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	<title>Ocultura - Contribuições do usuário [pt-br]</title>
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	<updated>2026-04-16T03:32:02Z</updated>
	<subtitle>Contribuições do usuário</subtitle>
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		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Discuss%C3%A3o:Phenex&amp;diff=5644</id>
		<title>Discussão:Phenex</title>
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		<updated>2007-02-14T12:51:54Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: Sobre o mito da Fênix&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Realmente este &amp;quot;demônio&amp;quot; deve ser a mesma figura que a Fênix grega ou o pássaro Benu egípcio, absorvido por uma cultura posterior de forma degradada. (Como boa parte dos outros &amp;quot;demônios&amp;quot;.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Borges fala sobre a Fênix no &amp;quot;Livro dos Seres Imaginários&amp;quot;. Talvez isso possa inspirar um artigo sobre o mito da Fênix. Diz ele:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Em efígies monumentais, em pirâmides de pedra e em múmias, os egípcios buscaram a eternidade; é razoável que em seu país tenha surgido o mito de um pássaro imortal e periódico, ainda que a elaboração posterior tenha sido obra dos gregos e dos romanos. Erman escreve que, na mitologia de Heliópolis, a fênix (''benu'') é o senhor dos jubileus, ou dos longos ciclos de tempo; Heródoto, em uma passagem famosa (II, 73), relata com repetida incredulidade uma primeira forma da lenda:&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot; 'Há ali outra ave sagrada que só vi em pintura, cujo nome é o de Fênix. Raras são, na realidade, as vezes em que se deixa ver, e tão de vez em quando que, segundo os de Heliópolis, só vem ao Egito a cada quinhentos anos, isto é, quando morre seu pai. Se em seu tamanho e conformação é tal como a descrevem, seu volume e figura são muito parecidos com os da águia, e suas penas em parte douradas, em parte carmesim. Tais são os prodígios que dela nos contam, que, embora para mim pouco dignos de fé, não deixarei de citar. Para transladar o cadáver de seu pai da Arábia ao Templo do Sol, vale-se da seguinte manobra: molda primeiro um sólido ovo de mirra, tão grande quanto lhe permitam suas forças carregá-lo, verificando seu peso depois de moldado, para experimentar se é compatível com elas; depois o esvazia até abrir um espaço em que possa encerrar o cadáver do pai, o qual ajusta com outra porção de mirra, e enche com ela a cavidade, até que o peso do ovo preenchido com o cadáver seja igual ao que tinha quando sólido; fecha depois a abertura, carrega o ovo e o leva ao Templo do Sol, no Egito. Eis, seja lá o que for, o que contam desse pássaro.' &amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Uns quinhentos anos depois, Tácito e Plínio retomaram a prodigiosa história; o primeiro corretamente observou que toda a antigüidade é obscura, porém que uma tradição fixou o prazo da vida da fênix em mil quatrocentos e sessenta e um anos (''Anais'', VI, 28). Também o segundo investigou a cronologia da fênix; registrou (X, 2) que, segundo Manílio, ela vive um ano platônico, ou ano magno. Ano platônico é o tempo de que necessitam o sol, a lua e os cinco planetas para voltar a sua posição inicial; no ''Diálogo dos Oradores'', Tácito o faz abarcar doze mil novecentos e noventa e quatro anos comuns. Os antigos acreditavam que, completado esse enorme ciclo astronômico, a história universal se repetiria em todos os seus detalhes, por se repetirem os influxos dos planetas; a fênix viria a ser um espelho ou imagem do universo. Para maior analogia, os estóicos ensinaram que o universo morre no fogo e renasce do fogo e que o processo não terá fim e não teve princípio.&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Os anos simplificaram o mecanismo da geração da fênix. Heródoto menciona um ovo, e Plínio, um verme, mas Claudiano, no fim do século IV, já canta em versos um pássaro imortal que ressurge de suas cinzas, um herdeiro de si mesmo e testemunha dos séculos.&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Poucos mitos haverá tão difundidos como o da fênix. Aos autores já enumerados cabe acrescentar: Ovídio (''Metamorfoses'', XV), Dante (''Inferno'', XXIV), Shakespeare (''Henrique VIII'', V, 4), Pellicer (''A Fênix e sua História Natural''), Quevedo (''Parnaso Español'', VI), Milton (''Samson Agonistes, in fine''). Mencionaremos também o poema latino ''De Ave Phoenice'', atribuído a Lactâncio, e uma imitação anglo-saxônica desse poema, do século VIII. Tertuliano, Santo Ambrósio e Cirilo de Jerusalém citaram a fênix como prova da ressurreição da carne. Plínio zomba dos terapeutas que prescrevem remédios extraídos do ninho e das cinzas da fênix.&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se aparecer um artigo &amp;quot;Fênix&amp;quot; com exatamente esse texto eu vou ficar muito deprimido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--[[Usuário:Pedro Lamarao|Pedro Lamarao]] 10:51, 14 Fevereiro 2007 (BRST)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Usu%C3%A1rio_Discuss%C3%A3o:Pedro_Lamarao&amp;diff=5573</id>
		<title>Usuário Discussão:Pedro Lamarao</title>
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		<updated>2007-02-09T20:57:01Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: /* Sobre o perfil do usuário */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Pedro, &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Procure colocar aqui alguma coisa relacionada ao seus interesses, perfil, projetos pessoais de forma que os leitores percebam sua seriedade e envolvimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Grato.&lt;br /&gt;
[[Usuário:Frater abo|Frater ABO]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Não leu? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que há?&lt;br /&gt;
É só dizer isso como se fosse um estranho?&lt;br /&gt;
Não vai ajudar a melhor os artigos?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
93&lt;br /&gt;
[[Usuário:Frater abo|Frater ABO]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que significa &amp;quot;melhorar os artigos&amp;quot; pra você?&lt;br /&gt;
É algo diferente do que eu fiz até agora?&lt;br /&gt;
--[[Usuário:Pedro Lamarao|Pedro Lamarao]] 10:12, 6 Fevereiro 2007 (BRST)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Sobre o perfil do usuário ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;seja por artigos que se parecem mais com conversa de botequim&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se não gostou do artigo, clique em '''Editar''' e divirta-se. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não basta dizer &amp;quot;não gostei e pronto&amp;quot;. Muitas páginas aqui precisam de atenção, e não de ironia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Usuário:Dyulax|Frater Ex Lege]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Felizmente eu, ao invés de dizer, &amp;quot;não gostei e pronto&amp;quot;, digo, &amp;quot;isto aqui está errado pelo motivo A, B e C, e estas coisas devem ser corrigidas&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disso, felizmente pra você eu estou dando a você, e a todos, a oportunidade de seguir as minhas recomendações e melhorar substancialmente a qualidade do material escrito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se eu resolvesse agir individualmente como você sugere eu reescreveria os artigos inteiramente, inutilizando o trabalho de vocês, e acabando com excelentes oportunidades de aprendizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se você não gosta de receber críticas, eu posso evitar com prazer os artigos que forem evidentemente de sua autoria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se você acha que as coisas que eu digo não tem fundamento, sinta-se à vontade para me explicar o porquê.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se você acha que eu não tenho &amp;quot;moral&amp;quot; para dizer o que eu digo, então a situação realmente está ruim, porque minhas razões se sustentariam vindas da boca de qualquer pessoa, sendo elas boas razões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--[[Usuário:Pedro Lamarao|Pedro Lamarao]] 15:32, 7 Fevereiro 2007 (BRST)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Você não me entendeu. Sou totalmente a favor de indicar problemas nos artigos. O que não suporto é o teor como nas seguintes frases:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;seja por artigos que se parecem mais com conversa de botequim&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;A impressão final é de que para os responsáveis pelo site é mais importante fingir que estão fazendo o serviço entupindo páginas e mais páginas com um conteúdo qualquer que escrever artigos corretos sobre assuntos sobre os quais possuam expertise real.&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não quero que evite meus artigos, pelo contrário.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E no caso de &amp;quot;reescrever artigos inteiramente&amp;quot;, note que em alguns artigos você apenas comenta uma frase. Se quiser, pode alterá-la diretamente. Isso se não for um ponto crítico do texto, ou algo que se encaixa no princípio de imparcialidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Usuário:Dyulax|Frater Ex Lege]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se o meu tom está insuportável então está causando exatamente o que eu preciso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seu último comentário levanta mais um aspecto do problema. Eu anoto a discussão dos artigos porque quero discussão sobre o assunto. Por que o artigo está escrito da maneira como está? Ele foi '''pensado''' assim? O que o autor do artigo estava pensando quando escreveu aquilo? Se eu escrevo perguntas é porque quero conhecer as respostas. Pode ser que quando eu acuso uma afirmação de ser insustentada o autor tenha se esquecido de sustentá-la -- ou achava que ela era óbvia e podia passar sem argumentação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Você quer que eu atropele o autor do artigo. Por isso eu digo novamente: a impressão que me dá é que a discussão, a pesquisa, o processo de conhecimento, nada disso interessa a você. O que interessa a você é o preenchimento do espaço vazio -- entupí-lo com o que quer que seja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mude o seu interesse. Mude agora.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--[[Usuário:Pedro Lamarao|Pedro Lamarao]] 18:57, 9 Fevereiro 2007 (BRST)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=C%C3%A1taros&amp;diff=5570</id>
		<title>Cátaros</title>
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		<updated>2007-02-07T18:44:50Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: copy-editing&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''[[Imagem:Cathars expelled.JPG|thumb|Expulsão dos Cátaros de Carcassonne, em 1209]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O termo '''catarismo''', do [[língua grega|grego]] ''katharos'', que significa PURO, foi usada para designar um dos mais famosos e prósperos movimentos Gnósticos surgidos na Idade Média, por volta do ano 1030. Foi descrita por alguns como sendo sincretismo cristão, gnóstico e maniqueísta, manifestado num extremo ascetismo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Origem== &lt;br /&gt;
Cátaros referia-se aos membros de uma comunidade religiosa na Itália, em Motefeltro. Posteriormente a Religião Cátara ou Catarismo desenvolveu-se em muitos países da Europa, mas principalmente no Sul da França, na Occitânia, onde se falava a Languedoc - &amp;quot;Língua do Oc&amp;quot; ( Oc = sim, no Sul da França, em oposição a Langue d'Oui, do Norte da França ). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Da Autoridade ==&lt;br /&gt;
No catarismo a autoridade dos Bispos, Diáconos e ‘Perfeitos’, pois viviam em estado de graça, sobre os ‘Crentes’ (membros da comunidade em geral), era um autoridade moral, sem constrangimentos nem disciplinas impostas, e exercia-se igualmente entre os homens e as mulheres. As mulheres tornadas ‘Perfeitas’, embora não podendo ascender aos gráus mais altos da hierarquia, o diaconato e o episcopado, tinham porém os mesmos direitos, e podiam administrar o Consolamentum, sendo reverenciadas pelos Crentes. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dogma==&lt;br /&gt;
Seu dogma ensinava que não só as almas eram assexuadas, mas iguais; e além disso que as re-encarnações transformavam tanto homens em mulheres como mulheres em homens. Os Cátaros, também eram conhecidos como Albigenses, termo muito parecido com o movimento Italiano, dos chamados Albaneses, que também adotava uma filosofia dualista ou [[maniqueísmo|maniqueista]]. Os Albaneses, oriundos de Desenzano na Albânia, na Itália, eram chefiados pelo bispo Jean de Lugio, autor do famoso ‘Liber de duobus principiis’, considerado um dos teóricos do Catarismo. Contam que os Cátaros, tendo atingido elevado gráu de iluminação, possuiam o dom da palavra, pregando facilmente e transmitindo uma mensagem clara e sincera, capaz de atrair muitos fiéis. Vislumbraram também a realidade da Igreja Romana da época, cujo interesse principal era o Poder Temporal, e não o Espiritual, denunciando isto ao público. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1207, o Papa Católico Inocêncio III, com ajuda dos senhores feudais do Norte da França, (que falavan a Languedoui e eram contrários aos sulistas), convocou a destruição do Catarismo florescente. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1295 caiu o mais famoso bastião Cátaro, o castelo de Montségur; na ocasião mais de 200 Cátaros foram queimados vivos, como hereges, pela [[Igreja Católica Romana]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Ligações Externas==&lt;br /&gt;
*[http://www.languedoc-france.info/12_cathars.htm Cathars and Catharism in the Langudoc]&lt;br /&gt;
*[http://www.cathar.info/dualism.htm Dualism and the relationship between Manichaeism, Bogomilism and Catharism.]&lt;br /&gt;
*[http://cataro.philosophi.org Centro Cátaro en Barcelona (Libros, estudios, conferencias, espiritualidad)].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{Gnosticismo}}&lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
[[Categoria:Cristianismo]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Gnosticismo]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Venera%C3%A7%C3%A3o_de_imagens&amp;diff=5569</id>
		<title>Veneração de imagens</title>
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		<updated>2007-02-07T18:43:59Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: Contexto Insuficiente&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Contexto}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Iconostasis in Moscow.jpg|thumb|Iconostase da Catedral da Anunciação, Moscou, Rússia]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Veneração de imagens''' é tópico de seculares discussões nos meios religiosos cristãos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Segundo Concílio de Nicéia, realizado em 787, declarou a legitimidade do que é chamado pelos atuais protestantes/evangélicos como veneração de imagens definindo que, segundo o ensino dos Padres da Igreja e segundo a tradição universal da Igreja cristã, se podiam propor à veneração dos fiéis, conjuntamente com a Cruz, as imagens da Mãe de Jesus, dos Anjos e dos Santos, tanto nas igrejas como nas casas ou ao longo dos caminhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1987, por ocasião do XII Centenário do II Concílio de Nicéia, o Papa João Paulo II por meio da Carta Apostólica Duodecim Saeculum, reafirmou como legítima a doutrina sobre a veneração das imagens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A prática da veneração de imagens para a teologia católica e ortodoxa não é confundida com idolatria. Mesmo porque, para tais grupos religiosos, as imagens seriam meras representações de quem as orações são direcionadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estes grupos, mesmo estando cientes de que não praticam a idolatria, muitas vezes, são questionados por grupos protestantes sobre o fato das orações direcionadas às imagens de quem já morreu, utilizando como base a Bíblia (livro aceito pelos católicos e protestantes como revelado por Deus) que deixa claro ser abominação o culto aos mortos e invocação dos espíritos. A estes, os católicos e ortodoxos rebatem pela Profissão de Fé cristã, a qual afirma a Comunhão dos Santos, e também pela invocação e não evocação dos santos, modelos de vida cristã. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Ligações externas ==&lt;br /&gt;
* [http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/apost_letters/documents/hf_jp-ii_apl_19871204_duodecim-saeculum_po.html Carta Apostólica Duodecimum Saeculum, de João Paulo II]&lt;br /&gt;
* [http://www.acidigital.com/controversia/imagens.htm Por que os católicos veneram imagens?]&lt;br /&gt;
* [http://www.ecclesia.com.br/biblioteca/iconografia/niceia_o_%20vii_concilio_ecumenico.htm Nicéia: O VII Concílio Ecumênico, pelo Bispo Kallistos Ware]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[categoria:Conceitos religiosos]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Elementos&amp;diff=5568</id>
		<title>Elementos</title>
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		<updated>2007-02-07T18:43:09Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: /* Elementos clássicos na Grécia */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{tradução}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{Thelema}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existem várias idéias antigas sobre os 'Elementos Clássicos'. A versão Grega dessas idéias persistiu por toda Idade Média e por todo Renascimento, influenciando o pensamento e a cultura Européia profundamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os cinco elementos clássicos da [[Alquimia]] são [[Espírito]] (ou Éter), [[Ar]], [[Fogo]], [[Água]] e [[Terra]], cada qual com suas propriedades. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Elementos clássicos na Grécia==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os '''elementos clássicos''' representam na [[Filosofia|filosofia]], ciência e medicina Grega as possíveis constituições do cosmo..&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Platão menciona-os como sendo de origem Pré-Socráticos, um lista criada pelo antigo filosofo Empédocles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* '''[[Fogo]]''' é quente e seco.&lt;br /&gt;
* '''[[Terra]]''' é fria e seca.&lt;br /&gt;
* '''[[Ar]]''' é quente e úmido.&lt;br /&gt;
* '''[[Água]]''' é fria e úmida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um diagrama com dois quadrados sobrepostos, tem em cada ponta um dos elementos, num quadrado, e no outros, suas propriedades. Essa propriedades são descritas como variações da umidade e da temperatura, que produzem um '''Ar''' quente e úmido, um '''Fogo''' quente e seco, uma '''Água''' fria e úmida e uma '''Terra''' fria e seca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com Galen, esses elementos foram usados por [[Hipócrates]] na descrição do corpo humano com associação aos [[quatros humores]]: bile amarela (Fogo), bile preta (Terra), sangue (Ar) e muco (Água).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Algumas cosmologias incluem um quinto elemento, a &amp;quot;[[espírito|quintessência]]&amp;quot; ou [[espírito]]. Esses cinco elementos são algumas vezes associados com os cinco sólidos [[Platão|platônicos]]: o tetraedro, o cubo, o octaedro, o dodecaedro e o icosaedro. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os [[Pitágoras|Pitagórícos]] colocaram a '''idéia''' como o quinto elemento e também a letra inicial dos cinco elementos para nomear os ângulos externos do [[pentagrama]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alguns associam esses elementos aos quatro estados físicos da matéria: sólido ([[Terra]]), líquido ([[Água]]), gás ([[Ar]]) e plasma [[Fogo]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aristóteles adicionou [[éter]] como a quintessência, rationalizing that whereas Fire, Earth, Air, and Water were earthly and corruptible, the [[stars]] were eternal (&amp;quot;aether&amp;quot; is based on [[Greek]] for [[eternity]]) and were thus not made out of any of the four elements but rather a heavenly substance.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Elementos clássicos no Hinduísmo==&lt;br /&gt;
Os elementos clássicos no [[Hinduísmo]] são: ''Bhoomi'' ([[Terra]]), ''Jala'' ([[Água]]), ''Agni'' ([[Fogo]]), ''Vayu'' ([[Ar]]) e ''Akasa'' (Espaço). Também são conhecidos como ''Panchabhootha'' (os cinco elementos).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Classical elements during the Middle Ages==&lt;br /&gt;
The idea of the classical elements was known during medieval times, and, like much [[Aristotle|Aristotelian]] dogma, composed a large part of the medieval world view. The Roman Catholic Church supported the [[Aristotle|Aristotelian]] concept of [[aether]] because it supported the [[Christianity|Christian]] view of earthly life as impermanent and [[heaven]] as eternal. References to the classical elements in medieval literature are numerous and can be seen in the work of ''many'' writers, including  Shakespeare:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Thou hast as chiding a nativity&lt;br /&gt;
:As '''fire, air, water, earth, and heaven can make''',&lt;br /&gt;
:To herald thee from the womb&lt;br /&gt;
::-PERICLES, from ''Pericles Prince of Tyre''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:The cock, that is the trumpet to the morn,&lt;br /&gt;
:Doth with his lofty and shrill-sounding throat&lt;br /&gt;
:Awake the god of day; and, at his warning,&lt;br /&gt;
:Whether in '''sea or fire, in earth or air''',&lt;br /&gt;
:The extravagant and erring spirit hies&lt;br /&gt;
:To his confine&lt;br /&gt;
::-HORATIO, from ''Hamlet, Prince of Denmark''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==A Astrologia e os Elementos Clássicos==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A [[Astrologia]] tem usado o conceito dos Elementos Clássicos desde a antigüidade até os dias atuais. Astrólogos mais modernos usam os quatro elementos clássicos extensamente, e indicam-nos como um ponto essencial na interpretação da [[Astrologia|carta natal]]. As correspondências para os doze signos do [[Zodíaco]] são as que seguem:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* '''Fogo''' -- 1 - [[Áries]]; 5 - [[Leão]]; 9 - [[Sagitário]]&lt;br /&gt;
* '''Terra''' -- 2 - [[Touro]]; 6 - [[Virgem]]; 10 - [[Capricórnio]]&lt;br /&gt;
* '''Ar''' -- 3 - [[Gêmeos]]; 7 - [[Libra]]; 11 - [[Aquário]]&lt;br /&gt;
* '''Água''' -- 4 - [[Câncer]]; 8 - [[Escorpião]]; 12 - [[Peixes]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
The elemental rulerships for the twelve [[Astrology|astrological sign]]s of the [[zodíaco]] (according to Marcus Manilius) are as follows:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*'''Fogo''' &amp;amp;#8212; [[Áries]], [[Leão]], [[Sagitário]] - hot, dry, ardent&lt;br /&gt;
*'''Terra''' &amp;amp;#8212; [[Touro]], [[Virgem]], [[Capricórnio]] - heavy, cold, dry&lt;br /&gt;
*'''Ar''' &amp;amp;#8212; [[Gêmeos]], [[Libra]], [[Aquário]] - light, hot, wet&lt;br /&gt;
*'''Água''' &amp;amp;#8212; [[Câncer]], [[Escorpião]], [[Peixes]] - wet, soft, cold&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
In [[Astrology|Western tropical astrology]], there are always 12 astrological signs; thus, each element is associated with 3 signs of the [[Zodiac]] which are always located exactly 120 degrees away from each other along the [[ecliptic]] and said to be in ''trine'' with one another.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Beginning with Aries the first sign which is a Fire sign, the next in line Taurus is Earth, then to Gemini which is Air, and finally to Cancer which is Water -- in Western astrology the sequence is always Fire, Earth, Air, &amp;amp; Water in that exact order.  This cycle continues on twice more and ends with the twelth and final [[Astrology|astrological sign]], [[Pisces]].  The following list should allow one to visualize this cycle better:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* 1 -- [[Áries]] - (''Cardinal'' '''Fogo'''): assertively, impulsively, selfishly.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* 2 -- [[Touro]] - (''Fixo'' '''Terra'''): resourcefully, thoroughly, indulgently.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* 3 -- [[Gêmeos]] - (''Mutável'' '''Ar'''): logically, inquisitively, superficially.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* 4 -- [[Câncer]] - (''Cardinal'' '''Água'''): tenaciously, sensitively, clingingly.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* 5 -- [[Leão]] - (''Fixo'' '''Fogo'''): generously, proudly, theatrically.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* 6 -- [[Virgem]] - (''Mutável'' '''Terra'''): practically, efficiently, critically.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* 7 -- [[Libra]] - (''Cardinal'' '''Ar'''): co-operatively, fairly, lazily.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* 8 -- [[Escorpião]] - (''Fixo'' '''Água'''): passionately, sensitively, anxiously.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* 9 -- [[Sagitário]] - (''Mutável'' '''Fogo'''): freely, straightforwardly, carelessly.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* 10 -- [[Capricórnio]] - (''Cardinal'' '''Terra'''): prudently, cautiously, suspiciously.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* 11 -- [[Aquário]] - (''Fixo'' '''Ar'''): democratically, unconventionally, detachedly.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* 12 -- [[Peixes]] - (''Mutável'' '''Água'''): imaginatively, sensitively, distractedly.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Elementos clássicos Chineses==&lt;br /&gt;
No taoísmo existe um sistema similar, que inclui Metal e Madeira mas exclui o [[Ar]]. Diferentes coisas na natureza são associadas com estes cincio tipos de elementos. Por exemplo, the five major [[planet]]s were named after the elements: [[Vênus]] é Metal, [[Júpiter]] é Madeira, [[Mercúrio]] é Água, [[Marte]] é Fogo e [[Saturno]] é Terra. A [[Lua]] também representa  [[Yin Yang|Yin]], o [[Sol]] representa [[Yin Yang|Yang]]. Yin e Yang e os cinco elementos são temas recorrentes no '''I Ching''', que é fortemente relacionado com a Cosmologia e Astrologia Chinesa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Ver também==&lt;br /&gt;
* [[Astrologia]]&lt;br /&gt;
* [[Alquimia]]&lt;br /&gt;
* [[Tetragrammatom]]&lt;br /&gt;
* [[Quatro humores]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==References==&lt;br /&gt;
* Wikipedia (2005). [http://en.wikipedia.org/wiki/Classical_element Classical element]. Retrieved February 25, 2005.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==External Links==&lt;br /&gt;
* [http://www.friesian.com/elements.htm The Proceedings of the Friesian School, Fourth Series: The Greek Elements]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Astrologia]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Magia]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Usu%C3%A1rio:Pedro_Lamarao&amp;diff=5567</id>
		<title>Usuário:Pedro Lamarao</title>
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		<updated>2007-02-07T18:38:58Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Estou aqui para garantir que a má qualidade não passe sem '''punição'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
Isto é ruim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estou escrevendo estas coisas aqui porque não há, aparentemente, o &amp;quot;Community Portal&amp;quot; que a Wikipedia tem, para discussão de assuntos aleatórios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se você acha que eu estou exagerando, então leia este trecho do artigo &amp;quot;Elementos&amp;quot; de 2007-02-07 16:00 -0300:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Esses cinco elementos são algumas vezes associados com os cinco sólidos platônicos: a esfera, o teraedron, o cubo, octedro e o icosaedro.&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alunos do ensino fundamental no Brasil aprendem que os cinco poliedros regulares são o tetraedro, o cubo, o octaedro, o dodecaedro e o icosaedro. Uma esfera '''não é''' um poliedro regular. Uma esfera não é, nem mesmo, um poliedro. Esse é o tipo de &amp;quot;pesquisa&amp;quot; que não pode acontecer. Isso é extremamente embaraçoso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Meus escritos sobre assuntos aleatórios estão em [http://pedrolamarao.blogspot.com/ pedrolamarao.blogspot.com].&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Hod&amp;diff=5566</id>
		<title>Hod</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Hod&amp;diff=5566"/>
		<updated>2007-02-07T18:22:21Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Contexto}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Imagem:Hod_symb.jpg|thumb|right]]&lt;br /&gt;
'''Título:''' Hod, Glória. ( Em hebraico: Hé, Vau, Daleth.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Imagem Mágica:''' Um hermafrodita.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Localização na Árvore:''' Na base do Pilar da Severidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Texto Yetzirático:''' 0 oitavo Caminho chama-se Inteligência Absoluta ou Perfeita, pois é o instrumento do Primordial, a não possui raízes, com as quais possa penetrar a implantar-se, salvo nos lugares ocultos de Gedulah, da qual emana sua essência característica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Nome Divino:''' Elohey Tzebaoth, o Deus das Hostes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Arcanjo:''' Miguel.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Coro Angélico:''' Beni Elohim, Filhos de Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Chakra Cósmico:''' Kokab, Mercúrio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Experiência Espiritual:''' Visão do esplendor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Virtude:''' Veracidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Vício:''' Falsidade. Desonestidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Correspondéncia no Microcosmo:''' Os quadris a as pernas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Símbolos:''' Nomes a versículos. Avental.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Cartas do Tarô:''' Os quatro oitos: Oito de Paus: rapidez; Oito de Copas: sucesso abandonado; Oito de Espadas: força diminuída; Oito de Ouros: prudência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Cor em Atziluth:''' Violeta-púrpura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Cor em Briah:''' Laranja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Cor em Yetzirah:''' Vermelho-roxo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Cor em Assiah:''' Preto-amarelado, salpicado de branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
I&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Os dois poderes primordiais do universo estão representados na Árvore da Vida por Chokmah a Binah, forças positiva a negativa. Afirmam os cabalistas que, embora toda Sephirah emane a Esfera que se lhe segue em ordem numérica, essas duas Supremas, uma vez estabelecida a Árvore, se refletem diagonalmente de um modo particular: Essa característica é claramente indicada no Texto Yetzirático dessa Sephirah, o qual afirma que Hod &amp;quot;não possui raízes com as quais possa penetrar a implantar-se, salvo nos lugares ocultos de Gedulah, da qual emana sua essência característica&amp;quot;. Gedulah, lembremos, é outro nome de Chesed.&lt;br /&gt;
2. Binah é o Dador de Forma. Chesed é anabolismo cósmico, a organização das unidades formuladas por Binah em estruturas complexas e interatuantes; Hod, o reflexo de Chesed, é por sua vez uma Sephirah de Forma, e representa esse princípio coagulador em outra Esfera.&lt;br /&gt;
3. Chokmah, por outro lado, é o princípio dinâmico; ela se reflete em Geburah, que é o Catabolismo Cósmico, representando a ruptura do complexo no simples, a qual libera energia latente; a isso se reflete novamente em Netzach, a força vital da Natureza.&lt;br /&gt;
4. É importante notar, para a compreensão das cinco Sephiroth inferiores, que o presente estágio de evolução representou algum grau de desenvolvimento da consciéncia humana nessas Esferas. Tiphareth representa a consciência superior, em que a individualidade se une à personalidade; Netzach a Hod simbolizam, respectivamente, os aspectos da força a da forma da consciéncia. Porque a consciência humana avançou um grau de desenvolvimento nessas Esferas, sua natureza puramente cósmica é consideravelmente excedida por suas influências; e, como a consciência humana, desenvolvendo-se em Malkuth, é uma consciência de formas derivada da experiência das sensações físicas, as condições de Malkuth se refletem, numa forma rarefeita, em Hod a Netzach, a em grau menor em Tiphareth; Yesod está ainda mais marcadamente condicionada pela influência amplificadora da Malkuth.&lt;br /&gt;
5. Isso se deve ao fato de que a mente de qualquer ser, tendo obtido um grau suficiente de desenvolvimento para alcançar uma vontade independente, opera objetivamente sobre seu meio e, dessa forma, o modifica. Ilustremos esse ponto por meio de um exemplo. As criaturas de desenvolvimento inferior, como as formas simples de vida que não têm poder motor, como as anêmonas, só podem exercer uma influência muito limitada sobre seu&lt;br /&gt;
meio; mas uma criatura de tipo superior a mais inteligente pode exercer uma influência muito grande sobre o meio ambiente, forçando-o, por sua inteligência a energia, a conformar-se à sua vontade, como quando um castor constrói um dique. Os seres humanos, a mais elevada de todas as criaturas da matéria, aprenderam a exercer uma influência profunda sobre seu meio, de modo que o globo terrestre está gradualmente se sujeitando à vontade do homem.&lt;br /&gt;
6. No que concerne a cada nível de consciência, as condiçôes são exatamente análogas. A mente realiza suas construções por meio do estofo mental a da natureza das forças espirituais do cosmo, exatamente como a anêmona retira sua substância da nutrição que a água lhe traz. Os tipos supepores de personalidade, contudo, são análogos aos tipos superiores de animals, porque podem, num grau crescente, de acordo com a sua energia a capacidade, influenciar o seu meio sutil; a mente edificada no estofo mental faz sentir seu poder no plano mental.&lt;br /&gt;
7. Observamos, ao tratar do plano astral - que é essencialmente o nível de função dos aspectos mais densos da mente humana -, que as forças e fatores desse plano se apresentam à consciência como formas etéreas de um tipo distintamente humano; e, se abordarmos o assunto filosoficamente, e não credulamente, teremos dificuldades para explicar como isso se dá. 0 iniciado, contudo, tem sua explicação. Ele declara que foi a própria mente humana que criou essas formas, representando para si mesmo essas forças naturais inteligentes como formas portadoras de um tipo humano, a raciocinando por analogia que, como elas são individualizadas, sua individualidade deve ter a mesma espécie de veículo para a manifestação que a sua própria individualidade.&lt;br /&gt;
8. Essa não é, naturalmente, uma constatação óbvia. De fato, essas formas de vida, quando deixadas a si próprias, terminam sua encamação nos fenômenos naturais, constituindo seus veículos coordenações de forças naturals, tais como um rio, uma cadeia de montanhas ou uma tempestade. Sempre que o homem entra em contato com o astral, seja como um sensitivo ou um mago, ele cria as formas à sua semelhança, para representá-las como forças sutis, fluídicas, a assim entrar em contato com elas, compreendendo-as e submetendo-as à sua vontade. Ele é uma verdadeira criança da Grande Mãe, Binah, a leva suas propensões naturais para organizar a construir forma a qualquer plano que seja capaz de exaltar-lhe a consciência.&lt;br /&gt;
9. As formas percebidas no plano astral por aqueles que são capazes de vê-las são as formas produzidas pela imaginação humana para representar essas forças naturais sutis que pertencem a formas de evolução diferentes da&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
nossa. As inteligências de outras formas de evoluçâo que não a humana, se entram em contato conosco, podem às vezes ser persuadidas a fazerem use dessas formas, assim como um homem pode pôr um escafandro a descer para outro elemento. Um certo tipo fundamental de magia se dedica a fazer essas formas e a induzir as entidades a animá-las.&lt;br /&gt;
10. Consideremos o que ocorre quando tal processo está em ação. 0 homem primitivo, que é muito mais sensível do que o homem civilizado, devido ao fato de sua mente não estar tão elaboradamente organizada pela educação, percebe intuitivamente que há algo sutil atrás de uma unidade altamente complexa de força natural que a diferencia de qualquer outra unidade. Os homens percebem subconscientemente esse aspecto num grau muito maior do que querem admitir; a não é por obra do simples acaso que damos nomes femininos aos furacões, ou chamamos, em inglês, os rios de &amp;quot;pal&amp;quot;. Um selvagem, que sente essa vida que existe por trás dos fenômenos, tenta fazer contato com ela para poder aliar-se-lhe. Como não pode, obviamente, esperar conquistá-la, ele precisa achegar-se a ela, assim como o faria com outras vidas estranhas animadas nos corpos de outra tribo. Para entrar em acordo com alguém, precisamos parlamentar. Não se pode entrar em acordo com pessoas que não parlamentam. 0 selvagem imagina, raciocinando por seu próprio método primitivo de analogia, que os seres por trás dos fenômenos repousam num reino semelhante àquele em que sua própria vida onínca ocorre; como os sonhos diurnos são estreitamente afros aos sonhos noturnos, a têm a vantagem de estar submetidos à vontade, ele tenta aproximar-se desses seres de outra esfera penetrando-lhes o reino; ou seja, ele fabrica no sonho diurno ou na fantasia a aproximação mais estreita de que é capaz com as visões da noite, e, se consegue alcançar um alto grau de concentraçâo, é capaz de fechar sua consciência desperta a penetrar voluntariamente no estado onírico, formulando um sonho regido por sua própria vontade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
11. Para conseguir esse propósito, ele formula em sua imaginação um retrato mental que visa representar o ser que é o gêmo governante do fenômeno natural com que deseja entrar em acordo; ele o formula muitas e muitas vezes; ele o adora; ele o reverencia; ele o invoca. Se a invocação é suficientemente fervorosa, o ser que está buscando o ouvirá telepaticamente e poderá interessar-se pelo que ele está fazendo; se sua adoração a os sacrifícios lhe são agradáveis, poderá obter sua cooperação. Aos poucos, ele pode ser domado a domesticado; e, por fim, pode ser persuadido a animar, de tempos em tempos, a forma que se construiu com o estofo mental à guisa de veículo. 0 sucesso dessa operação depende, naturahnente, do grau em que o&lt;br /&gt;
adorador aprecia a natureza do ser invocado, a ele só pode fazê-to na medida em que o seu próprio temperamento partilhar dessa natureza.&lt;br /&gt;
12. Se esse processo tem êxito, conseguimos, então, a domesticação de uma parte da vida da Natureza, encamando-a na forma pela qual os seus adoradores a conhecem. Enquanto a forma astral se mantém viva pelo tipo apropriado de adoração empreendido pelos adoradores com a necessária capacidade para entrar em comunhão com essa espécie de vida, dispomos de um deus encarnado, que desceu ao âmbito da percepção humana. Cessando a adoraçáo, o deus se retira para sua morada no seio da Natureza. Se existem outros adoradores, contudo, que possuem o conhecimento necessáno para edificar uma forma em consonância com a natureza da vida que deve ser invocada, e a simpatia imaginativa necessária para invocá-la, é algo relativamente simples atrair uma vez mais à forma a vida que estava acostumada a animá-la; não mais difícil, do que apanhar, com uma cesta de aveia, um cavalo que vive em estado selvagem nos pastos.&lt;br /&gt;
13. Poder-se-á dizer que tudo isso não passa de especulação fantástica a puro dogmatismo. Como posso eu saber que é esse o modo pelo qual agia o homem primitivo? Porque é esse o método de ação que a tradição secreta dos Mistérios nos transmitiu desde tempos imemoriais, a porque, quando esse método é empregado por alguém que adquiriu o grau necessário de habilidade na concentração a conhece os símbolos que são utilizados para constituir as diferentes formas, esse mesmo método mostra sua validade, e a chama do altar atrai novamente os Velhos Deuses. Resultados definidos se produzem na consciência dos adoradores; e, se eles emprestam a técnica do espiritista a se podem recorrer a um médium materializador, fenômenos de um tipo bem definido podem ser produzidos.&lt;br /&gt;
14. Esse método é empregado nos trabalhos da Missa pelos sacerdotes que têm o conhecimento. Existem dois tipos de sacerdotes na Igreja Romana: o clérigo paroquial a os homens que pertencem a ordens monásticas. Esses monges empregam freqüentemente, no trabalho da Missa, um altíssimo grau de poder mágico, como qualquer sensitivo pode testemunhar. 0 ato da transubstanciação é, na verdade, a animação de uma forma astral com força espiritual. É no conhecimento dessas coisas a na posse de corpos organizados de homens a mulheres treinados em sua utilização nas ordens monásticas que reside a força da Igreja Católica a Apostólica; é a ausência Jesse conhecimento interior que constitui a fraqueza Jas comunhões cismáticas, ausência que toma os rituais anglicanos, mesmo quando operados com todo o cerimonial, tão diferentes como a água do vinho, quando comparados com os rituais romanos; pois os homens que os operam não têm qual-&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
quer conhecimento das operações secretas tradicionais da comunhão romana, a não são treinados na técnica da visualização. Não sou católica, a jamais o serei, porque não me submeteria à sua disciplina, nem acredito que haja apenas Um Nome sob os céus por meio do qual os homens se possam salvar, embora eu reverencie esse Nome, mas reconheço o poder quando o vejo, e o respeito.&lt;br /&gt;
15. Mas o poder da Igreja Romana não repousa nos documentos, e sim na função. Ela é poderosa não porque Pedro recebeu as Chaves (e é provável que ele não as tenha recebido), mas porque ela conhece seu trabalho. Não há razão que impeça os sacerdotes da Comunhão Anglicana de operarem com o poder se eles aplicarem os princípios que expliquei nestas páginas. Na Sociedade do Mestre Jesus, que é parte de minha própria organização, a Fratemidade da Luz Interior, rezamos a Missa com o poder porque aplicamos esses princípios. Quando começamos, ofereceram a Sucessão Apostólica aos nossos oficiantes, mas nós a recusamos, porque sentimos que seria melhor utilizar nosso conhecimento para fazer novamente os contatos por nossa conta do que receber a Sucessão Apostólica de uma fonte que não estava acima de suspeitas - e a experiência justificou a nossa escolha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
