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	<title>Ocultura - Contribuições do usuário [pt-br]</title>
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	<updated>2026-04-16T03:32:00Z</updated>
	<subtitle>Contribuições do usuário</subtitle>
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		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Budismo&amp;diff=2193</id>
		<title>Budismo</title>
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		<updated>2006-09-21T02:58:20Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Saintcroix: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''Budismo''' é uma religião e filosofia baseada nas escrituras e na tradição leiga e monástica iniciadas por Siddhartha Gautama, o Buda histórico, que viveu aproximadamente entre 563 e 483 a.C. Surgiu originalmente na Índia e de lá se espalhou através da Ásia, Ásia Central, Tibete, Sri Lanka (antigo Ceilão), Sudeste Asiático como também para países do Leste Asiático, incluindo China, Myanmar, Coréia, Vietnã e Japão. Hoje o Budismo se encontra em quase todos os países do mundo, amplamente divulgado pelas diferentes escolas budistas, e conta cerca de 376 milhões de seguidores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Budismo ensina a desenvolver ações boas e construtivas, evitar ações ruins e danosas, e purificar e treinar a mente. O objetivo dessas práticas é o fim do sofrimento decorrente da existência cíclica, samsara, despertando no praticante o entendimento da realidade última - o ''Nirvana''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A moral budista é baseada nos princípios de preservação da vida e moderação. O treinamento mental foca na disciplina moral (''sila''), concentração meditativa (''samadhi''), e sabedoria (''prajña'').&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar do Budismo não negar a existência de seres sobrenaturais (de fato, há muitas referências nas escrituras Budistas), ele não confere nenhum poder especial de criação, salvação ou julgamento à esses seres, não compartilhando da noção de Deus comum à maioria das religiões. Entende-se que, assim como os humanos, eles possuem o poder de afetar os eventos mundanos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A base do Budismo é a compreensão das '''Quatro Nobres Verdades''', ligadas à constatação da existência de um sentimento de insatisfação (''Dukkha'') inerente à própria existência, que pode no entanto ser transcendido através da prática do '''Nobre Caminho Óctuplo'''. Outro conceito importante, que de certa forma sintetiza a cosmovisão budista, é o das três marcas da existência: a insatisfação (''Dukkha''), a impermanência (''Anicca'') e a ausência de um &amp;quot;eu&amp;quot; (''Anatta'').&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Escolas ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O budismo dividiu-se em várias escolas, algumas das quais vieram a se extinguir. A principal divisão atualmente existente é entre a escola '''Theravada''' e as linhagens '''Mahayana''' e '''Vajrayana'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As escolas numericamente mais expressivas na atualidade são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1) Theravada, estabelecida no sudeste asiático;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2) Zen japonês e Chan chinês, escolas com ênfase na meditação . Alguns estudiosos consideram estas escolas como uma linhagem Mahayana. Outros, no entando, dizem que, pela ênfase ser diferente, e pelo Zen/Chan ser &amp;quot;descendentes&amp;quot; também do Taoísmo, devem ser considerados uma escola à parte; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3) As escolas japonesas devocionais da Terra Pura (Jodo Shu) e Verdadeira Terra Pura (Jodo Shinshu), também Mahayana; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4) As escolas tântricas do Budismo tibetano (Nyingma, Kagyu, Gelug, Sakya) que fazem parte da linhagem Vajrayana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há muita polêmica e confusão no ocidente em torno do budismo, devido principalmente à falta de disponibilização de informação correta. Muitos movimentos esoteristas e sincréticos procuram se apresentar como &amp;quot;verdadeiros budismos&amp;quot;, &amp;quot;adaptações para o Ocidente&amp;quot;, etc. Freqüentemente questiona-se quanto ao budismo ser ou não uma religião (por não aceitar a existência de um Deus criador do mundo), quanto a crer ou não em reencarnação (em contraste com o conceito de renascimento), etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Origens ==&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O budismo formou-se no nordeste da Índia, entre o século VI a.C. e o século IV a.C. Este período corresponde a uma fase de alterações sociais, políticas e económicas nesta região do mundo. A antiga religiosidade bramânica, centrada no sacríficio de animais, era questionada por vários grupos religiosos, que geralmente orbitavam em torno de um mestre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um destes mestres religiosos foi Siddhartha Gautama, o Buda, cuja vida a maioria dos académicos ocidentais e indianos situa entre 563 a.C. e 483 a.C., embora os académicos japoneses consideram mais provável a data 448 a.C.