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	<title>Ocultura - Contribuições do usuário [pt-br]</title>
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	<subtitle>Contribuições do usuário</subtitle>
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		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Jesus&amp;diff=9887</id>
		<title>Jesus</title>
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		<updated>2010-04-24T15:42:33Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Igor: /* Os distúrbios que Jesus provocou no Templo de Jerusalém */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{revisão}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:Hagiasophia-christ.jpg|thumb|200px|Mosaico representando Jesus Cristo, patente na antiga Basílica Ortodoxa de Hagia Sophia, Istambul, datado de cerca de 1280.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Jesus de Nazaré''', '''Jesus Nazareno''' ou '''Jesus da Galiléia''' (8-4 a.C. – 29-36 d.C.) teria nascido em Belém com o nome de '''Yeshua ben(bar)-Yoseph''', ou seja, Jesus filho de José. Os seus ensinamentos serviram de alicerce na fundação da [[cristianismo|religião cristã]], na qual ele é chamado como Jesus Cristo. Apesar das tendências a vê-lo como um profeta por alguns segmentos judaicos, nesta religião ele é considerado um apóstata. Para os adeptos do [[islamismo]] Jesus é um grande profeta. A sua influência também é marcante em outras religiões, como as de origem [[gnosticismo|gnósticas]] e [[espiritualismo|espiritualistas]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O nome ''Jesus'' (do [[hebraico]], ''Yeshua''), significa &amp;quot;Salvador&amp;quot;, ou &amp;quot;auxílio do Senhor&amp;quot; (''Yah''). Seus discípulos o chamavam ''Messias'', ou &amp;quot;o ungido do Senhor&amp;quot;. O nome Cristo vem do grego Χριστός (''Christós''), que significa &amp;quot;Ungido&amp;quot;. Os [[cristianismo|cristãos]] consideram-no o filho de Deus e, para a maioria das entidades cristãs, também o próprio Deus, que teria sido enviado à Terra para salvar a humanidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sua influência foi provavelmente maior que a de qualquer outra pessoa que já tenha existido. Muitos atribuem que esta influência é a consequência da adoção do cristianismo - doutrina fundada pelos seus seguidores - como religião oficial do Império Romano sob Constantino, no século IV d.C.  e, posteriormente, à difusão da cultura cristã pelo colonialismo europeu entre os séculos XV e XX. Contudo, nos dias atuais, a influência de Jesus já extrapolou os limites da própria igreja católica, quando doutrinas de cunho gnósticos e espiritualistas buscam resgatar - principalmente através de originais dos textos bíblicos ou apócrifos - os ensinamentos originais de Jesus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Nascimento e infância==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Grande parte do que é conhecido sobre a vida e os ensinamentos de Jesus é contado por cinco pequenos livros do Novo Testamento da [[Bíblia]], designados por Evangelhos canônicos: Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João, os Atos dos Apóstolos. Os Evangelhos Apócrifos apresentam também alguns relatos relacionados com a infância de Jesus, nomeadamente no [[Evangelho de Judas]] e no [[Evangelho de Tomé]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esses Evangelhos narram os fatos mais importantes da vida de Jesus. Os Atos dos Apóstolos contam um pouco do que sucedeu nos 30 anos seguintes. As Epístolas (ou cartas) de Paulo também dizem alguma coisa sobre Jesus e algumas de suas palavras aparecem noutros lugares. Notícias não-cristãs de Jesus e do tempo em que ele viveu encontram-se nos escritos de [[Flávio Josefo|Josefo]], que nasceu no ano 37 d.C.; nos de Plínio, o Moço, que escreveu por volta do ano 112; nos de Tácito, que escreveu por volta de 117; e nos de Suetônio, que escreveu por volta do ano 120. Todos eles escreveram sobre Jesus  muitos anos após a morte dele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Preparação para o nascimento e anunciação segundo Lucas===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo o evangelho segundo Lucas, o trabalho da vida de Jesus na Terra, fôra iniciado por João Batista, filho de Zacarias era um sacerdote judeu que tinha por esposa a Isabel, que por sua vez era membro do ramo mais próspero do mesmo grande grupo familiar ao qual também pertencia Maria, a mãe de Jesus. Zacarias e Isabel, embora estivessem casados há muitos anos, não tinham filhos porque Isabel era estéril.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O anjo Gabriel apareceu a direita do altar de incenso a Zacarias e anunciou que suas orações haviam sido ouvidas por Deus e Isabel daria a luz a um filho que deveria ser chamado por João. E disse mais: contou que seria “grande diante do Senhor” e que teria a virtude de Elias: o grande profeta que os orvalhos e a chuva se submeteram a sua palavra, o grande profeta que ressuscitou o filho de uma viúva, o grande profeta que chamou fogo do céu. Elias que teve sua maior jornada na luta contra os pecados do rei Acabe e da sua esposa Jezabel, promíscua e adoradora de Baal. Segundo o Gabriel, João teria a virtude de Elias, como de fato procedeu contra Herodes e Herodias, e sendo respeitado entre os judeus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando Gabriel anunciou o nascimento, Zacarias alegou que ele e sua esposa eram velhos para terem filhos. Por conta dessa incredulidade, Zacarias ficou mudo até o nascimento de João. Quando Zacarias terminou de servir no templo e voltou para casa, Isabel concebeu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seis meses depois do início da gravidez de Isabel, Gabriel foi até Nazaré e saldou Maria, mulher prometida a José: “Salve cheia de graça; o Senhor é contigo.” Foi anunciada a virgem que daria a luz a um filho e que deveria ser chamado por Jesus. E disse mais: que seria chamado filho do Altíssimo, Filho de Deus. O anjo disse que Jesus seria “grande”. Observe-se que ele não seria “grande diante do Senhor”, como foi dito de João, ele seria o próprio Senhor que assentaria no trono de Davi e cujo João estaria adiante nos seus passos de anunciação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando Maria perguntou como se daria tal coisa, pois era virgem, Gabriel anunciou que seria uma concepção do Espírito Santo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela já estava comprometida em casamento com José e o noivado judaico era um compromisso tão sério que o noivo já se dizia marido e não podia desfazê-lo, senão por um repúdio e antes que tivessem tido qualquer envolvimento íntimo, se achou grávida pelo Espírito Santo. Segundo o evangelho segundo Mateus, José ao saber, quis deixá-la, achando que ela tinha tido outro homem, mas o anjo Gabriel apareceu a ele em sonho e lhe explicou o que estava acontecendo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como o anjo havia contado sobre a concepção de Isabel, Maria foi visitá-la e por revelação do Espírito Santo, naquela momento Isabel recebeu a palavra do conhecimento e clamou: “Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre. E de onde me provém isto a mim, que venha visitar-me a mãe do meu Senhor?”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia da circuncisão de João, contrariando o costume judaico, Isabel escolheu o nome do menino: João; sem que houvesse tal nome na parentela de Zacarias, o mesmo foi interpelado a respeito daquela peculiaridade, e Zacarias escreveu numa tábua: “O seu nome é João”. E todos se maravilharam. E voltou a voz a boca de Zacarias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
João, cujo nome significa &amp;quot;graça ou favor de Deus&amp;quot; cresceu habitando em desertos até o início de seu ministério quando haveria de mostrar-se em Israel e anunciar os dias de Jesus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===O Nascimento===&lt;br /&gt;
