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	<title>Ocultura - Contribuições do usuário [pt-br]</title>
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	<subtitle>Contribuições do usuário</subtitle>
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		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Conjura%C3%A7%C3%A3o_Preliminar_do_Inascido&amp;diff=5758</id>
		<title>Conjuração Preliminar do Inascido</title>
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		<updated>2007-02-26T16:13:03Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Papillon: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''''Invocação Preliminar'''''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu invoco a ti, oh não nascido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tu que criaste os Céus e a Terra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tu que criaste a Noite e o Dia..&lt;br /&gt;
Tu que criaste as Trevas e a Luz.&lt;br /&gt;
Tua arte Osorronophris: Cujo nenhum homem jamais viu.&lt;br /&gt;
Tua arte Jäbas&lt;br /&gt;
Tua arte Jäpos:&lt;br /&gt;
Tu que distinguiste o Justo do Injusto.&lt;br /&gt;
Tu que criaste a diferença entre Homem e Mulher..&lt;br /&gt;
Tu que produziste a semente e o fruto. &lt;br /&gt;
Tu que criaste os homens para amarem uns aos outros e odiarem uns aos outros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu sou Mosheh, teu profeta, a quem podes revelar os teus mistérios, a Cerimônia de Ishrael:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tu que produziste o seco e o úmido no qual deu origem a toda a vida existente. Ouça me, pois eis que sou o anjo de Paphro Osorronophris: que é teu verdadeiro nome, tal qual transmitido aos profetas de Ishrael.&lt;br /&gt;
Ouça me.- Ar: Thiao: Rheibet: Atheleberseth: A: Blatha: Abeu: Ebeu: Phi: Thitasoe: Ib: Thiao.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ouça me e faça os espíritos sujeitarem-se a mim até que cada o Espírito no firmamento e no Éter, sob a terra e sobre a terra, nas águas ou em terra seca, no reino do ar e no reino do fogo estejam obedientes prontos ao meu comando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu invoco a tí, Terrível e Invisivel Deus: que está presente e todo o lugar ocupado e todo espaço vazio. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Arogogorobrao: Sothou: Modorio: Phalarthao: Doo: Ape, &lt;br /&gt;
Não Nascido, ouça-me!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ouça-me :-Roubriao: Mariodam: Balbnabaoth: Assalonai: Aphniao: I: Thoteth: Abrasar: Aeoou: Ischure, Poderoso Não Nascido! Ouça-me!.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu te invoco: -- Ma: Barraio: Joel: Kotha: Athoribalo: Abraoth:&lt;br /&gt;
Ouça-me! Aoth: Abaoth: Basum: Isak: Sabaoth: Iao:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tu és o Senhor dos Deus.&lt;br /&gt;
Tu, és o Senhor do Universo&lt;br /&gt;
Tu és aquele que os ventos temem. &lt;br /&gt;
Tú é aquele que criou o Verbo por sua vontade, Senhor de todas as coisas. &lt;br /&gt;
Tu és aquele que rege, que governa e que ajuda. Ouça-me!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ieou: Pur: Iou: Pur: Iaot: Iaeo: Ioou: Abrasar: Sabriam: Do: Uu: Adonaie: Ede: Edu: Angelos ton Theon: Aniaia Lai: Gaia: Ape: Diathanna Thorun.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu sou Ele! O Espírito Não nascido! Forte fogo immortal! &lt;br /&gt;
Eu sou a Verdade!!&lt;br /&gt;
Eu sou Ele de onde se origina todo o bem e todo o mal!&lt;br /&gt;
Eu sou Ele, relâmpago e trovão.&lt;br /&gt;
Eu sou Ele, de quem brota a vida na terra::&lt;br /&gt;
Eu sou Ele, de cuja a boca saem labaredas&lt;br /&gt;
Eu sou Ele! Sou a maior manifestação da Luz e das Trevas! &lt;br /&gt;
Eu sou Ele! A Graça do mundo! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estou onde está o coração com uma serpente enroscada.&lt;br /&gt;
Que todos os espíritos sujeitem-se a mim até que cada o Espírito no firmamento e no Éter, sob a terra e sobre a terra, nas águas ou em terra seca, no reino do ar e no reino do fogo estejam obedientes prontos ao meu comando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Iao: Sabao:&lt;br /&gt;
Estas são as Palavras!&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Papillon</name></author>
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		<title>Conjuração Preliminar do Inascido</title>
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		<updated>2007-02-26T16:11:50Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Papillon: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''''Invocação Preliminar'''''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu invoco a ti, oh não nascido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tu que criaste os Céus e a Terra.&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tu que criaste a Noite e o Dia..&lt;br /&gt;
Tu que criaste as Trevas e a Luz.&lt;br /&gt;
Tua arte Osorronophris: Cujo nenhum homem jamais viu.&lt;br /&gt;
Tua arte Jäbas&lt;br /&gt;
Tua arte Jäpos:&lt;br /&gt;
Tu que distinguiste o Justo do Injusto.&lt;br /&gt;
Tu que criaste a diferença entre Homem e Mulher..&lt;br /&gt;
Tu que produziste a semente e o fruto. &lt;br /&gt;
Tu que criaste os homens para amarem uns aos outros e odiarem uns aos outros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu sou Mosheh, teu profeta, a quem podes revelar os teus mistérios, a Cerimônia de Ishrael:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tu que produziste o seco e o úmido no qual deu origem a toda a vida existente. Ouça me, pois eis que sou o anjo de Paphro Osorronophris: que é teu verdadeiro nome, tal qual transmitido aos profetas de Ishrael.&lt;br /&gt;
Ouça me.- Ar: Thiao: Rheibet: Atheleberseth: A: Blatha: Abeu: Ebeu: Phi: Thitasoe: Ib: Thiao.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ouça me e faça os espíritos sujeitarem-se a mim até que cada o Espírito no firmamento e no Éter, sob a terra e sobre a terra, nas águas ou em terra seca, no reino do ar e no reino do fogo estejam obedientes prontos ao meu comando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu invoco a tí, Terrível e Invisivel Deus: que está presente e todo o lugar ocupado e todo espaço vazio. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Arogogorobrao: Sothou: Modorio: Phalarthao: Doo: Ape, &lt;br /&gt;
Não Nascido, ouça-me!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ouça-me :-Roubriao: Mariodam: Balbnabaoth: Assalonai: Aphniao: I: Thoteth: Abrasar: Aeoou: Ischure, Poderoso Não Nascido! Ouça-me!.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu te invoco: -- Ma: Barraio: Joel: Kotha: Athoribalo: Abraoth:&lt;br /&gt;
Ouça-me! Aoth: Abaoth: Basum: Isak: Sabaoth: Iao:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tu és o Senhor dos Deus.&lt;br /&gt;
Tu, és o Senhor do Universo&lt;br /&gt;
Tu és aquele que os ventos temem. &lt;br /&gt;
Tú é aquele que criou o Verbo por sua vontade, Senhor de todas as coisas. &lt;br /&gt;
Tu és aquele que rege, que governa e que ajuda. Ouça-me!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ieou: Pur: Iou: Pur: Iaot: Iaeo: Ioou: Abrasar: Sabriam: Do: Uu: Adonaie: Ede: Edu: Angelos ton Theon: Aniaia Lai: Gaia: Ape: Diathanna Thorun.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu sou Ele! O Espírito Não nascido! Forte fogo immortal! &lt;br /&gt;
Eu sou a Verdade!!&lt;br /&gt;
Eu sou Ele de onde se origina todo o bem e todo o mal!&lt;br /&gt;
Eu sou Ele, relâmpago e trovão.&lt;br /&gt;
Eu sou Ele, de quem brota a vida na terra::&lt;br /&gt;
Eu sou Ele, de cuja a boca saem labaredas&lt;br /&gt;
Eu sou Ele! Sou a maior manifestação da Luz e das Trevas! &lt;br /&gt;
Eu sou Ele! A Graça do mundo! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estou onde está o coração com uma serpente enroscada.&lt;br /&gt;
Que todos os espíritos sujeitem-se a mim até que cada o Espírito no firmamento e no Éter, sob a terra e sobre a terra, nas águas ou em terra seca, no reino do ar e no reino do fogo estejam obedientes prontos ao meu comando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Iao: Sabao:&lt;br /&gt;
Estas são as Palavras!&lt;/div&gt;</summary>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Papillon: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''''Invocação Preliminar'''''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu invoco a ti, oh não nascido.&lt;br /&gt;
_________&lt;br /&gt;
Tu que criaste os Céus e a Terra.&lt;br /&gt;
Tu que criaste a Noite e o Dia..&lt;br /&gt;
Tu que criaste as Trevas e a Luz.&lt;br /&gt;
Tua arte Osorronophris: Cujo nenhum homem jamais viu.&lt;br /&gt;
Tua arte Jäbas&lt;br /&gt;
Tua arte Jäpos:&lt;br /&gt;
Tu que distinguiste o Justo do Injusto.&lt;br /&gt;
Tu que criaste a diferença entre Homem e Mulher..&lt;br /&gt;
Tu que produziste a semente e o fruto. &lt;br /&gt;
Tu que criaste os homens para amarem uns aos outros e odiarem uns aos outros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu sou Mosheh, teu profeta, a quem podes revelar os teus mistérios, a Cerimônia de Ishrael:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tu que produziste o seco e o úmido no qual deu origem a toda a vida existente. Ouça me, pois eis que sou o anjo de Paphro Osorronophris: que é teu verdadeiro nome, tal qual transmitido aos profetas de Ishrael.&lt;br /&gt;
Ouça me.- Ar: Thiao: Rheibet: Atheleberseth: A: Blatha: Abeu: Ebeu: Phi: Thitasoe: Ib: Thiao.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ouça me e faça os espíritos sujeitarem-se a mim até que cada o Espírito no firmamento e no Éter, sob a terra e sobre a terra, nas águas ou em terra seca, no reino do ar e no reino do fogo estejam obedientes prontos ao meu comando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu invoco a tí, Terrível e Invisivel Deus: que está presente e todo o lugar ocupado e todo espaço vazio. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Arogogorobrao: Sothou: Modorio: Phalarthao: Doo: Ape, &lt;br /&gt;
Não Nascido, ouça-me!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ouça-me :-Roubriao: Mariodam: Balbnabaoth: Assalonai: Aphniao: I: Thoteth: Abrasar: Aeoou: Ischure, Poderoso Não Nascido! Ouça-me!.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu te invoco: -- Ma: Barraio: Joel: Kotha: Athoribalo: Abraoth:&lt;br /&gt;
Ouça-me! Aoth: Abaoth: Basum: Isak: Sabaoth: Iao:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tu és o Senhor dos Deus.&lt;br /&gt;
Tu, és o Senhor do Universo&lt;br /&gt;
Tu és aquele que os ventos temem. &lt;br /&gt;
Tú é aquele que criou o Verbo por sua vontade, Senhor de todas as coisas. &lt;br /&gt;
Tu és aquele que rege, que governa e que ajuda. Ouça-me!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ieou: Pur: Iou: Pur: Iaot: Iaeo: Ioou: Abrasar: Sabriam: Do: Uu: Adonaie: Ede: Edu: Angelos ton Theon: Aniaia Lai: Gaia: Ape: Diathanna Thorun.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu sou Ele! O Espírito Não nascido! Forte fogo immortal! &lt;br /&gt;
Eu sou a Verdade!!&lt;br /&gt;
Eu sou Ele de onde se origina todo o bem e todo o mal!&lt;br /&gt;
Eu sou Ele, relâmpago e trovão.&lt;br /&gt;
Eu sou Ele, de quem brota a vida na terra::&lt;br /&gt;
Eu sou Ele, de cuja a boca saem labaredas&lt;br /&gt;
Eu sou Ele! Sou a maior manifestação da Luz e das Trevas! &lt;br /&gt;
Eu sou Ele! A Graça do mundo! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estou onde está o coração com uma serpente enroscada.&lt;br /&gt;
Que todos os espíritos sujeitem-se a mim até que cada o Espírito no firmamento e no Éter, sob a terra e sobre a terra, nas águas ou em terra seca, no reino do ar e no reino do fogo estejam obedientes prontos ao meu comando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Iao: Sabao:&lt;br /&gt;
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		<title>Conjuração Preliminar do Inascido</title>
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		<updated>2007-02-26T16:08:00Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Papillon: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''''Invocação Preliminar'''''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu invoco a ti, oh não nascido.&lt;br /&gt;
Tu que criaste os Céus e a Terra.&lt;br /&gt;
Tu que criaste a Noite e o Dia..&lt;br /&gt;
Tu que criaste as Trevas e a Luz.&lt;br /&gt;
Tua arte Osorronophris: Cujo nenhum homem jamais viu.&lt;br /&gt;
Tua arte Jäbas&lt;br /&gt;
Tua arte Jäpos:&lt;br /&gt;
Tu que distinguiste o Justo do Injusto.&lt;br /&gt;
Tu que criaste a diferença entre Homem e Mulher..&lt;br /&gt;
Tu que produziste a semente e o fruto. &lt;br /&gt;
Tu que criaste os homens para amarem uns aos outros e odiarem uns aos outros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu sou Mosheh, teu profeta, a quem podes revelar os teus mistérios, a Cerimônia de Ishrael:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tu que produziste o seco e o úmido no qual deu origem a toda a vida existente. Ouça me, pois eis que sou o anjo de Paphro Osorronophris: que é teu verdadeiro nome, tal qual transmitido aos profetas de Ishrael.&lt;br /&gt;
Ouça me.- Ar: Thiao: Rheibet: Atheleberseth: A: Blatha: Abeu: Ebeu: Phi: Thitasoe: Ib: Thiao.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ouça me e faça os espíritos sujeitarem-se a mim até que cada o Espírito no firmamento e no Éter, sob a terra e sobre a terra, nas águas ou em terra seca, no reino do ar e no reino do fogo estejam obedientes prontos ao meu comando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu invoco a tí, Terrível e Invisivel Deus: que está presente e todo o lugar ocupado e todo espaço vazio. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Arogogorobrao: Sothou: Modorio: Phalarthao: Doo: Ape, &lt;br /&gt;
Não Nascido, ouça-me!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ouça-me :-Roubriao: Mariodam: Balbnabaoth: Assalonai: Aphniao: I: Thoteth: Abrasar: Aeoou: Ischure, Poderoso Não Nascido! Ouça-me!.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu te invoco: -- Ma: Barraio: Joel: Kotha: Athoribalo: Abraoth:&lt;br /&gt;
Ouça-me! Aoth: Abaoth: Basum: Isak: Sabaoth: Iao:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tu és o Senhor dos Deus.&lt;br /&gt;
Tu, és o Senhor do Universo&lt;br /&gt;
Tu és aquele que os ventos temem. &lt;br /&gt;
Tú é aquele que criou o Verbo por sua vontade, Senhor de todas as coisas. &lt;br /&gt;
Tu és aquele que rege, que governa e que ajuda. Ouça-me!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ieou: Pur: Iou: Pur: Iaot: Iaeo: Ioou: Abrasar: Sabriam: Do: Uu: Adonaie: Ede: Edu: Angelos ton Theon: Aniaia Lai: Gaia: Ape: Diathanna Thorun.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu sou Ele! O Espírito Não nascido! Forte fogo immortal! &lt;br /&gt;
Eu sou a Verdade!!&lt;br /&gt;
Eu sou Ele de onde se origina todo o bem e todo o mal!&lt;br /&gt;
Eu sou Ele, relâmpago e trovão.&lt;br /&gt;
Eu sou Ele, de quem brota a vida na terra::&lt;br /&gt;
Eu sou Ele, de cuja a boca saem labaredas&lt;br /&gt;
Eu sou Ele! Sou a maior manifestação da Luz e das Trevas! &lt;br /&gt;
Eu sou Ele! A Graça do mundo! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estou onde está o coração com uma serpente enroscada.&lt;br /&gt;
Que todos os espíritos sujeitem-se a mim até que cada o Espírito no firmamento e no Éter, sob a terra e sobre a terra, nas águas ou em terra seca, no reino do ar e no reino do fogo estejam obedientes prontos ao meu comando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Iao: Sabao:&lt;br /&gt;
Estas são as Palavras!&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Papillon</name></author>
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		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=M%C3%A9todos_de_tortura_na_Idade_M%C3%A9dia&amp;diff=4806</id>
		<title>Métodos de tortura na Idade Média</title>
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		<updated>2007-01-18T17:08:03Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Papillon: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Durante a atuação da Santa Inquisição em toda a Idade Média, a tortura era um recurso utilizado para extrair confissões dos acusados de pequenos delitos, até crimes mais graves. Diversos métodos de tortura foram desenvolvidos ao longo dos anos. Os métodos de tortura mais agressivos eram reservados àqueles que provavelmente seriam condenados à morte. &lt;br /&gt;
Além de aparelhos mais sofisticados e de alto custo, utilizava-se também instrumentos simples como tesouras, alicates, garras metálicas que destroçavam seios e mutilavam órgãos genitais, chicotes, instrumentos de carpintaria adaptados, ou apenas barras de ferro aquecidas. Há ainda, instrumentos usados para simples imobilização da vítima. No caso específico da Santa Inquisição, os acusados eram, geralmente, torturados até que admitissem ligações com Satã e práticas obscenas. Se um acusado denunciasse outras pessoas, poderia ter uma execução menos cruel. &lt;br /&gt;
Os inquisidores utilizavam-se de diversos recursos para extrair confissões ou &amp;quot;comprovar&amp;quot; que o acusado era feiticeiro. Segundo registros, as vítimas mulheres eram totalmente depiladas pelos torturadores que procuravam um suposto sinal de Satã, que podia ser uma verruga, uma mancha na pele, mamilos excessivamente enrugados (neste caso, os mamilos representariam a prova de que a bruxa &amp;quot;amamentava&amp;quot; os demônios) etc. Mas este sinal poderia ser invisível aos olhos dos torturadores. Neste caso, o &amp;quot;sinal&amp;quot; seria uma parte insensível do corpo, ou uma parte que se ferida, não verteria sangue. Assim, os torturadores espetavam todo o corpo da vítima usando pregos e lâminas, à procura do suposto sinal. &lt;br /&gt;
No Liber Sententiarum Inquisitionis (Livro das Sentenças da Inquisição) o padre dominicano Bernardo Guy (Bernardus Guidonis, 1261-1331) descreveu vários métodos para obter confissões dos acusados, inclusive o enfraquecimento das forças físicas do prisioneiro. Dentre os descritos na obra e utilizados comumente, encontra-se tortura física através de aparelhos, como a Virgem de Ferro e a Roda do Despedaçamento; através de humilhação pública, como as Máscaras do Escárnio, além de torturas psicológicas como obrigar a vítima a ingerir urina e excrementos. &lt;br /&gt;
De uma forma geral, as execuções eram realizadas em praças públicas e tornava-se um evento onde nobres e plebeus deliciavam-se com a súplica das torturas e, conseqüentemente, a execução das vítimas. Atualmente, há dispostos em diversos museus do mundo, ferramentas e aparelhos utilizados para a tortura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Torturas.jpg|thumb|center|Tortura]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''''Métodos de torturas'''''&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Roda de despedaçamento'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Uma roda onde o acusado é amarrado na parte externa. Abaixo da roda há uma bandeja metálica na qual ficavam depositadas a brasas. À medida que a roda se movimentava em torno do próprio eixo, o acusado era queimado pelo calor produzido pelas brasas. Por vezes, as brasas eram substituídas por agulhas metálicas. &lt;br /&gt;
Este método foi utilizado entre 1100 e 1700 em países como Inglaterra, Holanda e Alemanha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Roda_de_despedacamento.jpg|thumb|center|Roda de Despedaçamento]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Dama de Ferro'']]  &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A dama de Ferro é uma espécie de sarcófago com espinhos metálicos na face interna das portas. Estes espinhos não atingiam os órgãos vitais da vítima, mas feriam gravemente. Mesmo sendo um método de tortura, era comum que as vítimas fossem deixadas lá por vários dias, até que morressem. &lt;br /&gt;
A primeira referência confiável de uma execução com a Dama de Ferro, data de 14 de Agosto de 1515. A vítima era um falsificador de moedas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Dama_de_ferro.jpg|thumb|center|Dama de Ferro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Berço de Judas'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Peça metálica em forma de pirâmide sustentada por hastes. A vítima, sustentada por correntes, é colocada &amp;quot;sentada&amp;quot; sobre a ponta da pirâmide. O afrouxamento gradual ou brusco da corrente manejada pelo executor fazia com que o peso do corpo pressionasse e ferisse o ânus, a vagina, cóccix ou o saco escrotal.&lt;br /&gt;
O Berço de Judas também é conhecido como Culla di Giuda (italiano), Judaswiege (alemão), Judas Cradle ou simplesmente Cradle (inglês) e La Veille (A Vigília, em francês).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Berço_de_judas.jpg|thumb|center|Berço de Judas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Garfo '']]  &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Haste metálica com duas pontas em cada extremidade semelhantes a um garfo. Presa por uma tira de couro ao pescoço da vítima, o garfo pressiona e perfura a região abaixo do maxilar e acima do tórax, limitando os movimentos. Este instrumento era usado como penitência para o herege.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Garfo.jpg|thumb|center|Garfo]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Garras de gato '']]&lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Uma espécie de rastelo usado para açoitar a carne dos prisioneiros&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Garras_de_gato.jpg|thumb|center|Garras de gato]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Pêra'']]  &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Instrumento metálico em formato semelhante à fruta. O instrumento era introduzido na boca, ânus ou vagina da vítima e expandia-se gradativamente. Era usada para punir, principalmente, os condenados por adultério, homossexualismo, incesto ou &amp;quot;relação sexual com Satã&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Pera.jpg|thumb|center|Pêra]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Máscaras'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
A máscara de metal era usada para punir delitos menores. As vítimas eram obrigadas a se exporem publicamente usando as máscaras. Neste caso, o incômodo físico era menor do que a humilhação pública.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Mascaras.jpg|thumb|center|Máscaras]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Cadeira'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Uma cadeira coberta por pregos na qual a vítima era obrigada a sentar-se despida. Além do próprio peso do corpo, cintos de couro pressionavam a vítima contra os pregos intensificando o sofrimento. Em outras versões, a cadeira possuía uma bandeja na parte inferior, onde se depositava brasas. Assim, além da perfuração pelos pregos, a vítima também sofria com queimaduras provocadas pelo calor das brasas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Cadeira.jpg|thumb|center|Cadeira]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Cadeira das bruxas'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Uma espécie de cadeira na qual a pessoa era presa de costas no acento e as pernas voltadas para cima, no encosto. Este recurso era usado para imobilizar a vítima e intimidá-la com outros métodos de tortura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Cadeira_das_bruxas.jpg|thumb|center|Cadeira de Bruxa]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Cavalete'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
A vítima era posicionada de modo que suas costas ficassem apoiadas sobre o fio cortante do bloco. Os braços eram presos aos furos da parte superior e os pés presos às correntes da outra extremidade. O peso do corpo pressionava as costas do condenado sobre o fio cortante.&lt;br /&gt;
Dessa forma, o executor, através de um funil ou chifre oco introduzido na boca da vítima, obrigava-a ingerir água. O executor tapava o nariz da vítima impedindo o fluxo de ar e provocando o sufocamento. Ainda, há registros de que o executor golpeava o abdômen da vítima danificando os órgãos internos da vítima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Cavalete.jpg|thumb|center|Cavalete]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Esmaga cabeça'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Como um capacete, a parte superior deste mecanismo pressiona, através de uma rosca girada pelo executor, a cabeça da vítima, de encontro a uma base na qual encaixa-se o maxilar. Apesar de ser um instrumento de tortura, há registros de vítimas fatais que tiveram os crânios, literalmente, esmagados por este processo. Neste caso, o maxilar, por ser menos resistente, é destruído primeiro; logo após, o crânio rompe-se deixando fluir a massa cerebral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Esmaga_cabeça.jpg|thumb|center|Esmaga Cabeça]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Quebrador de joelhos'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Aparelho simples composto por placas paralelas de madeira unidas por duas roscas. À medida que as roscas eram apertadas pelo executor, as placas, que podiam conter pequenos cones metálicos pontiagudos, pressionavam os joelhos progressivamente, até esmagar a carne, músculos e ossos.&lt;br /&gt;
Esse tipo de tortura era usualmente feito por sessões. Após algumas horas, a vítima, já com os joelhos bastante debilitados, era submetida a novas sessões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Quebrador_de_joelhos.jpg|thumb|center|Quebrador de Joelhos]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Mesa de evisceração'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
O condenado era preso sobre a mesa de modo que mãos e pés ficassem imobilizados. O carrasco, manualmente, produzia um corte sobre o abdômen da vítima. Através desta incisão, era inserido um pequeno gancho, preso a uma corrente no eixo. O gancho (como um anzol) extraía, aos poucos, os órgãos internos da vítima à medida que o carrasco girava o eixo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Mesa_de_evisceracao.jpg|thumb|center|Mesa de Esviceração]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Pêndulo'']] &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Um dos mecanismos mais simples e comuns na Idade Média. A vítima, com os braços para traz, tinha seus pulsos amarrados (como algemas) por uma corda que se estendia até uma roldana e um eixo. A corda puxada violentamente pelo torturador, através deste eixo, deslocava os ombros e provocava diversos ferimentos nas costas e braços do condenado.&lt;br /&gt;
Também era comum que o carrasco elevasse a vítima a certa altura e soltasse repentina- mente, interrompendo a queda logo em seguida. Deste modo, o impacto produzido provocava ruptura das articulações e fraturas de ossos. Ainda, para que o suplício fosse intensificado, algumas vezes, amarrava-se pesos às pernas do condenado, provocando ferimentos também nos membros inferiores. O pêndulo era usado como uma &amp;quot;pré-tortura&amp;quot;, antes do julgamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Pendulo.jpg|thumb|center|Pêndulo]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Potro'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Uma espécie de mesa com orifícios laterais. A vítima era deitada sobre a mesa e seus membros, (partes mais resistentes das pernas e braços, como panturrilha e antebraço), presos por cordas através dos orifícios. As cordas eram giradas como uma manivela, produzindo um efeito como um torniquete, pressionando progressivamente os membros do condenado.&lt;br /&gt;
Na legislação espanhola, por exemplo, havia uma lei que regulamentava um número máximo de cinco voltas na manivela; para que caso a vítima fosse considerada inocente, não sofresse seqüelas irreversíveis. Mesmo assim, era comum que os carrascos, incitados pelos interrogadores, excedessem muito esse limite e a vítima tivesse a carne e os ossos esmagados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Potro.jpg|thumb|center|Potro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
'''''Métodos de Execução'''''&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Guilhotina '']] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inventada por Ignace Guillotine, a guilhotina é um dos mecanismos mais conhecidos e usados para execuções. A lâmina, presa por uma corda e apoiada entre dois troncos verticais, descia violentamente decapitando o condenado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Guilhotina.jpg|thumb|center|Guilhotina]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''O Serrote'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Usada principalmente para punir homossexuais, o serrote era uma das formas mais cruéis de execução. Dois executores, cada um e uma extremidade do serrote, literalmente, partiam ao meio o condenado, que preso pelos pés com as pernas entreabertas e de cabeça para baixo, não tinha a menor possibilidade de reação. Devido à posição invertida que garantia a oxigenação do cérebro e continha o sangramento, era comum que a vítima perdesse a consciência apenas quando a lâmina atingia a altura do umbigo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Serrote.jpg|thumb|center|Serrote]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Espada, machado e cepo'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
As decapitações eram a forma mais comum de execução medieval. A decapitação pela espada, por exigir uma técnica apurada do executor e ser mais suave que outros métodos, era, geralmente, reservada aos nobres. O executor, que apurava sua técnica em animais e espantalhos, ceifava a cabeça da vítima num único golpe horizontal atingindo o pescoço do condenado.&lt;br /&gt;
O machado era usado apenas em conjunto com o cepo. A vítima era posta ajoelhada com a coluna curvada para frente e a cabeça apoiada no cepo. O executor, num único golpe de machado, atingia o pescoço da vítima decepando-a.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Espada_machado_cepo.jpg|thumb|center|Espada, Machado e Cepo]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Garrote'']]   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um tronco de madeira com uma tira de couro e um acento. A vítima era posicionada sentada na tábua horizontal de modo que sua coluna fique ereta em contato com o tronco. A tira de couro ficava na altura do pescoço e, à medida que era torcida pelo carrasco, asfixiava a vítima. Há ainda uma variação na qual, preso ao tronco na altura da nuca da vítima, encontrava-se uma punção de ferro. Esta punção perfurava as vértebras da vítima à medida que a faixa de couro era apertada. O condenado podia falecer tanto pela perfuração produzida pela punção quanto pela asfixia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Garrote.jpg|thumb|center|Garrote]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Gaiolas suspensas'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Eram gaiolas pouco maiores que a própria vítima. Nela, o condenado, nu ou seminu, era confinado e a gaiola suspensa em postes de vias públicas. O condenado passava dias naquela condição e morria de inanição, ou frio em tempos de inverno. O cadáver ficava exposto até que se desintegrasse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Gaiola_suspensa.jpg|thumb|center|Gaiolas suspensas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Submersão'']]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A submersão podia ser usada como uma técnica de interrogatório, tortura ou execução. Neste método, a vítima é amarrada pelos braços e suspensa por uma roldana sobre um caldeirão que continha água ou óleo fervente. O executor soltava a corda gradativamente e a vítima ia submergindo no líquido fervente.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Empalação'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Este método foi amplamente utilizado pelo célebre Vlad Tepes. A empalação consistia em inserir uma estaca no ânus, umbigo ou vagina da vítima, a golpes de marreta. Neste método, a vítima podia ser posta &amp;quot;sentada&amp;quot; sobre a estaca ou com a cabeça para baixo, de modo que a estaca penetrasse nas entranhas da vítima e, com o peso do próprio corpo, fosse lentamente perfurando os órgãos internos. Neste caso, dependendo da resistência física do condenado e do comprimento da estaca, a agonia se estendia por horas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Empalacao.jpg|thumb|center|Empalação]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Cremação'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Este é um dos métodos de execução mais conhecidos e utilizados durante a inquisição. Os condenados por bruxaria ou afronta à igreja católica eram amarrados em um tronco e queimados vivos. Para garantir que morresse queimada e não asfixiada pela fumaça, a vítima era vestida com uma camisola embebida em enxofre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Cremacao.jpg|thumb|center|Cremação]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Estiramento'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
A vítima era posicionada na mesa horizontal e seus membros presos às correntes que se fixavam num eixo. À medida que o eixo era girado, a corrente esticava os membros e os ossos e músculos do condenado desprendiam-se. Muitas vezes, a vítima agonizava por várias horas antes de morrer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Estiramento.jpg|thumb|center|Estiramento]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Papillon</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=M%C3%A9todos_de_tortura_na_Idade_M%C3%A9dia&amp;diff=4805</id>
		<title>Métodos de tortura na Idade Média</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://www.ocultura.org.br/index.php?title=M%C3%A9todos_de_tortura_na_Idade_M%C3%A9dia&amp;diff=4805"/>
		<updated>2007-01-18T17:06:32Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Papillon: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Durante a atuação da Santa Inquisição em toda a Idade Média, a tortura era um recurso utilizado para extrair confissões dos acusados de pequenos delitos, até crimes mais graves. Diversos métodos de tortura foram desenvolvidos ao longo dos anos. Os métodos de tortura mais agressivos eram reservados àqueles que provavelmente seriam condenados à morte. &lt;br /&gt;
Além de aparelhos mais sofisticados e de alto custo, utilizava-se também instrumentos simples como tesouras, alicates, garras metálicas que destroçavam seios e mutilavam órgãos genitais, chicotes, instrumentos de carpintaria adaptados, ou apenas barras de ferro aquecidas. Há ainda, instrumentos usados para simples imobilização da vítima. No caso específico da Santa Inquisição, os acusados eram, geralmente, torturados até que admitissem ligações com Satã e práticas obscenas. Se um acusado denunciasse outras pessoas, poderia ter uma execução menos cruel. &lt;br /&gt;
Os inquisidores utilizavam-se de diversos recursos para extrair confissões ou &amp;quot;comprovar&amp;quot; que o acusado era feiticeiro. Segundo registros, as vítimas mulheres eram totalmente depiladas pelos torturadores que procuravam um suposto sinal de Satã, que podia ser uma verruga, uma mancha na pele, mamilos excessivamente enrugados (neste caso, os mamilos representariam a prova de que a bruxa &amp;quot;amamentava&amp;quot; os demônios) etc. Mas este sinal poderia ser invisível aos olhos dos torturadores. Neste caso, o &amp;quot;sinal&amp;quot; seria uma parte insensível do corpo, ou uma parte que se ferida, não verteria sangue. Assim, os torturadores espetavam todo o corpo da vítima usando pregos e lâminas, à procura do suposto sinal. &lt;br /&gt;
No Liber Sententiarum Inquisitionis (Livro das Sentenças da Inquisição) o padre dominicano Bernardo Guy (Bernardus Guidonis, 1261-1331) descreveu vários métodos para obter confissões dos acusados, inclusive o enfraquecimento das forças físicas do prisioneiro. Dentre os descritos na obra e utilizados comumente, encontra-se tortura física através de aparelhos, como a Virgem de Ferro e a Roda do Despedaçamento; através de humilhação pública, como as Máscaras do Escárnio, além de torturas psicológicas como obrigar a vítima a ingerir urina e excrementos. &lt;br /&gt;
De uma forma geral, as execuções eram realizadas em praças públicas e tornava-se um evento onde nobres e plebeus deliciavam-se com a súplica das torturas e, conseqüentemente, a execução das vítimas. Atualmente, há dispostos em diversos museus do mundo, ferramentas e aparelhos utilizados para a tortura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Torturas.jpg|thumb|center|Tortura]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''''Métodos de torturas'''''&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Roda de despedaçamento'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Uma roda onde o acusado é amarrado na parte externa. Abaixo da roda há uma bandeja metálica na qual ficavam depositadas a brasas. À medida que a roda se movimentava em torno do próprio eixo, o acusado era queimado pelo calor produzido pelas brasas. Por vezes, as brasas eram substituídas por agulhas metálicas. &lt;br /&gt;