II&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
16. Para compreendermos plenamente a filosofia da Magia, devemos lembrar que uma Sephirah isolada não é funcional; a função supõe sempre um par de opostos em equilíbrio, que resulta numa terceira Esfera equilibrada que é funcional. 0 par de opostos em si não é funcional porque ele se neutraliza mutuamente; só quando se une com a força equilibrada para fluir por uma terceira Esfera, segundo o simbolismo do Pai, da Mãe a do Filho, alcança o par a atividade dinâmica, distinta da força latente que está encerrada nele à espera da invocação.&lt;br /&gt;
17.0 triângulo funcional da Tríade Superior consiste em Hod, Netzach a Yesod. Hod a Netzach, como já observamos, são, respectivamente, Forma a Força no plano astral. Yesod é a base da substância etérea, Akasha, ou a Luz Astral, como é às vezes chamada. Hod é especialmente a Esfera da Magia, porquanto é a Esfera da formulação de formas, a é, por conseguinte, a Esfera na qual o mago realmente opera, pois é sua mente que formula as formas a sua vontade que reúne as forças naturais da Esfera de Netzach que animam essas formas. Note-se, contudo, que sem os contatos de Netzach, o aspecto da força do astral, a animação não poderia ocorrer; e,&lt;br /&gt;
em Netzach, sendo essa a Esfera das emoções, os contatos se fazem por meio da simpatia. 0 poder da vontade projeta o mago para fora de Hod, mas apenas o poder da simpatia pode colocá-to em Netzach. Uma pessoa fria a de vontade dominadora não pode se tomar um adepto que trabalha com o poder, assim como não o pode uma pessoa fluidicamente simpática de pura emoção. 0 poder da vontade concentrada é necessário para que o mago enfrente sua obra, mas o poder da simpatia imaginativa é essencial para que esses contatos se façam. Pois é apenas através de nosso poder para entrar imaginativamente na vida dos tipos de existência diversos do nosso que podemos entar em contato com as forças da natureza. Tentar dominá-las pela Aura vontade, amaldiçoando-as pelos poderosos Nomes de Deus se elas resistem, é pura feitiçaria.&lt;br /&gt;
18. Como já observamos, é por meio dos fatores correspondentes em nossos próprios temperamentos que entramos em contato com as forças da Natureza. É a Vênus interior que nos põe em contato com as influências simbolizadas por Netzach. É a capacidade mágica de nossa própria mente que nos pôe em contato com as forças da Esfera de Hod-Mercúrio-Thoth. Se em nossa própria natureza não existe Vênus a nenhuma capacidade para responder ao chamado do amor, as portas da Esfera de Netzach jamais se abrirão para nós a nunca receberemos a sua iniciação. Da mestna maneira, se não temos qualquer capacidade mágica, que é o trabalho da imaginação intelectual, a Esfera de Hod será um livro fechado para nós. Só podemos operar numa Esfera depois de termos recebido a iniciação dessa Esfera, a qual, na linguagem dos Mistérios, confere os seus poderes. Na operação técnica dos Mistérios, essas iniciações são concedidas no plano físico por meio do cerimonial, que pode ou não ser efetivo. 0 ponto fundamental da questão reside no fato de que não podemos despertar uma atividade que já não existe em estado latente. A vida é o verdadeiro iniciador; as experiências da vida estimulam o funcionamento das capacidades de nossos temperamentos no grau em que as possuímos. A cerimônia da iniciação a os ensinamentos dadòs nos diversos graus têm por objetivo apenas tornar consciente o que era anteriormente subconsciente, a submeter ao controle da vontade, dirigida pela inteligência superior, as capacidades de reação desenvolvidas que até então só responderam cegamente aos estímulos apropriados.&lt;br /&gt;
19. Cumpre lembrar que é apenas na proporção em que nossas capacidades de reação se elevam acima da Esfera dos reflexos emocionais a se colocam sob o controle racional que podemos transformá-las em poderes mágicos. Apenas quando o aspirante - tendo a capacidade de responder em todos os planos, ao chamado de Vênus, pode recusar-se com facilidade a sem&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
esforço à vontade de responder é que ele pode se iniciar na Esfera de Netzach. Eis por que se diz que o adepto utiliza todas as coisas, mas não depende de nada.&lt;br /&gt;
20. Esses conceitos são claros para aqueles que têm olhos para ver o simbolismo de Hod. O Texto Yetzirático declara que Hod é a Inteligência Perfeita porque é o instrumento do Primordial. Em outras palavras, é o poder em equilíbrio, pois a palavra &amp;quot;instrumento&amp;quot; implica uma posição intermediária entre dois extremos.&lt;br /&gt;
21. 0 conceito da reação a da satisfação inibidas está expresso no título do Oito de Copas do Tarô, cujo nome secreto é &amp;quot;Sucesso Abandonado&amp;quot;. 0 naipe de Copas do Tarô, no simbolismo do Tarô, está sob a influência de Vênus a representa os diferentes aspectos a influências do amor. O &amp;quot;Sucesso Abandonado&amp;quot;, a inibição da reação instintiva, que daria a satisfação - em outras palavras, a sublimação -, é a chave dos poderes de Hod. Mas lembremos que a sublimação não é a mesma coisa que a repressão ou a erradicação, e se aplica ao instinto de autopreservação, assim como ao instinto de reprodução, com o qual a mente popular a associa exclusivamente.&lt;br /&gt;
22.0 mesmo conceito reaparece no título secreto do Oito de Espadas, que é &amp;quot;0 Senhor da Força Diminuída&amp;quot;. Temos, nessas palavras, uma clara imagem da suspensão a retenção do poder dinâmico que procuramos controlar.&lt;br /&gt;
23. No Oito de Ouros, que representa a natureza de Hod manifesta no plano material, temos o Senhor da Prudência - que é também uma influência restritiva. Mas essas três cartas negativas se resumem sob o governo do Oito de Paus, que representa a ação da Esfera de Hod no plano espiritual, e essa carta recebe o nome de Senhor da Rapidez.&lt;br /&gt;
24. Vemos, pois, que é pelas inibições a restriçôes nos planos inferiores que á energia dinámica do plano superior pode ser utilizada. É na Esfera de Hod que a mente racional impõe essas inibições à natureza animal dinámica da alma, condensando-as, formulando-as a dirigindo-as por meio de sua linútação a impedindo-lhes a difusão. É essa operação da Magia que trabalha com os símbolos. Por meio dela, as forças naturais livres são reprimidas a dirigidas aos fins desejados. Esse poder de direção a controle só pode ser obtido pelo sacrifício da fluidez, a Hod é, por conseguinte, justamente considerado como o reflexo de Binah através de Chesed.&lt;br /&gt;
25. Tendo considerado os princípios gerais da Esfera de Hod, podemos agora considerar em detalhes o seu simbolismo.&lt;br /&gt;
26. 0 significado da palavra hebraica Hod é Glória, o que sugere de pronto à mente que, nessa Sephirah, a primeira Esfera em que as formas estão definitivamente organizadas, o esplendor do Primordial se revela à cons~ns&lt;br /&gt;
ciência humana. Os físicos nos dizem que a luz só se manifesta como azul no céu devido à refração das partículas de pó na atmosfera. Uma atmosfera absolutamente sera pó seria completamente negra. Ocorre o mesmo na metafísica da Árvore. A glória de Deus só pode brilhar na manifestação quando existem formas que a manifestam.&lt;br /&gt;
27. A Imagem Mágica de Hod concede um tema muito interessante para meditação. Aqueles que compreenderam o signiflcado das páginas anteriores verão até que ponto a natureza dinámica a formal do trabalho mágico está resumida no símbolo do ser em que se combinam os elementos masculino a feminino.&lt;br /&gt;
28. Hod é essencialmente a Esfera das formas animadas pelas forças da natureza; e, inversamente, é a Esfera em que as forças da natureza assumem uma forma sensível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
29. O Texto Yetzirático já foi extensamente comentado e, quanto a esse assunto, o leitor deverá reportar-se a ele.&lt;br /&gt;
30. O Nome Divino de Hod, Elohim Tzabaoth, Deus das Hostes, contém o símbolo hermafrodita de modo muito interessante, pois a palavra Elohim é um substantivo feminino com um plural mascuiino, indicando, assim, segundo a maneira dos cabalistas, que ela representa um tipo duplo de atividade ou de força que funciona por meio de uma organização. As três Sephiroth do Pilar Negativo da Árvore têm a palavra Elohim como parte do Nome Divino. Tetragrammaton Elohim em Binah; Elohim Gebor em Geburah; e Elohim Tzabaoth em Hod.&lt;br /&gt;
31. A palavra Tzabaoth significa hoste, ou armada. Temos, assim, a idéia da Vida Divina que se manifesta em Hod por meio de uma hoste de formas animadas com força, em oposição à atividade fluídica de Netzach.&lt;br /&gt;
32. A atribuiçáo do poderoso arcanjo Miguel a Hod oferece-nos um tema muito interessante para reflexão. Esse arcanjo é comumente representado pisoteando uma serpente a atravessando-a com uma espada, a tendo em mãos um par de balanças, símbolo do equilíbrio, que expressa a mesma idéia do Texto Yetzirático, &amp;quot;Instrumento do Primordial&amp;quot;.&lt;br /&gt;
33. A serpente pisoteada pelo grande Arcanjo é força primitiva, a serpente fálica dos freudianos; a esse hieróglifo nos ensina que é a &amp;quot;prudência&amp;quot; restritiva de Hod que &amp;quot;amortece&amp;quot; a força primitiva, impedindo-a de ultrapassar os seus limites. A Queda, devemos lembrar, é representada na Árvore pela Grande Serpente, que ultrapassa os limites colocados para ela e ergue suas sete cabeças coroadas até Daath. É muito interessante observar a maneira pela qual os símbolos se interpenetram, reforçando-se a esclarecendo-se mutuamente, a fornecendo os seus frutos à contemplação do cabalista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
34. O coro angélico que opera em Hod é o dos Beni Elohim, os Filhos dos Deuses. Temos novamente o conceito dos &amp;quot;Deuses das Hostes&amp;quot;, ou armadas. Um dos conceitos mais importantes da ciência arcana diz respeito à operação do Criador por meio dos intermediários. O não-iniciado e o profano imaginam que Deus trabalha como um pedreiro, juntando tijolos com as próprias mãos a levantando o edifício; mas o iniciado concebe Deus como o Grande Arquiteto do Universo, que desenha Seus projetos no plano dos arquétipos e a Quem recorrem os videntes, os arcanjos, em busca de instrução, dirigindo as armadas dos operários humildes que assentam pedra sobre pedra de acordo com o plano arquetípico do Superior. Constrói o arquiteto com as suas próprias mãos? Não; a tampouco assim foi quando o universo estava sendo edificado.&lt;br /&gt;
35. O chakra cósmico, como já observamos, é Mercúrio, a já analisamos o seu simbolismo como Hermes-Thoth.&lt;br /&gt;
36. A experiência espiritual atribuída a essa Sephirah é a Visão do Esplendor, que é a compreensão da glória de Deus manifesta no mundo criado. O iniciado de Hod vê além das aparências das coisas criadas a percebe o seu Criador; e, na compreensão do esplendor da Natureza como a veste do Inefável, ele recebe a sua iluminação a se toma um co-operador do Grande Artífice. É essa compreensão das forças espirituais que manipulam todas as manifestações a aparições que é a chave dos poderes de Hod tal como são eles considerados na Magia da Luz. É formando-se um canal para essas forças que o Mestre da Magia Branca ordena as Esferas de Força Desequilibrada, não utilizando os poderes para sua vontade pessoal. Ele é o equilibrador do desequilibrado, não o manipulador arbitrário da natureza.&lt;br /&gt;
37. Nessa esfera, que é a Esfera de Mercúrio-Hermes, deuses da ciência a dos livros, vemos claramente que a virtude suprema é a veracidade, e que o aspecto contrário dessa Sephirah é aquele que Mercúrio revela em seu aspecto como deus dos ladrões a dos trapaceiros astutos. Na ética esotérica, acredita-se que cada plano tem o seu padrâo de certo a errado. O padrão do plano físico é a força; o padrão do plano astral é a beleza; o padrão do plano mental é a verdade; e o padrão do plano espiritual é o certo e o errado, tal como entendemos esses termos; portanto não existe ética, a não ser em termos de valor espiritual; tudo o mais é transitório. Na Esfera que é essencialmente a Esfera da mente concreta, é lógico que a Cabala lhe atribua como virtude suprema a veracidade.&lt;br /&gt;
38. A correspondência no Microcosmo estabelece-se entre os quadris e as pernas, de acordo com a regência astrológica do planeta Mercúrio.&lt;br /&gt;
39. Os símbolos associados a Hod são os nomes, os versículos e o&lt;br /&gt;
avental. Os nomes são as Palavras de Poder por meio das quais o mago resume a evoca na consciência as potências multiformes dos Beni Elohim. Esses nomes não são, em absoluto, vocábulos arbitrários a bárbaros, sem etimologia ou significado. São fórmulas filosóficas. Em alguns casos, sua interpretação é etimológica, como no caso das divindades egípcias, cujos nomes se baseiam nos nomes das forças que servem para designar forças complexas. Em todos os sistemas mágicos, contudo, que têm sua raiz na Cabala, os nomes mágicos se baseiam no valor numérico das consoantes deste ou daquele alfabeto sagrado; há uma Cabala grega, uma árabe a uma copta, além da bem conhecida hebraica. Essas consoantes, quando substituídas pelos números apropriados, fornecem uma cifra, que pode ser manipulada matematicamente de diversas maneiras. Alguns desses meios estáo de acordo com os métodos da matemática pura, e o resultado volta a se traduzir em letras, revelando correspondências muito interessantes com os nomes das forças similares ou conexas. Esse é um aspecto muito curioso da tradição cabalística, e, nas mãos de mestres experientes, fornece resultados interessantes; mas pode, ao contrário, conduzir o inexperiente ao abismo, porque não há limite para as combinações, a apenas um profundo conhecimento dos princípios pode dizer-nos quando as analogias são legítimas ou não, impedindo-nos de cair na credulidade a na superstição.&lt;br /&gt;
40. Os versículos são frases mântricas, a um mantra é uma frase sonora que, quando repetida indefinidamente à maneira de um rosário, opera sobre a mente como uma forma especial de auto-sugestão - cuja psicologia é por demais complexa para que dela possamos aqui nos ocupar.&lt;br /&gt;
41. 0 avental evoca associações imediatas para os iniciados do Sábio Salomão; ele é o traje característico do iniciado nos Mistérios Menores, que é sempre qualificado figurativamente como um pedreiro, isto é, um construtor de formas, a como a Sephirah Hod é a Esfera das operações dos construtores de formas mágicas, o símbolo que lhe corresponde é bastante pertinente. 0 avental cobre a oculta o centro lunar de Yesod, que estudaremos em seu devido tempo. Como já observamos, Yesod é o aspecto funcional do par de opostos do plano astral.&lt;br /&gt;
42. Já estudamos, em páginas anteriores, os quatro oitos das cartas do&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tarô, atribuídos a essa Sephirah.&lt;br /&gt;
43. Para concluir, temos em Hod a Esfera da Magia Formal, distinta do simples poder mental. As formas que são construídas pelo mago que trabalha com as forças da Natureza são os Beni Elohim, os Filhos dos Deuses.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== As Sephiroth ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;table width=&amp;quot;100%&amp;quot; border=&amp;quot;0&amp;quot; cellspacing=&amp;quot;5&amp;quot; cellpadding=&amp;quot;0&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;tr&amp;gt;&amp;lt;td width=&amp;quot;20%&amp;quot;&amp;gt;[[Kether]]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td width=&amp;quot;20%&amp;quot;&amp;gt;Coroa&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td width=&amp;quot;26%&amp;quot;&amp;gt;[[Primum Mobile]]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td width=&amp;quot;17%&amp;quot;&amp;gt;[[Ipsissimus]]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;[[Chochmah]]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Sabedoria&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;[[Zodíaco|Esfera do Zod&amp;amp;iacute;aco]]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;[[Magus]]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;[[Binah]]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Entendimento&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;[[Planetas|Esfera de Saturno]]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;[[Magister Templi]]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;[[Chesed]]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Miseric&amp;amp;oacute;rdia&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;[[Planetas|Esfera de J&amp;amp;uacute;pter]]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;[[Planetas|Esfera de Marte]]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;[[Planetas|Esfera do Sol]]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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    &amp;lt;td&amp;gt;Vit&amp;amp;oacute;ria&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
    &amp;lt;td&amp;gt;[[Planetas|Esfera de V&amp;amp;ecirc;nus]]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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    &amp;lt;td&amp;gt;Gl&amp;amp;oacute;ria&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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    &amp;lt;td&amp;gt;[[Zelator]]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
  &amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
  &amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
    &amp;lt;td&amp;gt;[[Malkuth]]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
    &amp;lt;td&amp;gt;Reino&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
    &amp;lt;td&amp;gt;[[Elementos|Esfera dos Elementos]]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
    &amp;lt;td&amp;gt;[[Ne&amp;amp;oacute;fito]]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
  &amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/table&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=B%C3%ADblia&amp;diff=5565</id>
		<title>Bíblia</title>
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		<updated>2007-02-07T18:19:39Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: copy-editing&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Image:Genesis in a Tamil bible from 1723.jpg|thumb|right|Livro do Gênesis em uma '''Bíblia''' de 1723]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A palavra '''Bíblia''' significa &amp;quot;livros&amp;quot;, e vem do grego (língua em que foi escrito o Novo Testamento) &amp;quot;tà bíblia&amp;quot; - ou seja, os livros. O plural justifica-se pelo fato de a Bíblia não ser um livro somente, mas uma biblioteca composta de 66 livros, sendo que 39 pertencem ao Antigo Testamento e 27 ao Novo Testamento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Bíblia aprovada pela Igreja Católica contém 73 livros, isto é, 7 livros a mais que as Bíblias não católicas. Esses são os ditos livros Deuterocanónicos, considerados apócrifos por evangélicos e judeus em geral. Os livros deuterocanónicos são os seguintes: Tobias, Judite, I Macabeus, II Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico (ou Sirácida) e Baruc. Possui, ainda, adições nos livros de Ester e Daniel.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os cristãos acreditam que estes homens escreveram a Bíblia inspirados por Deus e por isso consideram que a Bíblia é a Escritura Sagrada. No entanto, nem todos os cristãos acreditam que a Bíblia deve ser interpretada de forma literal, e muitos consideram que muitos dos textos da Bíblia são textos metafóricos ou que são textos datados que faziam sentido no tempo em que foram escritos, mas foram perdendo actualidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alguns cristãos acreditam que a Bíblia é a Palavra de Deus, portanto ela é mais do que apenas um livro, é a vontade de Deus escrita para a humanidade. Para esses cristãos nela, e apenas nela, se encontram as respostas para os problemas da humanidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os não crentes vêem a Bíblia como um livro comum, com importância histórica e que reflecte a cultura do povo que os escreveu. Os não crentes recusam qualquer origem divina para a Bíblia e consideram que a Bíblia deve ter pouca ou nenhuma importância na vida moderna, ainda que na generalidade se reconheça a sua importância na formação da civilização ocidental (apesar de a Bíblia ter origem no oriente). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Independente quanto à visão que este ou aquele grupo têm da Bíblia, o que mais chama a atenção neste livro é a sua influência em toda história ocidental e mundial, por ela nações nasceram (Estados Unidos da América etc.), foram destruidos (Incas, Maias, etc), o calendário foi alterado (Calendário Gregoriano), entre outros fatos que ainda nos dias de hoje alteram e formatam nosso tempo. Sendo também o livro mais lido, mais pesquisado e mais publicado em toda história da humanidade, boa parte das línguas e dialetos existentes já foram alcançados por suas traduções. Por sua inegável influência no mundo ocidental, cada grupo religioso oferece a sua interpretação, muitas vezes de forma a perverter seus sentidos, sem a utilização da Hermenêutica.&lt;br /&gt;
{{cristianismo}}&lt;br /&gt;
==As línguas bíblicas==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foram utilizadas três línguas diferentes na escrita dos diversos livros da Bíblia: o hebraico, o grego e o aramaico. Em hebraico foi escrito todo o Antigo Testamento, com excepção dos livros chamados deuterocanónicos, e de alguns capítulos do livro de Daniel, que foram redigidos em aramaico. Em grego, além dos já referidos livros deuterocanónicos do Antigo Testamento, foi escrito todo o Novo Testamento.&lt;br /&gt;
O hebraico utilizado na Bíblia não é todo igual. Encontramos nalguns livros o hebraico clássico (Ex. livros de Samuel e Reis), noutros um hebraico mais rudimentar e noutros ainda, nomeadamente os últimos a serem escritos, um hebraico elaborado, com termos novos e influência de outras línguas circunvizinhas.&lt;br /&gt;
O grego do Novo Testamento, apesar das diferenças de estilo entre os livros, corresponde ao chamado grego Koiné, istó é, o grego comum falado então mais ou menos em todo o oriente do Império Romano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== As versões da Bíblia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar da antiguidade dos livros bíblicos, os manuscritos mais antigos que possuímos datam a maior parte dos sécs. III-IV. Tais manuscritos são o resultado do trabalho de copistas que, durante séculos, foram fazendo cópias dos textos, de modo a serem transmitidos às gerações seguintes. Transmitido por um trabalho desta natureza o texto bíblico, como é óbvio, está sujeito a erros e modificações, involuntários ou voluntários, dos copistas, o que se traduz na coexistência, para um mesmo trecho bíblico, de várias versões que, embora não afectem grandemente o conteúdo, suscitam diversas leituras e interpretações dum mesmo texto. O trabalho desenvolvido por especialistas que se dedicam a comparar as diversas versões e a seleccioná-las, publicando os resultados, denomina-se Crítica Textual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A grande fonte hebraica para o Antigo Testamento é o chamado Texto Massorético. Trata-se do texto hebraico fixado ao longo dos séculos por escolas de copistas, chamados Massoretas, que tinham como particularidade um escrúpulo rigoroso na fidelidade da cópia ao original. O trabalho dos massoretas, de cópia e também de vocalização do texto hebraico (que não tem vogais, e que, por esse motivo, ao tornar-se língua morta, necessitou de as indicar por meio de sinais), prolongou-se até ao séc. VIII d.C. Pela grande seriedade deste trabalho, e por ter sido feito ao longo de séculos, o Texto Massorético (abreviatura: TM) é considerado a fonte mais autorizada para o texto hebraico bíblico original.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, outras versões do Antigo Testamento têm importância, e permitem suprir as deficiências do texto Massorético. É o caso do Pentateuco Samaritano (os samaritanos eram uma comunidade étnica e religiosa separada dos judeus, que tinham culto e templo próprios, e que só aceitavam como livros sagrados os do Pentateuco), e principalmente a chamada versão dos Setenta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Bíblia dos Setenta, ou Septuaginta (abreviatura: LXX), designa a tradução grega do Antigo Testamento, elaborada entre os séculos IV e II a.C., provavelmente no Egipto. O seu nome deve-se à lenda que referia ter sido essa tradução um resultado milagroso do trabalho de 70 sábios, e que pretende exprimir que não só o texto, mas também a tradução, fora inspirada por Deus. A versão dos LXX é a mais antiga versão do Antigo Testamento que conhecemos. A sua grande importância provém também do facto de ter sido essa a versão da Bíblia utilizada entre os cristãos, desde o início, e a que é citada na grande parte do Novo Testamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Da versão dos LXX fazem parte, além dos livros da Bíblia Hebraica, os deuterocanónicos (aceites pela Igreja Católica, mas não por judeus nem protestantes), e alguns apócrifos (não aceites como sagrados por nenhuma das religiões ou Igrejas).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Novo Testamento, escrito em grego, encontra-se em muitos manuscritos, que apresentam muitas variantes. Diferentemente do Antigo Testamento, não há para o Novo Testamento uma versão a que se possa chamar, por assim dizer, normativa. Há contudo alguns manuscritos mais importantes, pelas sua antiguidade ou credibilidade, e que são o alicerce da Crítica Textual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma outra versão com importância é a chamada Vulgata, ou seja, a tradução latina de São Jerónimo, elaborada no séc. IV-V, e que foi utilizada durante muitos séculos pelas Igrejas Cristãs do ocidente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Livros da Bíblia==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Bíblia é um conjunto de escritos muito antigo. Foi composta ao longo de um período de cerca de 1500 anos por uns 40 homens das mais diversas profissões, origens culturais e classes sociais, segundo a tradição. No entanto, exegetas cristãos divergem cada vez mais sobre a autoria e a datação das obras. Ela teria começado a ser escrita por volta de 1500 a.C. e recebido o último retoque nos textos em 100 d.C., tendo o cânone sendo fixado em definitivo bem posteriormente (existem teorias controversas) e a divisão em capítulos e versículo que conhecemos hoje deve ter surgido em 1550 ou 1600 d.C.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É quase um consenso de que a maioria delas foi escrita ou por pessoas que elegeram patronos, ou coletivamente e ao longo dos séculos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Antigo Testamento===&lt;br /&gt;
=====[[Pentateuco]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gênesis - Êxodo - Levítico - Números - Deuteronómio&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====Livros Históricos=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Josué - Juízes - Rute -  I Samuel - II Samuel - I Reis - II Reis - I Crônicas - II Crônicas - Esdras - Neemias - Tobias - Judite - Ester - Macabeus&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====Livros Poéticos e Sapienciais=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jó (ou Job) - Salmos - Provérbios - Eclesiastes (Coélet) - Cânticos dos Cânticos - Sabedoria - Eclesiástico (Sirácida)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====Livros Proféticos=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isaías - Jeremias - Lamentações - Baruc - Ezequiel - Daniel - Oséias - Joel - Amós - Obadias (ou Abdias) - Jonas - Miquéias - Naum - Habacuque (ou Habacuc) - Sofonias - Ageu - Zacarias - Malaquias&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Novo Testamento===&lt;br /&gt;
=====Evangelhos Sinópticos, Cartas Paulinas=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mateus - Marcos - Lucas - João - Atos dos Apóstolos - Romanos - I Coríntios - II Coríntio] - Gálatas - Efésios - Filipenses - Colossenses - I Tessalonicenses - II Tessalonicenses - I Timóteo - II Timóteo - Tito - Filémon - Hebreus - Tiago - I Pedro - II Pedro - I João - II João - III João - Judas - Apocalipse&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Deuterocanônicos===&lt;br /&gt;
=====Livros apócrifos (ou pseudoepígrafos)=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tobias -  Judite - I Macabeus - II Macabeus - Sabedoria - Eclesiástico - Baruc - Adições em Ester - Adições em Daniel&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Inspiração divina==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na segunda epístola do apóstolo Paulo a Timóteo, (Capítulo 3 e versículo 16) encontra-se a afirmação de que a Bíblia teria sido inspirada por Deus. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diferente dos livros de mitologia, os assuntos narrados na Bíblia são geralmente ligados a datas e a personagens históricos (de facto, verifica-se que muitas personagens bíblicas até há pouco tempo consideradas fictícias, como reis, existiram realmente). Há, no entanto, personagens cuja real existência e/ou atos praticados dependem exclusivamente da fé proferida por cada um, como Adão, Eva e seus descendentes diretos.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A bíblia é um texto, acima de tudo doutrinário. Apesar de se assumir como um texto que revela directamente o conhecimento de Deus para os homens, o que é totalmente contrário à visão científica e experimental, algumas pessoas pretendem demonstrar a validade das escrituras por uma pretensa exactidão científica. No entanto, se, por um lado Jó (Job), um famoso personagem bíblico, afirmou que a Terra flutua no espaço sobre o vazio (Jó 26:7), contrariando as crença da época (como a de que a Terra seria suportada por animais fabulosos, como elefantes), também é verdade que os textos bíblicos serviram para &amp;quot;refutar&amp;quot; os dados da experiência e as teorias científicas de cientistas como Galileu Galilei e Charles Darwin. Por exemplo, a Bíblia  possuí referências atribuídas à teoria geocêntrica no relato de uma batalha de Josué (onde Deus faz &amp;quot;parar o Sol&amp;quot;).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A interpretação da bíblia varia de religião para religião, de grupo para grupo, e de leitor para leitor. Por isso, enquanto que para alguns movimentos religiosos e pessoas em particular, o relato do Génesis sobre a criação é aceitável ou mesmo verdadeiro - havendo mesmo uma crítica acérrima aos dados empíricos que fundamentam a teoria da evolução -, para outros, o relato é apenas um poema que acentua o papel de Deus como criador, que não deve ser lido de forma literal mas, apenas, metafórica e adaptada ao contexto histórico em que foi escrito. A Igreja católica, por exemplo, aceita hoje a teoria da evolução, propondo uma interpretação metafórica do texto bíblico. Da mesma forma, há quem defenda que o relato da &amp;quot;paragem&amp;quot; do sol, já referida, no livro dos Juízes deve-se a um hebraísmo - uma figura de estilo do hebraico que não é traduzível para outras línguas, ou que o ataque da Igreja católica à teoria heliocêntrica de Copérnico e Galileu se deve apenas ao erro de interpretação da hierarquia católica e não ao próprio texto bíblico. Há que notar que a interpretação de um texto é um fenómeno muito complexo. No caso da bíblia, a complexidade é agravada por ser um texto comum a diversas religiões que a interpretam à luz dos princípios que cada uma considera invioláveis (sejam apresentados explicitamente como dogmas ou não).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Links externos==&lt;br /&gt;
* [http://www.areajesus.com AreaJesus] Biblias nas versões  católica e evangelica, em diversas línguas: Inglês, Italiano, Espanhol, Frances, Alemão, Latim e Português. &lt;br /&gt;
* [http://www.bibliacatolica.com.br Bíblia Católica «On Line»] Bíblia em várias línguas, incluindo português, grego e latim. &lt;br /&gt;
* [http://www.watchtower.org/languages/portuguese/biblia/index.htm Bíblia Online]&lt;br /&gt;
* [http://www.boanova.tk Boa Nova - Bíblia Católica] Uma bíblia católica completa para Windows. É freeware (gratuita). &lt;br /&gt;
* [http://www.paulus.com.br/BP/_INDEX.HTM Bíblia Edição Pastoral]. Uma das mais populares traduções católicas da Bíblia, completa, com breves notas de rodapé, mapas e introduções.&lt;br /&gt;
* [http://www.bibletime.info/index.html Ferramenta para estudo da Bíblia para Linux. Texto integral e conteúdo de apoio. Tudo sob a GPL]&lt;br /&gt;
* [http://www.vatican.va/archive/bible/nova_vulgata/documents/nova-vulgata_index_lt.html Nova Vulgata Latina]&lt;br /&gt;
* [http://www.awmach.org Bíblia em várias línguas, incluindo português, grego e latim]&lt;br /&gt;
* [http://www.htmlbible.com Bíblia em várias línguas, incluindo grego, hebraico e latim]&lt;br /&gt;
* [http://dubitando.no.sapo.pt/NT.htm O Novo Testamento em grego]&lt;br /&gt;
* [http://www.hermeneutica.com.br Hermenêutica Bíblica: Ferramentas para o estudo e interpretação da Bíblia]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Glossário]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Cabala&amp;diff=5564</id>
		<title>Cabala</title>
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		<updated>2007-02-07T18:18:46Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: hebreu vs. hebraico, e similares&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Image:Tree of Life, Medieval.jpg|thumb|Árvore da Vida]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Cabala'''  (também '''Kabbalah''', '''Qabbala''', '''cabbala''', '''cabbalah''', '''kabala''', '''kabalah''', '''kabbala''') é um sistema religioso filosófico que reivindica o discernimento da natureza divina. ''Q(a)B(a)L(a)H''  (&amp;amp;#1511;&amp;amp;#1489;&amp;amp;#1500;&amp;amp;#1492; QBLH) é uma palavra hebraica que significa ''recepção'', que vem da raiz ''Qibel''  (&amp;quot;receber&amp;quot;).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Qabalah divide-se em quatro partes principais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
# &amp;lt;b&amp;gt;Qabalah prática: &amp;lt;/b&amp;gt; trata dos talismãs, rituais e cerimônias mágicas;&lt;br /&gt;
# &amp;lt;b&amp;gt;Qabalah literal: &amp;lt;/b&amp;gt; para conhecê-la, é necessário ver suas três matérias (logo abaixo);&lt;br /&gt;
# &amp;lt;b&amp;gt;Qabalah não-escrita: &amp;lt;/b&amp;gt; conhecimento oral, a tradição;&lt;br /&gt;
# &amp;lt;b&amp;gt;Qabalah dogmática: &amp;lt;/b&amp;gt; parte doutrinal da ciência, sendo que suas principais fontes são o Sepher Yetzirah, o Zohar, o Sepher Sephiroth e o Asch Metzareph.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Origem ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A &amp;quot;Cabala&amp;quot; é uma doutrina '''[[esoterismo|esotérica]]''' que diz respeito a Deus e o Universo, sendo afirmado que nos chegou como uma revelação para eleger santos de um passado remoto, e preservada apenas por alguns privilegiados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Formas antigas de misticismo judaico consistiam inicialmente de doutrina empírica. Mais tarde, sob a influência da [[filosofia]] [[Neoplatonismo|neoplatónica]] e neopitagórica, assumiu um carácter especulativo. Na era medieval desenvolveu-se bastante com o surgimento do texto místico, Sepher Yetzirah, ou Sheper Bahir que significa Livro da Luz, do qual há menção antes do século XIII. Porém o mais antigo monumento literário sobre a cabala é o Livro da Formação (Sepher Yetzirah), considerado anterior ao século VI, onde se defende a idéia de que o mundo é a emanação de Deus.].  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Transformou-se em objeto de estudo sistemático do eleito, chamado o &amp;quot;baale ha-kabbalah-kabbalah&amp;quot; (בעלי הקבלה  &amp;quot;possuidores ou mestres da Cabala &amp;quot;). Os estudantes da Cabala tornaram-se mais tarde conhecidos como &amp;quot;maskilim&amp;quot; (משכילים &amp;quot;o iniciado&amp;quot;).  Do décimo terceiro século para frente ramificou-se em uma literatura extensiva, ao lado e frequentemente na oposição ao Talmud.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Grande parte das formas de Cabala ensinam que cada letra, palavra, número, e acento da Escritura contêm um sentido escondido;  e ensina os métodos de interpretação para verificar esses significados ocultos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alguns historiadores de religião afirmam que devemos limitar o uso do termo ''Cabala'' apenas ao sistema místico e religioso que apareceu depois do século XX e usam outros termos para referir-se aos sistemas esotéricos-místicos judeus de antes do século XII. Outros estudiosos vêem esta distinção como sendo arbitrária. Neste ponto de vista, a Cabala do pós século XII é vista como a fase seguinte numa linha contínua de desenvolvimento que surgiram dos mesmos elementos e raízes. Desta forma, estes estudiosos sentem que é apropriado o uso do termo ''Cabala'' para referir-se ao misticismo judeu desde o primeiro século da Era Comum. O Judaismo ortodoxo discorda com ambas as escolas filosóficas, assim como rejeita a idéia de que a Cabala causou mudanças ou desenvolvimento histórico significativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde o final do século XIX, com o crescimento do estudo da cultura dos Judeus, a Cabala também tem sido estudada como um elevado sistema racional de compreensão do mundo, mais que um sistema místico. Um pioneiro desta abordagem foi Lazar Gulkowitsch.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Qabalah literal ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Qabalah literal possui três matérias principais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
# &amp;lt;b&amp;gt; [[Gematria]] (GMTRIA): &amp;lt;/b&amp;gt; baseada nos valores numéricos das palavras;&lt;br /&gt;
# &amp;lt;b&amp;gt; [[Notariqon]] (NVTRIQVN): &amp;lt;/b&amp;gt; em uma de suas formas, as letras de uma palavra são usadas como iniciais de outra; e na sua segunda forma, a letra inicial de várias palavras forma uma só;&lt;br /&gt;
# &amp;lt;b&amp;gt; [[Temurá]] (TMVRH): &amp;lt;/b&amp;gt; as letras de uma palavras são permutadas com outra, conforme uma tabela de substituição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Antiguidade do misticismo esotérico ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Formas iniciais de misticismo esotérico existem já há 2.000 anos. Ben Sira alerta sobre isto ao dizer: &amp;quot;Você não deve ter negócios com coisas secretas&amp;quot; (Sirach) ii.22; compare com o Talmud Hagigah 13a; Midrash Genesis Rabbah viii.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Literatura Apocalíptica pertence aos séculos II e I do pré-[[Cristianismo]] contendo alguns elementos da futura Cabala e, segundo Josephus, tais escritos estavam em poder dos Essênios, e eram cuidadosamente guardados por eles para evitar sua perda, o qual eles alegavam ser uma antiguidade valiosa (veja Fílon de Alexandria, &amp;quot;De Vita Contemplativa&amp;quot;, iii., e Hipólito, &amp;quot;Refutation of all Heresies&amp;quot;, ix. 27).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estes muitos livros contém tradições secretas mantidas ocultas pelos &amp;quot;iluminados&amp;quot; como declarado em IV Esdras xiv. 45-46, onde Pseudo-Ezra é chamado a publicar os vinte e quatro livros canônicos abertamente, de modo a que merecedores e não merecedores pudessem igualmente ler, mas mantendo sessenta outros livros ocultos de forma a &amp;quot;fornece-los apenas àqueles que são sábios&amp;quot; (compare Dan. xii. 10); pois para eles, estes são a primavera do entendimento, a fonte da sabedoria, e a corrente do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Instrutivo ao estudo do desenvolvimento da Cabala é o Livro dos Jubilados, escrito no reinado do Rei João Hircano, o qual refere a escritos de Jared, Cainan, e Noé, e apresenta Abraão como o renovador, e [[Eliphas_Levi|Levi]] como o guardião permanente, destes escritos antigos. Ele oferece uma cosmogênese baseada nas vinte e duas letras do [[Alfabeto Hebraico]], e conectada com a cronologia judaica e a messianologia, enquanto ao mesmo tempo insiste na Heptade como número sagrado ao invés do sistema decádico adotado por Haggadistas posteriores e pelo &amp;quot;Sefer Yetzirah&amp;quot;. A idéia Pitagórea do poder criador de números e letras, sobre o qual o &amp;quot;Sepher Yetzirah&amp;quot; está fundamentado, o qual era conhecido no tempo da Mishnah (antes de 200DC).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Gnosticismo e Cabala ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A literatura gnóstica dá testemunho da antiguidade da Cabala. [[Gnosticismo]] &amp;amp;#8212; isto é, a &amp;quot;[[Chokmah]]&amp;quot; cabalística (&amp;amp;#1495;&amp;amp;#1499;&amp;amp;#1502;&amp;amp;#1492; &amp;quot;sabedoria&amp;quot;) - parece ter sido a primeira tentativa por parte dos sábios judeus em fornecer uma tradição mística empírica, com ajuda de idéias Platônicas e Pitagóricas (ou estóicas), um retorno especulativo. Isto conduziu ao perigo da heresia pela qual as personalidades rabínicas judias Akiva e Ben Zoma esforçaram-se por libertar-se.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Dualidade Cabalística ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O sistema dualístico de poderes divinos bons e maus, o qual provêm do Zoroastrismo, pode ser encontrado no Gnosticismo; tendo influenciado a cosmologia da antiga Cabala antes de ela ter atingido a idade média. Assim é o conceito em torno da árvore cabalística ([[Árvore da Vida]]), onde o lado direito é fonte  de luz e pureza, e o esquerdo é fonte de escuridão e impureza, encontrado entre os Gnósticos. O fato também que as ''Qliphoth'' (&amp;amp;#1511;&amp;amp;#1500;&amp;amp;#1497;&amp;amp;#1508;&amp;amp;#1493;&amp;amp;#1514; as &amp;quot;cascas&amp;quot; primevas de impureza), os quais são tão proeminentes na Cabala medieval, são encontradas nos velhos encantamentos [[babilônia|babilônicos]], é evidência em favor da antiguidade da maioria das idéias cabalísticas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Doutrinas Místicas nos Tempos do Talmude ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos tempos do Talmude os termos &amp;quot;Ma'aseh Bereshit&amp;quot; (Trabalhos da Criação) e &amp;quot;Ma'aseh Merkabah&amp;quot; (Trabalhos do Divino Trono/Carruagem) claramente indicam a vinculação com o Midrash nestas especulações; elas eram baseadas em Gen. i. e Ezequiel i. 4-28; enquanto os nomes &amp;quot;Sitre Torah&amp;quot; (Talmude Hag. 13a) e &amp;quot;Raze Torah&amp;quot; (Ab. vi. 1) indicam seu carater secreto. Em contraste com a afirmação explícita das Escrituras que Deus criou não somente o mundo, mas também a matéria da qual ele foi feito, a opinião é expressa em tempos muito recentes que Deus criou o mundo da matéria que encontrou disponível — uma opinião provavelmente atribuida a influência da cosmogênese platônica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eminentes professores rabinos palestinos conservam a teoria da preexistência da matéria (Midrash Genesis Rabbah i. 5, iv. 6), em contrariedade com Gamaliel II. (ib. i. 9).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao discorrer sobre a natureza de Deus e do universo, os místicos do período Talmúdico afirmaram, em contraste com o transcedentalis,o Bíblico, que &amp;quot;Deus é o lugar-morada do universo; mas o universo não é o lugar-morada de Deus&amp;quot;. Possivelmente a designação (&amp;quot;lugar&amp;quot;) para Deus, tão frequentemente encontrada na literatura Talmúdica-Midrashica, é devida a esta concepção, assim como Philo, ao comentar sobre Gen. xxviii. 11 diz, &amp;quot;Deus é chamado 'ha makom' (המקום &amp;quot;o lugar&amp;quot;) porque Deus abarca o universo, mas Ele próprio não é abarcado por nada&amp;quot; (&amp;quot;De Somniis,&amp;quot; i. 11).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Spinoza devia ter esta passagem em mente quando disse que os antigos judeus não separavam Deus do mundo. Esta concepção de Deus pode ser panteísta. Isto também postula a união do homem com Deus; ambas as idéias foram posteriormente desenvolvidas na Cabala mais recente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até em tempos bem recentes,teologos da Palestina e de Alexandrei reconheceram dois atributos de Deus,&amp;quot;middat hadin&amp;quot;,o atributo da justiça,e missa ha-rahamim&amp;quot;, o atributo da misericórdia(Midrash Sifre,Deut.27);e esse é o contraste entre misericórdia e justiça,uma doutrina fundamental da Cabala.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Cabala no Cristianismo e na sociedade não-judaica ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O termo &amp;quot;Cabala&amp;quot; não veio a ser usado até meados do século XI, e naquele tempo referia-se à escola  de pensamento (Judaica) relacionada ao misticismo  [[esoterismo|esotérico]].&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Desde esses tempos, trabalhos Cabalísticos ganharam uma audiência maior fora da comunidade Judaica. Assim versões [[Cristianismo|Cristãs]]  da Cabala começaram a desenvolver-se; no início do século XVIII a cabala passou a ter um amplo uso por filósofos herméticos, neo-pagãos e outros novos grupos religiosos. Hoje esta palavra pode ser usada para descrever muitas escolas Judaicas, Cristãs ou neo-pagãs de misticismo esotérico. Leve-se em conta que cada grupo destes tem diferentes conjuntos de livros que eles mantem como parte de sua tradição e rejeitam as interpretações de cada um dos outros grupos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Principais textos judaicos ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro livro na Cabala a ser escrito, existente ainda hoje, é o '''Sepher Yetzirah''' (&amp;quot;Livro da criação&amp;quot;). Os primeiros comentários sobre este pequeno livro foram escritos durante o século X, e o texto em si é citado desde o século VI. Sua origem histórica não é clara. Como muitos textos místicos Judeus, o Sefer Yetzirah foi escrito de uma maneira que pode parecer insignificante para aqueles que o lêem sem um conhecimento maior sobre o Tanakh (Bíblia Judaica) e o Midrash.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outra obra muito importante dentro do misticismo judeu é o Bahir (&amp;quot;iluminação&amp;quot;), também conhecido como &amp;quot;O Midrash do Rabino Nehuniah ben haKana&amp;quot;. Com aproximadamente 12.000 palavras. Publicado pela primeira vez em 1176 em Provença, muitos judeus ortodoxos acreditam que o autor foi o Rabino Nehuniah ben haKana, um sábio Talmúdico do século I. Historiadores mostraram que o livro aparentemente foi escrito não muito antes de ter sido publicado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho mais importante do misticismo judeu é o Zohar (זהר &amp;quot;Esplendor&amp;quot;). Trata-se de um comentário esotérico e místico sobre o Torah, escrito em aramaico. A tradição ortodoxa judaica afirma que foi escrito pelo Rabino Shimon ben Yohai durante o século II. No século XII, um judeu espanhol chamado Moshe de Leon declarou ter descoberto o texto do Zohar, o texto foi então publicado e distribuído por todo o mundo judeu. Célebre historiador e estudante da Cabala, Gershom Scholem mostrou que o próprio de Leon era o autor do Zohar. Entre suas provas, uma era que o texto usava a gramática e estruturas frasais da língua espanhola do século XII, e que o autor não tinha um conhecimento exato de Israel. O Zohar contém e elabora sobre muito do material encontrado no Sepher Yetzirah e no Sefer Bahir, e sem dúvida é a obra cabalística por excelência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Ensinamentos cabalísticos sobre a alma humana ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Zohar propõe que a alma humana possui três elementos, o nefesh, ru'ach, e neshamah. O nefesh é encontrado em todos os humanos e entra no corpo físico durante o nascimento. É a fonte da natureza fisica e psicológica do indivíduo. As próximas duas partes da alma não são implantadas durante o nascimento, mas são criadas lentamente com o passar do tempo; Seu desenvolvimento depende da ações e crenças do indivíduo. É dito que elas só existem por completo em pessoas espiritualmente despertas. Uma forma comum de explicar as três partes da alma é como mostrado a seguir:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Nefesh (&amp;amp;#1504;&amp;amp;#1508;&amp;amp;#1513;) -  A parte inferior, ou animal, da alma. Está associada aos instintos e desejos corporais.&lt;br /&gt;
*Ruach (&amp;amp;#1512;&amp;amp;#1493;&amp;amp;#1495;) - A alma mediana, o espírito. Ela contem as virtudes morais e a habilidade de distinguir o bem e o mal.&lt;br /&gt;
