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=O Tarô: seu significado oculto, uso na adivinhação e método de jogo, etc.=
<font size=6>'''O Tarot: seu significado oculto, uso na adivinhação e método de jogo, etc.'''</font><br />
''The Tarot: Its Occult Significance, Use in Fortune-Telling, and Method of Play, Etc.'' por S. L. MacGregor Mathers
''The Tarot: Its Occult Significance, Use in Fortune-Telling, and Method of Play, Etc.'' por S. L. MacGregor Mathers
[1888]
[1888]
[[Arquivo:The Cover- Tarot. Its Occult Signification.webp|miniaturadaimagem|294x294px|centro|Capa da primeira edição 1888]]
<h2>Índice</h2>
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=== Prefácio ===
<li>[[#Prefácio |''Prefácio do tradutor'']]</li>
por [[Usuário:Frater abo | ''Frater ABO'']]<br>
<li>[[Tarot de Mathers de 1888: Introdução | Introdução: Tarot]]</li>
<li>[[Tarot de Mathers de 1888: Simbolismo de cada uma das Chaves | Simbolismo de cada uma das Chaves]]</li>
<li>[[Tarot de Mathers de 1888: Significado das Cartas | Significado das Cartas]]</li>
<li>[[Tarot de Mathers de 1888: Métodos de Divinação | Métodos de Divinação]]</li>
<li>[[Tarot de Mathers de 1888: Tarot como Jogo | Tarot como Jogo]]</li>
<li>[[Tarot de Mathers de 1888: Significado oculto das cartas de Tarot | Significado oculto das cartas de tarot]]</li>
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===Prefácio do tradutor===
----por [[Usuário:Frater abo | ''Frater ABO'']]<br>
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Samuel Liddell MacGregor Mathers foi conhecido principalmente como um dos fundadores da [[Ordem Hermética da Aurora Dourada | Ordem Hermética da Golden Dawn]]. Este presente trabalho foi publicado pela primeira vez em 1888. Mathers adicionou o sobrenome "MacGregor" como uma reivindicação à herança escocesa das Terras Altas. , ou de acordo com algum vegano, um antivivisseccionista declarado e não fumante. Mathers era poliglota; entre as línguas que estudou estavam inglês, francês, latim, grego, hebraico, gaélico e copta, embora tivesse um domínio maior de algumas línguas do que de outras. Este livro é breve, mas contém uma descrição completa do Tarô, o simbolismo de cada chave, o significado das cartas, os métodos de adivinhação, o jogo do Tarô e o significado oculto das cartas do Tarô. tarô.
"O Tarô" de S. L. MacGregor Mathers, publicado em 1888, é um livro seminal na história do tarot moderno. É um trabalho conciso de sua época, mas influente, que contribuiu para a popularização do Tarot como ferramenta de adivinhação e autoconhecimento.
 
Comparado aos atuais livros de tarot com muitas informações e técnicas modernas, este é um pequeno trabalho que reflete uma tradição transmitida numa época que pesquisas somente eram possíveis em bibliotecas ou em manuscritos privados. Talvez não o melhor livro do assunto, mas certamente nos coloca muito próximos dos ensinamentos do mestre S.L. MacGregor Mathers. Inestimável ao iniciante, ou como uma pequena referência útil para aqueles que já fazem leituras.
 
=== Introdução: o Tarot ===
Entrar, dentro dos limites deste breve tratado, em qualquer investigação mais extensa sobre a História das Cartas está totalmente fora de questão; e, portanto, limitar-me-ei a examinar brevemente o que se relaciona com sua forma mais antiga, o Tarô, ou Cartas de Tarocchi, e a fornecer, da forma mais clara e concisa possível, instruções que permitirão aos meus leitores utilizá-las para adivinhação. ao qual estão muito melhor adaptados, pelo maior número e variedade de suas combinações, do que as cartas comuns. Também entrarei um pouco em seus significados ocultos e cabalísticos.
 