-368 a.C.. Siddhartha nasceu na povoação de Kapilavastu, que se julga ser a aldeia indiana de Piprahwa, situada perto da fronteira indo-nepalesa. Pertencia à casta guerreira (''ksatriya'').&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Várias lendas posteriores afirmam que Siddhartha viveu no luxo, tendo o seu pai se esforçado por evitar que o seu filho entrasse em contacto com os aspectos desagradáveis da vida. Por volta dos 29 anos, o jovem Siddhartha decidiu abandonar a sua vida, renunciando a todos os bens materiais, e adoptando a vida de um renunciante. Praticou o ioga (numa forma que não é a mesma que é hoje seguida nos países ocidentais), e seguiu práticas ascéticas extremas, mas acabou por abandoná-las, vendo que não conseguia obter nada delas. Segundo a tradição, ao fim de uma meditação sentado debaixo de uma figueira, descobriu a solução para a libertação do ciclo das existências e das mortes que o atormentava.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pouco depois decidiu retomar a sua vida errante, tendo chegado a um bosque perto de Benares, onde proferiu um sermão diante de cinco jovens, que convencidos pelos seus ensinamentos, se tornaram os seus primeiros discípulos e com que que formou a primeira comunidade monástica (''sangha''). O Buda dedicou então o resto da sua vida (talvez trinta ou cinquenta anos) a pregar a sua doutrina através de um método oral, não tendo deixado quaisquer escritos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Principais Doutrinas ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Quatro Nobres Verdades'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dos principais ensinamentos do Buda é aquele que é o conhecido como as Quatro Nobres Verdades. Ele constitui a base de todas as escolas budistas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira nobre verdade ensina que toda a vida é ''dukkha'', palavra que tem sido traduzida como &amp;quot;sofrimento&amp;quot;, mas que também pode significar &amp;quot;insatisfação&amp;quot;. A segunda afirma que o sofrimento tem uma origem, a terceira que há uma forma de suprimir este sofrimento e a quarta recomenda o caminho para acabar com o sofrimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''O Nobre Caminho Óctuplo'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tem sido sugerido que a forma de exposição da doutrina das &amp;quot;Quatro Nobres Verdades&amp;quot; segue um padrão que se assemelha ao do diagnóstico de uma doença: depois de ter apontado as origens do mal, o Buda mostrou um remédio que leva à cessação desse mal. Esse &amp;quot;remédio&amp;quot; é conhecido como o &amp;quot;'''Nobre Caminho Óctuplo'''&amp;quot; (em sânscrito: ''Astingika-Marga''), e deve ser adoptado pelos budistas. Consiste em:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1) Visão correta: implica o conhecimento das Quatro Nobre Verdades; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2) Intenção correta: desejo de permanecer no Caminho que conduz à iluminação; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3) Palavra correta: falar de uma forma clara, e sobretudo, não fazer uso de uma linguagem agressiva ou maliciosa;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4) Atividade correta: implica seguir cinco regras básicas, que são não matar, não roubar, não mentir, não ingerir substâncias intoxicantes e não ter uma conduta sexual incorreta;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5) Meios de subsistência corretos: ter uma forma de ganhar a vida que não implique o sofrimento dos outros seres e a desonestidade; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6) Esforço correto: praticar a autodisciplina de modo a evitar as paixões; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7) Memória ou atenção correta: implica a auto-análise constante dos pensamentos e ações;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8) Concentração correcta: é o objectivo final, que é entrar no estado de Nirvana.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Saintcroix</name></author>
	</entry>
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		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Nyingma&amp;diff=2192</id>
		<title>Nyingma</title>
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		<updated>2006-09-21T02:44:00Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Saintcroix: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''Nyingma''' literalmente siginifica &amp;quot;antiga&amp;quot;. Foi a primeira escola do budismo a se desenvolver no Tibet, por volta do século 7/8 DC, através do mestre Padmasambhava, conhecido como Guru Rinpoche, o segundo Buda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diz-se que ele é o segundo Buda, porque o próprio Siddhartha Gautama havia previsto que um segundo iluminado viria para completar e expandir os ensinamentos Vajrayana que ele havia dado de forma muito restrita. Em algumas fontes é dito que Guru Rinpoche seria mesmo uma nova encarnação do Buda Shakyamuni.