Jesus nasceu durante a vida de Herodes, o Grande, que os romanos haviam designado para governar a Judéia. Os calendários são contados a partir do ano em que se supõe ter nascido Jesus, mas as pessoas que fizeram essa contagem equivocaram-se com as datas: Herodes morreu no ano 4 a.C., de modo que Jesus nasceu 3 anos antes, a quando dos censos do povo Judeu, que ocorreu, exactamente, 1 ano após os censos dos outros povos também subjugados ao poder Romano. Estes censos ocorreram para facilitar aos Romanos a contagem do povo e a respectiva cobrança dos impostos. Os Judeus sempre se opuseram a qualquer tentativa de contagem, por essa razão, esta ocorreu um ano depois de ter ocorrido nos povos vizinhos. Desde o séc. IV, os cristãos festejam o Natal, ou nascimento de Cristo, no dia 25 de dezembro. Esta foi uma adaptação das festas ao deus Sol dos povos pagãos, adquirida pelos Romanos. A data real ainda é incerta, ver [[Jesus#Especulações sobre a data de nascimento|mais adiante]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Maria foi a mãe de Jesus. Ela e o carpinteiro José, seu marido, moravam em Nazaré, uma cidade da província da Galiléia, no norte da Palestina. O Evangelho de Lucas conta que o arcanjo Gabriel apareceu a Maria e anunciou que ela ia dar à luz o filho de Deus, o prometido Messias. Algum tempo antes de Jesus nascer, Maria e José foram a Belém, a fim de terem seus nomes registrados em um recenseamento. Belém era uma pequena cidade do sul da Judéia. Maria e José encontraram abrigo num estábulo, e foi aí que Jesus nasceu. Maria fez de uma manjedoura o berço para ele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os Evangelhos falam de pastores que, perto de Belém, viram anjos no céu e os ouviram cantar: &amp;quot;Glória a Deus nas alturas e, na Terra, paz e boa vontade entre os homens (Lucas 2:14). Algumas traduções da Bíblia dizem: paz na Terra aos homens de boa vontade. Outra história diz que vieram sábios do Oriente para ver o Messias recém-nascido. A princípio perguntaram por ele na corte de Herodes. Mais tarde puderam localizá-lo, seguindo até Belém a luz de uma estrela. Trouxeram a Jesus oferendas de ouro, incenso e mirra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Herodes pedira-lhes que voltassem para informá-lo quando tivessem encontrado o menino, mas eles não fizeram isso. Herodes tomou-se de fúria e, com medo desse novo rei dos judeus, mandou que fossem mortos todos os meninos de Belém que tivessem dois anos de idade ou menos. Um anjo apareceu a José, em sonho, e o preveniu. José fugiu então para o Egito, com Maria e o menino Jesus. Só retornaram a Nazaré depois da morte de Herodes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Infância===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pouco sabem os historiadores sobre a infância de Jesus. Lucas diz que, aos 12 anos, ele foi com os pais a Jerusalém, para a festa de Pessach, a Páscoa judaica, e lá surpreendeu os doutores do Templo com os seus conhecimentos religiosos. A única informação a mais deixada por Lucas sobre a infância de Jesus é a de que &amp;quot;crescia o Menino e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre Ele (Lucas 2:40).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jesus cresceu em Nazaré e provavelmente auxiliava José em seus trabalhos de carpintaria, até este falecer. Jesus, tendo plena e sã consciência de sua missão, preparava-se mental e espiritualmente em profundas orações e no contato íntimo com o Pai, mas ao mesmo tempo vivia uma vida normal junto de sua família, tal qual um morador de Nazaré.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Vida Pública==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Ministério=== &lt;br /&gt;
Jesus começou a revelar a missão especial de sua vida por volta dos 30 anos de idade. João Batista, seu parente, preparava o caminho para ele, pregando o arrependimento e batizando os que aceitavam sua mensagem. Jesus foi ter com João, a fim de ser batizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após a sua estada de &amp;quot;40 dias e 40 noites no deserto&amp;quot;, exemplo típico do isolamento que antecede o cumprimento da missão dos profetas e iluminados, voltou para a Galiléia. Escolheu Cafarnaum, perto do mar da Galiléia, para centro de Suas atividades. Logo vieram juntar-se a ele os primeiros apóstolos: Simão Pedro, André, Tiago e João. Depois, Jesus escolheu para ajudá-lo Bartolomeu (às vezes confundido com Natanael), Tiago Menor, Judas Iscariotes, Tadeu (também chamado de Judas Tadeu), Mateus, Filipe, Simão e Tomé.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jesus desenvolveu na Galiléia a maior parte do seu ministério. Mas esteve também na Samaria, em Jerusalém e em outros pontos do norte da Galiléia. Anunciava o Reino de Deus e afirmava ter o poder de perdoar pecados. Tratava os não-judeus com a mesma benevolência que dedicava aos judeus. Muitos dos seus ensinamentos encontram-se no Sermão da Montanha, transcritos por Mateus (5,6,7). Os mestres da Galiléia não confiavam em Jesus, porque ele não evitava os pecadores. Também O temiam porque parecia modificar certas práticas estabelecidas, como a de não pregar aos sábados. Mas seus discípulos acreditavam nele. Quando Jesus Ihes perguntou quem pensavam que ele era, Pedro respondeu: &amp;quot;Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo&amp;quot; (Mateus 16:16). Pouco depois, Pedro, Tiago e João tiveram uma visão de Jesus conversando com Elias e Moisés, tidos como seus precursores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Ensinamentos===&lt;br /&gt;
Com freqüência, Jesus explicava sua doutrina através de parábolas, histórias breves que encerravam ensinamentos. O Filho Pródigo(Lucas 15:11-32), por exemplo, fala da grande alegria de um pai quando vê retornar à casa um filho que saíra a correr mundo. Jesus usou esta parábola para mostrar o amor e o perdão de Deus aos pecadores que se arrependem. Os Evangelhos mencionam cerca de 70 parábolas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Muito do que Jesus ensinou já fazia parte da [[Bíblia]] judaica ou da tradição dos hebreus, mas Jesus deu maior ênfase a certas idéias e acrescentou ensinamentos novos. Ele acreditava que Deus estava preparando a Terra para um novo estado de coisas, em que todos os seres humanos haveriam de viver como filhos de Deus. Jesus falava dessa nova era como o Reino de Deus, e dizia ser ele o enviado do Pai para anunciar e fazer presente esse Reino.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Combatia o pecado, especialmente a hipocrisia e a crueldade para com os fracos, mas não desprezava os pecadores: estava sempre disposto a curar e a perdoar, mesmo antes que as pessoas se mostrassem arrependidas. Para Jesus, o poder de Deus era maior que o pecado, e ele ensinava que o arrependimento e a fé podiam salvar os homens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aos seus seguidores, Jesus oferecia normas de vida. Ele ensinava as pessoas a amarem a Deus e aos seus semelhantes com toda a força de seus corações e de suas mentes. Frisava que cada pessoa deveria tratar as outras como gostaria de ser tratada por elas. Ensinava os que O ouviam a não reagirem quando atacados: &amp;quot;A quem te esbofetear a face direita, oferece também a esquerda'' (Mateus 5:39).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Milagres===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os Evangelhos falam de 36 milagres de Jesus. Ele nunca os fez em seu próprio benefício. Os milagres suscitavam a admiração de seus discípulos e geravam muitas conversões. O primeiro teria sido em Caná, durante uma festa de casamento. Quando o dono da casa viu que o vinho tinha acabado, Jesus transformou água em vinho. Pouco depois, no lago de Genesaré, teria feito com que Simão Pedro pescasse em sua rede tantos peixes que o barco ameaçou afundar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Noutra ocasião, conta-se que Jesus abençoou cinco pães e dois peixes, que puderam ser repartidos entre mais de cinco mil homens, mulheres e crianças, recebendo cada qual o suficiente para comer. E, em outra ocasião, Jesus teria deixado perplexos os discípulos, ao caminhar sobre as águas do mar durante uma tempestade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Muitas histórias dos Evangelhos falam de Jesus curando cegos e doentes. João conta como Jesus trouxe de volta à vida o seu amigo Lázaro, que estava morto e sepultado havia quatro dias. Acreditavam que Jesus usava os seus dons especiais para demonstrar o amor e a misericórdia de Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==A Paixão==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os últimos meses da vida de Jesus representam o que os cristãos chamam de Paixão, ou Seu sofrimento por toda a humanidade. Jesus fizera muitos inimigos em Jerusalém e sabia que corria perigo se fosse àquela cidade. Entretanto, acreditava ter o dever de ir. Estava decidido a pregar a boa nova do Reino de Deus e do perdão. Sentia que viera ao mundo para salvar os outros, com