AUMGN

De Ocultura
Revisão de 17h45min de 10 de outubro de 2007 por Vitorpvcampos (discussão | contribs)
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Deveria ser vantajoso fazer um estudo meio detalhado da visualmente estranha palavra AUMGN, pois sua análise proporciona uma excelente ilustração dos princípios os quais o Praticus pode construir suas próprias Palavras Sagradas.

Esta palavra foi proferida pelo próprio Mestre Therion, como um meio de declarar seu próprio trabalho como A Besta, o logos do Æon. Para entender isto, precisamos fazer uma consideração preliminar da palavra a qual ela substitui e da qual ela foi desenvolvida: a palavra AUM.

A palavra AUM é o mantra sagrado Hindu o qual foi o supremo hieróglifo da Verdade, um compêndio do Conhecimento Sagrado. Muitos volumes foram escritos levando isto em consideração; mas, para nosso atual propósito, será necessário apenas explicar como isto veio para servir de representação do principal princípio filosófico dos rishis. Primeiramente, representa o curso completo do som. É pronunciada forçando a respiração de trás da garganta com a boca inteiramente aberta, através da cavidade bucal com os lábios moldados de forma a modificar o som de A para O (ou U), aos lábios fechados, quando se transforma em M.

Simbolicamente, isto anuncia o curso da Natureza procedendo da criação livre e sem forma, passando pela preservação controlada e dotada de forma, até chegar ao silêncio da destruição. Os três sons são harmonizados em um; e assim a palavra representa a Trindade Hindu de Brahma, Visnu e Siva, e a operação no Universo de sua energia triúna. Ela é, assim, a fórmula de um manvantara, ou período de existência manifesta, que se alterna com um pralaya, durante o qual, a criação está latente.

Analisado cabalisticamente, a palavra possui propriedades similares. A é o negativo, e também a unidade que o concentra em uma forma positiva. A é o Espírito Santo, o qual concebe Deus em carne sob a Virgem, de acordo com a fórmula conhecida pelos estudantes de The Golden Bough (O Ramo Dourado). A é ainda o “Bebê no Ovo” assim gerado. A qualidade de A é, então, bissexual. Ele é o ser original – Zeus Arrhenothelus, Bacchus Diphues, ou Baphomet.

U ou V é o filho manifesto. Seu número é 6. Refere-se, portanto, à natureza dual do logos como divino e humano; o entrelaçar do triângulo certo e do triângulo inverso no Hexagrama. Ele é o primeiro número do Sol, cujo último número▫ é 666, “o número do homem”.

▫ Nota: O Sol sendo 6, um quadrado 6x6 contém 36 quadrados. Nós dispomos os números de 1 a 36 neste quadrado, de modo que cada linha, coluna, e diagonal somem o mesmo número. Este número é 111; o total de todos é 666.

A letra M exibe a término deste processo. Ela é “O Enforcado” do Tarô; a formação do individual a partir do absoluto é concluída por sua morte.

Nós vemos, desta maneira, como AUM é, em qualquer sistema, a expressão de um dogma que implica catástrofe na Natureza. Ela é cognata com a fórmula do Deus Assassinado. A “ressurreição” e “ascensão” não estão implícitas nisto. São invenções mais recentes sem a base necessária; elas podem ser descritas de fato como os fantasmas de Freud, conjurados pelo medo de encarar a realidade.

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Este artigo faz parte do Magick e está sendo traduzido por Frater AUMGN.