O termo "Tarot", ou "Tarocchi", é aplicado a um baralho de 78 cartas, composto por quatro naipes de 14 cartas cada (havendo uma carta a mais da corte do que nos baralhos comuns - o Cavalier, o Cavaleiro ou o Cavaleiro) e 22 cartas simbólicas respondendo por trunfos. Estes últimos são numerados de 1 a 21 inclusive, sendo a 22ª carta marcada como Zero, 0. Os desenhos desses trunfos são extremamente singulares, entre eles estão representações como a Morte, o Diabo, o Juízo Final, etc.
 
A ideia de que as cartas foram primeiro “inventadas” para divertir Carlos VI de França está agora explodida; e é digno de nota a este respeito que o seu suposto “inventor” foi Jacques Gringonneur, um Astrólogo e Cabalista. Este período entre os indianos e os chineses. Etteilla, de fato, dá em um de seus tratados sobre o Tarô uma representação do arranjo místico dessas cartas no Templo de Ptah em Memphis, e ainda diz:
 
“Sobre uma mesa ou altar, na altura do peito do Mago Egípcio (ou Hierofante), havia de um lado um livro ou conjunto de cartas ou pratos de ouro (o Tarô), e do outro um vaso, etc. " Esta ideia é ainda mais desenvolvida por P. Christian (o discípulo de Eliphas Levi), na sua ''“Histoire de la Magie'' ”, à qual terei ocasião de me referir mais tarde. Os grandes expoentes do Tarot, Court de Gèbelin, Levi e Etteilla, sempre atribuíram ao Tarot uma origem cabalística-egípcia, e isto descobri confirmado nas minhas próprias pesquisas sobre este assunto, que se estenderam por vários anos.
 
W. Hughes Willshire, em suas observações sobre a História Geral das Cartas de Baralho, diz: "As cartas mais antigas que chegaram até nós são do caráter do Tarô. Estas são as quatro cartas do Musée Correr em Veneza; as dezessete peças do Gabinete de Paris (erroneamente chamadas de ''Gringonneur,'' ou cartas de Carlos VI de 1392), cinco Tarôs Venezianos do século XV, na opinião de alguns, não de data anterior a 1425; e a série de cartas pertencentes a um ''Minchiate'' definido, na posse da Condessa Aurélia Visconti Gonzaga em Milão, quando Cicognara escreveu."
 
WA Chatto, em sua “ ''História das Cartas de Jogo'' ”, diz que as cartas foram inventadas na China já em 1120 dC, no reinado de Seun-Ho, para diversão de suas numerosas concubinas.
 
JF Vaillant, em “''Les Romes, histoire vraie des vraies Bohémiens'' ”, Paris, 1857, diz que os chineses possuem um desenho dividido em compartimentos ou séries, baseado em combinações do número 7. 1 "É tão parecido com o Tarô, que os quatro naipes deste último ocupam suas primeiras quatro colunas; dos vinte e um ''atouts,'' quatorze ocupam a quinta coluna, e os outros sete ''atouts'' a sexta coluna. Esta sexta coluna de sete ''atouts'' é o dos seis dias da semana da criação. Ora, segundo os chineses, esta representação pertence aos primeiros tempos do seu império, ao esgotamento das águas do dilúvio por IAO; pode-se concluir, portanto, que é um original, ou uma cópia do Tarô, e, em qualquer circunstância, que este último é de origem anterior a Moisés, que pertence ao início do nosso tempo, à época da preparação do Zodíaco, e conseqüentemente, deve possuir 6.600 anos de existência."
 
Mas, apesar da aparente audácia desta última afirmação, deve ficar evidente, após reflexão, que o Tarô, consistindo, como o faz, dos dez números da escala decimal contra-alterados com a tétrade, e de um alfabeto hieroglífico de vinte e cinco números. dois símbolos místicos, devem ser relegados para um período muito anterior na história do mundo do que aquele normalmente atribuído à introdução das cartas na Europa; e podemos considerar que o fato de o Tarô ser a origem da carta moderna está agora bastante bem estabelecido pelo consenso geral da opinião.
 
