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	<title>Alma - Histórico de revisão</title>
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	<subtitle>Histórico de revisões para esta página neste wiki</subtitle>
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		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Alma&amp;diff=4261&amp;oldid=prev</id>
		<title>Frater abo em 15h19min de 3 de janeiro de 2007</title>
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		<updated>2007-01-03T15:19:51Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Página nova&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;'''Alma''' é um termo que deriva do latim ''Ănima'', refere-se ao princípio que dá movimento ao que é vivo, o que é animado ou o que faz mover. De ''Ănima'', deriva diversas palavras tais como: ''animal'' (em latim, ''alimária''), animador, ...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Filosófica e religiosamente, é defina como a parte espiritual do Homem, que se julga continuar viva após a morte do corpo, podendo seu destino ser a beatitude celestial, uma temporada no [[purgatório]] ou o tormento eterno. Segundo este ponto de vista, a [[morte]] é considerada como a passagem da alma para a vida eterna no domínio espiritual. A grande maioria das religiões, cristãs e não-cristãs, concorda em linhas gerais com essa definição. O conceito de uma alma imortal é muito antigo. De facto, suas raízes remontam ao princípio da história humana. O [[hinduísmo]] e o [[budismo]] crêem na [[reencarnação|transmigração da alma]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Conceitos Diferentes ==&lt;br /&gt;
As conotações que o termo &amp;quot;alma&amp;quot; geralmente transmite à mente da maioria das pessoas provêm primariamente, não do uso dos escritores bíblicos, mas da antiga filosofia grega. Os antigos escritores gregos aplicavam ''psy.khé'' de vários modos, e não eram coerentes, suas filosofias pessoais e religiosas influenciando seu uso do termo. Segundo os léxicos grego-inglês, fornecem definições tais como &amp;quot;o Eu consciente&amp;quot; ou &amp;quot;ser vivente (humano ou animal)&amp;quot;. Até mesmo em obras gregas não-bíblicas, o termo era usado para animais. O termo hebraico para alma é ''né.fesh''. Num sentido literal, exprime a idéia de um &amp;quot;ser que respira&amp;quot; e cuja vida é sustentada pelo sangue.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os termos das línguas originais (hebrebraico: né·fesh; grego: psy·khé), segundo usados nas Escrituras, mostram que a “alma” é a '''pessoa''', o '''animal''' ou a '''vida''' que a pessoa ou o animal usufrui.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As conotações que a palavra portuguesa “alma” geralmente transmite à mente da maioria das pessoas não estão de acordo com o significado das palavras hebraica e grega usadas pelos inspirados escritores bíblicos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Bíblia não diz que temos uma alma. ‘Nefesh’ é a própria pessoa, sua necessidade de alimento, o próprio sangue nas suas veias, seu ser.” — The New York Times, 12 de outubro de 1962.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Qual é a origem do ensino de que a alma humana é invisível e imortal?'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A dificuldade reside em que os significados popularmente atribuídos à palavra portuguesa “alma” provêm primariamente, não das Escrituras Hebraicas ou das Gregas Cristãs, mas da antiga filosofia grega, na realidade, do pensamento religioso pagão. Platão, o filósofo grego, por exemplo, cita Sócrates como dizendo: “A alma . . . se ela partir pura, não arrastando consigo nada do corpo, . . . parte para o que é como ela mesma, para o invisível, divino, imortal e sábio, e quando chega ali, ela é feliz, liberta do erro, e da tolice, e do medo . . . e de todos os outros males humanos, e . . . vive em verdade por todo o porvir com os deuses.” — Phaedo (Fédon), 80, D, E; 81, A.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em contraste direto com o ensino grego sobre a psy·khé (alma) como imaterial, intangível, invisível e imortal, as Escrituras mostram que tanto psy·khé como né·fesh, conforme usadas com referência a criaturas terrestres, referem-se àquilo que é material, tangível, visível e mortal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A New Catholic Encyclopedia (Nova Enciclopédia Católica) diz: “Nepes [né·fesh] é um termo de muito maior extensão do que nossa ‘alma’, significando vida (Êx 21.23; Dt 19.21) e suas várias manifestações vitais: respiração (Gn 35.18; Jó 41.13[21] ), sangue [Gn 9.4; Dt 12.23; Sl 140(141).8 ], desejo (2 Sm 3.21; Pr 23.2). A alma no A[ntigo] T[estamento] significa, não uma parte do homem, mas o homem inteiro — o homem como ser vivente. Similarmente, no N[ovo] T[estamento] significa vida humana: a vida duma entidade individual, consciente (Mt 2.20; 6.25; Lu 12.22-23; 14.26; Jo 10.11, 15, 17; 13.37).” — 1967, Vol. XIII, p. 467.