*Neshamah (&amp;amp;#1504;&amp;amp;#1513;&amp;amp;#1502;&amp;amp;#1492;) - A alma superior, ou super-alma. Essa separa o homem de todas as outras formas de vida. Está relacionada ao intelecto, e permite ao homem aproveitar e se beneficiar da pós-vida. Essa parte da alma é fornecida tanto para judeus quanto para não-judeus no nascimento. Ela permite ao indivíduo ter alguma conciência da existencia e presença de Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A '''Raaya Meheimna''', uma adição posterior ao Zohar por um autor desconhecido, sugere que haja mais duas partes da alma, a chayyah e a yehidah.  Gershom Scholem escreve que essas &amp;quot;eram consideradas como representantes dos níveis mais elevados de percepção intuitiva, e estar ao alcance somente de alguns poucos escolhidos&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Chayyah (&amp;amp;#1495;&amp;amp;#1497;&amp;amp;#1492;) - A parte da alma que permite ao homem a percepção da divina força.&lt;br /&gt;
*Yehidah (&amp;amp;#1497;&amp;amp;#1495;&amp;amp;#1497;&amp;amp;#1491;&amp;amp;#1492;) - O mais alto nível da alma, pelo qual o homem pode atingir a união máxima com Deus&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tanto trabalhos Rabínicos como Kabalísticos sugerem que haja também alguns outros estados não permanentes para a alma que as pessoas podem desenvolver em certas situações.  Essas outras almas ou outros estados da alma não tem nenhuma relação com o pós-vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Ruach HaKodesh (&amp;amp;#1512;&amp;amp;#1493;&amp;amp;#1495; &amp;amp;#1492;&amp;amp;#1511;&amp;amp;#1493;&amp;amp;#1491;&amp;amp;#1513;) - Um estado da alma que possibilita a profecia.  Desde o fim da era da [[profecia]] clássica, ninguém mais recebeu a alma da profecia. &lt;br /&gt;
*Neshamah Yeseira - A alma suplementar que o Judeu demonstra durante o [[Shabbat]].  Ela permite um maior prazer espiritual do dia.  Ela existe somente quando se observa o [[Shabbat]] e pode ser ganha ou perdida dependendo na observação do Shabbat da pessoa.&lt;br /&gt;
*Neshoma Kedosha - Cedida aos Judeus quando alcançam a maioridade (13 anos para meninos, 12 para meninas), e está relacionada com o estudo e seguimento dos mandamentos da Torah; pode ser ganha ou perdida dependendo do estudo e prática da Torah pela pessoa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Predizendo o Futuro ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um pequeno número de Cabalistas tentou predizer acontecimentos pela cabala. A palavra passou a ser usada como referência às ciências secretas em geral, à arte mística, ou ao mistério.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois disso, a palavra cabala veio a significar uma associação secreta de uns poucos indivíduos que buscam obter posição e poder por meio de práticas astuciosas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros termos que originalmente se referiam a associações religiosas mas que passaram a se referir de alguma forma a comportamentos perigosos e suspeitos incluem fanático, assassino, e brutamontes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Cabala e a Tradição Esotérica Ocidental ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Tradição Esotérica Ocidental (ou [[Hermetismo|Hermética]]) é a maior precursora dos movimentos do [[paganismo|Neo-Paganismo]] e da Nova Era, que existem de diversas formas atualmente, estando fortemente intrincados com muitos dos aspectos da [[Cabala]]. Muito foi alterado de sua raiz Judaica, devido à prática esotérica comum do sincretismo. Todavia a essência da tradição está reconhecidamente presente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Cabala “Hermética”, como é muitas vezes denominada, provavelmente alcançou seu apogeu na “Ordem Hermética do Alvorecer Dourado” (Hermetic Order of the Golden Dawn), uma organização que foi sem sombra de dúvida o ápice da [[Magia Cerimonial]] (ou dependendo do referencial, o declínio à decadência). Na “Alvorecer Dourado”, princípios Cabalísticos como as dez emanações ([[Sephiroth]]), foram fundidas com deidades Gregas e Egípcias, o sistema [[Enochiano]] da magia angelical de [[John Dee]], e certos conceitos (particularmente Hinduístas e [[Budismo|Budistas]]) da estrutura organizacional estilo esotérico- ([[Maçonaria|Maçônica]] ou Rosacruz). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Muitos rituais da Alvorecer Dourado foram expostos pelo legendário [[Ocultismo|ocultista]] [[Aleister Crowley]] e foram eventualmente compiladas em formato de Livro, por Israel Regardie, autor de certa notoriedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Crowley deixou sua marca no uso da Cabala, em vários de seus escritos; destes, talvez o mais ilustrativo seja Liber 777. Este livro é basicamente um conjunto de tabelas relacionadas: às várias partes das cerimônias de magias religiosas orientais e ocidentais; a trinta e dois números que representam as dez esferas e vinte e dois caminhos da [[Árvore da Vida]] Cabalística. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A atitude do sincretismo demonstrada pelos Cabalistas Herméticos é planamente evidente aqui, bastando checar as tabelas, para notar que [[Chesed]] corresponde a Júpiter, [[Isis]], a cor azul (na escala Rainha), Poseidon, Brahma e ametista – nada, certamente, do que os Cabalistas Judeus tinham em mente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Ver também:==&lt;br /&gt;
*[[Hermetismo]]&lt;br /&gt;
*[[Ocultismo]]&lt;br /&gt;
*[[Tábua de Esmeralda]]&lt;br /&gt;
*[[Esoterismo]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Veja Também ==&lt;br /&gt;
* [[Árvore da Vida]]&lt;br /&gt;
* [[Sephiroth]]&lt;br /&gt;
* [[Esoterismo]]&lt;br /&gt;
* [[Sephiroth]]&lt;br /&gt;
* [[Maçonaria]]&lt;br /&gt;
* [[Ocultismo]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Links Externos ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [http://www.kabbalahsociety.com Escuela de Kabbalah de Barcelona]&lt;br /&gt;
* [http://smac.ucsd.edu/cgi-bin/http_webster?Kabala&amp;amp;method=exact Hypertext Webster Gateway: &amp;quot;Kabala&amp;quot;]&lt;br /&gt;
* [http://kabbalah.info Bnei Baruch World Center for Kabbalah Studies]&lt;br /&gt;
* [http://www.kabbalah.com The Kabbalah Centre]&lt;br /&gt;
* [http://www.kheper.net/topics/Kabbalah/Kabbalah.htm Extensive survey on both Hebrew and Hermetic Kabbalah]&lt;br /&gt;
* [http://www.rickross.com/groups/kabbalah.html Informação crítica sobre o Kabbalah Centre]&lt;br /&gt;
* [http://www.ufpel.tche.br/~campani/lamcabala.pdf Uma Introdução à Kabalah] - lâminas para uma palestra ou curso curto&lt;br /&gt;
* [http://koloborder.blog4ever.com/blog/lirarticle-18187-52609.html astronomy and kabbalah] Kabbalah&lt;br /&gt;
* [http://free.hostdepartment.com/n/nacho Velázquez - La Kabala y Las Meninas]&lt;br /&gt;
* [http://koloborder.blog4ever.com/blog/lirarticle-18187-62066.html Kabala and Joseph Smith]&lt;br /&gt;
*[http://www.dominique-aubier.org/france/books/KAB.html Pesquisador Dominique Aubier, que esteve estudando Dom Quixote por cinqüenta anos, foi capaz de decifrar o código secreto mantido durante 400 anos.]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Cabala]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Sistemas de Magia]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Discuss%C3%A3o:Cabala&amp;diff=5563</id>
		<title>Discussão:Cabala</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Discuss%C3%A3o:Cabala&amp;diff=5563"/>
		<updated>2007-02-07T18:09:57Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Sugiro que neste artigo, primeiramente, e nos artigos subseqüentes contendo transliteração do hebraico para o português, o método de transliteração seja o método da Editora Sêfer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aliás, este é mais um artigo sem qualquer menção de fontes; justo um artigo onde há a maior profusão de fontes acessíveis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Logo no início o artigo contradiz uma das maiores autoridades em Cabalá da era moderna, Arieh Kaplan:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Em geral, a Cabalá se divide em três categorias: teórica, meditativa e mágica.&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Do &amp;quot;Sêfer Ietsirá&amp;quot;, da editora Sêfer, no quarto parágrafo da Introdução.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com comentário na seção de Notas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Isto é discutido a fundo em meus livros 'Meditation and Kabbalah' e 'Meditation and the Bible' (York Beach, ME: Samuel Weiser).&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde está a fonte da divisão em quatro categorias que o artigo anuncia?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--[[Usuário:Pedro Lamarao|Pedro Lamarao]] 16:09, 7 Fevereiro 2007 (BRST)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Discuss%C3%A3o:Cabala&amp;diff=5562</id>
		<title>Discussão:Cabala</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Discuss%C3%A3o:Cabala&amp;diff=5562"/>
		<updated>2007-02-07T17:55:52Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: Transliteração Hebraico-Português&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Sugiro que neste artigo, primeiramente, e nos artigos subseqüentes contendo transliteração do hebraico para o português, o método de transliteração seja o método da Editora Sêfer.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Mitologia_Hindu&amp;diff=5561</id>
		<title>Mitologia Hindu</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Mitologia_Hindu&amp;diff=5561"/>
		<updated>2007-02-07T17:50:48Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: Contexto Insuficiente&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Contexto}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Brahman é o Absoluto, sem forma, que a tudo contém e que não é contido por nada, primeiro sem segundo, origem e fim de toda a criação.&lt;br /&gt;
O homem, por ter dificuldade em se relacionar com Ele, cria formas e&lt;br /&gt;
aspectos para Ele.&lt;br /&gt;
Na verdade, todas as formas, todos os aspectos, todas as deidades são&lt;br /&gt;
somente o Absoluto.&lt;br /&gt;
Estes aspectos variam de nome e forma, de acordo com a época, a situação e a necessidade.&lt;br /&gt;
A princípio as deidades eram as forças da natureza, depois tomaram forma total ou parcial de animais e mais tarde a forma humana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''''DEIDADES VÉDICAS'''''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Rig Veda cita 33 deuses, dos quais destacam-se cinco:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Indra: o rei dos deuses, o governador do céu, representando o poder do raio, da energia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agni: o Fogo, considerado o mensageiro dos deuses. No ritual ele depura a oferenda e a leva em forma sutil a Deus. É a conexão entre homens e deuses. É também a luz para a mente ver e compreender a verdade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Surya: o Sol. É dito que ele é a alma suprema dos Vedas e deve ser adorado por todos que desejam a liberação da ignorância.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vayu: é o deus do Vento, do Ar e do Prana. Divide seu poder com Indra, o Senhor do Céu. É invisível, habitando em nossos corpos como os cinco ares vitais (Prana, Apana, Samana, Vyana e Udanai).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Varuna: uma das mais antigas deidades védicas, associado à Água, aos Rios e aos Oceanos. Seu poder é ilimitado, assim como seu conhecimento. Inspeciona todo o mundo, sendo o Senhor das leis morais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No início, tudo era repouso e equilíbrio, só Brahman existia.&lt;br /&gt;
Houve então a primeira vibração, Om, o Som Primordial e a partir dele todo o universo foi criado.&lt;br /&gt;
A partir daí surge a trindade hindu, formada por Brahmá, Vishnu e Shiva, que correspondem às 3 gunas, às características de toda a criação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Brahmá representa Rajas, o movimento, responsável pela criação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vishnu representa Sattva, o poder de existência, preservação e proteção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Shiva representa Tamas, o poder de dissolução do universo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[['''BRAHMÁ''']]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A mitologia descreve Brahmá como tendo surgido de um lótus saído do umbigo de Vishnu e com ele toda a criação.&lt;br /&gt;
Diz-se também que Brahmá surgiu de um ovo de ouro, Hiranyagarbha, nas águas causais.&lt;br /&gt;
Sua consorte, Sarasvati, o Conhecimento, manifestou-se a partir dele.&lt;br /&gt;
Dessa união surgiu toda a criação.&lt;br /&gt;
É representado com quatro cabeças, simbolizando os quatro Vedas; possui&lt;br /&gt;
quatro braços e em nas suas mãos ele segura um mala (simbolizando a&lt;br /&gt;
tranquilização da mente), uma colher e ervas (simbolizando os rituais), um pote com água, o Kamandalu (simbolizando a renúncia) e os Vedas (simbolizando o conhecimento).&lt;br /&gt;
A mão que segura o mala faz um sinal, abhaya mudrá, que representa o&lt;br /&gt;
afastamento do medo.&lt;br /&gt;
Está sentado geralmente sobre um cisne, que simboliza a discriminação ou sobre um lótus, que representa o conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[['''VISHNU''']]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vishnu, a segunda deidade da Trindade hindu, é o responsável pela proteção, manutenção e preservação da criação.&lt;br /&gt;
A palavra Vishnu significa &amp;quot;aquele que tudo penetra?&amp;quot;, ou &amp;quot;aquele que tudo impregna&amp;quot;.&lt;br /&gt;
Sua Shakti, ou seja, seu aspecto feminino, sua consorte é Lakshmi, deusa da prosperidade, riqueza e da beleza.&lt;br /&gt;
É apresentado de duas formas principais:&lt;br /&gt;
Deitado em uma serpente de mil cabeças, flutuando num oceano de leite. Neste caso é chamado de Narayana, aquele que mora nas águas cósmicas. De seu umbigo sai um lótus onde está Brahmá, o criador. A seus pés está Lakshmi, representando a beleza e a riqueza que devem se curvar diante do Absoluto. Envolvendo o lótus está uma serpente, Shesha, ou Ananta, que simboliza a eternidade. Ela possui mil cabeças voltadas para o Senhor Vishnu, representando o ego com seus mil desejos e pensamentos que reconhecem o Absoluto.&lt;br /&gt;
Vishnu é representado também em pé, sobre um lótus ou uma serpente.&lt;br /&gt;
Representa o sábio indicando a busca do conhecimento. Apresenta quatro braços, tendo em cada mão um lótus (o conhecimento que sustenta a pureza da mente), um disco (a destruição da ignorância e dos apegos), uma concha (a origem da existência, os cinco elementos) e uma arma, a massa (o poder do conhecimento, o poder do tempo).&lt;br /&gt;
Usa roupa amarela, guirlanda de flores, o cordão sagrado com três linhas e uma grande jóia no peito.&lt;br /&gt;
Pode aparecer também sobre o pássaro Garuda, (um pássaro místico, o rei dos pássaros), que representa as asas da fala, os mantras védicos.&lt;br /&gt;
A partir de Vishnu surgem todos os Avataras, aqueles que se encarnam com a missão de restabelecer o Dharma.&lt;br /&gt;
São dez os avataras: Matsya, Kurma, Varaha, Narasimha, Vamana, Parasurama, Ramachandra, Krishna, Buddha e Kalki.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[['''RAMA''']]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Rama ou Ramachandra, que significa lua encantadora, ou aquele que brilha na Terra. Sua missão: o cumprimento do Dharma.&lt;br /&gt;
É o símbolo do grande homem, o perfeito filho, o perfeito marido, irmão, amigo e governante.&lt;br /&gt;
Sua saga está descrita no épico Ramayana, onde é relatado com detalhes seu casamento com Sita, e sua luta contra o demônio Ravana. Recebeu ajuda de Hanuman nesta empreitada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[['''KRISHNA''']]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É o mais popular e amado avatara da Índia, com maior número de templos e devotos.&lt;br /&gt;
Nos Puranas é descrito como um pastor tocador de flauta.&lt;br /&gt;
No Mahabharata é o sábio que dá o ensinamento a Arjuna no campo de batalha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[['''SHIVA''']]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Shiva é o aspecto de Brahman, o Absoluto, na Trindade hindu que representa a destruição, a transformação para um novo renascimento.&lt;br /&gt;
Sua Shakti é Parvati, a matéria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[['''DEVIS''']]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São as deusas, as mães divinas, aquela que resplandece.&lt;br /&gt;
Nos Vedas eram apresentadas como energia ou poder do criador, a Shakti.&lt;br /&gt;
Nos Puranas aparecem como devis.&lt;br /&gt;
Representam a sabedoria do universo, o aspecto protetor, maternal do&lt;br /&gt;
Absoluto.&lt;br /&gt;
Apresentam-se de 5 formas diferentes: Parvati, Durgá, Káli, Lakshmi e&lt;br /&gt;
Sarásvati.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[['''PARVATI''']]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É a Mãe do Universo e consorte de Shiva. Simboliza a disciplina, a renúncia, o esforço que leva o devoto ao Conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[['''DURGÁ''']]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Representa o aspecto feroz de Parvati. Montada em um leão ou tigre.&lt;br /&gt;
Tem 12 ou 18 braços e em cada mão tem armas dadas pelos deuses.&lt;br /&gt;
Seu objetivo é ser implacável com os demônios que representam nosso ego e nossa ignorância.&lt;br /&gt;
Ela nos mostra que devemos ser decididos na destruição de tudo que nos&lt;br /&gt;
impede de percebermos nossa verdadeira natureza divina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[['''KÁLI''']]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aspecto mais feroz ainda de Parvati. Tem língua roxa, não usa roupa e seu corpo é coberto pelos longos cabelos negros. Usa um colar de caveira, tem quatro braços e leva em cada mão armas de destruição e uma cabeça sangrando. É a devoradora do tempo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[['''LAKSHMI''']]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela é muito popular na Índia, sendo considerada a mais próxima dos seres humanos. Quer o bem estar de todos sem se preocupar com suas ações ou seu passado.&lt;br /&gt;
Surgiu das águas cósmicas, da eternidade.&lt;br /&gt;
É a consorte de Vishnu.&lt;br /&gt;
Simboliza a riqueza material e espiritual, representando o nosso universo ilusório.&lt;br /&gt;
Usa um sari vermelho, que simboliza rajas, a ação para manter a vida, tem muitas jóias e moedas de ouro, que representam a riqueza e a prosperidade.&lt;br /&gt;
É apresentada sobre um lótus, símbolo do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[['''SARÁSVATI''']]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É associada à fertilidade, à purificação, à fala, à linguagem e à palavra.&lt;br /&gt;
É considerada a personificação de todos os conhecimentos, artes, ciências e letras. Sem ela Brahmá, seu consorte, não poderia ter criado o mundo.&lt;br /&gt;
Usa um sari branco (a pureza do conhecimento), está sentada em um lótus&lt;br /&gt;
branco (o conhecimento) ou numa pedra (a base sólida na busca do conhecimento).&lt;br /&gt;
Possui sempre ao seu lado um cisne (discernimento) ou um pavão (silêncio necessário para escutar, refletir e meditar).&lt;br /&gt;
Possui quatro braços e em cada mão um mala (disciplina da meditação), vina(o som, o chamado à busca do Conhecimento) e os Vedas (o ensinamento).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[['''GANESHA''']]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ganesha é o menino com cabeça de elefante, sendo a mais popular e querida deidade hindu.&lt;br /&gt;
É o filho de Shiva e Parvati.&lt;br /&gt;
É reverenciado antes de toda e qualquer atividade, estando presente nas&lt;br /&gt;
portas dos templos e das casas. É o removedor dos obstáculos.&lt;br /&gt;
A cabeça de elefante representa a grande disposição para escutar, refletir e meditar; a tromba representa o discernimento; os quatro braços representam os quatro instrumentos internos (ego, memória, mente e intelecto); nas suas mãos há o machado (desapego), a corda (devoção), doces (a alegria na busca do conhecimento) e o gesto de abhaya mudrá (fé e coragem na busca). O rato que sempre aparece junto representa o desejo, mantido sob controle.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Mitologia]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Usu%C3%A1rio_Discuss%C3%A3o:Pedro_Lamarao&amp;diff=5560</id>
		<title>Usuário Discussão:Pedro Lamarao</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Usu%C3%A1rio_Discuss%C3%A3o:Pedro_Lamarao&amp;diff=5560"/>
		<updated>2007-02-07T17:32:44Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: /* Sobre o perfil do usuário */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Pedro, &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Procure colocar aqui alguma coisa relacionada ao seus interesses, perfil, projetos pessoais de forma que os leitores percebam sua seriedade e envolvimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Grato.&lt;br /&gt;
[[Usuário:Frater abo|Frater ABO]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Não leu? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que há?&lt;br /&gt;
É só dizer isso como se fosse um estranho?&lt;br /&gt;
Não vai ajudar a melhor os artigos?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
93&lt;br /&gt;
[[Usuário:Frater abo|Frater ABO]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que significa &amp;quot;melhorar os artigos&amp;quot; pra você?&lt;br /&gt;
É algo diferente do que eu fiz até agora?&lt;br /&gt;
--[[Usuário:Pedro Lamarao|Pedro Lamarao]] 10:12, 6 Fevereiro 2007 (BRST)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Sobre o perfil do usuário ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;seja por artigos que se parecem mais com conversa de botequim&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se não gostou do artigo, clique em '''Editar''' e divirta-se. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não basta dizer &amp;quot;não gostei e pronto&amp;quot;. Muitas páginas aqui precisam de atenção, e não de ironia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Usuário:Dyulax|Frater Ex Lege]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Felizmente eu, ao invés de dizer, &amp;quot;não gostei e pronto&amp;quot;, digo, &amp;quot;isto aqui está errado pelo motivo A, B e C, e estas coisas devem ser corrigidas&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disso, felizmente pra você eu estou dando a você, e a todos, a oportunidade de seguir as minhas recomendações e melhorar substancialmente a qualidade do material escrito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se eu resolvesse agir individualmente como você sugere eu reescreveria os artigos inteiramente, inutilizando o trabalho de vocês, e acabando com excelentes oportunidades de aprendizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se você não gosta de receber críticas, eu posso evitar com prazer os artigos que forem evidentemente de sua autoria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se você acha que as coisas que eu digo não tem fundamento, sinta-se à vontade para me explicar o porquê.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se você acha que eu não tenho &amp;quot;moral&amp;quot; para dizer o que eu digo, então a situação realmente está ruim, porque minhas razões se sustentariam vindas da boca de qualquer pessoa, sendo elas boas razões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--[[Usuário:Pedro Lamarao|Pedro Lamarao]] 15:32, 7 Fevereiro 2007 (BRST)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Discuss%C3%A3o:Tarot&amp;diff=5551</id>
		<title>Discussão:Tarot</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Discuss%C3%A3o:Tarot&amp;diff=5551"/>
		<updated>2007-02-06T15:41:45Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: Porém, se tem observado...&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;quot;Porém, se tem observado não ser tão simples jogar o tarô, como o imaginário popular o faz crer.&amp;quot; Quem tem observado? Onde estão os relatos dessa observação? Onde nós podemos conferir exatamente o quê crê o imaginário popular? --[[Usuário:Pedro Lamarao|Pedro Lamarao]] 23:20, 5 Fevereiro 2007 (BRST)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já ouviu falar em pessoas que compram uma revistinha que vem com o Tarô de Marselha (na verdade só os Arcanos Maiores deste) e, seguindo um tutorial de duas páginas, acreditam estar capacitadas a ler?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Usuário:Dyulax|Frater Ex Lege]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já. Devo então concluir que a afirmação acima não tem qualquer fundamento?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--[[Usuário:Pedro Lamarao|Pedro Lamarao]] 00:10, 6 Fevereiro 2007 (BRST)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antes que haja desentendimento desnecessário vou aproveitar para explicar o que eu leio na afirmação acima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Porém, se tem observado não ser tão simples jogar o tarô, como o imaginário popular o faz crer.&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Se tem observado&amp;quot; algo, isto é, alguém observou algo; uma, ou mais, pessoas. Este Grupo observou que algo presente no imaginário popular não é fiel à realidade; a saber, que jogar o tarô é simples.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pois bem.&lt;br /&gt;
Que Grupo é este?&lt;br /&gt;
Onde podemos ler sobre esta Observação que eles realizaram?&lt;br /&gt;
O quanto nós sabemos sobre o que faz ou não faz parte do imaginário popular?&lt;br /&gt;
Temos a citação de ao menos uma pessoa dizendo &amp;quot;jogar o Tarot é simples&amp;quot;?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Podemos, por sinal, medir o quão &amp;quot;difícil&amp;quot; é jogar o Tarot?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O termo em inglês para a estratégia falaciosa de discurso usada acima é ''weasel words''. É uma forma de argumento por autoridade, do tipo '''cientistas afirmam que''' ou '''muitos acreditam que'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isto não diz nada.&lt;br /&gt;
Até onde o leitor sabe, o autor está '''chutando''', ou expondo um puro preconceito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--[[Usuário:Pedro Lamarao|Pedro Lamarao]] 13:41, 6 Fevereiro 2007 (BRST)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Sobre o ordenamento das cartas ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este artigo tem por objetivo mencionar os diversos decks, não só o de Thoth.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então acredito ser mais conveniente criar uma tabela com pelo menos três tipos diferentes de arranjos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Usuário:Dyulax|Frater Ex Lege]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Usu%C3%A1rio_Discuss%C3%A3o:Pedro_Lamarao&amp;diff=5550</id>
		<title>Usuário Discussão:Pedro Lamarao</title>
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		<updated>2007-02-06T12:12:03Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Pedro, &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Procure colocar aqui alguma coisa relacionada ao seus interesses, perfil, projetos pessoais de forma que os leitores percebam sua seriedade e envolvimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Grato.&lt;br /&gt;
[[Usuário:Frater abo|Frater ABO]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Não leu? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que há?&lt;br /&gt;
É só dizer isso como se fosse um estranho?&lt;br /&gt;
Não vai ajudar a melhor os artigos?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
93&lt;br /&gt;
[[Usuário:Frater abo|Frater ABO]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que significa &amp;quot;melhorar os artigos&amp;quot; pra você?&lt;br /&gt;
É algo diferente do que eu fiz até agora?&lt;br /&gt;
--[[Usuário:Pedro Lamarao|Pedro Lamarao]] 10:12, 6 Fevereiro 2007 (BRST)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Discuss%C3%A3o:Tarot&amp;diff=5548</id>
		<title>Discussão:Tarot</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Discuss%C3%A3o:Tarot&amp;diff=5548"/>
		<updated>2007-02-06T02:10:42Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;quot;Porém, se tem observado não ser tão simples jogar o tarô, como o imaginário popular o faz crer.&amp;quot; Quem tem observado? Onde estão os relatos dessa observação? Onde nós podemos conferir exatamente o quê crê o imaginário popular? --[[Usuário:Pedro Lamarao|Pedro Lamarao]] 23:20, 5 Fevereiro 2007 (BRST)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já ouviu falar em pessoas que compram uma revistinha que vem com o Tarô de Marselha (na verdade só os Arcanos Maiores deste) e, seguindo um tutorial de duas páginas, acreditam estar capacitadas a ler?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Usuário:Dyulax|Frater Ex Lege]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já. Devo então concluir que a afirmação acima não tem qualquer fundamento?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--[[Usuário:Pedro Lamarao|Pedro Lamarao]] 00:10, 6 Fevereiro 2007 (BRST)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Sobre o ordenamento das cartas ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este artigo tem por objetivo mencionar os diversos decks, não só o de Thoth.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então acredito ser mais conveniente criar uma tabela com pelo menos três tipos diferentes de arranjos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Usuário:Dyulax|Frater Ex Lege]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Discuss%C3%A3o:Sagrado_Anjo_Guardi%C3%A3o&amp;diff=5547</id>
		<title>Discussão:Sagrado Anjo Guardião</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Discuss%C3%A3o:Sagrado_Anjo_Guardi%C3%A3o&amp;diff=5547"/>
		<updated>2007-02-06T02:08:34Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;quot;Existem tantas definições para Ele quanto existem mentes no planeta.&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isto não é um poema, é um artigo enciclopédico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cuidado ao afirmar que uma entidade, divindade, figura mitológica ou outro tipo de ser místico &amp;quot;é (apenas) a mesma coisa que o Sagrado Anjo Guardião&amp;quot; é reduzir a cultura alheia a um aspecto da sua própria. O mesmo pode ser dito de trás para a frente, que Thelemitas são apenas brâmanes ou gnósticos que resolveram reescrever todos os nomes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse tipo de reescrita da história, onde o deus dos outros se torna um sub-aspecto do meu esquema, é inaceitável.&lt;br /&gt;
--[[Usuário:Pedro Lamarao|Pedro Lamarao]] 00:08, 6 Fevereiro 2007 (BRST)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Discuss%C3%A3o:Nu&amp;diff=5546</id>
		<title>Discussão:Nu</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Discuss%C3%A3o:Nu&amp;diff=5546"/>
		<updated>2007-02-06T02:00:18Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Esta página faz uma afirmação categórica fascinante mas sem qualquer fundamentação séria. Do tipo, é porque eu digo que é.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A página [[Had]] tem o mesmo problema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--[[Usuário:Pedro Lamarao|Pedro Lamarao]] 00:00, 6 Fevereiro 2007 (BRST)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Discuss%C3%A3o:Alquimia&amp;diff=5545</id>
		<title>Discussão:Alquimia</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Discuss%C3%A3o:Alquimia&amp;diff=5545"/>
		<updated>2007-02-06T01:57:57Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;quot;Parte desta confusão de tratar a alquimia como proto-ciência é conseqüência da importância que, nos dias de hoje, se dá à alquimia física&amp;quot;?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não há confusão alguma. A alquimia é proto-ciência, e este é um fato inegavelmente histórico: a alquimia era a prática da química existente no período histórico precedente ao surgimento do conceito de ''investigação científica'' moderna e cumpria socialmente exatamente este papel.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Que a prática da alquimia possuía um significado emocional especial para os seus praticantes, e cumpre este papel atualmente quando não mais possui o status social anterior, é totalmente ortogonal à questão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A afirmação acima, e todo o conjunto de dizeres ao redor, que pretendem defender a alquimia e exaltá-la além da ciência moderna, não são apropriadas a uma enciclopédia do saber humano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De fato, a tentativa de defender o conceito moderno de alquimia alcança o nível do revisionismo histórico. &amp;quot;(...) muito do trabalho alquímico relacionado com os metais era apenas uma metáfora para um trabalho espiritual&amp;quot;? Era mesmo? Temos algum estudo histórico para sustentar essa afirmação? Ou será que isso é ''wishful thinking''?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando é que se encontrar pela primeira vez um relato sobre a &amp;quot;transmutação mística dos metais&amp;quot;? Esse momento é o mesmo momento em que se encontra o primeiro manual de alquimia? Os primeiros manuais de alquimia eram ou não eram manuais de fabricação do &amp;quot;ouro de tolo&amp;quot; escritos em cifra para proteger os segredos da profissão (prática corrente nas guildas profissionais da antigüidade)?&lt;br /&gt;
--[[Usuário:Pedro Lamarao|Pedro Lamarao]] 23:57, 5 Fevereiro 2007 (BRST)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Neshama&amp;diff=5544</id>
		<title>Neshama</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Neshama&amp;diff=5544"/>
		<updated>2007-02-06T01:43:36Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: /* Fonte */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{esboço}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Neshama''' é a faculdade de compreender a Palavra [[Chiah]]. É a inteligência ou intuição daquilo que [[Jechidah]] deseja descobrir a respeito de si mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estes três princípios constituem uma Trindade; eles são um, porque eles representam o ser de, e o aparato que tornará possível a manifestação de, um Deus em forma humana. Mas eles são apenas, por assim dizer, a estrutura matemática da natureza do homem. Poderíamos compara-los com a leis da física, como estas são antes de serem descobertas. Não existem, por enquanto, quaisquer dados através de cujo exame eles possam ser percebidos. Um homem consciente, portanto, não pode saber coisa alguma desses três princípios, sem bem que eles constituem a essência dele. É a obra da iniciação viajar interiormente em direção a eles. Veja-se, no juramento de um Probacionista da [[Astrum Argentum|A.·.A.·.]] :&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;Obter um conhecimento científico da natureza e poderes do meu próprio ser&amp;quot;.''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este princípio triuno, sendo completamente espiritual, tudo que pode ser dito sobre ele é na realidade, negativo. E ele é completo em si. Além dele estende-se aquilo que é chamado O Abismo. Esta doutrina é extremamente difícil de explicar, mas corresponde mais ou menos ao hiato em pensamento entre o real, que é ideal, e o irreal, que é atual. No abismo, todas as coisas existem, realmente pelo menos em potencial, mas não desprovidas de qualquer significado possível, pois falta-lhes o substrato de realidade espiritual. Elas são aparências da Lei. São, assim, Miragens Insanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora o abismo sendo assim o grande armazém de Fenômenos, ele é a forte de todas as impressões. E o Princípio Triuno tencionou uma máquina para investigar o Universo; e esta máquina é o quarto princípio do Homem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Referências==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Crowley, A. (1938). '''Pequenos Ensaios em Direção à Verdade'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Cabala]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Discuss%C3%A3o:Yoga&amp;diff=5543</id>
		<title>Discussão:Yoga</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Discuss%C3%A3o:Yoga&amp;diff=5543"/>
		<updated>2007-02-06T01:40:43Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''KUNDALINÍ'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É uma energia física, de natureza neurológica e manifestação sexual.&lt;br /&gt;
Sua aparência é de uma energia ígnea, enroscada três vezes e meia dentro do ''múládhára'' chakra, o centro de força situado próximo à base da coluna.&lt;br /&gt;
