Ânsia de Resultado

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A Ânsia de Resultado se refere a um tipo de impedimento na expressão da Vontade pura.

Referências nos Escritos de Crowley

O termo "ânsia de resultado" primeiramente aparece no Capítulo I do Livro da Lei:

"Pois vontade pura, desembaraçada de propósito, livre da ânsia de resultado, é toda via perfeita." (AL I:44)

Em seu "Comentários sobre o Livro da Lei, Crowley discute tipicamente o conceito de “ânsia do resultado” junto com aquele da “finalidade".

Do Antigo Comentário (1913) no AL I:44:

Recomenda-se "não-fixar-se". Os estudantes compreenderão como na meditação a mente que se une à esperança do sucesso está tão amarrada como se estivesse atada a uma ideia de base material. É um vínculo e o objetivo é a liberdade.'"
Recomendo um estudo sério da palavra unassuaged (insatisfeita), a qual parece não muito inteligível. (Magical and Philosophical Commentaries, p.135)'"

Do Novo Comentário (1920) sobre AL I:44:

Este verso é melhor interpretado pela definição de “vontade pura” como a verdadeira expressão da Natureza, o movimento próprio as, ou inerente no, assunto em questão. É artificial termos algum fito em mira. O estudante é referido a Liber LXV, Cap. II, v. 24, e ao Tao Teh King. Isto se torna particularmente impor-tante em graus elevados. A gente não deve praticar Yoga, etc., a fim de conseguir Samadhi, como um garoto da escola ou um caixeiro de venda; mas por amor à coisa, como um artista.
"Desembaraçada" significa "sem seu gume perder fio por causa de", ou "sem ser embotada por". O estudante puro não pensa no resultado do exame.

Liber Cordis Cincti Serpente vel LXV, Capítulo II, v. 24, diz:

"E eu reclinei minha cabeça contra a Cabeça do Cisne, e ri-me, dizendo: Não há alegria inefável neste vôo sem fito? Não há cansaço e impaciência para quem quereria alcançar algum alvo?"

Ainda no mesmo Liber, Capítulo V, v. 51:

"Que o fracasso e dor não desencorajem os adoradores. As fundações da pirâmide foram lavradas na rocha viva antes do pôr-do-sol; chorou o rei na aurora porque a coroa da pirâmide ainda não havia sido lavrada na terra distante?"


Os comentários de Crowley no verso acima leem-se como se segue:


"O Adepto, aproximando seu pensamento ainda mais do Êxtase, ri, tanto de pura alegria quanto porque acha graça na absurda incongruidade de argumentos "razoáveis" dos quais ele está agora livre para sempre; e expressa a sua idéia assim: O livre exercício de nossa faculdades é pura alegria; se eu sentisse necessidade de alcançar algum objetivo, isto resultaria na dor do desejo, na tensão do esforço, e no medo de fracasso."

From the Djeridensis Comment (1923) on AL Chapter I: Will: its possible defects:

Purpose takes the edge off pure will; for it implies conscious thought, which should not replace what Nature intends. Work is done best when the mind does not know of it, either to urge or to check its course. The lust of result also spoils work; one must not distract one's forces from their task by thoughts of the profit of success. (Magical and Philosophical Commentaries, p. 313)

From Liber Samekh:

Let [the student] beware of the 'lust of result,' of expecting too much, of losing courage if his first success is followed by a series of failures. (Book 4, Appendix IV, Liber Samekh, p. 539)

Em O Livro de Thoth, Crowley relaciona o 10 de paus com a ânsia de resultado:

"O todo da figura sugere opressão e repressão. É crueldade estúpida e obstinada da qual não há fuga. É uma Vontade que nada compreendeu além de seu propósito lânguido, sua "luxúria do resultado" e devorará a si mesma nas conflagrações que evocou"

O Livro de Thoth- O Taro, Aleister Crowley

Fonte


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