Foi Court de Gèbelin quem, no seu “ ''Monde Primitif'' ” (Paris 1781), escreveu: “Se soubéssemos que existe nos nossos dias a Obra dos Antigos Egípcios, um dos seus livros que escapou às chamas que devoraram os seus soberbos bibliotecas, e que contém a sua doutrina mais pura sobre os assuntos mais interessantes, todos estariam, sem dúvida, ansiosos por adquirir o conhecimento de uma obra tão valiosa e extraordinária. Se acrescentássemos que este livro está amplamente difundido por uma grande parte da Europa, e que durante vários séculos tem sido acessível a todos, não seria ainda mais surpreendente? E essa surpresa não estaria no seu auge se se afirmasse que as pessoas nunca suspeitaram que era egípcio, que o possuem de tal maneira que dificilmente se pode dizer que eles a possuem, que ninguém jamais tentou decifrar uma única folha e que o resultado de uma sabedoria recôndita é considerado uma massa de projetos extravagantes que nada significam em si mesmos? alguém estava tentando se divertir e brincar com a credulidade de seus ouvintes?
 
"No entanto, este é um fato verdadeiro. Este livro egípcio, o único remanescente de suas soberbas bibliotecas, existe até hoje; é tão comum que nenhum ''sábio'' planejou se preocupar com ele, ninguém antes de mim suspeitou de sua origem ilustre Este livro é composto por setenta e sete folhas ou ilustrações, ou melhor, setenta e oito, divididas em cinco classes, cada uma apresentando objetos tão variados quanto divertidos e instrutivos. Em uma palavra, este livro é o PACOTE DE CARTAS DE TARÔ. ."
 
Examinemos agora a palavra TAROT, ou TARO, e descubramos, se pudermos, sua verdadeira derivação e significado. Court de Gèbelin afirma que existem três palavras de origem oriental preservadas na nomenclatura da Matilha. Estes são TARO, MAT ''e'' PAGAD. Taro, diz ele, é egípcio puro; de TAR, Path, e RO, ROS, ou ROG, Royal – o Caminho Real da Vida. MAT é oriental e significa dominado, assassinado, desmiolado; enquanto PAGAD, acrescenta ele, também é oriental, forma PAG, chefe ou mestre, e GAD, Fortuna. Vailant diz: “A grande divindade Ashtaroth, Astaroth '','' não é outra senão o Indo-Tártaro ''Tan-tara,'' o ''Tarô,'' o Zodíaco”. Minha derivação da palavra, que nunca encontrei dada por nenhum autor, vem da antiga palavra hieroglífica egípcia “ ''târu”,'' exigir uma resposta ou consultar; ''logo,'' aquilo que é consultado ou do qual é necessária uma resposta. Esta me parece ser a origem correta da palavra, enquanto o segundo ''t'' é uma final hieroglífica egípcia, que é adicionada para denotar o gênero feminino. A seguir estão metáteses interessantes das letras do TARO: TORA ''(hebraico)'' = Lei; TROA ''(hebraico)'' = Portão; ROTA ''(latim)'' = roda; ORAT ''(latim)'' = fala, argumenta ou suplica; TAOR ''(egípcio)'' = Täur, a Deusa das Trevas; ATOR ''(egípcio)'' = Athor, a Vênus egípcia. Um certo Sr. Lumley me disse que existe uma palavra Zend ''"tarisk",'' que significa "exigir uma resposta".
 
Existem baralhos de Tarô italiano, espanhol e alemão, e desde a época de Etteilla também o francês, mas estes últimos não estão tão bem adaptados para o estudo do ocultismo devido às tentativas de "correções" do simbolismo de Etteilla. Os italianos são decididamente os melhores para adivinhação e propósitos ocultistas práticos, e irei, portanto, usá-los como base do presente tratado. Infelizmente, as antigas cartas de uma só cabeça estão obsoletas agora, e as únicas que são feitas são de duas cabeças, o que altera o simbolismo em alguns casos. Descreverei, portanto, sempre que necessário, a parte omitida do desenho ou modelo, colocando-a entre colchetes para marcá-la.
 