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De qualquer forma os ensinamentos de Guru Rinpoche realmente completam e expandem os de Buda Shakyamuni, em nenhum momento havendo contradição. Desta forma Guru Rinpoche é visto como o próprio Buda nas tradições do Budismo tibetano, especialmente na escola Nyingma. Ele desenvolveu inúmeros métodos de remoção de obstáculos, alguns transmitidos na sua época, outros escondidos para que no futuro pudessem ser usados pelos seres que tivessem a conexão apropriada com ele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E assim a partir dos anos e séculos inúmeros tesouros (como são chamados os ensinamentos e práticas deixados por Guru Rinpoche) foram sendo descobertos e utilizados . Especialmente na nossa época, onde estamos tão vulneráveis a emoções perturbadoras e destrutivas, seus métodos são extremamente importantes e úteis. Seus tesouros conduzem o praticante desde a remoção de obstáculos em sua vida até a iluminação total, onde ele então será plenamente capaz de beneficiar todos os seres e também conduzí-los à iluminação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim sendo, desde Guru Padmasambhava esses ensinamentos têm sido transmitido de mestre a discípulo, mesmo havendo um período onde estes ensinamentos estavam escondidos. De qualquer forma, devido a essa linhagem de transmissão, o relacionamento com um mestre espiritual é de extrema importância. Nas tradiçoes tibetanas o mestre é o Lama, e confiar e seguir seus ensinamentos é fundamental. É dito que é raríssimo se alncançar a iluminação sem o relacionamento com um mestre, o Lama. Sem esse relacionamento, é muito comum o aluno se perder em meio a confusão de suas emoções, idéias e conceitos, ficando ainda mais perdido na roda do samsara.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Saintcroix</name></author>
	</entry>
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		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Kagyu&amp;diff=2191</id>
		<title>Kagyu</title>
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		<updated>2006-09-21T02:41:34Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Saintcroix: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;A Escola '''Kagyü''' tem sua origem no mahasiddha indiano Tilopa (988-1069), que recebeu os ensinamentos diretamente do Buddha Vajradhara, o Buddha primordial (Adi-Buddha). Estes ensinamentos tinham por base uma prática conhecida como Mahamudra (Grande Selo).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De Tilopa os ensinamentos passaram a Naropa (1016-1100), de Naropa a Marpa (1012-1097), de Marpa a Milarepa (1040-1123), este último o mais popular mestre vajra para o povo tibetano. Foi um discípulo de Milarepa, Gampopa, quem sistematizou os ensinamentos do Mahamudra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Escola Kagyü consiste em quatro subescolas fundadas por discípulos de Gampopa. A principal delas é a escola Karma Kagyü, cujo fundador é o Karmapa (1110-1193).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Ensinamentos'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ensinamento do Mahamudra integra a visão da vacuidade com a da clara luz, percebendo diretamente a realidade última. O ensinamento do Chöd ensina a cortar as ilusões mentais e os obstáculos materiais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As 6 yogas de Naropa ensinam a controlar a energia sutil:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1) '''Tumo''': eleva a temperatura do corpo, realizando o grande êxtase a vacuidade;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2) '''Corpo ilusório''': realização de um corpo dotado de qualidades búdicas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3) '''Sonhos''': preservar a consciência nos sonhos, realizando a visão do mundo como um sonho;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4) '''Clara Luz''': perceber a realidade última da mente;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5) '''Bardo''': meditação que permite alcançar a realidade última no estado intermediário (bardo) entre a morte e o renascimento;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6) '''Po'wa''': permite transferir a consciência, após a morte, a uma terra pura de um Buddha.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Saintcroix</name></author>
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		<title>Kagyu</title>
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		<updated>2006-09-21T02:41:12Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Saintcroix: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;A Escola '''Kagyü''' tem sua origem no mahasiddha indiano Tilopa (988-1069), que recebeu os ensinamentos diretamente do Buddha Vajradhara, o Buddha primordial (Adi-Buddha). Estes ensinamentos tinham por base uma prática conhecida como Mahamudra (Grande Selo).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De Tilopa os ensinamentos passaram a Naropa (1016-1100), de Naropa a Marpa (1012-1097), de Marpa a Milarepa (1040-1123), este último o mais popular mestre vajra para o povo tibetano. Foi um discípulo de Milarepa, Gampopa, quem sistematizou os ensinamentos do Mahamudra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Escola Kagyü consiste em quatro subescolas fundadas por discípulos de Gampopa. A principal delas é a escola Karma Kagyü, cujo fundador é o Karmapa (1110-1193).