Este método foi utilizado entre 1100 e 1700 em países como Inglaterra, Holanda e Alemanha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Roda_de_despedacamento.jpg|thumb|center|Roda de Despedaçamento]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Dama de Ferro'']]  &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A dama de Ferro é uma espécie de sarcófago com espinhos metálicos na face interna das portas. Estes espinhos não atingiam os órgãos vitais da vítima, mas feriam gravemente. Mesmo sendo um método de tortura, era comum que as vítimas fossem deixadas lá por vários dias, até que morressem. &lt;br /&gt;
A primeira referência confiável de uma execução com a Dama de Ferro, data de 14 de Agosto de 1515. A vítima era um falsificador de moedas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Dama_de_ferro.jpg|thumb|center|Dama de Ferro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Berço de Judas'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Peça metálica em forma de pirâmide sustentada por hastes. A vítima, sustentada por correntes, é colocada &amp;quot;sentada&amp;quot; sobre a ponta da pirâmide. O afrouxamento gradual ou brusco da corrente manejada pelo executor fazia com que o peso do corpo pressionasse e ferisse o ânus, a vagina, cóccix ou o saco escrotal.&lt;br /&gt;
O Berço de Judas também é conhecido como Culla di Giuda (italiano), Judaswiege (alemão), Judas Cradle ou simplesmente Cradle (inglês) e La Veille (A Vigília, em francês).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Berco_de_judas.jpg|thumb|center|Berço de Judas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Garfo '']]  &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Haste metálica com duas pontas em cada extremidade semelhantes a um garfo. Presa por uma tira de couro ao pescoço da vítima, o garfo pressiona e perfura a região abaixo do maxilar e acima do tórax, limitando os movimentos. Este instrumento era usado como penitência para o herege.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Garfo.jpg|thumb|center|Garfo]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Garras de gato '']]&lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Uma espécie de rastelo usado para açoitar a carne dos prisioneiros&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Garras_de_gato.jpg|thumb|center|Garras de gato]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Pêra'']]  &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Instrumento metálico em formato semelhante à fruta. O instrumento era introduzido na boca, ânus ou vagina da vítima e expandia-se gradativamente. Era usada para punir, principalmente, os condenados por adultério, homossexualismo, incesto ou &amp;quot;relação sexual com Satã&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Pera.jpg|thumb|center|Pêra]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Máscaras'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
A máscara de metal era usada para punir delitos menores. As vítimas eram obrigadas a se exporem publicamente usando as máscaras. Neste caso, o incômodo físico era menor do que a humilhação pública.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Mascaras.jpg|thumb|center|Máscaras]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Cadeira'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Uma cadeira coberta por pregos na qual a vítima era obrigada a sentar-se despida. Além do próprio peso do corpo, cintos de couro pressionavam a vítima contra os pregos intensificando o sofrimento. Em outras versões, a cadeira possuía uma bandeja na parte inferior, onde se depositava brasas. Assim, além da perfuração pelos pregos, a vítima também sofria com queimaduras provocadas pelo calor das brasas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Cadeira.jpg|thumb|center|Cadeira]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Cadeira das bruxas'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Uma espécie de cadeira na qual a pessoa era presa de costas no acento e as pernas voltadas para cima, no encosto. Este recurso era usado para imobilizar a vítima e intimidá-la com outros métodos de tortura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Cadeira_das_bruxas.jpg|thumb|center|Cadeira de Bruxa]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Cavalete'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
A vítima era posicionada de modo que suas costas ficassem apoiadas sobre o fio cortante do bloco. Os braços eram presos aos furos da parte superior e os pés presos às correntes da outra extremidade. O peso do corpo pressionava as costas do condenado sobre o fio cortante.&lt;br /&gt;
Dessa forma, o executor, através de um funil ou chifre oco introduzido na boca da vítima, obrigava-a ingerir água. O executor tapava o nariz da vítima impedindo o fluxo de ar e provocando o sufocamento. Ainda, há registros de que o executor golpeava o abdômen da vítima danificando os órgãos internos da vítima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Cavalete.jpg|thumb|center|Cavalete]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Esmaga cabeça'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Como um capacete, a parte superior deste mecanismo pressiona, através de uma rosca girada pelo executor, a cabeça da vítima, de encontro a uma base na qual encaixa-se o maxilar. Apesar de ser um instrumento de tortura, há registros de vítimas fatais que tiveram os crânios, literalmente, esmagados por este processo. Neste caso, o maxilar, por ser menos resistente, é destruído primeiro; logo após, o crânio rompe-se deixando fluir a massa cerebral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Esmaga_cabeca.jpg|thumb|center|Esmaga Cabeça]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Quebrador de joelhos'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Aparelho simples composto por placas paralelas de madeira unidas por duas roscas. À medida que as roscas eram apertadas pelo executor, as placas, que podiam conter pequenos cones metálicos pontiagudos, pressionavam os joelhos progressivamente, até esmagar a carne, músculos e ossos.&lt;br /&gt;
Esse tipo de tortura era usualmente feito por sessões. Após algumas horas, a vítima, já com os joelhos bastante debilitados, era submetida a novas sessões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Quebrador_de_joelhos.jpg|thumb|center|Quebrador de Joelhos]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Mesa de evisceração'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
O condenado era preso sobre a mesa de modo que mãos e pés ficassem imobilizados. O carrasco, manualmente, produzia um corte sobre o abdômen da vítima. Através desta incisão, era inserido um pequeno gancho, preso a uma corrente no eixo. O gancho (como um anzol) extraía, aos poucos, os órgãos internos da vítima à medida que o carrasco girava o eixo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Mesa_de_evisceracao.jpg|thumb|center|Mesa de Esviceração]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Pêndulo'']] &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Um dos mecanismos mais simples e comuns na Idade Média. A vítima, com os braços para traz, tinha seus pulsos amarrados (como algemas) por uma corda que se estendia até uma roldana e um eixo. A corda puxada violentamente pelo torturador, através deste eixo, deslocava os ombros e provocava diversos ferimentos nas costas e braços do condenado.&lt;br /&gt;
Também era comum que o carrasco elevasse a vítima a certa altura e soltasse repentina- mente, interrompendo a queda logo em seguida. Deste modo, o impacto produzido provocava ruptura das articulações e fraturas de ossos. Ainda, para que o suplício fosse intensificado, algumas vezes, amarrava-se pesos às pernas do condenado, provocando ferimentos também nos membros inferiores. O pêndulo era usado como uma &amp;quot;pré-tortura&amp;quot;, antes do julgamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Pendulo.jpg|thumb|center|Pêndulo]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Potro'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Uma espécie de mesa com orifícios laterais. A vítima era deitada sobre a mesa e seus membros, (partes mais resistentes das pernas e braços, como panturrilha e antebraço), presos por cordas através dos orifícios. As cordas eram giradas como uma manivela, produzindo um efeito como um torniquete, pressionando progressivamente os membros do condenado.&lt;br /&gt;
Na legislação espanhola, por exemplo, havia uma lei que regulamentava um número máximo de cinco voltas na manivela; para que caso a vítima fosse considerada inocente, não sofresse seqüelas irreversíveis. Mesmo assim, era comum que os carrascos, incitados pelos interrogadores, excedessem muito esse limite e a vítima tivesse a carne e os ossos esmagados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Potro.jpg|thumb|center|Potro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
'''''Métodos de Execução'''''&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Guilhotina '']] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inventada por Ignace Guillotine, a guilhotina é um dos mecanismos mais conhecidos e usados para execuções. A lâmina, presa por uma corda e apoiada entre dois troncos verticais, descia violentamente decapitando o condenado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Guilhotina.jpg|thumb|center|Guilhotina]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''O Serrote'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Usada principalmente para punir homossexuais, o serrote era uma das formas mais cruéis de execução. Dois executores, cada um e uma extremidade do serrote, literalmente, partiam ao meio o condenado, que preso pelos pés com as pernas entreabertas e de cabeça para baixo, não tinha a menor possibilidade de reação. Devido à posição invertida que garantia a oxigenação do cérebro e continha o sangramento, era comum que a vítima perdesse a consciência apenas quando a lâmina atingia a altura do umbigo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Serrote.jpg|thumb|center|Serrote]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Espada, machado e cepo'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
As decapitações eram a forma mais comum de execução medieval. A decapitação pela espada, por exigir uma técnica apurada do executor e ser mais suave que outros métodos, era, geralmente, reservada aos nobres. O executor, que apurava sua técnica em animais e espantalhos, ceifava a cabeça da vítima num único golpe horizontal atingindo o pescoço do condenado.&lt;br /&gt;
O machado era usado apenas em conjunto com o cepo. A vítima era posta ajoelhada com a coluna curvada para frente e a cabeça apoiada no cepo. O executor, num único golpe de machado, atingia o pescoço da vítima decepando-a.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Espada_machado_cepo.jpg|thumb|center|Espada, Machado e Cepo]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Garrote'']]   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um tronco de madeira com uma tira de couro e um acento. A vítima era posicionada sentada na tábua horizontal de modo que sua coluna fique ereta em contato com o tronco. A tira de couro ficava na altura do pescoço e, à medida que era torcida pelo carrasco, asfixiava a vítima. Há ainda uma variação na qual, preso ao tronco na altura da nuca da vítima, encontrava-se uma punção de ferro. Esta punção perfurava as vértebras da vítima à medida que a faixa de couro era apertada. O condenado podia falecer tanto pela perfuração produzida pela punção quanto pela asfixia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Garrote.jpg|thumb|center|Garrote]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Gaiolas suspensas'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Eram gaiolas pouco maiores que a própria vítima. Nela, o condenado, nu ou seminu, era confinado e a gaiola suspensa em postes de vias públicas. O condenado passava dias naquela condição e morria de inanição, ou frio em tempos de inverno. O cadáver ficava exposto até que se desintegrasse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Gaiola_suspensa.jpg|thumb|center|Gaiolas suspensas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Submersão'']]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A submersão podia ser usada como uma técnica de interrogatório, tortura ou execução. Neste método, a vítima é amarrada pelos braços e suspensa por uma roldana sobre um caldeirão que continha água ou óleo fervente. O executor soltava a corda gradativamente e a vítima ia submergindo no líquido fervente.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Empalação'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Este método foi amplamente utilizado pelo célebre Vlad Tepes. A empalação consistia em inserir uma estaca no ânus, umbigo ou vagina da vítima, a golpes de marreta. Neste método, a vítima podia ser posta &amp;quot;sentada&amp;quot; sobre a estaca ou com a cabeça para baixo, de modo que a estaca penetrasse nas entranhas da vítima e, com o peso do próprio corpo, fosse lentamente perfurando os órgãos internos. Neste caso, dependendo da resistência física do condenado e do comprimento da estaca, a agonia se estendia por horas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Empalacao.jpg|thumb|center|Empalação]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Cremação'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Este é um dos métodos de execução mais conhecidos e utilizados durante a inquisição. Os condenados por bruxaria ou afronta à igreja católica eram amarrados em um tronco e queimados vivos. Para garantir que morresse queimada e não asfixiada pela fumaça, a vítima era vestida com uma camisola embebida em enxofre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Cremacao.jpg|thumb|center|Cremação]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Estiramento'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
A vítima era posicionada na mesa horizontal e seus membros presos às correntes que se fixavam num eixo. À medida que o eixo era girado, a corrente esticava os membros e os ossos e músculos do condenado desprendiam-se. Muitas vezes, a vítima agonizava por várias horas antes de morrer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Estiramento.jpg|thumb|center|Estiramento]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Papillon</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=M%C3%A9todos_de_tortura_na_Idade_M%C3%A9dia&amp;diff=4804</id>
		<title>Métodos de tortura na Idade Média</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://www.ocultura.org.br/index.php?title=M%C3%A9todos_de_tortura_na_Idade_M%C3%A9dia&amp;diff=4804"/>
		<updated>2007-01-18T17:04:15Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Papillon: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Durante a atuação da Santa Inquisição em toda a Idade Média, a tortura era um recurso utilizado para extrair confissões dos acusados de pequenos delitos, até crimes mais graves. Diversos métodos de tortura foram desenvolvidos ao longo dos anos. Os métodos de tortura mais agressivos eram reservados àqueles que provavelmente seriam condenados à morte. &lt;br /&gt;
Além de aparelhos mais sofisticados e de alto custo, utilizava-se também instrumentos simples como tesouras, alicates, garras metálicas que destroçavam seios e mutilavam órgãos genitais, chicotes, instrumentos de carpintaria adaptados, ou apenas barras de ferro aquecidas. Há ainda, instrumentos usados para simples imobilização da vítima. No caso específico da Santa Inquisição, os acusados eram, geralmente, torturados até que admitissem ligações com Satã e práticas obscenas. Se um acusado denunciasse outras pessoas, poderia ter uma execução menos cruel. &lt;br /&gt;
Os inquisidores utilizavam-se de diversos recursos para extrair confissões ou &amp;quot;comprovar&amp;quot; que o acusado era feiticeiro. Segundo registros, as vítimas mulheres eram totalmente depiladas pelos torturadores que procuravam um suposto sinal de Satã, que podia ser uma verruga, uma mancha na pele, mamilos excessivamente enrugados (neste caso, os mamilos representariam a prova de que a bruxa &amp;quot;amamentava&amp;quot; os demônios) etc. Mas este sinal poderia ser invisível aos olhos dos torturadores. Neste caso, o &amp;quot;sinal&amp;quot; seria uma parte insensível do corpo, ou uma parte que se ferida, não verteria sangue. Assim, os torturadores espetavam todo o corpo da vítima usando pregos e lâminas, à procura do suposto sinal. &lt;br /&gt;
No Liber Sententiarum Inquisitionis (Livro das Sentenças da Inquisição) o padre dominicano Bernardo Guy (Bernardus Guidonis, 1261-1331) descreveu vários métodos para obter confissões dos acusados, inclusive o enfraquecimento das forças físicas do prisioneiro. Dentre os descritos na obra e utilizados comumente, encontra-se tortura física através de aparelhos, como a Virgem de Ferro e a Roda do Despedaçamento; através de humilhação pública, como as Máscaras do Escárnio, além de torturas psicológicas como obrigar a vítima a ingerir urina e excrementos. &lt;br /&gt;
De uma forma geral, as execuções eram realizadas em praças públicas e tornava-se um evento onde nobres e plebeus deliciavam-se com a súplica das torturas e, conseqüentemente, a execução das vítimas. Atualmente, há dispostos em diversos museus do mundo, ferramentas e aparelhos utilizados para a tortura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Torturas.jpg|thumb|center|Tortura]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''''Métodos de torturas'''''&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Roda de despedaçamento'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Uma roda onde o acusado é amarrado na parte externa. Abaixo da roda há uma bandeja metálica na qual ficavam depositadas a brasas. À medida que a roda se movimentava em torno do próprio eixo, o acusado era queimado pelo calor produzido pelas brasas. Por vezes, as brasas eram substituídas por agulhas metálicas. &lt;br /&gt;
Este método foi utilizado entre 1100 e 1700 em países como Inglaterra, Holanda e Alemanha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Roda_de_despedacamento.jpg|thumb|center|Roda de Despedaçamento]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Dama de Ferro'']]  &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A dama de Ferro é uma espécie de sarcófago com espinhos metálicos na face interna das portas. Estes espinhos não atingiam os órgãos vitais da vítima, mas feriam gravemente. Mesmo sendo um método de tortura, era comum que as vítimas fossem deixadas lá por vários dias, até que morressem. &lt;br /&gt;
A primeira referência confiável de uma execução com a Dama de Ferro, data de 14 de Agosto de 1515. A vítima era um falsificador de moedas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Dama_de_ferro.jpg|thumb|center|Dama de Ferro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Berço de Judas'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Peça metálica em forma de pirâmide sustentada por hastes. A vítima, sustentada por correntes, é colocada &amp;quot;sentada&amp;quot; sobre a ponta da pirâmide. O afrouxamento gradual ou brusco da corrente manejada pelo executor fazia com que o peso do corpo pressionasse e ferisse o ânus, a vagina, cóccix ou o saco escrotal.&lt;br /&gt;
O Berço de Judas também é conhecido como Culla di Giuda (italiano), Judaswiege (alemão), Judas Cradle ou simplesmente Cradle (inglês) e La Veille (A Vigília, em francês).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Berco_de_judas.jpg|thumb|center|Berço de Judas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Garfo '']]  &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Haste metálica com duas pontas em cada extremidade semelhantes a um garfo. Presa por uma tira de couro ao pescoço da vítima, o garfo pressiona e perfura a região abaixo do maxilar e acima do tórax, limitando os movimentos. Este instrumento era usado como penitência para o herege.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Garfo.jpg|thumb|center|Garfo]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Garras de gato '']]&lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Uma espécie de rastelo usado para açoitar a carne dos prisioneiros&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Garras_de_gato.jpg|thumb|center|Garras de gato]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Pêra'']]  &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Instrumento metálico em formato semelhante à fruta. O instrumento era introduzido na boca, ânus ou vagina da vítima e expandia-se gradativamente. Era usada para punir, principalmente, os condenados por adultério, homossexualismo, incesto ou &amp;quot;relação sexual com Satã&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Pera.jpg|thumb|center|Pêra]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Máscaras'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
A máscara de metal era usada para punir delitos menores. As vítimas eram obrigadas a se exporem publicamente usando as máscaras. Neste caso, o incômodo físico era menor do que a humilhação pública.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Mascaras.jpg|thumb|center|Máscaras]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Cadeira'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Uma cadeira coberta por pregos na qual a vítima era obrigada a sentar-se despida. Além do próprio peso do corpo, cintos de couro pressionavam a vítima contra os pregos intensificando o sofrimento. Em outras versões, a cadeira possuía uma bandeja na parte inferior, onde se depositava brasas. Assim, além da perfuração pelos pregos, a vítima também sofria com queimaduras provocadas pelo calor das brasas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Cadeira.jpg|thumb|center|Cadeira]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Cadeira das bruxas'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Uma espécie de cadeira na qual a pessoa era presa de costas no acento e as pernas voltadas para cima, no encosto. Este recurso era usado para imobilizar a vítima e intimidá-la com outros métodos de tortura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Cadeira_das_bruxas.jpg|thumb|center|Cadeira de Bruxa]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Cavalete'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
A vítima era posicionada de modo que suas costas ficassem apoiadas sobre o fio cortante do bloco. Os braços eram presos aos furos da parte superior e os pés presos às correntes da outra extremidade. O peso do corpo pressionava as costas do condenado sobre o fio cortante.&lt;br /&gt;
Dessa forma, o executor, através de um funil ou chifre oco introduzido na boca da vítima, obrigava-a ingerir água. O executor tapava o nariz da vítima impedindo o fluxo de ar e provocando o sufocamento. Ainda, há registros de que o executor golpeava o abdômen da vítima danificando os órgãos internos da vítima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Cavalete.jpg|thumb|center|Cavalete]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Esmaga cabeça'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Como um capacete, a parte superior deste mecanismo pressiona, através de uma rosca girada pelo executor, a cabeça da vítima, de encontro a uma base na qual encaixa-se o maxilar. Apesar de ser um instrumento de tortura, há registros de vítimas fatais que tiveram os crânios, literalmente, esmagados por este processo. Neste caso, o maxilar, por ser menos resistente, é destruído primeiro; logo após, o crânio rompe-se deixando fluir a massa cerebral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Esmaga_cabeça.jpg|thumb|center|Esmaga Cabeça]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Quebrador de joelhos'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Aparelho simples composto por placas paralelas de madeira unidas por duas roscas. À medida que as roscas eram apertadas pelo executor, as placas, que podiam conter pequenos cones metálicos pontiagudos, pressionavam os joelhos progressivamente, até esmagar a carne, músculos e ossos.&lt;br /&gt;
Esse tipo de tortura era usualmente feito por sessões. Após algumas horas, a vítima, já com os joelhos bastante debilitados, era submetida a novas sessões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Quebrador_de_joelhos.jpg|thumb|center|Quebrador de Joelhos]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Mesa de evisceração'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
O condenado era preso sobre a mesa de modo que mãos e pés ficassem imobilizados. O carrasco, manualmente, produzia um corte sobre o abdômen da vítima. Através desta incisão, era inserido um pequeno gancho, preso a uma corrente no eixo. O gancho (como um anzol) extraía, aos poucos, os órgãos internos da vítima à medida que o carrasco girava o eixo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Mesa_de_evisceracao.jpg|thumb|center|Mesa de Esviceração]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Pêndulo'']] &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Um dos mecanismos mais simples e comuns na Idade Média. A vítima, com os braços para traz, tinha seus pulsos amarrados (como algemas) por uma corda que se estendia até uma roldana e um eixo. A corda puxada violentamente pelo torturador, através deste eixo, deslocava os ombros e provocava diversos ferimentos nas costas e braços do condenado.&lt;br /&gt;
Também era comum que o carrasco elevasse a vítima a certa altura e soltasse repentina- mente, interrompendo a queda logo em seguida. Deste modo, o impacto produzido provocava ruptura das articulações e fraturas de ossos. Ainda, para que o suplício fosse intensificado, algumas vezes, amarrava-se pesos às pernas do condenado, provocando ferimentos também nos membros inferiores. O pêndulo era usado como uma &amp;quot;pré-tortura&amp;quot;, antes do julgamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Pendulo.jpg|thumb|center|Pêndulo]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Potro'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Uma espécie de mesa com orifícios laterais. A vítima era deitada sobre a mesa e seus membros, (partes mais resistentes das pernas e braços, como panturrilha e antebraço), presos por cordas através dos orifícios. As cordas eram giradas como uma manivela, produzindo um efeito como um torniquete, pressionando progressivamente os membros do condenado.&lt;br /&gt;
Na legislação espanhola, por exemplo, havia uma lei que regulamentava um número máximo de cinco voltas na manivela; para que caso a vítima fosse considerada inocente, não sofresse seqüelas irreversíveis. Mesmo assim, era comum que os carrascos, incitados pelos interrogadores, excedessem muito esse limite e a vítima tivesse a carne e os ossos esmagados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Potro.jpg|thumb|center|Potro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
'''''Métodos de Execução'''''&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Guilhotina '']] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inventada por Ignace Guillotine, a guilhotina é um dos mecanismos mais conhecidos e usados para execuções. A lâmina, presa por uma corda e apoiada entre dois troncos verticais, descia violentamente decapitando o condenado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Guilhotina.jpg|thumb|center|Guilhotina]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''O Serrote'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Usada principalmente para punir homossexuais, o serrote era uma das formas mais cruéis de execução. Dois executores, cada um e uma extremidade do serrote, literalmente, partiam ao meio o condenado, que preso pelos pés com as pernas entreabertas e de cabeça para baixo, não tinha a menor possibilidade de reação. Devido à posição invertida que garantia a oxigenação do cérebro e continha o sangramento, era comum que a vítima perdesse a consciência apenas quando a lâmina atingia a altura do umbigo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Serrote.jpg|thumb|center|Serrote]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Espada, machado e cepo'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
As decapitações eram a forma mais comum de execução medieval. A decapitação pela espada, por exigir uma técnica apurada do executor e ser mais suave que outros métodos, era, geralmente, reservada aos nobres. O executor, que apurava sua técnica em animais e espantalhos, ceifava a cabeça da vítima num único golpe horizontal atingindo o pescoço do condenado.&lt;br /&gt;
O machado era usado apenas em conjunto com o cepo. A vítima era posta ajoelhada com a coluna curvada para frente e a cabeça apoiada no cepo. O executor, num único golpe de machado, atingia o pescoço da vítima decepando-a.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Espada_machado_cepo.jpg|thumb|center|Espada, Machado e Cepo]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Garrote'']]   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um tronco de madeira com uma tira de couro e um acento. A vítima era posicionada sentada na tábua horizontal de modo que sua coluna fique ereta em contato com o tronco. A tira de couro ficava na altura do pescoço e, à medida que era torcida pelo carrasco, asfixiava a vítima. Há ainda uma variação na qual, preso ao tronco na altura da nuca da vítima, encontrava-se uma punção de ferro. Esta punção perfurava as vértebras da vítima à medida que a faixa de couro era apertada. O condenado podia falecer tanto pela perfuração produzida pela punção quanto pela asfixia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Garrote.jpg|thumb|center|Garrote]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Gaiolas suspensas'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Eram gaiolas pouco maiores que a própria vítima. Nela, o condenado, nu ou seminu, era confinado e a gaiola suspensa em postes de vias públicas. O condenado passava dias naquela condição e morria de inanição, ou frio em tempos de inverno. O cadáver ficava exposto até que se desintegrasse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Gaiola_suspensa.jpg|thumb|center|Gaiolas suspensas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Submersão'']]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A submersão podia ser usada como uma técnica de interrogatório, tortura ou execução. Neste método, a vítima é amarrada pelos braços e suspensa por uma roldana sobre um caldeirão que continha água ou óleo fervente. O executor soltava a corda gradativamente e a vítima ia submergindo no líquido fervente.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Empalação'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Este método foi amplamente utilizado pelo célebre Vlad Tepes. A empalação consistia em inserir uma estaca no ânus, umbigo ou vagina da vítima, a golpes de marreta. Neste método, a vítima podia ser posta &amp;quot;sentada&amp;quot; sobre a estaca ou com a cabeça para baixo, de modo que a estaca penetrasse nas entranhas da vítima e, com o peso do próprio corpo, fosse lentamente perfurando os órgãos internos. Neste caso, dependendo da resistência física do condenado e do comprimento da estaca, a agonia se estendia por horas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Empalacao.jpg|thumb|center|Empalação]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Cremação'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Este é um dos métodos de execução mais conhecidos e utilizados durante a inquisição. Os condenados por bruxaria ou afronta à igreja católica eram amarrados em um tronco e queimados vivos. Para garantir que morresse queimada e não asfixiada pela fumaça, a vítima era vestida com uma camisola embebida em enxofre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Cremacao.jpg|thumb|center|Cremação]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Estiramento'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
A vítima era posicionada na mesa horizontal e seus membros presos às correntes que se fixavam num eixo. À medida que o eixo era girado, a corrente esticava os membros e os ossos e músculos do condenado desprendiam-se. Muitas vezes, a vítima agonizava por várias horas antes de morrer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Estiramento.jpg|thumb|center|Estiramento]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Papillon</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=M%C3%A9todos_de_tortura_na_Idade_M%C3%A9dia&amp;diff=4803</id>
		<title>Métodos de tortura na Idade Média</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://www.ocultura.org.br/index.php?title=M%C3%A9todos_de_tortura_na_Idade_M%C3%A9dia&amp;diff=4803"/>
		<updated>2007-01-18T17:02:34Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Papillon: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Durante a atuação da Santa Inquisição em toda a Idade Média, a tortura era um recurso utilizado para extrair confissões dos acusados de pequenos delitos, até crimes mais graves. Diversos métodos de tortura foram desenvolvidos ao longo dos anos. Os métodos de tortura mais agressivos eram reservados àqueles que provavelmente seriam condenados à morte. &lt;br /&gt;
Além de aparelhos mais sofisticados e de alto custo, utilizava-se também instrumentos simples como tesouras, alicates, garras metálicas que destroçavam seios e mutilavam órgãos genitais, chicotes, instrumentos de carpintaria adaptados, ou apenas barras de ferro aquecidas. Há ainda, instrumentos usados para simples imobilização da vítima. No caso específico da Santa Inquisição, os acusados eram, geralmente, torturados até que admitissem ligações com Satã e práticas obscenas. Se um acusado denunciasse outras pessoas, poderia ter uma execução menos cruel. &lt;br /&gt;
Os inquisidores utilizavam-se de diversos recursos para extrair confissões ou &amp;quot;comprovar&amp;quot; que o acusado era feiticeiro. Segundo registros, as vítimas mulheres eram totalmente depiladas pelos torturadores que procuravam um suposto sinal de Satã, que podia ser uma verruga, uma mancha na pele, mamilos excessivamente enrugados (neste caso, os mamilos representariam a prova de que a bruxa &amp;quot;amamentava&amp;quot; os demônios) etc. Mas este sinal poderia ser invisível aos olhos dos torturadores. Neste caso, o &amp;quot;sinal&amp;quot; seria uma parte insensível do corpo, ou uma parte que se ferida, não verteria sangue. Assim, os torturadores espetavam todo o corpo da vítima usando pregos e lâminas, à procura do suposto sinal. &lt;br /&gt;
No Liber Sententiarum Inquisitionis (Livro das Sentenças da Inquisição) o padre dominicano Bernardo Guy (Bernardus Guidonis, 1261-1331) descreveu vários métodos para obter confissões dos acusados, inclusive o enfraquecimento das forças físicas do prisioneiro. Dentre os descritos na obra e utilizados comumente, encontra-se tortura física através de aparelhos, como a Virgem de Ferro e a Roda do Despedaçamento; através de humilhação pública, como as Máscaras do Escárnio, além de torturas psicológicas como obrigar a vítima a ingerir urina e excrementos. &lt;br /&gt;
De uma forma geral, as execuções eram realizadas em praças públicas e tornava-se um evento onde nobres e plebeus deliciavam-se com a súplica das torturas e, conseqüentemente, a execução das vítimas. Atualmente, há dispostos em diversos museus do mundo, ferramentas e aparelhos utilizados para a tortura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Torturas.jpg|thumb|center|Tortura]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''''Métodos de torturas'''''&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Roda de despedaçamento'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Uma roda onde o acusado é amarrado na parte externa. Abaixo da roda há uma bandeja metálica na qual ficavam depositadas a brasas. À medida que a roda se movimentava em torno do próprio eixo, o acusado era queimado pelo calor produzido pelas brasas. Por vezes, as brasas eram substituídas por agulhas metálicas. &lt;br /&gt;
Este método foi utilizado entre 1100 e 1700 em países como Inglaterra, Holanda e Alemanha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Roda_de_despedacamento.jpg|thumb|center|Roda de Despedaçamento]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Dama de Ferro'']]  &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A dama de Ferro é uma espécie de sarcófago com espinhos metálicos na face interna das portas. Estes espinhos não atingiam os órgãos vitais da vítima, mas feriam gravemente. Mesmo sendo um método de tortura, era comum que as vítimas fossem deixadas lá por vários dias, até que morressem. &lt;br /&gt;