Como já observei, o baralho do Tarô consiste em setenta e oito cartas – ou seja, quatro naipes de quatorze cartas cada e vinte e dois trunfos simbólicos numerados. Os quatro naipes são ―
 
<P ALIGN="CENTER"><CENTER><TABLE CELLSPACING=0 BORDER=3 WIDTH=779>
<TR><TD WIDTH="25%" VALIGN="MIDDLE">
<P><I>Italian.</I></TD>
<TD WIDTH="25%" VALIGN="MIDDLE">
<I><P>French .</I></TD>
<TD WIDTH="25%" VALIGN="MIDDLE">
<I><P>English.</I></TD>
<TD WIDTH="25%" VALIGN="MIDDLE">
<I><P>Respondendo a</I></TD>
</TR>
<TR><TD WIDTH="25%" VALIGN="MIDDLE">
<P>Bastoni</TD>
<TD WIDTH="25%" VALIGN="MIDDLE">
<P>B&acirc;tons</TD>
<TD WIDTH="25%" VALIGN="MIDDLE">
<P>Wands, Sceptres, or Clubs</TD>
<TD WIDTH="25%" VALIGN="MIDDLE">
<P>Diamantes</TD>
</TR>
<TR><TD WIDTH="25%" VALIGN="MIDDLE">
<P>Copp&eacute;</TD>
<TD WIDTH="25%" VALIGN="MIDDLE">
<P>Coupes</TD>
<TD WIDTH="25%" VALIGN="MIDDLE">
<P>Cups, Chalices, or Goblets</TD>
<TD WIDTH="25%" VALIGN="MIDDLE">
<P>Corações</TD>
</TR>
<TR><TD WIDTH="25%" VALIGN="MIDDLE">
<P>Spad&eacute;</TD>
<TD WIDTH="25%" VALIGN="MIDDLE">
<P>&Eacute;p&eacute;es</TD>
<TD WIDTH="25%" VALIGN="MIDDLE">
<P>Swords</TD>
<TD WIDTH="25%" VALIGN="MIDDLE">
<P>Espadas</TD>
</TR>
<TR><TD WIDTH="25%" VALIGN="MIDDLE">
<P>Denari</TD>
<TD WIDTH="25%" VALIGN="MIDDLE">
<P>Deniers</TD>
<TD WIDTH="25%" VALIGN="MIDDLE">
<P>Money, Circles, or Pentacles</TD>
<TD WIDTH="25%" VALIGN="MIDDLE">
<P>Clubes</TD>
</TR>
</TABLE>
</CENTER></P>
 
=== Simbolismo de cada uma das Chaves ===
Descreverei agora cuidadosamente o simbolismo de cada uma dessas chaves hieroglíficas.
 
'''1. ''O Malabarista ou Mágico''''' ''.'' Diante de uma mesa coberta com os utensílios de sua arte está a figura de um malabarista, com uma mão levantada segurando uma varinha (em alguns maços, uma xícara), a outra apontada para baixo. Ele usa um boné de manutenção como o dos reis, cuja aba larga forma uma espécie de auréola em volta da cabeça. Seu corpo e braços formam a forma da letra hebraica Aleph, à qual esta carta corresponde. Ele simboliza ''a vontade.''
 
'''2. ''A Alta Sacerdotisa, ou Papa Mulher.''''' Uma mulher coroada com uma alta mitra ou tiara (a cabeça rodeada por um véu), uma estola (ou cruz solar) no peito e o Livro da Ciência aberto na mão. Ela representa ''Ciência, Sabedoria ou Conhecimento.''
 
'''3. ''A Imperatriz.''''' Mulher alada e coroada sentada num trono, tendo numa das mãos um cetro com um globo encimado por uma cruz, enquanto a outra repousa sobre um escudo com uma águia brasonada em cujo peito está a cruz. Ela é o Símbolo da ''Ação,'' resultado da união da Ciência e da Vontade.
 