Equivale ao conceito freudiano de libido e o conceito reichiano de orgônio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''CHAKRAS'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São centros de força localizados ao longo da coluna vertebral. São responsáveis pela captação e distribuição da energia pelo corpo, especialmente pelas regiões onde estão localizados. São eles:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Múládhára''- Situa-se na base da coluna, na região do períneo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Swáddhisthána''- Situa-se cerca de 3 dedos abaixo do umbigo, na região das gônadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Manipura''- Situa-se certa de 3 dedos acima do umbigo, no plexo solar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Anáhata''- Situa-se no peito, próximo ao coração.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Vishhudha''- Situa-se na região da garganta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Ájña''- Situa-se na entre as sombrancelhas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Sahásrara''- Situa-se no topo da cabeça.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&amp;quot;A definição atualmente mais aceita&amp;quot; ... por quem?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Samadhi só se atinge através de Yoga? Este fato é indiscutível? É uma tautologia (qualquer coisa que leve ao Samadhi é Yoga)?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As citações feitas devem ser acompanhadas de nome da obra, no mínimo.&lt;br /&gt;
--[[Usuário:Pedro Lamarao|Pedro Lamarao]] 23:39, 5 Fevereiro 2007 (BRST)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No vai e vém eu perdi o comentário sobre a minha última modificação. Mea culpa.&lt;br /&gt;
--[[Usuário:Pedro Lamarao|Pedro Lamarao]] 23:40, 5 Fevereiro 2007 (BRST)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Discuss%C3%A3o:Yoga&amp;diff=5542</id>
		<title>Discussão:Yoga</title>
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		<updated>2007-02-06T01:39:29Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''KUNDALINÍ'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É uma energia física, de natureza neurológica e manifestação sexual.&lt;br /&gt;
Sua aparência é de uma energia ígnea, enroscada três vezes e meia dentro do ''múládhára'' chakra, o centro de força situado próximo à base da coluna.&lt;br /&gt;
Equivale ao conceito freudiano de libido e o conceito reichiano de orgônio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''CHAKRAS'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São centros de força localizados ao longo da coluna vertebral. São responsáveis pela captação e distribuição da energia pelo corpo, especialmente pelas regiões onde estão localizados. São eles:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Múládhára''- Situa-se na base da coluna, na região do períneo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Swáddhisthána''- Situa-se cerca de 3 dedos abaixo do umbigo, na região das gônadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Manipura''- Situa-se certa de 3 dedos acima do umbigo, no plexo solar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Anáhata''- Situa-se no peito, próximo ao coração.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Vishhudha''- Situa-se na região da garganta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Ájña''- Situa-se na entre as sombrancelhas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Sahásrara''- Situa-se no topo da cabeça.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&amp;quot;A definição atualmente mais aceita&amp;quot; ... por quem?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Samadhi só se atinge através de Yoga? Este fato é indiscutível? É uma tautologia (qualquer coisa que leve ao Samadhi é Yoga)?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As citações feitas devem ser acompanhadas de nome da obra, no mínimo.&lt;br /&gt;
--[[Usuário:Pedro Lamarao|Pedro Lamarao]] 23:39, 5 Fevereiro 2007 (BRST)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
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		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Yoga&amp;diff=5541</id>
		<title>Yoga</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Yoga&amp;diff=5541"/>
		<updated>2007-02-06T01:36:58Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{esboço}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Yoga é um termo sânscrito que significa União, Integração. O termo é comumente utilizado para denominar um conjunto de práticas de restrição corporal, respiratória e mental, com o objetivo de atingir elevados estados de espiritualidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A definição atualmente mais aceita acerca do Yôga é: '''Yôga é qualquer metodologia estritamente prática que conduza ao samádhi.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Samadhi|Samádhi]] é um estado de hiperconsciência e megalucidez que só pode ser alcançado através do Yôga. [[Shivánanda]] diz: &amp;quot;Não existe Yôga sem kundaliní&amp;quot; e Pátañjali afirma: &amp;quot;A meta do Yôga é o samádhi&amp;quot;, desta forma é possível concluir que não existe Yôga real sem que haja o despertamento da kundaliní.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Portanto, Yôga é uma filosofia prática, não tem especulação filosófica ou comportamental, é basicamente sentar, praticar e vivenciar. O campo das especulações filosóficas estão classificados em 2 categorias principais: Sámkhya (naturalismo) e Vêdánta (espiritualismo). O campo das normas comportamentais divide-se em duas categorias principais: Tantra (matriarcal, sensorial e desrepressor) e Brahmácharya (patriarcal, anti-sensorial e repressor). Cada qual decide quais destes campos explorar por sua própria lucidez.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Grafia e Pronúncia==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No sânscrito, todas as palavras terminadas em &amp;quot;a&amp;quot; são masculinas e as palavras terminadas em &amp;quot;í&amp;quot; são femininas. Desse modo, a pronúncia nativa seria o Yôga (e a Kundaliní). Além disso, em sânscrito não existem os fonemas &amp;quot;ó&amp;quot; ou &amp;quot;é&amp;quot;, o fonema &amp;quot;o&amp;quot; é resultado da junção de &amp;quot;a&amp;quot; + &amp;quot;u&amp;quot; e o fonema &amp;quot;e&amp;quot; é resultado da junção de  &amp;quot;a&amp;quot; + &amp;quot;i&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém, o &amp;quot;Novo Dicionário Aurélio&amp;quot; dá a grafia Ioga (e não Yoga) como sendo um substantivo feminino, seguindo o uso corrente em português e de acordo com o alfabeto oficial (que não inclui a letra Y).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Veja também ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Pranayama]]&lt;br /&gt;
[[Prana]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Referências==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Hollanda, A. B. (1975). ''Novo Dicionário da Língua Portuguesa'', Editora Nova Fronteira, 1a Edição, 15a Impressão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Yoga]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Pranayama&amp;diff=5538</id>
		<title>Pranayama</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Pranayama&amp;diff=5538"/>
		<updated>2007-02-06T01:21:25Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: Contexto Insuficiente&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Contexto}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pránáyáma é um termo sânscrito, cuja tradução literal significa &amp;quot;expansão&amp;quot;, sua definição é &amp;quot;[[bioenergia]]&amp;quot; e seu complemento é &amp;quot;através de respiratórios&amp;quot;, de forma que: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Pránáyáma = expansão da bioenergia através de exercícios respiratórios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A [[bioenergia]] é genéricamente conhecida como [[prana]], que são aquelas partículas luminosas em constante movimento que é possível de se enxergar em dias com bastante sol.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além da quantidade energética que o pránáyáma proporciona, fora uma maior oxigenação do sangue e do cérebro, o pránáyáma ainda controla o campo emocional. Quando uma pessoa fica nervosa, observa-se uma alteração em seu ritmo cardio-respiratório, sua respiração torna-se ofegante, seus batimentos cardíacos aceleram e isso altera o sistema nervoso central, libera adrenalina e daí vem um ciclo vicioso que pode resultar num problema cardíaco posteriormente. No entanto, quando se tem domínio da respiração, quando se coloca uma respiração profunda, lenta, com ritmo a ser respeitado, o ritmo respiratório diminui, os batimentos cardíacos acompanham, o sistema nervoso também acompanha e libera-se então, endorfina, em função da hiperoxigenação do cérebro e conseqüente estabilidade psico-somática, tendo como resultado final um perfeito controle do campo emocional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Controle das emoções==&lt;br /&gt;
Um breve pránáyáma muito simples que qualquer pessoa pode executar: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Primeiramente atente para os atributos do pránáyáma, pois sem eles não é possível executar um pránáyáma: a respiração deve ser profunda, silenciosa, exclusivamente nasal, consciente e ritmada. A pessoa também deve manter a coluna impecavelmente ereta ao executar pránáyáma para que o prana flua melhor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Sente-se em qualquer posição confortável, se possível com as pernas cruzadas, coluna ereta e cabeça no prolongamento da coluna. Pouse as mãos sobre os joelhos e una os polegares aos indicadores em [[Jñána mudrá]], com as palmas voltadas para cima se for dia ou voltadas para baixo se for noite. Feche os olhos e visualize o prana, partículas luminosas na cor dourada ao seu redor. Faça uma inspiração completa, preenchendo primeiro a parte baixa dos pulmões (abdominal), depois a parte média (toráxica) e por último a parte alta (peitoral). Retenha com ar nos pulmões enquanto for confortável e expire, soltando o ar primeiro pela parte alta, depois a média e por último a baixa. Este é o [[Rája Pránáyáma]]. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Acrescente as visualizações: ao inspirar, visualize que este prána penetra pelas suas narinas, percorre os condutos respiratórios até chegar aos pulmões; quando reter com o ar, visualize que essa energia agora se espalha por todo seu corpo e é absorvida por todas as suas células; ao expirar, visualize que o espaço vital ao redor do seu corpo se expande cada vez mais numa luminosidade dourada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este é um pránáyáma que pode ser feito por tempo indeterminado, não tem nenhuma contra-indicação ou perigo, inclusive recomenda-se que execute esta respiração completa ao longo de todo o dia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Veja também==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Yoga]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Prana]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Yoga]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Discuss%C3%A3o:Tarot&amp;diff=5537</id>
		<title>Discussão:Tarot</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Discuss%C3%A3o:Tarot&amp;diff=5537"/>
		<updated>2007-02-06T01:20:31Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;quot;Porém, se tem observado não ser tão simples jogar o tarô, como o imaginário popular o faz crer.&amp;quot; Quem tem observado? Onde estão os relatos dessa observação? Onde nós podemos conferir exatamente o quê crê o imaginário popular? --[[Usuário:Pedro Lamarao|Pedro Lamarao]] 23:20, 5 Fevereiro 2007 (BRST)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Tarot&amp;diff=5535</id>
		<title>Tarot</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Tarot&amp;diff=5535"/>
		<updated>2007-02-06T01:19:43Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: Rearranjos e acréscimos.&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Esboço}}&lt;br /&gt;
O Tarot (ou Tarô) tradicional possui 78 cartas, também denominadas '''trunfos''', e, a partir do século XIX, '''arcanos'''. Alternativamente, o termo '''trunfos''' é utilizado para denominar apenas as cartas do conjunto dos [[Arcanos Maiores]]. Este uso aparece logo no primeiro parágrafo do &amp;quot;Book of Thoth&amp;quot; de Aleister Crowley.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Atualmente, tanto os estudiosos quanto as modernas editoras estão tentando desmembrar o que seja um tarô ou não e, geralmente, se tem classificado de baralho ou cartas tudo aquilo que não seja os peculiares 78 símbolos do tarô tradicional. Por exemplo, as cartas ciganas, as cartas xamânicas, as cartas dos anjos etc - todas possuem um espetacular valor e, no entanto, suas imagens arquetípicas estão baseadas em outra codificação espiritual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Tarot é constituido de 78 arcanos e se encontra dividido em dois grandes grupos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* O conjunto dos [[Arcanos Maiores]] compreende as 22 cartas enumeradas com números romanos; são associadas aos arquétipos junguianos e consideradas reveladoras dos estados latentes das idéias e possibilidades da vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
0 - [[O Louco]]&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
1 - [[O Mago]]&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
2 - [[A Sacerdotisa]]&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
3 - [[A Imperatriz]]&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
4 - [[O Imperador]]&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
5 - [[O Hierofante]]&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
6 - [[Os Amantes]]&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
7 - [[A Carruagem]]&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
8 - [[O Ajustamento]]&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
9 - [[O Eremita]]&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
10 - [[A Fortuna]]&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
11 - [[Tesão|O Tesão]]&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
12 - [[O Enforcado]]&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
13 - [[Morte|A Morte]]&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
14 - [[A Arte]]&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
15 - [[O Diabo]]&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
16 - [[A Torre]]&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
17 - [[A Estrela]]&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
18 - [[A Lua]]&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
19 - [[O Sol]]&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
20 - [[O Aeon|O Æón]]&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
21 - [[O Universo]]&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* O conjunto dos [[Arcanos Menores]] compreende as 40 cartas enumeradas com números arábicos e as 16 cartas chamadas '''cartas da corte'''; são consideradas expressivas da forma e resultado das idéias contidas no primeiro conjunto , possui 56 arcanos distribuídos por quatro símbolos básicos: o [[Naipe de Discos]], o [[Naipe de Espadas]], o [[Naipe de Copas]] e o [[Naipe de Bastões]]. Por sua vez, cada naipe, possui dez arcanos numerados e quatro arcanos com figuras da corte medieval ([[Cavaleiro]], [[Rainha]], [[Príncipe]] e [[Princesa]]). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura do tarô é executada por meio de uma técnica específica, jogos e métodos a serem estudados. Porém, se tem observado não ser tão simples jogar o tarô, como o imaginário popular o faz crer. Médiuns, escolhidos ou estudiosos? Quem detém o conhecimento? Todos. No entanto, cada qual dentro de seu contexto. Lógico que em um processo mediúnico, o tarô, seria uma ligação espiritual entre o ser e o plano superior como qualquer outro instrumento o faria, tais como, a [[cristalomancia]] ou a [[piromancia]]. Por outro lado, existem as técnicas de leitura que com esforço, estudo e dedicação pode-se chegar ao mesmo ponto, neste caso, por pessoas que estão buscando o autoconhecimento e o desenvolvimento espiritual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Referências==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Crowley, A. (1944). ''The Book of Thoth''. ISBN 0-87728-268-4.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Tarot]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Glossário]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Bruxaria_Tradicional&amp;diff=5534</id>
		<title>Bruxaria Tradicional</title>
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		<updated>2007-02-06T01:01:14Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: Acrescentado &amp;quot;Veja Também&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Introdução ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por Bruxaria Tradicional, entende-se que é de fato uma tradição espiritual/mágica marginalizada pelo senso-comum, transmitida por gerações, com seu núcleo intocado. Os chamados &amp;quot;Bruxos Tradicionais&amp;quot; são os portadores destas tradições, e o são, por estarem de acordo e em harmonia com os conceitos que formam a tradição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora haja muita confusão, a bruxaria tradicional não é exclusivamente familar, embora seja de conhecimento comum que a maioria das tradições que existem nos dias de hoje sobreviveram apenas em determinados núcleos familiares, dessa forma, existem Tradições Familiares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando um Bruxo Tradicional cria seu próprio método, baseado em sua vivência, conceitos e experiências individuais, este Bruxo não está criando uma tradição. O conceito de tradicionalismo está mais ligado à sobrevivência dessas idéias, e de sua perpetuação para gerações vindoras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Sobre o Termo ==&lt;br /&gt;
A Arte ou Bruxaria tradicional é o termo usado para designar os indivíduos e grupos que participam do Mistério da Antiga Fé. O Mistério da Antiga Fé flui sob nossos pés, e é a sabedoria ancestral que descansa na terra propriamente. Estes grupos e indivíduos são geograficamente localizados especialmente na Europa Setentrional, e em particular nas Ilhas britânicas, mas obviamente o termo, por extensão, tem alcance muito maior. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As práticas referidas aos Mistérios da Antiga Fé se referem às práticas pagãs, mágicas, feiticeiras e de ensinamentos místicos que foram passados em sucessão desde pelo menos a última metade do Século XIX. As práticas referidas como Bruxaria Tradicional são variadas e de formatos diversos, de formas simples de folk magick (magia popular) e conjurações à rituais cerimoniais mais elaborados, onde os mistérios são expostos. Assim como Andrew Chumbley escreveu em seu ensaio ''What is the Traditional Craft?:'' ''“É a típica e genuína Sabedoria-Popular (Cunning-Folk) de se utilizar qualquer coisa que se esteja à mão e transformar todas as suas influências, independente da proveniência religiosa, aos propósitos secretos da Arte”.'' Isto guiou a Fé Antiga a dadas máscaras, orientações e uma grande variedade de formas que expõem este antigo conhecimento ''(lore)'' em ricas manifestações pessoais, centradas em torno da presidência do Mestre ou Mestra de um dado círculo de iniciados. Portanto, é impossível se dizer se este ou aquele círculo é uma recensão da Arte Tradicional baseado na uniformidade de rituais: o que conecta as várias correntes conjuntamente é a linhagem comum, a aceitação mútua e a diversidade provocada pelo'' &amp;quot;witchblood&amp;quot;'' (sangue bruxo). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tipicamente aqueles que seguem esta fé são ocupados com o legado feiticeiro da sabedoria, mas se esta sabedoria é concedida pelo sangue de Caim ou Seth, por Anjos, Daimons ou Demônios, elas são uma inteira ordem distinta de possibilidades. Pode se dizer que em muitas correntes da Bruxaria Tradicional a idéia de ' Elphame'' é central de uma maneira ou de outra - daqueles que cruzaram os limites entre os homens e “o outro”, como  freqüentemente representado pelas fadas e seres de outros mundos - buscando conceder seu conhecimento para a humanidade, como também é se reflete nos decentes dos Guardiões. Mas isto, novamente, se torna em muitos casos, muito complicado para muitas das formas da Arte Tradicional, que preferem trabalhar guiados por seus familiares e guias espirituais em trabalhos de ''‘worthcunning’'' (magia das ervas) e simples feitiços desenhados diretamente no Livro da Natureza propriamente. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em resumo, pode-se dizer que a Arte Tradicional é a Arte da Bruxaria codificada dentro do tecido da terra e os mistérios legados através do tempo e localidade para os guardiões dignos da Antiga Fé, assim como Chumbley declara no ensaio acima mencionado: ''“O Homem da Arte se move à margem da sociedade; ele caminha dentro do mundo da Humanidade, mas verdadeiramente 'fora dele'”.'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dentro dos círculos da Arte tradicional busca-se ativar a sabedoria ancestral que descansa codificada dentro da terra e do praticante propriamente, portanto, cada praticante e cada forma de se lidar com a sabedoria ancestral é ímpar, mesmo que se compartilhe da mesma herança ancestral, usualmente chamada de ''witchblood'' (sangue bruxo). Isto pode ser refletido nos caminhos de Caim, o progenitor do sangue bruxo e a disposição feiticeira natural de seu parentesco sanguíneo e espiritual para buscar a sabedoria utilizando-se de métodos e modos específicos de obtenção desta, e esta é a razão pela qual é mais freqüente o uso do termo ''Cunning Folk'' (Povo Sábio) quando se refere aos praticantes da Antiga Fé e da Arte dos Sábios. A mentalidade do povo sábio sempre foi aberta e amigável para a interação com outros praticantes de diferentes convicções, e incorporou estas crenças de uma variedade de fontes, orais, ritualísticas e textuais – tudo de acordo com o chamado espiritual. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um pouco mais adiante, pode-se assumir que a mesma variedade de práticas e orientações como vistas nos círculos de Bruxaria Tradicional é também vista dentre os Bruxos Hereditários, desde que a orientação é de natureza similar e pode-se dizer que talvez todos os círculos da Arte sábia tradicional realmente surgiram das bruxas solitárias que carregavam a chama no sangue de suas famílias. Durante os séculos, quando as formas mais operativas e cerimoniais de se trabalhar os mistérios se tornaram disponíveis, não era incomum ver estas transmissões incorporadas no trabalho dos sábios mediados por uma mão espiritual para guiá-lo. Chumbley declara:'' “Da perspectiva de um praticante, a adoção deste termo é um meio autoconsciente de se declarar a identidade como um dos ''‘Cunning Folk’'' (Povo Sábio), como um ‘Sábio’, um portador do sangue-sábio e assim como um iniciado da verdadeira tradição bruxa”.'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta orientação é bastante diferente da que se vê na revivificação moderna da Bruxaria, conhecida como [[Wicca]], freqüentemente acreditada como sendo a moderna recensão da Antiga Fé. O evidente enfoque da [[Wicca]] nas polaridades, o Ele e o Ela, o Sol e a Lua e o acoplamento das polaridades, posiciona a [[Wicca]] dentro dos parâmetros de método e segurança. Busca-se a sabedoria sobre o que pode ser visto, e assim os caminhos de auto-realização são executados por meios não-feiticeiros e mais seguros de realização natural. É freqüentemente considerada como uma religião e não uma Arte que corre através da linha consangüínea de Caim através de todos os cantos do mundo. Hoje em dia a [[Wicca]] e a Bruxaria Tradicional se encontraram em união e os limites entre as práticas tendem a ser enevoadas em algumas instâncias. Um exemplo disso é o Clã de Tubal Cain, que depois da morte de Robert Cochrane importou elementos da [[Wicca]]. É interessante notar que Cochrane propriamente detestava a [[Wicca]], e tentou em várias ocasiões enfraquecer a popularidade crescente de Gerald B. Gardner, o pai da [[Wicca]]. Por conta desta propensão sincrética presente em muitas vertentes da Arte tradicional, é de certo modo natural que esta tendência em direção à simbiose também estenda para a revivificação moderna da Bruxaria conhecida como [[Wicca]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Nos dias atuais ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde que a Arte Tradicional fluiu como uma fonte poderosa para um nível mais público e acessível, especialmente através das obras de [[Andrew Chumbley]], houve a conseqüência natural para que surgissem os &amp;quot;Charlatões da Fé&amp;quot;. Estes são freqüentemente vistos em meio das pessoas hipnotizadas por palavra sábias e a imagem feiticeira, mas o fracasso na compreensão leva à confusão entre a palavra do espírito e da pura fantasia - e cegos por esta falsa luz que recai na matéria, eles entram em caminhos estranhos que replicam a Arte guiados pela fantasia. Conseqüentemente vemos muitas pessoas que se referem a eles mesmos como bruxos tradicionais sem realmente possuir nenhuma compreensão do que isto quer dizer, e não demonstrando qualquer indício de aspirações verdadeiras dos Mistérios da Fé Antiga. Mas mesmo que isto seja dito, o verdadeiramente sábio não julgará, mas testemunhará as formas profanas e preservará seu próprio círculo contra isso. Afinal, é estreito o caminho de compreensão e poucos são aqueles que entrarão dentro do castelo e jantarão à mesa da glória, entre os sábios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora diga-se muito nos dias de hoje que [[Wicca]] é uma tradição de bruxaria, vale lembrar que a mesma foi criada por [[Gerald Gardner]] aproximadamente na década de 40, e levada a público na década de 50, portanto conta com pouco mais de meio século de existência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Veja Também==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Paganismo]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Link Externo==&lt;br /&gt;
[http://www.thecauldronbrasil.com.br The Cauldron Brasil]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Sistemas de Magia]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Bruxaria]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Vis%C3%A3o_de_Ezequiel&amp;diff=5532</id>
		<title>Visão de Ezequiel</title>
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		<updated>2007-02-06T00:56:37Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: Contexto Insuficiente&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Contexto}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ezequiel 1:26-28 fala que por cima do firmamento que estava sobre as cabeças dos querubins aparecia a Glória de IÊRROVÁH como a semelhança de um homem com aspecto de fogo no seu interior, sentado em um trono de safira (azul celeste) e um resplendor em seu redor como o arco-íris. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os judeus e os escritores cristãos chamam de chequiná (SheKiNa) o aspecto da presença visível e majestosa de IÊRROVÁH sobre Arca e outros lugares: &amp;quot;E habitava a Glória de IÊRROVÁH sobre o monte Sinai, e a nuvem o cobriu por seis dias; e ao sétimo dia, chamou IÊRROVÁH a Moisés do meio da nuvem. E o aspecto da Gloria de IÊRROVÁH era como um fogo consumidor no cume do monte aos olhos dos filhos de Israel&amp;quot; (Exo 24:16-17); &amp;quot;E ali virei a ti, e falarei contigo de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins sobre a Arca&amp;quot; (Exo 25:22); &amp;quot;Eu apareço na nuvem sobre o propiciatório&amp;quot; (Lev.16:2). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nós representamos o &amp;quot;SheKiNa&amp;quot; por um triângulo com o nome IÊRROVÁH. O triângulo lembra a Sua aparência luminosa como o fogo, e o Seu nome representa o arco-íris ao Seu redor. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:arca_querubins.jpg|thumb|right|mercavah]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos interessa muito conhecer a Arca porque era o objeto mais importante de tal modo que lhe era reservado um cômodo exclusivo no Tabernáculo e depois no Templo. Era como fosse o trono de Deus representado pela luz que brilha sobre os querubins. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aliás era comum tronos terem formatos de animais mistos como exemplifica esta peça de marfim datada de 1200 a.C. de um rei cananeu sentado em um trono ladeado por leões alados com cabeças humanas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acontece que na arca não havia uma única espécie de criatura mista de leão e homem, mas quatro bois alados com cabeças de homem, leão, touro, e águia conforme Ezequiel. Por isto não se fala na Bíblia de leões humanos,  mas de querubins (=bois) como nos Salmo 80:1 &amp;quot;Ó pastor de Israel, dá ouvidos; tu, que guias a José como a um rebanho, que te assentas entre os querubins, resplandece&amp;quot;, e Salmo 99:1 &amp;quot;IÊRROVÁH reina; tremam as nações. Ele está entronizado entre os querubins; comova-se a terra&amp;quot;. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:trono_animais.jpg|thumb|right|trono dos reis]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os profetas tinham a liberdade de misturar revelações com simbologia. Assim se explica a visão de Ezequiel dos querubins como sendo simbolismo para esclarecimento no futuro quando já tiverem esquecido da aparência da Arca. O seu silêncio sobre o modo do seu desaparecimento confirma a lenda de que sendo da linhagem dos sacerdote e prevendo a invasão do Faraó Neco no ano 629 a.C. (II Reis 23:29-37) e a do rei  Nabucodonozor no ano 627 a.C., Jeremias juntamente com outros sacerdotes levaram na calada da noite para um esconderijo seguro bem longe para o oriente, o que se deduz de Ezequiel 10:19, 11:23 &amp;quot;E a glória de IÊRROVÁH se alçou desde o meio da cidade e se pôs sobre o monte que está ao oriente da cidade&amp;quot; onde deve estar escondida a Arca. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também ha uma lenda que diz que por ocasião da sua visita ao rei Salomão no ano 1017 a.C., a rainha de Sabá lhe pediu uma réplica da Arca a fim de leva-la para os israelitas conversos da sua terra Etiópia como ela recentemente a fim de a conheceram. Dizem que súditos da rainha à noite substituíram a original pela réplica, façanha demais arriscada para ser verdade, e a levaram para Etiópia onde está escondida até hoje. Se levaram é mais provável que seja a réplica. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também em Apo 4:3-8  fala-se destes quatro querubins. Diz que o redor do trono de Deus  havia 24 anciãos, 7 lâmpadas de fogo, e os 4 querubins com rostos de leão, bezerro, homem, e águia. Os vinte quatro ancião por ser múltiplo de 12 nos lembra o Sinédrio de Israel composto de 72 membros também múltiplo de 12. Os sete espíritos são os sete arcanjos sendo Miguel o ministro geral, os seis restantes chefes de ministérios como diz a tradição judaica. E os quatro animais para que servem senão para declarar as virtudes de Deus dizendo: &amp;quot;Santo, Santo, Santo é IÊRROVÁH Deus, o Todo-Poderoso, que era, e que é, e que há de vir&amp;quot;? Porque rosto de homem, leão, boi, e águia?  Por tudo isto nos parece que esta visão se refere à organização do governo de Deus. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta visão é uma reprodução do Tabernáculo e depois do Templo que segue a mesma disposição conforme a figura: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:templo.jpg|thumb|center|templo]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Arca = os quatro animais &lt;br /&gt;
A Mesa com os Doze Pães da Proposição = os vinte quatro anciãos &lt;br /&gt;
O Candelabro de Sete Lampadas = as sete lâmpadas &lt;br /&gt;
O Altar dos holocaustos simboliza o sacrifício para o pagamento dos pecados. &lt;br /&gt;
A Pia representa a fé no sacrifício. &lt;br /&gt;
O Altar do Incenso designa a oração a Deus. &lt;br /&gt;
A Arca significa o universo, a lei, o julgamento, o atendimento, e a justiça de Deus. &lt;br /&gt;
A Mesa dos doze pães representa os chefes das doze tribos de Israel. &lt;br /&gt;
O Castiçal das sete lâmpadas simboliza os chefes das sete falanges de anjos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os antigos tinham o costume de associar os seus conhecimentos a símbolos e quase sempre à astronomia. Esta visão pode muito bem ser simbolizada pelas 24 horas do dia, os sete planetas, e o zodíaco representado pelo quatro signos: touro, leão, águia do signo escorpião, e homem do signo de aquário que correspondem aos quatro querubins como na figura abaixo. Os signos acompanhando o sol giram em torno da terra. Cada signo passa pelo meio do céu a uma das 24 horas do dia. Em Abril o signo de Balança passa pelo meio do céu à meia-noite. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Arca = o zodíaco &lt;br /&gt;
A Mesa com os Doze Pães da Proposição = vinte quatro horas do dia &lt;br /&gt;
O Candelabro de Sete Lâmpadas = sete planetas &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:rodazodiacal.jpg|thumb|center|roda dos signo]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A interpretação da Nova Jerusalem em Apocalipse 21:10-21 é idêntica. Representa a organização do governo de Deus na segunda vinda de Cristo. O ceu um grande e alto muro é o zodíaco, as doze portas e doze fundamentos, as doze horas da manhã e da noite representando o Sinédrio, ou os governadores das doze regiões da terra, os sete ângulos visíveis da cidade em forma de cubo de comprimento, largura e altura iguais são os ministros das sete falanges de anjos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:cubozodiacal.jpg|thumb|center|governo de deus]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se os signos são classificados em quatro grupos básicos como fazem os astrólogos desde Carneiro até Peixes seguindo a ordem  fogo, terra, água e ar de modo que dos cardiais o Touro é de terra, o Leão é de fogo, a Águia de Escorpião é de ar, e o Homem de Aquário é de água. São chamados de cardiais porque ocupam os pontos Leste, Oeste, Norte, e Sul do zodíaco. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
fogo	    Carneiro	'''''Leão'''''	   Sagitário&lt;br /&gt;
terra	'''''Touro'''''	    Virgem	  Capricórnio&lt;br /&gt;
água	    Gêmeos	    Balança	'''''Homem'''''&lt;br /&gt;
ar	  Caranguejo	'''''Águia'''''	     Peixes&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde a mais remota antiguidade os filósofos diziam que o universo era composto de quatro elementos: o ar,  a terra, o fogo, e a água. São também representados pela Águia que atravessa os ares, o Touro que lavra a terra,  o Leão que ataca o Touro como o raio do céus incendeia a terra, e o Homem que em multidão murmura como o ruído dos mares. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estes quatro elementos simbolizam as quatro substâncias fundamentais: o espaço, a matéria, a força, e o espírito, com que se formam as quatro espécies de Seres do universo: o espaço, os corpos, a força, e as pessoas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O corpo de boi com asas representa &amp;quot;o Ser&amp;quot; em geral, e a sua cabeça é a diferença específica que caracteriza a espécie do Ser de modo que a face superior da Arca diz que IÊRROVÁH é o Criador de todos os Seres do Universo: do espaço, dos corpos, da força, e das pessoas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pessoa é distinta do corpo. Os sentidos, os sentimentos, os desejos, e os pensamentos são alterações do corpo. A pessoa é o &amp;quot;Eu&amp;quot; que percebe tudo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A força é o ser único invisível que move os corpos através do espaço único e infinito gerando todas as formas de energia conforme as leis físicas, químicas, biológicas, mecânicas, astronômicas, e outras. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O menor corpo em que pode ser dividida a matéria era chamado de &amp;quot;átomo&amp;quot; todos de igual forma e tamanho pelo filósofo grego Demócrito (460-370 a.C). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se a face superior da Arca diz que IÊRROVÁH é o Criador, a face inferior, a sua base, significa que Ele é Todo-Poderoso, como diziam os querubins na visão de João em Apocalipse 4:8 &amp;quot;Santo, Santo, Santo é IÊRROVÁH Deus, o Todo-poderoso, que era, e que é, e que há de vir (será)&amp;quot;. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As outras quatro que envolviam as tábuas dos dez mandamentos, o vaso com maná, o bastão de Arão e a serpente de cobre significam de acordo com estes objetos que Ele manda, julga, atende, e castiga (Deu 10:2, Num 17:10, Exo 16:33, Num 21:5-9, II Reis 18:4). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Arca do Testemunho como na figura com o sumo-sacerdote ao lado em proporcões reais, nos lembra que IÊRROVÁH Todo-Poderoso, Criador do espaço, dos corpos, da força, e das pessoas, manda, julga, atende, e castiga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Bíblia]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Antigo Testamento]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Enoch&amp;diff=5531</id>
		<title>Enoch</title>
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		<updated>2007-02-06T00:54:16Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: Conteúdo Não Enciclopédico&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Colagem}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Apocalipse de Enoch'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enoch relembrou seu discurso dizendo: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;A propósito dos filhos da Justiça e acerca do Eleito do mundo, que havia crescido de uma planta de verdade e de justiça, eles falaram e deram a conhecer a mim Enoch, filhos meus, segundo o que me foi revelado todo o entendimento por uma visão celestial e pela voz dos anjos guardiães e dos santos. Nas tábuas celestiais é tudo lido e entendido &amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Continuou falando Enoch e disse: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Eu, Enoch, nasci o sétimo, na primeira semana, na época em que a justiça ainda era firme. Depois de mím, virá a segunda semana na que crescerá a mentira e a violência e durante ela terá lugar o primeiro Final, então, um homem será salvo. E quando esta semana haver acabado, a injustiça crescerá e Deus fará uma lei para os pecadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois, haverá o final da terceira semana, um homem será eleito como planta de juízo justo, através do qual crescerá como planta de justiça para a eternidade. Logo, ao terminar a quarta semana, as visões dos santos e dos justos aparecerão e será preparada uma lei para gerações de gerações e um cercado.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Depois, no final da quinta semana, uma casa de gloria e poder será edificada para a eternidade. Logo, na sexta semana, os que viverem durante ela serão cegados em seu coração, infielmente, se afastarão da sabedoria. Então um homem subirá ao céu no final desta semana, a casa de dominação será consumida pelo fogo e será dispersado todo a linhagem da raiz escolhida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Logo, na sétima semana surgirá uma geração perversa; numerosas serão suas obras, mas todas estarão no erro. E no final desta semana serão escolhidos os eleitos como testemunhas da verdade e da planta de justiça eterna. Lhes será dada sabedoria e conhecimento por setuplicado. Para eles executar o juízo arrancarão da raiz as causas da violência e nela a obra da falsidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois disso virá a oitava semana, a da justiça, na qual se entregará uma espada a todos os justos para que julguem justamente aos opressores, que serão entregues em suas mãos. E ao final desta semana os justos adquirirão honestamente riquezas e será construído o templo da realeza de O Grande, em seu esplendor eterno, para todas as gerações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após isto, na nona semana se revelarão a justiça e o juízo justo à totalidade dos filhos da terra inteira e todos os opressores desaparecerão totalmente da terra e serão lançados ao pouso eterno e todos os homens verão o caminho justo e eterno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Depois disso, na décima semana, em sua sétima parte, terá lugar o Juízo Eterno. Será o tempo do Grande Juízo e Ele executará a vingança no meio dos santos. Então o primeiro céu passará e aparecerá um novo céu e todos os poderes dos céus se levantarão brilhando eternamente sete vezes mais. E depois disso, haverá muitas semanas, cujo número nunca terá fim, nas quais se fará o bem e a justiça. O pecado já não será mencionado jamais.&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O livro de Enoch é um texto apócrifo que é mencionado por algumas cartas do Novo Testamento (Judas, Hebreus e 2ª de Pedro). Até a elaboração da Vulgata, por volta do ano 400, os primeiros seguidores de Cristo o mencionavam abertamente em seus textos e o aceitavam como real. Após a Vulgata ele caiu no esquecimento. Entretanto, o livro é muito interessante e parece real. O livro de Enoch foi preservado somente em uma cópia, na totalidade, em etíope e, por esta razão, também é chamado de Enoch etíope. Este documento foi encontrado, incompleto, entre os Manuscritos do Mar Morto. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''''Profecias sobre o fim dos tempos''''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1 - Eis as palavras de Enoch pelas quais abençoou os eleitos e os justos que viverão no tempo da aflição, quando serão reprovados todos os maus e ímpios. Enoch, homem justo que caminha diante do Senhor, quando seus olhos foram abertos, e quando contemplou uma santa visão nos céus, fala e pronuncia: Eis o que me mostram os anjos, &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2 - Esses anjos me revelarão todas as coisas e me darão a inteligência do que jamais vi, que não deve ocorrer nesta geração, mas numa geração afastada, para o bem dos eleitos, &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3 - Foi por eles que pude falar e conversar com aquele que deve deixar um dia sua celeste morada, o Santo e Todo-poderoso, o Senhor desse mundo, &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4 - Que um dia deve pôr em convulsão o pico do monte Sinai, aparecer em seu tabernáculo e se manifestar com toda a força de sua celeste potência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5 - Todos os vigilantes serão surpreendidos, todos ficarão consternados. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6 - Todos serão tomados pelo medo e pelo espanto, mesmo nas extremidades da terra. As altas montanhas serão sacudidas, as colinas elevadas serão diminuídas, escoar-se-ão diante de sua face como o círio diante da drama. A terra será submersa e tudo aquilo que a habitar, perecerá, ora, todos os seres serão julgados, mesmo os justos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7 - Mas os justos obterão a paz, Ele conservará os eleitos e sobre eles exercerá sua clemência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8 - Então tornar-se-ão a propriedade do Senhor Deus, e serão por Ele cumulados de felicidade e bênçãos; e o esplendor da Divindade os iluminará.&amp;quot; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''''Profecias sobre Jesus, os tempos atuais e a perseguição aos cristãos''''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1 - Lá, vi então o Ancião dos dias cuja cabeça estava como que coberta de lã branca e com ele, um outro, que tinha a figura de um homem. Esta figura era plena de graça, como a de um dos santos anjos. Então interroguei a um dos anjos que estava comigo e que me explicou todos os mistérios relativos ao Filho do homem. Perguntei-lhe quem era ele, de onde vinha e porque acompanhava o Ancião dos Dias. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2 - Respondeu-me nessas palavras: &amp;quot;Este é o Filho do homem a quem toda justiça se refere, com quem ela habita, e que tem a chave de todos os tesouros ocultos; pois o Senhor dos espíritos o escolheu preferencialmente e deu-lhe glória acima de todas as criaturas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3 - Esse Filho do homem que viste, arrancará reis e poderosos de seu sono voluptuoso, fá-los-á sair de suas terras inamovíveis, colocará freio nos poderosos, quebrará os dentes dos pecadores. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4 - Expulsará os reis de seus tronos e de seus reinos, porque recusam honrá-lo, de tornarem públicos seus louvores e de se humilharem diante daquele a quem todo reino foi dado. Colocará tormentos na raça dos poderosos; forçá-los-á a se deitarem diante dele. As trevas tornar-se-ão sua morada e os vermes serão os companheiros de sua cama; nenhuma esperança para eles de sair desse leito imundo, pois não consultaram o nome do Senhor dos espíritos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5 - Desprezarão os astros do céu e elevarão as mãos contra o Todo-Poderoso; seus pensamentos serão voltados apenas para a terra na qual desejarão estabelecer sua morada eterna; e suas obras serão apenas obras de iniquidade. Colocarão suas alegrias em suas riquezas e sua confiança nos deuses fabricados por suas próprias mãos. Recusar-se-ão a invocar o Senhor dos espíritos, expulsá-lo-ão de seus templos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6 - E os fiéis serão perseguidos pelo nome do Senhor dos espíritos.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
