade da Luz Interior era um híbrido, pois a Stella Matutina e outros grupos também contribuíram para sua constituição.
Uma organização que se autodenominava a Order of the Hidden Masters ("Ordem dos Mestres Ocultos") foi operada por Michael Houghton — pseudônimo, 'Michael Juste' — da Livraria Atlantis, Museum Street, W.C.1.[7], e J. Michaud. Um grupo de cura estava em ação, algum ensino da Aurora Dourada foi ministrado e rituais foram realizados, independentemente de sua fonte ser um templo regular ou dissidente. Acredito que seu auge tenha sido pouco antes da Guerra de 1939-45; em meados dos anos cinquenta, o grupo tornou-se inativo.
Michaud fugiu com a esposa de Michael, Doreen; a assistente da loja adoeceu e morreu, e pouco depois o próprio Michael morreu em circunstâncias misteriosas, me disseram. Até onde eu sei, esse foi o fim dos Mestres Ocultos, mas nunca os investiguei de perto, pois tive a impressão de que seu período mais ativo havia terminado. Em um determinado momento, entendo que eles tiveram vários contatos no exterior, um com o grupo de Max Heindel nos EUA.
O divórcio de Houghton atraiu alguma publicidade na imprensa popular por causa de uma disputa sobre horóscopos — a esposa de Michael o acusou de crueldade porque ele se gabava de ser Sagitário, enquanto zombava dela por ser apenas uma velha Capricorniana sem graça, ou palavras nesse sentido. Havia alguns outros grupos que, embora não estabelecidos como templos-filha de Isis-Urania, estavam intimamente associados a ela:
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tais como The Sphere ("A Esfera"), em Londres, por volta de 1897, cujo espírito propulsor era Florence Farr. Era um grupo pequeno e discreto dentro do templo-mãe, e até que a legalidade de tais "células" fosse questionada, não havia indício de irregularidade. Depois de 1900, passou a fazer parte da dissidência geral. Wynn Westcott liderou um grupo assim até sua aposentadoria em 1897, quando os seguintes eram membros:
- F. L. Gardner
- Mrs. R. Fulham-Hughes
- Mrs. F. Kennedy
- F. Wright.
As duas mulheres logo foram substituídas pelo coronel Webber Smith; depois todos passaram para The Sphere, onde se dedicaram, juntamente com outros adeptos, em grande parte às técnicas de projeção astral.
Membros de The Sphere ("A Esfera") incluíam:
- Florence Farr (Sapiens Sapienti Dona Data)
- Marcus Worsley Blackden (Ma Wahanu Thesi)
- Dr. Robert William Felkin (Finem Respice)
- E. A. Hunter (Hora Et Semper)
- Mrs. Harietta Dorothea Hunter (Deo Date)
- Mrs. Florence Kennedy (Volo)
- Mrs. Cecilia Macrae (Macte Virtute and Vincit Qui Se Vincit)
- Mrs. Henrietta Paget (Dum Spiro Spero)
- Mrs. Helen (Winifred?) Rand (Vigilate)
- Ada Waters (Recta Pete)
Em segundo lugar, havia a Castle of Heroes ("Castelo de Heróis"), uma Ordem Céltica projetada por Yeats e Maud Gonne como uma ramificação de Isis-Urania e também de Ahathoor, cujo objetivo era a regeneração esotérica da Irlanda. O plano nunca saiu do papel, embora Yeats e Maud tenham descoberto para ele um local ideal em Loch Key, Co. Roscommon, celebrado no Livro de Lecan[8].
- ‘A água pura, ó homem!
- De onde ela surgiu?...
- Qual é a causa de onde ela procedeu
- O lago verde e tranquilo.’
Maud renunciou à Aurora Dourada e Yeats se envolveu mais profundamente com o Teatro Literário Irlandês; o Cisma interveio, e sem a inspiração de Mathers e Moïna, o projeto fracassou.
| <Capítulo 11 |
Você está lendo o Livro Espada de Sabedoria, MacGregor Mathers e “A Aurora Dourada” por Ithell Colquhoun (1906-1988). Adquira o livro físico.
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- ↑ N.T. Cidade litorânea na costa sudoeste da Inglaterra, situada no condado de Somerset.
- ↑ N.T. Historicamente, o termo "craft" em inglês estava associado a um ofício ou habilidade especializada, como a encontrada nas guildas de artesãos durante a Idade Média, da qual a Maçonaria Operativa (ligada aos construtores de catedrais e estruturas físicas) evoluiu. Na Maçonaria moderna, usa-se Maçonaria Especulativa ou Simbólica, porque seus membros são estudantes, ao invés de pedreiros.
- ↑ N.T. o segundo Alpha Omega de 1913 de Brodie-Innes
- ↑ N.T. o terceiro Alpha Omega de 1919 de Moina após o falecimento de Mathers.
- ↑ N.T. A Co-Maçonaria, também conhecida como Maçonaria Mista ou Maçonaria para Homens e Mulheres, é uma forma de Maçonaria que admite tanto homens quanto mulheres. Difere da Maçonaria tradicional, que é exclusivamente masculina, e da Maçonaria Feminina, que é exclusivamente para mulheres. Ela surgiu no início do século XX, tendo suas raízes na França com a fundação da Le Droit Humain, a primeira ordem maçônica mista, em 1893. Esta ordem foi co-fundada por Georges Martin, um político francês, e Marie Deraismes, uma proeminente feminista. A Co-Maçonaria se espalhou para outros países, incluindo o Reino Unido, os Estados Unidos e a Índia, entre outros.
- ↑ N.T. "A Psicologia dos Psicólogos" até o momento dessa tradução, não encontrei qualquer referencia do autor desse livro, exceto uma edição moderna, homônima de David Cohen
- ↑ N.T. W.C. refere-se a "West Central", uma das áreas postais de Londres, e o número 1 especifica uma subdivisão dentro dessa região.
- ↑ N.T. O Grande Livro de Lecan, ou simplesmente Livro de Lecan é um manuscrito irlandês do final da Idade Média escrito entre 1397 e 1418 no Castelo Forbes, Lecan (Lackan, Leckan; em irlandês Leacán), no território de Tír Fhíacrach, próximo à moderna Enniscrone, no Condado de Sligo. Está sob a posse da Real Academia Irlandesa. Outra estimativa de datação situa o intervalo de tempo entre cerca de 1397-1432 ou possivelmente um pouco mais tarde.
