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, filósofo [[italia]]no, traduziu obras de [[Platão]] e difundiu suas idéias.
'''Marcílio Ficino''', filósofo italiano, nasceu em 1433 em Figline Valdarno. Traduziu obras de [[Platão]] e difundiu suas idéias. Fora protegido por Cosme De Médices, que o presenteou com uma Quinta, onde teve sua sede a academia platônica, pode consagrar toda a sua vida aos prediletos estudos filosóficos. Em 1473 foi ordenado padre e a sua vida foi muito austera no meio de Florença do século XV. Faleceu em 1499.


Marcílio Ficino, filósofo italiano, nasceu em 1433 em Figline Valdarno. Protegido por Cosme De Médices, que o presenteou com uma Quinta, onde teve sua sede a academia platônica, pode consagrar toda a sua vida aos prediletos estudos filosóficos. Em 1473 foi ordenado padre e a sua vida foi muito austera no meio de Florença do século XV. Faleceu em 1499.
Sua atividade principal foi traduzir. Traduziu elegantemente, para o latim, Platão (1477) e Plotino (1485), além de outros neoplatônicos. Expôs o seu pensamento em uma grande obra (''Theologia platonica de immortalitate animorum'' - 1491), em que procura concordar o platonismo, de que era entusiasta, com o cristianismo, em que acreditava seriamente. Entretanto não foi um metafísico, mas um eclético e suas finalidades eram morais. Sua idéia animadora é a exaltação do homem como microcosmo, síntese do universo: conceito antigo, neoplatônico, mas que teve no humanismo do Renascimento um valor e um significado particulares. Outra idéia sua inspiradora é o conceito de uma continuidade do desenvolvimento religioso, que vai desde os antigos sábios e filósofos - Zoroastro, Orfeu, Pitágoras, Platão - até o cristianismo: expressão do universalismo religioso da Renascença.


Liderou a Academia Platônica de Florença, que teve imensa influência nos principais artistas de seu tempo, tais como Sandro Botticelli, Leonardo da Vinci e Michelangelo.


Sua atividade principal foi traduzir. Traduziu elegantemente, para o latim, Platão (1477) e Plotino (1485), além de outros neoplatônicos. Expôs o seu pensamento em uma grande obra (Theologia platonica de immortalitate animorum - 1491), em que procura concordar o platonismo, de que era entusiasta, com o cristianismo, em que acreditava seriamente. Entretanto não foi um metafísico, mas um eclético e suas finalidades eram morais. Sua idéia animadora é a exaltação do homem como microcosmo, síntese do universo: conceito antigo, neoplatônico, mas que teve no humanismo do Renascimento um valor e um significado particulares. Outra idéia sua inspiradora é o conceito de uma continuidade do desenvolvimento religioso, que vai desde os antigos sábios e filósofos - Zoroastro, Orfeu, Pitágoras, Platão - até o cristianismo: expressão do universalismo religioso da Renascença.
Dados importantes sobre esse tema podem ser encontrados na obra de D. P. Walker, "Spiritual and Demonic Magic from Ficino to Campanella" (University of Notre Dame Press, Notre Dame – London, 1969). Nessa obra, se demonstra como uma corrente neoplatônica, hermética e mágica, dominou o pensamento dos principais humanistas e artistas do Renascimento, impondo uma cosmovisão gnóstica e de caráter anti-católico.  


Morreu na cidade de Carégio em 1499.
 
Ficino morreu na cidade de Carégio em 1499.


==Obras==
==Obras==
*''Vida de Platão''
*''Vida de Platão''
*''Teologia platônica'' - [[1482]]
*''Teologia platônica''


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Edição atual tal como às 10h57min de 3 de janeiro de 2007

Marcílio Ficino, filósofo italiano, nasceu em 1433 em Figline Valdarno. Traduziu obras de Platão e difundiu suas idéias. Fora protegido por Cosme De Médices, que o presenteou com uma Quinta, onde teve sua sede a academia platônica, pode consagrar toda a sua vida aos prediletos estudos filosóficos. Em 1473 foi ordenado padre e a sua vida foi muito austera no meio de Florença do século XV. Faleceu em 1499.

Sua atividade principal foi traduzir. Traduziu elegantemente, para o latim, Platão (1477) e Plotino (1485), além de outros neoplatônicos. Expôs o seu pensamento em uma grande obra (Theologia platonica de immortalitate animorum - 1491), em que procura concordar o platonismo, de que era entusiasta, com o cristianismo, em que acreditava seriamente. Entretanto não foi um metafísico, mas um eclético e suas finalidades eram morais. Sua idéia animadora é a exaltação do homem como microcosmo, síntese do universo: conceito antigo, neoplatônico, mas que teve no humanismo do Renascimento um valor e um significado particulares. Outra idéia sua inspiradora é o conceito de uma continuidade do desenvolvimento religioso, que vai desde os antigos sábios e filósofos - Zoroastro, Orfeu, Pitágoras, Platão - até o cristianismo: expressão do universalismo religioso da Renascença.

Liderou a Academia Platônica de Florença, que teve imensa influência nos principais artistas de seu tempo, tais como Sandro Botticelli, Leonardo da Vinci e Michelangelo.

Dados importantes sobre esse tema podem ser encontrados na obra de D. P. Walker, "Spiritual and Demonic Magic from Ficino to Campanella" (University of Notre Dame Press, Notre Dame – London, 1969). Nessa obra, se demonstra como uma corrente neoplatônica, hermética e mágica, dominou o pensamento dos principais humanistas e artistas do Renascimento, impondo uma cosmovisão gnóstica e de caráter anti-católico.


Ficino morreu na cidade de Carégio em 1499.

Obras

  • Vida de Platão
  • Teologia platônica
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