Sem resumo de edição
Sem resumo de edição
 
(12 revisões intermediárias por um outro usuário não estão sendo mostradas)
Linha 1: Linha 1:
{{tradução}}
[[Image:kundalini.jpg|right|thumb|200px|]]


'''Kundalini''' de acordo com vários ensinamentos é um tipo de "energia corpórea". Kundalini em sânscrito significa literalmente ou "enrolado" ou "enrolado como uma serpente." Existe um número de versões do termo em inglês, como 'poder da serpente'.  
Kundalini (sânscrito: कुण्डलिनी kuṇḍalinī, pronúncia, "enrolado"), no hinduísmo é uma forma de energia divina (ou shakti) supostamente localizada na base da coluna (muladhara). Foi originalmente um conceito importante no Śaiva Tantra, onde era visto como uma força ou poder associado ao divino feminino, que quando cultivado e despertado através da prática tântrica, pensava-se que levava à libertação espiritual. Kuṇḍalinī está associada a Paradevi ou Adi Parashakti, o ser supremo no Shaktismo, bem como às deusas Bhairavi e Kubjika. O termo, juntamente com as práticas associadas a ele, foi adotado no Hatha yoga no século 11 e em outras formas de hinduísmo, bem como na espiritualidade moderna e no pensamento da Nova Era.
 
Kundalini é previsto como uma serpente enrolada junto à base da espinha.


==Fontes Hindus ==
==Fontes Hindus ==
No Hinduísmo, kundalini é uma parte do [[corpo sutil]] juntamente com os [[chakra]]s e [[nadis]]. Um número de modelos desta anatomia esotérica ocorre na classe de textos conhecida como Āgamas ou Tantras. Trata-se de um vasto corpo de escrituras, os quais são rejeitados por muitos brahmas ortodoxos, de acordo com o Flood.   
No Hinduísmo, kundalini é uma parte do [[corpo sutil]] juntamente com os [[chakra]]s e [[nadis]]. Um número de modelos desta anatomia esotérica ocorre na classe de textos conhecida como Āgamas ou Tantras. Trata-se de um vasto corpo de escrituras, os quais são rejeitados por muitos brahmans ortodoxos, de acordo com o livro Flood.   


There are numerous models of kundalini in the Sanskrit source texts. In early texts there are various systems of [[chakra]]s and [[nadis]], with varying connections between them. An early version of the nadi system is mentioned in the [[Chandogya Upanishad]], which says:  
Existem inúmeros modelos de kundalini nas fontes sânscritas de textos. Nos textos mais antigos existem vários sistemas de [[chakra]]s e [[nadis]], com diferentes conexões entre eles. Uma antiga versão do sistema de nadi é mencionada no Chandogya Upanishad, que diz:  
   
   
Over time one system of six or seven chakras along the body's axis became the dominant model, adopted by most schools of [[yoga]]. This particular system may have originated in about the 11th century AD, and rapidly became widely popular. It is in this model where Kundalini is said to "rise" upward, piercing the various centers until reaching the crown of the head, resulting in union with the Divine. This is the conventional arrangement cited by Monier-Williams, where the chakras are defined as "6 in number, one above the other".
Ao longo do tempo um sistema de seis ou sete chakras junto ao eixo do corpo se tornou o modelo dominante, adotado pela maioria das escolas de [[yoga]]. Este sistema em particular pode ter sido originado por volta do 11º século ''antes da chamada era cristã, eras vulgaris'', e rapidamente ficou muito popular. É neste modelo onde a Kundalini é dita "subir" de modo ascendente, penetrando os vários centros até chegar à coroa da cabeça, resultando na união com o Divino. Este é o arranjo convencional citado por Monier-Williams, onde os chakras são definidos "6 em série, um acima do outro".


The most famous of the [[Upanishad|Yoga Upanishads]], the ''[[Yogatattva]]'', mentions four kinds of yoga, one of which being ''[[Laya yoga|laya-yoga]]'', the symbolic dissolution (''laya'') of the universe visualized within the body with a corresponding raising of a corporeal energy known as Kundalini.
O mais famoso dos Yoga Upanishads, o ''Yogatattva'', menciona quatro tipos de yoga, um dos quais  sendo ''laya-yoga'', a dissolução simbólica (''laya'') do universo visualizada dentro do corpo com um aumento correspondente de uma energia corpórea conhecida como Kundalini.


Another source text for the concept of kundalini is the ''[[Hatha Yoga Pradipika]]'' written by [[Yogi Swatmarama|Swami Svatmarama]] (English translation, 1992) somewhere between the twelfth and fifteenth centuries.
Outra fonte para o contexti de kundalini é o ''Hatha Yoga Pradipika'' escrito por Swami Svatmarama (traduzido em inglês, 1992) em algum lugar entre o décimo segundo e o décimo terceiro séculos.


== Western interpretation ==
== Interpretação Ocidental ==


In Western traditions Kundalini is often indicated with the term of ''Igneous Power'', and sometimes with the name of ''Serpentine Fire'', borrowed from the title ''The Serpent Power'' of Sir [[John Woodroffe]].  
Nas tradições ocidentais, Kundalini é frequentemente indicada com o termo do''Poder Ígneo'', e algumas vezes com o nome de ''Fogo Serpentino'', emprestado do título ''O Poder da Serpente'' de    Sir John Woodroffe.  