'''4. ''O Imperador.''''' Ele é coroado (e encostado em um trono, suas pernas formam uma cruz e ao lado dele, sob sua mão esquerda, está um escudo com o brasão de uma águia). Na mão direita ele carrega um cetro semelhante ao da Imperatriz. Seu corpo e braços formam um triângulo, do qual sua cabeça é o vértice, de modo que toda a figura representa um triângulo acima de uma cruz. Ele representa ''a Realização.''
 
'''5. ''O Hierofante ou Papa.''''' É coroado com a tiara papal e sentado entre os dois pilares de Hermes e de Salomão, com a mão direita faz o sinal do esoterismo e com a esquerda apoia-se num bastão encimado por uma cruz tripla. (Diante dele ajoelham-se dois ministros.) Ele é o símbolo da ''Misericórdia'' e ''da Beneficência.''
 
'''6. ''Os Amantes.''''' Isso geralmente é descrito como representando o Homem entre o Vício e a Virtude, enquanto um gênio alado ameaça o Vício com seu dardo. Mas estou bastante inclinado à opinião de que representa o Microprosopus Cabalístico entre Binah e Malkuth ''(ver'' meu ''Kabbalah Unveiled),'' enquanto a figura acima mostra a Influência descendente de Kether. Geralmente é considerado como ''Prova'' ou ''Julgamento;'' mas estou inclinado a sugerir ''Disposição Sábia'' como seu significado.
 
'''7. ''A carruagem.''''' Este é um símbolo muito complicado e importante, que foi restaurado por Eliphas Levi. Representa um Conquistador coroado e portando um cetro, andando em uma carruagem cúbica, encimada por quatro colunas e um dossel, e puxada por dois cavalos, um dos quais olha para frente, enquanto o outro vira a cabeça em sua direção. (Duas rodas são mostradas na figura completa de uma só cabeça.) Representa o ''Triunfo'' e ''a Vitória'' da Justiça e do Julgamento.
 
'''8. ''Justiça.''''' Mulher coroada e sentada num trono (entre duas colunas), segurando na mão direita uma espada vertical e na esquerda a balança. Ela simboliza ''Equilíbrio'' e ''Justiça.''
 
'''9. ''O Eremita.''''' Um homem velho e barbudo, envolto em um manto e com a cabeça coberta por um capuz, carregando na mão direita a lanterna da ciência oculta, enquanto na esquerda segura sua varinha mágica meio escondida sob o manto. Ele é ''Prudência.''
 
'''10. ''A Roda da Fortuna''''' . Uma roda de ''sete'' raios (as duas metades das cartas de duas cabeças formam ''oito'' raios, o que é incorreto) girando (entre duas colunas verticais). No lado ascendente está um animal subindo, e no lado descendente está uma espécie de macaco descendente; ambas as formas estão ligadas à roda. Acima está a forma de um anjo (ou uma esfinge em alguns) segurando uma espada em uma mão e uma coroa na outra. Este símbolo muito complicado está muito desfigurado e foi bem restaurado por Levi. Simboliza ''a Fortuna,'' boa ou má.
 
'''11. ''Força ou Fortaleza.''''' Uma mulher coroada com coroa e boné de manutenção, que calmamente, e sem esforço, fecha as mandíbulas de um leão furioso. Ela representa ''a Força.''