'''''Profecias sobre o julgamento''''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1 - Nesse dia, as preces dos santos subirão da terra até ao pé do trono do Senhor dos espíritos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2 - Nesse dia, os santos que habitam nos céus se reunirão e com voz unânime, rezarão, suplicarão, celebrarão, louvarão, exaltarão o nome do Senhor dos espíritos, pelo sangue dos justos, espalhado por ele; e essas preces dos justos elevar-se-ão incessantemente ao trono do Senhor dos espíritos, a fim de que lhes faça justiça, e que sua paciência pelos maus não seja eterna. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3 - Nesse tempo, vi o Ancião dos dias, sentado no trono de sua glória. 0 livro da vida estava aberto diante dele e todas as potências do céu se mantinham curvadas diante dele e ao seu redor. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4 - Então os corações dos santos estavam inundados de alegria, porque o tempo da justiça era chegado, a prece dos santos havia sido ouvida e o sangue dos justos havia sido apreciado pelo Senhor dos espíritos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Glossário]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Predefini%C3%A7%C3%A3o:Colagem&amp;diff=5530</id>
		<title>Predefinição:Colagem</title>
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		<updated>2007-02-06T00:53:05Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: Nova Predefinição&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;lt;br clear=all&amp;gt;&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;toccolours noprint&amp;quot; align=&amp;quot;center&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-----&lt;br /&gt;
| style=&amp;quot;text-align:center;display:run-in;margin-top: 10px;&amp;quot; |&lt;br /&gt;
Esta página não contém um artigo sobre o assunto, mas uma '''colagem de conteúdo'''.&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;Por favor nos ajude [{{SERVER}}{{localurl:{{NAMESPACE}}:{{PAGENAME}}|action=edit}} escrevendo um artigo] sobre o assunto em questão.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
|}&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
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		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Discuss%C3%A3o:Liber_61&amp;diff=5528</id>
		<title>Discussão:Liber 61</title>
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		<updated>2007-02-06T00:48:31Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Outra entrada que não é um artigo, mas uma colagem do próprio conteúdo. Isto é totalmente inapropriado. Isto é uma enciclopédia ou um site de download? --[[Usuário:Pedro Lamarao|Pedro Lamarao]] 22:48, 5 Fevereiro 2007 (BRST)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
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	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Santa_Inquisi%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=5527</id>
		<title>Santa Inquisição</title>
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		<updated>2007-02-06T00:47:43Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: Uma introdução apropriada&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;A Santa Inquisição é a expressão usada para fazer referência aos vários movimentos de caça, julgamento e/ou execução de hereges por toda a Europa. A expressão é utilizada para fazer referência à política de perseguições conduzida pela Igreja Católica ou para casos gerais de supressão de heresia, ou para se referir as instituições específicas que conduziam (ou conduzem) estas atividades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Historicamente, não houve uma Inquisição, mas diversos eventos relacionados seja por uma mesma instituição (como a Igreja Católica), seja por um momento histórico (uma época de particular instabilidade social).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Contexto Histórico==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No século IV, quando o Cristianismo se propagava, a Igreja Católica havia tomado santuários e templos sagrados de povos pagãos, para implantar sua religiosidade e erigir suas igrejas. Nos primórdios do Catolicismo, acreditavam que os pagãos continuariam a freqüentar estes lugares sagrados para reverenciarem seus Deuses. Mas com o passar do tempo, assimilariam o cristianismo substituindo o paganismo, através da anulação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mesmo assim, por toda a parte, havia uma constante veneração às divindades pagãs. Ao longo dos séculos, a estratégia da Igreja Católica não funcionou, e através da Inquisição, de uma forma ensandecida e sádica, as autoridades eclesiásticas tentaram apagar de uma vez por todas a figura da Grande Deusa Mãe, como principal divindade cultuada sobre todos os extremos da Terra. O Catolicismo medieval transformou o culto à Grande Deusa Mãe, num culto satânico, promovendo uma campanha de que a adoração dos deuses pagãos era equivalente à servidão a satã.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inquisição é o ato de inquirir, isto é, indagar, investigar, interrogar judicialmente. No caso da Santa Inquisição, significa &amp;quot;questionar judicialmente aqueles que, de uma forma ou de outra, se opõem aos preceitos da Igreja Católica&amp;quot;. Dessa forma, a Santa Inquisição, também conhecida como Santo Ofício, foi um tribunal eclesiástico criado com a finalidade &amp;quot;oficial&amp;quot; de investigar e punir os crimes contra a fé católica. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na prática, os pagãos representavam uma constante ameaça à autoridade clerical e a Inquisição era um recurso para impor à força a supremacia católica, exterminando todos que não aceitavam o cristianismo nos padrões impostos pela Igreja. Posteriormente, a Santa Inquisição passou a ser utilizada também como um meio de coação, de forma a manipular as autoridades como meio de obter vantagens políticas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Tribunal.jpg|thumb|center|Tribunal]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==A caça às bruxas==&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A Santa Inquisição teve seu início no ano de 1184, em Verona, com o Papa Lúcio III. Em 1198, o Papa Inocêncio III já havia liderado uma cruzada contra os albigenses (hereges do sul da França), promovendo execuções em massa. Em 1229, sob a liderança do Papa Gregório IX, no Concílio de Tolouse, foi oficialmente criada a Inquisição ou Tribunal do Santo Ofício. Em 1252, o Papa Inocêncio IV publicou o documento intitulado Ad Exstirpanda, que foi fundamental na execução do plano de exterminar os hereges. O Ad Exstirpanda foi renovado e reforçado por vários papas nos anos seguintes. Em 1320, a Igreja (a pedido do Papa João XXII) declarou oficialmente que a Bruxaria, e a Antiga Religião dos pagãos constituíam um movimento e uma &amp;quot;ameaça hostil&amp;quot; ao cristianismo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os inquisidores, cidadãos encarregados de investigar e denunciar os hereges, eram doutores em Teologia, Direito Canônico e Civil. Inquisidores e informantes eram muito bem pagos. Todos os que testemunhassem contra uma pessoa supostamente herege, recebiam uma parte de suas propriedades e riquezas, caso a vítima fosse condenada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os inquisidores deveriam ter no mínimo 40 anos de idade. Sua autoridade era outorgada pelo Papa através de uma bula, que também podia incumbir o poder de nomear os inquisidores a um Cardeal representante, bem como a padres e frades franciscanos e dominicanos. As autoridades civis, sob a ameaça de excomunhão em caso de recusa, eram ordenadas a queimar os hereges. Camponeses eram incentivados (ludibriados com a promessa de ascenderem ao reino divino ou através de recompensas financeras) a cooperarem com os inquisidores. A caça às Bruxas tornou-se muito lucrativa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Geralmente as vítimas não conheciam seus acusadores, que podiam ser homens, mulheres e até crianças. O processo de acusação, julgamento e execução era rápido, sem formalidades, sem direito à defesa. Ao réu, a única alternativa era confessar e retratar-se, renunciar sua fé e aceitar o domínio e a autoridade da Igreja Católica. Os direitos de liberdade e de livre escolha não eram respeitados. Os acusados eram feitos prisioneiros e, sob tortura, obrigados a confessarem sua condição herética. As mulheres, que eram a maioria, comumente eram vítimas de estupro. A execução era realizada, geralmente, em praça pública sob os olhos de todos os moradores. Punir publicamente era uma forma de coagir e intimidar a população. A vítima podia ser enforcada, decapitada, ou, na maioria das vezes, queimada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Fogueira.jpg|thumb|center|Fogueira]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Hecatombe==&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Gradativamente, contando com o apoio e o interesse das monarquias européias, a carnificina se espalhou por todo o continente. Para que se tenha uma idéia, em Lavaur, em 1211, o governador foi enforcado e a esposa lançada num poço e esmagada com pedras; além de quatrocentas pessoas que foram queimadas vivas. No massacre de Merindol, quinhentas mulheres foram trancadas em um celeiro ao qual atearam fogo. Os julgamentos em Toulouse, na França, em 1335, levaram diversas pessoas à fogueira; setecentos feiticeiros foram queimados em Treves, quinhentos em Bamberg. Com exceção da Inglaterra e dos EUA, os acusados eram queimados em estacas. Na Itália e Espanha, as vítimas eram queimadas vivas. Na França, Escócia e Alemanha, usavam madeiras verdes para prolongar o sofrimento dos condenados. Ainda, a noite de 24 de agosto de 1572, que ficou conhecida como &amp;quot;A noite de São Bartolomeu&amp;quot;, é considerada &amp;quot;a mais horrível entre as ações inquisidoras de todos os séculos&amp;quot;. Com o consentimento do Papa Gregório XIII, foram eliminados cerca de setenta mil pessoas em apenas alguns dias. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além da Europa, a Inquisição também fez vítimas no continente americano. Em Cuba iniciou-se em 1516 sob o comando de dom Juan de Quevedo, bispo de Cuba, que eliminou setenta e cinco hereges. Em 1692, no povoado de Salem, Nova Inglaterra (atual E.U.A.), dezenove pessoas foram enforcadas após uma histeria coletiva de acusações. No Brasil há notícias de que a Inquisição atuou no século XVIII. No período entre 1721 e 1777, cento e trinta e nove pessoas foram queimadas vivas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No século XVIII chega ao fim as perseguições aos pagãos, sendo que a lei da Inquisição permaneceu em vigor até meados do século XX, mesmo que teoricamente. Na Escócia, a lei foi abolida em 1736, na França em 1772, e na Espanha em 1834. O pesquisador Justine Glass afirma que cerca de nove milhões de pessoas foram acusadas e mortas, entre os séculos que durou a perseguição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Inquisição]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Discuss%C3%A3o:Tahuti&amp;diff=5526</id>
		<title>Discussão:Tahuti</title>
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		<updated>2007-02-06T00:39:07Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;quot;A intenção dos sacerdotes egipicios de escrever em hieróglifos era para que a sabedoria não se perdesse&amp;quot;? Há autoridade em arqueologia que defenda essa tese?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Que eu me lembre, culturas primitivas utilizavam figuras como escrita primitiva por serem '''primitivas'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--[[Usuário:Pedro Lamarao|Pedro Lamarao]] 22:39, 5 Fevereiro 2007 (BRST)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Tahuti&amp;diff=5525</id>
		<title>Tahuti</title>
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		<updated>2007-02-06T00:35:32Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: Copy-editing&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{esboço}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tahuti é outro nome para Toth, o deus da sabedoria, da escrita, do conhecimento trancedental, aquele conhecimento que está além das palavras. &lt;br /&gt;
É atribuída a ele a criação do [[Tarot]] e do medu neteru, que significa escrita sagrada, ou seja, os hieroglifos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um hieroglifo só pode ser compreendido através da abstração e compreenção de sua simbologia, daí ser Tahuti o senhor do conhecimento trancedental. A intenção dos sacerdotes egipicios de escrever em hieróglifos era para que a sabedoria não se perdesse, e todo aquele que estivesse em posse das chaves, ou seja, do significado iniciatico das gravuras, pudesse compreendê-las. Ademais, os hieroglifos são construídos a partir de simbolos universais, impressões no akasha do inconciente coletivo humano, daí a capacidade de qualquer um em posse das chaves, ter o véu desvelado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há uma lenda egipicia de que os rituais e livros sagrados caíram literalmente do céu, sendo encontrados  nos Templos aos pés das imagens do deus, tendo sido escritos de sua propria mão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É considerada um divinidade lunar por refletir o pensamento de Rá.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seus animais sagrados eram o macaco e a ibis. Representavam o dupla natureza da humanidade. A íbis é a razão e o macaco é o instinto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Divindades]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Divindades Egípcias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Sagrados_Livros_de_Thelema&amp;diff=5524</id>
		<title>Sagrados Livros de Thelema</title>
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		<updated>2007-02-06T00:32:33Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: Alterações no estilo; correção de um erro tipográfico&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{esboço}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os '''Sagrados Livros de Thelema''' são as obras de [[Aleister Crowley]] que o mesmo declara não serem de sua autoria e que foram apenas redigidas por ele como escriba de uma inteligência superior; portanto, são considerados trabalhos inspirados. O principal desses livros é o [[Liber AL vel Legis|Livro da Lei]], o único a ser transmitido a ele ditado por voz. Sobre todos os outros Crowley escreve no Confessions:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;quot;O espírito veio em mim e eu escrevi vários livros de uma forma que dificilmente saberia como descrever. Eles não foram tomados de ditado, como o ''Livro da Lei'', nem forem eles minha composição. Nem mesmo posso chamá-los de escrita automática. Só posso dizer que estava totalmente consciente no momento em que escrevia... Não posso duvidar que esses livros são trabalho de uma inteligência independente da minha.&amp;quot;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os Livros Sagrados são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*'''Liber  CCXX, [[Liber AL vel Legis]]''', O Livro de Lei — Dentro do canon da Sagrada Escritura Thelêmica, o principal é o ''Livro da Lei''. É esperado que os Thelemitas interpretem o livro por si mesmos, baseados nos comentários e outros escritos de [[Aleister Crowley]]; mas são &amp;quot;proibidos&amp;quot; de promover suas interpretações pessoais aos outros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*'''[http://www.hermetic.com/crowley/libers/lib1.html Liber I]: Liber B vel  Magi'''— Um relato do grau de [[A.'.A.'.|Magus]], o maior grau que se é possível manifestar, de alguma forma, nesse plano. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*'''[http://www.hermetic.com/crowley/libers/lib7.html Liber VII]: Liber Liberi  vel Lapidis Lazuli]'''— Estas são as Palavras de Nascimento do Mestre da Templo. Seus 7 Capítulos referem-se aos 7 Planetas na seguinte ordem: Marte, Saturno, Júpiter, Sol, Mercúrio, Lua, Vênus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*'''[http://www.hermetic.com/crowley/libers/lib10.html Liber X]: Liber Porta  Lucis'''— Uma relato do envio de [[Mestre Therion]] pela [[A.'.A.'.]] e uma explicação da sua missão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*'''[http://www.hermetic.com/crowley/libers/lib27.html Liber XXVII]: Sendo um livro de [[I Ching|Trigramas]] das Mutações do [[Tao]] com o Yin e Yang. Um relato do processo Cósmico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*'''[http://www.hermetic.com/crowley/libers/lib65.html Liber LXV]: Liber Cordis Cincti Serpente''' — Um relato das relações do aspirante e seu Anjo Sagrado Anjo Guardião.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*'''[http://www.hermetic.com/crowley/libers/lib66.html Liber LXVI]: Liber Stellae Rubeae'''— [[Magia Sexual]] velada em simbolismo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*'''[http://www.hermetic.com/crowley/libers/lib90.html Liber XC]: Liber Tzaddi vel Hamus Hermeticus''' — Um relato da Iniciação, e uma indicação a respeito daquelas que são apropriados ao mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*'''[http://www.hermetic.com/crowley/libers/lib156.html Liber CLVI]: Liber Cheth vel Vallum Abiegni''' — [[Magia Sexual]] velada em simbolismo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*'''[http://www.hermetic.com/crowley/libers/lib231.html Liber CCXXXI]: Liber Arcanorum''' — Um relato do processo cósmico tal como é indicado pelos Trunfos do [[Tarot]]. A seqüência dos 22 Trunfos é explicada como uma [[fórmula da Iniciação]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*'''[http://www.hermetic.com/crowley/libers/lib370.html Liber CCCLXX]: Liber A'ash vel Capricorni Pneumatici''' — Analisa a natureza da força mágica criativa no homem, explica como despertá-la, como usá-la e indica os objetivos gerais, bem como os particulares a serem ganhados desse modo. [[Magia Sexual]] velada em simbolismo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*'''[http://www.hermetic.com/crowley/libers/lib400.html Liber CD]: Liber Tau vel Kabbalae Trium Literarum''' — Uma interpretação gráfica do Tarot no plano de Iniciação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*'''[http://www.hermetic.com/crowley/libers/lib813.html Liber DCCCXIII]: Ararita''' — Um relato do Hexagrama e o método de reduzí-lo à Unidade e Além. Esse livro descreve em linguagem mágica um processo muito secreto da Iniciação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*'''[http://www.hermetic.com/crowley/l418/418.html Liber CDXVIII]: [[Visão e a Voz|A Visão e a Voz]]''' — Sendo a a Visão e a Voz dos Anjos dos trinta Aethyrs. Além de ser o relato classico dos trinta Aethyrs (éteres) e um modelo de todas as visões, os lamentos dos Anjos devem ser considerados como exatos, e a doutrina da função do Grande Fraternidade Branca compreendida como a fundação da Aspiração do Adepto. O relato do Mestre do Templo deve, em particular, ser tomado como autêntico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Referências==&lt;br /&gt;
The Holy Books of Thelema, Crowley, Aleister. (1988). Samuel Weiser:York Beach, Maine.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Religiões]][[Categoria:Thelema]][[Categoria:Textos Sagrados]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Discuss%C3%A3o:O_Dever&amp;diff=5522</id>
		<title>Discussão:O Dever</title>
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		<updated>2007-02-06T00:07:40Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Isto não é um artigo enciclopédico sobre a obra &amp;quot;O Dever&amp;quot;, mas uma colagem da própria obra. --[[Usuário:Pedro Lamarao|Pedro Lamarao]] 22:07, 5 Fevereiro 2007 (BRST)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Discuss%C3%A3o:Apparelhamentum&amp;diff=5521</id>
		<title>Discussão:Apparelhamentum</title>
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		<updated>2007-02-06T00:02:40Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Qual é a relevância disto? Esta é uma entrada de dicionário, não um artigo enciclopédico. --[[Usuário:Pedro Lamarao|Pedro Lamarao]] 22:02, 5 Fevereiro 2007 (BRST)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Culto_aos_Egungun&amp;diff=5520</id>
		<title>Culto aos Egungun</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Culto_aos_Egungun&amp;diff=5520"/>
		<updated>2007-02-06T00:02:01Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: &amp;quot;Esboço&amp;quot; deve vir no topo, para alertar o leitor.&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{esboço}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Culto aos Egungun''' é uma das mais importantes instituições, tem por finalidade preservar e assegurar a continuidade do processo civilizatório africano no [[Brasil]], é o culto aos ancestrais masculinos, originário de [[Oyo]], capital do império [[Nagôs|Nagô]], que foi implantado no Brasil no inicio do [[século XIX]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O culto principal aos Egungun é praticado na Ilha de [[Itaparica]] no Estado da [[Bahia]] mas existem casas em outros Estados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto ao aspecto físico, um terreiro de [[Egungun|Egun]] apresenta basicamente as seguintes unidade: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* um espaço público, que pode ser freqüentado por qualquer pessoa, e que se localiza numa parte do barracão de festas; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* uma outra parte desse salão, onde só podem ficar e transitar os iniciadores, e para onde os Egun vêm quando são chamados, para se mostrar publicamente; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* uma área aberta, situada entre o barracão e o Ilê Igbalé (ou Ilê Awô - a casa do segredo), onde também se encontra um montículo de terra preparado e consagrado, que é o assentamento de [[Onilé]]; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* um espaço privado ao qual só têm acesso os iniciados da mais alta hierarquia, onde fica o Ilê Awô, com os assentamentos coletivo, e onde se guardam todos os instrumentos e paramentos rituais, como os Isan pronuncia-se (ixan), longas varas com as quais os [[Babaojé|Ojé]] invocam (batendo no chão) e controlam os Egungun.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==História==&lt;br /&gt;
O Culto à Egun ou Egungun veio da [[África]] junto com os [[Orixá]]s trazidos pelos [[Escravatura|escravos]]. Era um culto muito fechado, secreto mesmo, mais que o dos Orixás por cultuarem os mortos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira referência do Culto de Egun no Brasil segundo [[Juana Elbein dos Santos]] foram duas linhas escritas por [[Nina Rodrigues]], refere-se a 1896, mas existem evidências de terreiros de Egun fundados por africanos no começo do século XIX.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os Terreiros de Egun mais famosos foram:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*'''Terreiro de Vera Cruz''', fundado +/- 1820 por um africano chamado Tio Serafim, em Vera Cruz, Ilha de Itaparica. Ele trouxe da África o Egun de seu pai, invocado até hoje como Egun Okulelê, faleceu com mais de cem anos.&lt;br /&gt;
*'''Terreiro de Mocambo''', fundado +/- 1830 por um africano chamado Marcos-o-Velho para distingui-lo do seu filho, na plantação de Mocambo, Ilha de Itaparica. Teria comprado sua carta de alforria, anos mais tarde teria voltado à Àfrica junto com seu filho Marcos Teodoro Pimentel, lá permanecendo por muitos anos aperfeiçoando seus conhecimentos litúrgicos, onde também seu filho foi iniciado. Quando voltaram trouxeram com eles o assento do Baba Egun Olukotun, considerado o Olori Egun, o ancestre primordial da nação nagô.&lt;br /&gt;
*'''Terreiro de Encarnação''', fundado +/- 1840 por um filho do Tio Serafim, chamado João-Dois-Metros por causa de sua altura, no povoado de Encarnação. Foi nesse terreiro que se invocou pela primeira vez no Brasil o Egun Baba Agboula, um dos patriarcas do povo Nagô.&lt;br /&gt;
*'''Terreiro de Tuntun''', fundado +/- 1850 pelo filho de Marcos-o-Velho, chamado Tio Marcos, num velho povoado de africanos denominado Tuntun, Ilha de Itaparica. Marcos possuiu o título de Alapini, Ipekun Ojé, Sacerdote Supremo do Culto aos Egungun, na tradição histórica Nagô, o Alapini representa os terreiros de Egun ao afin, palácio real. Marcos, Alapini, faleceu por volta de 1935, e com sua morte desapareceu o terreiro do Tuntun, porém a tradição do culto a Baba Olokotun continuou através de seu sobrinho Arsênio Ferreira dos Santos, que possuia o título de Alagba, este migrou para o Rio de Janeiro levando o assento de Baba Olokotun para o municipio de São Gonçalo. Depois do falecimento de Arsênio, oa assentos dos Baba retornaram para Bahia, através do atual Alapini, [[Deoscoredes M. dos Santos]], conhecido como Mestre Didi Axipá, presidente da Sociedade Cultural e Religiosa Ilê Axipá. Mestre Didi foi iniciado na tradição do culto aos Egungun por Marcos e Arsênio.&lt;br /&gt;
*'''Terreiro do Corta-Braço''', na Estrada das Boiadas, ponto de reunião de praticantes da capoeira, atualmente bairro da Liberdade, cujo chefe era um africano conhecido como Tio Opê. Um dos Ojé, sacerdotes do culto aos Egungun, conhecido como João Boa Fama, iniciou alguns jovens na Ilha de Itaparica, que se juntariam com os descendentes de Tio Serafim e Tio Marcos para fundarem o Ilê Agboula, no bairro Vermelho, próximo à Ponta de Areia.&lt;br /&gt;
Outros terreiros de Egungun foram registrados no final do século XIX, um localizado em Quitandinha do Capim, que cultuava os Egun Olu-Apelê e Olojá Orum, o de Tio Agostinho, em Matatu que se tornou ponto de concentração de vários Ojés de outras casas inclusive o Alapini Tio Marcos, o terreiro da Preguiça, ao lado da igreja da Conceição da Praia.&lt;br /&gt;
*'''Ilê Agboulá''', Localizado em Ponta de Areia, na Ilha de Itaparica, o Ilê Agboulá é, hoje, no Brasil, um dos poucos lugares dedicados exclusivamente ao culto dos Egun. Sua fundação remonta ao primeiro quarto do século XX, mas a comunidade que lhe deu origem e que lhe mantém os fundamentos está estabelecida na Ilha, como já vimos há cerca de duzentos anos.  Essa comunidade se constitui de mais ou menos cem famílias que vivem da pesca, da coleta e venda de frutos e, hoje, de pequenos empregos propiciados pela indústria turística que se expande na Ilha de uns dez anos para cá. Mas apesar de toda a transformação que os novos tempos ocasionaram em Itaparica, a comunidade do Ilê Agboulá se mantém coesa. Tanto que, mesmo os que por qualquer contingência não moram mais na Ilha, para lá retornam sempre que há oportunidade, nas ocasiões de festas e obrigações, reatando os laços que os unem à sua ancestralidade.&lt;br /&gt;
*'''Ilê Axipá'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Hierarquia==&lt;br /&gt;
Nas casas de Egungun a hierarquia é patriarcal, só homens podem ser iniciados no cargo de Ojé ou [[Babaojé|Babá Ojé]] como são chamados, essa hierarquia é muito rígida, apesar de existirem cargos femininos para outras funções, uma mulher jamais será iniciada para esse cargo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Masculinos: [[Alapini]] (Sacerdote Supremo, Chefe dos alagbás), Alagbá (Chefe de um terreiro), Atokun (guia de Egum), Ojê agbá (ojê ancião), [[Babaojé|Ojê]] (iniciado com ritos completos), Amuixan (iniciado com ritos incompletos), [[Alagbê]] (tocador de atabaque).&lt;br /&gt;
Alguns oiê dos ojê agbá: Baxorun, Ojê ladê, Exorun, Faboun, Ojé labi, Alaran, Ojenira, Akere, Ogogo, Olopondá.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Femininos: Iyalode (responde pelo grupo feminino perante os homens), Iyá egbé (cabeça de todas as mulheres), Iyá monde (comanda as ató e fala com os Babá), Iyá erelu (cabeça das cantadoras), erelu (cantadora), Iyá agan (recruta e ensina as ató), ató (adoradora de Egun).&lt;br /&gt;
Outros oiê: Iyale alabá, Iyá kekere, Iyá monyoyó, Iyá elemaxó, Iyá moro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ilê Agboula perdeu no dia 10 de fevereiro de 2004 o maior homem que o terreiro já teve, aos 92 anos senhor Hermogénes José Ferreira faleceu, na Ilha de Itaparica, deixando um filho e dois netos iniciados no culto aos ancestrais. Com muita sabedoria o homem alto de cor negra era um homem de muita fibra e dedicação, tinha verdadeiro amor pelos eguns e foi um dos primeiros ojés do ilê Agboula. Tio coisinha, assim conhecido dentro e fora do Brasil,casou-se com dona Miliana teve oito filhos e muitos netos dos quais ele se orgulhara muito.Tio Coisinha é da mesma geração de Mestre Didi, homem que ele admirou e respeitou até o fim de sua vida.O culto aos Eguns é algo muito sério e esta seriedade OJÉ TUNDÊ teve até o fim. Ojé mais velho da casa ele deixa uma frase para os mais novos.&amp;quot;O culto aos ancestrais requer muito respeito e dedicação, tudo deve ser feito com muito amor e carinho porque quem tá dentro não pode sair e quem tá fora... eu aconselho á não entrar.&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Ritual==&lt;br /&gt;
Tanto a tradição Nagô como a Jeje e a Congo-Angola cultuam os ancestrais.&lt;br /&gt;
Para os Nagôs existem no Brasil três formas de cultuar os ancestrais, os Esa, os Egungun e as Iya-mi Agba.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os terreiros de [[Candomblé]] possuem um local apropriado de adoração do espirito de seus mortos ilustres, esse local é denominado de Ilê ibo aku, casa de adoração aos mortos, enfim todos iniciados no culto aos Orixás.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os Esa são considerados os ancestrais coletivos dos afro-brasileiros. Seu culto se refere à comunidade em geral. O que destaca o Esa é o fato dele ter-se destacado em vida por servir a comunidade e de continuar atuando em outro plano, contribuindo para o bom desenvolvimento do destino dos fiéis e da casa.&lt;br /&gt;
O Ilê ibo aku onde são assentados e cultuados os Esa é afastado do templo onde são cultuados os Orixás.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os sacerdotes que são iniciados especialmente para cuidar do Ilê ibo aku não são adoxu, isso é, não manifestam Orixá.&lt;br /&gt;
Os ancestrais cultuados no Ilê ibo aku são diferentes dos cultuados no Culto aos [[Egungun]], no primeiro são os espíritos dos falecidos da casa de Candomblé e o segundo são os ara-orun em geral e aos espíritos dos Ojé africanos ou brasileiros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os Esa são invocados e cultuados em diversas situações, especialmente no [[padê]], e no [[axexê]] quando é constituído o assentamento de um adoxu ou dignatário ilustre falecido.&lt;br /&gt;
O assento de Esa se caracteriza pela representação da existência genérica, e o Egungun pela representação do espírito individualizado, o Egungun se caracteriza pela aparição no aiyê. Os Esa e os Egun são invocados no padê.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Calendário Litúrgico==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Calendário Litúrgico do Ilê Agboulá (obtido do Projeto Egungun)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As festas e obrigações obedecem, no Ilê Agboulá, a um bem elaborado calendário litúrgico. E durante essas festas podem ocorrer rituais não periódicos e não obrigatoriamente integrados no calendário, como iniciação de novos Amuixan ou de novos Ojé, ou mesmo obrigações e oferendas de outros titulados da comunidade. Mas o calendário, mesmo, obedece ao seguinte: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Janeiro - Em janeiro, por ocasião do Ano Novo, as obrigações transcorrem até o dia nove. Esses rituais começam com uma obrigação para Onilê seguida de outra para Babá Olukotun. Junto com esta são celebradas as cerimônias anuais em homenagem a Babá Alapalá e Babá Ologbojô. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fevereiro - em fevereiro, começando no dia 2 e se estendendo por duas semanas, ocorre uma festa muito especial, principalmente porque a comunidade de Itaparica vive do mar e para o mar. É a festa de Yemanjá e Oxum, deusas das águas, e de Oxalá, o deus da criação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Junho - em junho, na época do São João, realiza-se as festas de Babá Erin, que é o Egun do Sr. Eduardo Daniel de Paula, fundador da Casa. As festas se realizam por ocasião do ciclo de Xangô, que era o orixá do Sr. Eduardo. E atingem grande brilhantismo porque entre a comunidade do Ilê Agboulá, que é descendente do povo de Oyó, a veneração a Xangô é muito forte. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Glossário]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Setembro - De 7 a 17 de setembro ocorrem as festas de Babá Agboulá. Por essa época é que é feita a colheita dos primeiros frutos na Ilha de Itaparica, sob a proteção de Babá. E isto é muito importante pelo fato de até bem pouco tempo a Ilha de Itaparica ter sido o grande fornecedor de frutas para a cidade de Salvador.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Páginas externas==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [http://www.mestredidi.org/egungun.htm Egungun]&lt;br /&gt;
* [http://aulobarretti.sites.uol.com.br/Egungun.htm Egungun no Candomblé]&lt;br /&gt;
* [http://www.fietreca.org.br Federação Internacional Afro-Brasileira]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Religiões]]&lt;br /&gt;
[[categoria:Afro-brasileiras]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Candomblé]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Alma_Eg%C3%ADpcia&amp;diff=5519</id>
		<title>Alma Egípcia</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Alma_Eg%C3%ADpcia&amp;diff=5519"/>
		<updated>2007-02-06T00:00:45Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: Excluído parágrafo já traduzido&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Tradução}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na [[Mitologia Egípcia]], a alma humana é feita de cinco partes. Ka, Ba, Akh, Sheut e Ren. Durante a vida, achava-se que a [[alma]], incluindo a dos animais e dos deuses, habitava um corpo (chamado de ''Ha'' (''&amp;amp;#7717;&amp;amp;#705;''), que significa ''carne''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Egyptians thought of the Akh, Ba and Ka as immortal aspects of the soul. Yet, though it may sound paradoxial, these concepts could only survive if the body of the individual was conserved properly. The Ba for example could not return to the body if it was rotten and unrecognizable and therefore was damned to roam around forever. Hence the mummification of deceased bodies.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Ren (name) ==&lt;br /&gt;
A person's [[name]] (''rn'' in [[Egyptian language|Egyptian]]) was given to them at birth and would live for as long as that name was spoken, which explains why efforts were made to protect it, placing it in large amounts of writings. For example, part of the [[History of Greek and Roman Egypt|Gr&amp;amp;aelig;co-Roman]] ''Book of Breathings'', a descendant of the ''[[Book of the Dead]]'', was for ensuring the survival of the name. A [[cartouche]] (magical rope) was often used to surround the name and protect it for eternity. Conversely, the names of deceased enemies of the state, such as [[Akhenaten]], were studiously hacked out of monuments.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Sheut (shadow) ==&lt;br /&gt;
A person's [[shadow]] (''&amp;amp;scaron;wt'' in Egyptian) was always present. A person could not exist without a shadow, nor the shadow without the person. The shadow was represented as a small human figure painted completely black.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Ka (corporal presence/life force) ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
The Ka (''k3'') was the concept of ''life force'', the difference between a living and a dead person, death occurring when the ''ka'' left the body. The Ka was thought to be created by [[Chnum]] on a [[potter's wheel]], or passed on to children via their father's [[semen]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
The Egyptians also believed that the ''ka'' was sustained through food and drink. For this reason food and drink offerings were presented to the dead, though it was the ''kau'' (''k3w'') within the offerings (also known as ''kau'') that was consumed, not the physical aspect. The ''ka'' was often represented in Egyptian iconography as a second image of the individual, leading earlier works to attempt to translate ''ka'' as ''double''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Julian Jaynes]] in his theoretical work [[The Origin of Consciousness in the Breakdown of the Bicameral Mind]] suggests that the &amp;quot;ka&amp;quot; originally was a hallucinated god-voice similar to that experienced in [[schizophrenia]].  According to his theory, most people were not fully conscious in the early ancient period, and hence his theory is regarded as fringe by the mainstream.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Ba (soul/personality) ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
The ''Ba'' (''b3'') is in some regards the closest to the Western notion of the [[soul]], but it also was everything that makes an individual unique, similar to the notion of ''personality''. (In this sense, inanimate objects could also have a ''ba'', a unique character, and indeed [[Old Kingdom]] [[Egyptian pyramids|pyramids]] were often called the ''ba'' of their owner). Like a soul, the ''ba'' is a part of a person that lives after the body dies, and it is sometimes depicted as a human-headed bird flying out of the tomb to join with the ''ka'' in the afterlife.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As with humans, deities could also have ''ba''s, but in the case of divine beings, it was even more associated with their ''impressiveness'', ''power'', and ''reputation''. When a god intervened in human affairs, it was said that the ''bau'' (plural of ''Ba'') of the god were at work [Borghouts 1982]. In this regard, the king was regarded as a ''ba'' of a god, or one god was believed to be the ''ba'' of another.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Akh ==&lt;br /&gt;
The Akh (meaning ''shiner''), was a concept that varied over the long history of egyptian belief. It was, at first, the unchanging unification of Ka and Ba, which united after the death of the physical body.  In this sense, it was a sort of [[ghost]].  The Akh was then a part of the Akh-Akh, the panoply of Akhs from other people, gods and [[animal]]s. In this system, it was the aspect of a person that would join the gods in the underworld being immortal and unchangeable.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
In later belief, the Ka was considered to change into the Akh and Ba after death, rather than uniting with the Ba to become the Akh. At this stage, it was believed that the Akh spent some time dwelling in the underworld before returning and being reincarnated as a Ka, gaining a new Ba. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
The separation of Akh / unification of Ka and Ba was created after death, by having the proper offerings made and knowing the proper efficacious spell, but there was an attendant risk of dying again. Egyptian funerary literature (such as the [[Coffin Texts]] and the [[Book of the Dead]]) were intended to aid the deceased in &amp;quot;not dying a second time&amp;quot; and becoming an ''akh''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alternative: Khu&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==References==&lt;br /&gt;
*Allen, James Paul. 2001. &amp;quot;Ba&amp;quot;. In ''The Oxford Encyclopedia of Ancient Egypt'', edited by Donald Bruce Redford. Vol. 1 of 3 vols. Oxford, New York, and Cairo: Oxford University Press and The American University in Cairo Press. 161&amp;amp;ndash;162.&lt;br /&gt;
*Borghouts, Joris Frans. 1982. &amp;quot;Divine Intervention in Ancient Egypt and Its Manifestation ''(b3w)''&amp;quot;. In ''Gleanings from Deir el-Med&amp;amp;icirc;na'', edited by Robert Johannes Demar&amp;amp;eacute;e and Jacobus Johannes Janssen. Egyptologische Uitgaven 1. Leiden: Nederlands Instituut voor het Nabije Oosten. 1&amp;amp;ndash;70.&lt;br /&gt;