o sacrifício de Sua própria vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===A Última Ceia===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jesus chegou a Jerusalém para a semana da Páscoa judaica. No domingo, fez uma entrada triunfal na cidade. O povo estava agradecido pelas suas curas e pelos Seus ensinamentos, e muitos acreditavam que ele traria à nação judaica uma vida melhor. Por isso, enquanto ele passava, o povo o aplaudia e cobria Seu caminho com panos e ramos de palmeira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Os distúrbios que Jesus provocou no Templo de Jerusalém===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No templo de Jerusalém em tempo de Pessach, os Judeus traziam oferendas para a casa de Deus. As oferendas, (Korban) eram feitas em espécie, sobretudo na forma de animais, ou em dinheiro. Os sacerdotes do templo recebiam as ofertas, que eram em parte queimadas (para Deus), a parte restante sendo redistribuida entre a classe dos sacerdotes e entre os pobres. Alguns Judeus traziam animais, outros compravam-nos à entrada do templo, onde vendedores os serviam. Juntamente com estes vendedores à entrada do templo havia cambistas, pessoas que trocavam moedas gregas e romanas em moedas judaicas, as únicas que eram aceitas pelos sacerdotes do templo, aparentemente porque no templo, um lugar simbólico do Judaísmo, não deveriam circular moedas onde figurassem Deuses e imperadores estrangeiros (romanos ou gregos). O templo de Jerusalém era na altura um lugar sagrado do Judaísmo, como hoje Meca e Medina são lugares sagrados do Islão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A troca de dinheiro dos conquistadores estrangeiros, a moeda forte, como hoje em muitos países o dólar, pelo dinheiro local judeu para possibilitar a realização de uma tradição judaica devia tornar evidente aos olhos dos judeus compatriotas de Jesus, o quanto o sistema político e económico imposto pelos romanos &amp;quot;corrompia&amp;quot; a religião judaica. Era evidente que o sistema religioso, as famílias judaicas (a casta dos saduceus que se tinham &amp;quot;arranjado&amp;quot; com a nação ocupante), viviam à custa de dinheiro &amp;quot;sujo&amp;quot;, branqueado por estes cambistas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao protestar contra os cambistas do templo, Jesus estaria a mostrar aos seus contemporâneos em que medida o sistema político e económico imposto pela nação invasora corrompia a verdadeira religião judaica. Este tipo de protestos não era novo. Sabemos pelo relato de Flávio Josefo que poucos anos antes, Pôncio Pilatos se apropriou dos fundos do templo para a construção de um aqueduto, causando a ira e o protesto de muitos Judeus, protestos que foram abafados violentamente pela acção de um grupo para-militar às ordens de Pilatos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os evangelhos relatam como Jesus provocou desacatos à ordem pública, voltando as mesas dos comerciantes de moedas, protestando vivamente. Foi um acto de violência física único na vida de Jesus e que por isso tem causado muitas dificuldades à interpretação oficial das Igrejas Cristãs, que preferem não dar muita importância ao evento. Todavia há que salientar que foi este evento, observado de perto pelas autoridades romanas e pelos sacerdotes do templo, que iria desencadear a perseguição, o julgamento e finalmente a sua condenação à morte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Igreja católica tentou por muito tempo interpretar este acto violento de Jesus como justificado com base numa crítica à actividade comercial em geral. Esta a visão anti-comercial e anti-capitalista que prevaleceu na Idade Média (Ver Sociologia da religião#Do Judaísmo para o Cristianismo). &amp;quot;Jesus disse que a casa de Deus era lugar de oração e não de comércio&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outra interpretação possível e conveniente à Igreja Católica é a possibilidade de Jesus ter protestado contra este comércio porque ele teria supostamente querido uma abertura do Templo aos não Judeus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante os dias seguintes, Jesus passou boa parte do tempo pregando em Jerusalém. No tempo restante, Ele meditava e orava em Betânia, a leste da cidade. Na quinta-feira à noite, participou da Última Ceia, com os doze apóstolos, em Jerusalém. Três dos Evangelhos afirmam ser aquela a ceia da Páscoa. Nessa ocasião, Jesus disse aos apóstolos que um deles haveria de trai-lO, e prometeu que os encontraria de novo no Reino de Deus. Ao servir o pão e o vinho, disse: ''&amp;quot;Este é o meu corpo&amp;quot;'' e ''&amp;quot;Este é o meu sangue&amp;quot;''. Essa ceia deu origem à comunhão cristã.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===O Julgamento===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais tarde, na mesma noite, Jesus foi para o jardim de Getsêmani, na encosta do monte das Oliveiras, em frente ao Templo. Três discípulos - Pedro, Tiago e João - faziam-lhe companhia, mas logo adormeceram. Jesus orou em agonia espiritual, mas submeteu-se à vontade de Deus. Um pelotão de homens armados chegou ao jardim para prender Jesus enquanto ele orava. Judas Iscariotes, um dos apóstolos, indicou quem ele era com um beijo. Judas havia traído o Mestre por 30 moedas de prata. Mateus conta que, depois disso, Judas enforcou-se.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os soldados levaram Jesus para a casa do supremo sacerdote. A lei judaica não permitia que o Sinédrio, a suprema corte judaica, se reunisse durante o Pessachou condenasse um homem à morte durante a noite. Mas alguns membros do Sinédrio resolveram interrogar Jesus de qualquer modo. Primeiro o acusaram de ameaçar destruir o Templo, mas as testemunhas entraram em desacordo. Por fim, perguntaram a Jesus se ele era o Messias, o Filho de Deus e rei dos judeus. Jesus respondeu que era, e foi então acusado de blasfemar ao dizer-se Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na manhã de sexta-feira, os líderes judeus levaram Jesus à presença de Pôncio Pilatos, que então governava a província romana da Judéia. Acusavam-no de estar traindo Roma ao dizer-se rei dos judeus. Como Jesus era galileu, Pilatos enviou-o a Herodes Antipas - filho de Herodes, o Grande - que governava a Galiléia. Lucas conta que Herodes zombou de Jesus, vestindo-o com um manto real, e devolveu-o a Pilatos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Era de praxe os governantes romanos libertarem um prisioneiro judeu por ocasião do Pessach. Pilatos expôs Jesus e um assassino condenado, de nome Barrabás, na escadaria do palácio, e pediu à multidão que escolhesse qual dos dois deveria ser posto em liberdade. A multidão voltou-se contra Jesus e escolheu Barrabás. Pilatos condenou então Jesus a morrer na cruz. A crucificação era uma forma comum de execução romana, aplicada, em geral, aos criminosos de classes inferiores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===A Crucificação===&lt;br /&gt;
[[Image:William-Adolphe Bouguereau (1825-1905) - The Flagellation of Our Lord Jesus Christ (1880).jpg|thumb|right|230px|O flagelo de Cristo; pintura de William-Adolphe Bouguereau (1825-1905)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os soldados romanos zombaram de Jesus por considerar-se rei dos Judeus. Vestiram-no com um manto vermelho, puseram-lhe na cabeça uma coroa de espinhos e, na mão, uma vara de bambu. A seguir, espancaram-no e cuspiram nele. Forçaram-no a carregar a própria cruz, como um criminoso. Ao vê-lo perder as forças, ordenaram a um homem, de nome Simão Cireneu, que tomasse da cruz e a carregasse durante parte do caminho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os romanos pregaram Jesus na cruz fora da cidade, num monte chamado Gólgota ou Calvário. João conta que escreveram, no alto da cruz, a frase latina Iesus Nazarenus Rex Iudeorum, que significa Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus. Essa inscrição foi também feita em grego e em hebraico. Puseram a cruz de Jesus entre as de dois ladrões. Antes de morrer, Jesus disse: &amp;quot;Pai, perdoai-os, eles não sabem o que fazem&amp;quot; (Lucas 23:24). Durante sua agonia, ele se lamentou: &amp;quot;Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?