Sir John Woodroffe (in his pen name Arthur Avalon) was one of the first people to bring the word Kundalini to the West. He was a High Court Judge in [[Calcutta]] who became interested in [[Shaktism]], a part of Hindu [[Tantra]]. His translation and commentary of two rare books was published as ''The Serpent Power'', now considered a spiritual classic. Woodroffe rendered Kundalini as "Serpent Power"; a term he considered closest to the literal translation and being sensitive to the concept it denoted.  
Sir John Woodroffe (em seu nome de escritor, Arthur Avalon) foi uma das primeiras pessoas a trazer a palavra kundalini para o ocidente. Ele era um Juiz da Alta Corte em Calcutta, que se interessou em Shaktismo, uma parte do Tantra Hindu. Sua tradução e comentários de dois livros raros foi publicada como ''O Poder da Serpente'', agora considerado um clássico espiritual. Woodroffe traduziu Kundalini como "Poder da Serpente"; um termo que ele considerou  próximo à tradução literal e sendo sensível ao conceito que denotado.  


Two early Western interpretations of Kundalini were supplied by [[C.W. Leadbeater]] (1847-1934), of the [[Theosophical Society]], and psychologist [[Carl Jung]] (1875-1961)[http://www.sol.com.au/kor/12_02.htm]. ''Jung's seminar on Kundalini yoga, presented to the Psychological Club in Zurich in 1932, has been widely regarded as a milestone in the psychological understanding of Eastern thought and of the symbolic transformations of inner experience. Kundalini yoga presented Jung with a model for the developmental phases of higher consciousness, and he interpreted its symbols in terms of the process of individuation''.
Duas antigas interpretações ocidentais de Kundalini foram fornecidas por C.W. Leadbeater (1847-1934), da [[Sociedade Teosófica]], e pelo psicólogo [[Carl Gustav Jung | Carl Jung]] (1875-1961)[http://www.sol.com.au/kor/12_02.htm]. O seminário de Jung sobre Kundalini yoga, apresentado ao Clube Psicológico em Zurich em 1932, tem sido considerado como um marco na compreensão psicológica do pensamento ocidental e das transformações simbólicas de experiências internas. Kundalini yoga apresentou Jung com um modelo para as fases do desenvolvimento de consciências superiores, e ele interpretou seus símbolos em termos do processo de individuação.


The ''Serpent Power'' highly influenced western esotericism. In the early '30s two Italian scholars, [[Tommaso Palamidessi]] and [[Julius Evola]], published several books with the intent of re-interpreting the alchemical classical tradition in a yoga tantric way.<ref> Palamidessi Tommaso, ''Alchimia come via allo Spirito'', ed. EGO, 1948 Turin</ref> Those works had a deep impact in modern interpretations of [[Alchemy]] as a mystical science. In those works, Kundalini is called, according to classical western tradition, as ''Igneous Power'' and ''Serpentine Fire''. At that time (until early '70s), anyway, the concept of Kundalini was known only among scholars and not really widespread.
O ''Poder da Serpente'' influenciou altamente o esoterismo ocidental. No início dos anos 30, dois estudiosos italianos, Tommaso Palamidessi e Julius Evola, publicaram vários livros com a intenção de re-interpretar a tradição alquímica clássica em uma maneira yoga tântrica. Essas obras tiveram um profundo impacto nas modernas interpretações da Alquimia como uma ciência mística. Nestas obras, Kundalini é chamada, de acordo com a tradição clássica ocidental, como Poder Ígneo e Fogo Serpentino. Naquele tempo (até o início dos anos 70), mesmo assim, o conceito de Kundalini era conhecido apenas entre os estudiosos, e não realmente muito difundido.


One of the first people to popularize the concept of Kundalini among Western readers was  [[Gopi Krishna]]. His autobiography is entitled ''Kundalini&mdash;The Evolutionary Energy in Man''. Krishna, Gopi (1971) Kundalini: the evolutionary energy in man. Boulder, Colorado: Shambhala. For quotation "Western interest at the popular level in kundalini yoga was probably most influenced by the writings of Gopi Krishna, in which kundalini was redefined as chaotic and spontaneous religious experience." see: McDaniel, p. 280.
Uma das primeiras pessoas a popularixar o conceito de kundalini entre leitores ocidentais foi Gopi Krishna. Sua autobiografia é intitulada ''Kundalini & mdash; The Evolutionary Energy in Man''. Citando "o interesse ocidental num nível popular em kundalini yoga foi provavelmente mais influenciado pelos escritos de Gopi Krishna, nos quais kundalini foi re-definida como uma experiência religiosa caótica e espontânea."; veja: McDaniel, p. 280.


Kundalini is a popular concept that is widely quoted among various disciplines of [[yoga]] and [[New Age]] discourse. [[Stuart Sovatsky]] warns that the recent popularization of the term within [[new religious movements]] has not contributed to promote a mature understanding of the concept.
Kundalini é um conceito popular que é largamente citado entre várias disciplinas de [[yoga]] e no discurso da Nova Era (veja [[Passando do Velho ao Novo Aeon]]). Stuart Sovatsky adverte que a recente popularização do termo dentro dos novos movimentos religiosos não tem contribuído para promover uma compreensão madura do conceito.