'''12. ''O Enforcado.''''' Este símbolo extraordinário é quase ininteligível nas cartas de duas cabeças. Apropriadamente, representa um homem pendurado de cabeça para baixo em uma espécie de forca por um pé (suas mãos estão amarradas atrás das costas de tal maneira que seu corpo forma um triângulo com a ponta para baixo) e suas pernas uma cruz acima dele. (Dois sacos ou pesos estão presos às suas axilas.) Ele simboliza ''o Sacrifício.''
Ele, [[Samuel Liddell Mac Gregor Mathers]], foi conhecido principalmente como um dos fundadores da [[Ordem Hermética da Aurora Dourada | Ordem Hermética da Golden Dawn]] e primeiro mestre de [[Aleister Crowley]]. Este presente trabalho foi publicado pela primeira vez em 1888. Mathers adicionou o sobrenome "MacGregor" como uma reivindicação à herança escocesa das Terras Altas, foi vegetariano, antivivisseccionista declarado e não fumante. Mathers era poliglota; entre as línguas que estudou estavam inglês, francês, latim, grego, hebraico, gaélico e copta, embora tivesse um domínio maior de algumas línguas do que de outras. Este livro é breve, mas contém uma descrição completa do tarot, o simbolismo de cada chave, o significado das cartas, os métodos de adivinhação, o jogo do Tarot e o significado oculto das cartas do tarot.[[Arquivo:Inside tarot book.png|miniaturadaimagem|esquerda|273x273px]]No final do século XIX, o Tarot estava passando por um renascimento de interesse. Ocultistas como Eliphas Lévi e Papus estavam explorando as conexões do Tarot com a Cabala e outras tradições esotéricas. Mathers, um membro da Ordem Hermética da Aurora Dourada, estava entre os que se interessaram por essa ferramenta divinatória.
O livro de Mathers é dividido em três partes, sendo uma introdução à história do tarot, incluindo suas origens, simbolismo e diferentes estilos de baralho; uma descrição detalhada dos 78 Arcanos do tarot, incluindo seus significados divinatórios e cabalísticos; e instruções para três métodos de leitura de cartas: a leitura de uma carta, a leitura de três cartas e a leitura da "Cruz Celta".


'''13. ''Morte.''''' Um esqueleto armado com uma foice (com a qual ele corta cabeças em um prado como se fosse grama). Ele significa ''Transformação'' ou ''Mudança.''
A obra teve um impacto significativo no Tarot moderno, o livro tornou o Tarot mais acessível ao público em geral, introduzindo-o a um público mais amplo. Mathers forneceu interpretações cabalísticas e herméticas para as cartas, aprofundando a compreensão do simbolismo do Tarot e influenciou o desenvolvimento de métodos modernos de leitura de cartas.


'''14. ''Temperança''''' Um anjo com o sinal do Sol na testa Derramando líquido de um recipiente para outro. Ela representa ''Combinação.''
Embora este livro seja considerado um clássico, algumas críticas foram feitas com relação à precisão de algumas das afirmações de Mathers sobre a história do Tarot que são questionadas por estudiosos modernos. A visão masculina excessiva, uma vez que o livro reflete a visão masculina da época, com interpretações que podem ser consideradas sexistas por alguns leitores.


'''15. ''O Diabo.''''' Um demônio com chifres e asas com garras de águia (em pé sobre um altar ao qual dois demônios menores estão presos por uma coleira e uma corda). Na mão esquerda ele carrega um cetro com cabeça de fogo. Ele é a imagem do ''Destino'' ou ''da Fatalidade,'' do bem ou do mal.
Ainda asism, "O Tarot" de S. L. MacGregor Mathers continua sendo uma referência importante para estudantes e praticantes do Tarot. É um trabalho introdutório valioso que oferece ''insights'' sobre a história, o simbolismo e a prática da leitura de cartas.


'''16. ''A Torre Atingida por um Raio.''''' Uma Torre cuja parte superior é como uma coroa, atingida por um raio. (Dois homens caem de cabeça, um dos quais está numa atitude que forma a letra hebraica ''Ayin.)'' Faíscas e ''detritos'' estão caindo. Mostra ''ruína, ruptura.''
Comparado aos atuais livros de tarot com muitas informações e técnicas modernas, este é um pequeno trabalho que reflete uma tradição transmitida numa época que pesquisas somente eram possíveis em bibliotecas ou em manuscritos privados. Talvez não o melhor livro do assunto, mas certamente nos coloca muito próximos dos ensinamentos do mestre S.L. MacGregor Mathers. Inestimável ao iniciante, ou como uma pequena referência útil para aqueles que já fazem leituras.


