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Gnosticismo
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Maniqueísmo, filosofia religiosa sincrética e dualística ensinada pelo profeta persa Mani (ou Manes) combinando elementos do zoroastrismo, cristianismo e gnosticismo, condenado pelo governo do império romano, filósofos neoplatonistas e cristãos ortodoxos.

Filosofia dualística que divide o mundo entre bem, ou Deus, e mal, ou o Diabo. A matéria é intrinsicamente má e o espírito intrinsicamente bom. Com a popularização do termo, maniqueista passou a ser um adjetivo para toda doutrina fundada nos dois princípios opostos do bem e do mal.

A igreja cristã de Mani era estruturada a partir dos diversos graus do desenvolvimento interior. Ele mesmo a encabeçava como apóstolo de Jesus Cristo. Junto a ele eram mantidos doze instrutores ou filhos da misericórdia. Seis filhos iluminados pelo sol do conhecimento assistiam a cada um deles. Esses "epíscopos" (bispos) eram auxiliados por seis presbíteros ou filhos da inteligencia. O quarto círculo compreendia inúmeros eleitos chamados de filhos e filhas da verdade ou dos mistérios, sua tarefa era pregar, cantar, escrever e traduzir. O quinto círculo era formado pelos auditores ou filhos e filhas da compreensão. Para esse ultimo grupo as exigencias eram menores, eles deviam seguir sobretudo, os dez mandamentos seguintes como fio condutor da sua vida cotidiana:

1. Não adorar nenhum ìdolo.
2. Purificar o que sai da boca: Não jurar, não mentir, não levantar falso testemunho ou caluniar.
3. Purificar o que entra pela boca: Não comer carne, nem ingerir alcool.
4. Venerar as mensagens divinas.
5. Ser fiel ao seu cônjuge e manter a continencia sexual durante os jejuns.
6. Auxiliar e consolar aqueles que sofrem.
7. Evitar os falsos profetas.
8. Não assustar, ferir, atormentar ou matar animais.
9. Não roubar nem fraudar.
10. Não praticar nenhuma magia ou feitiçaria.
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