According to Sovatsky the concept of Kundalini comes from [[yoga|yogic]] philosophy of ancient [[India]] and refers to the mothering intelligence behind yogic awakening and spiritual maturation. In this perspective Kundalini is understood as a maturing energy that expresses the individual's desire for [[salvation]]. Sovatsky also refers to a phenomenon called "[[prana|pranic]] awakening", where Prana is interpreted as the vital, life-sustaining force in the body. Uplifted, or intensified life-energy is called [[prana|pranotthana]] and is supposed to originate from an apparent reservoir of subtle bio-energy at the base of the [[vertebral column|spine]]. This energy is also interpreted as a vibrational phenomena that initiates a period, or a process of vibrational spiritual development.<ref>Sovatsky, pg. 153</ref> According to Sovatsky the possibility of viewing pranotthana and the larger Kundalini process as a maturation of body and character beyond conventional psychological growth is suggested by Sovatsky. According to this view psychological and spiritual development can continue throughout the life-span.
De acordo com Sovatsky, o conceito de Kundalini vem da filosofia yôgue da antiga India e refere-se à inteligência materna por trás do despertar yôgui e do amadurecimento espiritual. Nesta perspectiva, Kundalini é entendido como um amadurecimento de energia que expressa o desejo individual de salvação. Sovatsky também se refere a um fenômeno chamado "despertar prânico", onde Prana é interpretado como a força vital e sustentadora da vida no corpo. Energia vital melhorada ou intensificada é chamada ''pranotthana'' e suspõe-se se originar de um reservatório aparente de bio-energia sutil na base da espinha. Esta energia também é interpretada como um fenônemo vibracional que inicia um período, ou um processo de desenvolvimento vibracional espiritual. De acordo com Sovatsky, a possibilidade de visualizar  pranotthana e o processo mais amplo da kundalini como uma maturação do corpo e da personalidade além do desenvolvimento psicológico convencional é sugerido por Sovatsky. De acordo com este ponto de vista, o desenvolvimento psicológico e espiritual pode continuar por toda a extensão da vida.


==Kundalini Yoga==
==Kundalini Yoga==
Kundalini Yoga is a system of meditative techniques and movements within the yogic tradition that focuses on psycho-spiritual growth and the body's potential for maturation. The practice of Kundalini Yoga consists of a number of bodily postures, expressive movements and utterances, characterological meditations, breathing patterns, and degrees of concentration. Recently, there has been a growing interest within the medical community to study the physiological effects of meditation, and some of these studies have applied the discipline of Kundalini Yoga to their clinical settings.Lazar, Sara W.; Bush, George; Gollub, Randy L.; Fricchione, Gregory L.; Khalsa, Gurucharan; Benson, Herbert (2000) ''Functional brain mapping of the relaxation response and meditation [Autonomic Nervous System] NeuroReport'': Volume 11(7) [[15 May]] [[2000]] p 1581–1585 PubMed Abstract PMID 10841380. Cromie, William J. ''Research: Meditation changes temperatures: Mind controls body in extreme experiments'', Cambridge, MA: Harvard University Gazette, 18 April 2002.
Kundalini Yoga é um sistema de técnicas meditativas e movimentos dentro da tradição yôgui que foca-se no crescimento psico-espiritual e no potencial de amadurecimento do corpo. A prática de Kundalini Yoga consiste em um número de posturas físicas, movimentos expressivos e recitações, meditações específicas, padrões respiratórios, e graus de concentração. Recentemente, tem havido um crescente interesse dentro da comunidade médica no estudo dos efeitos psicológicos da meditação, e alguns destes estudos têm aplicado a disciplina da Kundalini Yoga em seus ajustes clínicos. Lazar, Sara W.; Bush, George; Gollub, Randy L.; Fricchione, Gregory L.; Khalsa, Gurucharan; Benson, Herbert (2000) ''Cérebro funcional mapeando a resposta de relaxamento e meditação [Sistema Nervoso Autônomo] NeuroReport'': Volume 11(7) 15 Maio 2000 p 1581–1585 PubMed Abstract PMID 10841380. Cromie, William J. ''Pesquisa: Meditação muda temperaturas: Mente controla corpo em experimentos extremos'', Cambridge, MA: Harvard University Gazette, 18 Abril 2002.


==Kundalini rising==
==Despertando a Kundalini ==
According to yogic writings and oral tradition, the force of Kundalini is raised through specific meditative practices.
De acordo com os escritos e tradições orais yôguis, a força de Kundalini é despertada através de práticas meditativas específicas.