&amp;quot; (Mateus 27:46). Depois de três horas, Jesus morreu. José de Arimatéia e Nicodemos depuseram o seu corpo num túmulo recém-aberto, e o fecharam com uma pedra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===A Ressurreição===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os Evangelhos contam que, no domingo de manhã, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus. Encontrou a pedra fora do lugar e o túmulo vazio. Depois disso, Jesus apareceu a ela e a Simão Pedro. Dois discípulos viram-no na estrada de Emaús. Os Evangelhos dizem que os onze apóstolos fiéis encontraram-se com ele, primeiro em Jerusalém e depois na Galiléia. Ele ainda os ensinou durante 40 dias e então subiu ao Céu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==O apóstolo Paulo==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo os textos bíblicos, principalmente o livro de Atos dos Apóstolos, Saulo de Tarso era judeu, cidadão romano, e perseguidor dos primeiros cristãos, até que teve um encontro com Jesus - ou ressuscitado para os católicos e evangélicos, ou materializado para os espiritualistas - no caminho de Jerusalém para Damasco. Neste encontro com Jesus, um intenso resplendor de luz acabou deixando Paulo cego durante três dias. Após ter sua visão restaurada, convencido de que Jesus era realmente o Cristo, foi batizado e passou a pregar o evangelho aos judeus e gentios (não-judeus). Saulo teve seu nome mudado para Paulo e escreveu 14 Epístolas (cartas) contidas no Novo Testamento (Romanos; 1 e 2 Coríntios; Gálatas; Efésios; Filipenses; Colossenses; 1 e 2 Tessalonissenses; 1 e 2 Timóteo; Tito; Filemom e Hebreus).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Nomes títulos de Jesus ==&lt;br /&gt;
* ''Yeshua'', nome original, é diminutivo de ''Yehoshua'', &amp;quot;Josué&amp;quot;.&lt;br /&gt;
* Raiz de David&lt;br /&gt;
* Leão da Tribo de Judá (Yehudah)&lt;br /&gt;
* Príncipe da Paz&lt;br /&gt;
* Pedra Angular&lt;br /&gt;
* Cordeiro de Deus&lt;br /&gt;
* Pão da Vida&lt;br /&gt;
* Fiel e Verdadeiro&lt;br /&gt;
* Filho do Homem&lt;br /&gt;
* Estrela da Manhã	&lt;br /&gt;
* Rosa de Sarom&lt;br /&gt;
* Alfa e o Ômega ([[Aleph]] e o [[Tau]] / no original), &amp;quot;Princípio e Fim&amp;quot; (considera-se que se aplica ao Messias, embora possa ser aplicado a Deus)&lt;br /&gt;
* Rei dos Reis&lt;br /&gt;
* Senhor dos Senhores&lt;br /&gt;
* O Messias (Ha-Mashiach)&lt;br /&gt;
* O Filho de Deus (diversas interpretações)&lt;br /&gt;
* O amado de todas as nações&lt;br /&gt;
* A segunda pessoa da Santíssima Trindade (segundo a Igreja Católica e na grande maioria das religiões cristãs)&lt;br /&gt;
* Emanuel (Deus connosco)&lt;br /&gt;
* Luz do Mundo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Data de nascimento ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A data de nascimento de Jesus é muito discutida. Devido a falhas do calendário há quem diga que Jesus teria nascido por volta do ano 6 d.C. . Porém, considerando que Jesus nasceu pouco tempo antes da morte de Herodes isto coloca-nos numa data anterior a 4 a.C..&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outra ajuda que temos para facilitar a localização da data do nascimento de Jesus foi que este ocorreu a quando José foi a Belém com sua família para participar do recenseamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os romanos obrigaram o recenseamento de todos os povos que lhes eram sujeitos a fim de facilitar a cobrança de impostos, o que se tornou numa valiosa ajuda na localização temporal dos factos, uma vez que ocorreu exactamente 4 anos antes da morte de Herodes, no ano 8 a.C..&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, os Judeus tomaram providência no sentido de dificultar qualquer tentativa por parte dos ocupantes em contar o seu povo, pelo que, segundo a história, nas terras judaicas este recenseamento ocorrera um ano depois do restante império romano, ou seja no ano 7 a.C.. Em Belém, o recenseamento ocorrera no oitavo mês, pelo que se concluiu que, Jesus nascera provavelmente no mês de Agosto do ano 7 a.C..&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros factos também ajudam a estimar a data exata. Conforme é relatado pelos textos bíblicos, no dia seguinte ao nascimento de Jesus, José fez o recenseamento da sua família, e um dia depois, Maria enviou uma mensagem a Isabel relatando o acontecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A apresentação dos bebês no templo, bem como a purificação das mulheres teria de ocorrer até aos vinte e um dias após o parto. Jesus foi apresentado no templo de Zacarias, segundo os registos locais, no mês de Setembro num sábado. Sabe-se que Setembro do ano 7 a.C. teve quatro sábados: 4, 11, 18 e 25. Como os censos em Belém ocorreram entre 10 e 24 de Agosto, o sábado de apresentação seria o de 11. Logo Jesus teria nascido algures depois de 21 de Agosto do ano 7 a.C..&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Ascendência de Jesus ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Marcos e Mateus apresentam diferentes ascendências para Jesus. Cada evangelista expõe a genealogia de uma forma diferente, Lucas por exemplo nos mostra a genealogia partindo de Maria, representada por José até Adão. Na tradição judaica quando um homem se casava com uma mulher, era considerado filho dos sogros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Segundo Marcos===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jesus era filho de José, que era filho de Jacob, que era filho de Matan, que era filho de Eleazar, que era filho de Eliud, que era filho de Aquim, que era filho de Sadoc, que era filho de Azor, que era filho de Eliaquim, que era filho de Abiud, que era filho de Zorobabel, que era filho de Salatiel, que era filho de Jeconias, que era filho de de Josias, que era filho de Amon, que era filho de Manasses, que era filho de Ezequias, que era filho de Acaz, que era filho de Joatão, que era filho de Ozias, que era filho de Joroão, que era filho de Josafat, que era filho de Asa, que era filho de Abia, que era filho de Roboão, que era filho de Salomão, que era filho de David.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Segundo Mateus e Lucas=== &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jesus era filho de José, que era filho de Eli, que era filho de Matat, que era filho de Levi, que era filho de Melqui, que era filho de Joana, que era filho de José, que era filho de Matatias, que era filho de Amós, que era filho de Naúm, que era filho de Essi, que era filho de Nagai, que era filho de Maath, que era filho de Matatias, que era filho de Semei, que era filho de José, que era filho de Judá, que era filho de Joana, que era filho de Resa, que era filho de Zorobabel, que era filho de Salatiel, que era filho de Neri, que era filho de Melqui, que era filho de Adi, que era filho de Cuzan, que era filho de Elmudan, que era filho de Er, que era filho de José, que era filho de Eliezer, que era filho de Jurim, que era filho de Matat, que era filho de Levi, que era filho de Simeon, que era filho de Judá, que era filho de José, que era filho de Jonan, que era filho de Eliaquim, que era filho de Melea, que era filho de Mainan, que era filho de Matata, que era filho de Natan, que era filho de David. No evangelho de Lucas a genealogia segue-se até Adão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Ver também ==&lt;br /&gt;
*[[Jesus Cristo]]&lt;br /&gt;
*[[Cristianismo]]&lt;br /&gt;
*[[Bíblia]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Cristianismo]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Igor</name></author>
	</entry>
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		<title>Baphomet</title>
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		<updated>2009-12-23T23:46:47Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Igor: /* A Imagem de Eliphas Levi */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Imagem:Article_768740.jpg|thumb|right|Baphomet de [[Eliphas Levi]]]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Baphomet''' ou '''Bafomé''' é uma síntese de vários conceitos mágico-místicos, mais conhecida por sua relação com os [[Templários]] e a [[Maçonaria]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das imagens de mais forte presença no universo ocultista de nossa época, por vezes erroneamente interpretada como uma rebuscada representação do diabo católico, recebe o nome de Baphomet. Todavia, apesar de muito ter sido especulado sobre o lendário ídolo dos Templários, pouca informação confiável existe a respeito desta enigmática figura. Daí vêm as inevitáveis questões: o que de fato esta imagem significa e qual a sua origem? Além disso, o que ela hoje representa dentro das Ciências Arcanas? Há algum culto atualmente celebrado cujos fundamentos estejam calcados neste Mistério? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== História ==&lt;br /&gt;