*Friedman, Florence Margaret Dunn. 1981. ''On the Meaning of Akh'' (3&amp;amp;#7723;) ''in Egyptian Mortuary Texts''. Doctoral dissertation; Waltham: Brandeis University, Department of Classical and Oriental Studies.&lt;br /&gt;
*&amp;amp;mdash;&amp;amp;mdash;&amp;amp;mdash;. 2001. &amp;quot;Akh&amp;quot;. In ''The Oxford Encyclopedia of Ancient Egypt'', edited by Donald Bruce Redford. Vol. 1 of 3 vols. Oxford, New York, and Cairo: Oxford University Press and The American University in Cairo Press. 47&amp;amp;ndash;48.&lt;br /&gt;
*James, Julian. 1976. ''The Origin of Conciousness in the Breakdown of the Bicameral Mind'', Princeton University. &lt;br /&gt;
*&amp;amp;#381;abkar, Louis Vico. 1968. ''A Study of the Ba Concept in Ancient Egyptian Texts''. Studies in Ancient Oriental Civilization 34. Chicago: University of Chicago Press&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Glossário]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Discuss%C3%A3o:Exerc%C3%ADcios_Espirituais_de_Santo_In%C3%A1cio_de_Loyola&amp;diff=5518</id>
		<title>Discussão:Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Discuss%C3%A3o:Exerc%C3%ADcios_Espirituais_de_Santo_In%C3%A1cio_de_Loyola&amp;diff=5518"/>
		<updated>2007-02-06T00:00:21Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Este artigo mistura uma biografia de Santo Inácio com um artigo sobre os Exercícios. Estes dois aspectos devem ser separados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disso, este artigo exemplifica um discurso não-isento na forma de &amp;quot;os exercícios não são mera meditação, são uma busca&amp;quot;; estes dizeres não são informativos, mas apenas estabelecem algum tipo de &amp;quot;superioridade emocional&amp;quot; do tema sobre outros temas relacionados e não mencionados explicitamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seria melhor que se dissesse: &amp;quot;os seguidores de Santo Inácio não consideram os Exercícios como mera prática de meditação, mas como uma busca espiritual&amp;quot;, ou coisa parecida.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Discuss%C3%A3o:Had&amp;diff=5517</id>
		<title>Discussão:Had</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Discuss%C3%A3o:Had&amp;diff=5517"/>
		<updated>2007-02-05T23:56:27Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;quot;Had&amp;quot; é &amp;quot;manifestação&amp;quot; em Thelema? Thelema é um idioma? --[[Usuário:Pedro Lamarao|Pedro Lamarao]] 21:56, 5 Fevereiro 2007 (BRST)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=LIL&amp;diff=5516</id>
		<title>LIL</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://www.ocultura.org.br/index.php?title=LIL&amp;diff=5516"/>
		<updated>2007-02-05T23:54:04Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: Contexto Insuficiente&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Contexto}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{aethyrs}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''A INVOCAÇÃO DO 1º ÆTHYR CHAMADO LIL'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Que haja louvor e veneração e honraria e glorificação e gratificação ao Mui Sagrado que permitiu-nos chegar tão longe mostrando-nos os mistérios inefáveis e que o mesmo possa ocorrer com os homens. E nós suplicamos em nome da Sua infinita bondade, que revele a nós o Mistério do Primeiro Æthyr.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Aqui segue o Chamado do Æthyr) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O véu do Æthyr parece o véu da noite, azul escuro, repleto de incontáveis estrelas. E pelo véu ser infinito não é visto o globo alado do sol queimando no centro. Sou invadido por uma paz profunda - além do êxtase, além do pensar, além da própria existência em si, IAIDA (esta palavra significa “Eu sou”, mas num sentido completamente além do ser).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Nota - a soma das letras em hebraico resulta 26. No alfabeto hebraico as letras do nome do Æthyr somam 70, ayin; porém pela atribuição Yetziratica das letras em hebraico resulta 66 que, por sua vez, é a soma dos números de 0 a 11).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sim; há paz. Não existe tendência de qualquer tipo muito menos qualquer sinal de sensação ou impressão. Existe apenas uma débil consciência como o perfume de jasmim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O corpo do Vidente repousa num sono desperto mais profundo do que o tradicional e sua mente está quieta como um lago no deserto coberto por plácidas palmas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Anoitece e, pela noite ser toda aquela do espaço e não a incompleta da noite terrestre, não existe sinal de aurora. Pois a luz do Sol cria ilusão e cegando os homens à glória das estrelas. E a menos que estejam na sombra da terra, não poderão ver as estrelas. Do mesmo modo, se ele não estiver escondido da luz da vida, não poderá contemplar Nuit. Aqui então, irei permanecer nesta imutável meia-noite em profunda paz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esqueci onde estou e quem sou. Estou suspenso no nada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora o véu se abre. (Para o Escriba: aproxime-se, não quero falar assim tão alto)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Surge uma pequena criança coberta com lírios e rosas. Está sendo amparada por uma incontável miríade de Arcanjos. Os Arcanjos possuem todos o mesmo brilho incolor além de serem todos cegos. Abaixo deles estão muitas, mas muitas outras legiões são tantas que os olhos não conseguem acompanhar. E em sua fronte, em seu coração e em sua mão está o secreto sigilo da Besta (866). E a glória disso tudo é tão grande que todos os meus sentidos espirituais falham bem como seus reflexos no corpo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É muito estranho. O meu coração está em êxtase, sagrado e inefável, absolutamente além da emoção; além daquela felicidade chamada Ananda, infinitamente calma e pura. Ainda nos portais de meus olhos pairam lágrimas como sentinelas que, inclinados em suas lanças, ouvem. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O grande e terrível Anjo fixa seu olhar em mim, como se quisesse obstruir-me da visão. Minha mente nubla-se. Existe outro me forçando ao sono.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(É muito difícil falar sobre isso, pois uma impressão leva um tempo enorme para ir da vontade aos músculos. E, naturalmente, não tenho noção do tempo)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fui levado novamente em direção a criança por dois Anjos, abaixando minha cabeça.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta criança parece aquela que tentaram descrever no “Jardim de Janus”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada volição é inibida. Eu tentei dizer muito, mas tudo se perdia pelo caminho. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sagrado és tu, Ó mais belo do que as estrelas da Noite!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nunca houve tal paz, tal silêncio. Mas essas são coisas positivas. Cânticos de louvores às coisas eternas entre as chamas da primeira glória e cada nota de cada canção é uma nova flor no buquê da paz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A criança dança não, pois ela é a alma de dois bailados - a mão direita e a mão esquerda e nele ambas são um bailado, o bailado sem movimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há orvalho espalhado por todo o fogo. Cada gota é a quintessência do êxtase das estrelas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pela terceira vez sou levado a ele, prostrando-me sete vezes a cada passo.  Há um perfume no ar que se reflete em todo o corpo do vidente. Esse perfume estimula seu corpo com um êxtase parecido com amor, com o sono.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E esta é a canção:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu sou o filho de tudo que é o pai de tudo, pois de mim veio tudo o que eu posso ser. Eu sou a fonte nas neves e sou o mar eterno. Eu sou o amante e sou o amado e sou os primeiros frutos do amor deles. Eu sou primeiro débil tremor da Luz e eu sou a roca onde a noite tece o seu impenetrável véu. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu sou o capitão das hostes da eternidade, dos espadachins e dos lanceiros e dos arqueiros e dos aurigas. Eu liderei as forças do leste contra as forças do oeste e as forças do oeste contra as forças do leste. Porque eu sou Paz. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Meus bosques de oliva foram plantados por uma prostituta e meus cavalos treinados por um ladrão. Minhas vinhas cresceram em volta das lanças do Altíssimo e com a minha risada eu matei milhares de homens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o vinho em minha taça eu misturei os relâmpagos e moldei meu pão com uma espada afiada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o meu desatino eu desfiz a sabedoria do Magus e com as minhas decisões eu subjuguei o universo. Eu devorei a romã na Casa da Ira e espremi o sangue de minha mãe entre moedores para fazer o pão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não há nada que eu não tenha pisado. Não há nada que eu não tenha adornado na minha fronte. Como uma faixa eu cingi todas as cousas em minha cintura. Eu escondi todas elas na caverna do meu coração. Eu matei todas as cousas porque eu sou Inocência. Eu deitei com todas as cousas porque eu sou a Virgindade Intocada. Eu dei a luz a todas as cousas, pois eu sou a Morte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imaculados estão meus lábios, pois são mais vermelhos do que o vinho e o sangue com o qual me intoxicaram. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imaculada está minha testa, pois ela é mais clara do que o vento e o orvalho que ele refresca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu sou luz e sou noite e eu sou aquilo além deles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu sou a fala e eu sou o silêncio e eu aquilo além deles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu sou vida e eu sou morte e eu sou aquilo além deles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu sou guerra e eu sou paz e eu sou aquilo que está além deles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu sou a fraqueza e eu sou a força e eu sou aquilo que está além deles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim por nenhum deles pode o homem chegar a mim. Assim por cada um deles deve o homem chegar a mim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tu rirás da estupidez do tolo. Tu aprenderás a sabedoria do Sábio. E tu serás iniciado nas cousas sagradas. E tu serás ensinado nas cousas do amor. E tu serás poderoso nas cousas da Guerra. E tu serás mestre nas cousas do oculto. E tu decifrarás os oráculos. E tu levarás todas essas cousas em teu carro e por uma dessas não poderás chegar a mim ainda que por uma delas deves tu chegar a mim.  E tu deverás ter a força do leão e os segredos do eremita. E tu deverás girar a roda da vida. E tu deverás segurar a balança da Verdade. Tu passarás através das grandes Águas, um Redentor. Tu deverás ter a cauda do escorpião e as flechas venenosas do Arqueiro e os terríveis chifres do Bode. E tu derrubarás a fortaleza que guarda o Palácio do Rei, meu filho. E tu obrarás pela luz da Estrela e da Lua e do Sol e pela terrível luz do julgamento, o nascimento do Espírito Santo em ti. Quando esses tiverem destruído o universo então poderás tu adentrar o palácio da Rainha, minha filha. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bendito, bendito, bendito; sim, bendito três e quatro vezes bendito é aquele que conseguiu olhar tua face. Eu tirarei você da minha presença como um raio rodopiante para guardar os caminhos e a quem tu golpeares será realmente ferido. E a quem tu amas será amado de fato. E se pelo golpe ou pelo amor tu trabalhas cada um verá minha face, um vislumbre através de mil véus. E eles erguer-se-ão do sono do amor ou da morte e cingir-se-ão com uma cinta feita da pele da cobra em nome da sabedoria e eles usarão túnicas de pureza e o avental da cor laranja flamejante pela vontade e sobre seus ombros eles jogarão a pela da pantera de coragem.  E eles usarão a nêmis do segredo e o ateph coroa de verdade. E em seus pés calçarão sandálias feitas de pele de peitos, deixai-os pisarem em tudo que foram e que a própria resistência ajude-os e proteja seus pés à medida que passam pelo místico caminho que passa através dos pilares. E sobre seus peitos estar a Rosa e a Cruz da luz e da vida e em suas mãos a lâmpada e o cajado do eremita. Assim deverão eles partir para a infinita jornada onde cada passo é uma indizível recompensa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sagrado, Sagrado, Sagrado, Sagrado, sim, três e quatro vezes és tu, pois conseguis-te olhar minha face; não apenas pela minha graça, não apenas por tua magia, possa ser isso alcançado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Poderoso, poderoso, poderoso, poderoso, sim, três e quatro vezes poderoso és tu. Aquele que se erguer contra ti deverá ser derrubado, embora tu não ergas um dedo sequer contra ele. E aquele que te caluniou será jogado à vergonha embora teus lábios não pronunciem uma sílaba sequer contra ele. E aquele que pensou mal de ti terás os pensamentos confusos embora em tua mente não seja criado pensamento algum em relação a ele. E eles deverão ser trazidos ao teu julgo para servi-te embora tu não queiras isso. E essas cousas serão para eles graça e sacramento e juntos deverão sentar no banquete superno e vós festejareis com o mel dos deuses e se embriagarão com o orvalho da imortalidade - POIS EU SOU HÓRUS, A CRIANÇA COROADA E CONQUISTADORA QUE TU NÃO CONHECIAS! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Avançai, portanto, Ó tu Profeta dos Deuses, em direção ao Altar Cúbico do Universo; lá tu deverás receber cada tribo e reino e nação na poderosa Ordem que chegou da fortaleza fronteiriça que vigia o Extremo Abismo até o Meu Trono. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta é a formula do Æon com a voz de LIL que é a Lâmpada de Luz Invisível, está encerrada. Amem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&amp;lt;p align='right'&amp;gt;'''Biskra, Argélia'''&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''19 de Dezembro de 1909 - 13:30 - 15:30.'''&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Liber 418]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=ARN&amp;diff=5515</id>
		<title>ARN</title>
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		<updated>2007-02-05T23:53:44Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: Contexto Insuficiente&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Contexto}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{aethyrs}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''A INVOCAÇÃO DO 2º ÆTHYR CHAMADO ARN'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Em primeiro lugar aparece novamente a mulher montada num touro, é um reflexo de BABALON cavalgando A Besta. Também vejo uma lenda Assíria sobre uma mulher com um peixe e também a de Eva e a Serpente, pois Cain era o filho de Eva com a Serpente e não de Eva e Adão; e quando ele matou seu irmão, sendo o primeiro assassino, sacrificando coisas vivas ao seu demônio, ganhou uma marca na testa, a qual é a marca da Besta citada no Apocalipse além de ser o sinal da iniciação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O sangue derramado é necessário, pois Deus não ouviu os filhos de Eva até que isso fosse feito. E essa é uma religião externa; mas Cain não conversou com Deus, nem tinha a marca da iniciação na fronte, assim que ele fora renegado pelos homens até que tivesse derramado sangue. E esse sangue era o de seu irmão. Esse é um mistério da sexta chave do Tarô a qual não deveria ser chamada de Os Amantes, mas Os Irmãos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No centro da carta está Cain; na sua destra o Martelo de Thor com o qual ele ceifa a vida do irmão e banha tudo com sangue. A sua mão esquerda ele mantém aberta fazendo um sinal de inocência. Á direita vejo sua mãe, Eva, com uma serpente enrolada no corpo tendo a cabeça do réptil erguida por trás dela; e na esquerda uma figura parecida com a Kali hindu, porém mais sedutora. Mesmo assim reconheço-a como Lilith. E acima dele está o Grande Sigilo da Flecha descendente trespassando, porém, o coração do menino. Esta Criança também é Abel. E o significado desta parte do atu é obscuro, mas este é o desenho correto desta carta do Tarô; e esta é a correta fábula mágica da qual os escribas Hebreus, que não eram iniciados completos, roubaram sua lenda da Queda e dos eventos posteriores. Eles juntaram diferentes fábulas para tentar fazer uma história única, enfeitando-as e ajustando-as as suas próprias condições sociais e políticas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tudo isso acontece sem nenhuma imagem ou voz. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não tenho nenhuma idéia da onde vem o que está sendo dito. Tudo o que posso afirmar é que surge sobre a Pedra um tipo de orvalho, como brumas, que esquenta ao meu toque. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que consigo entender é que o Apocalipse foi criado tendo como base dúzias de alegorias sem nenhuma conexão entre si, grosseiramente ajustadas para se tornarem um tipo de tratado coerente e servindo aos interesses da Cristandade, pois havia muitas críticas de que essa religião não oferecia um verdadeiro conhecimento espiritual ou alimento para as melhores mentes, nada além de milagres, os quais enganam o mais ignorante e Teologia, que serve apenas aos pedantes. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim um homem, imitando o estilo de João, pegou essa coletânea e transformou no Cristismo. E isso explica o porquê do fim do mundo ainda não ter acontecido como previsto naqueles textos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não existe nada na Pedra, além de uma Rosa Branca. Então uma voz vem: não haverá mais rosas vermelhas, pois ela verteu o sangue de todas as cousas em sua taça. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por um tempo, pareceu que rosa estava no seio de uma bela mulher, de peitos fartos, alta, majestosa, dançando como uma cobra. Mas era uma visão sem substância.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora vejo a Rosa branca, como se estivesse no bico de um cisne, na imagem de Miguelangelo em Veneza. E essa lenda também é a de BABALON. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tudo isso, porém está antes do véu do Æthyr. Agora eu irei fazer algumas preparações e retornarei para repetir o chamado do Æthyr. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&amp;lt;p align='right'&amp;gt;'''Biskra'''&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''18 de Dezembro de 1909, 9:20 - 10:05.'''&amp;lt;/p&amp;gt; &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não seria uma questão de incapacidade de entrar no Æthyr, e assim tentar forçar a entrada, mas não estava próximo a ele. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma voz vem: Quando teu pó espalhar a terra sobre a qual Ela caminha, então poderá tu tolerar a pressão do Seu pé. E tu pensaste em contemplar o semblante Dela! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Pedra começa a brilhar numa brancura intensa na quais todas as cores estão implícitas. Todas as cores são embotamento e perturbação na Pedra. Assim são todas essas visões. Todas são falsidade. Cada idéia marca os pontos onde a mente do Vidente possuía a incapacidade de receber a luz, e então refleti-la. Assim como a luz pura é incolor a alma pura é negra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E esse é o Mistério do incesto de CHAOS cometido com sua filha. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nada é visível. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas eu perguntei ao Anjo, que se encontra ao meu lado, se o ritual foi realizado pontualmente. E ele responde: Sim, o Æthyr está presente. Acontece que tu não podes percebê-lo, assim como eu, pois ele está totalmente além da tua concepção de que não existe nada em tua mente em que se possa jogar um símbolo, do mesmo modo que vazio do espaço não é odiado pelo fogo do sol. Pela luz ser tão pura, ela não deixa que imagens se formem e por isso os homens chamaram-na de escuridão. Pois com a mínima luz que seja, a mente responde fazendo para si, diversas moradas. E está escrito: “Na casa do meu pai existem diversas moradas” e se a casa for destruída quantas moradas estão nela! Pois essa é a vitória de BABALON sobre o Magista que a enfeitiçou. Pois como a Mãe ela é 3 por 52 e como a prostituta 6 por 26; mas ela é também 12 por 13 e isso é a pura unidade. Além disso, ela é 4 por 39 que é a vitória sobre o poder de 4 e no 2 por 78 no qual ela destruiu a grande Feitiçaria. Assim ela é a síntese de 1 e 2 e 3 e 4 cuja soma é 10, então poderia ela sentar sua filha em seu próprio trono e manchar sua própria cama com a virgindade dela. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E eu pergunto ao Anjo se existe algum modo pelo qual possa fazer-me merecedor da contemplação dos Mistérios deste Æthyr. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele replicou: Isso não é do meu conhecimento; mesmo que repitas, no silêncio o Chamado do Æthyr e espere pacientemente pelo auxilio do Anjo, pois Ele é um poderoso Anjo e nunca ouvi o mais leve ruflar de sua asa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta é a tradução do Chamado do Æthyr. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ó céus sim, os que habitam o primeiro Ar e são poderosos nas partes da terra e nela realizam o julgamento do altíssimo, a vocês eu digo: Contemplai a face do teu Deus, o início do conforto cujos olhos são o esplendor dos céus, os quais provem a ti para governar a terra e a sua indizível variedade, dando-te um poder de compreensão, que possas dispor de todas as cousas de acordo com a presciência Dele que senta no Trono Sagrado erguendo-se no início dizendo: A terra que ela seja governada por suas partes (esta é a prostituição de BABALON com Pan) e que nela haja divisão (a formação de Muitos provindos da Unidade) que a sua glória possa sempre ser o êxtase e a agitação do orgasmo. O curso dela circula com os céus (isto é, que seu caminho seja sempre harmonioso com o paraíso) e, como uma criada, deixe-a servi-los (isto é, a Virgem da Eternidade deitando na cama de CHAOS). Uma estação deixe-a confundir outra (isto é, que exista inesgotável variedade de predicados) e que não hajam criaturas, sobre ou dentro dela, iguais entre si (isto é, que exista inesgotável variedade de sujeitos). Todos os seus membros dela deixai-os diferenciar-se em suas virtudes e que não haja criatura igual a outra (pois se houvesse duplicidade ou omissão não seria perfeição no todo). As criaturas racionais da terra e os homens, que eles caiam em cólera e extirpem um ao outro (isto é, a destruição da razão pelos mortais conflitos no curso da redenção). E suas moradas, que eles esqueçam o nome delas (isto é, o surgimento de Nemo). A obra do homem e seu esplendor, que eles apodreçam (isto é, na Grande Obra o homem deve perder a sua personalidade). Sua construção, que seja uma caverna para o Campo da Besta (“Sua construção” significa o Vault dos Adeptos e a “Caverna” é a Caverna das Montanhas de Abiegnus e a “Besta” é aquela na qual BABALON cavalga e “Campo” é o Éden superno). Confunda a compreensão dela com trevas (Esta sentença é explicada pelo dito a Binah ). Pois me regozijo pela Virgem e pelo Homem (Kelly não entendeu esse Chamado e não acreditou que essa sentença foi assim escrita, já que parecia contradizer o resto da invocação, por isso o alterou). Que ela seja conhecida e o outro um estranho (isto é, o Mistério do Santíssimo é, ao mesmo tempo, idêntico e a parte de tudo), pois ela esta no leito de uma meretriz e a morada dele desmoronou (Este é o Mistério revelado no último Æthyr, o universo sendo, como fora, um jardim onde os Santíssimos obtém seus prazeres). Ó céus sim, erguei-vos; os céus inferiores, que eles assim sirvam-te (Essa é uma ordem para que a totalidade das coisas una-se num êxtase universal). Governai aqueles que governam; rebaixe-os; traga aqueles que crescem; e destrua o podre (Isso significa que tudo terá seu próprio prazer ao seu próprio modo). Em nenhum lugar que fiquem em um número. (“ Nenhum lugar é o infinito Ain ”, ” que fiquem em um número ”, que ele se concentre em Kether) Somai e subtrai até as que estrelas sejam contadas (esse é um mistério do Logos formulado pela Cabala, pois as estrelas são todas as letras do Sagrado Alfabeto como dito em um Æthyr anterior). Erguei-vos! Movei-vos! e Aparecei-vos! Ante o pacto feito entre sua boca e aquilo mostrado em sua Justiça (“O Pacto” é a letra Aleph; “Sua boca”, Pe; “Sua Justiça” Lamed e esses somam novamente com Aleph, assim estando na letra Aleph que é zero, simbolizando os círculos dos Æthyrs que ele invocou. Porém os homens pensaram que Aleph fosse a inicial ARR, praguejando, quando, na verdade, era a inicial de AChD, unidade e AHBH, amor. Assim ocorreu a mais horrível e maligna blasfêmia, feita pelo mais negro de todos os irmãos negros começando Barashith com um beth, a letra do Magista. Por esse simples artifício ele criou toda a ilusão do sofrimento) (814) . Mostrai os mistérios da sua criação e compartilhai conosco o imaculado conhecimento (A palavra aqui é “IADNAMAD” não é a palavra mais comum para conhecimento. É uma palavra de oito letras, que é o secreto nome de Deus, sintetizado na letra cheth; pelo qual podemos ver o Æthyr correspondente a essa letra, o décimo-segundo). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante um tempo eu olhei para a Pedra mas não havia imagem alguma nela ou sinal de qualquer coisa, para então surgirem três flechas arranjadas da seguinte maneira: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Imagem:Aethyr_2_1.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta é a letra Aleph no Alfabeto das Flechas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Enquanto estava fazendo a tradução do Chamado dos Æthyrs, as solas dos meus pés estavam queimando, como se estivesse em cima de aço fervente). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então o fogo cobriu-me e ressecou-me, uma tortura. E o meu suor está amargo como veneno. E todo o meu sangue torna-se agro em minhas veias, como gonorréia. Parece que estou apodrecendo rapidamente e os vermes devorando-me vivo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma voz, não minha ou externa diz: Lembrai de Prometeus; lembrai de Ixion. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estou rasgando o nada. Não darei atenção. Pois até esse pó deve ser consumido pelo fogo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora não exista imagem ainda pelo menos resta uma sensação de obstrução, como se houvesse alguém puxando próximo a fronteira do Æthyr. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas estou morrendo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não consigo avançar ou esperar. Meus ouvidos agonizam, bem como minha garganta, e meus olhos parecem tão cegos há muito que não consigo lembrar que existe visão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chega a mim que devo ir embora e esperar a chegada do véu do Æthyr. Acho que irei para Hot Springs. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então afasto a Pedra do meu peito. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&amp;lt;p align='right'&amp;gt;'''Biskra.'''&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''10:15-11:52'''&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Flashes de luz estão piscando na Pedra, mais especificamente no topo e na parte inferior vejo uma pirâmide negra cujo topo está uma vesica piscis. Ela é incolor, porém brilhante. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As duas curvas da Pisces são da seguinte maneira:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Imagem:Aethyr_2_2.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eles são as mesmas curves da vesica, porém estão cingidas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma voz diz: Como pode o que está enterrado nas pirâmides contemplar aquilo que desce do cume? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E novamente chega a mim sem voz: a maternidade é o símbolo dos Mestres. Pois, primeiro eles devem entregar sua virgindade para ser destruída e a semente permanecer oculta neles por nove luas cheias e minguantes e cercando-a com o Fluido Universal. E devem alimentá-la com o sangue por fogo. Assim a criança se tornará um ser vivo. Depois haverá muito sofrimento e muita alegria, após isso eles rasgam e é isso tudo que eles dão graças para depois darem de mamar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tudo isso acontece enquanto a visão na Pedra de Visão permanece parada salvo as luzes aumentando de intensidade, e atrás a vesica piscis transforma-se numa cruz negra que vai do topo as laterais da Pedra. Então um negrume toma conta do ambiente engolfando as imagens. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então não nada resta além de um grande triângulo negro com o cume voltado para baixo tendo ao centro está a face de Tifão, o Senhor das Tempestades que brada: Desesperai! Desesperai! Pois tu ludibriaste a Virgem e bajulaste a Mãe. Mas o que dirás a antiga Prostituta entronada na Eternidade? Pois se ela não falar, não existe força nem perspicácia, nem qualquer saber que possa prevalecer sobre ela. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tu não podes cortejá-la com amor, pois ela é o amor. E ela tudo possui e de ti nada precisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E tu não podes cortejá-la com ouro, pois todos os Reis e capitães da terra e todos os deuses dos céus, derramaram ouro sobre ela. Assim, ela possui tudo e de ti nada precisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E tu não podes cortejá-la com conhecimento, pois conhecimento é uma cousa que ela despreza. Ela tem tudo e de ti nada precisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E tu não podes cortejá-la com saber, pois o Senhor dela é Saber. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela tudo tem e de ti nada precisa. Desesperai! Desesperai! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nem podes tu pega-la pelos joelhos e pedir por piedade; nem podes tu chegar ao seu coração e pedir por amor; nem podes tu colocar teus braços em sua nuca e pedir por compreensão; pois tu possuis todos esses e eles não podem ajudá-lo. Desesperai! Desesperai! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então eu pego a Espada Flamejante e invisto contra Tifão e sua cabeça é partida em pedaços e o triângulo negro se dissolve em relâmpagos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém do mesmo modo que partiu sua voz sai: Nem podes tu vencê-la coma Espada, pois os olhos dela estão fixos nos Dele em cujas mãos estão o punho da Espada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desesperai! Desesperai! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E o eco do grito era o de sua espada, idênticos, apesar de ser diferentes: Nem podes tu vence-la com a Serpente, pois a Serpente seduziu-a primeiro. Desesperai! Desesperai! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Então ele bradou como se estivesse em fuga) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu sou Leviatã, a grande Serpente Perdida do Mar. Eu me retorço eternamente em tormento e chicoteio o oceano com minha cauda fazendo um redemoinho de espuma que é venenoso e amargo e não tenho propósito algum. Eu não vou a lugar algum. Não vivo ou morro. Eu deliro, deliro na minha agonia de morte. Eu sou o Crocodilo que devorou as crianças dos homens. E pela malícia de BABALON eu tenho fome, fome, fome. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tudo isso acontece enquanto a Pedra permanece mais inerte ainda; tão ou mais sem vida do que no início. Então se ilumina apenas em sua beleza física. E agora, em sua face, brota uma grande Rosa negra cujas pétalas, apesar de não indicar, compõem uma face maligna. E seu caule tem cobras negras vindas do inferno. Ela esta viva, um único pensamento me deixa a par disso. Ela avança para me agarrar, para matar. Mas, por causa de um único pensamento eu mantenho esperança em relação a ela. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Creio que a Rosa possui cento e cinqüenta e seis pétalas e, apesar de negra, possui uma luminosidade rubra. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela está no centro da Pedra e não consigo ver ninguém a segurando. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aha! Aha! Aha! Afasta a visão! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sagrado!Sagrado!Sagrado és tu! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Luz, Vida e Amor são como três vaga-lumes aos teus pés: a totalidade do universo de estrelas, as gotas de orvalho na grama onde tu caminhaste! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estou completamente cego. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tu és Nuit! Tensão, tensão, tensão em minha alma! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;p align='center'&amp;gt;A ka dua&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Tuf ur biu&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Bi a'a chefu&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Dudu ner af an nuteru&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Falutli! Falutli!&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu me uno ao Æthyr flamejante como Lúcifer que caiu pelo Abismo e pela fúria do seu vôo incendiando o ar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu sou Belial, por ter visto a Rosa sobre teu peito, eu reneguei Deus. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E eu sou Satã! Eu sou Satã! Eu fui jogado num precipício em chamas! E o mar ferve na desolação desse lugar. Então os abutres se juntam e devoram minha carne. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sim! Diante de ti tudo o que é mais santo torna-se profano, Ó tu desolador de santuários! Ó tu deturpador dos oráculos da verdade! Desde sempre tem sido assim. A verdade do profano era a falsidade do Neófito e a verdade do Neófito era a falsidade do Zelator! De novo e de novo as fortalezas devem ser derrubadas! As torres devem ser derrubadas! E de novo, e de novo devem os deuses ser profanados! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E agora eu me deito de costas a sua frente no terror e na humilhação. Ó Pureza! Ó Verdade! O que direi? Minha língua é partida pelas minhas mandíbulas, Ó tu Medusa que me fez pedra! Mesmo que ela seja a pedra dos filósofos. Ainda que seja a língua de Hadit. &lt;br /&gt;
Aha! Aha! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sim! Deixai-me tomar a forma de Hadit diante de ti e cantar: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;p align='center'&amp;gt;A ka dua&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Tuf ur biu&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Bi a'a chefu&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Dudu ner af an nuteru.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nuit! Nuit! Nuit! Como tu te manifestaste neste lugar! Este é um Mistério inefável. Ele é meu e não poderei revelá-lo nem a Deus ou ao homem. Ele é reservado a ti e a mim! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;P align='center'&amp;gt;Aha! Aha!&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ka dua&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Tuf ur biu&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Bi a'a chefu&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Dudu ner af an nuteru.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
…O meu espírito não existe mais; minha alma não existe mais. Minha vida se esvai para a aniquilação! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;p align='center'&amp;gt;A ka dua&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Tuf ur biu&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Bi a'a chefu&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Dudu ner af an nuteru.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isso é o lamento do meu corpo! Salve-me! Eu cheguei muito perto. Eu cheguei tão perto que não posso continuar. Eu devo despertar meu corpo; ele deve firmar-se. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deve afastar o Æthyr senão ele morrerá. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada pulsação dói e bate furiosamente. Cada nervo pica como uma serpente. Minha pele gela. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nem Deus ou homem pode penetrar no Mistério do Æthyr. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Aqui o Vidente balbucia algo ininteligível) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E mesmo que entendesse não poderia ouvir sua voz. Pois para o profano a voz do Neófito é chamada silencio e para o Neófito a voz do Zelator é chamada silencio. E assim sempre foi. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Visão é fogo e é o primeiro ângulo da Tábua (847) ; o espírito ouve e é o centro disso; tu assim que é todos os espíritos e fogo e não tens elementos brutos em tua estrela; tu chegas a visão e ao final de tua vontade. E se vós ouvirdes a voz do Æthyr (848) , invoque na noite não usando outra luz que não a da lua crescente. Então poderás ouvir a voz, apesar de que possas compreende - la não. Será um encantamento poderoso, com o qual tu podes expor o âmago de tua compreensão para a violência de CHAOS. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora, pela ultima vez que o véu do Æthyr seja rasgado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;p align='center'&amp;gt;Aha! Aha! Aha! Aha! Aha! Aha! Aha!&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ka dua&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Tuf ur biu&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Bi a'a chefu&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Dudu ner af an nuteru&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este Æthyr deve ser deixado incompleto até a lua crescente. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;p align='right'&amp;gt;'''Hammam Salahin.'''&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''18 de Dezembro de 1909 - 15:10 as 16:25.'''&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
An olvah nu arenu olvah. Diraeseu adika va paretanu poliax poliax in vah rah ahum subre fifal. Lerthexanax. Mama ra-la hum fifala maha. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isso vem de uma flauta, é uma melodia débil e límpida. E também ouço mum tipo de tinido de sino. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E há um instrumento de corda, parecido com cítara. E também uma voz humana. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a voz diz: esta é a Canção da Esfinge que soa continuamente nos ouvidos dos homens. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa é a canção das sirenes. E quem ouvir estará perdido. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
&amp;lt;div align='center'&amp;gt;'''I'''&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mu pa telai,&amp;lt;br&amp;gt; &lt;br /&gt;
Tu wa melai &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
a, a, a&amp;lt;br&amp;gt; &lt;br /&gt;
Tu fu tulu! &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Tu fu tulu &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Pa, Sa, Ga.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''II'''&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Qwi Mu telai &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ya Pa melai;&amp;lt;br&amp;gt; &lt;br /&gt;
u, u, u. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
'Se gu melai; &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Pe fu telai, &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Fu tu lu.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''III'''&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O chi balae &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Wa pa malae: - &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ut!Ut!Ut!&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ge; fu latrai, &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Le fu malai &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Kut! Hut! Nut!&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''IV'''&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Al Oai&amp;lt;br&amp;gt; &lt;br /&gt;
Rel moai &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ti-Ti-Ti&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Wa la pelai &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Tu fu latai &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Wi, Ni, Bi.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
'''Tradução da Canção.'''&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
'''I'''&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Silencio! a lua cessou (o seu movimento),&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Que também era doce&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
No ar, no ar, no ar!&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Quem a vontade alcançará!&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Quem a vontade alcançará!&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Pela Lua e por Mim mesmo e pelo Anjo do Senhor!&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''II'''&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então cessa o Silêncio.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
E a lua cresce docemente;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
(Chegou a hora da) Iniciação, Iniciação, Iniciação.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O beijo de Isis é doçura;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Minha própria Vontade acabou,&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Pois Vontade alcançou.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''III'''&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Contemplai o leão-criança nadando (no céu)&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
E a lua baila:&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
(Ela é) Tu! (Ela é) Tu! (Ela é) Tu!&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Triunfo; a Vontade foi roubada (como por um ladrão)&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A Forte Vontade que se assustou&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ante Ra Hoor Khuit! -- Hadit! -- Nuit!&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''IV'''&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para o Deus OAI&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Glorificai&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
