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''A fluidez do oceano não o entedia,''<br /> | |||
''E o empurra a busca de sua casa perfeita.''<br /> | |||
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''É o tempo que dura sua missão.''<br /> | |||
''E sob o espectro de um fim prematuro,''<br /> | |||
''Ele encontra sua Terra Prometida.''<br /> | |||
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''Feliz, o Eremita sabe,'' <br /> | |||
''Ainda há muito a ser feito.''<br /> | |||
''Seu templo precisa ser trabalhado.''<br /> | |||
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''Ele dança e canta''<br /> | |||
''Numa língua inteligível a quem tem sono.''<br /> | |||
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''O devolve ao caminho dourado.''<br /> | |||
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''A ficar apertada…''<br /> | |||
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''Dentro de sua concha''<br /> | |||
''Já adaptada às suas necessidades,''<br /> | |||
''Uma coisa o empurrava para fora:''<br /> | |||
''A própria vontade''<br /> | |||
''De continuar dentro.''<br /> | |||
'' | ''Assumindo seu Nome Sagrado,''<br /> | ||
''Sabe que é chegada a hora''<br /> | |||
''De cumprir com o que foi um dia''<br /> | |||
''Gravado em seu coração.''<br /> | |||
''Com um sorriso no rosto,''<br /> | |||
''Ele abre mão do que lhe era mais caro,''<br /> | |||
''e retorna para o Mundo.''<br /> | |||
'' | '''''“Que eu vá de volta para o Mundo, sim, De volta para o Mundo!”'''''<ref>Liber Liberi vel Lapidis Lazuli, II, 53</ref><br /><br /> | ||
Eis a música deste processo:<br />{{#ev:spotifytrack|id=3ZcFy6KzILYzlmkQhszjSk|230x120|frame=inline}} | |||
<small>Soror Magnificat Lux | |||
Dies Saturni, Sol em 14ª ♒, Luna em 28º ♏,03/02/2024 e.v., 23:53 hora do Sol.</small><br />[[Arquivo:Stella Rubea PNG.png|esquerda|miniaturadaimagem|88x88px]]<br /><br /> | |||
<references /> | |||
Edição atual tal como às 16h40min de 23 de fevereiro de 2024
Filhos de Soror I.L.
A procura de uma concha vazia,
O caranguejo eremita busca seu refúgio.
Não é a violência das ondas que o aflige.
Se lançar ao ritmo do mar é inevitável.
A fluidez do oceano não o entedia,
E o empurra a busca de sua casa perfeita.
Mas seu estômago é sensível
A casa já foi morada de outros seres
Que a deixaram como herança.
O legado de quem cumpre o ciclo
E deixa ao próximo o bem valioso.
Não a proteção de si,
Não apenas a capacidade de se reproduzir,
Mas a possibilidade de continuação da espécie.
Sob a Luz de uma Lâmpada
Que nunca se extingue,
Um dia de sol
E uma noite escura
É o tempo que dura sua missão.
E sob o espectro de um fim prematuro,
Ele encontra sua Terra Prometida.
Feliz, o Eremita sabe,
Ainda há muito a ser feito.
Seu templo precisa ser trabalhado.
Velas acesas e guirlandas,
Pedras, flores e perfumes.
Ele dança e canta
Numa língua inteligível a quem tem sono.
Como num passe de magicka,
Estrelas brilham ao seu redor.
Uma aura angelical se estabelece.
Um círculo e Um cubo,
E uma imensa coluna luminosa,
Confirmam que a casa agora
Está pronta para ser habitada.
Ali ele se isola do meio.
Ali ele se encontra
E gargalha com força
Toda vez que a onda
Beija sua face,
Toda vez que a maré
Muda sua direção.
Ele se aventura por águas
Profundas e desconhecidas.
Quanto mais fundo avança,
Mais densa e pesada
Se torna sua vida.
Respirar é difícil.
Por vezes sente que vai morrer.
Mas há algo
Que sempre o acompanha:
A Luz daquela Lâmpada Misteriosa.
Aonde quer que esteja,
Não importa o extremo que vá,
A Luz sob sua carcaça cansada,
O devolve ao caminho dourado.
E quando ele percebe
Que todos os passeios
Fazem parte do caminho,
Sente vontade de contar
A todos a Boa Nova.
Sua casa começa
A ficar apertada…
O que antes era sua proteção,
Torna-se sua prisão.
Dentro de sua concha
Já adaptada às suas necessidades,
Uma coisa o empurrava para fora:
A própria vontade
De continuar dentro.
Assumindo seu Nome Sagrado,
Sabe que é chegada a hora
De cumprir com o que foi um dia
Gravado em seu coração.
Com um sorriso no rosto,
Ele abre mão do que lhe era mais caro,
e retorna para o Mundo.
“Que eu vá de volta para o Mundo, sim, De volta para o Mundo!”[1]
Eis a música deste processo:
Soror Magnificat Lux
Dies Saturni, Sol em 14ª ♒, Luna em 28º ♏,03/02/2024 e.v., 23:53 hora do Sol.
- ↑ Liber Liberi vel Lapidis Lazuli, II, 53