A primeira referência confiável de uma execução com a Dama de Ferro, data de 14 de Agosto de 1515. A vítima era um falsificador de moedas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Dama_de_ferro.jpg|thumb|center|Dama de Ferro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Berço de Judas'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Peça metálica em forma de pirâmide sustentada por hastes. A vítima, sustentada por correntes, é colocada &amp;quot;sentada&amp;quot; sobre a ponta da pirâmide. O afrouxamento gradual ou brusco da corrente manejada pelo executor fazia com que o peso do corpo pressionasse e ferisse o ânus, a vagina, cóccix ou o saco escrotal.&lt;br /&gt;
O Berço de Judas também é conhecido como Culla di Giuda (italiano), Judaswiege (alemão), Judas Cradle ou simplesmente Cradle (inglês) e La Veille (A Vigília, em francês).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Berco_de_judas.jpg|thumb|center|Berço de Judas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Garfo '']]  &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Haste metálica com duas pontas em cada extremidade semelhantes a um garfo. Presa por uma tira de couro ao pescoço da vítima, o garfo pressiona e perfura a região abaixo do maxilar e acima do tórax, limitando os movimentos. Este instrumento era usado como penitência para o herege.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Garfo.jpg|thumb|center|Garfo]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Garras de gato '']]&lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Uma espécie de rastelo usado para açoitar a carne dos prisioneiros&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Garras_de_gato.jpg|thumb|center|Garras de gato]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Pêra'']]  &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Instrumento metálico em formato semelhante à fruta. O instrumento era introduzido na boca, ânus ou vagina da vítima e expandia-se gradativamente. Era usada para punir, principalmente, os condenados por adultério, homossexualismo, incesto ou &amp;quot;relação sexual com Satã&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Pera.jpg|thumb|center|Pêra]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Máscaras'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
A máscara de metal era usada para punir delitos menores. As vítimas eram obrigadas a se exporem publicamente usando as máscaras. Neste caso, o incômodo físico era menor do que a humilhação pública.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Mascaras.jpg|thumb|center|Máscaras]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Cadeira'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Uma cadeira coberta por pregos na qual a vítima era obrigada a sentar-se despida. Além do próprio peso do corpo, cintos de couro pressionavam a vítima contra os pregos intensificando o sofrimento. Em outras versões, a cadeira possuía uma bandeja na parte inferior, onde se depositava brasas. Assim, além da perfuração pelos pregos, a vítima também sofria com queimaduras provocadas pelo calor das brasas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Cadeira.jpg|thumb|center|Cadeira]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Cadeira das bruxas'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Uma espécie de cadeira na qual a pessoa era presa de costas no acento e as pernas voltadas para cima, no encosto. Este recurso era usado para imobilizar a vítima e intimidá-la com outros métodos de tortura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Cadeira_das_bruxas.jpg|thumb|center|Cadeira de Bruxa]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Cavalete'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
A vítima era posicionada de modo que suas costas ficassem apoiadas sobre o fio cortante do bloco. Os braços eram presos aos furos da parte superior e os pés presos às correntes da outra extremidade. O peso do corpo pressionava as costas do condenado sobre o fio cortante.&lt;br /&gt;
Dessa forma, o executor, através de um funil ou chifre oco introduzido na boca da vítima, obrigava-a ingerir água. O executor tapava o nariz da vítima impedindo o fluxo de ar e provocando o sufocamento. Ainda, há registros de que o executor golpeava o abdômen da vítima danificando os órgãos internos da vítima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Cavalete.jpg|thumb|center|Cavalete]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Esmaga cabeça'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Como um capacete, a parte superior deste mecanismo pressiona, através de uma rosca girada pelo executor, a cabeça da vítima, de encontro a uma base na qual encaixa-se o maxilar. Apesar de ser um instrumento de tortura, há registros de vítimas fatais que tiveram os crânios, literalmente, esmagados por este processo. Neste caso, o maxilar, por ser menos resistente, é destruído primeiro; logo após, o crânio rompe-se deixando fluir a massa cerebral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Esmaga_cabeca.jpg|thumb|center|Esmaga Cabeça]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Quebrador de joelhos'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Aparelho simples composto por placas paralelas de madeira unidas por duas roscas. À medida que as roscas eram apertadas pelo executor, as placas, que podiam conter pequenos cones metálicos pontiagudos, pressionavam os joelhos progressivamente, até esmagar a carne, músculos e ossos.&lt;br /&gt;
Esse tipo de tortura era usualmente feito por sessões. Após algumas horas, a vítima, já com os joelhos bastante debilitados, era submetida a novas sessões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Quebrador_de_joelhos.jpg|thumb|center|Quebrador de Joelhos]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Mesa de evisceração'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
O condenado era preso sobre a mesa de modo que mãos e pés ficassem imobilizados. O carrasco, manualmente, produzia um corte sobre o abdômen da vítima. Através desta incisão, era inserido um pequeno gancho, preso a uma corrente no eixo. O gancho (como um anzol) extraía, aos poucos, os órgãos internos da vítima à medida que o carrasco girava o eixo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Mesa_de_evisceracao.jpg|thumb|center|Mesa de Esviceração]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Pêndulo'']] &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Um dos mecanismos mais simples e comuns na Idade Média. A vítima, com os braços para traz, tinha seus pulsos amarrados (como algemas) por uma corda que se estendia até uma roldana e um eixo. A corda puxada violentamente pelo torturador, através deste eixo, deslocava os ombros e provocava diversos ferimentos nas costas e braços do condenado.&lt;br /&gt;
Também era comum que o carrasco elevasse a vítima a certa altura e soltasse repentina- mente, interrompendo a queda logo em seguida. Deste modo, o impacto produzido provocava ruptura das articulações e fraturas de ossos. Ainda, para que o suplício fosse intensificado, algumas vezes, amarrava-se pesos às pernas do condenado, provocando ferimentos também nos membros inferiores. O pêndulo era usado como uma &amp;quot;pré-tortura&amp;quot;, antes do julgamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Pendulo.jpg|thumb|center|Pêndulo]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Potro'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Uma espécie de mesa com orifícios laterais. A vítima era deitada sobre a mesa e seus membros, (partes mais resistentes das pernas e braços, como panturrilha e antebraço), presos por cordas através dos orifícios. As cordas eram giradas como uma manivela, produzindo um efeito como um torniquete, pressionando progressivamente os membros do condenado.&lt;br /&gt;
Na legislação espanhola, por exemplo, havia uma lei que regulamentava um número máximo de cinco voltas na manivela; para que caso a vítima fosse considerada inocente, não sofresse seqüelas irreversíveis. Mesmo assim, era comum que os carrascos, incitados pelos interrogadores, excedessem muito esse limite e a vítima tivesse a carne e os ossos esmagados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Potro.jpg|thumb|center|Potro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
'''''Métodos de Execução'''''&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Guilhotina '']] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inventada por Ignace Guillotine, a guilhotina é um dos mecanismos mais conhecidos e usados para execuções. A lâmina, presa por uma corda e apoiada entre dois troncos verticais, descia violentamente decapitando o condenado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Guilhotina.jpg|thumb|center|Guilhotina]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''O Serrote'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Usada principalmente para punir homossexuais, o serrote era uma das formas mais cruéis de execução. Dois executores, cada um e uma extremidade do serrote, literalmente, partiam ao meio o condenado, que preso pelos pés com as pernas entreabertas e de cabeça para baixo, não tinha a menor possibilidade de reação. Devido à posição invertida que garantia a oxigenação do cérebro e continha o sangramento, era comum que a vítima perdesse a consciência apenas quando a lâmina atingia a altura do umbigo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Serrote.jpg|thumb|center|Serrote]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Espada, machado e cepo'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
As decapitações eram a forma mais comum de execução medieval. A decapitação pela espada, por exigir uma técnica apurada do executor e ser mais suave que outros métodos, era, geralmente, reservada aos nobres. O executor, que apurava sua técnica em animais e espantalhos, ceifava a cabeça da vítima num único golpe horizontal atingindo o pescoço do condenado.&lt;br /&gt;
O machado era usado apenas em conjunto com o cepo. A vítima era posta ajoelhada com a coluna curvada para frente e a cabeça apoiada no cepo. O executor, num único golpe de machado, atingia o pescoço da vítima decepando-a.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Espada_machado_cepo.jpg|thumb|center|Espada, Machado e Cepo]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Garrote'']]   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um tronco de madeira com uma tira de couro e um acento. A vítima era posicionada sentada na tábua horizontal de modo que sua coluna fique ereta em contato com o tronco. A tira de couro ficava na altura do pescoço e, à medida que era torcida pelo carrasco, asfixiava a vítima. Há ainda uma variação na qual, preso ao tronco na altura da nuca da vítima, encontrava-se uma punção de ferro. Esta punção perfurava as vértebras da vítima à medida que a faixa de couro era apertada. O condenado podia falecer tanto pela perfuração produzida pela punção quanto pela asfixia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Garrote.jpg|thumb|center|Garrote]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Gaiolas suspensas'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Eram gaiolas pouco maiores que a própria vítima. Nela, o condenado, nu ou seminu, era confinado e a gaiola suspensa em postes de vias públicas. O condenado passava dias naquela condição e morria de inanição, ou frio em tempos de inverno. O cadáver ficava exposto até que se desintegrasse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Gaiola_suspensa.jpg|thumb|center|Gaiolas suspensas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Submersão'']]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A submersão podia ser usada como uma técnica de interrogatório, tortura ou execução. Neste método, a vítima é amarrada pelos braços e suspensa por uma roldana sobre um caldeirão que continha água ou óleo fervente. O executor soltava a corda gradativamente e a vítima ia submergindo no líquido fervente.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Empalação'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Este método foi amplamente utilizado pelo célebre Vlad Tepes. A empalação consistia em inserir uma estaca no ânus, umbigo ou vagina da vítima, a golpes de marreta. Neste método, a vítima podia ser posta &amp;quot;sentada&amp;quot; sobre a estaca ou com a cabeça para baixo, de modo que a estaca penetrasse nas entranhas da vítima e, com o peso do próprio corpo, fosse lentamente perfurando os órgãos internos. Neste caso, dependendo da resistência física do condenado e do comprimento da estaca, a agonia se estendia por horas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Empalacao.jpg|thumb|center|Empalação]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Cremação'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Este é um dos métodos de execução mais conhecidos e utilizados durante a inquisição. Os condenados por bruxaria ou afronta à igreja católica eram amarrados em um tronco e queimados vivos. Para garantir que morresse queimada e não asfixiada pela fumaça, a vítima era vestida com uma camisola embebida em enxofre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Cremacao.jpg|thumb|center|Cremação]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Estiramento'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
A vítima era posicionada na mesa horizontal e seus membros presos às correntes que se fixavam num eixo. À medida que o eixo era girado, a corrente esticava os membros e os ossos e músculos do condenado desprendiam-se. Muitas vezes, a vítima agonizava por várias horas antes de morrer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Estiramento.jpg|thumb|center|Estiramento]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Papillon</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=M%C3%A9todos_de_tortura_na_Idade_M%C3%A9dia&amp;diff=4802</id>
		<title>Métodos de tortura na Idade Média</title>
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		<updated>2007-01-18T16:58:48Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Papillon: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Durante a atuação da Santa Inquisição em toda a Idade Média, a tortura era um recurso utilizado para extrair confissões dos acusados de pequenos delitos, até crimes mais graves. Diversos métodos de tortura foram desenvolvidos ao longo dos anos. Os métodos de tortura mais agressivos eram reservados àqueles que provavelmente seriam condenados à morte. &lt;br /&gt;
Além de aparelhos mais sofisticados e de alto custo, utilizava-se também instrumentos simples como tesouras, alicates, garras metálicas que destroçavam seios e mutilavam órgãos genitais, chicotes, instrumentos de carpintaria adaptados, ou apenas barras de ferro aquecidas. Há ainda, instrumentos usados para simples imobilização da vítima. No caso específico da Santa Inquisição, os acusados eram, geralmente, torturados até que admitissem ligações com Satã e práticas obscenas. Se um acusado denunciasse outras pessoas, poderia ter uma execução menos cruel. &lt;br /&gt;
Os inquisidores utilizavam-se de diversos recursos para extrair confissões ou &amp;quot;comprovar&amp;quot; que o acusado era feiticeiro. Segundo registros, as vítimas mulheres eram totalmente depiladas pelos torturadores que procuravam um suposto sinal de Satã, que podia ser uma verruga, uma mancha na pele, mamilos excessivamente enrugados (neste caso, os mamilos representariam a prova de que a bruxa &amp;quot;amamentava&amp;quot; os demônios) etc. Mas este sinal poderia ser invisível aos olhos dos torturadores. Neste caso, o &amp;quot;sinal&amp;quot; seria uma parte insensível do corpo, ou uma parte que se ferida, não verteria sangue. Assim, os torturadores espetavam todo o corpo da vítima usando pregos e lâminas, à procura do suposto sinal. &lt;br /&gt;
No Liber Sententiarum Inquisitionis (Livro das Sentenças da Inquisição) o padre dominicano Bernardo Guy (Bernardus Guidonis, 1261-1331) descreveu vários métodos para obter confissões dos acusados, inclusive o enfraquecimento das forças físicas do prisioneiro. Dentre os descritos na obra e utilizados comumente, encontra-se tortura física através de aparelhos, como a Virgem de Ferro e a Roda do Despedaçamento; através de humilhação pública, como as Máscaras do Escárnio, além de torturas psicológicas como obrigar a vítima a ingerir urina e excrementos. &lt;br /&gt;
De uma forma geral, as execuções eram realizadas em praças públicas e tornava-se um evento onde nobres e plebeus deliciavam-se com a súplica das torturas e, conseqüentemente, a execução das vítimas. Atualmente, há dispostos em diversos museus do mundo, ferramentas e aparelhos utilizados para a tortura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Torturas.jpg|thumb|center|Tortura]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''''Métodos de torturas'''''&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Roda de despedaçamento'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Uma roda onde o acusado é amarrado na parte externa. Abaixo da roda há uma bandeja metálica na qual ficavam depositadas a brasas. À medida que a roda se movimentava em torno do próprio eixo, o acusado era queimado pelo calor produzido pelas brasas. Por vezes, as brasas eram substituídas por agulhas metálicas. &lt;br /&gt;
Este método foi utilizado entre 1100 e 1700 em países como Inglaterra, Holanda e Alemanha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Roda_de_despedacamento.jpg|thumb|center|Roda de Despedaçamento]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Dama de Ferro'']]  &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A dama de Ferro é uma espécie de sarcófago com espinhos metálicos na face interna das portas. Estes espinhos não atingiam os órgãos vitais da vítima, mas feriam gravemente. Mesmo sendo um método de tortura, era comum que as vítimas fossem deixadas lá por vários dias, até que morressem. &lt;br /&gt;
A primeira referência confiável de uma execução com a Dama de Ferro, data de 14 de Agosto de 1515. A vítima era um falsificador de moedas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Dama de ferro.jpg|thumb|center|Dama de Ferro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Berço de Judas'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Peça metálica em forma de pirâmide sustentada por hastes. A vítima, sustentada por correntes, é colocada &amp;quot;sentada&amp;quot; sobre a ponta da pirâmide. O afrouxamento gradual ou brusco da corrente manejada pelo executor fazia com que o peso do corpo pressionasse e ferisse o ânus, a vagina, cóccix ou o saco escrotal.&lt;br /&gt;
O Berço de Judas também é conhecido como Culla di Giuda (italiano), Judaswiege (alemão), Judas Cradle ou simplesmente Cradle (inglês) e La Veille (A Vigília, em francês).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Berco_de_judas.jpg|thumb|center|Berço de Judas]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Garfo '']]  &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Haste metálica com duas pontas em cada extremidade semelhantes a um garfo. Presa por uma tira de couro ao pescoço da vítima, o garfo pressiona e perfura a região abaixo do maxilar e acima do tórax, limitando os movimentos. Este instrumento era usado como penitência para o herege.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Garfo.jpg|thumb|center|Garfo]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Garras de gato '']]&lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Uma espécie de rastelo usado para açoitar a carne dos prisioneiros&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Garras_de_gato.jpg|thumb|center|Garras de gato]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Pêra'']]  &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Instrumento metálico em formato semelhante à fruta. O instrumento era introduzido na boca, ânus ou vagina da vítima e expandia-se gradativamente. Era usada para punir, principalmente, os condenados por adultério, homossexualismo, incesto ou &amp;quot;relação sexual com Satã&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Pera.jpg|thumb|center|Pêra]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Máscaras'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
A máscara de metal era usada para punir delitos menores. As vítimas eram obrigadas a se exporem publicamente usando as máscaras. Neste caso, o incômodo físico era menor do que a humilhação pública.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Mascaras.jpg|thumb|center|Máscaras]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Cadeira'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Uma cadeira coberta por pregos na qual a vítima era obrigada a sentar-se despida. Além do próprio peso do corpo, cintos de couro pressionavam a vítima contra os pregos intensificando o sofrimento. Em outras versões, a cadeira possuía uma bandeja na parte inferior, onde se depositava brasas. Assim, além da perfuração pelos pregos, a vítima também sofria com queimaduras provocadas pelo calor das brasas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Cadeira.jpg|thumb|center|Cadeira]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Cadeira das bruxas'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Uma espécie de cadeira na qual a pessoa era presa de costas no acento e as pernas voltadas para cima, no encosto. Este recurso era usado para imobilizar a vítima e intimidá-la com outros métodos de tortura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Cadeira_das_bruxas.jpg|thumb|center|Cadeira de Bruxa]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Cavalete'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
A vítima era posicionada de modo que suas costas ficassem apoiadas sobre o fio cortante do bloco. Os braços eram presos aos furos da parte superior e os pés presos às correntes da outra extremidade. O peso do corpo pressionava as costas do condenado sobre o fio cortante.&lt;br /&gt;
Dessa forma, o executor, através de um funil ou chifre oco introduzido na boca da vítima, obrigava-a ingerir água. O executor tapava o nariz da vítima impedindo o fluxo de ar e provocando o sufocamento. Ainda, há registros de que o executor golpeava o abdômen da vítima danificando os órgãos internos da vítima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Cavalete.jpg|thumb|center|Cavalete]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Esmaga cabeça'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Como um capacete, a parte superior deste mecanismo pressiona, através de uma rosca girada pelo executor, a cabeça da vítima, de encontro a uma base na qual encaixa-se o maxilar. Apesar de ser um instrumento de tortura, há registros de vítimas fatais que tiveram os crânios, literalmente, esmagados por este processo. Neste caso, o maxilar, por ser menos resistente, é destruído primeiro; logo após, o crânio rompe-se deixando fluir a massa cerebral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Esmaga_cabeca.jpg|thumb|center|Esmaga Cabeça]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Quebrador de joelhos'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Aparelho simples composto por placas paralelas de madeira unidas por duas roscas. À medida que as roscas eram apertadas pelo executor, as placas, que podiam conter pequenos cones metálicos pontiagudos, pressionavam os joelhos progressivamente, até esmagar a carne, músculos e ossos.&lt;br /&gt;
Esse tipo de tortura era usualmente feito por sessões. Após algumas horas, a vítima, já com os joelhos bastante debilitados, era submetida a novas sessões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Quebrador_de_joelhos.jpg|thumb|center|Quebrador de Joelhos]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Mesa de evisceração'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
O condenado era preso sobre a mesa de modo que mãos e pés ficassem imobilizados. O carrasco, manualmente, produzia um corte sobre o abdômen da vítima. Através desta incisão, era inserido um pequeno gancho, preso a uma corrente no eixo. O gancho (como um anzol) extraía, aos poucos, os órgãos internos da vítima à medida que o carrasco girava o eixo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Mesa_de_evisceracao.jpg|thumb|center|Mesa de Esviceração]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Pêndulo'']] &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Um dos mecanismos mais simples e comuns na Idade Média. A vítima, com os braços para traz, tinha seus pulsos amarrados (como algemas) por uma corda que se estendia até uma roldana e um eixo. A corda puxada violentamente pelo torturador, através deste eixo, deslocava os ombros e provocava diversos ferimentos nas costas e braços do condenado.&lt;br /&gt;
Também era comum que o carrasco elevasse a vítima a certa altura e soltasse repentina- mente, interrompendo a queda logo em seguida. Deste modo, o impacto produzido provocava ruptura das articulações e fraturas de ossos. Ainda, para que o suplício fosse intensificado, algumas vezes, amarrava-se pesos às pernas do condenado, provocando ferimentos também nos membros inferiores. O pêndulo era usado como uma &amp;quot;pré-tortura&amp;quot;, antes do julgamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Pendulo.jpg|thumb|center|Pêndulo]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Potro'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Uma espécie de mesa com orifícios laterais. A vítima era deitada sobre a mesa e seus membros, (partes mais resistentes das pernas e braços, como panturrilha e antebraço), presos por cordas através dos orifícios. As cordas eram giradas como uma manivela, produzindo um efeito como um torniquete, pressionando progressivamente os membros do condenado.&lt;br /&gt;
Na legislação espanhola, por exemplo, havia uma lei que regulamentava um número máximo de cinco voltas na manivela; para que caso a vítima fosse considerada inocente, não sofresse seqüelas irreversíveis. Mesmo assim, era comum que os carrascos, incitados pelos interrogadores, excedessem muito esse limite e a vítima tivesse a carne e os ossos esmagados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Potro.jpg|thumb|center|Potro]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
'''''Métodos de Execução'''''&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Guilhotina '']] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inventada por Ignace Guillotine, a guilhotina é um dos mecanismos mais conhecidos e usados para execuções. A lâmina, presa por uma corda e apoiada entre dois troncos verticais, descia violentamente decapitando o condenado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Guilhotina.jpg|thumb|center|Guilhotina]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''O Serrote'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Usada principalmente para punir homossexuais, o serrote era uma das formas mais cruéis de execução. Dois executores, cada um e uma extremidade do serrote, literalmente, partiam ao meio o condenado, que preso pelos pés com as pernas entreabertas e de cabeça para baixo, não tinha a menor possibilidade de reação. Devido à posição invertida que garantia a oxigenação do cérebro e continha o sangramento, era comum que a vítima perdesse a consciência apenas quando a lâmina atingia a altura do umbigo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Serrote.jpg|thumb|center|Serrote]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Espada, machado e cepo'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
As decapitações eram a forma mais comum de execução medieval. A decapitação pela espada, por exigir uma técnica apurada do executor e ser mais suave que outros métodos, era, geralmente, reservada aos nobres. O executor, que apurava sua técnica em animais e espantalhos, ceifava a cabeça da vítima num único golpe horizontal atingindo o pescoço do condenado.&lt;br /&gt;
O machado era usado apenas em conjunto com o cepo. A vítima era posta ajoelhada com a coluna curvada para frente e a cabeça apoiada no cepo. O executor, num único golpe de machado, atingia o pescoço da vítima decepando-a.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Espada_machado_cepo.jpg|thumb|center|Espada, Machado e Cepo]] &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Garrote'']]   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um tronco de madeira com uma tira de couro e um acento. A vítima era posicionada sentada na tábua horizontal de modo que sua coluna fique ereta em contato com o tronco. A tira de couro ficava na altura do pescoço e, à medida que era torcida pelo carrasco, asfixiava a vítima. Há ainda uma variação na qual, preso ao tronco na altura da nuca da vítima, encontrava-se uma punção de ferro. Esta punção perfurava as vértebras da vítima à medida que a faixa de couro era apertada. O condenado podia falecer tanto pela perfuração produzida pela punção quanto pela asfixia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Garrote.jpg|thumb|center|Garrote]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Gaiolas suspensas'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Eram gaiolas pouco maiores que a própria vítima. Nela, o condenado, nu ou seminu, era confinado e a gaiola suspensa em postes de vias públicas. O condenado passava dias naquela condição e morria de inanição, ou frio em tempos de inverno. O cadáver ficava exposto até que se desintegrasse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Gaiola_suspensa.jpg|thumb|center|Gaiolas suspensas]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Submersão'']]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A submersão podia ser usada como uma técnica de interrogatório, tortura ou execução. Neste método, a vítima é amarrada pelos braços e suspensa por uma roldana sobre um caldeirão que continha água ou óleo fervente. O executor soltava a corda gradativamente e a vítima ia submergindo no líquido fervente.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Empalação'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Este método foi amplamente utilizado pelo célebre Vlad Tepes. A empalação consistia em inserir uma estaca no ânus, umbigo ou vagina da vítima, a golpes de marreta. Neste método, a vítima podia ser posta &amp;quot;sentada&amp;quot; sobre a estaca ou com a cabeça para baixo, de modo que a estaca penetrasse nas entranhas da vítima e, com o peso do próprio corpo, fosse lentamente perfurando os órgãos internos. Neste caso, dependendo da resistência física do condenado e do comprimento da estaca, a agonia se estendia por horas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Empalacao.jpg|thumb|center|Empalação]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Cremação'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Este é um dos métodos de execução mais conhecidos e utilizados durante a inquisição. Os condenados por bruxaria ou afronta à igreja católica eram amarrados em um tronco e queimados vivos. Para garantir que morresse queimada e não asfixiada pela fumaça, a vítima era vestida com uma camisola embebida em enxofre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Cremacao.jpg|thumb|center|Cremação]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Estiramento'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
A vítima era posicionada na mesa horizontal e seus membros presos às correntes que se fixavam num eixo. À medida que o eixo era girado, a corrente esticava os membros e os ossos e músculos do condenado desprendiam-se. Muitas vezes, a vítima agonizava por várias horas antes de morrer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Estiramento.jpg|thumb|center|Estiramento]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Papillon</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Arquivo:Roda_de_despedacamento.jpg&amp;diff=4801</id>
		<title>Arquivo:Roda de despedacamento.jpg</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Arquivo:Roda_de_despedacamento.jpg&amp;diff=4801"/>
		<updated>2007-01-18T16:57:19Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Papillon: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Papillon</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=M%C3%A9todos_de_tortura_na_Idade_M%C3%A9dia&amp;diff=4800</id>
		<title>Métodos de tortura na Idade Média</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://www.ocultura.org.br/index.php?title=M%C3%A9todos_de_tortura_na_Idade_M%C3%A9dia&amp;diff=4800"/>
		<updated>2007-01-18T16:56:40Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Papillon: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Durante a atuação da Santa Inquisição em toda a Idade Média, a tortura era um recurso utilizado para extrair confissões dos acusados de pequenos delitos, até crimes mais graves. Diversos métodos de tortura foram desenvolvidos ao longo dos anos. Os métodos de tortura mais agressivos eram reservados àqueles que provavelmente seriam condenados à morte. &lt;br /&gt;
Além de aparelhos mais sofisticados e de alto custo, utilizava-se também instrumentos simples como tesouras, alicates, garras metálicas que destroçavam seios e mutilavam órgãos genitais, chicotes, instrumentos de carpintaria adaptados, ou apenas barras de ferro aquecidas. Há ainda, instrumentos usados para simples imobilização da vítima. No caso específico da Santa Inquisição, os acusados eram, geralmente, torturados até que admitissem ligações com Satã e práticas obscenas. Se um acusado denunciasse outras pessoas, poderia ter uma execução menos cruel. &lt;br /&gt;
Os inquisidores utilizavam-se de diversos recursos para extrair confissões ou &amp;quot;comprovar&amp;quot; que o acusado era feiticeiro. Segundo registros, as vítimas mulheres eram totalmente depiladas pelos torturadores que procuravam um suposto sinal de Satã, que podia ser uma verruga, uma mancha na pele, mamilos excessivamente enrugados (neste caso, os mamilos representariam a prova de que a bruxa &amp;quot;amamentava&amp;quot; os demônios) etc. Mas este sinal poderia ser invisível aos olhos dos torturadores. Neste caso, o &amp;quot;sinal&amp;quot; seria uma parte insensível do corpo, ou uma parte que se ferida, não verteria sangue. Assim, os torturadores espetavam todo o corpo da vítima usando pregos e lâminas, à procura do suposto sinal. &lt;br /&gt;
No Liber Sententiarum Inquisitionis (Livro das Sentenças da Inquisição) o padre dominicano Bernardo Guy (Bernardus Guidonis, 1261-1331) descreveu vários métodos para obter confissões dos acusados, inclusive o enfraquecimento das forças físicas do prisioneiro. Dentre os descritos na obra e utilizados comumente, encontra-se tortura física através de aparelhos, como a Virgem de Ferro e a Roda do Despedaçamento; através de humilhação pública, como as Máscaras do Escárnio, além de torturas psicológicas como obrigar a vítima a ingerir urina e excrementos. &lt;br /&gt;
De uma forma geral, as execuções eram realizadas em praças públicas e tornava-se um evento onde nobres e plebeus deliciavam-se com a súplica das torturas e, conseqüentemente, a execução das vítimas. Atualmente, há dispostos em diversos museus do mundo, ferramentas e aparelhos utilizados para a tortura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Torturas.jpg|thumb|center|Tortura]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''''Métodos de torturas'''''&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Roda de despedaçamento'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Uma roda onde o acusado é amarrado na parte externa. Abaixo da roda há uma bandeja metálica na qual ficavam depositadas a brasas. À medida que a roda se movimentava em torno do próprio eixo, o acusado era queimado pelo calor produzido pelas brasas. Por vezes, as brasas eram substituídas por agulhas metálicas. &lt;br /&gt;
Este método foi utilizado entre 1100 e 1700 em países como Inglaterra, Holanda e Alemanha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Roda_de_despedacamento.jpg|thumb|center|Roda de Despedaçamento]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Dama de Ferro'']]  &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A dama de Ferro é uma espécie de sarcófago com espinhos metálicos na face interna das portas. Estes espinhos não atingiam os órgãos vitais da vítima, mas feriam gravemente. Mesmo sendo um método de tortura, era comum que as vítimas fossem deixadas lá por vários dias, até que morressem. &lt;br /&gt;