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tradução católica romana, The New American Bible (A Nova Bíblia Americana), em seu “Glossário de Termos de Teologia Bíblica” (pp. 27, 28), diz: “No Novo Testamento, ‘salvar a alma’ (Mr 8:35) não significa salvar alguma parte ‘espiritual’ do homem, em contraste com o seu ‘corpo’ (no sentido platônico), mas a inteira pessoa, com ênfase no fato de que a pessoa está viva, desejando, amando e querendo, etc., em adição a ser concreta e física.” — Edição publicada por P. J. Kenedy &amp;amp; Sons, Nova Iorque, 1970.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Né·fesh evidentemente provém duma raiz que significa “respirar”, e, num sentido literal, né·fesh poderia ser traduzido como “alguém que respira”. O Lexicon in Veteris Testamenti Libros (Léxico dos Livros do Velho Testamento; Leiden, 1958, p. 627), de Koehler e Baumgartner, a define como segue: “a substância respiradora, que torna o homem e o animal seres viventes Gn 1,20 , a alma (estritamente distinta da noção grega da alma), cuja sede é o sangue Gn 9,4ss Lv 17,11 Dt 12,23 : (249 X) . . . alma = ser vivente, indivíduo, pessoa.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à palavra grega psy·khé, os léxicos grego-inglês fornecem definições tais como “vida” e “o eu consciente ou personalidade como centro de emoções, desejos e afeições”, “um ser vivente”, e mostram que até mesmo em obras gregas não-bíblicas o termo era usado “para animais”. Naturalmente, essas fontes, que lidam primariamente com os escritos gregos clássicos, incluem todos os significados que os filósofos gregos, pagãos, davam à palavra, inclusive o de “espírito que partiu”, “a alma imaterial e imortal”, “o espírito do universo” e “o princípio imaterial do movimento e da vida”. Evidentemente, porque alguns dos filósofos pagãos ensinavam que a alma emergia do corpo na morte, o termo psy·khé também era aplicado à “borboleta ou mariposa”, criaturas estas que passam por uma metamorfose, transformando-se de lagarta em criatura alada. — Greek-English Lexicon (Léxico Grego-Inglês) de Liddell e Scott, revisado por H. Jones, 1968, pp. 2026, 2027; New Greek and English Lexicon (Novo Léxico Grego e Inglês) de Donnegan, 1836, p. 1404.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os antigos escritores gregos aplicavam psy·khé de vários modos, e não eram coerentes, suas filosofias pessoais e religiosas influenciando seu uso do termo. Sobre Platão, a cuja filosofia podem ser atribuídas as idéias comuns sobre a palavra portuguesa “alma” (como geralmente se reconhece), declara-se: “Ao passo que às vezes ele fala de uma das [supostas] três partes da alma, a ‘inteligível’, como necessariamente imortal, ao passo que as outras duas partes são mortais, ele também fala como se houvesse duas almas em um só corpo, uma imortal e divina, e a outra mortal.” — The Evangelical Quarterly (Publicação Trimestral Evangélica), Londres, 1931, Vol. III, p. 121: “Idéias Sobre a Teoria Tripartida da Natureza Humana”, de A. McCaig.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em vista de tal incoerência dos escritos não-bíblicos, é essencial deixar que as Escrituras falem por si, mostrando o que os escritores inspirados queriam dizer ao usarem o termo psy·khé, bem como né·fesh. Né·fesh ocorre 754 vezes no texto [[massoretas|massorético]] das Escrituras Hebraicas, ao passo que psy·khé aparece sozinha 102 vezes no texto de Westcott e Hort das Escrituras Gregas Cristãs, perfazendo um total de 856 ocorrências. Esta freqüência de ocorrências torna possível um conceito claro do sentido que tais termos transmitiam à mente dos inspirados escritores bíblicos e o sentido que seus escritos devem transmitir à nossa mente. Um exame mostra que, embora o sentido destes termos seja amplo, com diferentes matizes de significado, entre os escritores bíblicos não havia nenhuma incoerência, confusão ou desarmonia quanto à natureza do homem, tal como a existente entre os filósofos gregos do chamado Período Clássico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo o conceito católico, a alma é criada por Deus e implantada no corpo por ocasião da concepção. Esta doutrina, é um dos fundamentos da [[filosofia]] e [[teologia]] cristãs. Mas, a aceitação de filosofias gregas significava que abandonava o conceito expresso em Génesis 2:7 de que &amp;quot;o homem veio a ser [e não ter] uma alma vivente.&amp;quot; Segundo a ''Enciclopédia Judaica'', &amp;quot;a crença na imortalidade da alma chegou aos judeus através do contacto com o pensamento grego e principalmente através da filosofia de [[Platão]] (427-347 a.C.), seu principal expoente&amp;quot;. Apartir de meados do 2.° Século d.C., os primitivos filósofos cristãos adoptaram o conceito grego da imortalidade da alma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na doutrina [[espiritualismo|espiritualista]], o [[ser humano]] é um [[espírito]] preso temporariamente num corpo material. A este estado temporário, é denominado de alma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== [[Teosofia]] ==&lt;br /&gt;
