Quimbanda é, em linhas gerais, o culto próprio de exu e pombagira. Pode significar também o trabalho específico de exu e pombagira dentro da religião de Umbanda. É uma religião brasileira com elementos de forte ascendência africana, principalmente dos povos do tronco-linguístico Bantu, e também com influências da feitiçaria europeia.
Formação e Principais Vertentes
A data e processo de formação da Quimbanda são incertos. Tata Decelso em "Umbanda de Caboclos" (Editora Eco. 1975) alega que a Quimbanda foi uma "invencionice" de Lourenço Braga e de Aluizio Fontenelle que teria surgido entre os anos 1940-1950. Outras fontes, porém, como Diego de Oxóssi (Os Búzios de Exu e os Reinos de Quimbanda; Editora Arole. 2023) e Nicholaj de Mattos Frisvold (Seven Crossroads of Night; Hadean press. 2023) entendem que a Quimbanda tenha se formado, no Sudeste brasileiro, agregando práticas das Macumbas Cariocas e de outras religiosidades. Na opinião de Diego de Oxóssi, suportada por informantes, Joãozinho da Goméia, com suas práticas híbridas é um forte candidato a ter criado a semente da Quimbanda como hoje a conhecemos. Seja como for, a Quimbanda correu por muito tempo principalmente como uma prática secreta dentro de casas de Umbanda e mais recentemente ganhou mais independência, com muitas vertentes e praticantes completamente desligados da prática umbandista.
No Sul brasileiro, entretanto, a Quimbanda tem uma história ligeiramente diferente. Em Porto Alegre, principalmente, a prática do Batuque e da Umbanda teria se hibridizado na Linha Cruzada e desta teria saído a Quimbanda Tradicional ou Quimbanda de Cruzeiro e de Almas, organizada nos anos 1960 por Mãe Ieda de Ogum. A Quimbanda Sulista apresenta um caráter público mais marcante, com cerimônias grandiosas e festas ocorrendo na ruas das cidades e é marcadamente separada da Umbanda.