A primeira referência confiável de uma execução com a Dama de Ferro, data de 14 de Agosto de 1515. A vítima era um falsificador de moedas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Dama_de_ferro.jpg|thumb|center|Dama de Ferro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Berço de Judas'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Peça metálica em forma de pirâmide sustentada por hastes. A vítima, sustentada por correntes, é colocada &amp;quot;sentada&amp;quot; sobre a ponta da pirâmide. O afrouxamento gradual ou brusco da corrente manejada pelo executor fazia com que o peso do corpo pressionasse e ferisse o ânus, a vagina, cóccix ou o saco escrotal.&lt;br /&gt;
O Berço de Judas também é conhecido como Culla di Giuda (italiano), Judaswiege (alemão), Judas Cradle ou simplesmente Cradle (inglês) e La Veille (A Vigília, em francês).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Berco_de_judas.jpg|thumb|center|Berço de Judas]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Garfo '']]  &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Haste metálica com duas pontas em cada extremidade semelhantes a um garfo. Presa por uma tira de couro ao pescoço da vítima, o garfo pressiona e perfura a região abaixo do maxilar e acima do tórax, limitando os movimentos. Este instrumento era usado como penitência para o herege.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Garfo.jpg|thumb|center|Garfo]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Garras de gato '']]&lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Uma espécie de rastelo usado para açoitar a carne dos prisioneiros&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Garras_de_gato.jpg|thumb|center|Garras de gato]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Pêra'']]  &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Instrumento metálico em formato semelhante à fruta. O instrumento era introduzido na boca, ânus ou vagina da vítima e expandia-se gradativamente. Era usada para punir, principalmente, os condenados por adultério, homossexualismo, incesto ou &amp;quot;relação sexual com Satã&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Pera.jpg|thumb|center|Pêra]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Máscaras'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
A máscara de metal era usada para punir delitos menores. As vítimas eram obrigadas a se exporem publicamente usando as máscaras. Neste caso, o incômodo físico era menor do que a humilhação pública.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Mascaras.jpg|thumb|center|Máscaras]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Cadeira'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Uma cadeira coberta por pregos na qual a vítima era obrigada a sentar-se despida. Além do próprio peso do corpo, cintos de couro pressionavam a vítima contra os pregos intensificando o sofrimento. Em outras versões, a cadeira possuía uma bandeja na parte inferior, onde se depositava brasas. Assim, além da perfuração pelos pregos, a vítima também sofria com queimaduras provocadas pelo calor das brasas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Cadeira.jpg|thumb|center|Cadeira]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Cadeira das bruxas'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Uma espécie de cadeira na qual a pessoa era presa de costas no acento e as pernas voltadas para cima, no encosto. Este recurso era usado para imobilizar a vítima e intimidá-la com outros métodos de tortura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Cadeira_das_bruxas.jpg|thumb|center|Cadeira de Bruxa]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Cavalete'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
A vítima era posicionada de modo que suas costas ficassem apoiadas sobre o fio cortante do bloco. Os braços eram presos aos furos da parte superior e os pés presos às correntes da outra extremidade. O peso do corpo pressionava as costas do condenado sobre o fio cortante.&lt;br /&gt;
Dessa forma, o executor, através de um funil ou chifre oco introduzido na boca da vítima, obrigava-a ingerir água. O executor tapava o nariz da vítima impedindo o fluxo de ar e provocando o sufocamento. Ainda, há registros de que o executor golpeava o abdômen da vítima danificando os órgãos internos da vítima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Cavalete.jpg|thumb|center|Cavalete]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Esmaga cabeça'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Como um capacete, a parte superior deste mecanismo pressiona, através de uma rosca girada pelo executor, a cabeça da vítima, de encontro a uma base na qual encaixa-se o maxilar. Apesar de ser um instrumento de tortura, há registros de vítimas fatais que tiveram os crânios, literalmente, esmagados por este processo. Neste caso, o maxilar, por ser menos resistente, é destruído primeiro; logo após, o crânio rompe-se deixando fluir a massa cerebral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Esmaga_cabeca.jpg|thumb|center|Esmaga Cabeça]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Quebrador de joelhos'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Aparelho simples composto por placas paralelas de madeira unidas por duas roscas. À medida que as roscas eram apertadas pelo executor, as placas, que podiam conter pequenos cones metálicos pontiagudos, pressionavam os joelhos progressivamente, até esmagar a carne, músculos e ossos.&lt;br /&gt;
Esse tipo de tortura era usualmente feito por sessões. Após algumas horas, a vítima, já com os joelhos bastante debilitados, era submetida a novas sessões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Quebrador_de_joelhos.jpg|thumb|center|Quebrador de Joelhos]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Mesa de evisceração'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
O condenado era preso sobre a mesa de modo que mãos e pés ficassem imobilizados. O carrasco, manualmente, produzia um corte sobre o abdômen da vítima. Através desta incisão, era inserido um pequeno gancho, preso a uma corrente no eixo. O gancho (como um anzol) extraía, aos poucos, os órgãos internos da vítima à medida que o carrasco girava o eixo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Mesa_de_evisceracao.jpg|thumb|center|Mesa de Esviceração]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Pêndulo'']] &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Um dos mecanismos mais simples e comuns na Idade Média. A vítima, com os braços para traz, tinha seus pulsos amarrados (como algemas) por uma corda que se estendia até uma roldana e um eixo. A corda puxada violentamente pelo torturador, através deste eixo, deslocava os ombros e provocava diversos ferimentos nas costas e braços do condenado.&lt;br /&gt;
Também era comum que o carrasco elevasse a vítima a certa altura e soltasse repentina- mente, interrompendo a queda logo em seguida. Deste modo, o impacto produzido provocava ruptura das articulações e fraturas de ossos. Ainda, para que o suplício fosse intensificado, algumas vezes, amarrava-se pesos às pernas do condenado, provocando ferimentos também nos membros inferiores. O pêndulo era usado como uma &amp;quot;pré-tortura&amp;quot;, antes do julgamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Pendulo.jpg|thumb|center|Pêndulo]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Potro'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Uma espécie de mesa com orifícios laterais. A vítima era deitada sobre a mesa e seus membros, (partes mais resistentes das pernas e braços, como panturrilha e antebraço), presos por cordas através dos orifícios. As cordas eram giradas como uma manivela, produzindo um efeito como um torniquete, pressionando progressivamente os membros do condenado.&lt;br /&gt;
Na legislação espanhola, por exemplo, havia uma lei que regulamentava um número máximo de cinco voltas na manivela; para que caso a vítima fosse considerada inocente, não sofresse seqüelas irreversíveis. Mesmo assim, era comum que os carrascos, incitados pelos interrogadores, excedessem muito esse limite e a vítima tivesse a carne e os ossos esmagados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Potro.jpg|thumb|center|Potro]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
'''''Métodos de Execução'''''&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Guilhotina '']] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inventada por Ignace Guillotine, a guilhotina é um dos mecanismos mais conhecidos e usados para execuções. A lâmina, presa por uma corda e apoiada entre dois troncos verticais, descia violentamente decapitando o condenado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Guilhotina.jpg|thumb|center|Guilhotina]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''O Serrote'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Usada principalmente para punir homossexuais, o serrote era uma das formas mais cruéis de execução. Dois executores, cada um e uma extremidade do serrote, literalmente, partiam ao meio o condenado, que preso pelos pés com as pernas entreabertas e de cabeça para baixo, não tinha a menor possibilidade de reação. Devido à posição invertida que garantia a oxigenação do cérebro e continha o sangramento, era comum que a vítima perdesse a consciência apenas quando a lâmina atingia a altura do umbigo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Serrote.jpg|thumb|center|Serrote]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Espada, machado e cepo'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
As decapitações eram a forma mais comum de execução medieval. A decapitação pela espada, por exigir uma técnica apurada do executor e ser mais suave que outros métodos, era, geralmente, reservada aos nobres. O executor, que apurava sua técnica em animais e espantalhos, ceifava a cabeça da vítima num único golpe horizontal atingindo o pescoço do condenado.&lt;br /&gt;
O machado era usado apenas em conjunto com o cepo. A vítima era posta ajoelhada com a coluna curvada para frente e a cabeça apoiada no cepo. O executor, num único golpe de machado, atingia o pescoço da vítima decepando-a.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Espada_machado_cepo.jpg|thumb|center|Espada, Machado e Cepo]] &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Garrote'']]   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um tronco de madeira com uma tira de couro e um acento. A vítima era posicionada sentada na tábua horizontal de modo que sua coluna fique ereta em contato com o tronco. A tira de couro ficava na altura do pescoço e, à medida que era torcida pelo carrasco, asfixiava a vítima. Há ainda uma variação na qual, preso ao tronco na altura da nuca da vítima, encontrava-se uma punção de ferro. Esta punção perfurava as vértebras da vítima à medida que a faixa de couro era apertada. O condenado podia falecer tanto pela perfuração produzida pela punção quanto pela asfixia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Garrote.jpg|thumb|center|Garrote]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Gaiolas suspensas'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Eram gaiolas pouco maiores que a própria vítima. Nela, o condenado, nu ou seminu, era confinado e a gaiola suspensa em postes de vias públicas. O condenado passava dias naquela condição e morria de inanição, ou frio em tempos de inverno. O cadáver ficava exposto até que se desintegrasse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Gaiola_suspensa.jpg|thumb|center|Gaiolas suspensas]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Submersão'']]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A submersão podia ser usada como uma técnica de interrogatório, tortura ou execução. Neste método, a vítima é amarrada pelos braços e suspensa por uma roldana sobre um caldeirão que continha água ou óleo fervente. O executor soltava a corda gradativamente e a vítima ia submergindo no líquido fervente.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Empalação'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Este método foi amplamente utilizado pelo célebre Vlad Tepes. A empalação consistia em inserir uma estaca no ânus, umbigo ou vagina da vítima, a golpes de marreta. Neste método, a vítima podia ser posta &amp;quot;sentada&amp;quot; sobre a estaca ou com a cabeça para baixo, de modo que a estaca penetrasse nas entranhas da vítima e, com o peso do próprio corpo, fosse lentamente perfurando os órgãos internos. Neste caso, dependendo da resistência física do condenado e do comprimento da estaca, a agonia se estendia por horas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Empalacao.jpg|thumb|center|Empalação]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Cremação'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Este é um dos métodos de execução mais conhecidos e utilizados durante a inquisição. Os condenados por bruxaria ou afronta à igreja católica eram amarrados em um tronco e queimados vivos. Para garantir que morresse queimada e não asfixiada pela fumaça, a vítima era vestida com uma camisola embebida em enxofre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Cremacao.jpg|thumb|center|Cremação]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Estiramento'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
A vítima era posicionada na mesa horizontal e seus membros presos às correntes que se fixavam num eixo. À medida que o eixo era girado, a corrente esticava os membros e os ossos e músculos do condenado desprendiam-se. Muitas vezes, a vítima agonizava por várias horas antes de morrer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Estiramento.jpg|thumb|center|Estiramento]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Papillon</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=M%C3%A9todos_de_tortura_na_Idade_M%C3%A9dia&amp;diff=4799</id>
		<title>Métodos de tortura na Idade Média</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://www.ocultura.org.br/index.php?title=M%C3%A9todos_de_tortura_na_Idade_M%C3%A9dia&amp;diff=4799"/>
		<updated>2007-01-18T16:26:26Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Papillon: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Durante a atuação da Santa Inquisição em toda a Idade Média, a tortura era um recurso utilizado para extrair confissões dos acusados de pequenos delitos, até crimes mais graves. Diversos métodos de tortura foram desenvolvidos ao longo dos anos. Os métodos de tortura mais agressivos eram reservados àqueles que provavelmente seriam condenados à morte. &lt;br /&gt;
Além de aparelhos mais sofisticados e de alto custo, utilizava-se também instrumentos simples como tesouras, alicates, garras metálicas que destroçavam seios e mutilavam órgãos genitais, chicotes, instrumentos de carpintaria adaptados, ou apenas barras de ferro aquecidas. Há ainda, instrumentos usados para simples imobilização da vítima. No caso específico da Santa Inquisição, os acusados eram, geralmente, torturados até que admitissem ligações com Satã e práticas obscenas. Se um acusado denunciasse outras pessoas, poderia ter uma execução menos cruel. &lt;br /&gt;
Os inquisidores utilizavam-se de diversos recursos para extrair confissões ou &amp;quot;comprovar&amp;quot; que o acusado era feiticeiro. Segundo registros, as vítimas mulheres eram totalmente depiladas pelos torturadores que procuravam um suposto sinal de Satã, que podia ser uma verruga, uma mancha na pele, mamilos excessivamente enrugados (neste caso, os mamilos representariam a prova de que a bruxa &amp;quot;amamentava&amp;quot; os demônios) etc. Mas este sinal poderia ser invisível aos olhos dos torturadores. Neste caso, o &amp;quot;sinal&amp;quot; seria uma parte insensível do corpo, ou uma parte que se ferida, não verteria sangue. Assim, os torturadores espetavam todo o corpo da vítima usando pregos e lâminas, à procura do suposto sinal. &lt;br /&gt;
No Liber Sententiarum Inquisitionis (Livro das Sentenças da Inquisição) o padre dominicano Bernardo Guy (Bernardus Guidonis, 1261-1331) descreveu vários métodos para obter confissões dos acusados, inclusive o enfraquecimento das forças físicas do prisioneiro. Dentre os descritos na obra e utilizados comumente, encontra-se tortura física através de aparelhos, como a Virgem de Ferro e a Roda do Despedaçamento; através de humilhação pública, como as Máscaras do Escárnio, além de torturas psicológicas como obrigar a vítima a ingerir urina e excrementos. &lt;br /&gt;
De uma forma geral, as execuções eram realizadas em praças públicas e tornava-se um evento onde nobres e plebeus deliciavam-se com a súplica das torturas e, conseqüentemente, a execução das vítimas. Atualmente, há dispostos em diversos museus do mundo, ferramentas e aparelhos utilizados para a tortura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Torturas.jpg|thumb|center|Tortura]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''''Métodos de torturas'''''&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Roda de despedaçamento   &lt;br /&gt;
Uma roda onde o acusado é amarrado na parte externa. Abaixo da roda há uma bandeja metálica na qual ficavam depositadas a brasas. À medida que a roda se movimentava em torno do próprio eixo, o acusado era queimado pelo calor produzido pelas brasas. Por vezes, as brasas eram substituídas por agulhas metálicas. &lt;br /&gt;
Este método foi utilizado entre 1100 e 1700 em países como Inglaterra, Holanda e Alemanha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Dama de Ferro'']]  &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A dama de Ferro é uma espécie de sarcófago com espinhos metálicos na face interna das portas. Estes espinhos não atingiam os órgãos vitais da vítima, mas feriam gravemente. Mesmo sendo um método de tortura, era comum que as vítimas fossem deixadas lá por vários dias, até que morressem. &lt;br /&gt;
A primeira referência confiável de uma execução com a Dama de Ferro, data de 14 de Agosto de 1515. A vítima era um falsificador de moedas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Dama_de_ferro.jpg|thumb|center|Dama de Ferro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Berço de Judas'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Peça metálica em forma de pirâmide sustentada por hastes. A vítima, sustentada por correntes, é colocada &amp;quot;sentada&amp;quot; sobre a ponta da pirâmide. O afrouxamento gradual ou brusco da corrente manejada pelo executor fazia com que o peso do corpo pressionasse e ferisse o ânus, a vagina, cóccix ou o saco escrotal.&lt;br /&gt;
O Berço de Judas também é conhecido como Culla di Giuda (italiano), Judaswiege (alemão), Judas Cradle ou simplesmente Cradle (inglês) e La Veille (A Vigília, em francês).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Berco_de_judas.jpg|thumb|center|Berço de Judas]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Garfo '']]  &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Haste metálica com duas pontas em cada extremidade semelhantes a um garfo. Presa por uma tira de couro ao pescoço da vítima, o garfo pressiona e perfura a região abaixo do maxilar e acima do tórax, limitando os movimentos. Este instrumento era usado como penitência para o herege.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Garfo.jpg|thumb|center|Garfo]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Garras de gato '']]&lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Uma espécie de rastelo usado para açoitar a carne dos prisioneiros&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Garras_de_gato.jpg|thumb|center|Garras de gato]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Pêra'']]  &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Instrumento metálico em formato semelhante à fruta. O instrumento era introduzido na boca, ânus ou vagina da vítima e expandia-se gradativamente. Era usada para punir, principalmente, os condenados por adultério, homossexualismo, incesto ou &amp;quot;relação sexual com Satã&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Pera.jpg|thumb|center|Pêra]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Máscaras'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
A máscara de metal era usada para punir delitos menores. As vítimas eram obrigadas a se exporem publicamente usando as máscaras. Neste caso, o incômodo físico era menor do que a humilhação pública.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Mascaras.jpg|thumb|center|Máscaras]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Cadeira'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Uma cadeira coberta por pregos na qual a vítima era obrigada a sentar-se despida. Além do próprio peso do corpo, cintos de couro pressionavam a vítima contra os pregos intensificando o sofrimento. Em outras versões, a cadeira possuía uma bandeja na parte inferior, onde se depositava brasas. Assim, além da perfuração pelos pregos, a vítima também sofria com queimaduras provocadas pelo calor das brasas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Cadeira.jpg|thumb|center|Cadeira]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Cadeira das bruxas'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Uma espécie de cadeira na qual a pessoa era presa de costas no acento e as pernas voltadas para cima, no encosto. Este recurso era usado para imobilizar a vítima e intimidá-la com outros métodos de tortura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Cadeira_das_bruxas.jpg|thumb|center|Cadeira de Bruxa]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Cavalete'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
A vítima era posicionada de modo que suas costas ficassem apoiadas sobre o fio cortante do bloco. Os braços eram presos aos furos da parte superior e os pés presos às correntes da outra extremidade. O peso do corpo pressionava as costas do condenado sobre o fio cortante.&lt;br /&gt;
Dessa forma, o executor, através de um funil ou chifre oco introduzido na boca da vítima, obrigava-a ingerir água. O executor tapava o nariz da vítima impedindo o fluxo de ar e provocando o sufocamento. Ainda, há registros de que o executor golpeava o abdômen da vítima danificando os órgãos internos da vítima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Cavalete.jpg|thumb|center|Cavalete]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Esmaga cabeça'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Como um capacete, a parte superior deste mecanismo pressiona, através de uma rosca girada pelo executor, a cabeça da vítima, de encontro a uma base na qual encaixa-se o maxilar. Apesar de ser um instrumento de tortura, há registros de vítimas fatais que tiveram os crânios, literalmente, esmagados por este processo. Neste caso, o maxilar, por ser menos resistente, é destruído primeiro; logo após, o crânio rompe-se deixando fluir a massa cerebral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Esmaga_cabeca.jpg|thumb|center|Esmaga Cabeça]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Quebrador de joelhos'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Aparelho simples composto por placas paralelas de madeira unidas por duas roscas. À medida que as roscas eram apertadas pelo executor, as placas, que podiam conter pequenos cones metálicos pontiagudos, pressionavam os joelhos progressivamente, até esmagar a carne, músculos e ossos.&lt;br /&gt;
Esse tipo de tortura era usualmente feito por sessões. Após algumas horas, a vítima, já com os joelhos bastante debilitados, era submetida a novas sessões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Quebrador_de_joelhos.jpg|thumb|center|Quebrador de Joelhos]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Mesa de evisceração'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
O condenado era preso sobre a mesa de modo que mãos e pés ficassem imobilizados. O carrasco, manualmente, produzia um corte sobre o abdômen da vítima. Através desta incisão, era inserido um pequeno gancho, preso a uma corrente no eixo. O gancho (como um anzol) extraía, aos poucos, os órgãos internos da vítima à medida que o carrasco girava o eixo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Mesa_de_evisceracao.jpg|thumb|center|Mesa de Esviceração]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Pêndulo'']] &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Um dos mecanismos mais simples e comuns na Idade Média. A vítima, com os braços para traz, tinha seus pulsos amarrados (como algemas) por uma corda que se estendia até uma roldana e um eixo. A corda puxada violentamente pelo torturador, através deste eixo, deslocava os ombros e provocava diversos ferimentos nas costas e braços do condenado.&lt;br /&gt;
Também era comum que o carrasco elevasse a vítima a certa altura e soltasse repentina- mente, interrompendo a queda logo em seguida. Deste modo, o impacto produzido provocava ruptura das articulações e fraturas de ossos. Ainda, para que o suplício fosse intensificado, algumas vezes, amarrava-se pesos às pernas do condenado, provocando ferimentos também nos membros inferiores. O pêndulo era usado como uma &amp;quot;pré-tortura&amp;quot;, antes do julgamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Pendulo.jpg|thumb|center|Pêndulo]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Potro'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Uma espécie de mesa com orifícios laterais. A vítima era deitada sobre a mesa e seus membros, (partes mais resistentes das pernas e braços, como panturrilha e antebraço), presos por cordas através dos orifícios. As cordas eram giradas como uma manivela, produzindo um efeito como um torniquete, pressionando progressivamente os membros do condenado.&lt;br /&gt;
Na legislação espanhola, por exemplo, havia uma lei que regulamentava um número máximo de cinco voltas na manivela; para que caso a vítima fosse considerada inocente, não sofresse seqüelas irreversíveis. Mesmo assim, era comum que os carrascos, incitados pelos interrogadores, excedessem muito esse limite e a vítima tivesse a carne e os ossos esmagados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Potro.jpg|thumb|center|Potro]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
'''''Métodos de Execução'''''&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Guilhotina '']] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inventada por Ignace Guillotine, a guilhotina é um dos mecanismos mais conhecidos e usados para execuções. A lâmina, presa por uma corda e apoiada entre dois troncos verticais, descia violentamente decapitando o condenado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Guilhotina.jpg|thumb|center|Guilhotina]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''O Serrote'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Usada principalmente para punir homossexuais, o serrote era uma das formas mais cruéis de execução. Dois executores, cada um e uma extremidade do serrote, literalmente, partiam ao meio o condenado, que preso pelos pés com as pernas entreabertas e de cabeça para baixo, não tinha a menor possibilidade de reação. Devido à posição invertida que garantia a oxigenação do cérebro e continha o sangramento, era comum que a vítima perdesse a consciência apenas quando a lâmina atingia a altura do umbigo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Serrote.jpg|thumb|center|Serrote]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Espada, machado e cepo'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
As decapitações eram a forma mais comum de execução medieval. A decapitação pela espada, por exigir uma técnica apurada do executor e ser mais suave que outros métodos, era, geralmente, reservada aos nobres. O executor, que apurava sua técnica em animais e espantalhos, ceifava a cabeça da vítima num único golpe horizontal atingindo o pescoço do condenado.&lt;br /&gt;
O machado era usado apenas em conjunto com o cepo. A vítima era posta ajoelhada com a coluna curvada para frente e a cabeça apoiada no cepo. O executor, num único golpe de machado, atingia o pescoço da vítima decepando-a.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Espada_machado_cepo.jpg|thumb|center|Espada, Machado e Cepo]] &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Garrote'']]   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um tronco de madeira com uma tira de couro e um acento. A vítima era posicionada sentada na tábua horizontal de modo que sua coluna fique ereta em contato com o tronco. A tira de couro ficava na altura do pescoço e, à medida que era torcida pelo carrasco, asfixiava a vítima. Há ainda uma variação na qual, preso ao tronco na altura da nuca da vítima, encontrava-se uma punção de ferro. Esta punção perfurava as vértebras da vítima à medida que a faixa de couro era apertada. O condenado podia falecer tanto pela perfuração produzida pela punção quanto pela asfixia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Garrote.jpg|thumb|center|Garrote]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Gaiolas suspensas'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Eram gaiolas pouco maiores que a própria vítima. Nela, o condenado, nu ou seminu, era confinado e a gaiola suspensa em postes de vias públicas. O condenado passava dias naquela condição e morria de inanição, ou frio em tempos de inverno. O cadáver ficava exposto até que se desintegrasse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Gaiola_suspensa.jpg|thumb|center|Gaiolas suspensas]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Submersão'']]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A submersão podia ser usada como uma técnica de interrogatório, tortura ou execução. Neste método, a vítima é amarrada pelos braços e suspensa por uma roldana sobre um caldeirão que continha água ou óleo fervente. O executor soltava a corda gradativamente e a vítima ia submergindo no líquido fervente.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Empalação'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Este método foi amplamente utilizado pelo célebre Vlad Tepes. A empalação consistia em inserir uma estaca no ânus, umbigo ou vagina da vítima, a golpes de marreta. Neste método, a vítima podia ser posta &amp;quot;sentada&amp;quot; sobre a estaca ou com a cabeça para baixo, de modo que a estaca penetrasse nas entranhas da vítima e, com o peso do próprio corpo, fosse lentamente perfurando os órgãos internos. Neste caso, dependendo da resistência física do condenado e do comprimento da estaca, a agonia se estendia por horas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Empalacao.jpg|thumb|center|Empalação]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Cremação'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Este é um dos métodos de execução mais conhecidos e utilizados durante a inquisição. Os condenados por bruxaria ou afronta à igreja católica eram amarrados em um tronco e queimados vivos. Para garantir que morresse queimada e não asfixiada pela fumaça, a vítima era vestida com uma camisola embebida em enxofre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Cremacao.jpg|thumb|center|Cremação]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Estiramento'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
A vítima era posicionada na mesa horizontal e seus membros presos às correntes que se fixavam num eixo. À medida que o eixo era girado, a corrente esticava os membros e os ossos e músculos do condenado desprendiam-se. Muitas vezes, a vítima agonizava por várias horas antes de morrer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Estiramento.jpg|thumb|center|Estiramento]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Papillon</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=M%C3%A9todos_de_tortura_na_Idade_M%C3%A9dia&amp;diff=4798</id>
		<title>Métodos de tortura na Idade Média</title>
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		<updated>2007-01-18T16:22:49Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Papillon: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Durante a atuação da Santa Inquisição em toda a Idade Média, a tortura era um recurso utilizado para extrair confissões dos acusados de pequenos delitos, até crimes mais graves. Diversos métodos de tortura foram desenvolvidos ao longo dos anos. Os métodos de tortura mais agressivos eram reservados àqueles que provavelmente seriam condenados à morte. &lt;br /&gt;
Além de aparelhos mais sofisticados e de alto custo, utilizava-se também instrumentos simples como tesouras, alicates, garras metálicas que destroçavam seios e mutilavam órgãos genitais, chicotes, instrumentos de carpintaria adaptados, ou apenas barras de ferro aquecidas. Há ainda, instrumentos usados para simples imobilização da vítima. No caso específico da Santa Inquisição, os acusados eram, geralmente, torturados até que admitissem ligações com Satã e práticas obscenas. Se um acusado denunciasse outras pessoas, poderia ter uma execução menos cruel. &lt;br /&gt;
Os inquisidores utilizavam-se de diversos recursos para extrair confissões ou &amp;quot;comprovar&amp;quot; que o acusado era feiticeiro. Segundo registros, as vítimas mulheres eram totalmente depiladas pelos torturadores que procuravam um suposto sinal de Satã, que podia ser uma verruga, uma mancha na pele, mamilos excessivamente enrugados (neste caso, os mamilos representariam a prova de que a bruxa &amp;quot;amamentava&amp;quot; os demônios) etc. Mas este sinal poderia ser invisível aos olhos dos torturadores. Neste caso, o &amp;quot;sinal&amp;quot; seria uma parte insensível do corpo, ou uma parte que se ferida, não verteria sangue. Assim, os torturadores espetavam todo o corpo da vítima usando pregos e lâminas, à procura do suposto sinal. &lt;br /&gt;
No Liber Sententiarum Inquisitionis (Livro das Sentenças da Inquisição) o padre dominicano Bernardo Guy (Bernardus Guidonis, 1261-1331) descreveu vários métodos para obter confissões dos acusados, inclusive o enfraquecimento das forças físicas do prisioneiro. Dentre os descritos na obra e utilizados comumente, encontra-se tortura física através de aparelhos, como a Virgem de Ferro e a Roda do Despedaçamento; através de humilhação pública, como as Máscaras do Escárnio, além de torturas psicológicas como obrigar a vítima a ingerir urina e excrementos. &lt;br /&gt;
De uma forma geral, as execuções eram realizadas em praças públicas e tornava-se um evento onde nobres e plebeus deliciavam-se com a súplica das torturas e, conseqüentemente, a execução das vítimas. Atualmente, há dispostos em diversos museus do mundo, ferramentas e aparelhos utilizados para a tortura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Torturas.jpg|thumb|center|Tortura]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''''Métodos de torturas'''''&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Roda de despedaçamento   &lt;br /&gt;
Uma roda onde o acusado é amarrado na parte externa. Abaixo da roda há uma bandeja metálica na qual ficavam depositadas a brasas. À medida que a roda se movimentava em torno do próprio eixo, o acusado era queimado pelo calor produzido pelas brasas. Por vezes, as brasas eram substituídas por agulhas metálicas. &lt;br /&gt;
Este método foi utilizado entre 1100 e 1700 em países como Inglaterra, Holanda e Alemanha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Dama de Ferro'']]  &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A dama de Ferro é uma espécie de sarcófago com espinhos metálicos na face interna das portas. Estes espinhos não atingiam os órgãos vitais da vítima, mas feriam gravemente. Mesmo sendo um método de tortura, era comum que as vítimas fossem deixadas lá por vários dias, até que morressem. &lt;br /&gt;
A primeira referência confiável de uma execução com a Dama de Ferro, data de 14 de Agosto de 1515. A vítima era um falsificador de moedas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Dama de ferro.jpg|thumb|center|Dama de Ferro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Berço de Judas'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Peça metálica em forma de pirâmide sustentada por hastes. A vítima, sustentada por correntes, é colocada &amp;quot;sentada&amp;quot; sobre a ponta da pirâmide. O afrouxamento gradual ou brusco da corrente manejada pelo executor fazia com que o peso do corpo pressionasse e ferisse o ânus, a vagina, cóccix ou o saco escrotal.&lt;br /&gt;
O Berço de Judas também é conhecido como Culla di Giuda (italiano), Judaswiege (alemão), Judas Cradle ou simplesmente Cradle (inglês) e La Veille (A Vigília, em francês).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Berco de judas.jpg|thumb|center|Berço de Judas]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Garfo '']]  &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Haste metálica com duas pontas em cada extremidade semelhantes a um garfo. Presa por uma tira de couro ao pescoço da vítima, o garfo pressiona e perfura a região abaixo do maxilar e acima do tórax, limitando os movimentos. Este instrumento era usado como penitência para o herege.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Garfo.jpg|thumb|center|Garfo]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Garras de gato '']]&lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Uma espécie de rastelo usado para açoitar a carne dos prisioneiros&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Garras de gato.jpg|thumb|center|Garras de gato]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Pêra'']]  &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Instrumento metálico em formato semelhante à fruta. O instrumento era introduzido na boca, ânus ou vagina da vítima e expandia-se gradativamente. Era usada para punir, principalmente, os condenados por adultério, homossexualismo, incesto ou &amp;quot;relação sexual com Satã&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Pera.jpg|thumb|center|Pêra]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Máscaras'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