Em 1307 uma série de acusações daria início a cruel perseguição imposta pelo Papa Clemente V (Arcebispo de Bordéus, Beltrão de Got) e pelo Rei de França Felipe IV, mais conhecido como Felipe o Belo, contra a Ordem dos Cavaleiros do Templo, também chamada de Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo, ou, simplesmente, Templários. O processo inquisitorial movido contra os Templários foi encerrado em 12 de setembro de 1314, quando da execução do Grão-Mestre da Ordem do Templo, Jacques de Molay, juntamente com outros dois Cavaleiros, todos queimados pelas chamas da Inquisição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No longo rol de acusações estavam: a negação de Cristo, recusa de sacramentos, quebra de sigilo dos Capítulos e enriquecimento, apostasia, além de práticas obscenas e sodomia. O conjunto das acusações montaria um quadro claro do que foi denominado de desvirtuação dos princípios do cristianismo, os quais teriam sido substituídos por uma heterodoxia doutrinária de procedência oriental, sobremodo islâmica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, dentre as inúmeras acusações movidas contra os Templários, uma ganharia especial notoriedade, pois indicava adoração a um tipo de ídolo, algo diabólico, entendido como um símbolo místico utilizado pelos acusados em seus supostos nefastos rituais. Na época das acusações, costumava-se dizer que em cerimônias secretas, os Templários veneravam um desconhecido demônio, que aparecia sob a forma de um gato, um crânio ou uma cabeça com três rostos. Na acusação, embora seja feita menção a adoração de uma &amp;quot;cabeça&amp;quot;, um &amp;quot;crânio&amp;quot;, ou de um &amp;quot;ídolo com três faces&amp;quot;, nada é mencionado, especificamente, sobre a denominação Baphomet.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Origens ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De onde, então, teria surgido o termo? Não se sabe com precisão onde surgiu o termo Baphomet. Uma das possíveis origens, entretanto, é atribuída a pesquisa do arqueólogo austríaco Barão Joseph Von Hammer-Pürgstall, um não simpatizante do ideal Templário, que em 1816 escrevera um tratado sobre os alegados mistérios dos Templários e de Baphomet, sugerindo que a expressão proviria da união de dois vocábulos gregos, &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metis&amp;quot;, significando &amp;quot;Batismo de Sabedoria&amp;quot;. A partir desta conjectura, Von Hammer especula a respeito da possibilidade da existência de Rituais de Iniciação, onde haveria a admissão, seja aos mistérios seja aos segredos cultuados pela Ordem do Templo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== O Simbolismo ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Von Hammer, de acordo com suas descobertas, os ídolos Templários se tratavam de degenerações de ídolos gnósticos valentinianos, sendo que, de todos eles, o mais imponente formava uma estranha figura de um homem velho e barbudo, de solene aspecto faraônico. Um traço bem marcante de todas as figuras era a forte presença de caracteres de hermafroditismo ou androginia, traços que, ainda de acordo com a descrição de Von Hammer, endossariam cabalmente as acusações de perversão movidas pelo clero contra os Templários. Desta descrição aparece outra referência que muito diz sobre o mistério que cerca o nome Baphomet: ela aponta para a imagem de um &amp;quot;homem velho&amp;quot;, o qual seria adorado pelos Templários. Este &amp;quot;homem velho&amp;quot; possuía as mesmas características de Priapus, aquele criado &amp;quot;antes que tudo existisse&amp;quot;. Contudo, a mesma imagem, por vezes aparecendo com armas cruzadas sobre o peito, sugere proximidade com o Deus egípcio Osíris, havendo até quem afirme ser Osíris o verdadeiro Baphomet dos Templários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seguindo a mesma lógica e pensamento de que o vocábulo Baphomet teria vindo da Grécia Antiga, também existe a hipótese de que sua procedência esteja na conjunção das palavras &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metros&amp;quot;, algo como &amp;quot;Batismo da Mãe&amp;quot;. Por sua vez, a partir deste raciocínio, surge uma outra proposição poucas vezes mencionada nos estudos sobre Baphomet, a qual aponta ser &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metros&amp;quot; uma corruptela de Behemot, um fantástico ser bíblico de origens hebréias. Esta teoria é importante, visto Behemot ser citado (e por vezes traduzido) como uma grande fêmea de Hipopótamo que habitava as águas do rio Nilo, sendo uma das representações da &amp;quot;Grande Mãe&amp;quot;, esposa do Deus Seth.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na concepção egípcia dos Deuses, a fêmea do Hipopótamo faz uma espécie de contra-parte do Crocodilo (Typhon), da mesma forma pela qual existem os bíblicos Behemot e Leviathan.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com o pesquisador Raspe, outra definição que ganha importância, principalmente na abordagem dos cultos que atualmente são rendidos a Baphomet, mostra o suposto ídolo dos Templários como uma fórmula oriunda das doutrinas Gnósticas de Basilides. Neste sentido as palavras anteriormente apresentadas, que originaram o termo Baphomet, seriam &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metios&amp;quot;. Assim, teríamos a expressão &amp;quot;Tintura de Sabedoria&amp;quot;, ou o já apresentado &amp;quot;Batismo de Sabedoria&amp;quot;, como o significado de Baphomet.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Considerando que a palavra Baphomet possua raízes árabes, especula-se também que ela seja a corruptela de Abufihamat (ou ainda Bufihimat, como pronunciado na Espanha), expressão moura para &amp;quot;Pai do Entendimento&amp;quot; ou &amp;quot;Cabeça do Conhecimento&amp;quot;. Se nos lembrarmos das acusações movidas contra os Templários, de que eles adoravam uma &amp;quot;Cabeça&amp;quot;, veremos nesta hipótese algo plausível de ser aceito. Apesar de todas as alusões até aqui feitas, a figura de Baphomet que se tornou mais famosa, servindo de principal referência para os ocultistas atuais, é mesmo aquela cunhada no século 19 pelo Abade Alfonse Louis Constant, mais conhecido pelo nome Eliphas Levi Zahed, ou simplesmente Eliphas Levi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com a descrição do Abade, publicada pela primeira vez em 1854, a imagem de Baphomet, o [[Bode]] de Mendes ou ainda o [[Bode]] do Sabbath, é feita do seguinte modo: &amp;quot;Figura panteística e mágica do absoluto. O facho colocado entre os dois chifres representa a inteligência equilibrante do ternário; a cabeça de bode, cabeça sintética, que reúne alguns caracteres do cão, do touro e do burro, representa a responsabilidade só da matéria e a expiação, nos corpos, dos pecados corporais. As mãos são humanas para mostrar a santidade do trabalho; fazem o sinal do esoterismo em cima e em baixo, para recomendar o mistério aos iniciados e mostram dois crescentes lunares, um branco que está em cima, o outro preto que está em baixo, para explicar as relações do bem e do mal, da misericórdia e da justiça. A parte baixa do corpo está coberta, imagem dos mistérios da geração universal, expressa somente pelo símbolo do caduceu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ventre do bode é escamado e deve ser colorido em verde; o semicírculo que está em cima deve ser azul; as pernas, que sobem até o peito devem ser de diversas cores. O bode tem peito de mulher e, assim só traz da humanidade os sinais da maternidade e do trabalho, isto é, os sinais redentores. Na sua fronte e em baixo do facho, vemos o signo do microcosmo ou pentagrama de ponta para cima, símbolo da inteligência humana, que colocado assim, em baixo do facho, faz da chama deste uma imagem da revelação divina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este panteus deve ter por assento um cubo, e para estrado quer uma bola só, quer uma bola e um escabelo triangular.&amp;quot; Devido à eficiência de sua ideação, Levi propositalmente faz com que se acredite que exatamente essa forma de Baphomet era a presente na celebração dos Antigos Mistérios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== A Imagem de Eliphas Levi ==&lt;br /&gt;