Kundalini-experiences are understood using the structure of the [[chakra]] system, the psycho-spiritual energy centers along the spine. According to Hindu tradition Kundalini rises from the root chakra up through the spinal channel, (called ''[[Shushumna]]''), and it is believed to activate each chakra it goes through. Each chakra is said to contain special characteristics.<ref>Scotton (1996), p. 261-262.</ref> The chakras are any of the nerve plexes or centers of force and consciousness located within the inner bodies of man. When Kundalini [[Shakti]] unites itself with the Supreme Being (Lord [[Shiva]]), the aspirant gets engrossed in deep meditation during which he perceives infinite bliss. ''Kundalini Yoga:''http://www.siddhashram.org/kundalini.shtml ''Kundalini Yoga from Swami Sivanandha:'' http://www.experiencefestival.com/kundalini In raising Kundalini, spiritual powers ([[siddhi]]s) are also believed to arise. However, many spiritual traditions see these phenomena as obstacles on the path, and encourage their students not to be distracted by them.  
Experiências envolvendo Kundalini são entendidas usando a estrutura do sistema de chackras, os centros de energia psico-espiritual ao longo da espinha. De acordo com a tradição Hindu, a Kundalini desperta à partir do chackra básico subindo através do canal da espinha, (chamado ''Shushumna''), e acredita-se que ativa cada chackra que atravessa. Cada chakra é dito conter características especiais. Os chakras são quaisquer dos plexos nervosos ou centros de força e consciência localizados no interior do corpo do homem. Quando a Kundalini [[Shakti]] se une com o Ser Supremo (Lord Shiva), o aspirante fica absorvido em meditação profunda durante a qual ele percebe infinito êxtase. ''Kundalini Yoga:''http://www.siddhashram.org/kundalini.shtml ''Kundalini Yoga por Swami Sivanandha:'' http://www.experiencefestival.com/kundalini'' No despertar da Kundalini, também acredita-se que poderes espirituais (siddhis) surgem. Contudo, muitas tradições espirituais vêem estes fenômenos como obstáculos no caminho, e encorajam seus estudantes a não serem distraídos por eles.  


Lukoff, Lu & Turner notes that a number of psychological difficulties might be associated with Asian spiritual practices, and that Asian traditions recognize a number of pitfalls associated with intensive meditation practice. Transpersonal literature notes that kundalini rising is not without dangers. If we take this into consideration there might exist good reasons not to engage in such intensive practices unless guided by an accredited teacher, or unless one has undergone thorough psychological preparation and education in the chosen meditation-practice. Traditional teachers of Kundalini meditation also warn ''neophytes'' of the potential dangers of experimenting with Kundalini Yoga techniques. Anxiety, dissociation, depersonalization, altered perceptions, agitation, and muscular tension have been observed in western meditation practitioners and psychological literature is now addressing the occurrence of meditation-related problems in Western contemplative life. Among these we find "Kundalini Syndrome" (see below) and different forms of "wind illness" described in the Tibetan tradition.
Lukoff, Lu & Turner notam que um número de dificuldades psicológicas podem ser associadas a práticas espirituais asiáticas, e que tradições asiáticas reconhecem uma série de perigos associados a práticas meditativas intensivas. Literatura transpessoal nota que despertar a kundalini não é livre de perigos. Se levarmos isto em consideração devem existir boas razões para não se empenhar em tais práticas intensivas a menos que seja guiado por um professor confiável, ou a menos que se tenha passado por uma preparação psicológica e instrução na prática meditativa escolhida. Instrutores tradicionais de meditações de Kundalini também previnem ''neófitos'' acerca dos perigos em potencial em experimentos com técnicas de Kundalini Yoga. Ansiedade, dissociação, despersonalização, percepções alteradas, agitação e tensão muscular têm sido observadas em praticantes ocidentais de meditação e a literatura psicológica agora aborda a ocorrência de problemas relacionados à meditação na vida contemplativa ocidental. Em meio a isto nós achamos a "Síndrome de Kundalini" (veja abaixo) e formas diferentes de "doenças do vento" descritas na tradição tibetana.


According to modern experimental research, Kundalini and Bioenergy are expressions of the same energetic reality in humans. Through social conditioning and emotional traumata, this life energy is usually suppressed and blocked in chronic subconscious muscle tensions, which have their psychological counterpart in emotional blocks and ego-defenses. When this "muscle armor" (as bioenergy calls it) is softened or broken and/or the live energy is amplified by strong emotion or in life-endangering situations, the body begins to shake and vibrate involuntarily, and the Kundalini energy starts reanimating formerly repressed psychosomatic areas. If this development is not suppressed again (or even supported), the resulting Kundalini rising will bring old traumata of body and psyche to the surface in a sort of natural healing process - partly very intense as well as radically changing. Usually the "cleansing" phase of extreme emotions, experiences of subconscious material and (perhaps) illnesses or casualties last about 2 to 4 years. After that time (in a seamless and slow transition) Kundalini begins to be available in the whole body and psyche for further qualitative grow of the individual. The whole process is said to last about 15 to 20 years altogether. Although the Kundalini rising is thought to be a natural rebalancing of body and psyche, it is said to be highly advisable to get competent and experienced support during the first years, as many things can develop in an unnatural way in our "normal" societies (which are often assumed to be the cause to suppress the Kundalini starting at a very early age).
De acordo com pesquisas experimentais modernas, Kundalini e Bioenergia são expressões da mesma realidade energética humana. Através de condicionamento social e traumas emocionais, esta energia vital é geralmente suprimida e bloqueada em tensões musculares crônicas subconscientes, que tem sua contraparte psicológica em bloqueios emocionais e defesas do ego. Quanda esta "blindagem muscular" (como a bioenergia o chama) é amaciada ou quebrada e/ou a energia viva é amplificada por emoções fortes ou em situações de risco de vida, o corpo começa a balançar e vibrar involuntariamente, e a energia de Kundalini começa a reanimar áreas psicossomáticas reprimidas anteriormente. Se este desenvolvimento não for suprimido novamente (ou mesmo suportado), a resultante subida da Kundalini trará velhos traumas do corpo e da psique à superficie numa espécie de processo curativo natural - em parte muito intenso assim como alterando radicalmente. Habitualmente a fase de "limpeza" de emoções extremas, experiêcias de materiais subconscientes  e (talvez) doenças ou casualidades dura por volta de 2 a 4 anos. Depois deste tempo (numa transição constante e lenta) a Kundalini começa a se tornar disponível em todo o corpo e psique para um crescimento mais qualitativo do indivíduo. Diz-se que o processo todo demora por volta de 15 a 20 anos. Embora pensa-se que o despertar da Kundalini é um rebalanciamento natural de corpo e psique, é dito ser altamente aconselhável obter-se suporte experiente e competente durante os primeiros anos, na medida em que muitas coisas podem se desenvolver numa maneira não-natural em nossas sociedades "normais" (as quais são frequentemente colocadas como a causa da supressão da kundalini começando numa idade muito tenra).