A máscara de metal era usada para punir delitos menores. As vítimas eram obrigadas a se exporem publicamente usando as máscaras. Neste caso, o incômodo físico era menor do que a humilhação pública.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Mascaras.jpg|thumb|center|Máscaras]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Cadeira'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Uma cadeira coberta por pregos na qual a vítima era obrigada a sentar-se despida. Além do próprio peso do corpo, cintos de couro pressionavam a vítima contra os pregos intensificando o sofrimento. Em outras versões, a cadeira possuía uma bandeja na parte inferior, onde se depositava brasas. Assim, além da perfuração pelos pregos, a vítima também sofria com queimaduras provocadas pelo calor das brasas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Cadeira.jpg|thumb|center|Cadeira]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Cadeira das bruxas'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Uma espécie de cadeira na qual a pessoa era presa de costas no acento e as pernas voltadas para cima, no encosto. Este recurso era usado para imobilizar a vítima e intimidá-la com outros métodos de tortura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Cadeira_de_bruxa.jpg|thumb|center|Cadeira de Bruxa]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Cavalete'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
A vítima era posicionada de modo que suas costas ficassem apoiadas sobre o fio cortante do bloco. Os braços eram presos aos furos da parte superior e os pés presos às correntes da outra extremidade. O peso do corpo pressionava as costas do condenado sobre o fio cortante.&lt;br /&gt;
Dessa forma, o executor, através de um funil ou chifre oco introduzido na boca da vítima, obrigava-a ingerir água. O executor tapava o nariz da vítima impedindo o fluxo de ar e provocando o sufocamento. Ainda, há registros de que o executor golpeava o abdômen da vítima danificando os órgãos internos da vítima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Cavalete.jpg|thumb|center|Cavalete]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Esmaga cabeça'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Como um capacete, a parte superior deste mecanismo pressiona, através de uma rosca girada pelo executor, a cabeça da vítima, de encontro a uma base na qual encaixa-se o maxilar. Apesar de ser um instrumento de tortura, há registros de vítimas fatais que tiveram os crânios, literalmente, esmagados por este processo. Neste caso, o maxilar, por ser menos resistente, é destruído primeiro; logo após, o crânio rompe-se deixando fluir a massa cerebral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Esmaga cabeca.jpg|thumb|center|Esmaga Cabeça]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Quebrador de joelhos'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Aparelho simples composto por placas paralelas de madeira unidas por duas roscas. À medida que as roscas eram apertadas pelo executor, as placas, que podiam conter pequenos cones metálicos pontiagudos, pressionavam os joelhos progressivamente, até esmagar a carne, músculos e ossos.&lt;br /&gt;
Esse tipo de tortura era usualmente feito por sessões. Após algumas horas, a vítima, já com os joelhos bastante debilitados, era submetida a novas sessões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Quebrador de joelhos.jpg|thumb|center|Quebrador de Joelhos]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Mesa de evisceração'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
O condenado era preso sobre a mesa de modo que mãos e pés ficassem imobilizados. O carrasco, manualmente, produzia um corte sobre o abdômen da vítima. Através desta incisão, era inserido um pequeno gancho, preso a uma corrente no eixo. O gancho (como um anzol) extraía, aos poucos, os órgãos internos da vítima à medida que o carrasco girava o eixo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Mesa de evisceracao.jpg|thumb|center|Mesa de Esviceração]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Pêndulo'']] &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Um dos mecanismos mais simples e comuns na Idade Média. A vítima, com os braços para traz, tinha seus pulsos amarrados (como algemas) por uma corda que se estendia até uma roldana e um eixo. A corda puxada violentamente pelo torturador, através deste eixo, deslocava os ombros e provocava diversos ferimentos nas costas e braços do condenado.&lt;br /&gt;
Também era comum que o carrasco elevasse a vítima a certa altura e soltasse repentina- mente, interrompendo a queda logo em seguida. Deste modo, o impacto produzido provocava ruptura das articulações e fraturas de ossos. Ainda, para que o suplício fosse intensificado, algumas vezes, amarrava-se pesos às pernas do condenado, provocando ferimentos também nos membros inferiores. O pêndulo era usado como uma &amp;quot;pré-tortura&amp;quot;, antes do julgamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Pendulo.jpg|thumb|center|Pêndulo]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Potro'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Uma espécie de mesa com orifícios laterais. A vítima era deitada sobre a mesa e seus membros, (partes mais resistentes das pernas e braços, como panturrilha e antebraço), presos por cordas através dos orifícios. As cordas eram giradas como uma manivela, produzindo um efeito como um torniquete, pressionando progressivamente os membros do condenado.&lt;br /&gt;
Na legislação espanhola, por exemplo, havia uma lei que regulamentava um número máximo de cinco voltas na manivela; para que caso a vítima fosse considerada inocente, não sofresse seqüelas irreversíveis. Mesmo assim, era comum que os carrascos, incitados pelos interrogadores, excedessem muito esse limite e a vítima tivesse a carne e os ossos esmagados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Potro.jpg|thumb|center|Potro]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
'''''Métodos de Execução'''''&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Guilhotina '']] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inventada por Ignace Guillotine, a guilhotina é um dos mecanismos mais conhecidos e usados para execuções. A lâmina, presa por uma corda e apoiada entre dois troncos verticais, descia violentamente decapitando o condenado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Guilhotina.jpg|thumb|center|Guilhotina]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''O Serrote'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Usada principalmente para punir homossexuais, o serrote era uma das formas mais cruéis de execução. Dois executores, cada um e uma extremidade do serrote, literalmente, partiam ao meio o condenado, que preso pelos pés com as pernas entreabertas e de cabeça para baixo, não tinha a menor possibilidade de reação. Devido à posição invertida que garantia a oxigenação do cérebro e continha o sangramento, era comum que a vítima perdesse a consciência apenas quando a lâmina atingia a altura do umbigo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Serrote.jpg|thumb|center|Serrote]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Espada, machado e cepo'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
As decapitações eram a forma mais comum de execução medieval. A decapitação pela espada, por exigir uma técnica apurada do executor e ser mais suave que outros métodos, era, geralmente, reservada aos nobres. O executor, que apurava sua técnica em animais e espantalhos, ceifava a cabeça da vítima num único golpe horizontal atingindo o pescoço do condenado.&lt;br /&gt;
O machado era usado apenas em conjunto com o cepo. A vítima era posta ajoelhada com a coluna curvada para frente e a cabeça apoiada no cepo. O executor, num único golpe de machado, atingia o pescoço da vítima decepando-a.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Espada_machado_cepo.jpg|thumb|center|Espada, Machado e Cepo]] &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Garrote'']]   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um tronco de madeira com uma tira de couro e um acento. A vítima era posicionada sentada na tábua horizontal de modo que sua coluna fique ereta em contato com o tronco. A tira de couro ficava na altura do pescoço e, à medida que era torcida pelo carrasco, asfixiava a vítima. Há ainda uma variação na qual, preso ao tronco na altura da nuca da vítima, encontrava-se uma punção de ferro. Esta punção perfurava as vértebras da vítima à medida que a faixa de couro era apertada. O condenado podia falecer tanto pela perfuração produzida pela punção quanto pela asfixia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Garrote.jpg|thumb|center|Garrote]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Gaiolas suspensas'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Eram gaiolas pouco maiores que a própria vítima. Nela, o condenado, nu ou seminu, era confinado e a gaiola suspensa em postes de vias públicas. O condenado passava dias naquela condição e morria de inanição, ou frio em tempos de inverno. O cadáver ficava exposto até que se desintegrasse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Gaiola suspensa.jpg|thumb|center|Gaiolas suspensas]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Submersão'']]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A submersão podia ser usada como uma técnica de interrogatório, tortura ou execução. Neste método, a vítima é amarrada pelos braços e suspensa por uma roldana sobre um caldeirão que continha água ou óleo fervente. O executor soltava a corda gradativamente e a vítima ia submergindo no líquido fervente.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Empalação'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Este método foi amplamente utilizado pelo célebre Vlad Tepes. A empalação consistia em inserir uma estaca no ânus, umbigo ou vagina da vítima, a golpes de marreta. Neste método, a vítima podia ser posta &amp;quot;sentada&amp;quot; sobre a estaca ou com a cabeça para baixo, de modo que a estaca penetrasse nas entranhas da vítima e, com o peso do próprio corpo, fosse lentamente perfurando os órgãos internos. Neste caso, dependendo da resistência física do condenado e do comprimento da estaca, a agonia se estendia por horas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Empalacao.jpg|thumb|center|Empalação]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Cremação'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Este é um dos métodos de execução mais conhecidos e utilizados durante a inquisição. Os condenados por bruxaria ou afronta à igreja católica eram amarrados em um tronco e queimados vivos. Para garantir que morresse queimada e não asfixiada pela fumaça, a vítima era vestida com uma camisola embebida em enxofre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Cremacao.jpg|thumb|center|Cremação]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Estiramento'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
A vítima era posicionada na mesa horizontal e seus membros presos às correntes que se fixavam num eixo. À medida que o eixo era girado, a corrente esticava os membros e os ossos e músculos do condenado desprendiam-se. Muitas vezes, a vítima agonizava por várias horas antes de morrer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Estiramento.jpg|thumb|center|Estiramento]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Papillon</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=M%C3%A9todos_de_tortura_na_Idade_M%C3%A9dia&amp;diff=4797</id>
		<title>Métodos de tortura na Idade Média</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://www.ocultura.org.br/index.php?title=M%C3%A9todos_de_tortura_na_Idade_M%C3%A9dia&amp;diff=4797"/>
		<updated>2007-01-18T16:18:35Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Papillon: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Durante a atuação da Santa Inquisição em toda a Idade Média, a tortura era um recurso utilizado para extrair confissões dos acusados de pequenos delitos, até crimes mais graves. Diversos métodos de tortura foram desenvolvidos ao longo dos anos. Os métodos de tortura mais agressivos eram reservados àqueles que provavelmente seriam condenados à morte. &lt;br /&gt;
Além de aparelhos mais sofisticados e de alto custo, utilizava-se também instrumentos simples como tesouras, alicates, garras metálicas que destroçavam seios e mutilavam órgãos genitais, chicotes, instrumentos de carpintaria adaptados, ou apenas barras de ferro aquecidas. Há ainda, instrumentos usados para simples imobilização da vítima. No caso específico da Santa Inquisição, os acusados eram, geralmente, torturados até que admitissem ligações com Satã e práticas obscenas. Se um acusado denunciasse outras pessoas, poderia ter uma execução menos cruel. &lt;br /&gt;
Os inquisidores utilizavam-se de diversos recursos para extrair confissões ou &amp;quot;comprovar&amp;quot; que o acusado era feiticeiro. Segundo registros, as vítimas mulheres eram totalmente depiladas pelos torturadores que procuravam um suposto sinal de Satã, que podia ser uma verruga, uma mancha na pele, mamilos excessivamente enrugados (neste caso, os mamilos representariam a prova de que a bruxa &amp;quot;amamentava&amp;quot; os demônios) etc. Mas este sinal poderia ser invisível aos olhos dos torturadores. Neste caso, o &amp;quot;sinal&amp;quot; seria uma parte insensível do corpo, ou uma parte que se ferida, não verteria sangue. Assim, os torturadores espetavam todo o corpo da vítima usando pregos e lâminas, à procura do suposto sinal. &lt;br /&gt;
No Liber Sententiarum Inquisitionis (Livro das Sentenças da Inquisição) o padre dominicano Bernardo Guy (Bernardus Guidonis, 1261-1331) descreveu vários métodos para obter confissões dos acusados, inclusive o enfraquecimento das forças físicas do prisioneiro. Dentre os descritos na obra e utilizados comumente, encontra-se tortura física através de aparelhos, como a Virgem de Ferro e a Roda do Despedaçamento; através de humilhação pública, como as Máscaras do Escárnio, além de torturas psicológicas como obrigar a vítima a ingerir urina e excrementos. &lt;br /&gt;
De uma forma geral, as execuções eram realizadas em praças públicas e tornava-se um evento onde nobres e plebeus deliciavam-se com a súplica das torturas e, conseqüentemente, a execução das vítimas. Atualmente, há dispostos em diversos museus do mundo, ferramentas e aparelhos utilizados para a tortura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Torturas.jpg|thumb|center|Tortura]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''''Métodos de torturas'''''&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Roda de despedaçamento   &lt;br /&gt;
Uma roda onde o acusado é amarrado na parte externa. Abaixo da roda há uma bandeja metálica na qual ficavam depositadas a brasas. À medida que a roda se movimentava em torno do próprio eixo, o acusado era queimado pelo calor produzido pelas brasas. Por vezes, as brasas eram substituídas por agulhas metálicas. &lt;br /&gt;
Este método foi utilizado entre 1100 e 1700 em países como Inglaterra, Holanda e Alemanha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Dama de Ferro'']]  &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A dama de Ferro é uma espécie de sarcófago com espinhos metálicos na face interna das portas. Estes espinhos não atingiam os órgãos vitais da vítima, mas feriam gravemente. Mesmo sendo um método de tortura, era comum que as vítimas fossem deixadas lá por vários dias, até que morressem. &lt;br /&gt;
A primeira referência confiável de uma execução com a Dama de Ferro, data de 14 de Agosto de 1515. A vítima era um falsificador de moedas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Dama_de_ferro.jpg|thumb|center|Dama de Ferro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Berço de Judas'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Peça metálica em forma de pirâmide sustentada por hastes. A vítima, sustentada por correntes, é colocada &amp;quot;sentada&amp;quot; sobre a ponta da pirâmide. O afrouxamento gradual ou brusco da corrente manejada pelo executor fazia com que o peso do corpo pressionasse e ferisse o ânus, a vagina, cóccix ou o saco escrotal.&lt;br /&gt;
O Berço de Judas também é conhecido como Culla di Giuda (italiano), Judaswiege (alemão), Judas Cradle ou simplesmente Cradle (inglês) e La Veille (A Vigília, em francês).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Berco_de_judas.jpg|thumb|center|Berço de Judas]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Garfo '']]  &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Haste metálica com duas pontas em cada extremidade semelhantes a um garfo. Presa por uma tira de couro ao pescoço da vítima, o garfo pressiona e perfura a região abaixo do maxilar e acima do tórax, limitando os movimentos. Este instrumento era usado como penitência para o herege.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Garfo.jpg|thumb|center|Garfo]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Garras de gato '']]&lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Uma espécie de rastelo usado para açoitar a carne dos prisioneiros&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Garras_de_gato.jpg|thumb|center|Garras de gato]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Pêra'']]  &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Instrumento metálico em formato semelhante à fruta. O instrumento era introduzido na boca, ânus ou vagina da vítima e expandia-se gradativamente. Era usada para punir, principalmente, os condenados por adultério, homossexualismo, incesto ou &amp;quot;relação sexual com Satã&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Pera.jpg|thumb|center|Pêra]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Máscaras'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
A máscara de metal era usada para punir delitos menores. As vítimas eram obrigadas a se exporem publicamente usando as máscaras. Neste caso, o incômodo físico era menor do que a humilhação pública.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Mascaras.jpg|thumb|center|Máscaras]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Cadeira'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Uma cadeira coberta por pregos na qual a vítima era obrigada a sentar-se despida. Além do próprio peso do corpo, cintos de couro pressionavam a vítima contra os pregos intensificando o sofrimento. Em outras versões, a cadeira possuía uma bandeja na parte inferior, onde se depositava brasas. Assim, além da perfuração pelos pregos, a vítima também sofria com queimaduras provocadas pelo calor das brasas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Cadeira.jpg|thumb|center|Cadeira]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Cadeira das bruxas'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Uma espécie de cadeira na qual a pessoa era presa de costas no acento e as pernas voltadas para cima, no encosto. Este recurso era usado para imobilizar a vítima e intimidá-la com outros métodos de tortura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Cadeira_de_bruxa.jpg|thumb|center|Cadeira de Bruxa]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Cavalete'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
A vítima era posicionada de modo que suas costas ficassem apoiadas sobre o fio cortante do bloco. Os braços eram presos aos furos da parte superior e os pés presos às correntes da outra extremidade. O peso do corpo pressionava as costas do condenado sobre o fio cortante.&lt;br /&gt;
Dessa forma, o executor, através de um funil ou chifre oco introduzido na boca da vítima, obrigava-a ingerir água. O executor tapava o nariz da vítima impedindo o fluxo de ar e provocando o sufocamento. Ainda, há registros de que o executor golpeava o abdômen da vítima danificando os órgãos internos da vítima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Cavalete.jpg|thumb|center|Cavalete]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Esmaga cabeça'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Como um capacete, a parte superior deste mecanismo pressiona, através de uma rosca girada pelo executor, a cabeça da vítima, de encontro a uma base na qual encaixa-se o maxilar. Apesar de ser um instrumento de tortura, há registros de vítimas fatais que tiveram os crânios, literalmente, esmagados por este processo. Neste caso, o maxilar, por ser menos resistente, é destruído primeiro; logo após, o crânio rompe-se deixando fluir a massa cerebral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Esmaga_cabeça.jpg|thumb|center|Esmaga Cabeça]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Quebrador de joelhos'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Aparelho simples composto por placas paralelas de madeira unidas por duas roscas. À medida que as roscas eram apertadas pelo executor, as placas, que podiam conter pequenos cones metálicos pontiagudos, pressionavam os joelhos progressivamente, até esmagar a carne, músculos e ossos.&lt;br /&gt;
Esse tipo de tortura era usualmente feito por sessões. Após algumas horas, a vítima, já com os joelhos bastante debilitados, era submetida a novas sessões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Quebrador_de_joelhos.jpg|thumb|center|Quebrador de Joelhos]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Mesa de evisceração'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
O condenado era preso sobre a mesa de modo que mãos e pés ficassem imobilizados. O carrasco, manualmente, produzia um corte sobre o abdômen da vítima. Através desta incisão, era inserido um pequeno gancho, preso a uma corrente no eixo. O gancho (como um anzol) extraía, aos poucos, os órgãos internos da vítima à medida que o carrasco girava o eixo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Mesa_de_esviceracao.jpg|thumb|center|Mesa de Esviceração]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Pêndulo'']] &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Um dos mecanismos mais simples e comuns na Idade Média. A vítima, com os braços para traz, tinha seus pulsos amarrados (como algemas) por uma corda que se estendia até uma roldana e um eixo. A corda puxada violentamente pelo torturador, através deste eixo, deslocava os ombros e provocava diversos ferimentos nas costas e braços do condenado.&lt;br /&gt;
Também era comum que o carrasco elevasse a vítima a certa altura e soltasse repentina- mente, interrompendo a queda logo em seguida. Deste modo, o impacto produzido provocava ruptura das articulações e fraturas de ossos. Ainda, para que o suplício fosse intensificado, algumas vezes, amarrava-se pesos às pernas do condenado, provocando ferimentos também nos membros inferiores. O pêndulo era usado como uma &amp;quot;pré-tortura&amp;quot;, antes do julgamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Pendulo.jpg|thumb|center|Pêndulo]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Potro'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Uma espécie de mesa com orifícios laterais. A vítima era deitada sobre a mesa e seus membros, (partes mais resistentes das pernas e braços, como panturrilha e antebraço), presos por cordas através dos orifícios. As cordas eram giradas como uma manivela, produzindo um efeito como um torniquete, pressionando progressivamente os membros do condenado.&lt;br /&gt;
Na legislação espanhola, por exemplo, havia uma lei que regulamentava um número máximo de cinco voltas na manivela; para que caso a vítima fosse considerada inocente, não sofresse seqüelas irreversíveis. Mesmo assim, era comum que os carrascos, incitados pelos interrogadores, excedessem muito esse limite e a vítima tivesse a carne e os ossos esmagados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Potro.jpg|thumb|center|Potro]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
'''''Métodos de Execução'''''&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Guilhotina '']] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inventada por Ignace Guillotine, a guilhotina é um dos mecanismos mais conhecidos e usados para execuções. A lâmina, presa por uma corda e apoiada entre dois troncos verticais, descia violentamente decapitando o condenado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Guilhotina.jpg|thumb|center|Guilhotina]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''O Serrote'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Usada principalmente para punir homossexuais, o serrote era uma das formas mais cruéis de execução. Dois executores, cada um e uma extremidade do serrote, literalmente, partiam ao meio o condenado, que preso pelos pés com as pernas entreabertas e de cabeça para baixo, não tinha a menor possibilidade de reação. Devido à posição invertida que garantia a oxigenação do cérebro e continha o sangramento, era comum que a vítima perdesse a consciência apenas quando a lâmina atingia a altura do umbigo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Serrote.jpg|thumb|center|Serrote]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Espada, machado e cepo'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
As decapitações eram a forma mais comum de execução medieval. A decapitação pela espada, por exigir uma técnica apurada do executor e ser mais suave que outros métodos, era, geralmente, reservada aos nobres. O executor, que apurava sua técnica em animais e espantalhos, ceifava a cabeça da vítima num único golpe horizontal atingindo o pescoço do condenado.&lt;br /&gt;
O machado era usado apenas em conjunto com o cepo. A vítima era posta ajoelhada com a coluna curvada para frente e a cabeça apoiada no cepo. O executor, num único golpe de machado, atingia o pescoço da vítima decepando-a.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Espada_machado_cepo.jpg|thumb|center|Espada, Machado e Cepo]] &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Garrote'']]   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um tronco de madeira com uma tira de couro e um acento. A vítima era posicionada sentada na tábua horizontal de modo que sua coluna fique ereta em contato com o tronco. A tira de couro ficava na altura do pescoço e, à medida que era torcida pelo carrasco, asfixiava a vítima. Há ainda uma variação na qual, preso ao tronco na altura da nuca da vítima, encontrava-se uma punção de ferro. Esta punção perfurava as vértebras da vítima à medida que a faixa de couro era apertada. O condenado podia falecer tanto pela perfuração produzida pela punção quanto pela asfixia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Garrote.jpg|thumb|center|Garrote]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Gaiolas suspensas'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Eram gaiolas pouco maiores que a própria vítima. Nela, o condenado, nu ou seminu, era confinado e a gaiola suspensa em postes de vias públicas. O condenado passava dias naquela condição e morria de inanição, ou frio em tempos de inverno. O cadáver ficava exposto até que se desintegrasse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Gaiola_suspensa.jpg|thumb|center|Gaiolas suspensas]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Submersão'']]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A submersão podia ser usada como uma técnica de interrogatório, tortura ou execução. Neste método, a vítima é amarrada pelos braços e suspensa por uma roldana sobre um caldeirão que continha água ou óleo fervente. O executor soltava a corda gradativamente e a vítima ia submergindo no líquido fervente.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Empalação'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Este método foi amplamente utilizado pelo célebre Vlad Tepes. A empalação consistia em inserir uma estaca no ânus, umbigo ou vagina da vítima, a golpes de marreta. Neste método, a vítima podia ser posta &amp;quot;sentada&amp;quot; sobre a estaca ou com a cabeça para baixo, de modo que a estaca penetrasse nas entranhas da vítima e, com o peso do próprio corpo, fosse lentamente perfurando os órgãos internos. Neste caso, dependendo da resistência física do condenado e do comprimento da estaca, a agonia se estendia por horas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Empalacao.jpg|thumb|center|Empalação]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Cremação'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Este é um dos métodos de execução mais conhecidos e utilizados durante a inquisição. Os condenados por bruxaria ou afronta à igreja católica eram amarrados em um tronco e queimados vivos. Para garantir que morresse queimada e não asfixiada pela fumaça, a vítima era vestida com uma camisola embebida em enxofre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Cremacao.jpg|thumb|center|Cremação]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Estiramento'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
A vítima era posicionada na mesa horizontal e seus membros presos às correntes que se fixavam num eixo. À medida que o eixo era girado, a corrente esticava os membros e os ossos e músculos do condenado desprendiam-se. Muitas vezes, a vítima agonizava por várias horas antes de morrer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Image:Estiramento.jpg|thumb|center|Estiramento]]&lt;/div&gt;</summary>
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&lt;hr /&gt;
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&lt;hr /&gt;
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&lt;hr /&gt;
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
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		<updated>2007-01-18T15:58:09Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Papillon: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
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	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Arquivo:Torturas.jpg&amp;diff=4774</id>
		<title>Arquivo:Torturas.jpg</title>
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		<updated>2007-01-18T15:57:28Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Papillon: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Papillon</name></author>
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	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=M%C3%A9todos_de_tortura_na_Idade_M%C3%A9dia&amp;diff=4773</id>
		<title>Métodos de tortura na Idade Média</title>
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		<updated>2007-01-18T15:52:50Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Papillon: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Durante a atuação da Santa Inquisição em toda a Idade Média, a tortura era um recurso utilizado para extrair confissões dos acusados de pequenos delitos, até crimes mais graves. Diversos métodos de tortura foram desenvolvidos ao longo dos anos. Os métodos de tortura mais agressivos eram reservados àqueles que provavelmente seriam condenados à morte. &lt;br /&gt;
Além de aparelhos mais sofisticados e de alto custo, utilizava-se também instrumentos simples como tesouras, alicates, garras metálicas que destroçavam seios e mutilavam órgãos genitais, chicotes, instrumentos de carpintaria adaptados, ou apenas barras de ferro aquecidas. Há ainda, instrumentos usados para simples imobilização da vítima. No caso específico da Santa Inquisição, os acusados eram, geralmente, torturados até que admitissem ligações com Satã e práticas obscenas. Se um acusado denunciasse outras pessoas, poderia ter uma execução menos cruel. &lt;br /&gt;
Os inquisidores utilizavam-se de diversos recursos para extrair confissões ou &amp;quot;comprovar&amp;quot; que o acusado era feiticeiro. Segundo registros, as vítimas mulheres eram totalmente depiladas pelos torturadores que procuravam um suposto sinal de Satã, que podia ser uma verruga, uma mancha na pele, mamilos excessivamente enrugados (neste caso, os mamilos representariam a prova de que a bruxa &amp;quot;amamentava&amp;quot; os demônios) etc. Mas este sinal poderia ser invisível aos olhos dos torturadores. Neste caso, o &amp;quot;sinal&amp;quot; seria uma parte insensível do corpo, ou uma parte que se ferida, não verteria sangue. Assim, os torturadores espetavam todo o corpo da vítima usando pregos e lâminas, à procura do suposto sinal. &lt;br /&gt;
No Liber Sententiarum Inquisitionis (Livro das Sentenças da Inquisição) o padre dominicano Bernardo Guy (Bernardus Guidonis, 1261-1331) descreveu vários métodos para obter confissões dos acusados, inclusive o enfraquecimento das forças físicas do prisioneiro. Dentre os descritos na obra e utilizados comumente, encontra-se tortura física através de aparelhos, como a Virgem de Ferro e a Roda do Despedaçamento; através de humilhação pública, como as Máscaras do Escárnio, além de torturas psicológicas como obrigar a vítima a ingerir urina e excrementos. &lt;br /&gt;
De uma forma geral, as execuções eram realizadas em praças públicas e tornava-se um evento onde nobres e plebeus deliciavam-se com a súplica das torturas e, conseqüentemente, a execução das vítimas. Atualmente, há dispostos em diversos museus do mundo, ferramentas e aparelhos utilizados para a tortura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''''Métodos de torturas'''''&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Roda de despedaçamento   &lt;br /&gt;
Uma roda onde o acusado é amarrado na parte externa. Abaixo da roda há uma bandeja metálica na qual ficavam depositadas a brasas. À medida que a roda se movimentava em torno do próprio eixo, o acusado era queimado pelo calor produzido pelas brasas. Por vezes, as brasas eram substituídas por agulhas metálicas. &lt;br /&gt;
Este método foi utilizado entre 1100 e 1700 em países como Inglaterra, Holanda e Alemanha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Dama de Ferro'']]  &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A dama de Ferro é uma espécie de sarcófago com espinhos metálicos na face interna das portas. Estes espinhos não atingiam os órgãos vitais da vítima, mas feriam gravemente. Mesmo sendo um método de tortura, era comum que as vítimas fossem deixadas lá por vários dias, até que morressem. &lt;br /&gt;
A primeira referência confiável de uma execução com a Dama de Ferro, data de 14 de Agosto de 1515. A vítima era um falsificador de moedas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Berço de Judas'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Peça metálica em forma de pirâmide sustentada por hastes. A vítima, sustentada por correntes, é colocada &amp;quot;sentada&amp;quot; sobre a ponta da pirâmide. O afrouxamento gradual ou brusco da corrente manejada pelo executor fazia com que o peso do corpo pressionasse e ferisse o ânus, a vagina, cóccix ou o saco escrotal.&lt;br /&gt;
O Berço de Judas também é conhecido como Culla di Giuda (italiano), Judaswiege (alemão), Judas Cradle ou simplesmente Cradle (inglês) e La Veille (A Vigília, em francês).&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Garfo '']]  &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Haste metálica com duas pontas em cada extremidade semelhantes a um garfo. Presa por uma tira de couro ao pescoço da vítima, o garfo pressiona e perfura a região abaixo do maxilar e acima do tórax, limitando os movimentos. Este instrumento era usado como penitência para o herege.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Garras de gato '']]&lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Uma espécie de rastelo usado para açoitar a carne dos prisioneiros&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Pêra'']]  &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Instrumento metálico em formato semelhante à fruta. O instrumento era introduzido na boca, ânus ou vagina da vítima e expandia-se gradativamente. Era usada para punir, principalmente, os condenados por adultério, homossexualismo, incesto ou &amp;quot;relação sexual com Satã&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Máscaras'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