Na Teosofia, a alma é associada ao 5º [[Sete princípios do homem (teosofia)|princípio]] do Homem, [[Manas]], a Alma Humana ou Mente Divina. Manas é o elo entre o espírito (a díade [[Atman]]-[[Budhi]]) e a matéria (os princípios inferiores do Homem).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, a [[Sete princípios do homem (teosofia)|constituição sétupla]] do Homem, aceita na Teosofia, adapta-se facilmente a um sistema com três elementos: [[Espírito]], alma e corpo. Sendo a alma o elo entre o Espírito e o corpo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== História evolutiva do conceito ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chegou a uma altura na história da humanidade em que o Homem começou verdadeiramente a assumir a existência de uma '''alma'''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A '''Alma''' sempre foi motivo de controvérsia entre as diferentes denominações religiosas e crenças, mesmo porque nunca foi totalmente compreendida, explicada ou observada.&lt;br /&gt;
Antes que o homem concluísse que a possibilidade de uma '''alma''' em evolução em conjunto com a mente de um individuo e com a paternidade de um [[espírito]] divino, julgou-se que ela residia em diferentes órgãos físicos – nos [[olhos]], no [[fígado]], nos [[rins]], no [[coração]] e, posteriormente, no [[cérebro]]. Os selvagens associavam a '''alma''' ao [[sangue]], à [[respiração]], às [[sombra]]s e aos [[reflexo]]s do seu eu na [[água]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais tarde os [[hindus]] conceberam o [[atman]]. Os mestres hindus realmente aproximaram-se duma avaliação da natureza e da presença de um espírito, mas houve uma falha provável quando não distinguiram a co-presença da '''alma''' em evolução, potencialmente imortal. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os chineses, contudo, reconheceram dois aspectos num ser humano, o [[yang]] e o [[yin]], a '''alma''' e o '''espírito'''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os [[Antigo Egito|egípcios]] e muitas tribos [[africa]]nas também acreditavam em dois factores, o [[ka]] e o [[ba]]; e não acreditavam geralmente que a '''alma''' fosse preexistente, apenas o espírito. Os antigos habitantes das terras que circundavam o vale do [[Nilo]] acreditavam que todo indivíduo favorecido tinha recebido à  nascença, ou pouco depois, um espírito protector a que chamavam [[ka]]. Eles ensinavam que esse espírito guardião permanecia com o sujeito mortal ao longo da vida e que passava, antes dele, para o estado futuro. &lt;br /&gt;
Nas paredes de um templo em [[Luxor]], onde está ilustrado o nascimento de [[Amenhotep]] III, o pequeno príncipe está retratado nos braços do deus do [[Nilo]] e, próximo a ele, está uma outra criança, idêntica ao príncipe na aparência, que é o símbolo daquela entidade a que os egípcios chamavam [[ka]]. Essa escultura foi terminada no décimo quinto século antes de [[Cristo]].&lt;br /&gt;
Julgava-se que o ka era um [[génio]] de espírito superior, que desejava guiar o mortal ligado a ele em caminhos melhores na vida temporal; porém, mais especialmente, ele desejava influenciar a sorte do sujeito humano na próxima vida. Quando um egípcio desse período morria, era esperado que o seu ka estivesse aguardando por ele do outro lado do Grande Rio. A princípio, supunha-se que apenas os reis tivessem kas, mas afinal, acreditou-se que todos os homens rectos possuíam-nos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Toda esta rica ideologia cresceu, fomentando as raízes que derivaram posteriormente nos conceitos actuais da alma, base de muitas religiões cujos seguidores acreditam possuir almas, ou serem acompanhados por elas e mesmo até '''serem eles próprios as almas.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Ver também==&lt;br /&gt;
*[[Atman]]&lt;br /&gt;
*[[Brahman]]&lt;br /&gt;
*[[Budismo]]&lt;br /&gt;
*[[Conscienciologia]]&lt;br /&gt;
*[[Doutrina Espírita]]&lt;br /&gt;
*[[Espírito]]&lt;br /&gt;
*[[Mente]]&lt;br /&gt;
*[[Projeciologia]]&lt;br /&gt;
*[[Sete princípios do homem (teosofia)]]&lt;br /&gt;
*[[Teosofia]]&lt;br /&gt;
*[[Waldo Vieira]]&lt;br /&gt;
*[[Imortalidade]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Ligações externas==&lt;br /&gt;
* [http://www.paginaoriente.com/santos/almasdopurgatorio.htm  Almas do Purgatório segundo a doutrina católica - Página Oriente.com]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Conceitos religiosos]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Metafísica]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Teosofia]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Frater abo</name></author>
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