==Kundalini syndrome==
==Síndrome de Kundalini==
Researchers in the fields of Humanistic psychology, Transpersonal psychology, and Near-death studies describe a complex pattern of sensory, motor, mental and affective symptoms associated with the concept of Kundalini, sometimes called the Kundalini [[syndrome]]. This psychosomatic arousal and excitation is believed to occur in connection with prolonged, intensive spiritual or contemplative practice (such as meditation or yoga), or a near-death experience, or as a result of an intense personal crisis or experience. According to these fields of study the kundalini syndrome is different from a single kundalini episode, such as a kundalini arousal. Kundalini syndrome is a process that might unfold over several months, or even years. If the accompanying symptoms unfold in an intense manner that destabilizes the person, the process is usually interpreted as a spiritual emergency. Grof, Stanislav & Grof, Christina (eds) (1989) ''Spiritual Emergency: When Personal Transformation Becomes a Crisis'' (New Consciousness Reader) Los Angeles: J.P. Tarcher
Pesquisas nos campos de psicologia humanística, psicologia transpessoal, e estudos de Quase-morte descrevem um complexo padrão sensorial, motor, mental e sintomes afetivos associados ao conceito de Kundalini, às vezes chamado de Síndrome de Kundalini. Acredita-se que estas excitações e alertas psicossomáticos ocorram em conexão com práticas espirituais intensivas e prolongadas ou práticas contemplativas (assim como meditação ou yoga), ou uma experiência de Quase-morte, ou como um resultado de uma experiência ou crise pessoal intensa. De acordo com estes campos de estudo, a Síndrome de Kundalini é diferente de um episódio avulso de kundalini, assim como uma excitação de kundalini. A Síndrome de Kundalini é um processo que pode estender-se por vários meses, ou mesmo anos. Se os sintomas associados se desdobrarem de uma maneira tão intensa que desestabilize a pessoa, o processo é geralmente interpretado como uma emergência espiritual. Grof, Stanislav & Grof, Christina (eds) (1989) ''Spiritual Emergency: When Personal Transformation Becomes a Crisis'' (New Consciousness Reader) Los Angeles: J.P. Tarcher


==References==
==Referências==


*Flood, Gavin.  ''An Introduction to Hinduism''. (Cambridge University Press: Cambridge, 1996). ISBN 0-521-43878-0
*Flood, Gavin.  ''An Introduction to Hinduism''. (Cambridge University Press: Cambridge, 1996). ISBN 0-521-43878-0
Linha 87: Linha 85:
*White, J, edt. (1990) Kundalini. Evolution and enlightenment. New York: Paragon House
*White, J, edt. (1990) Kundalini. Evolution and enlightenment. New York: Paragon House


==Further reading==
==Leitura adicional==
*Narayanananda, Swami (1979): ''The Primal Power in Man or the Kundalini Shakti'', N.U. Yoga Trust, Denmark, ISBN 87-87571-60-9 (6th rev. ed., (1st ed. 1950))
*Narayanananda, Swami (1979): ''The Primal Power in Man or the Kundalini Shakti'', N.U. Yoga Trust, Denmark, ISBN 87-87571-60-9 (6th rev. ed., (1st ed. 1950))


== Fonte ==  
== Fonte ==  


http://en.wikipedia.org/wiki/Kundalini
Retirado de http://en.wikipedia.org/wiki/Kundalini e traduzido por [[Usuário:Aumgn|Frater AUMGN]].
 
==External links==
 
*[Society/Religion_and_Spirituality/Yoga/Paths/Karma/Tantra/Kundalini]

Edição atual tal como às 09h50min de 24 de janeiro de 2024

Kundalini.jpg

Kundalini (sânscrito: कुण्डलिनी kuṇḍalinī, pronúncia, "enrolado"), no hinduísmo é uma forma de energia divina (ou shakti) supostamente localizada na base da coluna (muladhara). Foi originalmente um conceito importante no Śaiva Tantra, onde era visto como uma força ou poder associado ao divino feminino, que quando cultivado e despertado através da prática tântrica, pensava-se que levava à libertação espiritual. Kuṇḍalinī está associada a Paradevi ou Adi Parashakti, o ser supremo no Shaktismo, bem como às deusas Bhairavi e Kubjika. O termo, juntamente com as práticas associadas a ele, foi adotado no Hatha yoga no século 11 e em outras formas de hinduísmo, bem como na espiritualidade moderna e no pensamento da Nova Era.