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Ensinamentos'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ensinamento do Mahamudra integra a visão da vacuidade com a da clara luz, percebendo diretamente a realidade última.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ensinamento do Chöd ensina a cortar as ilusões mentais e os obstáculos materiais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As 6 yogas de Naropa ensinam a controlar a energia sutil:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1) '''Tumo''': eleva a temperatura do corpo, realizando o grande êxtase a vacuidade;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2) '''Corpo ilusório''': realização de um corpo dotado de qualidades búdicas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3) '''Sonhos''': preservar a consciência nos sonhos, realizando a visão do mundo como um sonho;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4) '''Clara Luz''': perceber a realidade última da mente;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5) '''Bardo''': meditação que permite alcançar a realidade última no estado intermediário (bardo) entre a morte e o renascimento;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6) '''Po'wa''': permite transferir a consciência, após a morte, a uma terra pura de um Buddha.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Saintcroix</name></author>
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		<title>Kagyu</title>
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		<updated>2006-09-21T02:40:55Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Saintcroix: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;A Escola '''Kagyü''' tem sua origem no mahasiddha indiano Tilopa (988-1069), que recebeu os ensinamentos diretamente do Buddha Vajradhara, o Buddha primordial (Adi-Buddha). Estes ensinamentos tinham por base uma prática conhecida como Mahamudra (Grande Selo).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De Tilopa os ensinamentos passaram a Naropa (1016-1100), de Naropa a Marpa (1012-1097), de Marpa a Milarepa (1040-1123), este último o mais popular mestre vajra para o povo tibetano. Foi um discípulo de Milarepa, Gampopa, quem sistematizou os ensinamentos do Mahamudra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Escola Kagyü consiste em quatro subescolas fundadas por discípulos de Gampopa. A principal delas é a escola Karma Kagyü, cujo fundador é o Karmapa (1110-1193).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Ensinamentos'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ensinamento do Mahamudra integra a visão da vacuidade com a da clara luz, percebendo diretamente a realidade última.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ensinamento do Chöd ensina a cortar as ilusões mentais e os obstáculos materiais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As 6 yogas de Naropa ensinam a controlar a energia sutil:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1) '''Tumo''': eleva a temperatura do corpo, realizando o grande êxtase a vacuidade;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2) '''Corpo ilusório''': realização de um corpo dotado de qualidades búdicas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3) '''Sonhos''': preservar a consciência nos sonhos, realizando a visão do mundo como um sonho;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4) '''Clara Luz''': perceber a realidade última da mente;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5) '''Bardo''': meditação que permite alcançar a realidade última no estado intermediário (bardo) entre a morte e o renascimento;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6) '''Po'wa''': permite transferir a consciência, após a morte, a uma terra pura de um Buddha.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Saintcroix</name></author>
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		<updated>2006-09-21T02:40:06Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Saintcroix: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;A Escola '''Kagyü''' tem sua origem no mahasiddha indiano Tilopa (988-1069), que recebeu os ensinamentos diretamente do Buddha Vajradhara, o Buddha primordial (Adi-Buddha). Estes ensinamentos tinham por base uma prática conhecida como Mahamudra (Grande Selo).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De Tilopa os ensinamentos passaram a Naropa (1016-1100), de Naropa a Marpa (1012-1097), de Marpa a Milarepa (1040-1123), este último o mais popular mestre vajra para o povo tibetano. Foi um discípulo de Milarepa, Gampopa, quem sistematizou os ensinamentos do Mahamudra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Escola Kagyü consiste em quatro subescolas fundadas por discípulos de Gampopa. A principal delas é a escola Karma Kagyü, cujo fundador é o Karmapa (1110-1193).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Ensinamentos'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ensinamento do Mahamudra integra a visão da vacuidade com a da clara luz, percebendo diretamente a realidade última.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ensinamento do Chöd ensina a cortar as ilusões mentais e os obstáculos materiais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As 6 yogas de Naropa ensinam a controlar a energia sutil:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1)'''Tumo''': eleva a temperatura do corpo, realizando o grande êxtase a vacuidade;&lt;br /&gt;