A figura emblemática do Bode de Mendes, de Eliphas Levi, como vemos no início deste texto do site GnosisOnline, foi uma das primeiras, senão a primeira, que associou o bode ao ídolo Templário. É muito provável, dada a condição de sacerdote católico do Abade Alfonse Louis Constant, que a imagem Bíblica do sacrifício do Bode Expiatório tenha lhe servido de inspiração. O bode no Egito, entretanto, não possuía um significado religioso grande, exceto por este culto sacrificial, promovido na cidade de Mendes. Daí a denominação escolhida por Levi, o Bode de Mendes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém, é significativo mencionar que o [[bode]], do mesmo modo como atribuído ao carneiro, sempre foi símbolo de fertilidade, de libido e força vital. Contudo, enquanto o carneiro assume características solares, o [[bode]] se relaciona às lunares. Em outras palavras, é costume relacionar carneiros, ou cordeiros, como símbolos de aspectos considerados &amp;quot;positivos&amp;quot; das divindades, enquanto que aos bodes estariam reservados os &amp;quot;negativos&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, se naquele convencionou-se associar uma imagem de pureza, vida e santidade, neste são associados luxúria, sacrifício e perversão. Em ambos os casos, contudo, é importante salientar que tanto o carneiro quanto o bode são claros símbolos de divindades solares, sendo que no primeiro tem-se a exaltação da Divindade, enquanto no segundo a expiação e morte do Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Baphomet de Levi contem significados dualístas( representando o bem e mal): &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Um de seus braços aponta para o cima e outro para baixo(representando aparentemente o Céu e Inferno).&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
-Acima de seu braço direito(certo) que aponta para cima está uma lua crescente(haverá luz).&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
-Abaixo de seu braço esquerdo(errado) que aponta para baixo está uma lua minguante(haverá escuridão). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-O seu braço direito contém a palavra &amp;quot;Solve&amp;quot;(no Latim,resolver) e no esquerdo&amp;quot;Coagula&amp;quot;(No latim,Coagular,solidificar).&amp;quot;Solve et Coagula&amp;quot; é uma expressão alquimica de duas 'incógnitas' antônimas, que no caso de Baphomet é muito provávelmente &amp;quot;Bem e Mal&amp;quot;.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em seu livro está:&lt;br /&gt;
:''&amp;quot;O bode que é representado no nosso frontispício, traz na fronte o signo do pentagrama, com a ponta para cima, o que é suficiente para fazer dele um símbolo de luz; faz com as mãos o sinal do ocultismo, e mostra em cima a lua branca de Chesed e embaixo a lua preta de Geburah. Este sinal exprime o perfeito acordo da misericórdia com a justiça. Um dos seus braços é feminino, o outro é masculino, como no andrógino Khunrath, cujos atributos tivemos de reunir aos do nosso bode, pois que é um único e mesmo símbolo. O facho da inteligência que brilha entre seus chifres é a luz mágica do equilíbrio universal; é também a figura da alma elevada acima da matéria, como a chama está presa ao facho. A cabeça horrenda do animal exprime o horror do pecado de que só o agente material, único responsável, deve para sempre sofrer a pena: porque a alma é impassível por sua própria natureza, e só chega a sofrer, materializando-se. O caduceu, que está em lugar do órgão gerador, representa a vida eterna; o ventre coberto de escamas é a água; o círculo que está em cima é a atmosfera; as penas que vem depois são o emblema do volátil; depois, a humanidade é representada pelos dois seios e os braços andróginos desta esfinge das ciências ocultas.''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:''Eis dissipadas as trevas do santuário infernal, eis a esfinge dos terrores da Idade Média adivinhada e precipitada do seu trono; 'quomodo cecidisti, Lúcifer'? O terrível Baphomet não é mais, como todos os ídolos monstruosos, enigmas da ciência antiga e dos seus sonhos, senão um hieróglifo inocente e até piedoso.&amp;quot;''&lt;br /&gt;
:'''Dogma e Ritual da Alta Magia, Ed. Pensamento'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A essa propriedade de transformação, ou melhor, ao elemento que permite esta transformação, os Mestres deram o nome de Mercúrio Filosofal, ou Água dos Sábios, a mesma Tintura de Sabedoria, da qual falava o gnóstico Basilides ainda no século II. A imagem do Baphomet de Eliphas Levi, enfim, é a representação emblemática deste Mercúrio Filosofal ou do Andrógino Primordial. Também de Eliphas Levi vem outra curiosa explanação sobre a origem do nome Baphomet, que se tornou voga nos dias de hoje. Segundo o erudito Abade, esta palavra era a forma cifrada de se dizer TEM OHP AB, uma espécie de acróstico inverso de Baphomet, que formaria a sentença iniciática '''Templi Omnium Hominum Pacis Abbas'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Como Nome Mágico de Aleister Crowley==&lt;br /&gt;
Crowley usou este nome como motto na O.T.O. Durante seis anos ele tentou descobrir sua exata grafia. Ele sabia apenas que deveria ter 8 letras. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma suas parceiras mágicas, doutora em farmácia, especializada em análises patológicas e posteriormente perfumes, fumava ópio quando passou a ter visões, dizendo que &amp;quot;Um Feiticeiro&amp;quot; gostaria de falar com ele. Como Crowley insistiu em saber a identidade do &amp;quot;Feiticeiro&amp;quot;. Como teste perguntou: &amp;quot;Se você possuia o conhecimento superior que declarara, então diga-me, como escreve-se Baphomet?&amp;quot; Como o a amiga não sabia nada de hebráico ou grego, ele achou que seria um bom teste. A entidade respondeu que deveria haver um &amp;quot;R&amp;quot; no final (BAFVMIThR, trocando Ayin por Vau, 6 em vez de 70). Crowley tinha duas teorias: de que seria uma variação do nome grego bafo methis, que significa o &amp;quot;batismo da sabedoria&amp;quot;, ou que seria uma corruptela de Pai Mithras. A resposta batia com a segunda opção, cuja a soma resulta em 729, um número que nunca antes aparecera nos cálulos cabalísticos da Besta. Significava apenas o cubo de 9. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Baphomet era o Pai Mithras (por isso que os Templários deram esse nome ao ídolo), a rocha cúbica que ficava no canto do Templo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Baphomet para G.O Mebes==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[G.O Mebes]] define Baphomet como o deus astral e como sendo o mesmo que [[Nahash]]e seu campo de atividade é a Humanidade Universal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo o autor, todos os globos são imantados por um turbilhão astral ao mesmo tempo involtivo e evolutiv e o turbilhão involutivo é Baphome pois ele inicia nos planos superiores e desce ao planos inferiores. O caminho para a [[Reintegração]] seria libertar-se das cadeias do astral inferior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O autor explica a gravura apartir da representação do arcano xv do Taro de Marselha. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A figura sentada sobre um cubo, representa as quatro virtudes herméticas, sendo o portador dos simbolos dos quatro elementos.&lt;br /&gt;
A figura está com as pernas cruzadas de modo que o casco direito está do lado esquerdo do globo sobre o qual se apóia; e o casco esquerdo está do lado direito do mesmo globo para representar o modo invertido como o não- Iniciado percebe o astral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Referências==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*'''Os Arcanos Maiores do Taro- G.O Mebes'''&lt;br /&gt;
*'''Dogma e Ritual de Alta Magia- Eliphas Levy'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Templários]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Maçonaria]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:O.T.O.]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Igor</name></author>
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		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Baphomet&amp;diff=9831</id>
		<title>Baphomet</title>