A máscara de metal era usada para punir delitos menores. As vítimas eram obrigadas a se exporem publicamente usando as máscaras. Neste caso, o incômodo físico era menor do que a humilhação pública.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Cadeira'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Uma cadeira coberta por pregos na qual a vítima era obrigada a sentar-se despida. Além do próprio peso do corpo, cintos de couro pressionavam a vítima contra os pregos intensificando o sofrimento. Em outras versões, a cadeira possuía uma bandeja na parte inferior, onde se depositava brasas. Assim, além da perfuração pelos pregos, a vítima também sofria com queimaduras provocadas pelo calor das brasas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Cadeira das bruxas'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Uma espécie de cadeira na qual a pessoa era presa de costas no acento e as pernas voltadas para cima, no encosto. Este recurso era usado para imobilizar a vítima e intimidá-la com outros métodos de tortura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Cavalete'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
A vítima era posicionada de modo que suas costas ficassem apoiadas sobre o fio cortante do bloco. Os braços eram presos aos furos da parte superior e os pés presos às correntes da outra extremidade. O peso do corpo pressionava as costas do condenado sobre o fio cortante.&lt;br /&gt;
Dessa forma, o executor, através de um funil ou chifre oco introduzido na boca da vítima, obrigava-a ingerir água. O executor tapava o nariz da vítima impedindo o fluxo de ar e provocando o sufocamento. Ainda, há registros de que o executor golpeava o abdômen da vítima danificando os órgãos internos da vítima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Esmaga cabeça'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Como um capacete, a parte superior deste mecanismo pressiona, através de uma rosca girada pelo executor, a cabeça da vítima, de encontro a uma base na qual encaixa-se o maxilar. Apesar de ser um instrumento de tortura, há registros de vítimas fatais que tiveram os crânios, literalmente, esmagados por este processo. Neste caso, o maxilar, por ser menos resistente, é destruído primeiro; logo após, o crânio rompe-se deixando fluir a massa cerebral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Quebrador de joelhos'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Aparelho simples composto por placas paralelas de madeira unidas por duas roscas. À medida que as roscas eram apertadas pelo executor, as placas, que podiam conter pequenos cones metálicos pontiagudos, pressionavam os joelhos progressivamente, até esmagar a carne, músculos e ossos.&lt;br /&gt;
Esse tipo de tortura era usualmente feito por sessões. Após algumas horas, a vítima, já com os joelhos bastante debilitados, era submetida a novas sessões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Mesa de evisceração'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
O condenado era preso sobre a mesa de modo que mãos e pés ficassem imobilizados. O carrasco, manualmente, produzia um corte sobre o abdômen da vítima. Através desta incisão, era inserido um pequeno gancho, preso a uma corrente no eixo. O gancho (como um anzol) extraía, aos poucos, os órgãos internos da vítima à medida que o carrasco girava o eixo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[''Pêndulo'']] &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Um dos mecanismos mais simples e comuns na Idade Média. A vítima, com os braços para traz, tinha seus pulsos amarrados (como algemas) por uma corda que se estendia até uma roldana e um eixo. A corda puxada violentamente pelo torturador, através deste eixo, deslocava os ombros e provocava diversos ferimentos nas costas e braços do condenado.&lt;br /&gt;
Também era comum que o carrasco elevasse a vítima a certa altura e soltasse repentina- mente, interrompendo a queda logo em seguida. Deste modo, o impacto produzido provocava ruptura das articulações e fraturas de ossos. Ainda, para que o suplício fosse intensificado, algumas vezes, amarrava-se pesos às pernas do condenado, provocando ferimentos também nos membros inferiores. O pêndulo era usado como uma &amp;quot;pré-tortura&amp;quot;, antes do julgamento.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Potro'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Uma espécie de mesa com orifícios laterais. A vítima era deitada sobre a mesa e seus membros, (partes mais resistentes das pernas e braços, como panturrilha e antebraço), presos por cordas através dos orifícios. As cordas eram giradas como uma manivela, produzindo um efeito como um torniquete, pressionando progressivamente os membros do condenado.&lt;br /&gt;
Na legislação espanhola, por exemplo, havia uma lei que regulamentava um número máximo de cinco voltas na manivela; para que caso a vítima fosse considerada inocente, não sofresse seqüelas irreversíveis. Mesmo assim, era comum que os carrascos, incitados pelos interrogadores, excedessem muito esse limite e a vítima tivesse a carne e os ossos esmagados.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
'''''Métodos de Execução'''''&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Guilhotina '']] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inventada por Ignace Guillotine, a guilhotina é um dos mecanismos mais conhecidos e usados para execuções. A lâmina, presa por uma corda e apoiada entre dois troncos verticais, descia violentamente decapitando o condenado.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''O Serrote'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Usada principalmente para punir homossexuais, o serrote era uma das formas mais cruéis de execução. Dois executores, cada um e uma extremidade do serrote, literalmente, partiam ao meio o condenado, que preso pelos pés com as pernas entreabertas e de cabeça para baixo, não tinha a menor possibilidade de reação. Devido à posição invertida que garantia a oxigenação do cérebro e continha o sangramento, era comum que a vítima perdesse a consciência apenas quando a lâmina atingia a altura do umbigo.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Espada, machado e cepo'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
As decapitações eram a forma mais comum de execução medieval. A decapitação pela espada, por exigir uma técnica apurada do executor e ser mais suave que outros métodos, era, geralmente, reservada aos nobres. O executor, que apurava sua técnica em animais e espantalhos, ceifava a cabeça da vítima num único golpe horizontal atingindo o pescoço do condenado.&lt;br /&gt;
O machado era usado apenas em conjunto com o cepo. A vítima era posta ajoelhada com a coluna curvada para frente e a cabeça apoiada no cepo. O executor, num único golpe de machado, atingia o pescoço da vítima decepando-a.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Garrote'']]   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um tronco de madeira com uma tira de couro e um acento. A vítima era posicionada sentada na tábua horizontal de modo que sua coluna fique ereta em contato com o tronco. A tira de couro ficava na altura do pescoço e, à medida que era torcida pelo carrasco, asfixiava a vítima. Há ainda uma variação na qual, preso ao tronco na altura da nuca da vítima, encontrava-se uma punção de ferro. Esta punção perfurava as vértebras da vítima à medida que a faixa de couro era apertada. O condenado podia falecer tanto pela perfuração produzida pela punção quanto pela asfixia.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Gaiolas suspensas'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Eram gaiolas pouco maiores que a própria vítima. Nela, o condenado, nu ou seminu, era confinado e a gaiola suspensa em postes de vias públicas. O condenado passava dias naquela condição e morria de inanição, ou frio em tempos de inverno. O cadáver ficava exposto até que se desintegrasse.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Submersão'']]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A submersão podia ser usada como uma técnica de interrogatório, tortura ou execução. Neste método, a vítima é amarrada pelos braços e suspensa por uma roldana sobre um caldeirão que continha água ou óleo fervente. O executor soltava a corda gradativamente e a vítima ia submergindo no líquido fervente.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Empalação'']]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Este método foi amplamente utilizado pelo célebre Vlad Tepes. A empalação consistia em inserir uma estaca no ânus, umbigo ou vagina da vítima, a golpes de marreta. Neste método, a vítima podia ser posta &amp;quot;sentada&amp;quot; sobre a estaca ou com a cabeça para baixo, de modo que a estaca penetrasse nas entranhas da vítima e, com o peso do próprio corpo, fosse lentamente perfurando os órgãos internos. Neste caso, dependendo da resistência física do condenado e do comprimento da estaca, a agonia se estendia por horas.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Cremação'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Este é um dos métodos de execução mais conhecidos e utilizados durante a inquisição. Os condenados por bruxaria ou afronta à igreja católica eram amarrados em um tronco e queimados vivos. Para garantir que morresse queimada e não asfixiada pela fumaça, a vítima era vestida com uma camisola embebida em enxofre.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[''Estiramento'']] &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
A vítima era posicionada na mesa horizontal e seus membros presos às correntes que se fixavam num eixo. À medida que o eixo era girado, a corrente esticava os membros e os ossos e músculos do condenado desprendiam-se. Muitas vezes, a vítima agonizava por várias horas antes de morrer.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Papillon</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=M%C3%A9todos_de_tortura_na_Idade_M%C3%A9dia&amp;diff=4772</id>
		<title>Métodos de tortura na Idade Média</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://www.ocultura.org.br/index.php?title=M%C3%A9todos_de_tortura_na_Idade_M%C3%A9dia&amp;diff=4772"/>
		<updated>2007-01-18T15:50:15Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Papillon: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Durante a atuação da Santa Inquisição em toda a Idade Média, a tortura era um recurso utilizado para extrair confissões dos acusados de pequenos delitos, até crimes mais graves. Diversos métodos de tortura foram desenvolvidos ao longo dos anos. Os métodos de tortura mais agressivos eram reservados àqueles que provavelmente seriam condenados à morte. &lt;br /&gt;
Além de aparelhos mais sofisticados e de alto custo, utilizava-se também instrumentos simples como tesouras, alicates, garras metálicas que destroçavam seios e mutilavam órgãos genitais, chicotes, instrumentos de carpintaria adaptados, ou apenas barras de ferro aquecidas. Há ainda, instrumentos usados para simples imobilização da vítima. No caso específico da Santa Inquisição, os acusados eram, geralmente, torturados até que admitissem ligações com Satã e práticas obscenas. Se um acusado denunciasse outras pessoas, poderia ter uma execução menos cruel. &lt;br /&gt;
Os inquisidores utilizavam-se de diversos recursos para extrair confissões ou &amp;quot;comprovar&amp;quot; que o acusado era feiticeiro. Segundo registros, as vítimas mulheres eram totalmente depiladas pelos torturadores que procuravam um suposto sinal de Satã, que podia ser uma verruga, uma mancha na pele, mamilos excessivamente enrugados (neste caso, os mamilos representariam a prova de que a bruxa &amp;quot;amamentava&amp;quot; os demônios) etc. Mas este sinal poderia ser invisível aos olhos dos torturadores. Neste caso, o &amp;quot;sinal&amp;quot; seria uma parte insensível do corpo, ou uma parte que se ferida, não verteria sangue. Assim, os torturadores espetavam todo o corpo da vítima usando pregos e lâminas, à procura do suposto sinal. &lt;br /&gt;
No Liber Sententiarum Inquisitionis (Livro das Sentenças da Inquisição) o padre dominicano Bernardo Guy (Bernardus Guidonis, 1261-1331) descreveu vários métodos para obter confissões dos acusados, inclusive o enfraquecimento das forças físicas do prisioneiro. Dentre os descritos na obra e utilizados comumente, encontra-se tortura física através de aparelhos, como a Virgem de Ferro e a Roda do Despedaçamento; através de humilhação pública, como as Máscaras do Escárnio, além de torturas psicológicas como obrigar a vítima a ingerir urina e excrementos. &lt;br /&gt;
De uma forma geral, as execuções eram realizadas em praças públicas e tornava-se um evento onde nobres e plebeus deliciavam-se com a súplica das torturas e, conseqüentemente, a execução das vítimas. Atualmente, há dispostos em diversos museus do mundo, ferramentas e aparelhos utilizados para a tortura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''''Métodos de torturas'''''&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Roda de despedaçamento   &lt;br /&gt;
Uma roda onde o acusado é amarrado na parte externa. Abaixo da roda há uma bandeja metálica na qual ficavam depositadas a brasas. À medida que a roda se movimentava em torno do próprio eixo, o acusado era queimado pelo calor produzido pelas brasas. Por vezes, as brasas eram substituídas por agulhas metálicas. &lt;br /&gt;
Este método foi utilizado entre 1100 e 1700 em países como Inglaterra, Holanda e Alemanha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Dama de Ferro''  &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A dama de Ferro é uma espécie de sarcófago com espinhos metálicos na face interna das portas. Estes espinhos não atingiam os órgãos vitais da vítima, mas feriam gravemente. Mesmo sendo um método de tortura, era comum que as vítimas fossem deixadas lá por vários dias, até que morressem. &lt;br /&gt;
A primeira referência confiável de uma execução com a Dama de Ferro, data de 14 de Agosto de 1515. A vítima era um falsificador de moedas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Berço de Judas'' &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Peça metálica em forma de pirâmide sustentada por hastes. A vítima, sustentada por correntes, é colocada &amp;quot;sentada&amp;quot; sobre a ponta da pirâmide. O afrouxamento gradual ou brusco da corrente manejada pelo executor fazia com que o peso do corpo pressionasse e ferisse o ânus, a vagina, cóccix ou o saco escrotal.&lt;br /&gt;
O Berço de Judas também é conhecido como Culla di Giuda (italiano), Judaswiege (alemão), Judas Cradle ou simplesmente Cradle (inglês) e La Veille (A Vigília, em francês).&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
''Garfo ''  &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Haste metálica com duas pontas em cada extremidade semelhantes a um garfo. Presa por uma tira de couro ao pescoço da vítima, o garfo pressiona e perfura a região abaixo do maxilar e acima do tórax, limitando os movimentos. Este instrumento era usado como penitência para o herege.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Garras de gato ''&lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Uma espécie de rastelo usado para açoitar a carne dos prisioneiros&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Pêra''  &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Instrumento metálico em formato semelhante à fruta. O instrumento era introduzido na boca, ânus ou vagina da vítima e expandia-se gradativamente. Era usada para punir, principalmente, os condenados por adultério, homossexualismo, incesto ou &amp;quot;relação sexual com Satã&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Máscaras'' &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
A máscara de metal era usada para punir delitos menores. As vítimas eram obrigadas a se exporem publicamente usando as máscaras. Neste caso, o incômodo físico era menor do que a humilhação pública.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Cadeira''&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Uma cadeira coberta por pregos na qual a vítima era obrigada a sentar-se despida. Além do próprio peso do corpo, cintos de couro pressionavam a vítima contra os pregos intensificando o sofrimento. Em outras versões, a cadeira possuía uma bandeja na parte inferior, onde se depositava brasas. Assim, além da perfuração pelos pregos, a vítima também sofria com queimaduras provocadas pelo calor das brasas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Cadeira das bruxas''&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Uma espécie de cadeira na qual a pessoa era presa de costas no acento e as pernas voltadas para cima, no encosto. Este recurso era usado para imobilizar a vítima e intimidá-la com outros métodos de tortura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Cavalete''&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
A vítima era posicionada de modo que suas costas ficassem apoiadas sobre o fio cortante do bloco. Os braços eram presos aos furos da parte superior e os pés presos às correntes da outra extremidade. O peso do corpo pressionava as costas do condenado sobre o fio cortante.&lt;br /&gt;
Dessa forma, o executor, através de um funil ou chifre oco introduzido na boca da vítima, obrigava-a ingerir água. O executor tapava o nariz da vítima impedindo o fluxo de ar e provocando o sufocamento. Ainda, há registros de que o executor golpeava o abdômen da vítima danificando os órgãos internos da vítima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Esmaga cabeça'' &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Como um capacete, a parte superior deste mecanismo pressiona, através de uma rosca girada pelo executor, a cabeça da vítima, de encontro a uma base na qual encaixa-se o maxilar. Apesar de ser um instrumento de tortura, há registros de vítimas fatais que tiveram os crânios, literalmente, esmagados por este processo. Neste caso, o maxilar, por ser menos resistente, é destruído primeiro; logo após, o crânio rompe-se deixando fluir a massa cerebral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Quebrador de joelhos''&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Aparelho simples composto por placas paralelas de madeira unidas por duas roscas. À medida que as roscas eram apertadas pelo executor, as placas, que podiam conter pequenos cones metálicos pontiagudos, pressionavam os joelhos progressivamente, até esmagar a carne, músculos e ossos.&lt;br /&gt;
Esse tipo de tortura era usualmente feito por sessões. Após algumas horas, a vítima, já com os joelhos bastante debilitados, era submetida a novas sessões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Mesa de evisceração'' &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
O condenado era preso sobre a mesa de modo que mãos e pés ficassem imobilizados. O carrasco, manualmente, produzia um corte sobre o abdômen da vítima. Através desta incisão, era inserido um pequeno gancho, preso a uma corrente no eixo. O gancho (como um anzol) extraía, aos poucos, os órgãos internos da vítima à medida que o carrasco girava o eixo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Pêndulo''  &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Um dos mecanismos mais simples e comuns na Idade Média. A vítima, com os braços para traz, tinha seus pulsos amarrados (como algemas) por uma corda que se estendia até uma roldana e um eixo. A corda puxada violentamente pelo torturador, através deste eixo, deslocava os ombros e provocava diversos ferimentos nas costas e braços do condenado.&lt;br /&gt;
Também era comum que o carrasco elevasse a vítima a certa altura e soltasse repentina- mente, interrompendo a queda logo em seguida. Deste modo, o impacto produzido provocava ruptura das articulações e fraturas de ossos. Ainda, para que o suplício fosse intensificado, algumas vezes, amarrava-se pesos às pernas do condenado, provocando ferimentos também nos membros inferiores. O pêndulo era usado como uma &amp;quot;pré-tortura&amp;quot;, antes do julgamento.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
''Potro''&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Uma espécie de mesa com orifícios laterais. A vítima era deitada sobre a mesa e seus membros, (partes mais resistentes das pernas e braços, como panturrilha e antebraço), presos por cordas através dos orifícios. As cordas eram giradas como uma manivela, produzindo um efeito como um torniquete, pressionando progressivamente os membros do condenado.&lt;br /&gt;
Na legislação espanhola, por exemplo, havia uma lei que regulamentava um número máximo de cinco voltas na manivela; para que caso a vítima fosse considerada inocente, não sofresse seqüelas irreversíveis. Mesmo assim, era comum que os carrascos, incitados pelos interrogadores, excedessem muito esse limite e a vítima tivesse a carne e os ossos esmagados.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
'''''Métodos de Execução'''''&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
''Guilhotina  '' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inventada por Ignace Guillotine, a guilhotina é um dos mecanismos mais conhecidos e usados para execuções. A lâmina, presa por uma corda e apoiada entre dois troncos verticais, descia violentamente decapitando o condenado.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
''O Serrote''&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Usada principalmente para punir homossexuais, o serrote era uma das formas mais cruéis de execução. Dois executores, cada um e uma extremidade do serrote, literalmente, partiam ao meio o condenado, que preso pelos pés com as pernas entreabertas e de cabeça para baixo, não tinha a menor possibilidade de reação. Devido à posição invertida que garantia a oxigenação do cérebro e continha o sangramento, era comum que a vítima perdesse a consciência apenas quando a lâmina atingia a altura do umbigo.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
''Espada, machado e cepo''&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
As decapitações eram a forma mais comum de execução medieval. A decapitação pela espada, por exigir uma técnica apurada do executor e ser mais suave que outros métodos, era, geralmente, reservada aos nobres. O executor, que apurava sua técnica em animais e espantalhos, ceifava a cabeça da vítima num único golpe horizontal atingindo o pescoço do condenado.&lt;br /&gt;
O machado era usado apenas em conjunto com o cepo. A vítima era posta ajoelhada com a coluna curvada para frente e a cabeça apoiada no cepo. O executor, num único golpe de machado, atingia o pescoço da vítima decepando-a.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
''Garrote''   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um tronco de madeira com uma tira de couro e um acento. A vítima era posicionada sentada na tábua horizontal de modo que sua coluna fique ereta em contato com o tronco. A tira de couro ficava na altura do pescoço e, à medida que era torcida pelo carrasco, asfixiava a vítima. Há ainda uma variação na qual, preso ao tronco na altura da nuca da vítima, encontrava-se uma punção de ferro. Esta punção perfurava as vértebras da vítima à medida que a faixa de couro era apertada. O condenado podia falecer tanto pela perfuração produzida pela punção quanto pela asfixia.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
''Gaiolas suspensas'' &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Eram gaiolas pouco maiores que a própria vítima. Nela, o condenado, nu ou seminu, era confinado e a gaiola suspensa em postes de vias públicas. O condenado passava dias naquela condição e morria de inanição, ou frio em tempos de inverno. O cadáver ficava exposto até que se desintegrasse.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
''Submersão''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A submersão podia ser usada como uma técnica de interrogatório, tortura ou execução. Neste método, a vítima é amarrada pelos braços e suspensa por uma roldana sobre um caldeirão que continha água ou óleo fervente. O executor soltava a corda gradativamente e a vítima ia submergindo no líquido fervente.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
''Empalação''&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
Este método foi amplamente utilizado pelo célebre Vlad Tepes. A empalação consistia em inserir uma estaca no ânus, umbigo ou vagina da vítima, a golpes de marreta. Neste método, a vítima podia ser posta &amp;quot;sentada&amp;quot; sobre a estaca ou com a cabeça para baixo, de modo que a estaca penetrasse nas entranhas da vítima e, com o peso do próprio corpo, fosse lentamente perfurando os órgãos internos. Neste caso, dependendo da resistência física do condenado e do comprimento da estaca, a agonia se estendia por horas.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
''Cremação'' &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Este é um dos métodos de execução mais conhecidos e utilizados durante a inquisição. Os condenados por bruxaria ou afronta à igreja católica eram amarrados em um tronco e queimados vivos. Para garantir que morresse queimada e não asfixiada pela fumaça, a vítima era vestida com uma camisola embebida em enxofre.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
''Estiramento'' &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
A vítima era posicionada na mesa horizontal e seus membros presos às correntes que se fixavam num eixo. À medida que o eixo era girado, a corrente esticava os membros e os ossos e músculos do condenado desprendiam-se. Muitas vezes, a vítima agonizava por várias horas antes de morrer.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Papillon</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Santa_Inquisi%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=4771</id>
		<title>Santa Inquisição</title>
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		<updated>2007-01-18T15:29:20Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Papillon: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;No século IV, quando o Cristianismo se propagava, a Igreja Católica havia tomado santuários e templos sagrados de povos pagãos, para implantar sua religiosidade e erigir suas igrejas. Nos primórdios do Catolicismo, acreditavam que os pagãos continuariam a freqüentar estes lugares sagrados para reverenciarem seus Deuses. Mas com o passar do tempo, assimilariam o cristianismo substituindo o paganismo, através da anulação. &lt;br /&gt;
Mesmo assim, por toda a parte, havia uma constante veneração às divindades pagãs. Ao longo dos séculos, a estratégia da Igreja Católica não funcionou, e através da Inquisição, de uma forma ensandecida e sádica, as autoridades eclesiásticas tentaram apagar de uma vez por todas a figura da Grande Deusa Mãe, como principal divindade cultuada sobre todos os extremos da Terra. O Catolicismo medieval transformou o culto à Grande Deusa Mãe, num culto satânico, promovendo uma campanha de que a adoração dos deuses pagãos era equivalente à servidão a satã.&lt;br /&gt;
Inquisição é o ato de inquirir, isto é, indagar, investigar, interrogar judicialmente. No caso da Santa Inquisição, significa &amp;quot;questionar judicialmente aqueles que, de uma forma ou de outra, se opõem aos preceitos da Igreja Católica&amp;quot;. Dessa forma, a Santa Inquisição, também conhecida como Santo Ofício, foi um tribunal eclesiástico criado com a finalidade &amp;quot;oficial&amp;quot; de investigar e punir os crimes contra a fé católica. Na prática, os pagãos representavam uma constante ameaça à autoridade clerical e a Inquisição era um recurso para impor à força a supremacia católica, exterminando todos que não aceitavam o cristianismo nos padrões impostos pela Igreja. Posteriormente, a Santa Inquisição passou a ser utilizada também como um meio de coação, de forma a manipular as autoridades como meio de obter vantagens políticas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Tribunal.jpg|thumb|center|Tribunal]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''''A caça às bruxas'''''&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A Santa Inquisição teve seu início no ano de 1184, em Verona, com o Papa Lúcio III. Em 1198, o Papa Inocêncio III já havia liderado uma cruzada contra os albigenses (hereges do sul da França), promovendo execuções em massa. Em 1229, sob a liderança do Papa Gregório IX, no Concílio de Tolouse, foi oficialmente criada a Inquisição ou Tribunal do Santo Ofício. Em 1252, o Papa Inocêncio IV publicou o documento intitulado Ad Exstirpanda, que foi fundamental na execução do plano de exterminar os hereges. O Ad Exstirpanda foi renovado e reforçado por vários papas nos anos seguintes. Em 1320, a Igreja (a pedido do Papa João XXII) declarou oficialmente que a Bruxaria, e a Antiga Religião dos pagãos constituíam um movimento e uma &amp;quot;ameaça hostil&amp;quot; ao cristianismo. &lt;br /&gt;
Os inquisidores, cidadãos encarregados de investigar e denunciar os hereges, eram doutores em Teologia, Direito Canônico e Civil. Inquisidores e informantes eram muito bem pagos. Todos os que testemunhassem contra uma pessoa supostamente herege, recebiam uma parte de suas propriedades e riquezas, caso a vítima fosse condenada. &lt;br /&gt;
Os inquisidores deveriam ter no mínimo 40 anos de idade. Sua autoridade era outorgada pelo Papa através de uma bula, que também podia incumbir o poder de nomear os inquisidores a um Cardeal representante, bem como a padres e frades franciscanos e dominicanos. As autoridades civis, sob a ameaça de excomunhão em caso de recusa, eram ordenadas a queimar os hereges. Camponeses eram incentivados (ludibriados com a promessa de ascenderem ao reino divino ou através de recompensas financeras) a cooperarem com os inquisidores. A caça às Bruxas tornou-se muito lucrativa. &lt;br /&gt;
Geralmente as vítimas não conheciam seus acusadores, que podiam ser homens, mulheres e até crianças. O processo de acusação, julgamento e execução era rápido, sem formalidades, sem direito à defesa. Ao réu, a única alternativa era confessar e retratar-se, renunciar sua fé e aceitar o domínio e a autoridade da Igreja Católica. Os direitos de liberdade e de livre escolha não eram respeitados. Os acusados eram feitos prisioneiros e, sob tortura, obrigados a confessarem sua condição herética. As mulheres, que eram a maioria, comumente eram vítimas de estupro. A execução era realizada, geralmente, em praça pública sob os olhos de todos os moradores. Punir publicamente era uma forma de coagir e intimidar a população. A vítima podia ser enforcada, decapitada, ou, na maioria das vezes, queimada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Fogueira.jpg|thumb|center|Fogueira]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''''Hecatombe'''''&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Gradativamente, contando com o apoio e o interesse das monarquias européias, a carnificina se espalhou por todo o continente. Para que se tenha uma idéia, em Lavaur, em 1211, o governador foi enforcado e a esposa lançada num poço e esmagada com pedras; além de quatrocentas pessoas que foram queimadas vivas. No massacre de Merindol, quinhentas mulheres foram trancadas em um celeiro ao qual atearam fogo. Os julgamentos em Toulouse, na França, em 1335, levaram diversas pessoas à fogueira; setecentos feiticeiros foram queimados em Treves, quinhentos em Bamberg. Com exceção da Inglaterra e dos EUA, os acusados eram queimados em estacas. Na Itália e Espanha, as vítimas eram queimadas vivas. Na França, Escócia e Alemanha, usavam madeiras verdes para prolongar o sofrimento dos condenados. Ainda, a noite de 24 de agosto de 1572, que ficou conhecida como &amp;quot;A noite de São Bartolomeu&amp;quot;, é considerada &amp;quot;a mais horrível entre as ações inquisidoras de todos os séculos&amp;quot;. Com o consentimento do Papa Gregório XIII, foram eliminados cerca de setenta mil pessoas em apenas alguns dias. &lt;br /&gt;
Além da Europa, a Inquisição também fez vítimas no continente americano. Em Cuba iniciou-se em 1516 sob o comando de dom Juan de Quevedo, bispo de Cuba, que eliminou setenta e cinco hereges. Em 1692, no povoado de Salem, Nova Inglaterra (atual E.U.A.), dezenove pessoas foram enforcadas após uma histeria coletiva de acusações. No Brasil há notícias de que a Inquisição atuou no século XVIII. No período entre 1721 e 1777, cento e trinta e nove pessoas foram queimadas vivas. &lt;br /&gt;
No século XVIII chega ao fim as perseguições aos pagãos, sendo que a lei da Inquisição permaneceu em vigor até meados do século XX, mesmo que teoricamente. Na Escócia, a lei foi abolida em 1736, na França em 1772, e na Espanha em 1834. O pesquisador Justine Glass afirma que cerca de nove milhões de pessoas foram acusadas e mortas, entre os séculos que durou a perseguição.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Papillon</name></author>
	</entry>
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		<updated>2007-01-18T15:26:33Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Papillon: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Papillon</name></author>
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		<updated>2007-01-18T15:25:36Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Papillon: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Papillon</name></author>
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		<title>Santa Inquisição</title>
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		<updated>2007-01-18T15:21:44Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Papillon: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;No século IV, quando o Cristianismo se propagava, a Igreja Católica havia tomado santuários e templos sagrados de povos pagãos, para implantar sua religiosidade e erigir suas igrejas. Nos primórdios do Catolicismo, acreditavam que os pagãos continuariam a freqüentar estes lugares sagrados para reverenciarem seus Deuses. Mas com o passar do tempo, assimilariam o cristianismo substituindo o paganismo, através da anulação. &lt;br /&gt;
Mesmo assim, por toda a parte, havia uma constante veneração às divindades pagãs. Ao longo dos séculos, a estratégia da Igreja Católica não funcionou, e através da Inquisição, de uma forma ensandecida e sádica, as autoridades eclesiásticas tentaram apagar de uma vez por todas a figura da Grande Deusa Mãe, como principal divindade cultuada sobre todos os extremos da Terra. O Catolicismo medieval transformou o culto à Grande Deusa Mãe, num culto satânico, promovendo uma campanha de que a adoração dos deuses pagãos era equivalente à servidão a satã.&lt;br /&gt;
Inquisição é o ato de inquirir, isto é, indagar, investigar, interrogar judicialmente. No caso da Santa Inquisição, significa &amp;quot;questionar judicialmente aqueles que, de uma forma ou de outra, se opõem aos preceitos da Igreja Católica&amp;quot;. Dessa forma, a Santa Inquisição, também conhecida como Santo Ofício, foi um tribunal eclesiástico criado com a finalidade &amp;quot;oficial&amp;quot; de investigar e punir os crimes contra a fé católica. Na prática, os pagãos representavam uma constante ameaça à autoridade clerical e a Inquisição era um recurso para impor à força a supremacia católica, exterminando todos que não aceitavam o cristianismo nos padrões impostos pela Igreja. Posteriormente, a Santa Inquisição passou a ser utilizada também como um meio de coação, de forma a manipular as autoridades como meio de obter vantagens políticas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''''A caça às bruxas'''''&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A Santa Inquisição teve seu início no ano de 1184, em Verona, com o Papa Lúcio III. Em 1198, o Papa Inocêncio III já havia liderado uma cruzada contra os albigenses (hereges do sul da França), promovendo execuções em massa. Em 1229, sob a liderança do Papa Gregório IX, no Concílio de Tolouse, foi oficialmente criada a Inquisição ou Tribunal do Santo Ofício. Em 1252, o Papa Inocêncio IV publicou o documento intitulado Ad Exstirpanda, que foi fundamental na execução do plano de exterminar os hereges. O Ad Exstirpanda foi renovado e reforçado por vários papas nos anos seguintes. Em 1320, a Igreja (a pedido do Papa João XXII) declarou oficialmente que a Bruxaria, e a Antiga Religião dos pagãos constituíam um movimento e uma &amp;quot;ameaça hostil&amp;quot; ao cristianismo. &lt;br /&gt;
Os inquisidores, cidadãos encarregados de investigar e denunciar os hereges, eram doutores em Teologia, Direito Canônico e Civil. Inquisidores e informantes eram muito bem pagos. Todos os que testemunhassem contra uma pessoa supostamente herege, recebiam uma parte de suas propriedades e riquezas, caso a vítima fosse condenada. &lt;br /&gt;