No fim e no início!&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
E ninguém pode ceder&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Quem conseguirá?&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A Espada, a Balança, a Coroa!&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E aquilo que tu ouviste não era nada mais do que orvalho brotando de meus membros pois eu danço na noite, nu sobre a grama, em lugares escuros pelo curso dos jorros. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Muitos são aqueles que amaram as ninfas das florestas e das lagoas e das fontes e das colinas. E desses, alguns ensandeceram. Pois não era uma ninfa, mas eu mesmo que caminhei sobre a terra pelos meus prazeres. E havia muitas imagens de Pan e homens adorando-o e como um belo deus ele fez suas oliveiras crescerem em pares e suas vinhas aumentarem; mas alguns foram mortos pelos deuses, pois fui eu quem teceu as guirlandas nele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora vem uma canção. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tão doce é essa canção que ninguém pode resistir a ela. Pois nela estão todas as dores de paixão sob a luz do luar e toda a fome do mar e o terror dos locais desolados, todas as coisas que atraem os homens ao inatingível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Omari tessala marax, &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
tessala dodi phornepax. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
amri radara poliax &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
armana piliu. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
amri radara piliu son'; &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
mari narya barbiton &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
madara anaphax sarpedon &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
andala hriliu.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tradução&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu sou a meretriz que sacudiu a Morte.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Esta sacudida dá Paz a Luxúria Saciada.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Imortalidade jorra de meu crânio&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
E música da minha vulva.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Imortalidade jorra também da minha vulva&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Pois a minha Prostituição é um doce odor como um instrumento afinado sete vezes.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Jogado a Deus o Invisível, aquele que tudo governa.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Que percorre dando o penetrante grito do orgasmo.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo aquele que me viu jamais me esqueceu e eu apareço nas brasas do fogo e na suave pela alva da mulher e na constância da cachoeira e no vazio dos desertos e pântanos e nos grandes penhascos que contemplam o oceano; e em muitos lugares estranhos onde os homens procuram-me não. E milhares de vezes ele contemplou-me não. E, por último, choco-me contra ele do mesmo modo que o olhar em uma pedra e cujo chamado devo seguir. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora me vejo num círculo de Druida, numa vasta planície. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Surge uma série de belíssimas visões de desertos e poentes e ilhas no mar, num verde além da imaginação. Mas elas não possuem substância. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma voz vem: esta é a santidade do amor estéril e labor sem propósito. Pois no fazer de algo para razão desse algo está a concentração e essa é a mais sagrada delas que não ajusta os meios para o fim. Pois nisso está fé e simpatia e um conhecimento da verdadeira Magia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ó meu amado que voa como uma pomba, cuidado com o falcão! Ó meu amado que salta pela terra como uma gazela, cuidado com o leão! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São centenas de visões, uma atropelando a outra. Em cada uma delas, um Anjo do Æthyr está misteriosamente oculto. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora descreverei o Anjo do Æthyr até que a voz surja novamente. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele parece com Safo e Calipso e todas as coisas sedutoras e mortais; pálpebras pesadas, longos cílios, um rosto marfim, maravilhosas jóias bárbaras, lábios extremamente vermelhos, uma boca bem pequena, orelhas minúsculas, um perfil Grego. Sobre os ombros um manto negro com um colar verde, coberto de estrelas douradas; a túnica é de um azul claro. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora todo o Æthyr é engolido por uma floresta de ávido fogaréu e, sem temor, uma águia, alva como neve, voa por ela. E a águia diz: a casa também da morte. Terminai! O volume do livro está aberto, o Anjo aguarda fora, pois o verão se aproxima. Terminai! Pois o Æon fora medido e as partes repartidas. Terminai! Pois os poderosos sons entraram em cada canto. E eles acordaram os Anjos dos Æthyrs que dormiam trezentos anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pois na Sagrada letra Shin, que é a Ressurreição no Livro de Thoth, que é o Espírito Santo na Trindade, que é trezentos na história dos anos, possui a tumba a ser aberta para que essa grande sabedoria possa seja revelada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Terminai! Pois a Segunda Tríade está completa e lá ficou apenas o Senhor do Æon, o Vingador, a Criança Coroada e Conquistadora, o Senhor da Espada e do Sol, o Bebê no Lótus, pura forma o seu nascimento, o Filho do Sofrer, o Pai da justiça, para quem recaia a glória pro todo o Æon! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Terminai! Pois o que era para ser concluído, concluído foi, vendo que tu tiveste fé até o final de tudo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na letra N a Voz do Æthyr finda. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;p align='right'&amp;gt;'''Biskra, Argélia'''&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''20 de Dezembro de 1909, 20:35 - 21:15.'''&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Liber 418]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=ZOM&amp;diff=5514</id>
		<title>ZOM</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://www.ocultura.org.br/index.php?title=ZOM&amp;diff=5514"/>
		<updated>2007-02-05T23:53:29Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: Contexto Insuficiente&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Contexto}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{aethyrs}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''A INVOCAÇÃO DO 3º ÆTHYR CHAMADO ZOM'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma luz intensa irrompe na pedra iluminando-a por inteiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No centro surge um pequeno ponto de luz que é o verdadeiro Sol e, a sua volta, vejo a Cobra Esmeralda. Unindo-os estão raios que também são as plumas de Maat e por seus comprimentos serem infinitos estão numa posição paralela a circunferência embora divergindo do centro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tudo isso acontece sem voz ou movimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Parece que a grande Cobra se alimenta tanto das plumas da Verdade quanto de si mesma e então começa a encolher. Porém o faz até a borda incandescente do pequeno ponto de luz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E tudo isso é o sigilo do Æthyr, dourado e azul-celeste e verde. Que por sua vez  também são as Severidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este é apenas o primeiro dos três Æthyrs em que encontramos a pura essência já que os outros são como Malkuth para completar essas três tríades como dito anteriormente. E este sendo a segunda projeção é, assim, o palácio de duzentos e oitenta julgamentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos esses caminhos estão no curso na Espada Flamejante no lado da Severidade. Os outros dois são Zayin, uma espada e Shin, um dente. Essas são as cinco severidades das 280.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tudo isso é passado ao Vidente internamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“E o olho de Sua benevolência se fecha. Que não seja aberto sobre o Æthyr para que as severidades sejam abrandadas e a casa desmorone”. A casa não cairá e o Dragão descerá? Todas as cousas foram de fato engolidas pela destruição; e Chaos abriu suas mandíbulas e esmagou o Universo como um Adorador de Baco esmaga uma uva entre seus dentes. A destruição não engolirá a destruição e a aniquilação confundirá aniquilação? Vinte e duas são as mansões da Casa de meu Pai, porém lá vem um boi cabeceando a Casa que cairá. Todas essas cousas não passam de brinquedos do Magista e o Criador de Ilusões que barra a Compreensão da Coroa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ó tu que contemplas-te a Cidade das Pirâmides, como poderias contemplar a casa do Trapaceiro? Pois ele é sabedoria e por ela construiu os Mundos e dela, julgamentos 70 por 4 que são os 4 olhos daquele com cabeça dupla, que são os 4 demônios, Satã, Lúcifer, Leviathan, Belial que são os grandes príncipes do mal do mundo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E Satã é adorado pelos homens sob o nome de Jesus; e Lúcifer sob o nome de Brahma; e Leviatã sob o nome de Alá; e Belial sob o nome de Buda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Este é o significado da passagem em Liber Legis, Cap. III)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disso há Maria uma blasfêmia contra BABALON pois ela se fechou e assim tornou-se a Rainha de todos aqueles demônios sórdidos que caminham sobre a terra, aqueles que tu viste como pequenos pontos manchando os Céus de Urânia. E todos esses são o excremento de Choronzon.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E por isso BABALON está sob o poder do Magista submetendo-se a obra e guardando o Abismo. Nela está uma perfeita pureza superior; ainda que seja enviada como o Redentor para os que se encontram abaixo. Não existe outro caminho para o Mistério das Supernas além dela e da Besta na qual cavalga; e o Magista é colocado além dela para ludibriar os irmãos das trevas para que eles não façam de si mesmos uma coroa; pois se houvessem duas então Ygdrasil, a antiga árvore, seria lançada no Abismo, extirpada e lançada no Mais Distante Abismo profanando o Arcanum que é o Adytum* e a Arca seria tocada e a Loja profanada por aqueles que não mestres e o pão do Sacramento seria as fezes de Choronzon e os vinho do Sacramento a água de Choronzon e o incenso seria espalhado e o fogo sob o Altar odiado. Erga-te, todavia, firma, goze o homem e contemplai! Será revelado a ti o Grande Terror, o inominado temor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse é o mistério que passo a ti: que da Coroa saem as três grandes desilusões; Aleph é loucura e Beth falsidade e Gimel glamour. Esses são maiores do que tudo, pois estão além das palavras que passo a ti; tanto quanto estão além as palavras que tu transmite aos homens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Veja! O Véu do Æthyr se rasga do mesmo modo que ocorre com uma vela tocada pelo sopro da tempestade e tu o verás bem ao longe. Está escrito “Confunda a compreensão dela com trevas” pois tu não podes falar tais cousas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa é a figura do Magus do Tarô; em seu braço direito está a tocha das chamas ascendentes aos céus no esquerdo uma taça de veneno, uma catarata para o Inferno. E sobre sua cabeça o talismã do mal, blasfêmia e blasfêmia e blasfêmia na forma de um círculo. É a grande blasfêmia de todas. Nos seus pés tem ele gadanhas e espadas e foices; adagas; facas; toda a sorte de coisas afiadas - milhares e todas em uma. Ante ele está a Tábua que é Tábua da perversidade e a Tábua de 42 e duas partes. Esta Tábua está ligada aos 42 assessores da Morte, pois eles são os Amaldiçoados os quais a alma deve ludibriar com os 42 nomes de Deus, pois esse é o Mistério da Injustiça, de que há sempre um início de tudo. Esse Magus é lançado pelo poder de suas quatro armas, véu a véu; mil cores brilhantes rasgando o Æthyr como serras pontiagudas ou dentes quebrados na face de uma jovem ou como dilaceramento ou loucura. É um horrível som triturador, enlouquecedor. Este é o moinho no qual a Substância Universal, o éter, foi moída na matéria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Vidente então orou para que uma nuvem se interpusesse entre ele e o sol para poder se livrar do terror da visão. Ele está em chamas; terrivelmente sedento e nenhuma ajuda chega, pois a pedra de visão resplandeceu com a fúria e o tormento da escuridão e com o fedor de carne humana. As entranhas da criança são arrancadas para serem enfiadas em sua goela e um veneno é vertido em seus olhos. E Lilith uma macaca preta rastejando na sujeira correndo com feridas abertas, sua boca uma massa pútrida de gosma verde com peitos gotejantes e cancerosos agarra-o, beija-o.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mata-me! Mata-me!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Surge uma voz zombeteira: Tu te tornas-te imortal. Tu olhas sobre a face do Magista e não o contemplas-te por causa de seus Mágicos véus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Não me torture!)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim são todos aqueles que caem sob o poder de Lilith os que ousaram fitar seu semblante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pedra de visão torna-se negra e corrompida. Ó imundice! Imundice! Imundice!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E esta sua grande blasfêmia: ela tomou o nome do Primeiro Æthyr prendeu em sua fronte para juntar o desavergonhado yod e o tau para o sinal da Cruz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela foi a que se agachou ante o Crucifixo pela obscenidade do seu prazer. Assim, aqueles que adoram Cristo sorvem sua imundice poluindo seus hálitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu fui salvo desse Horror por um reluzente triângulo negro com seu cume sob a face do sol.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então a pedra de visão clareia novamente tornando-se outra vez bela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O dourado puro e pálido  dos cabelos de uma jovem e o verde de sua grinalda e o azul profundo de seus olhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nota - O dourado é Kether, o azul Chokmah e o verde Binah.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim ela surge no Æthyr adornada com flores e gemas preciosas. Parece que ela encarnou-se na terra e que aparecerá em um certo ofício no Templo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu já vira o seu rosto; mas não consigo lembrar quando. É um rosto picante de olhos e lábios afáveis; as orelhas são pequenas e róseas a compleição é jovial, mas não tão alvo nem tão jovem quanto poderia se esperar com base em seus cabelos e olhos. Parece mais um rosto de aparência atrevida, pequeno, muito bonito; o nariz mais delgado do que retilíneo bem proporcional de narinas largas. Tudo acontece com ar de imensa vitalidade. Agora torna-se mais alta, esguia e graciosa, é uma boa dançarina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há outra garota atrás dela de olhos faiscantes, maliciosos, um sorriso com belos e dentes brancos; uma garota Espanhola do tipo ideal além de muito agradável. Muito vivaz. Apenas sua cabeça é visível; em seguida ela é toda velada por um sol escuro lançando raios negros e dourados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então o sol transforma-se num par de pratos de balança presos firmemente e, enrolada no eixo vertical, uma cobra venenosa com uma longa língua remexendo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E o Anjo, que havia conversado comigo ates, diz: O olho da benevolência Dele está aberto; por isso ele ocultou teus olhos da visão. Bravamente tu tentas resistir, mas sendo apenas um homem, não suporta e tu foste totalmente aquilo que és além de ser devorado pela visão que é o indizível Horror. E tu deverias ter contemplado a face do Magista, mas não o fizes-te, dele do qual se originam as severidades presentes em Malkuth cujo nome é Misericordia Dei.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E por ser ele a díade podes tu compreender ainda de duas maneiras. Da primeira, a  Misericórdia de Deus é a Misericórdia de Jehovah mostrada aos Amalekites; e a segunda encontra-se além da tua compreensão pois está acima e tu não podes saber de nada além do oposto até a Sabedoria informará tua Compreensão e sob a base do Triângulo Fundamental ergue-se o ponto polido. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tapai, portanto teus olhos pois tu não podes governar o Æthyr, há menos que teu Mistério corresponda a Esse Mistério. Selai igualmente tuas palavras, pois tu não podes comandar a voz do Æthyr salvo apenas pelo Silêncio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E tu não farás o sinal da Mãe, pois BABALON é tua fortaleza contra a iniqüidade do Abismo, a mesma daquilo que a prende e a embarrera na Coroa, pois até que tu te faças uno com CHAOS não podes iniciar a mais terrível projeção, o triplo Regimento que sozinho constitui a Grande Obra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pois Choronzon é a casca ou excremento desses três caminhos e assim é a cabeça erguida em Daäth e por isso os Irmãos Negros declararam-no filho da Sabedoria e Compreensão, não sendo nada mais do que o bastardo da Suástica. Isso é o que está escrito na Santa Cabala relativo ao Vórtice e Leviatã e a Grande Pedra. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante muito tempo falei consigo conclamando-o a partir, já que a memória do Æthyr poderia ser embotada, pois se tiveste voltado subitamente a tua forma mortal, tu mergulharias na loucura ou na morte. A visão não é do tipo que qualquer um suporte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Torpes estão teus sentidos e a pedra de visão não passa de uma pedra. Portanto, despertai e faça secretamente o sinal da Mãe e chamai quatro vezes pelo nome de CHAOS a palavra quádrupla que é igual a sétupla palavra dela. E tu te purificarás e retornarás ao Mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim fiz o que me fora ordenado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&amp;lt;p align='right'&amp;gt;'''Biskra'''&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''17 de Dezembro de 1909, 9:30 às 11:30.'''&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Liber 418]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=PAZ&amp;diff=5513</id>
		<title>PAZ</title>
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		<updated>2007-02-05T23:53:13Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: Contexto Insuficiente&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Contexto}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{aethyrs}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''A INVOCAÇÃO DO 4º ÆTHYR CHAMADO PAZ'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A pedra está translúcida e luminosa, porém as imagens não aparecem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma voz diz: Veja a estrela brilhante do Senhor cujos pés pisam naquele que absolve o crime. Veja a sêxtupla estrela que flameja na Abóbada, o selo das bodas do Grande Rei Branco e seu escravo negro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então olhei na Pedra e vislumbrei a Estrela sêxtupla: o Æthyr assemelha-se a fulvas nuvens, tal qual a chama de fornalha. E há uma poderosa hoste de Anjos azuis e dourados que enchem-na dizendo: Sagrado! Sagrado! Sagrado! És tu que não foste abalado nos terremotos e pelos trovões! O fim das cousas aproxima-se; o dia do esteja-convosco está a um palmo de distância! Pois ele ,que criou o universo e o destruiu, regozijou-se pelos atos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E agora, no centro do Æthyr, contemplo esse deus. Ele tem milhares de braços e em cada um enverga uma arma de enorme força. A sua face é mais terrível do que uma tempestade e de seus olhos crepitam relâmpagos de intolerável luminosidade. De sua boca fluem mares de sangue. Sobre sua cabeça repousa uma coroa de toda coisa morta. Na sua fronte um tau ascendente e no outro lado vejo os signos da blasfêmia. Então agarra uma jovem que estava próxima a ele, parece a filha do rei que aparecera no nono Æthyr. Ela avermelha-se por causa da força do deus e a sua pureza tinge o negrume dele com azul. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eles se unem num furioso abraço, ela tenta se afastar, mas é segurada firmemente, no entanto, estrangula o deus. Ela empurrou a cabeça para trás deixando a garganta dele roxa por causa da pressão de seus dedos. Eles gritam em uníssono num estado de angústia intolerável mesmo sendo esses lamentos expressão de êxtase, assim cada dor e cada maldição e cada perda e cada morte e tudo no universo não passa de ventanias no grito-tempestade de êxtase.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A voz deles não é articulada. Tentar descrever é inútil. E se mantém contínua, ininterrupta. Se existe alguma variação, deve-se a imperfeição dos ouvidos do vidente. Então vem uma voz interior dizendo que ele treinou bem seus olhos e pode ver muito e treinou pouco sua audição, por isso ouve pouco; seus outros sentidos, também treinou mal e assim os Æthyrs são quase imperceptíveis para o vidente nesses planos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém os sentidos são o meio das correlações espirituais daqueles não físicos. Mas isso pouco importa, pois o Vidente, por ser um vidente, é a expressão do espírito da humanidade. O que é a verdade dele, é a verdade da humanidade, então até que seja capaz de receber todos os Æthyrs ele não terá que transmiti-los.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E um Anjo fala: Vê, essa visão está muito além do teu entendimento. Mesmo tu empenhando-se para unir-te ao temível leito de núpcias. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então meu corpo é despedaçado, nervo a nervo e veia a veia e mais profundamente célula a célula, molécula a molécula e átomo a átomo e ao mesmo tempo, tudo isso junto é moido. Escreva que o despedaçar é união. Todo fenômeno duplo é penas dois modos de enxergar um único fenômeno; e este é Paz. Não há sentido em minhas palavras nem em meus pensamentos.&amp;quot; Rostos mal formados surgem&amp;quot;.  A explicação dessa passagem é a seguinte: eles tentam interpretar o Caos, porém o Caos é paz. Cosmos é a Guerra da Rosa contra a Cruz. Estes são os &amp;quot; Rostos mal formados&amp;quot; os quais me referi. Todas as imagens são inúteis. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Trevas, trevas intoleráveis antes da aurora da luz. Esse é o primeiro verso do Gênesis. Sagrado és tu, Caos, Caos, Eternidade, toda contradição verbalizada!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ó azure! Azure! Azure! Cujo reflexo no Abismo é chamado A Grande da Noite do Tempo, em ti vibra o Senhor das Forças da matéroa. Ó Nox, Nox qui celas infamiam infandi nefandi, Deo solo sit laus qui dedit signum non scribendum. Laus virgini cuius stuprum tradit salutem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Ó Noite que deste do leite de teus peitos a feitiçaria e ao roubo e pilhagem e a gula e ao assassinato e tirania e o inominado Horror, esconda-nos, esconda-nos do castigo do Destino, pois o Cosmos deve chegar e o equilíbrio se estabelecer onde não havia necessidade de harmonia já que não havia injustiça, apenas a verdade. Mas quando as proporções se equivalerem, padrão a padrão, o Caos retornará.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sim, como num espelho, assim em tua mente, que enegrece com o falso metal da mentira, cada símbolo é entendido ao inverso. Veja! Tudo em que tu tiveste confiado o confundiu e isso tu fizeste renegando do que foi teu. Então por isso tu gritaste no Sabá Negro ao beijar o traseiro peludo do bode, quando o rude deus chorou ao longe quando a gelada catarata da morte golpeou-te. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gritai, portanto, gritai alto; una o rugir do espetado leão e o gemido do ferido touro, e o grito do homem, que foi rasgado pelas garras da Águia. Misturai tudo isso no guincho-morte da Esfinge, pois o cego profanou o seu mistério. Quem é esse, Édipo, Tirésias, Erinyes? Quem é esse cego como um vidente, um tolo acima da sabedoria? Quem faz os cães dos céus perseguirem e os crocodilos do inferno aguardar? Aleph, vau, yod, ayin, resh, atu é seu nome. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Abaixo de seus pés está o reino e em sua cabeça a coroa. Ele é o espírito e matéria, ele é paz e poder, nele está Caos e Noite e Pan e sobre BABALON sua concubina, que embriagou-se dos sangues dos santos que ela coletou em sua taça dourada tem ele originado a virgem que agora ele deflorou. E isso é o que está escrito: Malkuth será elevada e colocada no trono de Binah. E essa é a pedra dos filósofos que é posta como um selo na tumba do Tetragrammaton e o elixir da vida que é destilado do sangue dos santos e a força rubra opressiva dos ossos de Choronzon. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Terrível e maravilhoso é o Mistério dessas cousas, Ó tu Titã que deitou no leito de Juno! Assegura-te que teves juntado, e quebrado a roda; mesmo tu que revelaste a nudez do santíssimo e a Rainha do Céu está na obra da criança e seu nome será Vir e Vis e Vírus e Virtus e Viridis num único nome que são todos esses e acima deles. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desolado, desolado está o Æthyr, por isso tu deves retornar aos lares da Coruja e do Morcego aos Escorpiões da areia e aos alvos besouros cegos, sem asas e chifres. Voltai, turva a visão, tira da tua mente a recordação disso tudo, abafe o fogo com madeira verde; consuma o Sacramento; cubra o Altar; vele o Tumulo; fechai o Templo e espalhai barracas na feira até a chegada da hora prevista quando o Santíssimo revelar a ti o Mistério do Terceiro Æthyr. Mesmo que tu despertes, cuidado, pois o grande Anjo Hua está próximo a ti e a qualquer momento pode ele atacar inesperadamente. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A voz de PAZ finda. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&amp;lt;p align='right'&amp;gt;'''Biskra.'''&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''16 de Dezembro de 1909 - 9:00 - 10:30.'''&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Liber 418]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
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		<title>LIT</title>
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		<updated>2007-02-05T23:52:59Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: Contexto Insuficiente&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Contexto}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{aethyrs}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''A INVOCAÇÃO DO 5 º ÆTHYR CHAMADO LIT'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há um reluzente pilone e acima uma peça formada pelo sigilo do olho e o triângulo brilhante. A luz corre por ele ante a face de Isis-Hathor que usa a coroa lunar feita de cifres de vaca com o disco no centro e em seu peito carrega o filho Hórus. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E uma voz diz: tu não sabes como os Sete estavam ligados aos Quatro menos do que podes compreender as bodas dos Oito e Três. Ainda existe uma palavra na qual eles são um e nela está o Mistério que tu procuras no tocante ao rasgar do véu de minha Mãe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora surge uma alameda de pilones (unidos), metro a metro, talhados em pedra oriunda de montanha; e essa pedra é feita de uma substância mais dura do que diamante e mais brilhante do que a luz e mais pesada do que chumbo. Em cada pilone há um deus assentado. Esse lugar parece abrigar uma série infinita deles. E todos os deuses de todas as nações da terra são mostrados, já que existem várias alamedas, todas terminando no topo da montanha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então eu chego ao topo da montanha e o último pilone se abre para um saguão circular com outros conduzindo também para fora, cada qual sendo o último de uma grande alameda; dá impressão de serem nove. E no centro está um sacrário, uma mesa circular, apoiada em figuras de homens e mulheres feitas de mármore, ora brancas ora negras; seus perfis estão semigastos devido aos beijos daqueles que ganharam as bênçãos desse supremo Deus que é o único desfecho de todas as diversas religiões. E o santuário é maior do que a maior altura que um homem pode ter. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Anjo que estava comigo ergue-me e observo que as extremidades do altar estavam cercadas de santos. Cada um tendo em sua mão direita uma arma.... um, uma espada, outro uma lança, o seguinte um raio e assim por diante e com suas mãos esquerdas fazendo o sinal do silêncio. Eu anseio ver o que está dentro do círculo formado por eles. Um deles inclina-se para que eu possa sussurrar a senha. O Anjo impele-me a dizer: &amp;quot;Não há deus&amp;quot;. Então me deixam passar embora não exista coisa alguma naquele lugar, permanecendo uma insólita atmosfera que eu não pude compreender. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Suspenso no ar está uma estrela de prata e na fronte de cada um dos guardiões está incrustada também uma estrela prateada. É um pentagrama ..... porque, diz o Anjo: três e cinco são oito; três e oito são onze. (existe outra razão relativa a numeração, porém não consigo ouvi-la) E como adentrei no círculo, eles convidam-me a permanecer nele e uma arma é dada a mim. E a senha que havia fornecido parece ter sido sussurrada de um para outro, pois cada um meneia a cabeça como em solene consentimento até o ultimo passá-la aos meus ouvidos. Porém eles entendem de outra maneira. Eu os percebi negando a existência de Deus, porém o homem que fala com eles, em minha opinião, não quis disser isso: o que exatamente eu não posso contar. No entanto ele enfatiza a palavra &amp;quot;lá&amp;quot;. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E agora tudo se turva e surge o Anjo do Æthyr. Ele está todo de negro, com pratos de balança igualmente escuros e polidos, orlado com ouro. Tem grandes asas com terríveis garras em suas extremidade e possui uma face bravia como a de um dragão e terríveis olhos, cada um de um lado da cabeça. Então diz: Ó tu que és estúpido na compreensão, quando irás começar a aniquilar-se nos mistérios dos Æthyrs ? Pois tudo o que tu pensaste está além de tuas contemplações e como não existe deus no derradeiro santuário então eu não existo em teu Cosmos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os que disseram essas cousas são daqueles que compreendem. E todos os homens vêm interpretando mal como tu o fizeste. Ele diz mais: eu não posso fazê-lo da maneira correta, pois parece ser um efeito oriundo de que o verdadeiro Deus é o mesmo em todos os sacrários e o verdadeiro eu está em todas as partes do corpo e da alma. Ele fala com um rugir tão funesto que é impossível ouvir suas palavras; se pega um pedaço aqui outro lá ou um vislumbre geral da idéia. Em cada palavra ele solta fumaça de modo que todo o Æthyr é preenchido por ela. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E ouço o Anjo: Cada partícula de matéria que compõe a fumaça de meu hálito é uma religião que floriu entre os povos dos mundos. Assim são todos eles que perderam-se em meu alento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora ele dá uma demonstração dessa Operação. E diz: Saiba-te que todas as religiões de todos os mundos acabam aqui e são elas apenas a fumaça de meu alento e sou simplesmente a cabeça do Grande Dragão que devora o Universo, sem o qual o Quinto Æthyr seria tão perfeito quanto o primeiro. Ao menos que passe por mim não pode o homem chegar as perfeições. E a regra manda que obedeças e será a seguinte: que tu purifiques a ti mesmo e consagre-te com perfume e tu estarás na luz do sol num dia livre de nuvens. E realizarás o Chamado do Æthyr em silêncio. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Veja como a cabeça do dragão está além da cauda do Æthyr ! Muitos são os que combateram a sua maneira de solar a solar da Perpétua Casa e vendo-me retornando dizendo: &amp;quot;Aterrador é o aspecto do Poderoso e Terrível Ser&amp;quot;. Felizes daqueles que conheceram-me por quem sou. E glória ao que fez uma via da minha garganta para sua flecha da verdade e a lua para sua pureza. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A lua míngua. A lua míngua. A lua míngua. Pois nesta flecha está a Luz da Verdade que sobrepujou a luz do sol por meio da qual ela brilha. A flecha está emplumada com as penas de Maat que são as penas de Amoun e o cabo é o phallus de Amoun, o Oculto. E a sua ponta é a estrela que tu viste onde Não existia Deus. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E deles que guardaram a estrela, não foi achado um digno de fitar a Flecha. Porém a estrela que tu viste não passava da ponta da Flecha e tu não tiveste a capacidade de agarrar o cabo, ou a pureza para divinizar as plumas. Por isso abençoado seja aquele que nasceu sob o signo da Flecha e também o que tem o sigilo da cabeça do leão coroada e o corpo da Cobra e da Flecha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até agora tu distinguiste a Flecha que sobe daquela que desce, pois a que sobe está restringida em seu vôo e foi lançada por uma mão firme, pois Yesod é o Jod Tetragrammaton, e Jod é uma mão, porém a flecha que desce é atirada do cume de Jod; e Jod é o Eremita e ele é o ponto que não está estendido e esse encontra-se perto do coração de Hadit.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E agora ela ordena a ti que te retires da Visão e amanhã, na hora prescrita, ela será dada novamente a ti à medida que segues em teu caminho, meditando nesse mistério. E tu convocarás o Escriba e o que deverá ser escrito, será escrito. Por isso me retiro como ordenado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;p align='right'&amp;gt;'''O Deserto entre Benshrur e Tolga.'''&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''12 de Dezembro de 1909 - 19:00 - 20:12.'''&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Agora tu te aproximas de um augusto Arcanum: em verdade de uma antiga Maravilha, a luz alada, as Fontes do Fogo, o Mistério da Cunha. Porém não é isso que posso revelar, pois eu nunca obtive a permissão para contemplá-lo, já que não passo da sentinela no limiar do Æthyr. Minha mensagem foi passada e minha missão está concluída. E eu me retiro cobrindo minha face com as asas ante a presença do Anjo do Æthyr. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então o Anjo afastou-se com a cabeça inclinada cruzando suas asas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E surge uma pequena criança numa névoa de luz azul; tem o cabelo dourado, uma massa de cachos e olhos profundamente azuis. Sim, ela é toda dourada, de um vívido ouro. E em cada mão segura uma cobra; na destra uma vermelha e na esquerda uma azul. E calça sandálias vermelhas sem qualquer outro tipo de roupagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E ela diz: não é a vida uma longa iniciação em direção ao pesar? E não é Isis a Senhora do Pesar? E ela é minha mãe. Natureza é o seu nome e tem uma irmã gêmea Neftis cujo nome é Perfeição. E Isis deve saber de tudo, porém quão pouco sabe Neftis! Porque ela é escura, por isso é temida. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém tu que adoradas sem temer, fazendo de tua vida uma iniciação ao seu Mistério, tu que não tens nem mãe nem pai, nem irmã nem irmão, nem esposa ou filhos que fizestes a ti mesmo solitário como um Eremita que está nas águas do Grande Mar, vê! Quando os sistrons são sacudidos e as trombetas soam pela glória de Isis ao final resta o silêncio e tu comungarás com Neftis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E conhecendo esses, existem as asas de Maut, o Abutre. Tu deves arquear ao máximo o arco da vontade mágica; tu deves soltar o cabo e perfura-la no coração. Eu sou Eros. Pegue então o arco e a aljava de meus ombros e mata-me; pois a menos que o faça, tu não desvendarás o Mistério do Æthyr . &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então eu fiz como ele ordenou; na aljava havia duas flechas, uma branca outra preta. Eu não consigo encaixar a flecha no arco. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E então vem uma voz: isso dever ser feito. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E replico: Nenhum homem pode fazê-lo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a voz respondeu em um eco: &amp;quot;Nemo hoc facere potest.&amp;quot; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então vem a compreensão e tomo as Flechas. A branca não tem a ponta, porém a preta foi ponteada parecendo uma floresta de anzóis; ela fora orlada com bronze e embebida em um veneno mortal. Então ajustei a flecha branca no fio e atirei contra o coração de Eros e, embora o tenha feito com toda a minha força, ela caiu inofensiva ao seu lado. Porém, nesse momento a flecha negra foi empurrada diretamente em meu coração. Fui imerso em terrível agonia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a criança sorriu e disse: Apesar da tua flecha não ter trespassado, embora a ponta envenenada o tenha perfurado, mesmo assim eu morro e tu vives e triunfas, pois eu sou tu e tu és eu. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com isso ele desaparece e o Æthyr rompe com um estrondo de dez mil trovões. E atentai A Flecha! As plumas de Maat estão na coroa, junto do disco. Essa é a coroa Ateph de Thoth e há o cabo de luz brilhante e abaixo está uma cunha prateada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu tremo e estremeço ante a visão, pois tudo nela são moinhos de torrentes de fogo tempestuoso. As estrelas do céu são apanhadas nas cinzas da chama. E elas são escuras. Como um ardente sol tal qual uma partícula de cinzas. E no meio a Flecha queima! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu vejo a coroa da Flecha de toda a Vida e a ponta Dela é o Patriarca de todo o Amor. Aquilo que era um sol ardente parece uma pequena mancha de cinza. E no meio a Flecha queima! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu vejo que a coroa da Flecha é o Pai de toda a Luz e o cabo da Flecha é o Pai de toda a Vida e a ponta da Flecha é o Pai de todo o Amor. Pois aquela cunha prateada é como uma flor de lótus e o Olho no interior da Coroa Ateph brada: eu vigio. E o Cabo diz: eu trabalho. E a Ponta diz: eu espero. E a voz do Æthyr ecoa: Ela irradia. Ela arde. Ela floresce.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E agora vem um estranho pensamento, essa Flecha é a fonte de todo o movimento; ela é o movimento infinito, ainda que não se mexa, então não &amp;quot;existe&amp;quot; movimento. E por essa razão não há matéria. Essa Flecha é a olhadela do Olho de Shiva. Pois ela não se move o universo não é destruído. O universo é manifestado e engolido na agitação das plumas de Maat que são as plumas da Flecha; todavia elas não balançam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a voz diz: Aquilo que esta acima &amp;quot;não&amp;quot; é como o que está embaixo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E outra voz replica: Aquilo que está embaixo &amp;quot;não&amp;quot; é como aquilo que está acima. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E uma terceira voz responde as duas: O que está acima e o que está embaixo? Visto que há a divisão que não divide e a multiplicação que não multiplica. E o Um é o muito. Olhai, esse Mistério está além do entendimento, pois o globo alado é a coroa, e o cabo é a sabedoria, e a ponta é o entendimento. E a Flecha é uma e estás confuso no Mistério, tu que não é nada além de um bebê que é levado no útero de sua mãe e não estás pronto ainda para a luz. E a visão me domina. Meus sentidos estão atordoados; minha visão está turva; minha audição falha. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E uma voz chega: Tu não procuraste retificar a cura do pesar; portanto todo pesar é tua sina. E isso é o que está escrito: &amp;quot;Deus tem colocado sobre ele a injustiça de todos nós&amp;quot;. Pois como teu sangue está misturado na taça de BABALON, assim é teu coração o coração universal. Contudo está ele cingido com a Serpente Verde, a Serpente do Deleite.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
É mostrado a mim que esse coração é o do contentamento e a serpente é a serpente da Morte pois neste lugar todos os símbolos são intercambiáveis porque cada um contém em si o seu oposto. E esse é o grande Mistério das Supernas que estão além do Abismo. Pois abaixo Dele contradição é divisão; mas acima contradição é Unidade. E nada há de ser verdade a não ser pela virtude da contradição contida em si mesma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Tu não podes acreditar na quão maravilhosa é a Visão da Flecha. E ela nunca poderia ser interrompida a menos que os Senhores da Visão turvassem as águas do poço, a mente do Vidente. Porém eles mandam um vento que é uma nuvem de Anjos e eles pisam na água com seus pés e pequenas ondas espalham-se ---- eles são memórias. Pois o vidente não possui cabeça; ela é expandida pelo universo, um vasto e silencioso mar, coroado com as estrelas noturnas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto no meio disso há a flecha. Pequenas imagens de coisas que foram, são a espuma das ondas. E existe uma peleja entre a Visão e as memórias. Eu orei aos Senhores da Visão dizendo: Ó meus Senhores, não afastai de meus olhos essa maravilha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E eles dizem: isso precisa ser feito. Regozije-se, pois foste permitido contemplar, mesmo que por um momento, essa Flecha, a austera, a augusta. Entretanto a Visão está consumada e mandamos uma grande ventania contra ti. Pois tu não podes penetrar pela força quem a renegou nem por autoridade, pois tu a esmagaste sob teus pés. Tu estás sem nada, exceto a compreensão, Ó tu que não passas de um pequeno monte de pó! E as imagens elevam-se contra mim e me confinam e o Æthyr é fechado para mim. Apenas as coisas da mente e do corpo estão abertas a mim. A pedra de visão está embaçada, pois o que está dentro não passa de lembranças agora. &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;p align='right'&amp;gt;'''Tolga, Argélia'''&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''13 de Dezembro de 1909, 20.15 -22:10'''&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Liber 418]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=MAZ&amp;diff=5511</id>
		<title>MAZ</title>