2)'''Corpo ilusório''': realização de um corpo dotado de qualidades búdicas;&lt;br /&gt;
3)'''Sonhos''': preservar a consciência nos sonhos, realizando a visão do mundo como um sonho;&lt;br /&gt;
4)'''Clara Luz''': perceber a realidade última da mente;&lt;br /&gt;
5)'''Bardo''': meditação que permite alcançar a realidade última no estado intermediário (bardo) entre a morte e o renascimento;&lt;br /&gt;
6)'''Po'wa''': permite transferir a consciência, após a morte, a uma terra pura de um Buddha.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Saintcroix</name></author>
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		<title>Buddha</title>
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		<updated>2006-09-21T02:35:09Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Saintcroix: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''Buda''' (sânscrito-devanagari: बुद्ध, transliterado ''Buddha'', que significa ''Desperto'', ''Iluminado'', que vem do radical &amp;quot;''Budh''&amp;quot;, despertar) é um título dado na religião budista àqueles que despertaram plenamente para a verdadeira natureza dos fenômenos e se puseram a divulgar tal redescoberta aos demais seres. &amp;quot;A verdadeira natureza dos fenômenos&amp;quot;, aqui, quer dizer o entendimento de que todos os fenômenos são impermanentes, insatisfatórios e impessoais. Tornando-se consciente dessas características da realidade, seria possível viver de maneira plena, livre dos condicionamentos mentais que causam a insatisfação, o descontentamento, o sofrimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do ponto de vista da doutrina budista clássica, a palavra &amp;quot;Buda&amp;quot; denota não apenas um mestre religioso que viveu em uma época em particular, mas toda uma categoria de seres iluminados que alcançaram tal realização espiritual. Pode-se fazer uma analogia com a designação &amp;quot;Presidente da República&amp;quot; que refere-se não apenas a um homem, mas a todos aqueles que sucessivamente ocuparam o cargo. As escrituras budistas tradicionais mencionam pelo menos 24 Budas que surgiram no passado, em épocas diferentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Budismo reconhece três tipos de Buda, dentre os quais o termo Buda é normalmente reservado para o primeiro tipo, o Samyaksam-buddha (Pali: Samma-Sambuddha). A realização do Nirvana é exatamente a mesma, mas um Samyaksam-buddha expressa mais qualidades e capacidades que as outras duas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Atualmente, as referências ao Buda referem-se em geral a Siddhartha Gautama, mestre religioso e fundador do Budismo no século VI antes de Cristo. Ele seria, portanto, o último Buda de uma linhagem de antecessores cuja história perdeu-se no tempo. Conta a história que ele atingiu a iluminação durante uma meditação sob a árvore Bodhi, quando mudou seu nome para Buda, que quer dizer &amp;quot;iluminado&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existe uma passagem nas escrituras [''Anguttara Nikaya'' (II, 37)] - a qual é freqüentemente interpretada de maneira superficial - na qual o Buddha nega ser alguma forma de ser sobrenatural, mas esclarece:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Brâmane, assim como uma flor de lótus azul, vermelha ou branca nasce nas águas, cresce e mantém-se sobre as águas intocada por elas; eu também, que nasci no mundo e nele cresci, transcendi o mundo e vivo intocado por este. Lembre-se de mim como aquele que é desperto.&amp;quot; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com isso ele rejeitava qualquer possibilidade de ser tomado como um Deus, mas reafirmava a característica transcendente da sua vivência espiritual e do caminho de libertação que oferecia para os demais seres. Nesse sentido, o Buddha exerceu um papel importante de democratização da religião que, até então, estava sujeita ao arbítrio da casta dos brâmanes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para Siddhartha Gautama não há intermediário entre a humanidade e o divino; deuses distantes também estão sujeitos ao karma em seus paraísos impermanentes. O Buda é apenas um exemplo, guia e mestre para os seres sencientes que devem trilhar o caminho por si próprios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dentre as religiões mundiais, a maioria das quais proclama a existência de um Deus criador, o Budismo é considerado incomum por ser uma religião não-teísta. Para o Buda, a chave para a libertação é a pureza mental e a compreensão correta, e por esse motivo ele rejeitou a noção de que conquista-se a salvação implorando para uma deidade distante.&lt;br /&gt;
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De acordo com o Buda Gautama, a felicidade Desperta do Nirvana que ele atingiu está ao alcance de todos os seres, porém na visão ortodoxa é necessário ter nascido como um ser humano. No Tipitaka - as escrituras budistas mais antigas - fala-se dos numerosos Budas do passado e suas vidas, bem como sobre o próximo Bodhissatva, que é chamado Maitreya.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Saintcroix</name></author>
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