Os inquisidores deveriam ter no mínimo 40 anos de idade. Sua autoridade era outorgada pelo Papa através de uma bula, que também podia incumbir o poder de nomear os inquisidores a um Cardeal representante, bem como a padres e frades franciscanos e dominicanos. As autoridades civis, sob a ameaça de excomunhão em caso de recusa, eram ordenadas a queimar os hereges. Camponeses eram incentivados (ludibriados com a promessa de ascenderem ao reino divino ou através de recompensas financeras) a cooperarem com os inquisidores. A caça às Bruxas tornou-se muito lucrativa. &lt;br /&gt;
Geralmente as vítimas não conheciam seus acusadores, que podiam ser homens, mulheres e até crianças. O processo de acusação, julgamento e execução era rápido, sem formalidades, sem direito à defesa. Ao réu, a única alternativa era confessar e retratar-se, renunciar sua fé e aceitar o domínio e a autoridade da Igreja Católica. Os direitos de liberdade e de livre escolha não eram respeitados. Os acusados eram feitos prisioneiros e, sob tortura, obrigados a confessarem sua condição herética. As mulheres, que eram a maioria, comumente eram vítimas de estupro. A execução era realizada, geralmente, em praça pública sob os olhos de todos os moradores. Punir publicamente era uma forma de coagir e intimidar a população. A vítima podia ser enforcada, decapitada, ou, na maioria das vezes, queimada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''''Hecatombe'''''&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Gradativamente, contando com o apoio e o interesse das monarquias européias, a carnificina se espalhou por todo o continente. Para que se tenha uma idéia, em Lavaur, em 1211, o governador foi enforcado e a esposa lançada num poço e esmagada com pedras; além de quatrocentas pessoas que foram queimadas vivas. No massacre de Merindol, quinhentas mulheres foram trancadas em um celeiro ao qual atearam fogo. Os julgamentos em Toulouse, na França, em 1335, levaram diversas pessoas à fogueira; setecentos feiticeiros foram queimados em Treves, quinhentos em Bamberg. Com exceção da Inglaterra e dos EUA, os acusados eram queimados em estacas. Na Itália e Espanha, as vítimas eram queimadas vivas. Na França, Escócia e Alemanha, usavam madeiras verdes para prolongar o sofrimento dos condenados. Ainda, a noite de 24 de agosto de 1572, que ficou conhecida como &amp;quot;A noite de São Bartolomeu&amp;quot;, é considerada &amp;quot;a mais horrível entre as ações inquisidoras de todos os séculos&amp;quot;. Com o consentimento do Papa Gregório XIII, foram eliminados cerca de setenta mil pessoas em apenas alguns dias. &lt;br /&gt;
Além da Europa, a Inquisição também fez vítimas no continente americano. Em Cuba iniciou-se em 1516 sob o comando de dom Juan de Quevedo, bispo de Cuba, que eliminou setenta e cinco hereges. Em 1692, no povoado de Salem, Nova Inglaterra (atual E.U.A.), dezenove pessoas foram enforcadas após uma histeria coletiva de acusações. No Brasil há notícias de que a Inquisição atuou no século XVIII. No período entre 1721 e 1777, cento e trinta e nove pessoas foram queimadas vivas. &lt;br /&gt;
No século XVIII chega ao fim as perseguições aos pagãos, sendo que a lei da Inquisição permaneceu em vigor até meados do século XX, mesmo que teoricamente. Na Escócia, a lei foi abolida em 1736, na França em 1772, e na Espanha em 1834. O pesquisador Justine Glass afirma que cerca de nove milhões de pessoas foram acusadas e mortas, entre os séculos que durou a perseguição.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Papillon</name></author>
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		<title>Malleus Maleficarum</title>
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		<updated>2007-01-18T14:48:12Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Papillon: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt; &lt;br /&gt;
Em 1486 foi publicado um livro chamado Malleus Maleficarum (Martelo das Bruxas) escrito por dois monges dominicanos, Heinrich Kramer e James Sprenger. O Malleus Maleficarum é uma espécie de manual que ensina os inquisidores a reconhecerem as bruxas e seus disfarces, além de identificar seus supostos malefícios, investigá-las e condená-las legalmente. Além disso, também continha instruções detalhadas de como torturar os acusados de bruxaria para que confessassem seus supostos crimes, e uma série de formalidades para a execução dos condenados. Ainda, o tratado afirmava que as mulheres deveriam ser as mais visadas, pois são naturalmente propensas à feitiçaria. O livro foi amplamente usado por supostos &amp;quot;caçadores de bruxas&amp;quot; como uma forma de legitimar suas práticas. &lt;br /&gt;
Alguns itens contidos no Malleus Maleficarum que tornavam as pessoas vulneráveis à ação da Santa Inquisição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Difamação notória por várias pessoas que afirmassem ser o acusado um Bruxo &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
- Se um Bruxo desse testemunho de que o acusado também era Bruxo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
- Se o suspeito fosse filho, irmão, servo, amigo, vizinho ou antigo companheiro de um Bruxo.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
- Se fosse encontrada a suposta marca do Diabo no suspeito.&lt;/div&gt;</summary>
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		<updated>2007-01-18T14:45:55Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Papillon: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Em 1486 foi publicado um livro chamado Malleus Maleficarum (Martelo das Bruxas) escrito por dois monges dominicanos, Heinrich Kramer e James Sprenger. O Malleus Maleficarum é uma espécie de manual que ensina os inquisidores a reconhecerem as bruxas e seus disfarces, além de identificar seus supostos malefícios, investigá-las e condená-las legalmente. Além disso, também continha instruções detalhadas de como torturar os acusados de bruxaria para que confessassem seus supostos crimes, e uma série de formalidades para a execução dos condenados. Ainda, o tratado afirmava que as mulheres deveriam ser as mais visadas, pois são naturalmente propensas à feitiçaria. O livro foi amplamente usado por supostos &amp;quot;caçadores de bruxas&amp;quot; como uma forma de legitimar suas práticas. &lt;br /&gt;
Alguns itens contidos no Malleus Maleficarum que tornavam as pessoas vulneráveis à ação da Santa Inquisição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Difamação notória por várias pessoas que afirmassem ser o acusado um Bruxo. &lt;br /&gt;
- Se um Bruxo desse testemunho de que o acusado também era Bruxo. &lt;br /&gt;
- Se o suspeito fosse filho, irmão, servo, amigo, vizinho ou antigo companheiro de um Bruxo. &lt;br /&gt;
- Se fosse encontrada a suposta marca do Diabo no suspeito.&lt;/div&gt;</summary>
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		<updated>2007-01-18T14:45:09Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Papillon: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''''Malleus Maleficarum'''''&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Em 1486 foi publicado um livro chamado Malleus Maleficarum (Martelo das Bruxas) escrito por dois monges dominicanos, Heinrich Kramer e James Sprenger. O Malleus Maleficarum é uma espécie de manual que ensina os inquisidores a reconhecerem as bruxas e seus disfarces, além de identificar seus supostos malefícios, investigá-las e condená-las legalmente. Além disso, também continha instruções detalhadas de como torturar os acusados de bruxaria para que confessassem seus supostos crimes, e uma série de formalidades para a execução dos condenados. Ainda, o tratado afirmava que as mulheres deveriam ser as mais visadas, pois são naturalmente propensas à feitiçaria. O livro foi amplamente usado por supostos &amp;quot;caçadores de bruxas&amp;quot; como uma forma de legitimar suas práticas. &lt;br /&gt;
Alguns itens contidos no Malleus Maleficarum que tornavam as pessoas vulneráveis à ação da Santa Inquisição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Difamação notória por várias pessoas que afirmassem ser o acusado um Bruxo. &lt;br /&gt;
- Se um Bruxo desse testemunho de que o acusado também era Bruxo. &lt;br /&gt;
- Se o suspeito fosse filho, irmão, servo, amigo, vizinho ou antigo companheiro de um Bruxo. &lt;br /&gt;
- Se fosse encontrada a suposta marca do Diabo no suspeito.&lt;/div&gt;</summary>
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		<title>Enoch</title>
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		<updated>2006-11-27T15:07:04Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Papillon: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''Apocalipse de Enoch'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enoch relembrou seu discurso dizendo: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;A propósito dos filhos da Justiça e acerca do Eleito do mundo, que havia crescido de uma planta de verdade e de justiça, eles falaram e deram a conhecer a mim Enoch, filhos meus, segundo o que me foi revelado todo o entendimento por uma visão celestial e pela voz dos anjos guardiães e dos santos. Nas tábuas celestiais é tudo lido e entendido &amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Continuou falando Enoch e disse: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Eu, Enoch, nasci o sétimo, na primeira semana, na época em que a justiça ainda era firme. Depois de mím, virá a segunda semana na que crescerá a mentira e a violência e durante ela terá lugar o primeiro Final, então, um homem será salvo. E quando esta semana haver acabado, a injustiça crescerá e Deus fará uma lei para os pecadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois, haverá o final da terceira semana, um homem será eleito como planta de juízo justo, através do qual crescerá como planta de justiça para a eternidade. Logo, ao terminar a quarta semana, as visões dos santos e dos justos aparecerão e será preparada uma lei para gerações de gerações e um cercado.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Depois, no final da quinta semana, uma casa de gloria e poder será edificada para a eternidade. Logo, na sexta semana, os que viverem durante ela serão cegados em seu coração, infielmente, se afastarão da sabedoria. Então um homem subirá ao céu no final desta semana, a casa de dominação será consumida pelo fogo e será dispersado todo a linhagem da raiz escolhida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Logo, na sétima semana surgirá uma geração perversa; numerosas serão suas obras, mas todas estarão no erro. E no final desta semana serão escolhidos os eleitos como testemunhas da verdade e da planta de justiça eterna. Lhes será dada sabedoria e conhecimento por setuplicado. Para eles executar o juízo arrancarão da raiz as causas da violência e nela a obra da falsidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois disso virá a oitava semana, a da justiça, na qual se entregará uma espada a todos os justos para que julguem justamente aos opressores, que serão entregues em suas mãos. E ao final desta semana os justos adquirirão honestamente riquezas e será construído o templo da realeza de O Grande, em seu esplendor eterno, para todas as gerações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após isto, na nona semana se revelarão a justiça e o juízo justo à totalidade dos filhos da terra inteira e todos os opressores desaparecerão totalmente da terra e serão lançados ao pouso eterno e todos os homens verão o caminho justo e eterno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Depois disso, na décima semana, em sua sétima parte, terá lugar o Juízo Eterno. Será o tempo do Grande Juízo e Ele executará a vingança no meio dos santos. Então o primeiro céu passará e aparecerá um novo céu e todos os poderes dos céus se levantarão brilhando eternamente sete vezes mais. E depois disso, haverá muitas semanas, cujo número nunca terá fim, nas quais se fará o bem e a justiça. O pecado já não será mencionado jamais.&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O livro de Enoch é um texto apócrifo que é mencionado por algumas cartas do Novo Testamento (Judas, Hebreus e 2ª de Pedro). Até a elaboração da Vulgata, por volta do ano 400, os primeiros seguidores de Cristo o mencionavam abertamente em seus textos e o aceitavam como real. Após a Vulgata ele caiu no esquecimento. Entretanto, o livro é muito interessante e parece real. O livro de Enoch foi preservado somente em uma cópia, na totalidade, em etíope e, por esta razão, também é chamado de Enoch etíope. Este documento foi encontrado, incompleto, entre os Manuscritos do Mar Morto. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''''Profecias sobre o fim dos tempos''''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1 - Eis as palavras de Enoch pelas quais abençoou os eleitos e os justos que viverão no tempo da aflição, quando serão reprovados todos os maus e ímpios. Enoch, homem justo que caminha diante do Senhor, quando seus olhos foram abertos, e quando contemplou uma santa visão nos céus, fala e pronuncia: Eis o que me mostram os anjos, &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2 - Esses anjos me revelarão todas as coisas e me darão a inteligência do que jamais vi, que não deve ocorrer nesta geração, mas numa geração afastada, para o bem dos eleitos, &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3 - Foi por eles que pude falar e conversar com aquele que deve deixar um dia sua celeste morada, o Santo e Todo-poderoso, o Senhor desse mundo, &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4 - Que um dia deve pôr em convulsão o pico do monte Sinai, aparecer em seu tabernáculo e se manifestar com toda a força de sua celeste potência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5 - Todos os vigilantes serão surpreendidos, todos ficarão consternados. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6 - Todos serão tomados pelo medo e pelo espanto, mesmo nas extremidades da terra. As altas montanhas serão sacudidas, as colinas elevadas serão diminuídas, escoar-se-ão diante de sua face como o círio diante da drama. A terra será submersa e tudo aquilo que a habitar, perecerá, ora, todos os seres serão julgados, mesmo os justos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7 - Mas os justos obterão a paz, Ele conservará os eleitos e sobre eles exercerá sua clemência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8 - Então tornar-se-ão a propriedade do Senhor Deus, e serão por Ele cumulados de felicidade e bênçãos; e o esplendor da Divindade os iluminará.&amp;quot; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''''Profecias sobre Jesus, os tempos atuais e a perseguição aos cristãos''''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1 - Lá, vi então o Ancião dos dias cuja cabeça estava como que coberta de lã branca e com ele, um outro, que tinha a figura de um homem. Esta figura era plena de graça, como a de um dos santos anjos. Então interroguei a um dos anjos que estava comigo e que me explicou todos os mistérios relativos ao Filho do homem. Perguntei-lhe quem era ele, de onde vinha e porque acompanhava o Ancião dos Dias. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2 - Respondeu-me nessas palavras: &amp;quot;Este é o Filho do homem a quem toda justiça se refere, com quem ela habita, e que tem a chave de todos os tesouros ocultos; pois o Senhor dos espíritos o escolheu preferencialmente e deu-lhe glória acima de todas as criaturas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3 - Esse Filho do homem que viste, arrancará reis e poderosos de seu sono voluptuoso, fá-los-á sair de suas terras inamovíveis, colocará freio nos poderosos, quebrará os dentes dos pecadores. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4 - Expulsará os reis de seus tronos e de seus reinos, porque recusam honrá-lo, de tornarem públicos seus louvores e de se humilharem diante daquele a quem todo reino foi dado. Colocará tormentos na raça dos poderosos; forçá-los-á a se deitarem diante dele. As trevas tornar-se-ão sua morada e os vermes serão os companheiros de sua cama; nenhuma esperança para eles de sair desse leito imundo, pois não consultaram o nome do Senhor dos espíritos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5 - Desprezarão os astros do céu e elevarão as mãos contra o Todo-Poderoso; seus pensamentos serão voltados apenas para a terra na qual desejarão estabelecer sua morada eterna; e suas obras serão apenas obras de iniquidade. Colocarão suas alegrias em suas riquezas e sua confiança nos deuses fabricados por suas próprias mãos. Recusar-se-ão a invocar o Senhor dos espíritos, expulsá-lo-ão de seus templos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6 - E os fiéis serão perseguidos pelo nome do Senhor dos espíritos.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
'''''Profecias sobre o julgamento''''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1 - Nesse dia, as preces dos santos subirão da terra até ao pé do trono do Senhor dos espíritos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2 - Nesse dia, os santos que habitam nos céus se reunirão e com voz unânime, rezarão, suplicarão, celebrarão, louvarão, exaltarão o nome do Senhor dos espíritos, pelo sangue dos justos, espalhado por ele; e essas preces dos justos elevar-se-ão incessantemente ao trono do Senhor dos espíritos, a fim de que lhes faça justiça, e que sua paciência pelos maus não seja eterna. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3 - Nesse tempo, vi o Ancião dos dias, sentado no trono de sua glória. 0 livro da vida estava aberto diante dele e todas as potências do céu se mantinham curvadas diante dele e ao seu redor. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4 - Então os corações dos santos estavam inundados de alegria, porque o tempo da justiça era chegado, a prece dos santos havia sido ouvida e o sangue dos justos havia sido apreciado pelo Senhor dos espíritos.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Papillon</name></author>
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		<title>Enoch</title>
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		<updated>2006-11-27T15:02:27Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Papillon: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''Apocalipse de Enoch'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enoch relembrou seu discurso dizendo: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;A propósito dos filhos da Justiça e acerca do Eleito do mundo, que havia crescido de uma planta de verdade e de justiça, eles falaram e deram a conhecer a mim Enoch, filhos meus, segundo o que me foi revelado todo o entendimento por uma visão celestial e pela voz dos anjos guardiães e dos santos. Nas tábuas celestiais é tudo lido e entendido &amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Continuou falando Enoch e disse: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Eu, Enoch, nasci o sétimo, na primeira semana, na época em que a justiça ainda era firme. Depois de mím, virá a segunda semana na que crescerá a mentira e a violência e durante ela terá lugar o primeiro Final, então, um homem será salvo. E quando esta semana haver acabado, a injustiça crescerá e Deus fará uma lei para os pecadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois, haverá o final da terceira semana, um homem será eleito como planta de juízo justo, através do qual crescerá como planta de justiça para a eternidade. Logo, ao terminar a quarta semana, as visões dos santos e dos justos aparecerão e será preparada uma lei para gerações de gerações e um cercado.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Depois, no final da quinta semana, uma casa de gloria e poder será edificada para a eternidade. Logo, na sexta semana, os que viverem durante ela serão cegados em seu coração, infielmente, se afastarão da sabedoria. Então um homem subirá ao céu no final desta semana, a casa de dominação será consumida pelo fogo e será dispersado todo a linhagem da raiz escolhida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Logo, na sétima semana surgirá uma geração perversa; numerosas serão suas obras, mas todas estarão no erro. E no final desta semana serão escolhidos os eleitos como testemunhas da verdade e da planta de justiça eterna. Lhes será dada sabedoria e conhecimento por setuplicado. Para eles executar o juízo arrancarão da raiz as causas da violência e nela a obra da falsidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois disso virá a oitava semana, a da justiça, na qual se entregará uma espada a todos os justos para que julguem justamente aos opressores, que serão entregues em suas mãos. E ao final desta semana os justos adquirirão honestamente riquezas e será construído o templo da realeza de O Grande, em seu esplendor eterno, para todas as gerações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após isto, na nona semana se revelarão a justiça e o juízo justo à totalidade dos filhos da terra inteira e todos os opressores desaparecerão totalmente da terra e serão lançados ao pouso eterno e todos os homens verão o caminho justo e eterno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Depois disso, na décima semana, em sua sétima parte, terá lugar o Juízo Eterno. Será o tempo do Grande Juízo e Ele executará a vingança no meio dos santos. Então o primeiro céu passará e aparecerá um novo céu e todos os poderes dos céus se levantarão brilhando eternamente sete vezes mais. E depois disso, haverá muitas semanas, cujo número nunca terá fim, nas quais se fará o bem e a justiça. O pecado já não será mencionado jamais.&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O livro de Enoch é um texto apócrifo que é mencionado por algumas cartas do Novo Testamento (Judas, Hebreus e 2ª de Pedro). Até a elaboração da Vulgata, por volta do ano 400, os primeiros seguidores de Cristo o mencionavam abertamente em seus textos e o aceitavam como real. Após a Vulgata ele caiu no esquecimento. Entretanto, o livro é muito interessante e parece real. O livro de Enoch foi preservado somente em uma cópia, na totalidade, em etíope e, por esta razão, também é chamado de Enoch etíope. Este documento foi encontrado, incompleto, entre os Manuscritos do Mar Morto. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
CAPITULO I - Profecias sobre o fim dos tempos &lt;br /&gt;
&amp;quot;1 - Eis as palavras de Enoch pelas quais abençoou os eleitos e os justos que viverão no tempo da aflição, quando serão reprovados todos os maus e ímpios. Enoch, homem justo que caminha diante do Senhor, quando seus olhos foram abertos, e quando contemplou uma santa visão nos céus, fala e pronuncia: Eis o que me mostram os anjos, &lt;br /&gt;
2 - Esses anjos me revelarão todas as coisas e me darão a inteligência do que jamais vi, que não deve ocorrer nesta geração, mas numa geração afastada, para o bem dos eleitos, &lt;br /&gt;
3 - Foi por eles que pude falar e conversar com aquele que deve deixar um dia sua celeste morada, o Santo e Todo-poderoso, o Senhor desse mundo, &lt;br /&gt;
4 - Que um dia deve pôr em convulsão o pico do monte Sinai, aparecer em seu tabernáculo e se manifestar com toda a força de sua celeste potência. &lt;br /&gt;
5 - Todos os vigilantes serão surpreendidos, todos ficarão consternados. &lt;br /&gt;
6 - Todos serão tomados pelo medo e pelo espanto, mesmo nas extremidades da terra. As altas montanhas serão sacudidas, as colinas elevadas serão diminuídas, escoar-se-ão diante de sua face como o círio diante da drama. A terra será submersa e tudo aquilo que a habitar, perecerá, ora, todos os seres serão julgados, mesmo os justos. &lt;br /&gt;
7 - Mas os justos obterão a paz, Ele conservará os eleitos e sobre eles exercerá sua clemência. &lt;br /&gt;
8 - Então tornar-se-ão a propriedade do Senhor Deus, e serão por Ele cumulados de felicidade e bênçãos; e o esplendor da Divindade os iluminará.&amp;quot; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''''Profecias sobre Jesus, os tempos atuais e a perseguição aos cristãos''''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1 - Lá, vi então o Ancião dos dias cuja cabeça estava como que coberta de lã branca e com ele, um outro, que tinha a figura de um homem. Esta figura era plena de graça, como a de um dos santos anjos. Então interroguei a um dos anjos que estava comigo e que me explicou todos os mistérios relativos ao Filho do homem. Perguntei-lhe quem era ele, de onde vinha e porque acompanhava o Ancião dos Dias. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2 - Respondeu-me nessas palavras: &amp;quot;Este é o Filho do homem a quem toda justiça se refere, com quem ela habita, e que tem a chave de todos os tesouros ocultos; pois o Senhor dos espíritos o escolheu preferencialmente e deu-lhe glória acima de todas as criaturas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3 - Esse Filho do homem que viste, arrancará reis e poderosos de seu sono voluptuoso, fá-los-á sair de suas terras inamovíveis, colocará freio nos poderosos, quebrará os dentes dos pecadores. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4 - Expulsará os reis de seus tronos e de seus reinos, porque recusam honrá-lo, de tornarem públicos seus louvores e de se humilharem diante daquele a quem todo reino foi dado. Colocará tormentos na raça dos poderosos; forçá-los-á a se deitarem diante dele. As trevas tornar-se-ão sua morada e os vermes serão os companheiros de sua cama; nenhuma esperança para eles de sair desse leito imundo, pois não consultaram o nome do Senhor dos espíritos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5 - Desprezarão os astros do céu e elevarão as mãos contra o Todo-Poderoso; seus pensamentos serão voltados apenas para a terra na qual desejarão estabelecer sua morada eterna; e suas obras serão apenas obras de iniquidade. Colocarão suas alegrias em suas riquezas e sua confiança nos deuses fabricados por suas próprias mãos. Recusar-se-ão a invocar o Senhor dos espíritos, expulsá-lo-ão de seus templos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6 - E os fiéis serão perseguidos pelo nome do Senhor dos espíritos.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
'''''Profecias sobre o julgamento''''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1 - Nesse dia, as preces dos santos subirão da terra até ao pé do trono do Senhor dos espíritos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2 - Nesse dia, os santos que habitam nos céus se reunirão e com voz unânime, rezarão, suplicarão, celebrarão, louvarão, exaltarão o nome do Senhor dos espíritos, pelo sangue dos justos, espalhado por ele; e essas preces dos justos elevar-se-ão incessantemente ao trono do Senhor dos espíritos, a fim de que lhes faça justiça, e que sua paciência pelos maus não seja eterna. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3 - Nesse tempo, vi o Ancião dos dias, sentado no trono de sua glória. 0 livro da vida estava aberto diante dele e todas as potências do céu se mantinham curvadas diante dele e ao seu redor. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4 - Então os corações dos santos estavam inundados de alegria, porque o tempo da justiça era chegado, a prece dos santos havia sido ouvida e o sangue dos justos havia sido apreciado pelo Senhor dos espíritos.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Papillon</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Mitologia_Romana&amp;diff=3365</id>
		<title>Mitologia Romana</title>
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		<updated>2006-10-27T16:12:09Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Papillon: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Como quase todos os povos da Antiguidade , os Romanos, antes da cristianização, eram politeístas.&lt;br /&gt;
Tal como na Grécia, a vida familiar, social e cultural dos Romanos estava ligada à religião. Os lares (deuses da família), os Penates (deuses das refeições)e os Manes (almas dos antepassados) eram os deuses domésticos. Após a conquista da Grécia, os romanos assimilaram os deuses gregos dando-lhes nomes latinos.&lt;br /&gt;
No período do Império, a religião tradicional passou a integrar ritos políticos e cívicos dos quais fazia parte o culto do Imperador.&lt;br /&gt;
A família tradicional romana, unida á volta do seu chefe e do culto doméstico, passou gradualmente a ficar desagregada. Casamentos e divórcios, principalmente nas classes mais ricas, sucediam-se como meras formalidades.&lt;br /&gt;
O culto aos deuses, e também ao imperador, fazia-se através de orações e sacrifícios que tinham lugar nos templos e nas aras (altares).&lt;br /&gt;
Os templos passaram a ser muito frequentados , além de orações e sacrifícios realizavam-se inúmeras festas com banquetes e procissões. Tal como na Grécia, também haviam jogos públicos que em Roma eram dedicados a Júpiter . A ostentação e o prazer estavam sempre presentes nestas festas .&lt;br /&gt;
As pessoas adoravam os seus deuses em dias santos e festivais, que eram em grande número. Nesta altura não havia semanas de sete dias com um dia santo de descanso ,excepto entre os judeus . Rezava-se em períodos de problemas ou doenças .&lt;br /&gt;
Os sacerdotes (áugures e pontífices) e as sacerdotisas (vestais) eram os organizadores do culto aos deuses: os áugures interpretavam a vontade dos deuses; Os pontífices fixavam os ritos e o calendário dos &amp;quot;dias nefastos&amp;quot;; as Vestais mantinham acesa a chama sagrada no templo de Vesta. Os principais deuses: eram Júpiter (o equivalente em grego era Zeus)que era o pai dos deuses, Juno ( sua mulher),Marte, Vénus ,Diana e Baco . Mais à frente iremos ver a sua importância entre os romanos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
                           '''''Deuses e Deusas''''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''[[Apolo (Apollo-onis)]]''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Apolo.jpg|thumb|center|Apolo de Belvedere, século IV a. c. , Museu do Vaticano]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das divindades da mitologia grega e romana . Era o deus do sol, do pensamento e da meditação. Por ser muito belo, a mitologia atribuiu-lhe aventuras amorosas. Era especialmente venerado em Delfos, onde pronunciava oráculos pela boca de Pítia ou Pitonisa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''[[Baco (Bacchus-i)]]'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Baco.jpg|thumb|center|Baco - deus do vinho e dos vícios]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Filho bastardo de Júpiter e de Sémele. Esta morreu incendiada, antes de ele nascer, quando Júpiter lhe mostrou todo o seu fulgor; o pai conseguiu salvar o filho, recolhendo-o na sua própria coxa, donde veio à luz. Nasceu em Tebas, na Grécia, mas o pai, para o esconder das vista de Juno, esposa de Júpiter, mandou-o para ser criado por ninfas num vale de delícias chamado Nisa. Ensinou os homens a fabricar vinho e é o inspirador dos excessos de êxtase e violência. Fazia-se acompanhar de um cortejo de Bacantes e usava como bastão uma vara enramada com folhas de parra, cachos de uvas e uma pinha na ponta: o &amp;quot;tirso&amp;quot; .&lt;br /&gt;
Era também representado com hastes na cabeça.&lt;br /&gt;
Conquistou a Índia e era adorado no Oriente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''[[Ceres (Ceres-eris)]]'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Ceres.jpg|thumb|center|Ceres – a deusa da agricultura]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deusa romana da fertilidade da terra, nomeadamente dos cereais . Era o equivalente a deusa grega Démeter. Era a deusa dos cereais, das searas ,do campo ,da agricultura .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''[[Cupido (Cupido-inis)]]'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Cupido.jpg|thumb|center|Cupido - pormenor de Apolo e Dafne , Poussin]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O deus romano do amor, considerado filho de Vênus. Era o equivalente ao deus grego Eros. Personificação do amor; tinha a pretensão de ser bonito, o que fazia dele uma personagem ridícula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''[[Diana (Diana-ae)]]'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Diana.jpg|thumb|center|Diana - A deusa da caça]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Diana é a deusa romana identificada com a Ártemis dos gregos.&lt;br /&gt;
É a deusa da caça e irmã gémea de Apolo. Para os romanos Diana é principalmente a deusa da castidade e da luz da lua ,simbolizada pela meia-lua que enfeita os seus cabelos.&lt;br /&gt;
A identificação com Ártemis foi dada bastante cedo, por volta do século VI a .c. por meio das colónias gregas da Itália meridional, em particular de Cumas.&lt;br /&gt;
Ela era adorada por um povo ainda inculto. Talvez por isso tenha adoptado os traços de uma mulher indígena, e as suas lendas são claramente muito pobres, mas dão cor àqueles povos. Os santuários de Cápua, onde tinha o nome de Diana Tifatina, e de Arícia, perto de Roma nas margens do rio Nemi onde era chamada de Diana Nemorensis, (a Diana dos bosques) são os mais antigos santuários . A crueldade dos seus ritos devem-se a Diana de Nemi, que era Ártemis de Táuris, que foi levada para Itália por Orestes. O rei dos bosques Rex Nemorensis sacerdote de Diana de Nemi em certas circunstâncias podia ser morto, por quem pretendesse suceder-lhe . A deusa apreciava os sacrifícios humanos. Dizia-se que Ártemis (Diana), recolheu o filho de Teseu , Hipólito, depois da sua morte e ressurreição feita pelo médico, Asclépio.&lt;br /&gt;
Levou para Itália e escondeu-o, com outro nome no santuário de Arícia, onde o fez seu ajudante.&lt;br /&gt;
Em Cápua havia a lenda de uma corça consagrada a Diana, animal de espantosa longevidade, e o seu destino esteva ligado á conservação da cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''[[Fauno (Faunus-i)]]''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Fauno.jpg|thumb|center|Fauno dançando (estatueta romana de bronze , casa de Fauno , Pompeia ) - deus dos bosques]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Divindade itálica que velava pela fertilidade dos campos e pela fecundidade dos rebanhos. Gostava de perseguir as ninfas . Em honra de Fauno (Pã para os gregos) celebravam-se em Roma as Lupercais . Fauno deu origem aos faunos, ou divindades menores que presidiam aos trabalhos rurais; tinham corpo de homem coberto de pêlos de bode e com patas e chifres do mesmo .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''[[Flora (Flora-ae)]]''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Flora á uma potência da natureza que faz florir as árvores e preside &amp;quot;a tudo que floresce&amp;quot;. A lenda pretende que Flora foi introduzida em Roma (tal como Fides) por Tito Tácio, juntamente com as outra divindades sabina. Era honrada quer por populações itálicas não latinas como por latinas. Alguns populações tinham lhe consagrado um mês, Abril do calendário romano.&lt;br /&gt;
Ovídio relaciona com o nome de Flora um mito helénico supondo que na realidade ela era uma ninfa grega denominada Clóris. Num dia de Primavera em que Flora errava pelos campos, o deus do vento, Zefiro, viu-_a, apaixonou-se por ela e raptou-a. Desposou-a em seguida, num casamento público.&lt;br /&gt;
Zéfiro concedera Flora como recompensa e por amor o reina sobre as flores, não só sobre as dos jardins , também sobre as dos campos cultivados. O mel é considerado como um dos presentes que Flora deu aos homens, tal como as sementes das inumeráveis variedades de flores. Ao narrar esta lenda, de que é talvez o inventor, Ovídio refere explicitamente o rapto de Oríntia por Boreias. Este rapto é, sem dúvida ,o seu modelo, mas acrescenta-lhe um episódio singular ; é Flora quem está na origem do nascimento de Marte. Juno, irritada com o nascimento de Minerva ,saída espontaneamente da cabeça de Júpiter, quis conceber sem o auxílio de um elemento masculino. Dirigiu-se a Flora que lhe deu uma flor cujo simples contacto era suficiente para fecundar um mulher. Foi assim que Juno, sem se unir a Júpiter deu à luz o deus cujo nome é o do primeiro mês da Primavera ,Março.&lt;br /&gt;
Celebravam-se em sua honra as floralia, caracterizadas por jogos em que participavam as cortesãs.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''[[Fortuna (Fortuna, ae)]]'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deusa que distribui a felicidade e a desgraça . Mais de que Fors, a Fortuna foi respeitada na religião romana da época clássica. Era identificada com a Tique grega. Era representada com o corno da abundância, (porque é ela que &amp;quot;pilota&amp;quot; a vida dos homens) , umas vezes sentada outras de pé, quase sempre cega. Atribui-se a introdução do culto a Sérvio Túlio, o rei que ,mais do que qualquer outro, foi favorito de Fortuna. Contava-se até que a tinha amado, embora fosse apenas um mortal, e que costumava entrar em sua casa por uma janela pequena. Encontrava-se uma estátua de Sérvio no templo desta deusa.&lt;br /&gt;
