Escravo de Porque

De Ocultura
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Escravo de Porque

A expressão ela mesma aparece no Livro da Lei no cap.II v.54. Em outros versículos há várias outras referências a Porque.

Liber Al, cap.II, v.26 a 33.

"26. Eu sou a secreta serpente enroscada prestas a pular: em meu enroscar está o prazer. Se Eu ergo minha cabeça, Eu e minha Nuit somos um. Se Eu abaixo minha cabeça, e germono veneno, então é a raptutra da terra, e Eu e a tera somos um.

27.Existe grande perigo em me; pois quem não compreende estas runas cometerá uma grande falha. Ele cairá no fosso chamado Porque, e lá ele perecerá com os cães da Razão.

28.Então uma maldição para Porque e seus parentes!

29.Possa porque ser amaldiçoado para sempre!

30.Se a Vontade pára a clama Por Quê, invocando Por Causa, então a Vontade pára & nada faz.

31. Se o Poder pergunta por que, então o Poder é fraqueza.

32.Também a razão é uma mentira; pois existe um fator infinito & desconhecido; & todas as palavras são enganosas.

33. Basta de Porquê! Seja ele danado para um cão!

Liber AL, cap. II v.54:

54.Nem valerão aqueles que clamam alto sua loucura que tu nada significas; tu revelarás isto:tu vales: eles são os escravos de porque: eles não são de me. Os pontos como quiseredes; as letras? Não as mude em estilo ou valor!

Liber Al, cap. III, v.18 e 20:

18. Misericórdia esteja fora: amaldiçoe os que se apiedam! Mate e torture; não poupe; sede sobre eles!

19.Esta estela eles chamarão de Abominação da Desolação; conte bem seu nome, & será para vós como 718.

20. Por quê? Por causa da queda do Porquê, para que ele não esteja ali novamente.

Nos escritos de Marcelo Motta

Em Genesis Liber Al, módulo de O Equinício no Brasil ; periódico editado por Marcelo Ramos Motta, este acrescenta um extensa nota de rodapé na página 138 onde disserta sobre o significado de "Porque":

No verso original, "Porque" é Because. A soma cabalística das letras é 29; a soma cabalística das letras de Hadit também é 29. "Porque" indica portanto uma falsa identidade divina, externa, que pode ser por incautos tomada pela verdadeira, interna, Hadit. "Porque" é pois a "Imagem Paterna" dos psicanalistas. O fato de "Porque" ser uma palavra ligada ao processo de racicíneo indica que a Imagem Paterna existe exclusicamente na mente, isto é, no Manas, o Plano Mental. Não existe acima do Abismo. É uma forma de Maya, Ilusão.

O perigo do misticismo está em que o homem se identifique com a mente,, com o Ego, em vez de perceber que a mente não é mais que o instrumento de sua verdadeira Identidade Interna, Hadit. O sintoma de que alguém está sob o domínio de "Porque" é a tendência a aodrar "Deus" como "algo externo a nós mesmos"; ou a nos considerarmos como "pecadores", "indignos", "condenados ao inferno", etc.; a tendência a renunciar à liberdade espiritual em troca de uma falsa segurança. A manifestação de "Porque" é sempre piegas, "consoladora", "humilde", "altruísta",ou então é o extremo oposto:arrogante, presunçosa, ditando a conduta alheia, cruel e presunçosa. O "Jesus" dos católicos romanos e o "Jeová" dos judeus ortodoxos são perfeitos exmplos deste dois extremos. Qualquer Irmão Negro( tendo se feito uma falsa coroa cda mente) pode ser identificado com "Porque" em uma de suas formas. Mas "Porque" não é uma " entidade"; é um estado mental, ou um hábito anímico. Não há inimigos de nossa Hierarquia no senso absoluto da palavra "inimigo". Todo homem e toda muhler é uma estrela. Nuit inclui todas as coisas, e nisto está a Vitória Ultimal de BABALON sobre os "escravos de Porque", isto é, os Irmãos Negros.

"Porque" é um vício muito incidioso. O falecido Rudolf Steiner visualisou uma "entidade maligna' que ele chamou de "Lúcifer"( falso Lúcifer, pois ele corretamente insistia que o Cristo, 666, é o verdadeiro Lúcifer) e descreveu exatamente como os sintomas de "Porque". Mas ele não percebeu que sua concepção de Cristo também era uma forma de "Porque"! Rudolf Steiner era um alto menbro da Ordem do Iluminados. Mas Telemitas não são "iluminados". A palavra iluminado indica que você não luz própria- e quem não tem luz própria não é ( pelo menos temporariamente) um homem ou uma mulher, pois "Todo Homem e toda mulher é uma estrela". O conceito de "iluminado" está do domínio(plano) de "Porque". É outra forma da tendÊncia de considerarmos Deus como externo a nós mesmos. A tradução do título latino do Capítulo 188 de Liber Aleph, livro definido pelo próprio Profeta como "um extenso comentário sobre o Livro da Lei", é: " Dos diversos trabalhos do iluminadores". Iluminadores- não "iluminados"!