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		<updated>2009-12-23T23:45:34Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Igor: /* A Imagem de Eliphas Levi */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Imagem:Article_768740.jpg|thumb|right|Baphomet de [[Eliphas Levi]]]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Baphomet''' ou '''Bafomé''' é uma síntese de vários conceitos mágico-místicos, mais conhecida por sua relação com os [[Templários]] e a [[Maçonaria]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das imagens de mais forte presença no universo ocultista de nossa época, por vezes erroneamente interpretada como uma rebuscada representação do diabo católico, recebe o nome de Baphomet. Todavia, apesar de muito ter sido especulado sobre o lendário ídolo dos Templários, pouca informação confiável existe a respeito desta enigmática figura. Daí vêm as inevitáveis questões: o que de fato esta imagem significa e qual a sua origem? Além disso, o que ela hoje representa dentro das Ciências Arcanas? Há algum culto atualmente celebrado cujos fundamentos estejam calcados neste Mistério? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== História ==&lt;br /&gt;
Em 1307 uma série de acusações daria início a cruel perseguição imposta pelo Papa Clemente V (Arcebispo de Bordéus, Beltrão de Got) e pelo Rei de França Felipe IV, mais conhecido como Felipe o Belo, contra a Ordem dos Cavaleiros do Templo, também chamada de Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo, ou, simplesmente, Templários. O processo inquisitorial movido contra os Templários foi encerrado em 12 de setembro de 1314, quando da execução do Grão-Mestre da Ordem do Templo, Jacques de Molay, juntamente com outros dois Cavaleiros, todos queimados pelas chamas da Inquisição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No longo rol de acusações estavam: a negação de Cristo, recusa de sacramentos, quebra de sigilo dos Capítulos e enriquecimento, apostasia, além de práticas obscenas e sodomia. O conjunto das acusações montaria um quadro claro do que foi denominado de desvirtuação dos princípios do cristianismo, os quais teriam sido substituídos por uma heterodoxia doutrinária de procedência oriental, sobremodo islâmica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, dentre as inúmeras acusações movidas contra os Templários, uma ganharia especial notoriedade, pois indicava adoração a um tipo de ídolo, algo diabólico, entendido como um símbolo místico utilizado pelos acusados em seus supostos nefastos rituais. Na época das acusações, costumava-se dizer que em cerimônias secretas, os Templários veneravam um desconhecido demônio, que aparecia sob a forma de um gato, um crânio ou uma cabeça com três rostos. Na acusação, embora seja feita menção a adoração de uma &amp;quot;cabeça&amp;quot;, um &amp;quot;crânio&amp;quot;, ou de um &amp;quot;ídolo com três faces&amp;quot;, nada é mencionado, especificamente, sobre a denominação Baphomet.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Origens ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De onde, então, teria surgido o termo? Não se sabe com precisão onde surgiu o termo Baphomet. Uma das possíveis origens, entretanto, é atribuída a pesquisa do arqueólogo austríaco Barão Joseph Von Hammer-Pürgstall, um não simpatizante do ideal Templário, que em 1816 escrevera um tratado sobre os alegados mistérios dos Templários e de Baphomet, sugerindo que a expressão proviria da união de dois vocábulos gregos, &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metis&amp;quot;, significando &amp;quot;Batismo de Sabedoria&amp;quot;. A partir desta conjectura, Von Hammer especula a respeito da possibilidade da existência de Rituais de Iniciação, onde haveria a admissão, seja aos mistérios seja aos segredos cultuados pela Ordem do Templo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== O Simbolismo ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Von Hammer, de acordo com suas descobertas, os ídolos Templários se tratavam de degenerações de ídolos gnósticos valentinianos, sendo que, de todos eles, o mais imponente formava uma estranha figura de um homem velho e barbudo, de solene aspecto faraônico. Um traço bem marcante de todas as figuras era a forte presença de caracteres de hermafroditismo ou androginia, traços que, ainda de acordo com a descrição de Von Hammer, endossariam cabalmente as acusações de perversão movidas pelo clero contra os Templários. Desta descrição aparece outra referência que muito diz sobre o mistério que cerca o nome Baphomet: ela aponta para a imagem de um &amp;quot;homem velho&amp;quot;, o qual seria adorado pelos Templários. Este &amp;quot;homem velho&amp;quot; possuía as mesmas características de Priapus, aquele criado &amp;quot;antes que tudo existisse&amp;quot;. Contudo, a mesma imagem, por vezes aparecendo com armas cruzadas sobre o peito, sugere proximidade com o Deus egípcio Osíris, havendo até quem afirme ser Osíris o verdadeiro Baphomet dos Templários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seguindo a mesma lógica e pensamento de que o vocábulo Baphomet teria vindo da Grécia Antiga, também existe a hipótese de que sua procedência esteja na conjunção das palavras &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metros&amp;quot;, algo como &amp;quot;Batismo da Mãe&amp;quot;. Por sua vez, a partir deste raciocínio, surge uma outra proposição poucas vezes mencionada nos estudos sobre Baphomet, a qual aponta ser &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metros&amp;quot; uma corruptela de Behemot, um fantástico ser bíblico de origens hebréias. Esta teoria é importante, visto Behemot ser citado (e por vezes traduzido) como uma grande fêmea de Hipopótamo que habitava as águas do rio Nilo, sendo uma das representações da &amp;quot;Grande Mãe&amp;quot;, esposa do Deus Seth.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na concepção egípcia dos Deuses, a fêmea do Hipopótamo faz uma espécie de contra-parte do Crocodilo (Typhon), da mesma forma pela qual existem os bíblicos Behemot e Leviathan.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com o pesquisador Raspe, outra definição que ganha importância, principalmente na abordagem dos cultos que atualmente são rendidos a Baphomet, mostra o suposto ídolo dos Templários como uma fórmula oriunda das doutrinas Gnósticas de Basilides. Neste sentido as palavras anteriormente apresentadas, que originaram o termo Baphomet, seriam &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metios&amp;quot;. Assim, teríamos a expressão &amp;quot;Tintura de Sabedoria&amp;quot;, ou o já apresentado &amp;quot;Batismo de Sabedoria&amp;quot;, como o significado de Baphomet.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Considerando que a palavra Baphomet possua raízes árabes, especula-se também que ela seja a corruptela de Abufihamat (ou ainda Bufihimat, como pronunciado na Espanha), expressão moura para &amp;quot;Pai do Entendimento&amp;quot; ou &amp;quot;Cabeça do Conhecimento&amp;quot;. Se nos lembrarmos das acusações movidas contra os Templários, de que eles adoravam uma &amp;quot;Cabeça&amp;quot;, veremos nesta hipótese algo plausível de ser aceito. Apesar de todas as alusões até aqui feitas, a figura de Baphomet que se tornou mais famosa, servindo de principal referência para os ocultistas atuais, é mesmo aquela cunhada no século 19 pelo Abade Alfonse Louis Constant, mais conhecido pelo nome Eliphas Levi Zahed, ou simplesmente Eliphas Levi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com a descrição do Abade, publicada pela primeira vez em 1854, a imagem de Baphomet, o [[Bode]] de Mendes ou ainda o [[Bode]] do Sabbath, é feita do seguinte modo: &amp;quot;Figura panteística e mágica do absoluto. O facho colocado entre os dois chifres representa a inteligência equilibrante do ternário; a cabeça de bode, cabeça sintética, que reúne alguns caracteres do cão, do touro e do burro, representa a responsabilidade só da matéria e a expiação, nos corpos, dos pecados corporais. As mãos são humanas para mostrar a santidade do trabalho; fazem o sinal do esoterismo em cima e em baixo, para recomendar o mistério aos iniciados e mostram dois crescentes lunares, um branco que está em cima, o outro preto que está em baixo, para explicar as relações do bem e do mal, da misericórdia e da justiça. A parte baixa do corpo está coberta, imagem dos mistérios da geração universal, expressa somente pelo símbolo do caduceu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ventre do bode é escamado e deve ser colorido em verde; o semicírculo que está em cima deve ser azul; as pernas, que sobem até o peito devem ser de diversas cores. O bode tem peito de mulher e, assim só traz da humanidade os sinais da maternidade e do trabalho, isto é, os sinais redentores. Na sua fronte e em baixo do facho, vemos o signo do microcosmo ou pentagrama de ponta para cima, símbolo da inteligência humana, que colocado assim, em baixo do facho, faz da chama deste uma imagem da revelação divina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este panteus deve ter por assento um cubo, e para estrado quer uma bola só, quer uma bola e um escabelo triangular.&amp;quot; Devido à eficiência de sua ideação, Levi propositalmente faz com que se acredite que exatamente essa forma de Baphomet era a presente na celebração dos Antigos Mistérios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== A Imagem de Eliphas Levi ==&lt;br /&gt;