A deusa Fortuna era invocada sob muitos nomes distintos : Redux (para pedir o regresso de uma viagem), Publica, Huiusce Diei (a fortuna particular do dia seguinte),etc. Sob o império , cada imperador tinha a sua Fortuna.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''[[Jano (Iano-i]]'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Jano.jpg|thumb|center|Jano – um dos deuses mais antigos de Roma]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deus romano que tinha duas caras, simbolizando o conhecimento do passado e do futuro. Era o protetor de todo o assunto concreto e abstracto: das portas (Janue) das casas, do começo do dia, do mês, do ano, daí que o primeiro mês se chame Janeiro (januarius).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''[[Juno (Iuno-onis)]]''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Juno.jpg|thumb|center|Cabeça de Juno Farnese - a deusa da mulher]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Era uma deusa romana e estava ligada à Hera grega. Era filha de Saturno e de Reia (rainha do céu, deus da luz) que toma a forma do ciclo da lua. Esta deusa era esposa do seu irmão Júpiter.&lt;br /&gt;
Juno representa a mulher e as suas características, tais como o casamento, a gravidez e o parto, protegendo também as que ocupavam altos cargos administrativos e que não era casadas. Juno acaba por arcar todas as características da Juno Caprotina (deusa da fecundidade), da Juno Pronúbia (deusa do casamento) e da Juno Moneta ( boa conselheira). Era celebrada em sua honra a festa das Matronalia, no dia 1 de Março. Esta ocasião simboliza o papel da mulher na sociedade. Juno tinha a função de soberania e de representar a mulher no povo romano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''[[Júpiter (lupiter-Iouis)]]''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Júpiter.jpg|thumb|center|O busto de Júpiter – o pai dos deuses]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deus supremo do panteão romano (seu equivalente em grego era Zeus), filho de Saturno e Reia, irmão e esposo de Juno; senhor dos deuses e do Universo, era o deus do céu, da luz, do tempo, do Universo, e do trovão.&lt;br /&gt;
Protector supremo do estado , reinava em Roma no Capitólio, que lhe era consagrado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''[[Marte (Mars-tis)]]''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Marte.jpg|thumb|center|Marte – o deus da guerra]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Divindade romana, correspondente ao deus grego Ares. Da sua ligação ocasional com Reia, nasceram os gémeos Rómulo e Remo, fundadores de Roma. Era venerado como o deus da Primavera, daí o nome do mês de Março, sendo por isso o protector da natureza e da agricultura, bem como da guerra. Também foi o eterno apaixonado de Vénus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''[[Mercúrio( Mercurius-i)]]''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Mercúrio.jpg|thumb|center|Mercúrio – Giambologna (1529-1608), França - o deus do comércio e do lucro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Divindade romana, equivalente ao grego Hermes. Era filho de Júpiter e de Maia, nasceu em Cilene, monte de Arcádia. Os seus atributos incluem uma bolsa , umas sandálias e um capacete com asas ,uma varinha de condão e o caduceu. Rápido como o pensamento ,levava as mensagens de Júpiter.&lt;br /&gt;
É o deus da eloquência , do comércio , dos viajantes e dos ladrões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''[[Minerva (Minerua-ae)]]''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Minerva.jpg|thumb|center|Minerva - deusa romana das artes e ofícios (Museu do Louvre, Paris)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minerva é a deusa romana identificada com a Atena helénica, juntamente com Júpiter e Juno constitui a Tríade capitolina. Era a protectora de Roma, e principalmente a defensora dos artesãos e do trabalho manual e às vezes, também dos médicos. Tornou-se também símbolo do conhecimento e da sabedoria, devido a ser identificada com a Atena helénica.&lt;br /&gt;
Eram-lhe consagrados, como a Atena, o macho, a coruja e a oliveira, é também apresentada com capacete e armadura. Esta deusa não pertence ás divindades mais antigas do panteão latino. Um dos seus mais antigos templos situava-se no monte Célio, a colina onde se dizia antigamente o incerto etrusco que vinha em ajuda de Romúlo , sob as ordens de Caele Vibenna se fixara. Esse templo tinha o nome de Minerva Capta (Minerva cativa). Talvez tivesse sido construído para hospedar uma Minerva tomada em Falérios, no desenrolar da conquista da cidade pelos romanos. A tradição referia Minerva com uma das divindades postas em Roma por Numa.&lt;br /&gt;
Nos Ceuinquátrias, a 19 de Março celebrava-se a festa de Minerva. As escolas nesse dia faziam feriado. No Esquilino, havia uma capela dedicada a Minerva Curadora , onde foram encontrados documentos que provam que o culto permanecia vivo durante o império; não existe qualquer lenda especificamente romana ,onde Minerva intervenha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''[[Neptuno (Neptunus-i)]]''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Neptuno.jpg|thumb|center|Neptuno - deus do mar -&lt;br /&gt;
Vasco da Gama levado em triunfo no carro de Neptuno , pintura de Carlos Reis (museu militar, Lisboa).&lt;br /&gt;
]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Equivalente ao grego Posídon, é o deus romano das águas e dos mares . É filho de Saturno (tempo) e de Reia , irmão de Júpiter e Plutão. Habita um palácio de ouro no fundo do mar. Tem por esposa Salácia, assimiladas ás gregas Anfitrite e Tétis. Representam-no os antigos com um tridente na mão, sobre um coche puxado por cavalos-marinhos; é o deus do mar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''[[Ninfas (nympha-ae)]]''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Ninfas.jpg|thumb|center|Camões e as ninfas, pintura de Columbano (museu militar , Lisboa)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Divindades da natureza. As ninfas personificam as forças da natureza, as montanhas, as planícies, as árvores, as fontes e os rios. De acordo com os lugares que habitavam tinham designações próprias: nas águas imperavam as Naiades, as Nereidas e as Oceânides; nas montanhas e grutas as Oréadas, etc. representadas como donzelas seminuas, o seu culto era dos mais difundidos entre os gregos e romanos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''[[Palas (Pallas-adis)]]''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nasceu da cabeça de Júpiter e vinha armada cabeça aos pés. É uma deusa guerreira. È representada por uma coruja e uma oliveira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''[[Pandora (Pandora-ae)]]'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Pandora.jpg|thumb|center|Eva , a primeira Pandora, quadro de Jean Cousin (museu do Louvre, Paris)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pandora é referida num mito hesíodo como sendo a primeira mulher. Foi criada por Hefesto e por Atena devido a uma ordem de Zeus. Cada deus atribuir-lhe um dom, menos Hermes, que lhe atribuiu a mentira e a astúcia. O objectivo era criar o ser humano mais perfeito à face da Terra. &lt;br /&gt;
Epimeteu, seduzido por Pandora, pede-a em casamento, e esta aceita, embora tivesse sido aconselhada de recusar qualquer presente dos deuses.&lt;br /&gt;
Na casa onde foi viver ,existia uma jarra fechada, na qual era-lhe proibido tocar. Pandora não resistiu e abriu a jarra e de lá saíram todos os males humanos e espalharam-se por toda a Terra. Quando ela fechou a jarra, só a esperança ficou lá dentro. Além desta versão, ainda há outra que nos diz que na jarra estavam fechados todos os bens humanos e quando aberta, estes perderam-se . Assim Pandora fica responsável por todas as desgraça.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''[[Parcas ( Parcas-ae)]]'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Parcas.jpg|thumb|center|Parcas- Paul Sérusier, A Parca Cloto Força Negra, início do século XX]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As parcas eram divindades que representavam o poder do destino na religião romana. Eram chamada por antífrase &amp;quot;aquelas que poupam&amp;quot; precisamente porque não poupam ninguém. Têm as mesmas características que as Moiras cegas. São conhecidas como demónios , nelas são distinguidas as três irmãs fiandeiras , que tecem a vida dos homens sem piedade. A primeira representa o nascimento, a segunda representa o casamento e a terceira a morte. &lt;br /&gt;
No Fórum e nos guias turísticos encontram-se as três estátuas designadas por &amp;quot;Tria Fata&amp;quot;, &amp;quot;Os três destinos&amp;quot; ou &amp;quot;três fadas&amp;quot;.&lt;br /&gt;
Por estarem ligadas à morte pertencem assim, a todos os tempos, por isso encontramo-las representadas em todas as épocas: Saltati, &amp;quot;As três Parcas&amp;quot;, século XVI; Rubbens, &amp;quot;As Parcas fiando o destino da Maria de Médicis&amp;quot;, século XVIII .&lt;br /&gt;
Em escultura, grupo em mármore de Gremain Pilon, ca .1560, museu de Cluny.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''[[Plutão (Pluto-onis)]]''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Plutão.jpg|thumb|center|Plutão - Deus dos infernos]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na mitologia grega era denominação ritual e eufemística de Hades. Rei dos infernos e deus dos mortos o termo Plutão deriva de Pluto (riqueza), em razão de a terra ser a fonte as riquezas e o subsolo o guarda dos metais preciosos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''[[Pomona (Pomona-ae)]]'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deusa dos pomares e dos frutos; O Outono.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''[[Prosérpina (Proserpina-ae)]]''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Prosérpina.jpg|thumb|center|O rapto de Prosérpina ( escultura em mármore de Bernin, século XVIII, Roma, Galerie Borghése) - a deusa dos Infernos.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Prosérpina, é a deusa dos infernos em Roma, o que combina com o seu caracter infernal. Primeiramente foi, uma deusa agrária que defendia a germinação das plantas. O seu culto foi oficialmente implantado juntamente com o de Dis Pater, em 249 a . c. . Em sua honra celebram-se os jogos &amp;quot;Jogos Tarentinos&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&amp;quot;Jogos Tarentinos&amp;quot; é este o nome não porque tenha qualquer relação com a cidade de Tarento, mas sim a partir do nome de um local situado no campo de Marte chamado por Tarentum.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''[[Psique (Psyche-es)]]'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Psique.jpg|thumb|center|O brilho da lâmpada proibida revelou a Psique a verdadeira natureza do seu marido. Ele não era um simples mortal, era o próprio deus do amor.]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Psique simboliza a &amp;quot;alma&amp;quot; em grego. Esta deusa simboliza o destino da alma humana, dividida entre o amor terrestre e o amor divino. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Num belo dia de outono na Grécia, as pessoas deixaram de prestar&lt;br /&gt;
culto regular a deusa da divina beleza Afrodite.&lt;br /&gt;
Abandonaram seu santuário para admirar a extraordinária formosura de&lt;br /&gt;
uma simples mortal: Psiquê (alma).&lt;br /&gt;
Menosprezada pelos homens, que preferiam homenagear uma beldade&lt;br /&gt;
humana, Afrodite teve um acesso de raiva.&lt;br /&gt;
E para vingar-se, pede a seu filho Eros (amor) que use suas flechas&lt;br /&gt;
encantadas e faça Psiquê apaixonar-se pela criatura mais desprezível&lt;br /&gt;
do mundo.&lt;br /&gt;
Eros parte para cumprir sua missão.&lt;br /&gt;
Mas a beleza de Psiquê era tão grande, que ao vê-la, Eros distrai-se&lt;br /&gt;
e fere-se com uma de suas próprias flechas.&lt;br /&gt;
Vítima do encantamento em que enredava deuses e mortais, o deus&lt;br /&gt;
feriu-se de amor.&lt;br /&gt;
Apaixonado, nada disse à sua mãe; apenas limita-se a convencê-la de&lt;br /&gt;
que finalmente estava livre da rival. Ao mesmo tempo que oculta seu&lt;br /&gt;
sentimento, torna Psiquê inatingível aos mortais terrenos.&lt;br /&gt;
Embora todos os homens a admirem, nenhum por ela se apaixona, e&lt;br /&gt;
apesar de infinitamente menos belas, suas irmãs logo se casam com&lt;br /&gt;
reis. Psiquê, amada por Eros sem que o saiba, a ninguém ama.&lt;br /&gt;
E porque é uma beleza humana cobiçada por um deus, permanece só.&lt;br /&gt;
A solidão de Psiquê preocupou tanto seus pais, que foram então&lt;br /&gt;
consultar o oráculo de Apolo, afim de buscar auxílio.&lt;br /&gt;
Entretanto Eros já havia tornado Apolo seu aliado em sua conquista&lt;br /&gt;
amorosa.&lt;br /&gt;
Assim para ajudar Eros, Apolo ordenou aos pais da princesa que a&lt;br /&gt;
vestisse em trajes nupciais, que do alto de determinada colina uma&lt;br /&gt;
serpente alada e medonha, mais forte que os próprios deuses, iria&lt;br /&gt;
torná-la mulher.&lt;br /&gt;
Embora a revelação do oráculo fosse terrível, o rei e a rainha nada&lt;br /&gt;
mais poderiam fazer senão cumprir o que fora determinado.&lt;br /&gt;
Deixaram-na sozinha na colina, aguardando corajosamente seu triste&lt;br /&gt;
destino.&lt;br /&gt;
Mas a espera é tão longa que Psiquê logo adormece.&lt;br /&gt;
E até ela chega a suave brisa de Zéfiro, que a transporta para uma&lt;br /&gt;
planície coberta de flores.&lt;br /&gt;
Perto correm as águas claras de um regato e mais adiante ergue-se um&lt;br /&gt;
magnífico castelo. Ao despertar, Psiquê ouve uma voz que a convida a&lt;br /&gt;
entrar no castelo, banhar-se e depois jantar.&lt;br /&gt;
No interior do castelo, não encontra ninguém, mas sente-se como se&lt;br /&gt;
estivesse sendo observada.&lt;br /&gt;
E no jantar doce música a envolve, mas continua só.&lt;br /&gt;
No íntimo, porém, pressente que, à noite, chegará o esposo que lhe&lt;br /&gt;
fora prometido, a terrível serpente alada.&lt;br /&gt;
Realmente, ao anoitecer, chega até ela Eros, protegido pela&lt;br /&gt;
escuridão.&lt;br /&gt;
Psiquê não pode ver-lhe o rosto; mas não sente medo, porque seu&lt;br /&gt;
temor é banido pelas palavras apaixonadas e pelas ardentes carícias&lt;br /&gt;
do deus.&lt;br /&gt;
Durante algum tempo Psiquê entregou-se ao amante velado e mesmo sem&lt;br /&gt;
ver sua face , dedicava-lhe intenso amor.&lt;br /&gt;
Numa de suas visitas noturnas, Eros lhe faz uma advertência: que se&lt;br /&gt;
precavesse contra uma desgraça que lhe poderia advir por intermédio&lt;br /&gt;
das irmãs, que pranteavam-na onde fora deixada e do mesmo modo&lt;br /&gt;
acrescentou, para evitar a desgraça, não deveria ela jamais tentar&lt;br /&gt;
ver o rosto do amado.&lt;br /&gt;
A princesa embora prometesse ambas as coisas, deixou-se arrastar&lt;br /&gt;
pela tristeza e pela saudade. E tanto chorou e pediu, que Eros&lt;br /&gt;
consentiu na visita das jovens.&lt;br /&gt;
Todavia, esclareceu: reaproximando-se delas, Psiquê estava reatando&lt;br /&gt;
laços terrenos e constituindo seu próprio sofrimento.&lt;br /&gt;
Depois, mais uma vez, fê-la prometer o que era de tudo o mais&lt;br /&gt;
importante: jamais tentaria ver-lhe o rosto.&lt;br /&gt;
No dia seguinte, Zéfiro levou as irmãs de Psiquê ao palácio.&lt;br /&gt;
De início foram só as alegrias do reencontro.&lt;br /&gt;
Às perguntas das jovens sobre o marido, porém, a princesa respondeu&lt;br /&gt;
com evasivas. Aos poucos, o sentimento das irmãs em relação a Psiquê&lt;br /&gt;
foi mudando.&lt;br /&gt;
Antes choravam supondo-a infeliz; depois, partiram invejosas de sua&lt;br /&gt;
felicidade.&lt;br /&gt;
E resolveram vingar-se.&lt;br /&gt;
Retornando ao castelo por permissão de Eros, dessa vez movidas pela&lt;br /&gt;
inveja, elas ardilosamente fizeram com que a desconfiança surgisse&lt;br /&gt;
no coração de Psiquê.&lt;br /&gt;
Percebendo por suas contradições que ela não sabia realmente quem&lt;br /&gt;
era seu marido, como então poderia estar segura de que não era o&lt;br /&gt;
monstro descrito pelo oráculo de Apolo? E, se era realmente belo o&lt;br /&gt;
jovem, por que se ocultava nas sombras da noite? Invadida pela&lt;br /&gt;
dúvida e temor, Psiquê acabou aceitando o conselho maldosamente&lt;br /&gt;
planejado pelas irmãs: deveria preparar uma lâmpada e uma faca&lt;br /&gt;
afiada: com a primeira, explicaram as moças, poderia ver o rosto do&lt;br /&gt;
esposo; com a segunda, matá-lo se fosse o monstro.&lt;br /&gt;
À noite, retorna Eros, ardente e apaixonado como sempre.&lt;br /&gt;
Enquanto se entrega ao amor, Psiquê esquece o próprio medo e a&lt;br /&gt;
dúvida, mas depois, quando Eros adormece, a incerteza volta a&lt;br /&gt;
invadir-lhe o coração. Silenciosa, apanha a lâmpada e ilumina o&lt;br /&gt;
rosto do esposo.&lt;br /&gt;
E detém-se deslumbrada: não é um monstro, pelo contrário, é o mais&lt;br /&gt;
belo ser que jamais poderia ter existido.&lt;br /&gt;
Arrependida e em êxtase, derruba sem querer uma gota do óleo quente&lt;br /&gt;
da lâmpada no ombro do amado.&lt;br /&gt;
Ele desperta, sobressaltado, e percebe o acontecido.&lt;br /&gt;
Com profunda tristeza, Eros vai embora.&lt;br /&gt;
E tentando alcançá-lo Psiquê apenas ouve-lhe ao longe na&lt;br /&gt;
escuridão: &amp;quot;O amor não pode viver com desconfiança.&amp;quot;&lt;br /&gt;
Eros volta para junto da mãe, pedindo-lhe que cure seu ferimento no&lt;br /&gt;
ombro.&lt;br /&gt;
Mas ao contar o que ocorreu, Afrodite percebe que foi enganada e&lt;br /&gt;
passa a alimentar apenas um pensamento: encontrar a rival e vingar-&lt;br /&gt;
se.&lt;br /&gt;
Abandonada e em desespero, Psiquê põe-se a percorrer o mundo em&lt;br /&gt;
busca do amor perdido e de templo em templo pede ajuda dos deuses.&lt;br /&gt;
Sem conseguir auxílio, Psiquê vai à presença da própria Afrodite, na&lt;br /&gt;
esperança de encontrar com ela seu amado Eros.&lt;br /&gt;
Mas junto à deusa, encontrou apenas zombaria, e a imposição de uma&lt;br /&gt;
série de provas humilhantes.&lt;br /&gt;
A primeira tarefa consistia em separar, até a noite, imensa&lt;br /&gt;
quantidade de grãos miúdos de diversas espécies.&lt;br /&gt;
Parecia ser impossível cumpri-la no prazo estabelecido.&lt;br /&gt;
Mas tão grande era o sofrimento de Psiquê, e tão angustiado seu&lt;br /&gt;
pranto, que despertou a compaixão de formigas que passavam no local.&lt;br /&gt;
Elas rapidamente separaram os grãos por espécies, juntando-os em&lt;br /&gt;
vários montículos.&lt;br /&gt;
A primeira tarefa estava cumprida, o que deixou Afrodite ainda mais&lt;br /&gt;
irritada.&lt;br /&gt;
Ordenou-lhe que dormisse doravante no chão, alimentando-se apenas de&lt;br /&gt;
alguns pães secos.&lt;br /&gt;
Esperava assim acabar com a beleza que lhe arruinara os cultos.&lt;br /&gt;
A segunda tarefa veio no dia seguinte: deveria ir a um vale cortado&lt;br /&gt;
por um regato e lá tosquiar os terríveis carneiros do sol que&lt;br /&gt;
pastavam.&lt;br /&gt;
A lã desses carneiros era de ouro, e um pouco dela a caprichosa&lt;br /&gt;
Afrodite desejava para si.&lt;br /&gt;
Quando já estava exausta de tanto andar e a ponto de suicidar-se,&lt;br /&gt;
nesse instante de hesitação entre a procura e a morte, Psiquê ouviu&lt;br /&gt;
uma voz vinda dos caniços à beira do regato: &amp;quot;Não era necessário&lt;br /&gt;
enfrentar os terríveis carneiros para tentar tosquiá-los, disse a&lt;br /&gt;
voz; bastava esperar que eles saíssem das touceiras de arbustos&lt;br /&gt;
espinhosos, quando fosse beber água: nos espinhos ficariam presos&lt;br /&gt;
alguns fios de lã que poderiam ser facilmente apanhados.&amp;quot;&lt;br /&gt;
Não satisfeita por mais uma tarefa cumprida, Afrodite incumbiu-a de&lt;br /&gt;
uma terceira tarefa e ainda mais complicada: teria de subir a&lt;br /&gt;
cascata que provinha da nascente do rio Estige e trazer à deusa um&lt;br /&gt;
frasco contendo um pouco daquela água escura.&lt;br /&gt;
As pedras que davam acesso à cascata eram íngremes e escorregadias,&lt;br /&gt;
e a queda da água era extremamente violenta.&lt;br /&gt;
Impossível satisfazer a exigência de Afrodite. Só se pudesse voar&lt;br /&gt;
Psiquê realizaria a tarefa.&lt;br /&gt;
Estava já disposta a desistir, quando surgiu uma águia, que lhe&lt;br /&gt;
tirou o frasco da mão, voou até a fonte e apanhou uma porção do&lt;br /&gt;
líquido negro.&lt;br /&gt;
A água do Estige, porém, não saciou em Afrodite a sede de vingança.&lt;br /&gt;
Psiquê deveria ainda executar uma Quarta e difícil tarefa: ir ao&lt;br /&gt;
Hades, persuadir Perséfone a colocar numa caixa um pouco de sua&lt;br /&gt;
beleza.&lt;br /&gt;
Como pretexto, diria à rainha dos Infernos que Afrodite precisava&lt;br /&gt;
dessa beleza para recuperar-se das longas vigílias à cabeceira do&lt;br /&gt;
filho doente.&lt;br /&gt;
Psiquê partiu, procurando o caminho dos Infernos.&lt;br /&gt;
Já havia andado muito e sentia-se perdida, quando uma torre ,&lt;br /&gt;
apiedada de sua aflição, ofereceu-se para ajudá-la.&lt;br /&gt;
Minuciosamente descreveu-lhe todo o itinerário que levava ao reino&lt;br /&gt;
de Perséfone, mas lhe fez um alerta: &amp;quot;você encontrará pessoas&lt;br /&gt;
patéticas que lhe pedirão ajuda, e por três vezes terá que escurecer&lt;br /&gt;
seu coração à compaixão, ignorar seus apelos e continuar.&lt;br /&gt;
Se não o fizer, permanecerá para sempre no mundo das trevas.&lt;br /&gt;
Psiquê fez tudo o que lhe indicou a torre, e assim conseguiu chegar&lt;br /&gt;
à presença de Perséfone.&lt;br /&gt;
Solícita, a rainha dos mortos atendeu ao pedido da jovem e entregou-&lt;br /&gt;
lhe a caixa solicitada por Afrodite.&lt;br /&gt;
Sendo instruída quanto ao caminho de volta, o retorno ficara mais&lt;br /&gt;
fácil para Psiquê, mas estava longe ainda a hora de recuperar o amor.&lt;br /&gt;
A próxima prova por que passaria Psiquê não lhe foi imposta pelo&lt;br /&gt;
ciúme de Afrodite, mas por sua própria vaidade.&lt;br /&gt;
Temendo que tantas atribulações a tivessem tornado feia, não queria&lt;br /&gt;
perder o amor de Eros.&lt;br /&gt;
A tentação foi grande.&lt;br /&gt;
E Psiquê não resistiu: no meio do caminho, abriu a caixa.&lt;br /&gt;
Para sua surpresa nada encontrou. Mas tamanho sono a tomou, que ali&lt;br /&gt;
mesmo caiu, adormecida, como se estivesse banhada pela beleza da&lt;br /&gt;
morte.&lt;br /&gt;
Enquanto dormia, Eros, curado de sua ferida, abandonava a mansão&lt;br /&gt;
materna em busca da amada.&lt;br /&gt;
Vagou por toda a parte, até que finalmente a encontrou deitada ao&lt;br /&gt;
relento.&lt;br /&gt;
Aprisionou o sono que pesadamente lhe cerrava os olhos e recolocou-o&lt;br /&gt;
na caixa.&lt;br /&gt;
Em seguida despertou-a docilmente com a ponta de uma de suas flechas.&lt;br /&gt;
Com grande meiguice chamou sua atenção pela curiosidade que a fizera&lt;br /&gt;
abrir a caixa.&lt;br /&gt;
Depois mandou-a entregar a encomenda a Afrodite, como se nada&lt;br /&gt;
tivesse acontecido.&lt;br /&gt;
Terminadas as provações de Psiquê, que recuperara o amor.&lt;br /&gt;
Para que nada mais acontecesse à amada, Eros dirigiu-se ao Olimpo&lt;br /&gt;
para pedir a Zeus que o unisse em casamento à bela jovem.&lt;br /&gt;
Mas para atendê-lo era necessário que a princesa recebesse o dom da&lt;br /&gt;
imortalidade.&lt;br /&gt;
Hermes foi buscar Psiquê e levou-a à presença dos deuses.&lt;br /&gt;
O próprio Zeus deu-lhe de beber a ambrosia, que lhe conferiu a&lt;br /&gt;
imortalidade.&lt;br /&gt;
Depois declarou-a oficialmente esposa de Eros.&lt;br /&gt;
Impotente tornara-se o ciúme de Afrodite.&lt;br /&gt;
Psiquê agora era imortal e estava unida para sempre a Eros.&lt;br /&gt;
Nada mais podia separá-los.&lt;br /&gt;
Dessa união nasceu Volúpia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''[[Vénus (Venus-eris)]]''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Vênus.jpg|thumb|center|Vénus e os Cupidos, 1925, Salvador Dalí Vénus- a deusa mulher]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É a antiga deusa romana dos jardins e da vegetação, foi identificada com Afrodite grega. Na sua qualidade de mãe do herói Eneias, o fundador mítico do povo romano, foi considerada a antepassada Gens Tulia e a protectora da cidade de Roma.&lt;br /&gt;
Vénus possuía um santuário perto de Ardea, construído antes da fundação de Roma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''[[Vesta (Vesta-ae)]]''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Vesta.jpg|thumb|center|Vesta- A deusa do fogo]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vesta é a deusa romana do fogo doméstico identificada com a Héstia dos gregos. Ela é a deusa do fogo que brilha no lar, considerado o centro da casa.&lt;br /&gt;
Era aí que se dava, primitivamente, os sacrifícios dos deuses protectores.&lt;br /&gt;
O seu culto estava dependente do grande Pontíficie, assistido pelas Vestais , sobre as quais exercia uma autoridade paternal. O carácter arcaico de Vesta é confirmado pelo facto de o animal que era crucificado ser o burro. Em meados de junho, nos dias das Vestalia, os burros jovens não trabalhavam, eram-lhe postas coroas de flores. Como explicação para esta singularidade ,foi inventada na lenda que mostrava a deusa, inocente entre todas protegida pelo burro contra uma tentativa amorosa de Priapo. Esta lenda é completamente artificial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''[[Vulcano (Vulcanus-i)]]''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Vulcano.jpg|thumb|center|Vulcano- deus do fogo]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deus romano do fogo e da forja . Corresponde a Hefesto, o deus grego do fogo e dos fenómenos de vulcanismo. As suas festas, as vulcanais, celebradas em 23 de Agosto, eram em Roma muitos antigas e populares.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Papillon</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Mitologia_Hindu&amp;diff=3364</id>
		<title>Mitologia Hindu</title>
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		<updated>2006-10-27T16:02:59Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Papillon: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Brahman é o Absoluto, sem forma, que a tudo contém e que não é contido por nada, primeiro sem segundo, origem e fim de toda a criação.&lt;br /&gt;
O homem, por ter dificuldade em se relacionar com Ele, cria formas e&lt;br /&gt;
aspectos para Ele.&lt;br /&gt;
Na verdade, todas as formas, todos os aspectos, todas as deidades são&lt;br /&gt;
somente o Absoluto.&lt;br /&gt;
Estes aspectos variam de nome e forma, de acordo com a época, a situação e a necessidade.&lt;br /&gt;
A princípio as deidades eram as forças da natureza, depois tomaram forma total ou parcial de animais e mais tarde a forma humana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''''DEIDADES VÉDICAS'''''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Rig Veda cita 33 deuses, dos quais destacam-se cinco:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Indra: o rei dos deuses, o governador do céu, representando o poder do raio, da energia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agni: o Fogo, considerado o mensageiro dos deuses. No ritual ele depura a oferenda e a leva em forma sutil a Deus. É a conexão entre homens e deuses. É também a luz para a mente ver e compreender a verdade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Surya: o Sol. É dito que ele é a alma suprema dos Vedas e deve ser adorado por todos que desejam a liberação da ignorância.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vayu: é o deus do Vento, do Ar e do Prana. Divide seu poder com Indra, o Senhor do Céu. É invisível, habitando em nossos corpos como os cinco ares vitais (Prana, Apana, Samana, Vyana e Udanai).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Varuna: uma das mais antigas deidades védicas, associado à Água, aos Rios e aos Oceanos. Seu poder é ilimitado, assim como seu conhecimento. Inspeciona todo o mundo, sendo o Senhor das leis morais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No início, tudo era repouso e equilíbrio, só Brahman existia.&lt;br /&gt;
Houve então a primeira vibração, Om, o Som Primordial e a partir dele todo o universo foi criado.&lt;br /&gt;
A partir daí surge a trindade hindu, formada por Brahmá, Vishnu e Shiva, que correspondem às 3 gunas, às características de toda a criação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Brahmá representa Rajas, o movimento, responsável pela criação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vishnu representa Sattva, o poder de existência, preservação e proteção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Shiva representa Tamas, o poder de dissolução do universo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[['''BRAHMÁ''']]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A mitologia descreve Brahmá como tendo surgido de um lótus saído do umbigo de Vishnu e com ele toda a criação.&lt;br /&gt;
Diz-se também que Brahmá surgiu de um ovo de ouro, Hiranyagarbha, nas águas causais.&lt;br /&gt;
Sua consorte, Sarasvati, o Conhecimento, manifestou-se a partir dele.&lt;br /&gt;
Dessa união surgiu toda a criação.&lt;br /&gt;
É representado com quatro cabeças, simbolizando os quatro Vedas; possui&lt;br /&gt;
quatro braços e em nas suas mãos ele segura um mala (simbolizando a&lt;br /&gt;
tranquilização da mente), uma colher e ervas (simbolizando os rituais), um pote com água, o Kamandalu (simbolizando a renúncia) e os Vedas (simbolizando o conhecimento).&lt;br /&gt;
A mão que segura o mala faz um sinal, abhaya mudrá, que representa o&lt;br /&gt;
afastamento do medo.&lt;br /&gt;
Está sentado geralmente sobre um cisne, que simboliza a discriminação ou sobre um lótus, que representa o conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[['''VISHNU''']]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vishnu, a segunda deidade da Trindade hindu, é o responsável pela proteção, manutenção e preservação da criação.&lt;br /&gt;
A palavra Vishnu significa &amp;quot;aquele que tudo penetra?&amp;quot;, ou &amp;quot;aquele que tudo impregna&amp;quot;.&lt;br /&gt;
Sua Shakti, ou seja, seu aspecto feminino, sua consorte é Lakshmi, deusa da prosperidade, riqueza e da beleza.&lt;br /&gt;
É apresentado de duas formas principais:&lt;br /&gt;
Deitado em uma serpente de mil cabeças, flutuando num oceano de leite. Neste caso é chamado de Narayana, aquele que mora nas águas cósmicas. De seu umbigo sai um lótus onde está Brahmá, o criador. A seus pés está Lakshmi, representando a beleza e a riqueza que devem se curvar diante do Absoluto. Envolvendo o lótus está uma serpente, Shesha, ou Ananta, que simboliza a eternidade. Ela possui mil cabeças voltadas para o Senhor Vishnu, representando o ego com seus mil desejos e pensamentos que reconhecem o Absoluto.&lt;br /&gt;
Vishnu é representado também em pé, sobre um lótus ou uma serpente.&lt;br /&gt;
Representa o sábio indicando a busca do conhecimento. Apresenta quatro braços, tendo em cada mão um lótus (o conhecimento que sustenta a pureza da mente), um disco (a destruição da ignorância e dos apegos), uma concha (a origem da existência, os cinco elementos) e uma arma, a massa (o poder do conhecimento, o poder do tempo).&lt;br /&gt;
Usa roupa amarela, guirlanda de flores, o cordão sagrado com três linhas e uma grande jóia no peito.&lt;br /&gt;
Pode aparecer também sobre o pássaro Garuda, (um pássaro místico, o rei dos pássaros), que representa as asas da fala, os mantras védicos.&lt;br /&gt;
A partir de Vishnu surgem todos os Avataras, aqueles que se encarnam com a missão de restabelecer o Dharma.&lt;br /&gt;
São dez os avataras: Matsya, Kurma, Varaha, Narasimha, Vamana, Parasurama, Ramachandra, Krishna, Buddha e Kalki.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[['''RAMA''']]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Rama ou Ramachandra, que significa lua encantadora, ou aquele que brilha na Terra. Sua missão: o cumprimento do Dharma.&lt;br /&gt;
É o símbolo do grande homem, o perfeito filho, o perfeito marido, irmão, amigo e governante.&lt;br /&gt;
Sua saga está descrita no épico Ramayana, onde é relatado com detalhes seu casamento com Sita, e sua luta contra o demônio Ravana. Recebeu ajuda de Hanuman nesta empreitada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[['''KRISHNA''']]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É o mais popular e amado avatara da Índia, com maior número de templos e devotos.&lt;br /&gt;
Nos Puranas é descrito como um pastor tocador de flauta.&lt;br /&gt;
No Mahabharata é o sábio que dá o ensinamento a Arjuna no campo de batalha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[['''SHIVA''']]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Shiva é o aspecto de Brahman, o Absoluto, na Trindade hindu que representa a destruição, a transformação para um novo renascimento.&lt;br /&gt;
Sua Shakti é Parvati, a matéria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[['''DEVIS''']]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São as deusas, as mães divinas, aquela que resplandece.&lt;br /&gt;
Nos Vedas eram apresentadas como energia ou poder do criador, a Shakti.&lt;br /&gt;
Nos Puranas aparecem como devis.&lt;br /&gt;
Representam a sabedoria do universo, o aspecto protetor, maternal do&lt;br /&gt;
Absoluto.&lt;br /&gt;
Apresentam-se de 5 formas diferentes: Parvati, Durgá, Káli, Lakshmi e&lt;br /&gt;
Sarásvati.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[['''PARVATI''']]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É a Mãe do Universo e consorte de Shiva. Simboliza a disciplina, a renúncia, o esforço que leva o devoto ao Conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[['''DURGÁ''']]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Representa o aspecto feroz de Parvati. Montada em um leão ou tigre.&lt;br /&gt;
Tem 12 ou 18 braços e em cada mão tem armas dadas pelos deuses.&lt;br /&gt;
Seu objetivo é ser implacável com os demônios que representam nosso ego e nossa ignorância.&lt;br /&gt;
Ela nos mostra que devemos ser decididos na destruição de tudo que nos&lt;br /&gt;
impede de percebermos nossa verdadeira natureza divina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[['''KÁLI''']]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aspecto mais feroz ainda de Parvati. Tem língua roxa, não usa roupa e seu corpo é coberto pelos longos cabelos negros. Usa um colar de caveira, tem quatro braços e leva em cada mão armas de destruição e uma cabeça sangrando. É a devoradora do tempo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[['''LAKSHMI''']]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela é muito popular na Índia, sendo considerada a mais próxima dos seres humanos. Quer o bem estar de todos sem se preocupar com suas ações ou seu passado.&lt;br /&gt;
Surgiu das águas cósmicas, da eternidade.&lt;br /&gt;
É a consorte de Vishnu.&lt;br /&gt;
Simboliza a riqueza material e espiritual, representando o nosso universo ilusório.&lt;br /&gt;
Usa um sari vermelho, que simboliza rajas, a ação para manter a vida, tem muitas jóias e moedas de ouro, que representam a riqueza e a prosperidade.&lt;br /&gt;
É apresentada sobre um lótus, símbolo do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[['''SARÁSVATI''']]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É associada à fertilidade, à purificação, à fala, à linguagem e à palavra.&lt;br /&gt;
É considerada a personificação de todos os conhecimentos, artes, ciências e letras. Sem ela Brahmá, seu consorte, não poderia ter criado o mundo.&lt;br /&gt;
Usa um sari branco (a pureza do conhecimento), está sentada em um lótus&lt;br /&gt;
branco (o conhecimento) ou numa pedra (a base sólida na busca do conhecimento).&lt;br /&gt;
Possui sempre ao seu lado um cisne (discernimento) ou um pavão (silêncio necessário para escutar, refletir e meditar).&lt;br /&gt;
Possui quatro braços e em cada mão um mala (disciplina da meditação), vina(o som, o chamado à busca do Conhecimento) e os Vedas (o ensinamento).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[['''GANESHA''']]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ganesha é o menino com cabeça de elefante, sendo a mais popular e querida deidade hindu.&lt;br /&gt;
É o filho de Shiva e Parvati.&lt;br /&gt;
É reverenciado antes de toda e qualquer atividade, estando presente nas&lt;br /&gt;
portas dos templos e das casas. É o removedor dos obstáculos.&lt;br /&gt;
A cabeça de elefante representa a grande disposição para escutar, refletir e meditar; a tromba representa o discernimento; os quatro braços representam os quatro instrumentos internos (ego, memória, mente e intelecto); nas suas mãos há o machado (desapego), a corda (devoção), doces (a alegria na busca do conhecimento) e o gesto de abhaya mudrá (fé e coragem na busca). O rato que sempre aparece junto representa o desejo, mantido sob controle.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Papillon</name></author>
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