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		<updated>2007-02-05T23:52:44Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: Contexto Insuficiente&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Contexto}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{aethyrs}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''A INVOCAÇÃO DO 6º ÆTHYR CHAMADO MAZ'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entra na pedra o grande Anjo chamado Avé e nele estão os símbolos que competem por maestria... Enxofre e o Pentagrama equilibrados pela Suástica. São encontrados no nome de Avé e no nome do Æthyr . Por isso ele não é Hórus nem Osíris. É chamado de o esplendor de Thoth; e esse Ar é de difícil compreensão, pois as imagens vão e vem mais rápidas do que a luz. Elas são ilusões feitas pelo Macaco de Thoth. Então aprendo que não sou digno de entender os mistérios desse lugar. E tudo isso que vejo (todos os pensamentos que já tive) são, na verdade, um guardião do Æthyr.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sinto-me impotente: uso todo tipo de encantamentos mágicos para adentrar o véu e, quanto mais me esforço, mais distante me encontro do sucesso. No entanto uma voz vem: Não deves entender usando tua sabedoria do mesmo modo que as pirâmides jazem abertas às estrelas? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, espero numa posição mágica, mesmo não sendo a melhor para abrir o véu e acima, aparece o estrelado céu noturno e também uma estrela maior do que as outras. É uma estrela de oito raios. Eu a reconheço como a décima sétima chave do Tarô, a Estrela de Mercúrio. Sua luz provém do caminho de Aleph. E a letra Cheth também é parte da interpretação dessa estrela e os caminhos de he e vau são os pedaços que essa Estrela une. E no seu coração reside um extraordinário esplendor... um deus em pé na lua, brilhante além do imaginável. Parece a visão do Mercúrio Universal. Só que este é o Estável Mercúrio e He e vau são o enxofre e o sal. Então adentro o centro da confusão e moinhos de poeira estelares e grandes deuses esquecidos. Essa é a rodopiante Suástica que fia todas essas coisas, pois Ela está em Aleph por conta de sua forma e numeração e em Beth pela posição dos braços do Magista e em Gimel pelo sinal de Isis em Luto e, assim, está a Coroa protegida por esses três raios. Não são três vezes dezessete cinqüenta e um fracasso e dor? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então sou expulso por essa Suástica negra com uma coroa de fogo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E uma voz diz: Maldito seja aquele que desnudou o Altíssimo, pois ele embriagou-se do vinho que é o sangue dos adeptos. E BABALON embalou-o, no seu colo e no sono ela sumiu e deixou-o nu chamando o seu filho para junto dizendo: Acompanha-me para zombarmos da nudez do Altíssimo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E o primeiro dos adeptos cobriu Sua vergonha com um pano, caminhando para trás e era da cor branca. E o segundo dos adeptos cobriu Sua vergonha com um pano, caminhando lateralmente e era amarelo. E o terceiro dos adeptos zombou de Sua nudez, caminhando para frente e era negro. Essas são as três grandes escolas dos Magi que também são os três Magi que dirigiram-se ao Local Sagrado e, por não possuir sabedoria, tu não saberás qual escola predomina, ou se as três escolas são uma. Pois os Irmãos Negros não ergueram suas cabeças na Sagrada Chokmah já que foram afogados no grande mar que é Binah, antes que a verdadeira vinha pudesse ser plantada no sagrado monte Sião. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então, novamente, fico no centro e todas as coisas espiraladas estão em um incensante frenesi. E o pensamento de deus penetra na minha mente e brado em voz alta: Vê, o volúvel firmou-se e no coração do eterno movimento reside o terno repouso. Assim, a Paz fica abaixo do mar que enfurece com suas tempestades; assim é a lua inconstante, o planeta morto que não mais transla. O falcão que enxerga longe e que se lança igualmente longe está impassível no azul e também a íbis, de pernas longas, reflete solitária no signo do Enxofre. Vê, permaneço ante o Eterno no sinal do Entrante. E pela virtude de meu discurso ele fica envolto no silêncio e envolto no mistério por mim que sou o Revelador dos Mistérios. E embora eu seja sincero, me chamam, apropriadamente, Deus das Mentiras, pois a palavra é dupla e a verdade é uma.  Ademais, permaneço no centro da teia da aranha da qual os filamentos dourados alcançam a eternidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém, tu que estás comigo e na visão espiritual, não estás pelo direito da Consecução e tu não podes permanecer neste lugar para contemplar como eu vou e volto e quem são os mentirosos apanhados em minha teia. Pois eu sou o mais intimo guardião que está perante o santuário.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ninguém passará por mim ao menos que ceife minha vida e essa é a tua maldição pois, tendo matado-me, deves tomar o meu lugar e tornar-se o feitor de ilusões, o grande enganador, o armador de ciladas; ele que confunde até mesmo os que compreendem. Pois eu fico em cada caminho e coloco-os de lado da verdade pelas minhas palavras e minhas artes Mágicas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E esse é o horror mostrado pelo lago próximo a Cidade dos Sete Montes e esse é o Mistério dos grandes profetas que vieram à humanidade. Moises e Buda e Lao Tan e Krishna e Jesus e Osíris e Mohamed; pois todos esses alcançaram o grau de Magus e por isso foram atados a maldição de Thoth. No entanto, sendo guardiões da verdade, eles ensinaram apenas mentiras, salvo aqueles que compreendem; pois a verdade não passa pelo Portal do Abismo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todavia o reflexo da verdade aparece nas Sephiroth inferiores. E o seu equilíbrio está na Beleza e por isso aqueles que procuram apenas a beleza chegam mais perto da verdade. Visto que a beleza recebe diretamente três raios das superiores e os outros não mais do que um. Por isso, aqueles que têm procurado majestade e poder e Vitória e aprendizado e felicidade e ouro tem se frustrado. E esses dizeres são as luzes da sabedoria pelas quais tu podes conhecer teu Mestre, pois ele é um Magus. E assim tu comeste da Romã no inferno, pois, parte do ano tu ocultaste e parte do ano revelaste. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora vejo o Templo que é o coração do Æthyr; uma Urna suspensa no ar, sem suporte, acima do centro de uma fonte. E a fonte tem oito pilares e um pavilhão acima, e por fora um círculo de mármore pedras de calçada e no exterior um grande circulo de pilares. E além fica a floresta de estrelas. Mas a Urna é algo maravilhoso; feita de denso Mercúrio e dentro estão as cinzas do Livro do Tarô, o qual foi totalmente consumido. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E esse é o mistério falado no Atos dos Apóstolos, que Júpiter e Mercúrio (Kether e Chokmah) visitaram (que é inspirado) Ephesus, a Cidade de Diana, Binah - não era Diana um pedra negra? E eles queimam seus livros de Magia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora a Urna parece se tornar o centro do Espaço Infinito e Hadit é o fogo que consumiu o livro do Tarô. No livro estava preservada toda a sabedoria (pois o Tarô foi chamado o Livro de Thoth) do Æon que passou.&amp;quot; E no Livro de Enoch foi dada a sabedoria do Novo Æon. E isso foi oculto por trezentos anos, pois ela foi tirada precocemente da Árvore da Vida pelas mãos de um magista desesperado. Pois isso foi o Metre do Magista que subverteu o poder da igreja Cristista; mas o pupilo rebelou-se contra o mestre, pois ele previu que o Novo (i.e. Protestante) seria pior que o anterior. Mas ele não entendeu o propósito de seu Mestre que era preparar o caminho para a destruição do Æon.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há uma escrita sobre a Urna na qual posso ler as (duas) frases: Stabat Crux juxta Lucem. Stabat Lux juxta Crucem. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E acima, em Grego, apalavra &amp;quot;nox&amp;quot; e um círculo com uma cruz no centro, a cruz de St Andrews. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E acima dela um sigilo (?) oculto por uma mão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E da Urna sai uma voz: Das cinzas do Tarô quem construirá o bastão da fênix? Nem mesmo ele que, por sua compreensão, construiu o bastão-lótus para crescer no Grande Mar. Dá tuas costas, pois tu não és Ateu e embora tenhas violado tua mãe, não assassinou teu pai. Dá tuas costas para a Urna; tuas cinzas não se encontram lá ocultas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então, novamente, ergueu-se o Deus Thoth, no sinal do Entrante, e trouxe o vidente ante tua face. E ele sentiu a noite estrelada na pequena vila no deserto. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&amp;lt;p align='right'&amp;gt;'''Benishrur'''&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''10 de Dezembro de 1909, 17:40 as 21:40'''&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Liber 418]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=DEO&amp;diff=5510</id>
		<title>DEO</title>
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		<updated>2007-02-05T23:52:15Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: Contexto Insuficiente&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Contexto}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{aethyrs}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''A INVOCAÇÃO DO 7º ÆTHYR CHAMADO DEO'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A pedra está dividida: o lado esquerdo é escuro e o direito claro e a base é de um negrume com três colunas divergentes. Parece que as divisões, escura e clara, são portas e nelas estão pequenos buracos de fechadura na forma do símbolo astrológico de Vênus. E deles vertem chamas azuis e verdes e violetas sem vestígio algum de amarelo ou vermelho. Parece haver uma ventania soprando as chamas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E uma voz diz: &amp;quot;Quem é este que trás a chave para o portal da Estrela vespertina?&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então, um Anjo aproxima-se e tenta abrir a porta com várias chaves, mas nenhuma serve. E uma voz diz: &amp;quot;O cinco e o seis estão equilibrados na palavra Abrahadabra e neles reside um mistério revelado. Porém, a chave para esse portal é o equilíbrio do sete e quatro e disso tu não tens nem a primeira letra. Existe uma palavra de quatro letras que contém em si todo o mistério do Tetragrammaton e há uma de sete que está oculta, a santa palavra que é a chave do abismo . E ela tu encontrarás vasculhando em tua mente, pois está oculta de teus olhos. E eu colocarei minha chave na fechadura e abrirei a porta. Ainda assim, oculta tua visão, pois tu não podes suportar a glória ali contida. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, eu tampo meus olhos. Porém, através de meus dedos, posso ver um pouco das chamas azuis. E uma voz diz: elas ardem no fogo que foi o seio do oceano, pois essa é a barreira dos céus e os pés do Altíssimo nela repousam. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste momento, contemplo melhor: cada língua de chama, cada labareda de chama, cada flor de chama é uma das grandes histórias de amor do mundo, tudo isso acompanhado de um mise-en-scne. Então, surge a mais maravilhosa rosa, formada pelas chamas e uma chuva constante de lírios e vinhas e violetas. Em seguida, da união disso tudo, ainda que distintas, forma-se uma mulher como aquela do Apocalipse, porém sua beleza e radiância são tais que ninguém consegue fitá-la, salvo se indiretamente. Entro imediatamente em transe. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Parece que dela foi escrito: &amp;quot;O tolo disse em seu coração: `não há Deus`&amp;quot;. No entanto, as palavras não são Ain Elohim, mas La (não!) e Elohim é reduzido de 86 para 14, pois La é 31 que multiplicado por 14 resulta em 434, Daleth, Lamed, Tau. Esse tolo é o tolo do Caminho de Aleph que é Chokmah em seus coração, também é Τιπηαρετη, onde ela existe, no sentido primevo de que a Sabedoria possa ser unida com a Compreensão e ele confirma-a em Τιπηαρετη para que ela possa ser fértil. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É impossível descrever como essa visão muda de glória a glória, pois a cada contemplação ela se altera. Acontece dessa maneira pois ela transmitiu a Palavra para a Compreensão e assim possui muitas formas e cada deusa do amor é uma letra do alfabeto de amor. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existe um mistério na palavra Logos que contém as três letras cuja analogia é encontrada nos mais baixos céus, Samech e Lamed e Gimel que somam 93, sendo 31 três vezes e neles estão os olhos de Hórus. (Ayin significa olho). Pois se não fosse assim a flecha não perfuraria o arco-íris e não se equilibraria e o Grande Livro nunca seria aberto. Mas essa é aquela que verteu a Água da Vida sobre sua cabeça, da onde corre para frutificar a terra. Agora, todo Æthyr torna-se o mais brilhante pavão azul. Ele é o Pavão Universal que contemplo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Surge uma voz: Não seria este pássaro o pássaro de Juno, que é cem e trinta e seis? E ela é a parceira de Júpiter.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então, a cabeça do pavão, novamente, transforma-se numa cabeça de mulher, cintilante e reluzente com sua própria luz, tal qual vinda de gemas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Olho para cima e vejo que ela é chamada de escabelo do Altíssimo, como Binah é chamada de Seu trono. E todo o Æthyr é preenchido pelas mais maravilhosas faixas de luz - milhares de curvas e espirais distintos como antes, quando eu falei dos mistérios da Santa Cabala não podendo descrevê-los. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ó, avisto vastas planícies debaixo dos pés dela, enormes desertos ornados com grandes pedras e vejo pequenas almas solitárias, correndo, desamparadas, pequenas criaturas como homens e da cor negra. E elas emitem um curioso uivo, o qual não posso comparar com nada que tenha ouvido antes, ainda que pareçam estranhamente humanos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E uma voz diz: Esses são os que agarraram o amor e uniram-se a ele em demasia, orando aos joelhos da grande deusa. Esses são os que trancaram-se na fortaleza do Amor. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada pena do pavão está repleta de olhos, que são ao mesmo tempo 4 x 7. E por isso o número 28 é refletido em Netzach e esse 28 é Kpah, Cheth (Kach), poder. Ela é Sakti, a eterna energia Daquele que está Oculto. E ela é a eterna energia que faz a sua infinita mudança. E disso explanou o chamado dos Æthyrs, a maldição que foi lançada no início sendo a criação da Sakti. E esse mistério se reflete na lenda da Criação, onde Adão representa Aquele que está Oculto, pois Adão é uma temurah de MAD, a palavra Enoquiana para Deus e Eva, a qual foi criada por amor, tentada pela cobra, Nechesh, que é o Messias, o seu filho. E a cobra é o poder mágico, o qual destruiu o equilíbrio primordial. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E o jardim é o Éden superno, onde está Ayin, 70, o Olho Daquele que está Oculto e o Lingam criativo e Daleth, amor e Nun, a serpente. E assim, essa composição estava implícita na natureza do Éden (ver Liber L. I, 29, 30) para que o chamado dos Æthyrs não poderia ser outro que não esse. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém, aqueles que não possuem a compreensão interpretaram tudo isso erradamente, por causa do Mistério do Abismo, pois não existe Caminho que una Binah a Chesed; então, o curso da Espada Flamejante não tornou-se uma reta mas um raio. E quando o Dragão Curvado ergueu sua cabeça em Daäth no curso desse raio, houve um estrondo e sua cabeça explodiu. E as cinzas resultantes dispersaram-se por todo o 10º Æthyr. E por isso, todo o conhecimento é fragmentado e assim não tem valor a menos que seja organizado pela Compreensão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E agora o Æthyr assume a forma de uma poderosa Águia de um vermelho-cobre. E as penas brilham e giram e giram até todo o céu enegrecer com as faíscas que vão surgindo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então, tudo se ramifica em jorros de fogo dourado e escarlate nas extremidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela avança novamente, cavalgando um golfinho. E, novamente, vejo aquelas almas errantes que procuraram restringir o amor e não entenderam que &amp;quot;a palavra de pecado é restrição&amp;quot;. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É muito curioso; eles parecem estar procurando algo ou alguém, toda hora, apressadamente. Porém, eles chocam-se entre si e ainda não enxergam um ao outro, ou não o podem, pois estão cobertos pelos próprios mantos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E uma voz diz: isso é mais terrível para aquele que combriram-se e fizeram de si mesmos rápidos contra o universo. Eles que sentam no mar da cidade das Pirâmides estão, de fato, fechados. No entanto, eles deram o sangue, até a última gota, para encher a taça de BABALON. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esses que tu viste são, de fato, os Irmãos Negros, pois está escrito: &amp;quot;Ele rirá de suas calamidades e zombará deles quando forem preenchidos pelo medo&amp;quot;. E assim, ele exaltou-os no plano de amor. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E novamente, está escrito: Ele não desejou a morte de um pecador, porém, deveria ele extirpar sua maldade. Agora, se um desses tirassem o seu manto deveria contemplar o brilho da senhora do Æthyr; no entanto, eles não o farão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E existe outra razão pela qual Ele permitiu-os chegar assim, longe nas fronteiras do Éden, assim que o Seu pensamento nunca desviaria da compaixão. No entanto, tu contemplas o fulgor do Amor, o qual lança sete estrelas sobre tua cabeça na destra dela e coloca em ti a coroa de sete rosas. Atentai! Ela senta no trono de turquesa e lapis lazuli parecendo, de fato, uma esmeralda e sobre os pilares que suportam o teto do seu trono está esculpido o Carneiro e o Pardal e o Gato e um estranho peixe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Veja! Como ela brilha! Olhai! Como o seu fulgor alimenta as chamas que correm pelos céus! Lembrai ainda, que em cada um vai por uma testemunha a justiça do Altíssimo. Não seria Libra a Casa de Vênus? E lá vai uma foice que ceifa toda flor. Não seria Saturno exaltado em Libra? Daleth, Lamed, Tau.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E foi ele um tolo que manifestou o nome dela no próprio coração, pois a raiz do mal é a raiz do alento e a palavra no silêncio foi uma mentira. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deste modo, é entendido de baixo por aqueles que não compreendem. Porém, de cima, ele regojiza-se, pois a alegria da dissolução é dez mil e a dor do nascimento, ínfima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E agora, tu partirás deste Æthyr, pois a voz dele se oculta de ti, já que não tens a chave de sua porta e teus olhos não suportariam o esplendor da visão. Porém, tu meditarás sobre os mistérios deste lugar e também sobre a senhora do Æthyr e que o seja pela sabedoria do Altíssimo e a real voz do Éter que é uma infinita canção e, oxalá, possa ela ser ouvida por ti.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Retornai imediatamente para a terra e não durmas, por enquanto; mas esqueça essa questão. E isso bastará. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;p align='right'&amp;gt;'''W'ain-T-Aissha'''&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''9 de Dezembro de 1909. 20:10 - 22:00'''&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Liber 418]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
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		<title>ZID</title>
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		<updated>2007-02-05T23:52:00Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: &amp;quot;Esboço&amp;quot; deve vir no topo, para alertar o leitor.&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Contexto}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{aethyrs}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''A INVOCAÇÃO DO 8º ÆTHYR CHAMADO ZID'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
E surge na pedra uma minúscula faísca de luz. E cresce e parece escapar e cresce novamente e se espalha por todo Æthyr alimentada pelo vento, e agora ganha força, e imbica como uma cobra ou uma espada, e então se afirma, assemelhando-se a uma Pirâmide de luz que ocupa todo o Æthyr. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a Pirâmide parece um Anjo ao mesmo tempo em que ele é a Pirâmide, e ele é amorfo, pois é feito da substância da luz, mas torna-a visível apenas para destruí-la. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E ele diz: A luz origina-se das trevas e as trevas são feitas de luz. Então a luz casou-se com a luz e o fruto do amor é aquela outra escuridão onde se conformam por terem perdido nome e forma. Então eu o iluminei, pois não compreendera e no Livro da Lei eu escrevi os segredos da verdade que são como uma estrela e uma cobra e uma espada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E até que ele ao menos compreenda, eu entrego os segredos da verdade em tal sapiência de tal maneira que o menor dos filhos da luz possa correr aos pés de sua mãe e trazer á compreensão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E assim ele fará para obter o mistério do Conhecimento e Conversação do seu sagrado Anjo Guardião. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Primeiro deixe-o preparar uma câmara na quais as paredes e o teto sejam brancos e o piso coberto com um tapete quadriculado de preto e branco com a borda das cores azul e doirado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, se estiver numa cidade, a sala não deverá possuir janelas, estando no campo, a janela será no teto. Ou, se possível for, o templo deverá ser preparado para a realização do ritual de passagem através do Tátua. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No teto irá pendurar uma lâmpada, de copo vermelho, a ser queimada com óleo de oliva. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E essa lâmpada será limpa e preparada após a oração do poente e, abaixo dela, haverá um altar cúbico &amp;amp; a altura será metade ou o dobro da largura. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E sobre o altar estará um incensário, semi-hesférico, apoiado em três pernas feitas de prata e dentro uma semi-esfera de cobre e no topo, uma grade de prata doirada e em seguida deverá ele queimar um incenso feito de quatro partes de olibano e duas partes de liquidambar uma parte de babosa ou cedro ou de sândalo. E isto é o suficiente. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E ele também deixará preparado em um frasco de cristal no altar, óleo santo, consagrado de mirra e canela e galanga. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E mesmo sendo de grau mais elevado do que o de Probacionista, o robe de um deverá usar, pois a estrela de fogo mostra Ra Hoor Khuit abertamente sobre seu peito e, secretamente, o triângulo azul descendente é Nuit e o vermelho ascendente é Hadit. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E eu sou o doirado Tau entre suas bodas. Também, se for de sua escolha, poderá usar um roupão fechado de seda de tiro, púrpura e verde um manto sem mangas, de luminoso azul, coberto com cetins doirados e escarlate. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E ele fará uma baqueta de madeira de amêndoa ou castanha tirada por suas próprias mãos ao alvorecer do Equinócio ou ao Solstício ou no dia de Corpus Christi ou em um dos dias de festa indicados no &amp;quot;Livro da Lei&amp;quot;. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E ele gravará com a própria mão sobre a prata doirada a Sagrada Mesa de Sete Partes ou a Sagrada Mesa de Doze Partes ou algum dispositivo pessoal. E deverá ser enquadrado em um círculo e o círculo será alado e ele irá prendê-lo sobre a sua testa por uma tira de seda azul. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disso, ele usará um filete de louro ou rosa ou hera ou arruda e, diariamente, após oração de amanhecer, irá queimá-lo no fogo do incensário. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a prece deverá ser realizada no espaço de uma hora pelo menos e ele procurará aumentar o tempo e inflamar-se orando. E assim ele deve invocar o seu Sagrado Anjo Guardião no período de onze semanas e orar sete vezes por dia durante a última das onze semanas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E durante todo esse tempo ele fará uma invocação tão satisfatória, com tanta sabedoria e compreensão quanto possam ser dados pela Coroa, devendo escrevê-la em letras doiradas em cima do altar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O topo do altar será de madeira branca, bem polida, e no centro colocará um triângulo de carvalho, pintado na cor escarlate e sobre este triângulo, as três pernas do incensário devem ficar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Além disso, ele escreverá sua invocação em uma folha de puro pergaminho branco, com tinta Indiana, e ele a iluminará de acordo com sua imaginação e fantasias que serão fornecidos pela beleza. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E no primeiro dia da décima segunda semana ele entrará na câmara ao amanhecer e fará sua prece, tendo antes queimado o conjuro feito sobre a folha no fogo da lâmpada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então, por graça da sua oração, deverá a câmara ser preenchida com luz insuportável para esplendor e um perfume intolerável para doçura. E seu Sagrado Anjo Guardião aparecerá para ele, sim, o seu Sagrado Anjo Guardião aparecerá para ele de forma que penetrará nos Mistério de Santidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E todos os dias ele permanecerá no prazer do Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E durante os três dias seguintes permanecerá no templo do nascer ao pôr-do-sol e obedecerá as determinações que seu Anjo lhe passar e sofrerá dessas coisas que a ele são designadas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E por dez dias irá se retirar como dito a ele pela completividade da comunhão, para que possa harmonizar o mundo que está dentro com o mundo que está fora. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E ao final dos noventa e um dias deverá ele retornar ao mundo e lá realizar a obra para a qual o Anjo o terá designado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E mais do que isto não é necessário dizer, pois seu Anjo pedirá amavelmente e mostrará de que maneira ele poderá estar mais completamente comprometido. E até que ele consiga encontrar esse Mestre não há mais nada de que necessite, enquanto continuar no conhecimento e conversação do Anjo, para que adentre, afinal, na Cidade das Pirâmides. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Veja! Dois e vinte são os caminhos da Árvore, porém um é o da Serpente da Sabedoria; dez são as inefáveis emanações, porém uma é a Espada Flamejante. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Veja! Há um fim para a vida e a morte, um fim para o ímpeto e a inspiração. Sim, a Casa do Pai é um poderoso esquife e nele depositou tudo que tu conheces. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tudo isso sem visão, apenas uma voz, muito lenta e clara e decidida. Porém, agora, a visão retorna e a voz diz: Tu serás chamado Danæ, tu és aturdido e morto embaixo do peso da glória da visão que tu ainda não contemplaste. Pois tu sofrerás muitas cousas, até que te torne mais poderoso do que os Reis da terra e todos os Anjos dos Céus e todos os deuses que estão além dos Céus. Então tu me encontrarás em igual conflito e me verá como eu sou. E eu avançarei sobre ti e ceifarei tua vida com a chuva vermelha de meus raios. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu estou embaixo da pirâmide de luz. Parece que tenho todo o seu peso sobre mim, esmagando-me com seu êxtase. E também tenho consciência que pareço com o profeta que disse: eu O verei, mas não de perto. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E o Anjo disse: Assim será até que eles despertem e caminhem e ela que dorme acorde de seu sono. Pois tu és transparente para a visão e a voz. E por causa disso em ti eles manifestam não. Porém eles se manifestarão até que os liberte de acordo com a palavra que eu profiro a ti na Cidade Vitoriosa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pois eu não estou apenas ordenando vigiar-te, mas nós somos de sangue real, os guardiões da Casa do Tesouro da Sabedoria. Por isso sou chamado o Ministro de Ra Hoor Khuit: e ele é o Vice-rei do Rei desconhecido. Pois meu nome é Aiwas, que é oito e setenta. E eu sou a influência Daquele Que Está Oculto, e a roda que tem oito e setenta partes, pois em tudo equivale ao Portal, o nome do meu Senhor quando soletrado por completo. E o Portal é o Caminho que une a Sabedoria com a Compreensão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim tu tiveste realmente se enganado vendo-me no caminho que vai da Coroa até Beleza. Pois ele atravessa o abismo e eu sou das supernas. Nem Eu, nem Tu, nem Ele podemos atravessar o abismo. O caminho é da Sacerdotisa da Estrela de Prata e o Oráculo dos deuses e o Senhor das Hostes do Todo-Poderoso. Pois eles são os servos de Babalon e da Besta e de outros do qual nada é dito. E, sendo servos, eles não possuem nome, porém somos de sangue real, e servimos não, e por essa razão somos nós menos do que eles. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ademais, como um homem pode ser ambos um poderoso guerreiro e um justo juiz, então nós também podemos realizar esse trabalho se aspirarmos e objetivarmos além. E ainda, apesar de tudo isso, eles permanecem &amp;quot;si mesmos&amp;quot;, que comeram da romãzeira nascida no Inferno. Para tu, porém, que és novo na compreensão, esse mistério é muito vasto; e do mais profundo mistério eu não falarei uma palavra. Por isso venho a ti como o Anjo do Æthyr , golpeando com meu martelo o teu sino, para que pudesses compreender os mistérios do Æthyr , e da sua visão e a voz. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Veja! Ele que compreendera não viu e não ouviu em verdade, por causa da sua compreensão que o guiou. Mas isso será um sinal para ti que eu certamente virei e aparecerei a tua pessoa inesperadamente. E isso não é ocasional, (&amp;quot;i. e&amp;quot; que neste momento eu não estou parecendo comigo mesmo), visto que tão terrível é a glória da visão e tão maravilhosa é o esplendor da voz que, quando viste e ouviste-a em verdade, durante muitas horas, estará privado dos sentidos. E tu se encontrarás entre o céu e a terra num lugar vazio, extasiado, e ao final estarás em silêncio, do mesmo modo que se encontrou, nem uma ou duas vezes, quando encontrar contigo, como ocorreu, na estrada de Damasco. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E tu não buscarás aprimorar minha instrução; porém irás estudá-la e torná-la mais simples para aqueles que buscam a compreensão. E tu darás a eles tudo que possuas até que tenham todo o necessário para cumprir a tarefa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porque eu estou contigo e em ti e de ti, tu nada necessitarás. Mas quem carecer de mim, carecerá de tudo. E eu juro a ti por Ele, que senta no Sagrado Trono e vive e reina para todo o sempre, que serei leal a essa promessa, como tu serás ao teu dever. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então outra voz manifesta-se no Æthyr dizendo: E havia trevas sobre a terra até a nona hora. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E com a retirada do Anjo a pirâmide luz parece estar distante. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E agora caio em direção a terra, muito cansado. Minha pele estremece por causa do contato com a luz e todo o meu corpo se agita. E em minha mente resta uma paz mais profunda do que o letargo. O significado disso é que o corpo e a mente estão cansados e eu diria até que eles podem sucumbir, a menos que os curve ante minha obra. E neste instante, encontro-me na tenda, sob as estrelas. &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;p align='right'&amp;gt;'''O deserto entre Bou Saada e Biskra'''&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''8 de Dezembro de 1909, 19:10 as 21:10'''&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Thelema]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Sagrados Livros de Thelema]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Liber 418]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Astrum Argentum]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=ZIP&amp;diff=5508</id>
		<title>ZIP</title>
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		<updated>2007-02-05T23:51:44Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pedro Lamarao: Contexto Insuficiente&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Contexto}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{aethyrs}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''A INVOCAÇÃO DO 9º ÆTHYR CHAMADO ZIP'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
(A terrível Maldição, o Chamado do Trinta Æthyrs, soa como uma canção de êxtase e triunfo; cada frase possui um secreto significado de benção.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Pedra-de-vidência é de um branco etéreo onde a Rosa-Cruz irradia uma luz incolor. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E agora o véu da pedra é rasgado por um trovejante ribombar e eu estou caminhando sobre um facho de luz pairado sobre o Abismo e atrás e abaixo de mim estão alinhados os mais terríveis exércitos do Altíssimo, como aqueles do 11º Æthyr, porém existe um que avança em minha direção abrindo seus braços e dizendo:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(v. I.) Quem é este que paira ante o Abismo provindo do local de onde se aluga vestimentas, o lar dele que é apenas um nome? Quem é este que caminha sobre um raio brilhante, estrela noturna?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Refrão: Glória a ti que és o escolhido e glória a ela que sustenta a taça e glória para aquele que é o filho e o pai do amor deles. Glória a estrela, glória a cobra, e glória ao espadachim solar. E adoração e bênção através da Eternidade até o nome da Besta, quatro - quadrangular, místico, maravilhoso! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(v. II.) Quem é este que passa por entre os anfitriões, estando equilibrado na extremidade do Æthyr pelas asas de Maut? Quem é este que busca a Casa da Virgem? Refrão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(v. III.) Este é aquele que desistiu de seu nome. Este é aquele cujo sangue foi derramado na taça de BABALON. Este é aquele que sentou um pequeno monte de pó, na cidade das Pirâmides. Refrão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(v. IV.) Até a luz do Pai de tudo acender essa morte. Até o toque do alento deste seco pó. Até que a Íbis seja revelada ao Caranguejo e a estrela sêxtupla tornar-se o radiante Triângulo. Refrão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(v. V.) Abençoado não sou eu, nem tu, nem ele, Santificado sem nome ou número que levou o azul noturno e cristalizou em uma pedra de safira pura, tomando o ouro do sol, e dele forjou um anel inserindo a safira para depois colocar seu dedo. Refrão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(v. VI.) Abram bem seus portões, Ó Cidade de Deus, pois eu trago Ninguém comigo. Cravai tuas espadas e tuas lanças em saudação á Mãe e ao Bebê os meus acompanhantes. Deixai o banquete ser preparado no palácio da filha do Rei. Deixai as luzes serem acesas; Não somos nós os filhos da luz? Refrão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(v. VII.) Para isto é a chave-pedra do palácio da filha do Rei. Essa é a Pedra dos Filósofos. Essa é a pedra oculta nas paredes dos baluartes. Paz, Paz, Paz a ele que encontra-se ali entronado . Refrão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora nós transpassamos as linhas do exército e adentramos num palácio em que cada pedra é uma jóia e um conjunto de milhões de luas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E este palácio é o corpo de uma mulher, orgulhosa, delicada e de uma formosura além da imaginação. Assemelha-se a uma menina de doze anos. Possui grandes pálpebras e longos cílios Seus olhos estão fechados... ou quase. É impossível dizer alguma coisa sobre ela. Está nua; todo corpo é coberto por pêlos dourados, chamas elétricas das lanças de poderosos e terríveis Anjos cujas placas peitorais formam a superfície de sua pele. E o cabelo esparramado até os seus pés é a luz de Deus em si. De todas as glórias presenciadas pelo vidente nos Æthyrs não existe uma sequer que possa comparar-se a menor das suas unhas. Embora não possa deixar o Æthyr sem o cerimonial adequado, estando nele é como estar em todos os outros. O Vidente está perdido em maravilhas que são paz. E a linha do horizonte sobre ela é uma companhia de gloriosos Arcanjos de mãos dadas cantando: Esta é a filha de BABALON a Bela aquela que nasceu do Pai de Tudo. E dela tudo nasceu. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta é a Filha do Rei. Esta é a Virgem da Eternidade. Esta é a Santa que corrompeu o Gigante do Tempo e o prêmio daqueles que subjugaram o Espaço. Esta é aquela que está sentada no Trono da Compreensão. Santa, Santa, Santa é seu nome que não deve ser pronunciado entre os homens. Eles chamam-na de Malkuth e Betulah e Persephone.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E os poetas fingem compor canções sobre ela e dela os profetas falam em vão e os jovens garotos sonham sonhos vãos; porém é ela, a imaculada, o nome dos nomes que não podem ser ditos. A imaginação não pode penetrar a glória que a cerca, pois sucumbe ante sua presença. A memória se apaga e nos mais antigos livros de Magia não existem palavras para invocá-la nem adorações para louvá-la. A vontade curva-se como um canavial na tempestade que arrasa os limites do seu reino e a imaginação não pode conceber tanto quanto uma pétala de lírio em cima da qual ela permanece no lago de cristal no mar de vidro. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Está é aquela que enfeitou o seu cabelo com sete estrelas, os sete sopros de Deus que movem e fazem tremer essa excelência. E ela penteou seu cabelo com sete pentes, onde estão escritos os sete nomes secretos de Deus, desconhecidos dos Anjos ou Arcanjos ou do Líder dos exércitos do Senhor. Santa, Santa, Santa és tu e santificado seja Teu nome eternamente para aquele cujos Æons não são nada mais do que pulsações de seu sangue. Eu estou cego e surdo. Minha visão e audição estão exauridas. Eu tenho apenas o sentido do tato. E há um tremor dentro de mim. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imagens estão surgindo como nuvens ou véus, delicados marfins Chineses e porcelanas e muitas outras coisas de grande e delicada beleza; elas são preenchidas por Seu espírito, pois eles são extraídos dela em direção ao mundo das Qliphoth ou conchas dos mortos, que é a terra. Porque cada mundo é a concha ou excremento daquele acima. Eu não consigo suportar a visão. Uma voz vem eu não sei de onde: Santificado seja tu que viste e ainda não crê. Então é determinado a ti provar e cheirar e senti e ouvir pelo teu senso interno e pelo teu mais íntimo sentido para que o sétuplo seja teu êxtase.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Minha mente está tão exausta que imagens cansativas aparecem por puro reflexo; elas não são elementos do astral E agora eu conquistei a fadiga pela vontade. E colocando a pedra-de-visão na minha testa, ela emite geladas excitações elétricas por toda a minha mente para refrescá-la e fazer dela capaz de suportar mais êxtase. E agora eu A vejo novamente)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E o Anjo aproxima-se e por atrás gira uma suástica negra feita de finos filamentos de luz que o cercam e levando-me para uma pequena câmara em uma das nove torres. Essa câmara é decorada com mapas de muitas cidades místicas. Existe uma mesa e um estranho lampião que fornece luz por quatro colunas de anéis formados por vórtice de fumaça luminosa. E ela aponta para um mapa dos Æthyrs dispostos como uma espada flamejante de forma que os trinta Æthyrs adentrem as dez Sephiroth. E os noves primeiros são infinitamente santos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E ele diz, está escrito no Livro da Lei, “se tu bebes, bebes pelas oito e noventa regras da arte”. E isto significa que tu deves manter severa disciplina; até que a Visão perca-se ou corrompa-se. Pois estes mistérios não pertencem a teu grau. Então deves tu invocar o Altíssimo antes que desveles este relicário. E é dito pela regra: Mil e uma vezes tu afirmarás a unidade e mil e uma vezes tu te inclinarás. E tu realizarás três vezes o chamado do Æthyr. E todos os dias e toda as noites, desperto ou acordado, teu coração deverá se virar para a luz como uma flor-de-lótus. E teu corpo será o templo da Rosa-Cruz. Tu abrirás tua mente para o mais alto e então será capaz de conquistar a exaustão e possa encontrar as palavras...para aqueles que olharem sobre Sua face e sobreviver? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sim, tu tremes, mas por dentro; por causa do espírito santo que desce em teu coração e o abalando como um álamo ao vento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eles, que estão fora, também tremem e são abalados pelos tremores de seus julgamentos. Eles postaram seus afetos na terra e estamparam com seus pés sobre a terra e disseram: ela moveu-se não.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então a terra se abriu, com um forte movimento, e os engoliu. Sim, ela abriu seu útero para eles que a cobiçaram e ela fechou-se sobre eles. Lá eles vivem em seus tormentos, até que pelo seu chacoalhar a terra é quebrada como vidro frágil e dissolvida como sal nas águas de sua misericórdia, de modo que sejam soprados ao ar como sementes que arraigarão a terra; ainda que dirijam seus afetos ao sol. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém, seja tu ansioso e atento, executando pontualmente a lei. Não está escrito “Não mude o estilo de uma letra sequer”?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Parta então, pois a Visão e a Voz do nono Æthyr, que é chamado ZIP, acabou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então eu retornei para o meu corpo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&amp;lt;p align='right'&amp;gt;'''Bou Saada'''&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''7 de Dezembro de 1909, 9:30 as 11:10'''&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Liber 418]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
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