'''17. ''A estrela.''''' Uma figura feminina nua derrama água sobre a terra de dois vasos. Nos céus acima dela brilha a Estrela Flamejante dos Magos (cercada por outras sete), árvores e plantas crescem sob sua influência mágica (e em uma delas pousa a borboleta de Psique). Ela é a estrela da ''Esperança.''
Conheça mais da vida desse grande mestre do ocultismo e outros eminetes membros da Golden Dawn em a [[Espada de Sabedoria | '''Espada de Sabedoria''']] por [[Ithell Colquhoun | ''Ithell Colquhoun'']] (1906-1988)  


'''18. ''A Lua.''''' A lua brilhando no céu, gotas de orvalho caindo, um lobo e um cachorro uivando para a Lua, e parados ao pé de duas torres, um caminho que se perde no horizonte (e está salpicado de gotas de sangue, um lagostim emblemático do signo de Câncer, regido pela Lua, rasteja pela água em primeiro plano em direção à terra). Simboliza ''Crepúsculo, Decepção'' e ''Erro.''
'''19. ''O Sol.''''' O Sol enviando seus raios sobre duas crianças, que sugerem o signo de Gêmeos. (Atrás deles há um muro baixo.) Significa ''Felicidade Terrena.''
'''20. ''O Juízo Final.''''' Um anjo nos céus tocando uma trombeta, à qual está anexado um estandarte com uma cruz. Os Mortos levantam-se dos seus túmulos. Significa ''Renovação, Resultado.''
'''0. ''O homem tolo.''''' Um homem com boné de bobo, vestido de bobo da corte, com uma bengala e uma trouxa no ombro. Diante dele está a borboleta do prazer que o atrai (enquanto em algumas matilhas um tigre, em outras um cachorro, o ataca por trás). Significa ''Loucura, Expiação.''
'''21. ''O Universo.''''' Dentro de uma guirlanda de flores está uma figura feminina nua, exceto por um lenço leve. Ela representa a Natureza e a Presença Divina nela. Em cada mão ela deveria carregar uma varinha. Nos quatro ângulos da carta estão os quatro animais querubins do Apocalipse. Acima, a Águia e o Homem; abaixo, o Leão e o Touro. Representa ''Conclusão, Recompensa.''
Assim, toda a série dos vinte e dois trunfos dará uma sentença conectada que pode ser lida assim: - A ''Vontade'' Humana (1) iluminada pela ''Ciência'' (2) e manifestada pela
''A ação'' (3) deve encontrar a sua ''Realização'' (4) em atos de ''Misericórdia'' e ''Beneficência'' (5). A ''Disposição Sábia'' (6) deste lhe dará ''a Vitória'' (7) através ''do Equilíbrio'' (8) e ''da Prudência'' (9), sobre as flutuações da ''Fortuna'' (10). ''A Fortaleza'' (11), santificada pelo ''Sacrifício'' de Si Mesmo (12), triunfará sobre a própria ''Morte'' (13) e, portanto, uma ''Combinação'' Sábia (14) permitirá que ele desafie ''o Destino'' (15). Em cada ''Infortúnio'' (16) ele verá a Estrela da ''Esperança'' (17) brilhar no crepúsculo da ''Decepção'' (18); e ''a Felicidade'' final (19) será o ''Resultado'' (20). ''A loucura'' (0), por outro lado, trará uma ''recompensa'' maligna (21).
Para preparar o baralho para a adivinhação, escreva no topo de cada carta seu número e significado quando estiver na posição correta, e na parte inferior seu significado quando invertido. Para facilitar isso e ajudar na leitura, acrescento aqui uma lista de cartas com os significados, que, creio, responderão a todos os propósitos práticos. I. significa Invertido.