Fontes Hindus

No Hinduísmo, kundalini é uma parte do corpo sutil juntamente com os chakras e nadis. Um número de modelos desta anatomia esotérica ocorre na classe de textos conhecida como Āgamas ou Tantras. Trata-se de um vasto corpo de escrituras, os quais são rejeitados por muitos brahmans ortodoxos, de acordo com o livro Flood.

Existem inúmeros modelos de kundalini nas fontes sânscritas de textos. Nos textos mais antigos existem vários sistemas de chakras e nadis, com diferentes conexões entre eles. Uma antiga versão do sistema de nadi é mencionada no Chandogya Upanishad, que diz:

Ao longo do tempo um sistema de seis ou sete chakras junto ao eixo do corpo se tornou o modelo dominante, adotado pela maioria das escolas de yoga. Este sistema em particular pode ter sido originado por volta do 11º século antes da chamada era cristã, eras vulgaris, e rapidamente ficou muito popular. É neste modelo onde a Kundalini é dita "subir" de modo ascendente, penetrando os vários centros até chegar à coroa da cabeça, resultando na união com o Divino. Este é o arranjo convencional citado por Monier-Williams, onde os chakras são definidos "6 em série, um acima do outro".

O mais famoso dos Yoga Upanishads, o Yogatattva, menciona quatro tipos de yoga, um dos quais sendo laya-yoga, a dissolução simbólica (laya) do universo visualizada dentro do corpo com um aumento correspondente de uma energia corpórea conhecida como Kundalini.

Outra fonte para o contexti de kundalini é o Hatha Yoga Pradipika escrito por Swami Svatmarama (traduzido em inglês, 1992) em algum lugar entre o décimo segundo e o décimo terceiro séculos.

Interpretação Ocidental

Nas tradições ocidentais, Kundalini é frequentemente indicada com o termo doPoder Ígneo, e algumas vezes com o nome de Fogo Serpentino, emprestado do título O Poder da Serpente de Sir John Woodroffe.

Sir John Woodroffe (em seu nome de escritor, Arthur Avalon) foi uma das primeiras pessoas a trazer a palavra kundalini para o ocidente. Ele era um Juiz da Alta Corte em Calcutta, que se interessou em Shaktismo, uma parte do Tantra Hindu. Sua tradução e comentários de dois livros raros foi publicada como O Poder da Serpente, agora considerado um clássico espiritual. Woodroffe traduziu Kundalini como "Poder da Serpente"; um termo que ele considerou próximo à tradução literal e sendo sensível ao conceito que denotado.

Duas antigas interpretações ocidentais de Kundalini foram fornecidas por C.W. Leadbeater (1847-1934), da Sociedade Teosófica, e pelo psicólogo Carl Jung (1875-1961)[1]. O seminário de Jung sobre Kundalini yoga, apresentado ao Clube Psicológico em Zurich em 1932, tem sido considerado como um marco na compreensão psicológica do pensamento ocidental e das transformações simbólicas de experiências internas. Kundalini yoga apresentou Jung com um modelo para as fases do desenvolvimento de consciências superiores, e ele interpretou seus símbolos em termos do processo de individuação.

O Poder da Serpente influenciou altamente o esoterismo ocidental. No início dos anos 30, dois estudiosos italianos, Tommaso Palamidessi e Julius Evola, publicaram vários livros com a intenção de re-interpretar a tradição alquímica clássica em uma maneira yoga tântrica. Essas obras tiveram um profundo impacto nas modernas interpretações da Alquimia como uma ciência mística. Nestas obras, Kundalini é chamada, de acordo com a tradição clássica ocidental, como Poder Ígneo e Fogo Serpentino. Naquele tempo (até o início dos anos 70), mesmo assim, o conceito de Kundalini era conhecido apenas entre os estudiosos, e não realmente muito difundido.

Uma das primeiras pessoas a popularixar o conceito de kundalini entre leitores ocidentais foi Gopi Krishna. Sua autobiografia é intitulada Kundalini & mdash; The Evolutionary Energy in Man. Citando "o interesse ocidental num nível popular em kundalini yoga foi provavelmente mais influenciado pelos escritos de Gopi Krishna, nos quais kundalini foi re-definida como uma experiência religiosa caótica e espontânea."; veja: McDaniel, p. 280.

Kundalini é um conceito popular que é largamente citado entre várias disciplinas de yoga e no discurso da Nova Era (veja Passando do Velho ao Novo Aeon). Stuart Sovatsky adverte que a recente popularização do termo dentro dos novos movimentos religiosos não tem contribuído para promover uma compreensão madura do conceito.

De acordo com Sovatsky, o conceito de Kundalini vem da filosofia yôgue da antiga India e refere-se à inteligência materna por trás do despertar yôgui e do amadurecimento espiritual. Nesta perspectiva, Kundalini é entendido como um amadurecimento de energia que expressa o desejo individual de salvação. Sovatsky também se refere a um fenômeno chamado "despertar prânico", onde Prana é interpretado como a força vital e sustentadora da vida no corpo. Energia vital melhorada ou intensificada é chamada pranotthana e suspõe-se se originar de um reservatório aparente de bio-energia sutil na base da espinha. Esta energia também é interpretada como um fenônemo vibracional que inicia um período, ou um processo de desenvolvimento vibracional espiritual. De acordo com Sovatsky, a possibilidade de visualizar pranotthana e o processo mais amplo da kundalini como uma maturação do corpo e da personalidade além do desenvolvimento psicológico convencional é sugerido por Sovatsky. De acordo com este ponto de vista, o desenvolvimento psicológico e espiritual pode continuar por toda a extensão da vida.

