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''Ele abre mão do que lhe era mais caro,''<br /> | |||
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''Soror Magnificat Lux'' | ''Soror Magnificat Lux'' | ||
''Dies Saturni, Sol em 14ª'' ♒'', | ''Dies Saturni, Sol em 14ª'' ♒'', Luna em 28º'' ♏'','' | ||
''03/02/2023 e.v., 23:53 hora do Sol.'' | ''03/02/2023 e.v., 23:53 hora do Sol.'' | ||
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Edição das 13h11min de 6 de fevereiro de 2024
A procura de uma concha vazia,
O caranguejo eremita busca seu refúgio.
Não é a violência das ondas que o aflige.
Se lançar ao ritmo do mar é inevitável.
A fluidez do oceano não o entedia,
E o empurra a busca de sua casa perfeita.
Mas seu estômago é sensível
A casa já foi morada de outros seres
Que a deixaram como herança.
O legado de quem cumpre o ciclo
E deixa ao próximo o bem valioso.
Não a proteção de si,
Não apenas a capacidade de se reproduzir,
Mas a possibilidade de continuação da espécie.
Sob a Luz de uma Lâmpada
Que nunca se extingue,
Um dia de sol
E uma noite escura
É o tempo que dura sua missão.
E sob o espectro de um fim prematuro,
Ele encontra sua Terra Prometida.
Feliz, o Eremita sabe,
Ainda há muito a ser feito.
Seu templo precisa ser trabalhado.
Velas acesas e guirlandas,
Pedras, flores e perfumes.
Ele dança e canta
Numa língua inteligível a quem tem sono.
Como num passe de magicka,
Estrelas brilham ao seu redor.
Uma aura angelical se estabelece.
Um círculo e Um cubo,
E uma imensa coluna luminosa,
Confirmam que a casa agora
Está pronta para ser habitada.
Ali ele se isola do meio.
Ali ele se encontra
E gargalha com força
Toda vez que a onda
Beija sua face,
Toda vez que a maré
Muda sua direção.
Ele se aventura por águas
Profundas e desconhecidas.
Quanto mais fundo avança,
Mais densa e pesada
Se torna sua vida.
Respirar é difícil.
Por vezes sente que vai morrer.
Mas há algo
Que sempre o acompanha:
A Luz daquela Lâmpada Misteriosa.
Aonde quer que esteja,
Não importa o extremo que vá,
A Luz sob sua carcaça cansada,
O devolve ao caminho dourado.
E quando ele percebe
Que todos os passeios
Fazem parte do caminho,
Sente vontade de contar
A todos a Boa Nova.
Sua casa começa
A ficar apertada…
O que antes era sua proteção,
Torna-se sua prisão.
Dentro de sua concha
Já adaptada às suas necessidades,
Uma coisa o empurrava para fora:
A própria vontade
De continuar dentro.
Assumindo seu Nome Sagrado,
Sabe que é chegada a hora
De cumprir com o que foi um dia
Gravado em seu coração.
Com um sorriso no rosto,
Ele abre mão do que lhe era mais caro,
e retorna para o Mundo.
“Que eu vá de volta para o Mundo, sim, De volta para o Mundo!”
Soror Magnificat Lux
Dies Saturni, Sol em 14ª ♒, Luna em 28º ♏,
03/02/2023 e.v., 23:53 hora do Sol.