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[[Categoria:Tarot]]
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Edição atual tal como às 10h20min de 15 de março de 2024


O Tarot: seu significado oculto, uso na adivinhação e método de jogo, etc.
The Tarot: Its Occult Significance, Use in Fortune-Telling, and Method of Play, Etc. por S. L. MacGregor Mathers [1888]

Capa da primeira edição 1888

Índice

  1. Prefácio do tradutor
  2. Introdução: Tarot
  3. Simbolismo de cada uma das Chaves
  4. Significado das Cartas
  5. Métodos de Divinação
  6. Tarot como Jogo
  7. Significado oculto das cartas de tarot

Prefácio do tradutor


por Frater ABO


"O Tarô" de S. L. MacGregor Mathers, publicado em 1888, é um livro seminal na história do tarot moderno. É um trabalho conciso de sua época, mas influente, que contribuiu para a popularização do Tarot como ferramenta de adivinhação e autoconhecimento.

Ele, Samuel Liddell Mac Gregor Mathers, foi conhecido principalmente como um dos fundadores da Ordem Hermética da Golden Dawn e primeiro mestre de Aleister Crowley. Este presente trabalho foi publicado pela primeira vez em 1888. Mathers adicionou o sobrenome "MacGregor" como uma reivindicação à herança escocesa das Terras Altas, foi vegetariano, antivivisseccionista declarado e não fumante. Mathers era poliglota; entre as línguas que estudou estavam inglês, francês, latim, grego, hebraico, gaélico e copta, embora tivesse um domínio maior de algumas línguas do que de outras. Este livro é breve, mas contém uma descrição completa do tarot, o simbolismo de cada chave, o significado das cartas, os métodos de adivinhação, o jogo do Tarot e o significado oculto das cartas do tarot.

Inside tarot book.png

No final do século XIX, o Tarot estava passando por um renascimento de interesse. Ocultistas como Eliphas Lévi e Papus estavam explorando as conexões do Tarot com a Cabala e outras tradições esotéricas. Mathers, um membro da Ordem Hermética da Aurora Dourada, estava entre os que se interessaram por essa ferramenta divinatória.

O livro de Mathers é dividido em três partes, sendo uma introdução à história do tarot, incluindo suas origens, simbolismo e diferentes estilos de baralho; uma descrição detalhada dos 78 Arcanos do tarot, incluindo seus significados divinatórios e cabalísticos; e instruções para três métodos de leitura de cartas: a leitura de uma carta, a leitura de três cartas e a leitura da "Cruz Celta".

A obra teve um impacto significativo no Tarot moderno, o livro tornou o Tarot mais acessível ao público em geral, introduzindo-o a um público mais amplo. Mathers forneceu interpretações cabalísticas e herméticas para as cartas, aprofundando a compreensão do simbolismo do Tarot e influenciou o desenvolvimento de métodos modernos de leitura de cartas.

Embora este livro seja considerado um clássico, algumas críticas foram feitas com relação à precisão de algumas das afirmações de Mathers sobre a história do Tarot que são questionadas por estudiosos modernos. A visão masculina excessiva, uma vez que o livro reflete a visão masculina da época, com interpretações que podem ser consideradas sexistas por alguns leitores.

Ainda asism, "O Tarot" de S. L. MacGregor Mathers continua sendo uma referência importante para estudantes e praticantes do Tarot. É um trabalho introdutório valioso que oferece insights sobre a história, o simbolismo e a prática da leitura de cartas.

Comparado aos atuais livros de tarot com muitas informações e técnicas modernas, este é um pequeno trabalho que reflete uma tradição transmitida numa época que pesquisas somente eram possíveis em bibliotecas ou em manuscritos privados. Talvez não o melhor livro do assunto, mas certamente nos coloca muito próximos dos ensinamentos do mestre S.L. MacGregor Mathers. Inestimável ao iniciante, ou como uma pequena referência útil para aqueles que já fazem leituras.

Conheça mais da vida desse grande mestre do ocultismo e outros eminetes membros da Golden Dawn em a Espada de Sabedoria por Ithell Colquhoun (1906-1988)


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