A figura emblemática do Bode de Mendes, de Eliphas Levi, como vemos no início deste texto do site GnosisOnline, foi uma das primeiras, senão a primeira, que associou o bode ao ídolo Templário. É muito provável, dada a condição de sacerdote católico do Abade Alfonse Louis Constant, que a imagem Bíblica do sacrifício do Bode Expiatório tenha lhe servido de inspiração. O bode no Egito, entretanto, não possuía um significado religioso grande, exceto por este culto sacrificial, promovido na cidade de Mendes. Daí a denominação escolhida por Levi, o Bode de Mendes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém, é significativo mencionar que o [[bode]], do mesmo modo como atribuído ao carneiro, sempre foi símbolo de fertilidade, de libido e força vital. Contudo, enquanto o carneiro assume características solares, o [[bode]] se relaciona às lunares. Em outras palavras, é costume relacionar carneiros, ou cordeiros, como símbolos de aspectos considerados &amp;quot;positivos&amp;quot; das divindades, enquanto que aos bodes estariam reservados os &amp;quot;negativos&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, se naquele convencionou-se associar uma imagem de pureza, vida e santidade, neste são associados luxúria, sacrifício e perversão. Em ambos os casos, contudo, é importante salientar que tanto o carneiro quanto o bode são claros símbolos de divindades solares, sendo que no primeiro tem-se a exaltação da Divindade, enquanto no segundo a expiação e morte do Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Baphomet de Levi contem significados dualístas( representando o bem e mal): &lt;br /&gt;
-Um de seus braços aponta para o cima e outro para baixo(representando aparentemente o Céu e Inferno). &lt;br /&gt;
-Acima de seu braço direito(certo) que aponta para cima está uma lua crescente(haverá luz). &lt;br /&gt;
-Abaixo de seu braço esquerdo(errado) que aponta para baixo está uma lua minguante(haverá escuridão). &lt;br /&gt;
-O seu braço direito contém a palavra &amp;quot;Solve&amp;quot;(no Latim,resolver) e no esquerdo&amp;quot;Coagula&amp;quot;(No latim,Coagular,solidificar).&amp;quot;Solve et Coagula&amp;quot; é uma expressão alquimica de duas 'incógnitas' antônimas, que no caso de Baphomet é muito provávelmente &amp;quot;Bem e Mal&amp;quot;.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em seu livro está:&lt;br /&gt;
:''&amp;quot;O bode que é representado no nosso frontispício, traz na fronte o signo do pentagrama, com a ponta para cima, o que é suficiente para fazer dele um símbolo de luz; faz com as mãos o sinal do ocultismo, e mostra em cima a lua branca de Chesed e embaixo a lua preta de Geburah. Este sinal exprime o perfeito acordo da misericórdia com a justiça. Um dos seus braços é feminino, o outro é masculino, como no andrógino Khunrath, cujos atributos tivemos de reunir aos do nosso bode, pois que é um único e mesmo símbolo. O facho da inteligência que brilha entre seus chifres é a luz mágica do equilíbrio universal; é também a figura da alma elevada acima da matéria, como a chama está presa ao facho. A cabeça horrenda do animal exprime o horror do pecado de que só o agente material, único responsável, deve para sempre sofrer a pena: porque a alma é impassível por sua própria natureza, e só chega a sofrer, materializando-se. O caduceu, que está em lugar do órgão gerador, representa a vida eterna; o ventre coberto de escamas é a água; o círculo que está em cima é a atmosfera; as penas que vem depois são o emblema do volátil; depois, a humanidade é representada pelos dois seios e os braços andróginos desta esfinge das ciências ocultas.''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:''Eis dissipadas as trevas do santuário infernal, eis a esfinge dos terrores da Idade Média adivinhada e precipitada do seu trono; 'quomodo cecidisti, Lúcifer'? O terrível Baphomet não é mais, como todos os ídolos monstruosos, enigmas da ciência antiga e dos seus sonhos, senão um hieróglifo inocente e até piedoso.&amp;quot;''&lt;br /&gt;
:'''Dogma e Ritual da Alta Magia, Ed. Pensamento'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A essa propriedade de transformação, ou melhor, ao elemento que permite esta transformação, os Mestres deram o nome de Mercúrio Filosofal, ou Água dos Sábios, a mesma Tintura de Sabedoria, da qual falava o gnóstico Basilides ainda no século II. A imagem do Baphomet de Eliphas Levi, enfim, é a representação emblemática deste Mercúrio Filosofal ou do Andrógino Primordial. Também de Eliphas Levi vem outra curiosa explanação sobre a origem do nome Baphomet, que se tornou voga nos dias de hoje. Segundo o erudito Abade, esta palavra era a forma cifrada de se dizer TEM OHP AB, uma espécie de acróstico inverso de Baphomet, que formaria a sentença iniciática '''Templi Omnium Hominum Pacis Abbas'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Como Nome Mágico de Aleister Crowley==&lt;br /&gt;
Crowley usou este nome como motto na O.T.O. Durante seis anos ele tentou descobrir sua exata grafia. Ele sabia apenas que deveria ter 8 letras. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma suas parceiras mágicas, doutora em farmácia, especializada em análises patológicas e posteriormente perfumes, fumava ópio quando passou a ter visões, dizendo que &amp;quot;Um Feiticeiro&amp;quot; gostaria de falar com ele. Como Crowley insistiu em saber a identidade do &amp;quot;Feiticeiro&amp;quot;. Como teste perguntou: &amp;quot;Se você possuia o conhecimento superior que declarara, então diga-me, como escreve-se Baphomet?&amp;quot; Como o a amiga não sabia nada de hebráico ou grego, ele achou que seria um bom teste. A entidade respondeu que deveria haver um &amp;quot;R&amp;quot; no final (BAFVMIThR, trocando Ayin por Vau, 6 em vez de 70). Crowley tinha duas teorias: de que seria uma variação do nome grego bafo methis, que significa o &amp;quot;batismo da sabedoria&amp;quot;, ou que seria uma corruptela de Pai Mithras. A resposta batia com a segunda opção, cuja a soma resulta em 729, um número que nunca antes aparecera nos cálulos cabalísticos da Besta. Significava apenas o cubo de 9. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Baphomet era o Pai Mithras (por isso que os Templários deram esse nome ao ídolo), a rocha cúbica que ficava no canto do Templo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Baphomet para G.O Mebes==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[G.O Mebes]] define Baphomet como o deus astral e como sendo o mesmo que [[Nahash]]e seu campo de atividade é a Humanidade Universal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo o autor, todos os globos são imantados por um turbilhão astral ao mesmo tempo involtivo e evolutiv e o turbilhão involutivo é Baphome pois ele inicia nos planos superiores e desce ao planos inferiores. O caminho para a [[Reintegração]] seria libertar-se das cadeias do astral inferior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O autor explica a gravura apartir da representação do arcano xv do Taro de Marselha. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A figura sentada sobre um cubo, representa as quatro virtudes herméticas, sendo o portador dos simbolos dos quatro elementos.&lt;br /&gt;
A figura está com as pernas cruzadas de modo que o casco direito está do lado esquerdo do globo sobre o qual se apóia; e o casco esquerdo está do lado direito do mesmo globo para representar o modo invertido como o não- Iniciado percebe o astral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Referências==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*'''Os Arcanos Maiores do Taro- G.O Mebes'''&lt;br /&gt;
*'''Dogma e Ritual de Alta Magia- Eliphas Levy'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Templários]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Maçonaria]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:O.T.O.]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Igor</name></author>
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