Elias Artista é um elemento mítico e simbólico da tradição alquímica. A figura foi mencionada em textos alquímicos por vários autores ao longo dos séculos. A ideia é que Elias Artista seja uma espécie de messias alquímico ou um mestre supremo que revelará os segredos últimos da alquimia.
Um dos primeiros a mencionar Elias Artista foi o alquimista medieval Paracelso, que falava de um futuro redentor da alquimia, um indivíduo sábio que revelaria todos os segredos da natureza e completaria a Grande Obra. Desde então, a figura de Elias Artista se tornou uma espécie de símbolo esperançoso para alquimistas que buscam a sabedoria oculta e a transmutação última, não apenas de metais em ouro, mas também da alma humana em sua forma mais purificada e iluminada.
A história de Elias artista é a história de um conceito utópico quase esquecido nas ciências naturais. O advento da era moderna trouxe consigo uma crença generalizada entre médicos e químicos, especialmente na Alemanha, de que Deus num futuro não muito distante enviaria uma pessoa, capaz de revelar todos os segredos da natureza à humanidade, sendo essa pessoa Elias artista.
Paracelso em seu tratado "De Mineralibus (tomo II,pp.341-350)" o anúncio do milagroso acontecimento que deveria confundir o século seguinte: Diz ele: "Nada existe oculto que não se deva ser descoberto. É assim que deverá suceder-me um ser prodigioso, que revelará muitas coisas". (De Minaralibus, I).
Suas revelações coincidiriam diretamente com o fim deste mundo iníquo e o início de uma era messiânica (um mundo dourado ou o milênio). Apesar da popularidade desta crença nos séculos XVI e XVII, desde então ela caiu no esquecimento. A procura de detalhes sobre Elias artista nas maiores obras de referência revela-se infrutífera e mesmo a literatura especializada em história da ciência mal o menciona. Esta omissão surpreendente deve-se, aparentemente, à tendência na história da ciência de se interessar principalmente por assuntos reconhecidos pelos cientistas atuais.