Kundalini Yoga

Kundalini Yoga é um sistema de técnicas meditativas e movimentos dentro da tradição yôgui que foca-se no crescimento psico-espiritual e no potencial de amadurecimento do corpo. A prática de Kundalini Yoga consiste em um número de posturas físicas, movimentos expressivos e recitações, meditações específicas, padrões respiratórios, e graus de concentração. Recentemente, tem havido um crescente interesse dentro da comunidade médica no estudo dos efeitos psicológicos da meditação, e alguns destes estudos têm aplicado a disciplina da Kundalini Yoga em seus ajustes clínicos. Lazar, Sara W.; Bush, George; Gollub, Randy L.; Fricchione, Gregory L.; Khalsa, Gurucharan; Benson, Herbert (2000) Cérebro funcional mapeando a resposta de relaxamento e meditação [Sistema Nervoso Autônomo] NeuroReport: Volume 11(7) 15 Maio 2000 p 1581–1585 PubMed Abstract PMID 10841380. Cromie, William J. Pesquisa: Meditação muda temperaturas: Mente controla corpo em experimentos extremos, Cambridge, MA: Harvard University Gazette, 18 Abril 2002.

Despertando a Kundalini

De acordo com os escritos e tradições orais yôguis, a força de Kundalini é despertada através de práticas meditativas específicas.

Experiências envolvendo Kundalini são entendidas usando a estrutura do sistema de chackras, os centros de energia psico-espiritual ao longo da espinha. De acordo com a tradição Hindu, a Kundalini desperta à partir do chackra básico subindo através do canal da espinha, (chamado Shushumna), e acredita-se que ativa cada chackra que atravessa. Cada chakra é dito conter características especiais. Os chakras são quaisquer dos plexos nervosos ou centros de força e consciência localizados no interior do corpo do homem. Quando a Kundalini Shakti se une com o Ser Supremo (Lord Shiva), o aspirante fica absorvido em meditação profunda durante a qual ele percebe infinito êxtase. Kundalini Yoga:http://www.siddhashram.org/kundalini.shtml Kundalini Yoga por Swami Sivanandha: http://www.experiencefestival.com/kundalini No despertar da Kundalini, também acredita-se que poderes espirituais (siddhis) surgem. Contudo, muitas tradições espirituais vêem estes fenômenos como obstáculos no caminho, e encorajam seus estudantes a não serem distraídos por eles.

Lukoff, Lu & Turner notam que um número de dificuldades psicológicas podem ser associadas a práticas espirituais asiáticas, e que tradições asiáticas reconhecem uma série de perigos associados a práticas meditativas intensivas. Literatura transpessoal nota que despertar a kundalini não é livre de perigos. Se levarmos isto em consideração devem existir boas razões para não se empenhar em tais práticas intensivas a menos que seja guiado por um professor confiável, ou a menos que se tenha passado por uma preparação psicológica e instrução na prática meditativa escolhida. Instrutores tradicionais de meditações de Kundalini também previnem neófitos acerca dos perigos em potencial em experimentos com técnicas de Kundalini Yoga. Ansiedade, dissociação, despersonalização, percepções alteradas, agitação e tensão muscular têm sido observadas em praticantes ocidentais de meditação e a literatura psicológica agora aborda a ocorrência de problemas relacionados à meditação na vida contemplativa ocidental. Em meio a isto nós achamos a "Síndrome de Kundalini" (veja abaixo) e formas diferentes de "doenças do vento" descritas na tradição tibetana.

De acordo com pesquisas experimentais modernas, Kundalini e Bioenergia são expressões da mesma realidade energética humana. Através de condicionamento social e traumas emocionais, esta energia vital é geralmente suprimida e bloqueada em tensões musculares crônicas subconscientes, que tem sua contraparte psicológica em bloqueios emocionais e defesas do ego. Quanda esta "blindagem muscular" (como a bioenergia o chama) é amaciada ou quebrada e/ou a energia viva é amplificada por emoções fortes ou em situações de risco de vida, o corpo começa a balançar e vibrar involuntariamente, e a energia de Kundalini começa a reanimar áreas psicossomáticas reprimidas anteriormente. Se este desenvolvimento não for suprimido novamente (ou mesmo suportado), a resultante subida da Kundalini trará velhos traumas do corpo e da psique à superficie numa espécie de processo curativo natural - em parte muito intenso assim como alterando radicalmente. Habitualmente a fase de "limpeza" de emoções extremas, experiêcias de materiais subconscientes e (talvez) doenças ou casualidades dura por volta de 2 a 4 anos. Depois deste tempo (numa transição constante e lenta) a Kundalini começa a se tornar disponível em todo o corpo e psique para um crescimento mais qualitativo do indivíduo. Diz-se que o processo todo demora por volta de 15 a 20 anos. Embora pensa-se que o despertar da Kundalini é um rebalanciamento natural de corpo e psique, é dito ser altamente aconselhável obter-se suporte experiente e competente durante os primeiros anos, na medida em que muitas coisas podem se desenvolver numa maneira não-natural em nossas sociedades "normais" (as quais são frequentemente colocadas como a causa da supressão da kundalini começando numa idade muito tenra).