A tendência natural de quem ainda não trancendeu a mente é de se irritar com a arrogância de homens que dizem de si mesmos: "Eu sou Deus". Adoradores de "Deus" adoram na realidade a essência deles mesmos, Hadit. Mas isto é um erro. Aiwass, falando por Hadit, o diz em AL II 8: "Quem adorou Heru-pa-kraath adorou-me; erro, pois Eu sou o adorante". Enquanto adoramos um "Deus"- veja-se Capítulos I, XV, e XIX de Livro Quatro Parte III- ainda não atingimos Samadhi, isto é, União com aquele "Deus". Todos os deuses são partes de nossa consciência- partes elevadíssimas, claro, acima do Abismo, mas partes de Nós Mesmos.

Os comentários ao Segundo Capítulo de AL explicam a Natureza de Hadit claramente.

A inclusão desta longa nota teve por finalidade evitar que aspirantes de mente desregrada projetem seus conflitos externos no Astral, imaginando a existência de alguma entidade deliberadamente hostil- no sentido absoluto da palavra- ao progresso espiritual do homem. Não existe tal entidade. Todos os demônios são criaturas ilusórias. Certas entidades de outras linhas de evolução, chamadas daemons pelos gregos, podem parecer incidentalmente hostis ao progresso humano. Elas não são mais "hostis" do que um tigre faminto é "hostil" quando ataca um homem( o que raramente ocorre, diga-se de passagem). É um interessante paradoxo que, enquanto so homens "adoram a Deus", em vez de compreenderem que "o reino de está dentro de nós", eles tendam a intereptar a conduta alheia, e até mesmo so fatos naturais, inteiramente em termos de suas "conveniências" pessoais. Mas isso é inevitável. A essência de "Porque" é uma visão errônea do Universo. Quem está sob o domínio de "Porque" não está executando sua Verdadeira Vontade. É inevitável que entre em conflito com a vontade alheia, e é inevitável que acuse os outros de seus próprios erros. O primeiro passo para a sabedoria consiste em reconhecermos nossa prórpia ignorância.

O Egrégora de "Jesus", adorado pelos católicos romanos, é um exelente emplo de "Porque". Mas assim também são "Buda", "Alá", "Brama", ou qualquer outro. A essência do assunto é: tudo o que leva o homem a buscar segurança fora de si mesmo é "Porque". E neste senso, "Porque" se torna uma força telepática. As correntes egícas circulam constantemente, e quem não se isola poderá ter sua mente imantada por elas. É assim que "porque" se torna uma imantação, uma falsificação de Hadit.

É ftal ceder à atração da inércia da maioria. Os homens comuns, de mente desregrada, funcionan como demônios-isto é, determinados centros das mentes deles são ativados ao acaso, uns após os outros; não existe um "quartel general" central; ele não atingiram a harmonização de Thiphered; muitos nem sequer a harmonização parcial de thipheth de Malkuth. É assim que místicos inexperientes crêem que estão "falando com o Diabo" através de um "possesso".

"Porque" inclui todos os cascões putrefatos do baixo astral, e quaisquer "adoradores de deuses" cuja adoração é mendicância( isto é, exclusivamente do baixo Manas) ou sentimental ( isto é, exclusivamente das partes mais fracas do corpo de desejos), quaisquer espiritualistas, e mesmo um certo tipo de "ateu" ( que não é ateu coisa nenhuma, é à toa)são focos desse veneno. A corrente se manifesta nos nos cakkrams mais baixos, principalente o do umbigo e o do coração. As correntes prânicas do organismo são assim desviadas: elas devem subir do plexo sacro até os centros superiores da cabeça; em vez disso, dispersam-se numa atividade indigerida e confusa dos cakkrams mais baixos. Hadit, claro, corresponde ao Ajna, Nuit ao Sahashara. No Iniciado treinado, os centros inferiores funcionam exclusivamente sob a gestão dos centros mais altos. O Iniciado é portanto frequentemente considerado sensitivos como "frio", "impiedoso", "sem amor". ( No entanto, tais "sensitivos" nem sabem o que é o Amor! Conhecem apenas o deboche sexual ou o sentimentalismo doentio.) "Videntes" acham que a aura do Iniciado é "negra", sendo incapazes de perceber as radiaçoes dos centros mais altos. Irmãos Negros, por outro lado,lhes parecem resplandecentes de luz. Pudera! A aenergia está toda concentrada nos planos mais baixos.

O estudante sério compreenderá facilmente que todas as religiões, credos, filosofias políticas e sistemas de pscicanálise que encorajam divisão entre Deus e o Adorante-isto é, entre as faculdades superiores e as faculdades inferiores do homem-são inmigos de Telema. Levam à escravidão psiquica, a qual reflete no intelecto, nas emoções, e finalmente, inevitavelmente, nas condiçoes materiais da vida física.

Observações

As palavras com letras maiúsculas, em itálico e entre aspas encontradas no texto de Motta são fidedignas ao autor.