Síndrome de Kundalini

Pesquisas nos campos de psicologia humanística, psicologia transpessoal, e estudos de Quase-morte descrevem um complexo padrão sensorial, motor, mental e sintomes afetivos associados ao conceito de Kundalini, às vezes chamado de Síndrome de Kundalini. Acredita-se que estas excitações e alertas psicossomáticos ocorram em conexão com práticas espirituais intensivas e prolongadas ou práticas contemplativas (assim como meditação ou yoga), ou uma experiência de Quase-morte, ou como um resultado de uma experiência ou crise pessoal intensa. De acordo com estes campos de estudo, a Síndrome de Kundalini é diferente de um episódio avulso de kundalini, assim como uma excitação de kundalini. A Síndrome de Kundalini é um processo que pode estender-se por vários meses, ou mesmo anos. Se os sintomas associados se desdobrarem de uma maneira tão intensa que desestabilize a pessoa, o processo é geralmente interpretado como uma emergência espiritual. Grof, Stanislav & Grof, Christina (eds) (1989) Spiritual Emergency: When Personal Transformation Becomes a Crisis (New Consciousness Reader) Los Angeles: J.P. Tarcher

Referências

  • Flood, Gavin. An Introduction to Hinduism. (Cambridge University Press: Cambridge, 1996). ISBN 0-521-43878-0
  • Grabovac, Andrea & Ganesan, Soma. Spirituality and Religion in Canadian Psychiatric Residency Training. Canadian Journal Of Psychiatry, Vol 48, No 3, April 2003
  • Greyson, Bruce (2000) Some Neuropsychological Correlates Of The Physio-Kundalini Syndrome. The Journal of Transpersonal Psychology, Vol.32, No. 2
  • Grof, Stanislav & Grof, Christina (eds). (1989) Spiritual Emergency: When Personal Transformation Becomes a Crisis (New Consciousness Reader) Los Angeles: J.P. Tarcher
  • Grof, Stanislav & Grof, Christina. (1992) The Stormy Search for the Self, New York: Perigee Books, ISBN 0-87477-649-X
  • Herrick, Karen, Finding Our Own Substance: New DSM-IV Code 62.89, Religious or Spiritual Problem. Poster Presentation Abstract at Toward a Science of Consciousness 1996, sponsored by the University of Arizona 8 April–13, 1996, Tucson Convention Center.
  • Kason, Yvonne (2000) Farther Shores: Exploring How Near-Death, Kundalini and Mystical Experiences Can Transform Ordinary Lives. Toronto: Harper Collins Publishers, Revised edition, ISBN 0-00-638624-5
  • Krishna, Gopi (1971) Kundalini: the evolutionary energy in man. Boulder, Colorado: Shambhala
  • Le Fanu, James (2002) A clutch of new syndromes? Journal of the Royal Society of Medicine; Vol. 95:118-125, March 2002
  • Lukoff, David; Lu, Francis G. & Turner, Robert P. (1998) From Spiritual Emergency to Spiritual Problem: The Transpersonal Roots of the New DSM-IV Category. Journal of Humanistic Psychology, 38(2), 21-50,
  • Palamidessi, Tommaso (1948) Alchimia come via allo spirito, ed. EGO, Turin
  • Rudra (1993), Kundalini die Energie der Natur die Natur der Energie im Menschen, Wild Dragon Connections, Worpswede, Germany, ISBN 3-9802560-1-4
  • Scotton, Bruce (1996) The phenomenology and treatment of kundalini, in Chinen, Scotton and Battista (Editors) (1996) Textbook of transpersonal psychiatry and psychology. (pp.261-270). New York, NY, US: Basic Books, Inc.
  • Strassman, Rick, DMT: The Spirit Molecule: A Doctor's Revolutionary Research into the Biology of Near-Death and Mystical Experiences, Rochester, VT: Park Street Press, ISBN 0-89281-927-8
  • Svatmarama, Swami (1992) Hatha Yoga Pradipika. London: The Aquarian Press, An Imprint of HarperCollinsPublishers. Translated by Elsy Becherer, foreword by B K S Iyengar, commentary by Hans Ulrich Rieker
  • Thalbourne, Michael A. (2001) Measures of the Sheep-Goat variable, Transliminality, and Their Correlates. Psychological Reports, 88: 339-50
  • Turner, Robert P.; Lukoff, David; Barnhouse, Ruth Tiffany & Lu Francis G. (1995) Religious or Spiritual Problem. A Culturally Sensitive Diagnostic Category in the DSM-IV. Journal of Nervous and Mental Disease,Vol.183, No. 7 435-444
  • Tweedie, I., Daughter of Fire: A Diary of a Spiritual Training with a Sufi Master, 1995, The Golden Sufi Center, ISBN 0-9634574-5-4
  • White, J, edt. (1990) Kundalini. Evolution and enlightenment. New York: Paragon House

Leitura adicional

  • Narayanananda, Swami (1979): The Primal Power in Man or the Kundalini Shakti, N.U. Yoga Trust, Denmark, ISBN 87-87571-60-9 (6th rev. ed., (1st ed. 1950))

Fonte

Retirado de http://en.wikipedia.org/wiki/Kundalini e traduzido por Frater AUMGN.